O turismo rural em Mato Grosso surgiu como uma estratégia de diversificação de renda para produtores rurais e agricultura familiar, ganhando força a partir do aumento da demanda por experiências de natureza, gastronomia típica e vivência no campo, além de ser apoiado por legislação específica (Lei nº 10.612/2017). O setor conecta o turismo de base comunitária à valorização da cultura local, principalmente próxima a áreas de grande biodiversidade como Pantanal e Chapada dos Guimarães.
Origem e Evolução Histórica:
- Diversificação Econômica: Inicialmente, produtores rurais buscavam alternativas de renda, aproveitando a infraestrutura existente na fazenda para receber turistas, incluindo a vivência agrícola.
- Influência da Natureza: O turismo rural em MT, assim como na região do Pantanal (MT/MS), cresceu a partir da demanda por observação de vida silvestre e focagem noturna, integrando a agricultura à natureza.
- Desenvolvimento Comunitário: O turismo se estabeleceu quando comunidades locais tomaram a iniciativa de ofertar produtos artesanais, gastronomia e vivências, fortalecendo o turismo de base comunitária.
- Campo Novo do Parecis: Destaca-se como um exemplo pioneiro, onde o turismo ecológico em propriedades rurais se tornou uma nova fonte de renda, unindo a lavoura à visitação.
- Legislação: O setor foi impulsionado por leis como a 10.612/2017 e 8.965/2008, que oficializaram o turismo rural na agricultura familiar.
Características do Turismo Rural em MT:
- Vivência: Hospedagem em fazendas históricas, participação em atividades diárias do campo e culinária típica.
- Turismo Pedagógico: Atividades educativas sobre o cotidiano rural.
- Ecoturismo: Visitação a biomas locais, trilhas e cachoeiras.
- O movimento é impulsionado por instituições como o EMPAER (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) e SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), que focam na capacitação dos produtores para o acolhimento.









