Apesar da tecnologia, da indústria que coloca no mercado redes à preços convidativos, muito pouco se mudou na arte de tear.
O ritual que acompanha as mulheres redeiras de Limpo Grande, comunidade situada em Várzea Grande, e a 23km de Cuiabá continua o mesmo, acordar cedo, e sem demora iniciar o serviço.
As redes são feitas em casa, entre uma panela no fogo, olhar atento no filho, e concentração no trabalho, que é extremamente desgastante.
A tecelagem é a arte mais expressiva desta comunidade, e desconhecida para muitas pessoas, que se quer, sabem da existência deste núcleo.
A habilidade com que as rendeiras, no princípio, fiavam e atingia o próprio fio do qual teciam as redes lavradas (bordadas) é a mesma das que realizam o ofício hoje.
Esta técnica segundo alguns historiadores locais foi repassada através das mulheres indígenas.
As Guanás eram hábeis no manuseio do tear, e, além do fiar e tingir o fio, também plantava o algodão.
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), tem dado total apoio para esta iniciativa.
Essa era uma cultura que estava praticamente extinta. Uma rede pode demorar mais de dois meses no tear para ficar pronta. E não havia uma estrutura ou um incentivo para que as mulheres continuassem fazendo esse trabalho.
Com a Associação e o apoio da Prefeitura, todas as mulheres estão se sentindo muito motivadas.
A tecelagem de Limpo Grande é um patrimônio imaterial de Várzea Grande, protegido por Lei.
O trabalho da associação Tece Arte pode ser acompanhado pelas redes
sociais em www.instagram.com/teceartemt,
onde elas também recebem encomendas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário