10 de março de 2026
Esperamos por você! 1ª Conferência das IGRs Mato-Grossenses Integrando Governança e Turismo Regional

A 1ª Conferência das IGRs Mato-Grossenses Integrando Governança e Turismo Regional será um evento, que reunirá representantes das Instâncias de Governança Regional (IGRs), gestores públicos, lideranças do setor produtivo e demais atores estratégicos do turismo e do desenvolvimento regional.
Será realizada nos dias 20 e 21 de março, lideranças de todo o estado onde se reúnirá um público das 15 IGRs de Mato Grosso, composto pelo setor público e privado, na Pousada dos Nobres – Bom Jardim, Nobres/MT para discussões de assuntos relacionados com as suas devidas instâncias de governanças visando fortalecer o turismo regional de Mato Grosso.
9 de março de 2026
SOBRE PRECIFICAÇÃO DE PRODUTOS EM TURISMO RURA L - VEJA NESTE GUIA o passo a passo para fazer a precificação em produtos de turismo rural
A precificação no turismo rural deve equilibrar os custos
operacionais (que muitas vezes são subestimados) com o valor emocional e de experiência
que o campo proporciona, como o contato com a natureza, tranquilidade e
produtos artesanais. O objetivo é garantir a cobertura dos custos e a geração
de lucro, sem tornar o produto inacessível ou desvalorizado.
Aqui está um guia passo a passo para fazer a precificação em turismo
rural:
1. Levantamento dos Custos
Antes de definir o preço, é fundamental saber exatamente quanto custa o
seu serviço:
·
Custos Variáveis: Insumos diretos, café da manhã,
material de limpeza, energia e água consumidos pelo turista.
·
Custos Fixos: Impostos (DAS-MEI, por
exemplo), funcionários, manutenção da propriedade, internet.
·
Custo de Ocupação (Cost Par): Calcule o
custo de manter o quarto ou atividade funcionando, mesmo que não haja hóspedes.
·
Pró-labore: Não esqueça de incluir o seu
salário pelo tempo dedicado.
2. Análise de Mercado e Concorrência
·
Pesquisa de Concorrentes: Compare suas
diárias ou atividades com outros empreendimentos de turismo rural similares na
sua região.
·
Valor Percibido: Diferencie-se. Se sua
propriedade oferece experiências únicas (ordenha, colheita, refeição típica),
seu preço pode ser superior à média.
·
Sazonalidade: Ajuste os preços entre alta
(férias, feriados) e baixa temporada.
3. Métodos de Precificação
·
Markup (Preço = Custo + Margem): Adicione uma
margem de lucro sobre o custo total (variável + fixo).
·
Precificação Baseada em Valor (Value-based
Pricing): Defina o preço com base no benefício que o cliente percebe (ex: a
exclusividade da experiência) e não apenas no custo de produção.
· Custo por Quarto/Atividade (Cost Par): O valor mínimo da diária deve cobrir pelo menos os custos fixos e variáveis por unidade ocupada.
4. Dicas Estratégicas para Turismo Rural
·
Valorize a Experiência: No campo, o
turista busca vivência. Inclua atividades como colheita, contato com animais ou
caminhadas no preço do pacote para agregar valor.
·
Comissões de Venda: Se utilizar
plataformas de reserva (Booking, Airbnb), adicione as comissões (que podem
chegar a 15-20%) ao seu preço final.
·
Comece com Pacotes: Crie pacotes
(hospedagem + café + trilha) para facilitar a percepção de valor.
·
Use Aplicativos: Utilize plataformas de
hospedagem para gerenciar a renda e a ocupação da propriedade.
Resumo dos Fatores de Precificação
- 1. Custos Diretos e
Indiretos
- 2. Lucro Desejado
- 3. Concorrência (Benchmark)
- 4. Valor da Experiência
- 5. Sazonalidade
Nota: Não caia no erro de vender muito com preço baixo, o que gera alto
faturamento mas zero resultado líquido.
Vamos entender o que é Conta Satélite do Turismo (CST) Rural - o que ela faz !
A Conta Satélite do Turismo (CST) Rural é um sistema estatístico
complementar às contas nacionais, focado em mensurar o impacto econômico
específico das atividades turísticas em áreas rurais.
Ela calcula o Produto Interno Bruto (PIB) do turismo rural, gerando dados sobre emprego, renda, consumo e investimentos no setor.
O que ela faz na prática:
·
Mede o Impacto Econômico: Isola o valor
gerado por pousadas rurais, restaurantes típicos, passeios e artesanato local, produção
associada ao turismo, setores que muitas vezes não aparecem isolados no PIB
geral.
·
· Identifica Oportunidades: Ajuda a
entender a cadeia de valor do turismo no campo, desde o transporte até a
comercialização de produtos locais.
·
·
Orienta Políticas Públicas: Fornece dados
para que governos e empresários criem estratégias para fortalecer o
desenvolvimento regional e a geração de renda no campo.
Essa ferramenta é essencial para destacar a importância do turismo rural
como um motor de desenvolvimento local, valorizando a cultura e o ambiente
rural.
Vejam alguns Aspectos Chave da Sucessão Familiar No Meio Rural
A sucessão familiar no meio rural é a transferência planejada da
gestão, propriedade e legado técnico da fazenda entre gerações (pais para
filhos). Essencial para a longevidade, envolve capacitação dos jovens, diálogo
familiar e instrumentos jurídicos, como a doação com usufruto ou partilha em
vida.
Aspectos Chave da Sucessão Rural:
·
Importância: Garante a continuidade do
negócio, evita conflitos familiares e preserva o patrimônio construído.
·
Desafios: Resistência dos fundadores à
mudança, falta de preparo do sucessor e a migração de jovens para a cidade.
·
O Processo: Começa com o diálogo aberto,
seguido pela capacitação do sucessor, definição de papéis e formalização legal.
·
Gestão Moderna: Jovens tendem a trazer
inovações tecnológicas (drones, maquinário de precisão) e novas lideranças,
incluindo maior participação feminina.
·
Ferramentas Legais: Planejamento
sucessório, doação com cláusula de usufruto (garante que o fundador viva da
renda da terra) e antecipação da legítima.
SOBRE: Sucessão Familiar de modos gerais - vamos entender um pouco!
A sucessão familiar é o processo planejado de transferência de gestão e
propriedade de um negócio ou patrimônio, como fazendas e empresas, para a nova
geração. Essencial para a continuidade, exige planejamento com 5 a 10 anos de
antecedência, envolvendo preparo dos herdeiros, comunicação clara e alinhamento
de expectativas.
Principais Aspectos da Sucessão Familiar:
·
Processo, não evento: Deve ser
construído ao longo do tempo, transmitindo conhecimentos, valores e cultura da
família.
·
Desafios Comuns: Incluem resistência à mudança,
conflitos de interesse, falta de planejamento, preparação dos sucessores e
fatores emocionais.
·
Planejamento no Agronegócio: Muito comum
no meio rural, onde o sucesso depende da união familiar, profissionalização da
gestão e a inclusão das novas tecnologias pelos mais jovens.
·
Profissionalização: É
recomendável que os herdeiros ganhem experiência antes de assumir cargos de
liderança, permitindo que a transição ocorra de forma natural.
·
Sucessão Forçada: Caso não haja planejamento, a
sucessão pode ocorrer forçadamente por morte ou doença, gerando instabilidade.
Como Fazer uma Sucessão Eficaz:
1. Iniciar cedo: Definir um
cronograma claro, mapeando as etapas de transferência de poder.
2. Envolver a família: Realizar
reuniões para discutir as expectativas de quem quer e quem não quer assumir o
negócio.
3. Profissionalizar: Analisar quem
entre os herdeiros tem perfil de gestão e considerar auxílio profissional
especializado para mediar conflitos.
4. Treinamento: Focar na
capacitação técnica e de gestão da nova geração.
5. Reconhecimento: A transição
deve ser baseada na generosidade do sucedido (patriarca/matriarca) e na
competência do sucessor.
A sucessão bem planejada garante a perenidade da empresa e preserva o
patrimônio familiar, adaptando-o às mudanças de mercado
Êxodo Rural, causas e consequências... - Geraldo Neves dos Reis

Como é do conhecimento de todos, êxodo rural é o processo de migração, vagarosamente ou em massa, da população do meio rural para as grandes cidades, podendo ocorrer em um curto ou longo período de tempo.
Em nosso país isso ocorreu, em grandes proporções, nas décadas de 60 e 80, mas ocorreu também, embora em menor escala, nas demais décadas e ainda vem acontecendo nos dias atuais, principalmente para as cidades de grande porte.
Várias são as causas desse fenômeno, as quais podem variar com a região ou com o passar do tempo. Dentre as principais podemos citar: 1ª – Busca de melhores condições de vida; 2ª - Mecanização do setor agropecuário, com a substituição total ou parcial da mão de obra por máquinas agrícolas; 3ª – Leis que impedem ou dificultam a manutenção ou fixação do homem no meio rural; 4ª – Falta de incentivo aos produtores por parte dos governos municipal, estadual e federal; 5ª – Longos e frequentes períodos de estiagem; 6ª - Ausência de infraestrutura e serviços nos setores essenciais como educação, transporte e saúde; 6ª – Excesso de protecionismo por parte dos governos, principalmente na distribuição de “bolsas” sem o devido controle e observância de suas reais necessidades; 7ª – Desativação das escolas no meio rural; 8ª – Maior oferta de emprego no setor urbano; 9ª – Sindicatos que, as vezes, incentivam o desacordo entre o patrão e o empregado; etc.
As consequências de todo esse processo estão aí estampadas nos jornais e na mídia de um modo geral: crescimento desenfreado e desordenado das periferias urbanas, o que vem provocando a formação e crescimento das favelas, cujas cidades não estão preparadas para receber um grande número de migrantes; ausência de mão de obra no campo para plantio, cultivo e colheita, principalmente para as culturas perenes como o café, citros e a cana-de-açúcar; crescimento da economia informal, provocado pela escassez de emprego também no setor urbano das cidades; etc.
Antigamente os fazendeiros construíam casas para seus antigos colonos e, quando um dos filhos de tais funcionários constituía família, era construída nova uma nova residência para o mesmo, o qual prestava seus serviços desde criança nas referidas fazendas. Na conjuntura atual, se o fazendeiro proceder da mesma forma, possivelmente perderá suas terras e ainda terá que fornecer uma volumosa indenização aos esses empregados. O que se vê hoje em dia são casas derrubadas, desmoronadas ou abandonadas na grande maioria das propriedades rurais.
No Passado existiam escolas no meio rural, onde as crianças tinham mais comodidade para pelo menos para iniciarem seus estudos e ainda, após retornarem das aulas, ajudavam em pequenas tarefas em suas residências ou até mesmo nas fazendas cujos pais trabalhavam. Hoje os alunos, que ainda restam no meio rural, são conduzidos para as escolas urbanas, com muita perda de tempo e perigo constante durante tal translado.
Nos dias de hoje as crianças não podem mais trabalhar, mas podem ser usadas ou transformadas em pedintes nos sinais de trânsitos e nas ruas das cidades ou assistir “apresentações artísticas” pornográficas nas exposições promovidas por agentes financeiros ou pelos grandes canais de televisão.
Enquanto falta mão de obra nas fazendas, os bares, as praças e as ruas estão cheios de pessoas ociosas, bebendo, fumando ou jogando e vivendo ás custas de “bolsas” oferecidas por um governo incompetente, inconsequente e mal-intencionado. Que usa a ingenuidade ou a fome dos necessitados para angariar votos..
Talvez seja como um grão de areia no deserto ou uma gota de água no oceano, mas a minha experiência, adquirida após mais de 35 anos de trabalho em contato direto com o homem do campo, me permite lançar algumas sugestões para tentar, pelo menos, amenizar esse problema: 1ª – Modificação das leis trabalhistas, com leis diferenciadas ou distintas entre os setores rural e urbano, permitindo ou facilitando ao produtor rural a contratação de mão de obra temporária sem a necessidade de vínculo empregatício (registro em carteira de trabalho). Seria efetuado apenas um contrato temporário, válido por 3 a 4 meses, período suficiente para a execução da colheita das culturas perenes. Poderia ser pago apenas uma taxa “per capta” ao INSS, para assegurar o trabalhador durante o período contratado; 2ª – Modificação das leis facilitando ou permitido ao produtor rural fornecer moradia ao trabalhador, durante o tempo de trabalho, sem que o empregador corra o risco de perder sua casa ou um pedaço de terra, quando tal funcionário fosse dispensado; 3ª – Volta das escolas no meio rural, para que o aluno tenha mais comodidade e assiduidade em seus estudos; 4ª – Postos de Saúde, ou pelo menos Ambulatórios, com atendimento médico no meio rural, pelo menos uma vez por semana; 5ª – Menos protecionismo por parte dos governos, para que a pessoa tenha a necessidade de trabalhar para sustentar sua família; 6ª – Incentivo social e financeiro ao produtor rural, com assistência técnica e crédito rural facilitado e sem burocracia, etc.
Os municípios, principalmente os pequenos, cuja renda principal advém da produção agrícola, acabam sendo severamente prejudicados por esse êxodo rural, com a diminuição de sua população, de sua produção agrícola e a consequente queda em sua arrecadação.
O que está faltando mesmo é vontade política e comprometimento dos governos com o produtor e o trabalhador rural, para que o homem do campo possa exercer sua profissão com mais dignidade e tranquilidade.
Geraldo Neves dos Reis, ex-funcionário do Instituto Brasileiro do Café e Ministério da Agricultura, engenheiro agrônomo e fiscal federal agropecuário aposentado, membro da Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas, escritor com dois livros já lançados, membro e atual Secretário da Loja Maçônica Caratinga Livre, Radialista, diretor de uma Rádio Comunitária em Vargem Alegre e confrade da Sociedade São Vicente de Paulo.
* Artigo publicado no Jornal "Diário de Caratinga" do dia 30-11-2017.
SOBRE: Êxodo Rural - Entenda !
O êxodo rural é a migração populacional em massa do campo para as
cidades, motivada principalmente pela mecanização agrícola, busca por melhores
empregos, serviços de educação/saúde e secas. Intensificado após a
industrialização, o fenômeno gera urbanização acelerada, mas também desemprego
urbano, favelização e envelhecimento do campo.
Principais Causas do Êxodo Rural
·
Mecanização do Campo: Substituição
da mão de obra humana por máquinas (tratores, colheitadeiras).
·
Fatores Atrativos da Cidade: Busca por
melhores oportunidades de emprego, educação, saúde e qualidade de vida.
·
Concentração de Terras:
Estrutura fundiária restritiva, dificultando a permanência de pequenos produtores
·
Clima e Desastres: Secas,
ciclones e escassez de água empurram a população para áreas urbanas.
·
Falta de Infraestrutura: Ausência de
serviços básicos como estradas, hospitais e escolas no campo.
Consequências do Êxodo Rural
·
Urbanização Desordenada: Cidades não
preparadas para receber um grande número de pessoas, gerando déficit
habitacional e de infraestrutura.
·
Aumento do Desemprego e Marginalidade: População
rural sem qualificação profissional enfrenta dificuldades no mercado de
trabalho urbano.
·
Envelhecimento do Campo: Jovens saem
em busca de oportunidades, deixando a produção agrícola a cargo de populações
mais velhas.
·
Favelização: Formação de assentamentos
informais precários nas grandes cidades.
O Caso Brasileiro
·
O Brasil transformou-se de um país agrário para um país urbano, com a
maior parte do êxodo ocorrendo entre as décadas de 1950 e 1980, impulsionado
pela industrialização e substituição de importações.
·
Em 1940, apenas 26% da população era urbana; na década de 1980, esse
número subiu para 70%.
·
Embora tenha desacelerado, o êxodo persiste. Dados indicam que a
população rural brasileira caiu de 18,8% em 2000 para 12,4% em 2022,
evidenciando um processo de esvaziamento do campo contínuo.
·
Soluções apontadas incluem a melhoria da infraestrutura rural,
conectividade, acesso a crédito e assistência técnica para jovens e pequenos
produtores.

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