8 de março de 2026

Proteína NLA no centro da descoberta


Créditos: Lucas George Wendt/Unsplash

Proteína NLA no centro da descoberta

A investigação foi conduzida pelo Laboratório Estatal de Resistência das Plantas a Estresses Ambientais da Universidade Agrícola da China. Os cientistas identificaram a proteína NLA como peça-chave na resposta ao estresse.

Segundo o professor Yang Shuhua, o mecanismo natural atua como uma balança biológica. A proteína protege contra o frio, mas limita simultaneamente a absorção de fosfatos pelas raízes.

Para contornar esse impasse, a equipe recorreu à inteligência artificial e à edição genética. O resultado foi a criação de uma versão modificada da proteína, capaz de equilibrar proteção térmica e eficiência nutricional.

Potencial impacto na produção global

O material híbrido desenvolvido demonstrou maior tolerância a ambientes frios. Ao mesmo tempo, apresentou melhor aproveitamento do fósforo disponível no solo.

Os autores indicam que a mesma abordagem poderá ser aplicada a outros nutrientes, como o nitrogênio. Isso abre caminho para variedades agrícolas mais resilientes diante das mudanças climáticas.

Caso a tecnologia avance para aplicação comercial, regiões com invernos rigorosos poderão ampliar o cultivo de milho. A inovação tem potencial para redefinir estratégias de segurança alimentar em escala mundial.

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Café sob sombra ganha força no Brasil e pode transformar lavouras em refúgios de biodiversidade

 



Modelo que alia produção e conservação avança no mundo e encontra terreno fértil na Bahia, onde experiências agroflorestais mostram que é possível produzir preservando a Mata Atlântica
Por: Priscila Alves, Notícias Agrícolas
Publicado em 03/03/2026 16:55Atualizado em 05/03/2026 15:43

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O cultivo de café sob sombra, prática que mantém árvores nativas protegendo os cafeeiros, vem sendo apontado por pesquisadores internacionais como uma estratégia concreta de conservação ambiental dentro das próprias áreas agrícolas. A proposta, que já é estudada há décadas em outros países, encontra no Brasil, especialmente na Bahia, experiências que caminham na mesma direção.

Pesquisa divulgada pela Knowable Magazine, destacam que sistemas sombreados funcionam como agroecossistemas, ou seja, ambientes produtivos que mantêm características semelhantes às florestas naturais. 

Uma das principais estudiosas do tema é a ecologista Ivette Perfecto, da Universidade de Michigan. Segundo ela, plantações de café com diversidade de árvores podem servir de refúgio para aves, insetos, morcegos e pequenos mamíferos, ampliando a conservação para além das unidades de proteção ambiental.

Estudos citados na revista indicam que aves e morcegos ajudam no controle natural de pragas, reduzindo a necessidade de pesticidas. Árvores de sombra também contribuem para a saúde do solo, evitam erosão e auxiliam no armazenamento de carbono, fator importante diante das mudanças climáticas.

Outro pesquisador mencionado é Russell Greenberg, ligado ao Smithsonian Migratory Bird Center, que ajudou a fundamentar o selo Bird Friendly, certificação que estabelece critérios rigorosos para garantir diversidade de árvores e habitat adequado para aves migratórias.
Embora o sistema sob sombra possa apresentar produtividade menor quando comparado ao cultivo a pleno sol, especialistas defendem que os serviços ambientais prestados compensam parte dessa diferença no médio e longo prazo.

Bahia já tem modelo consolidado com árvores na lavoura

No Brasil, a Bahia apresenta um exemplo histórico de integração entre produção agrícola e conservação: o Sistema Cabruca, tradicional no cultivo de cacau no sul do estado. Nesse modelo, os cacaueiros crescem sob a sombra da Mata Atlântica, mantendo árvores nativas e preservando parte significativa da biodiversidade original.

O modelo tem sido fortalecido por iniciativas do Ministério da Agricultura e Pecuária em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente, voltadas à recuperação produtiva e ambiental de áreas cacaueiras no sul baiano.

Além do cacau, há iniciativas envolvendo café em consórcio com espécies nativas. O Serviço Florestal Brasileiro, por meio do Programa Arboretum, apoia experiências de cultivo de café associado ao pau brasil e outras árvores nativas no extremo sul da Bahia. A proposta reforça a recomposição florestal e melhora as condições microclimáticas das lavouras.

Embora o café sob sombra ainda não seja predominante na cafeicultura brasileira, especialmente nas regiões de grande escala produtiva, os exemplos baianos mostram que há base técnica e ambiental para expansão de sistemas mais diversificados.
Em um cenário de pressão por sustentabilidade, rastreabilidade e redução de impactos ambientais, o café cultivado entre árvores pode deixar de ser apenas um nicho ecológico e se tornar estratégia competitiva. Para produtores, significa possibilidade de agregar valor. Para o meio ambiente, representa a chance de transformar áreas agrícolas em corredores de biodiversidade.

A pergunta que começa a ganhar força no setor é direta: o futuro do café pode estar, literalmente, à sombra das árvores.


 

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Café fecha em alta nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (5)



Arábica sobe mais de 200 pontos em Nova York e robusta também avança em Londres.
Por: Priscila Alves, Notícias Agrícolas
Publicado em 05/03/2026 16:56Atualizado em 05/03/2026 17:28

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Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica registraram ganhos entre os principais vencimentos. O contrato março/26 finalizou o dia cotado a 293,00 cents por libra-peso, com alta de 230 pontos. O maio/26 fechou a 288,80 cents/lbp, avançando 255 pontos, enquanto o julho/26 terminou o pregão a 283,95 cents/lbp, com ganho de 275 pontos.

Em Londres, o café robusta também apresentou valorização. O contrato março/26 encerrou o dia cotado a US$ 3.806 por tonelada, com alta de 17 pontos. O maio/26 fechou a US$ 3.744 por tonelada, também com ganho de 17 pontos, enquanto o julho/26 terminou a sessão a US$ 3.656 por tonelada, registrando alta de 11 pontos.

Segundo análise internacional de mercado, os preços foram sustentados por preocupações com a oferta global de café. Dados divulgados pelo governo brasileiro indicaram que as exportações de café do Brasil em fevereiro caíram 17,4% na comparação anual, somando 142 mil toneladas, fator que reforçou o sentimento de aperto na oferta e ajudou a impulsionar as cotações.

Além disso, o mercado também monitora impactos logísticos no comércio global. Tensões geopolíticas no Oriente Médio têm elevado custos de transporte marítimo, seguros e combustível, o que pode aumentar os custos para importadores e torrefadores de café ao redor do mundo.

No Brasil, os preços físicos seguem em patamares elevados, apesar de movimentos recentes de correção. De acordo com dados do Cepea/Esalq, o Indicador do café arábica fechou em R$ 1.859,96 por saca de 60 kg no dia 4 de março, com variação diária positiva de 0,36%. No acumulado do mês, o indicador registra alta de 3,47%.

Para o café robusta, o indicador Cepea apontou R$ 1.067,90 por saca, com leve recuo diário de 0,67%, mas ainda com alta mensal de 3,40%, refletindo a firmeza do mercado interno diante da demanda e das oscilações no cenário internacional.

Segundo levantamentos do Cepea, o mercado brasileiro vem passando por ajustes após períodos de forte valorização, influenciado por expectativas de oferta e pelo comportamento das safras nas principais regiões produtoras.

Agentes do mercado seguem atentos à evolução da safra brasileira e ao ritmo das exportações, fatores que devem continuar influenciando a formação dos preços nas bolsas internacionais nas próximas semanas.
 

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Praga desafia manejo nas lavouras de café

 


A partir desse reconhecimento, o monitoramento constante torna-se essencial

AGROLINK - Leonardo Gottems
Publicado em 06/03/2026 às 02:15h.
A partir desse reconhecimento, o monitoramento constante torna-se essencial
A partir desse reconhecimento, o monitoramento constante torna-se essencial - Foto: Divulgação 

O bicho-mineiro segue como uma das pragas mais persistentes e prejudiciais à cafeicultura. Presente em praticamente todas as regiões produtoras, o inseto se destaca pela ampla disseminação e pelo potencial de causar perdas expressivas nas lavouras. As lagartas se desenvolvem dentro das folhas, formando minas que provocam queda foliar principalmente no terço superior das plantas e podem reduzir a produtividade em até 72%, conforme o nível de infestação.

O gerente da cultura de café da FMC, Luís Grandeza, explica que o manejo eficiente começa pela correta identificação do inseto. Na fase adulta, trata-se de uma pequena mariposa de coloração cinza prateada, com cerca de 5 a 6 milímetros de envergadura. As fêmeas depositam ovos na face superior das folhas e, após a eclosão, as lagartas penetram no interior do tecido foliar, onde se alimentam e formam as lesões típicas da praga.

A partir desse reconhecimento, o monitoramento constante torna-se essencial. O produtor deve observar a presença de ovos, minas vivas recentes e mariposas que levantam voo ao toque nas plantas. O controle químico deve ser realizado de forma preventiva, com no máximo 3% de minas vivas nas folhas. Em viveiros e áreas recém-plantadas, onde há menor quantidade de folhas, o manejo deve começar logo após a observação dos primeiros adultos.

“O bicho-mineiro na fase adulta é facilmente reconhecido por ser uma pequena mariposa de cor cinza prateada, que mede de 5 a 6 mm de ponta a ponta das asas e cerca de 2 a 3 mm de comprimento corporal. As fêmeas depositam seus ovos na face superior das folhas, que servem de alimento exclusivo para as lagartas. Assim que eclodem, elas penetram diretamente no interior das folhas e consomem o tecido entre as duas epidermes, formando as lesões características”, explica.

QUALIDADES: Quais são as qualidades da carne de PEIXE?

 




Texto : Geraldo Donizeti  
A carne de peixe é considerada um dos alimentos mais saudáveis e nutritivos, sendo reconhecida como uma proteína de alto valor biológico, de fácil digestão e rica em nutrientes essenciais. Ela oferece benefícios significativos para o coração, cérebro e sistema imunológico. 


As principais qualidades da carne de peixe incluem:

  • Fonte de Ômega-3: Peixes (especialmente os gordos como salmão, sardinha e cavala) são ricos em ácidos graxos ômega-3, que possuem ação anti-inflamatória, ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL), aumentam o colesterol bom (HDL) e protegem o coração.
  • Proteína de Alta Qualidade: Contém proteínas de alto valor biológico, cruciais para o crescimento, desenvolvimento e manutenção dos músculos.
  • Baixo Teor de Gordura Saturada: Diferente de carnes vermelhas, a carne de peixe possui pouca gordura saturada, sendo um aliado na prevenção da aterosclerose.
  • Rica em Micronutrientes: É uma excelente fonte de vitaminas e minerais essenciais, como:
    • Vitamina D e B2 (riboflavina): Importantes para a saúde óssea e energia.
    • Selênio e Iodo: Antioxidantes e essenciais para a tireoide e o sistema imunológico.
    • Cálcio e Fósforo: Especialmente quando consumidos com espinhas (como sardinha enlatada), fortalecendo ossos.
    • Ferro e Zinco: Essenciais na prevenção de anemia e suporte metabólico.
  • Saúde Cardiovascular e Cerebral: O consumo regular está associado a uma redução no risco de doenças cardíacas, arritmias, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e retardamento do declínio cognitivo em idosos.
  • Anti-inflamatório Natural: O ômega-3 ajuda a diminuir inflamações, sendo útil até para a saúde da pele. 


Em resumo, o consumo de peixe, idealmente duas vezes por semana, é recomendado por médicos e nutricionistas para uma dieta equilibrada e prevenção de doenças crônicas. 



Texto : Geraldo Donizeti