14 de setembro de 2026

As redeiras de Limpo Grande estão ligadas há séculos através de imensos fios de linha, das lembranças das tataravós aos dias de hoje.

 

Apesar da tecnologia, da indústria que coloca no mercado redes à preços convidativos, muito pouco se mudou na arte de tear.

O ritual que acompanha as mulheres redeiras de Limpo Grande, comunidade situada em Várzea Grande, e a 23km de Cuiabá continua o mesmo, acordar cedo, e sem demora iniciar o serviço.

As redes são feitas em casa, entre uma panela no fogo, olhar atento no filho, e concentração no trabalho, que é extremamente desgastante.

A tecelagem é a arte mais expressiva desta comunidade, e desconhecida para muitas pessoas, que se quer, sabem da existência deste núcleo.

A habilidade com que as rendeiras, no princípio, fiavam e atingia o próprio fio do qual teciam as redes lavradas (bordadas) é a mesma das que realizam o ofício hoje.

Esta técnica segundo alguns historiadores locais foi repassada através das mulheres indígenas.

As Guanás eram hábeis no manuseio do tear, e, além do fiar e tingir o fio, também plantava o algodão.

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), tem dado total apoio para esta iniciativa.

Essa era uma cultura que estava praticamente extinta. Uma rede pode demorar mais de dois meses no tear para ficar pronta. E não havia uma estrutura ou um incentivo para que as mulheres continuassem fazendo esse trabalho. 

Com a Associação e o apoio da Prefeitura, todas as mulheres estão se sentindo muito motivadas.

A tecelagem de Limpo Grande é um patrimônio imaterial de Várzea Grande, protegido por Lei.

O trabalho da associação Tece Arte pode ser acompanhado pelas redes sociais em www.instagram.com/teceartemt, onde elas também recebem encomendas.

 

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