19 de outubro de 2026
CONFIRAM NESTE VÍDEO E TEXTO SOBRE O DIA DE CAMPO DE TURISMO RURAL DE SINOP
17 de outubro de 2026
Forbes elege 7 mulheres de MT entre as 100 mais poderosas do agro
Montagem/MidiaNews

As mulheres poderosas do agro: Belisa Maggi, Carmen Perez, Geni Schenkel, Maria Cecília, Mônica Marchett e Natália Martins
JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO
A revista Forbes Agro incluiu sete mulheres de Mato Grosso na lista das 100 mais poderosas do agronegócio brasileiro. Entre as selecionadas estão empresárias, pecuaristas, lideranças indígenas e profissionais que se destacam pela influência e atuação no setor.
A segunda edição da lista "Forbes: As 100 Mulheres Poderosas do Agro" foi divulgada nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A primeira edição havia sido publicada em 2021.
Para a seleção, a revista considerou três critérios: poder, impacto e influência, todos avaliados sob a perspectiva dos negócios e do empreendedorismo.
Entre as representantes de Mato Grosso estão Belisa Maggi, presidente da Fundação Amaggi; Carmen Perez, pecuarista e ativista do bem-estar animal, de Araguaiana; e Geni Caline Schenkel, presidente do Movimento Agroligadas, de Campo Verde
Também integram a lista a engenheira agrônoma indígena Maria Cecília Zenezokemaero, da etnia Haliti-Paresi, de Campo Novo do Parecis; e Mônica Marchett, diretora da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e presidente do Grupo Mônica, de Rondonópolis.
Completam a seleção a pecuarista Natália Martins, de Cáceres, e a liderança indígena Neiriane Taerik, presidente da Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, de Brasnorte.
As líderes do agro
Arte/Forbes

Foto ilustrativa usada pela Forbes para identificar a liderança indígena Neiriane Taerik, de Brasnorte
Belisa Maggi preside a Fundação Amaggi, responsável pelos investimentos sociais de um dos maiores grupos do agronegócio brasileiro. Ela é neta dos fundadores da multinacional, André e Lucia Maggi, e acionista do conglomerado.
Carmen Perez, da Fazenda Orvalho das Flores, criou o curso Rebanho de Valor, voltado à gestão de pessoas e ao manejo animal. A iniciativa deu origem ao projeto "Quando Ouvi a Voz da Terra", transformado em documentário em 2021 e websérie em 2022. Ela também integrou a primeira edição da lista da Forbes, em 2021.
Geni Caline Schenkel, presidente do Movimento Agroligadas, atua na aproximação entre o campo e a cidade, promovendo visitas a propriedades rurais para estudantes, professores e consumidores.
A organização reúne cerca de 3 mil mulheres, está presente em 100 cidades de 24 estados e já impactou aproximadamente 2 milhões de pessoas.
Maria Cecília Zenezokemaero foi a primeira mulher de sua aldeia a conquistar o diploma de engenheira agrônoma. Atualmente, presta assistência técnica a lavouras de algodão e divulga a cultura do povo Haliti-Paresi.
A comunidade cultiva 17 mil hectares de soja, milho, feijão e gergelim, utilizando apenas 1% de suas terras. Por meio do associativismo, a renda obtida com a produção é distribuída entre as famílias.
A engenheira também participou da luta pelo licenciamento ambiental da produção agrícola indígena, conquista que, após duas décadas, permitiu o acesso ao crédito em 2025.
Mônica Marchett foi uma das pioneiras na expansão dos negócios da família para a pecuária, na década de 1990, e na adoção do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, considerado inovador à época.
Atualmente, o Grupo Mônica cria cerca de 25 mil bovinos, entre animais comerciais e de genética de elite, e mantém atividades em 70 mil hectares no Brasil e na Bolívia, incluindo o cultivo de soja.
Em 2026, Mônica recebeu destaque feminino durante a 91ª ExpoZebu, realizada em Uberaba (MG).
Natália Martins, da Fazenda Camparino, em Cáceres, representa a sexta geração de uma família tradicional da pecuária, reconhecida pela atuação na genética zebuína no Brasil. A propriedade também se dedica à criação de cavalos da raça Quarto de Milha.
Seu avô, José Humberto Vilela Martins, que morreu em agosto deste ano, aos 84 anos, foi uma de suas principais inspirações.
Para preservar e compartilhar os conhecimentos dele, Natália criou nas redes sociais o projeto "Zezão Responde", voltado à divulgação de experiências e informações sobre o campo.
Neiriane Taerik, por sua vez, tornou-se, aos 26 anos, a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, na Terra Indígena Erikpatsa, na Amazônia mato-grossense.
A iniciativa reúne 12 aldeias e conta com a participação de 16 mulheres que transformaram a castanha-do-brasil em uma atividade econômica. O trabalho também envolve famílias responsáveis pela coleta, pelo beneficiamento e pela comercialização das amêndoas.
A associação integra o projeto de bioeconomia Biodiverso, uma rede de territórios que produz cerca de 34 toneladas de castanhas por ano.
A meta é alcançar, até 2027, uma produção de 800 toneladas, envolver 300 extrativistas e contribuir para a conservação de 1,4 milhão de hectares de floresta.
Critérios de seleção
Para elaborar a lista, a Forbes considerou o poder como a capacidade de tomar decisões sobre recursos, pessoas, investimentos, estratégias, produção e mercados.
No quesito impacto, a publicação avaliou a contribuição das selecionadas para a adoção de tecnologias, a expansão de atividades econômicas, a abertura de mercados e a transformação de cadeias produtivas.
Já a influência foi medida pela capacidade de mobilizar, orientar e incentivar outras pessoas a agir.
Segundo a revista, esse critério "não depende necessariamente da exposição pública ou da audiência nas redes sociais".
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15 de outubro de 2026
Para implantar uma lavoura de café produtiva e saudável, a escolha e o manejo das mudas são os passos mais críticos.
As opções de mudas de café dividem-se principalmente entre as espécies Arábica e Robusta/Conilon, propagadas por sementes ou clonagem, e comercializadas em saquinhos ou tubetes.
Abaixo estão reunidas todas as informações técnicas necessárias para você planejar a sua compra ou produção de mudas.
1. Principais Variedades de Café (Opções Genéticas)
A escolha depende do seu objetivo comercial (foco
em produtividade ou cafés especiais) e do clima da sua região:
·
Café Arábica (Coffea arabica): Representa a maior parte do mercado de cafés finos
e especiais, exigindo altitudes mais elevadas e climas amenos. As principais
variedades comerciais incluem:
o
Arara: É a
variedade mais procurada atualmente no mercado. Destaca-se pela alta
produtividade, vigor e excelente qualidade de bebida, além de alta resistência
à ferrugem do cafeeiro.
o
Catuaí (Amarelo ou Vermelho): Uma das linhagens tradicionais mais cultivadas no
Brasil, com porte baixo que facilita a colheita manual ou mecânica.
o
Mundo Novo: Plantas
de porte alto, alta capacidade produtiva e excelente vigor, porém necessitam de
maior espaçamento.
o
Acauan:
Conhecido pela alta rusticidade e excelente resistência a períodos de seca.
·
Café Robusta / Conilon (Coffea canephora): Espécie mais rústica, altamente
produtiva e cultivada em regiões mais quentes e de menor altitude (como
Rondônia e Espírito Santo). É amplamente utilizada para a indústria de cafés
solúveis e blends comerciais.
2. Formas de Propagação: Semente vs. Clone
·
Mudas de Semente (Sexuada): Mais comuns para o café Arábica. Levam de 6 a 7
meses para ficarem prontas no viveiro. O sistema radicular desenvolve uma
raiz pivotante (pião) bem definida.
·
Mudas Clonais / Estacas (Assexuada): Padrão absoluto para o café Conilon/Robusta. Elas
garantem uma lavoura 100% uniforme, replicando exatamente as características de
alta produtividade da planta-mãe. São produzidas através do enraizamento de
brotos em estufas.
3. Tipos de Recipientes: Saquinho vs. Tubete
A escolha do recipiente impacta diretamente na
logística de transporte e no custo de implantação:
|
Característica |
Mudas em Saquinho Plástico |
Mudas em Tubete (Plástico Rígido) |
|
Custo
Inicial |
Mais
baixo. |
Mais
alto (investimento em bandejas). |
|
Logística/Mão
de Obra |
Pesadas
e volumosas; rendimento menor no transporte e plantio. |
Leves e
compactas; alta eficiência e rapidez no campo. |
|
Substrato |
Mistura
de terra argilosa com esterco curtido e adubos. |
Substrato
comercial (geralmente à base de casca de pinus e vermiculita). |
|
Risco
Sanitário |
Maior
risco de contaminação por nematoides se a terra não for estéril. |
Risco
quase zero de nematoides (meio estéril). |
|
Adaptação
no Campo |
Sofrem
menos nos primeiros dias após o plantio. |
Mais
sensíveis nas primeiras duas semanas; exigem umidade constante. |
4. O que Avaliar Antes de Comprar as Mudas?
Se você for adquirir as mudas de um viveiro
comercial, verifique rigorosamente os seguintes padrões de qualidade
estabelecidos por especialistas do setor: Estádio de Desenvolvimento: A
muda ideal deve ter entre 4 e 6 pares de folhas definitivas. Mudas
menores têm alto índice de mortalidade no campo; mudas maiores sofrem com o
enovelamento de raízes ("pião-torto").
1. Sanidade do Sistema Radicular: Peça para retirar o saquinho ou
tubete de algumas amostras. A raiz principal deve ser reta e as raízes
secundárias devem ser brancas e vigorosas. Livre de Pragas e Doenças:
Recuse lotes que apresentem manchas circulares (Cercosporiose), lesões escuras
(Phoma ou Pseudomonas), ou a presença de cochonilhas e ácaros.
2. Certificação Legal: Compre apenas de viveiros
registrados no MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e que forneçam laudo
de análise negativo para nematoides. Aclimatação (Roramento): As
mudas precisam passar por um processo de retirada gradual do sombrite antes do
plantio para estarem acostumadas ao sol pleno.
5. Planejamento do Plantio
·
Melhor Época: O
plantio deve ser feito logo no início da estação chuvosa (entre outubro e
meados de dezembro) para garantir que a planta desenvolva raízes profundas
antes do próximo período de seca.
·
Espaçamento médio: Em lavouras mecanizadas, utiliza-se geralmente de 3,2 a 3,8 metros
entre as linhas e de 0,5 a 0,8 metros entre as plantas, resultando em uma média
de 3.500 a 5.000 plantas por hectare.
·
Início da Produção: Uma muda saudável e bem adubada começará a produzir os primeiros frutos
comerciais por volta de 2 a 2,5 anos após o plantio no campo.
Como os viveiros de qualidade costumam trabalhar
exclusivamente sob contratos antecipados (encomendas com meses de
antecedência), planeje sua compra antes do início das chuvas.









