11 de outubro de 2026

Terremoto de magnitude 7,6 atinge a costa do Panamá e liga alerta na América Latina

Foto: Reprodução/Google Maps

Tremor com epicentro no Pacífico Sul mobilizou protocolos de tsunami em diversas nações continental e insulares

Monitoramento internacional e avaliação de danos

Um abalo sísmico de magnitude 7,6 foi registrado na costa sul do Panamá durante a sexta-feira, ocorrendo a uma profundidade de 10 quilômetros, conforme dados atualizados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que corrigiu a estimativa inicial fixada em 8. Não foram notificadas vítimas ou estragos materiais de forma imediata no território panamenho, embora registros de veículos de imprensa da região tenham mostrado a evacuação preventiva de edifícios operacionais e residenciais.

A infraestrutura logística regional não sofreu interrupções; a Autoridade do Canal do Panamá informou que a hidrovia estava operando normalmente. As coordenadas do epicentro indicaram proximidade com a localidade rural de La Pitaloza, zona de baixa densidade populacional situada no sul do país e limítrofe com o Oceano Pacífico.

Alerta de tsunami e cancelamento na Colômbia

Logo após o evento geológico, o Sistema de Alerta de Tsunamis dos EUA alertou que ondas de tsunami perigosas podem ocorrer em trechos das costas do Panamá, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e México nas próximas três horas. O centro de monitoramento também indicou que havia uma ameaça de tsunami para o Havaí.

Contudo, a evolução dos dados oceanográficos permitiu revisar as projeções de risco em parte do continente. Posteriormente, a UNGRD (Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres) colombiana informou pelas redes sociais que foi descartada a ameaça de tsunami para a costa do Pacífico da Colômbia. O abalo propagou-se por centenas de quilômetros, sendo sentido na capital, Cidade do Panamá, bem como na capital da vizinha Costa Rica, de acordo com testemunhas da Reuters.

Metodologias científicas para mensuração de terremotos

Entender os mecanismos de quantificação desses fenômenos exige a análise das manifestações físicas do subsolo, visto que medir terremotos não é uma tarefa fácil, visto que eles ocorrem repentinamente e, às vezes, em escala global. O evento físico se consolida quando a crosta terrestre se desloca abruptamente, ocorre um terremoto, com energia irradiada como ondas sísmicas e tremores que às vezes são sentidos por pessoas, edifícios e infraestruturas.

A mensuração técnica desdobra-se em duas grandezas distintas: energia total e impacto percebido na superfície. Ondas sísmicas e fatores relacionados ao deslocamento do solo determinam a magnitude de um terremoto, medida até 10 na escala mais comumente usada para descrever terremotos. Por outro lado, a intensidade do tremor é a intensidade de um terremoto, medida em uma escala que usa algarismos romanos para atribuir categorias com base nos danos avaliados e nas observações das pessoas.

As variáveis da escala de magnitude de momento

A evolução da sismologia substituiu métodos antigos por métricas capazes de registrar com maior precisão abalos de grande proporção. Os cientistas usam amplamente a “escala de magnitude de momento” para categorizar a força e o tamanho dos terremotos de uma forma mais precisa do que a “escala Richter”, usada há muito tempo, afirma o Serviço Geológico dos EUA.

A formulação matemática desta ferramenta considera o trabalho mecânico realizado pelas falhas geológicas. Esta escala de magnitude de momento é baseada no “momento sísmico” do terremoto, que explica o quanto a crosta terrestre se desloca em um terremoto, o tamanho da área ao longo da fissura da crosta e a força necessária para superar o atrito naquele local, juntamente com o ondas sísmicas que a mudança cria. Dessa forma, a magnitude do momento será maior se houver mais atrito e deslocamento ao longo de uma distância maior.

Instrumentalização sísmica e a escala mercalli

A captura dos movimentos subterrâneos depende de instrumentos de alta precisão instalados em redes globais. As ondas sísmicas são medidas por sismógrafos, que utilizam um pêndulo preso a uma mola que se move com o tremor da Terra, gerando uma espécie de gráfico denominado sismograma. Quanto ao enquadramento energético, a magnitude é classificada em 10 números, com cada aumento de número inteiro igual a 32 vezes mais energia liberada.

Para determinar os efeitos práticos sobre o meio construído, a engenharia e a geofísica utilizam parâmetros observacionais. A intensidade de um terremoto é medida usando a “Escala Mercalli Modificada” de intensidade, ou MMI. Ele mede a força do abalo de um terremoto em locais específicos ao redor de seu epicentro – o ponto na superfície da Terra diretamente acima da origem subterrânea do terremoto. 

A escala MMI usa algarismos romanos para determinar a intensidade de um terremoto com base em avaliações de danos estruturais e relatórios de observadores. A análise combinada dessas métricas é fundamental para a resposta a emergências, pois é importante considerar a intensidade, uma vez que o terreno, a profundidade, a localização e muitos outros fatores desempenham um papel significativo na devastação que um terremoto pode causar.

Longevidade: especialista revela três bebidas presentes na rotina de quem vive mais de 100 anos

divulgação. imagem criada com auxilio da ia/chat gpt

Especialista em Blue Zones destaca hábitos de hidratação e consumo moderado que podem contribuir para uma vida mais longa

Dan Buettner, referência nos estudos sobre as Blue Zones — regiões do mundo com alta concentração de pessoas centenárias —, indicou três bebidas comuns que podem favorecer a longevidade: água, café e vinho tinto. A recomendação foi apresentada em um vídeo publicado nas redes sociais e citado pela Fox News.

Segundo o especialista, não há uma fórmula mágica para viver mais. Ainda assim, ele aponta que essas bebidas fazem parte da rotina de populações que vivem nas Zonas Azuis, áreas conhecidas pela maior expectativa de vida e pela menor incidência de algumas doenças crônicas.

O que beber para viver mais?

A principal indicação de Buettner é a água. “A melhor coisa que você pode beber para chegar aos 100 anos é, sem dúvida, água. As pessoas nas Zonas Azuis bebem de seis a sete copos de água por dia. A água ajuda a reduzir a pressão arterial, a manter o sangue fluindo adequadamente e a manter o corpo hidratado.”

O café também integra a lista, desde que consumido puro, sem leite, açúcar ou creme. “Beba puro, uma ou duas xícaras por dia, e pare a partir do meio-dia. Isso vai ajudar você a viver mais. O café contém antioxidantes e polifenóis, compostos vegetais que vêm sendo estudados por seus possíveis efeitos anti-inflamatórios. O consumo regular de café também tem sido associado a um menor risco de diabetes tipo 2 e doenças neurológicas.”

Por fim, o especialista menciona o vinho tinto. Buettner reconhece que a recomendação pode gerar controvérsia, mas afirma que a bebida faz parte da rotina das populações centenárias. “Estou bem ciente de toda a publicidade negativa que o vinho tem recebido ultimamente, mas ele é consumido nas Zonas Azuis e parece prolongar a vida.”

Cinco hábitos alimentares das pessoas que chegam aos 100 anos

As Blue Zones incluem Okinawa, no Japão; Sardenha, na Itália; Nicoya, na Costa Rica; Icária, na Grécia; e Loma Linda, na Califórnia, nos Estados Unidos. Nessas regiões, há maior presença de pessoas que alcançam os 100 anos e menor incidência de certas doenças crônicas.

Com base em um artigo do portal Lusíadas, elaborado em parceria com a nutricionista Ana Rita Silva, confira cinco orientações para adotar a chamada Blue Zone Diet:

  • “Introduza gradualmente mais frutas e verduras na sua alimentação e reduza o consumo de carne para até duas vezes por semana.”

  • “Substitua os alimentos processados por opções mais naturais, como cereais integrais e leguminosas.”

  • “Preparar suas próprias refeições permite controlar os ingredientes utilizados e garantir uma alimentação mais saudável.”

  • “Se optar por consumir bebidas alcoólicas, faça isso com moderação e prefira o vinho tinto.”

  • “Beba água regularmente e evite bebidas açucaradas e refrigerantes.”

Tartaruga de 194 anos surpreende cientistas e revela pistas sobre o envelhecimento

Tartaruga de 194 anos surpreende cientistas e revela pistas sobre o envelhecimento

Jonathan é reconhecida como a tartaruga terrestre mais longeva de que se tem registro em todo o mundo. Foto: Divulgação/Guinness World Records

Estudo publicado na Science Advances identifica alterações genéticas ligadas ao reparo do DNA e ao metabolismo

Animal é o mais bem documentado de sua espécie

Jonathan, considerado a tartaruga terrestre mais velha do mundo, com 194 anos, pode ter sua longevidade explicada por uma combinação de características genéticas, segundo estudo publicado na revista Science Advances. Embora as tartarugas-gigantes-de-aldabra já sejam conhecidas por viver muito, Jonathan é o exemplar da espécie com mais evidências documentais que comprovam sua idade. Por essa razão, despertou o interesse de pesquisadores, que sequenciaram seu genoma para tentar desvendar o segredo por trás de quase dois séculos de vida.

Variações aparecem em vias associadas ao envelhecimento

Ao analisar o genoma e o epigenoma do animal, os cientistas encontraram alterações localizadas em vias ligadas à longevidade, como reparo de DNA, função mitocondrial, regulação da insulina e funcionamento dos telômeros. Segundo a Universidade de Cambridge, na Inglaterra, essas variantes podem ajudar o organismo a controlar processos internos, incluindo a redução de inflamações e a supressão de câncer.

Biólogo destaca estabilidade de reguladores genéticos

“Descobrimos que os reguladores genéticos envolvidos na produção de energia e no reparo do DNA permaneceram incrivelmente estáveis em Jonathan ao longo de quase dois séculos”, disse Justin Gerlach, biólogo que participou do estudo.

Epigenoma de Jonathan se assemelha ao de tartarugas jovens

A equipe também comparou o epigenoma, conhecido como “interruptores”, de Jonathan ao de tartarugas mais jovens da mesma espécie. O resultado surpreendeu: os interruptores que controlam os genes de reparo de DNA e de metabolismo do animal de 194 anos são “muito semelhantes” aos de seus parentes mais novos.

Universidade explica por que o achado é incomum

“Normalmente, o epigenoma muda com o tempo, contribuindo para o processo de envelhecimento — esta é uma das principais razões pelas quais as coisas começam a dar errado em corpos mais velhos”, diz o comunicado da universidade.

Cientistas esperam aplicar conhecimento a tratamentos humanos

Além de esclarecer como Jonathan chegou aos 194 anos, os pesquisadores esperam que os conhecimentos evolutivos possam ser traduzidos em tratamentos práticos e acessíveis para as pessoas. “A natureza já resolveu o enigma do envelhecimento de maneiras notáveis, e o genoma de Jonathan fornece um modelo para a resiliência celular”, disse Stephen Clark, outro autor do artigo.

Fechadura inteligente: conheça 5 vantagens de instalar o dispositivo para proteger sua casa

Fechadura inteligente: conheça 5 vantagens de instalar o dispositivo para proteger sua casa

Divulgação. Imagem ilustrativa, criado por meio de ia/chat gpt

Tecnologia permite controlar portas pelo celular, compartilhar senhas e integrar sistemas de segurança, oferecendo mais praticidade e proteção para residências

A utilização de fechaduras inteligentes vem ganhando espaço entre consumidores que procuram alternativas tecnológicas para melhorar a segurança residencial e facilitar o acesso às suas casas. Com recursos que permitem abrir e fechar portas sem a necessidade de chaves convencionais, esses dispositivos oferecem funcionalidades que combinam proteção, conectividade e comodidade no cotidiano.

O interesse por essa tecnologia também cresce diante da expectativa de entrada da Apple no mercado de dispositivos domésticos inteligentes. Informações que circulam no setor tecnológico apontam que a empresa estaria desenvolvendo uma nova linha de equipamentos para residências conectadas, incluindo produtos criados em uma possível parceria com a sul-coreana LG.

Entre os aparelhos mencionados nos rumores está uma fechadura inteligente, que poderá integrar o conjunto de soluções voltadas à automação residencial. Até o momento, entretanto, as informações sobre a colaboração e os possíveis lançamentos permanecem no campo das especulações.

As fechaduras eletrônicas conectadas já fazem parte do catálogo de diversas fabricantes especializadas em tecnologia para residências. Esses equipamentos oferecem diferentes formas de autenticação, como senhas numéricas, aplicativos para smartphones e, dependendo do modelo, sensores de proximidade e identificação biométrica.

Além de dispensarem o uso constante de chaves físicas, alguns modelos permitem acompanhar o acesso à residência e autorizar a entrada de outras pessoas, mesmo quando o proprietário está distante.

Para quem considera substituir uma fechadura convencional por uma versão inteligente, o site especializado em tecnologia BGR reuniu cinco benefícios que ajudam a explicar a crescente procura por esses dispositivos.

Abertura e fechamento automático das portas

Uma das principais vantagens da fechadura inteligente é a possibilidade de automatizar o processo de travamento e destravamento das portas.

Dependendo das características do equipamento, o usuário pode configurar o sistema para reconhecer a aproximação de um smartphone ou de outro dispositivo autorizado, utilizando tecnologias como NFC ou recursos de conectividade compatíveis.

Com isso, determinados modelos permitem liberar o acesso sem a necessidade de procurar uma chave na bolsa ou no bolso.

Também existem fechaduras capazes de realizar o travamento automático após o fechamento da porta, recurso que ajuda a reduzir o risco de deixá-la destrancada por esquecimento.

Controle remoto pelo celular

Outro diferencial importante está na possibilidade de controlar a fechadura à distância, utilizando aplicativos instalados em smartphones ou outros dispositivos conectados.

Nos modelos que oferecem acesso remoto, geralmente por meio de uma conexão à internet ou de uma central de automação compatível, é possível verificar o estado da fechadura e enviar comandos para trancar ou destrancar a porta.

Essa funcionalidade pode ser especialmente útil quando o morador sai de casa e fica em dúvida se deixou a entrada devidamente protegida.

Alguns equipamentos também enviam notificações em tempo real, permitindo acompanhar determinadas atividades relacionadas à abertura e ao fechamento da porta.

Dessa forma, o proprietário pode ter maior controle sobre o acesso à residência, mesmo quando está no trabalho, viajando ou realizando outras atividades fora de casa.

Diferentes formas de desbloqueio

As fechaduras digitais também se destacam pela variedade de mecanismos disponíveis para autenticar os usuários.

Enquanto os sistemas tradicionais dependem principalmente de chaves físicas, os dispositivos inteligentes podem oferecer alternativas como senhas numéricas, códigos PIN, aplicativos e outras tecnologias de identificação.

A disponibilidade dessas funções varia conforme a fabricante e o modelo escolhido.

Em alguns equipamentos, é possível cadastrar diferentes credenciais de acesso para os moradores, permitindo que cada pessoa utilize seu próprio método de autenticação.

Essa flexibilidade contribui para tornar a entrada na residência mais conveniente e reduz a dependência de uma única chave, que poderia ser perdida, esquecida ou extraviada.

Compartilhamento de acesso com familiares e visitantes

A possibilidade de autorizar a entrada de outras pessoas sem entregar uma chave física é outro recurso que torna as fechaduras inteligentes atraentes.

Determinados modelos permitem criar senhas individuais ou códigos temporários que podem ser compartilhados com familiares, amigos e pessoas previamente autorizadas.

Assim, o proprietário não precisa necessariamente estar presente para permitir que alguém entre no imóvel.

A funcionalidade pode facilitar situações cotidianas, como a chegada de parentes, visitas programadas ou a necessidade de permitir o acesso de profissionais responsáveis por serviços domésticos.

Em sistemas mais avançados, também é possível estabelecer períodos de validade para determinadas credenciais, limitando o uso de acordo com a necessidade.

O recurso oferece maior flexibilidade na administração das entradas e saídas, especialmente em residências frequentadas por diferentes pessoas.

Integração com câmeras e outros dispositivos inteligentes

A capacidade de conexão com outros equipamentos de automação residencial representa mais um benefício das fechaduras inteligentes.

Dependendo da compatibilidade entre os aparelhos, esses dispositivos podem funcionar em conjunto com câmeras de segurança, campainhas inteligentes, sensores e centrais de controle doméstico.

Essa integração permite criar sistemas mais completos de monitoramento e gerenciamento da residência.

Por exemplo, uma câmera conectada pode ajudar o morador a identificar quem está diante da porta antes de autorizar a entrada por meio da fechadura.

Da mesma maneira, a combinação com campainhas inteligentes pode facilitar a comunicação com visitantes e permitir o acompanhamento de movimentações na entrada do imóvel.

A conexão entre diferentes equipamentos também pode viabilizar rotinas automatizadas, tornando o funcionamento da casa mais prático e adaptado às preferências dos moradores.

O que avaliar antes de comprar uma fechadura inteligente

Embora apresentem vantagens importantes, as fechaduras inteligentes exigem atenção a alguns aspectos antes da instalação.

Entre os principais pontos estão a compatibilidade com o tipo de porta, os métodos de autenticação disponíveis, a autonomia da bateria e a possibilidade de acesso em situações de emergência.

Também é importante verificar se o equipamento oferece mecanismos de proteção das informações, atualizações de segurança e alternativas de funcionamento em caso de interrupção da internet ou falta de energia.

Outro fator relevante é a compatibilidade com os demais aparelhos conectados da residência, especialmente quando o objetivo é integrar a fechadura a um sistema mais amplo de automação.

A escolha de um modelo adequado às características do imóvel e às necessidades dos moradores pode contribuir para aproveitar melhor os recursos disponíveis.

Com a expansão do mercado de casas inteligentes, as fechaduras conectadas se consolidam como uma alternativa para quem deseja combinar tecnologia, praticidade e maior controle sobre a entrada de pessoas na residência.