O mercado de queijo em Mato Grosso vive um momento de forte valorização e transição estratégica, deixando de ser apenas um produtor de commodities para se consolidar como um polo de produtos de valor agregado.
O setor se divide hoje entre a força da grande indústria e o crescimento vertiginoso dos queijos artesanais.
Abaixo está o panorama atual do setor e as suas
reais perspectivas de expansão.
📊 O Cenário Atual do Mercado
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A Soberania da Mussarela: O queijo mussarela é o motor do setor lácteo
industrial no estado, representando 75% de todo o volume de queijos
produzidos. Sozinho, esse derivado consome cerca de 44% de todo o leite
captado em Mato Grosso.
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Diversificação e Variedade: O estado já fabrica mais de 30 tipos diferentes
de queijos, variando desde os industriais de larga escala até opções finas
e curadas.
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A Revolução dos Artesanais: Pequenas queijarias vêm conquistando premiações de
excelência nacional e internacional (como medalhas no prestigioso Mundial do
Queijo). Produtores locais estão sendo inseridos na elite do setor, inclusive
com entronizações na renomada Guilde Internationale des Fromagers.
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Consumo Interno: Atualmente, cerca de 90% da produção atende o próprio mercado
mato-grossense, enquanto 10% é direcionado para outros estados, revelando um
enorme potencial para exportação interestadual.
📈 Perspectivas de Expansão e
Crescimento
O mercado projeta um crescimento sustentável
fundamentado em três pilares principais:
1. Regularização e o Selo Arte (Rompedor de
Fronteiras)
O avanço em certificações como o Selo Arte e
o Selo de Agroindústria de Pequeno Porte (Siapp) mudou as regras do jogo.
Antes, os pequenos produtores ficavam restritos às suas cidades. Com os selos,
as queijarias artesanais estão expandindo suas estruturas para comercializar
legalmente para todo o Brasil, atendendo ao mercado gourmet de grandes
capitais.
2. Incentivos Fiscais e Institucionais
Mudanças tributárias recentes no ICMS sobre
derivados do leite deram novo fôlego financeiro para as indústrias e
laticínios locais. Paralelamente, eventos estratégicos como o Festival
do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso (promovido pelo Sebrae/MT e
pelo Governo do Estado) funcionam como vitrines de negócios, atraindo missões
técnicas internacionais (com mestres queijeiros da Europa) para parcerias e
investimentos.
3. Inovação na Matéria-Prima
Para sustentar a expansão, o campo está se
modernizando. Há um movimento crescente na produção de leite A2A2
(voltado para pessoas com restrições digestivas à proteína A1) e na adoção de
sistemas silvipastoris (sombra para o gado) pela Embrapa Agrossilvipastoril, o que melhora a
qualidade do leite e abre as portas para o nicho de "queijos
sustentáveis/verdes".
⚠️ Desafios no Horizonte
Apesar do otimismo, a expansão depende de superar
gargalos estruturais:
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Custos de Produção: O Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade leiteira exige rígida
gestão do produtor para garantir margens de lucro saudáveis diante das
oscilações de mercado. Logística e Sucessão Familiar: Melhorar a coleta
de leite nas propriedades e atrair o interesse dos jovens para dar continuidade
aos negócios rurais continuam sendo pontos de atenção para as cooperativas e
indústrias

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