Como teórico e mero observador do cenário mundial e da própria vida, dado as incertezas do futuro e finitude de tudo que nos rodeia, tenho feito contínuas reflexões sobre a vida, pessoas, lideranças políticas e tudo o mais que compõe nosso dia a dia e a própria história.
Fazendo uma breve incursão em um passado recente, deparamos com muitos personagens excêntricas, egoístas, narcisistas, que buscaram fama, riquezas e poder a qualquer custo, desfilaram pela passarela da vida exibindo medalhas,poderios, troféus... enfim, a história tem longa lista de gente que se achava “eternos”, perseguiram, humilharam, alguns tiveram até a pretensão de tirar Deus do cenário.
Como mero pesquisador, deparo com as palavras do salmo 20:7 que diz: “alguns confiam em carros e cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus”. O texto usando linguagem da época, é uma oração que contraste a derrota de quem confia em si mesmo potencializando todas suas prepotências, com a vitória dos que confiam e depositamtoda virtude em Deus. Como é atual essa mensagem/oração, pois ilustra com fidelidade os problemas da atualidade.
Apenas como ilustração, para focar em um único exemplo. Um jovem ator chamado Marlon Brando, estecombinava a difícil tarefa de conjugar beleza e talento, em função disso, era simplesmente idolatrado por todos, foi indicado ao Oscar, oito vezes, ganhando duas. Este excêntrico ator, viveu e desfrutou tudo que a vida e o dinheiro pode proporcionar e teve literalmente o mundo aos seus pés, mas torrou toda fortuna.
Nos últimos dias de vida, agora obeso e psicologicamente desiquilibrado, Brando encerra o último capítulo de sua agitada existência, numa situação deprimente, morando em um apartamento de um único cômodo e escondendo suas duas estátuas do Oscar, de seus credores que o cobravam uma dívida de vinte milhões de dólares. O dinheiro e a fama agora não foram capazes de apagar as tristezas, o vazio enlouquecedor de seu triste coração. Isso somando ao drama familiar, seu filho matou o próprio cunhado e a filha se matou algum tempo depois.
Às vezes nos momentos finais da vida, o ser humanoprocura uma saída, uma simples razão para a vida, ou mesmo uma forma de “sanar” os erros do passado mas muitas vezes já é tarde e só encontra desilusão, ostracismo... fruto daquilo que o mesmo plantou ao longo da vida, e o pior de tudo que muitas vezes ninguém conhece de fato sua angústia, porque esta, de fato habita apenas no recôndito da alma.
Isaías Cuiabá Fevereiro de 2026.




































































