A bananicultura em Mato Grosso é a principal atividade frutífera da agricultura familiar, com presença consolidada em mais de 80% do território estadual.
Embora o estado seja globalmente famoso pelos grãos, a banana destaca-se pelo forte impacto socioeconômico regional.
Os principais números e estatísticas da cultura no estado indicam:
Dados de Produção e Área Plantada
- Produção anual: Estimada em aproximadamente 72 mil a 80 mil toneladaspor ano.
- Área colhida: Ocupa pouco mais de 6 mil a 7 mil hectares. O setor busca recuperar marcas históricas do início dos anos 2000, época em que a área cultivada sofreu forte redução devido ao avanço da praga Sigatoka-negra (hoje controlada com manejo e variedades resistentes)
- Produtividade média: Varia conforme o nível tecnológico, ficando entre 11,3 a 15 toneladas por hectare ao ano. Em propriedades de alta tecnologia com irrigação assistida, os produtores alcançam patamares mais elevados.
- Posição no ranking nacional: Mato Grosso ocupa a 17ª posição entre os maiores produtores de banana do Brasil.
Dinâmica e Variedades Cultivadas
- Abrangência territorial: Cultivada em mais de 80 municípios (cerca de 87% do estado).
- Variedade líder: A banana-da-terra (com destaque para a cultivar BRS Terra-Anãdesenvolvida para a região) é o grande símbolo cultural e comercial do estado. Também há forte cultivo de banana-maçã e banana-nanica.
- Polo de Destaque (Rota da Banana): Foi instituído o projeto Rota da Banana, que integra 24 municípios na região Oeste e Sudoeste de Mato Grosso (com forte presença em Tangará da Serra e arredores) para conectar produtores à agroindústria.
- Fomento público: Por meio de programas estaduais conduzidos pela SEAF-MT, o governo distribui anualmente centenas de milhares de mudas micropropagadas de alta qualidade sanitária, além de kits de irrigação e calcário, visando expandir a área plantada e a eficiência dos pequenos produtores.
Se você quiser, posso detalhar quais são os municípios líderes de produçãono estado ou as tecnologias de manejo recomendadas pela Embrapa para a região. Como prefere prosseguir?
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