10 de junho de 2026

BONS NEGÓCIOS - Agricultura familiar e turismo rural movimentam R$ 1,4 milhão em negócios durante a 33ª FIT Pantanal


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A Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Featur), promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT), movimentou R$ 1,4 milhão em negócios durante a Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) 2026. O resultado foi apurado em levantamento feito durante o evento, que considerou tanto as vendas realizadas nos estandes quanto as negociações de curto prazo prospectadas pelos expositores.

Nos cinco dias da feira, entre 3 e 7 de junho, o espaço da Featur recebeu mais de 120 mil visitantes. Ao todo, 158 produtores da agricultura familiar, associações e cooperativas de diferentes regiões do estado participaram da iniciativa, levando produtos, sabores, artesanato e experiências ligadas ao turismo rural.

A FIT Pantanal é organizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do Sesc, do Senac e recursos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), além de outras parcerias.

A secretária da Seaf, Andreia Fujioka, destacou que a feira cumpre o papel de aproximar os produtores dos consumidores e ampliar oportunidades de negócios. "A Featur é uma vitrine da agricultura familiar mato-grossense. Cada venda realizada representa mais renda para as famílias do campo e mostra a qualidade dos produtos que são produzidos em nosso estado", afirmou.


Entre os expositores estava a produtora Nikita Casanova, do Sítio Santo Antônio de Buritizal, em Santo Antônio de Leverger. Chilena de origem, ela vive em Mato Grosso desde 2019 e trabalha com agroecologia e extrativismo sustentável, utilizando frutos do Cerrado, como jatobá e cumbaru, para produzir alimentos e derivados.

“Nós brincamos com os sabores do Cerrado, fazendo releituras de receitas tradicionais. Nosso projeto é cuidar do meio ambiente, aproveitar o que a terra oferece e criar arte a partir disso. O apoio do Governo faz muita diferença. Estar aqui, por meio do convite da Seaf e da Empaer, é uma oportunidade de troca de conhecimentos e experiências. Mais do que vender produtos, compartilhamos nossa história e nosso amor por esse lugar e pela biodiversidade que existe aqui”, destacou.


Outro exemplo de empreendedorismo rural é o produtor Dionísio Santana, da comunidade Gleba Resistência, também em Santo Antônio de Leverger. Proprietário do Sítio Luar da Serra, ele aposta no cultivo de cacau na Baixada Cuiabana.

“Alguns amigos comentaram sobre produzir cacau e eu resolvi investir. Tenho experiência com a cultura desde quando trabalhei em Rondônia. Hoje já tenho seis mil mudas de cacau crioulo nativo produzidas aqui na região. Sempre que há eventos, a Seaf e a Empaer nos convidam, e isso ajuda muito na divulgação e na comercialização dos nossos produtos”, contou.

A cadeia produtiva do cacau também foi representada pela confeiteira e pesquisadora Thaise Germano, do Centro de Pesquisa e Inovação do Cacau – Biomas. Ela desenvolveu a primeira barra de chocolate de origem produzida com cacau cultivado em Mato Grosso.

“Em 2017 descobri que existiam plantações de cacau no estado e comecei a estudar e desenvolver esse potencial. Hoje produzimos uma barra de chocolate 70% feita com cacau de Colniza e ingredientes produzidos em Mato Grosso. Também temos cappuccino 100% cacau mato-grossense, além de produtos sem lactose, sem conservantes e sem açúcar. Nosso objetivo é fortalecer toda a cadeia produtiva do cacau no estado”, explicou.

Além de gerar negócios, a Featur promoveu a valorização da cultura, da gastronomia, dos produtos regionais e do turismo rural, aproximando consumidores dos produtores e fortalecendo a economia dos pequenos empreendimentos familiares de Mato Grosso.

O presidente da Empaer, ressaltou que os resultados refletem o trabalho desenvolvido junto aos produtores rurais."Esse resultado demonstra a força da agricultura familiar e a importância da assistência técnica e da extensão rural para transformar produção em oportunidade de negócio. Quando o produtor tem apoio e espaço para comercializar, toda a cadeia se fortalece", destacou.


24 de abril de 2026

Mato Grosso possui diversos produtos formatados em turismo rural, consolidando o setor como uma alternativa de renda para pequenas propriedades e agricultores familiares

Com o apoio de projetos da EMPAER. SEF, SENAR e  Sebrae-MT, essas propriedades oferecem experiências que unem produção agrícola, tradição e hospitalidade 

Aqui estão os principais destaques e exemplos dessa formatação:

·         Experiências e Vivências: O turismo rural em MT inclui atividades como visitas a vinhedos, cafés coloniais (com destaque para o "quebra torto" e culinária típica), hospedagens em pousadas rurais e o dia a dia da vida no campo 


·         Exemplos Práticos:

o    Fazenda da Família Masiero (Sinop): Conhecida pelo café colonial italiano e produção de uvas 

o 

o   Estância Maués (Santo Antônio do Leverger): Oferece pousada e experiências rurais próximas à capital 

Etnoturismo: Oito aldeias indígenas oferecem vivências formatadas, como danças, trilhas e visitação 


·         Produtos Associados: A agricultura familiar associa o turismo à venda de produtos artesanais, como farinha de mandioca, mel, cachaça, queijos, embutidos e doces 

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·         Apoio Técnico: A FIT Pantanal tem sido um evento chave para promover esses produtos, que incluem o portal Turistando em Mato Grosso com roteiros estruturados, a FEAFTUR - Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural e Fóruns para debater o tema 

Com cerca de 43 mil propriedades rurais, o potencial para o turismo rural, focado em café da manhã pantaneiro, almoço caipira e vivência de campo, está em plena expansão, especialmente nos arredores de Cuiabá e na região do Pantanal 

Mato Grosso possui um potencial gigantesco e crescente para o turismo rural, consolidando-se como nova fonte de renda familiar.

Com cerca de 43 mil propriedades rurais, o estado atrai visitantes com experiências de vivência no campo, agroecoturismo, culinária local e belezas naturais, incluindo regiões como o Médio Araguaia e Águas do Vale do Cabaçal. 

Destaques do Potencial de Mato Grosso:

·         Vivência no Campo: Turismo de experiência, com vivências como o amanhecer rural, gastronomia local e contato com a produção agropecuária.


·         Diversidade de Biomas: Envolve o Pantanal, Cerrado e Amazônia, permitindo ecoturismo e observação da fauna/flora.


·         Valorização da Agricultura Familiar: Abertura para visitação em pequenas propriedades e fomento à cultura local.


·         Capacitação: O SENAR-MT e a Empaer a Seaf profissionalizam o setor, capacitando produtores para o turismo.


·         Locais Estruturados: Áreas como a comunidade de Bauxi em Rosário Oeste e a região de Campo Novo do Parecis já se destacam. 

O turismo rural no estado é visto como uma forma de alinhar a conservação ambiental à geração de renda, oferecendo aos turistas a oportunidade de conhecer a rotina do campo e as belezas naturais da região.

19 de abril de 2026

Confiram mais uma vez o sucesso dos produtores de queijo matogrossense no mundial do queijo no Brasil em 2026 !!


Fonte da foto: Divulgação  Zap Participantes

Texto: Adaptado de Maricilda 

Os produtores de queijo artesanal de Mato Grosso foram protagonistas no Mundial do Queijo do Brasil 2026, conquistando reconhecimento em um dos mais importantes concursos do setor. 


Em meio a uma competição de alto nível, com participantes de diversos países, os queijos mato-grossenses se destacaram pela qualidade, identidade e excelência produtiva.


Esse resultado expressivo também é fruto de um trabalho conjunto e estratégico. 


A participação dos produtores no evento contou com o apoio fundamental da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf-MT), EMPAER, INDEA e AMM, que tem atuado de forma decisiva no fortalecimento da cadeia produtiva do leite e dos queijos artesanais no estado.



Parabéns a todos ! 

18 de abril de 2026

Diamante da Cartucheira: o melhor queijo de mofo branco do mundo está em São Paulo!



O Brasil tem um novo motivo para se orgulhar – e ele é cremoso, delicado e simplesmente inesquecível.  

O Queijo Diamante da Cartucheira, um queijo de mofo branco de textura cremosa e sedosa, conquistou o paladar dos jurados no 4º Mundial do Queijo, realizado neste fim de semana em São Paulo. Reconhecimento histórico:  •Eleito o melhor queijo de mofo branco do concurso mundial

•Premiado com Medalha Super Ouro

•Classificado em 4º lugar entre todos os queijos do mundial em um concurso que reúne mais de 2.600 queijos de todo o mundo, o Diamante da Cartucheira brilhou com sua personalidade única:  

•Notas lácticas elegantes e limpas

•Toques de cogumelos frescos

•Nuances herbais que trazem frescor e complexidade.

Cada pedaço é uma experiência sensorial completa — da crosta branca e delicada ao interior cremoso que desmancha na boca. Diamante da Cartucheira  não é só um queijo. É o queijo de mofo branco mais premiado do mundo no concurso, feito em Nossa Senhora do Livramento no Mato Grosso, para encantar mesas e momentos especiais. Gostoso é saber que esse diamante é nosso.  

Mais gostoso ainda é provar.

16 de abril de 2026

Como posso desenvolver o Turismo Rural em Comunidades Quilombolas ?

Desenvolver o turismo rural em comunidades quilombolas exige uma abordagem baseada no Turismo de Base Comunitária (TBC), onde a própria comunidade planeja, gere e decide sobre as atividades, garantindo que o território, a cultura e os modos de vida tradicionais sejam valorizados e preservados 


. O objetivo é gerar renda alternativa, fortalecer a identidade cultural e proteger o meio ambiente 


Aqui estão os passos essenciais para o desenvolvimento:


1. Planejamento Participativo e Organização

  • Decisão Coletiva: O turismo deve ser um desejo da comunidade. Realize reuniões para decidir se querem receber turistas e quais os limites dessa interação 
  • Organização Comunitária: Crie ou fortaleça uma associação de moradores ou cooperativa para gerir os recursos e as atividades turísticas 
  • Diagnóstico de Potencialidades: Mapeie junto com a comunidade o que pode ser oferecido: belezas naturais (trilhas, rios), saberes ancestrais (artesanato, medicina tradicional), manifestações culturais (danças, rezas) e gastronomia 

2. Valorização da Cultura e Identidade

  • Resgate e Registro: Valorize as histórias, os relatos orais dos anciãos e as práticas religiosas de matriz africana.
  • Vivências Reais: Evite a "espetacularização" da cultura. O turista deve vivenciar o cotidiano quilombola — pescar, colher, cozinhar — em vez de apenas assistir a um show 
  • Culinária Típica: Utilize ingredientes locais para oferecer uma culinária autêntica, gerando renda para quem produz e quem prepara os alimentos 

3. Infraestrutura e Capacitação

  • Capacitação em TBC: Treine os moradores em hospitalidade, guias de turismo locais, manipulação de alimentos, primeiros socorros e gestão de negócios 
  • Infraestrutura Sustentável: Melhore os acessos e sanitários de forma que respeite o ambiente, preferindo materiais locais e ecologicamente corretos 
  • Rotas de Memória: Estruture roteiros que contem a história de resistência do território, conectando o visitante com a luta pela terra 

4. Sustentabilidade e Parcerias

  • Parcerias Estratégicas: Busque apoio com ONGs, universidades (extensão), instituições de pesquisa e órgãos públicos para formação técnica e apoio à gestão 
  • Rotas Negras/AFROTURISMO: Participe de iniciativas governamentais ou de redes como o Programa Rotas Negras, que focam na valorização do patrimônio afro-brasileiro 
  • Gestão de Impactos: Estabeleça regras claras de visitação para evitar que o turismo cause danos à cultura ou ao meio ambiente 

5. Comercialização e Marketing

  • Marketing de Experiência: Divulgue as histórias, a culinária e as vivências, em vez de apenas vender um "pacote de viagem" 
  • Redes de Turismo Comunitário: Conecte-se com outras comunidades quilombolas e redes de turismo solidário para fortalecer a divulgação 

Desafios a Considerar

  • Regularização Fundiária: A titulação da terra é fundamental para a segurança da comunidade 
  • Infraestrutura Básica: Muitas comunidades ainda enfrentam falta de saneamento, internet e estradas adequadas 
  • Alinhamento de Expectativas: Não prometa resultados milagrosos e evite a dependência econômica exclusiva do turismo 

O sucesso do turismo quilombola está em garantir que a resistência culturalpermaneça viva e que o turismo seja uma ferramenta de autonomia, não de submissão 


Para eu te dar dicas mais específicas, me conte:


  1. Em que região do Brasil fica a comunidade?
  2. Ela já possui alguma infraestrutura(pousada, associação) ou está começando do zero?
  3. Qual é a maior atração (história, natureza, artesanato, comida) que você imagina destacar?

O que a atração do público urbano tem a ver com o Turismo Rural ?

A atração do público urbano pelo Turismo Rural baseia-se na busca por desconexão da rotina estressante, conexão com a natureza (74% dos turistas) e experiências bucólicas.

Esse público valoriza a vivência no campo, o ar puro, a alimentação artesanal e a cultura local, transformando o meio rural em um refúgio de lazer, descanso e sustentabilidade. 

Principais Relações entre Público Urbano e Turismo Rural:


·         Busca por "Ruralidade" e Natureza: Habitantes de áreas densas buscam a tranquilidade, paisagens naturais e o ritmo de vida mais lento do campo.


·         Vivência e Experiência: Os turistas desejam participar de atividades como colheita, ordenha, fabricação de queijos e experiências gastronômicas, conectando-se com a origem dos alimentos.


·         Valorização da Cultura e Tradição: Existe um interesse em conhecer a cultura local, artesanato, história e tradições rurais.


·         Sustentabilidade e Saúde: O turismo rural é visto como uma alternativa de lazer mais saudável e ecologicamente consciente.


·         Movimentação da Economia Local: A demanda urbana ajuda na preservação do ambiente rural, gera renda para pequenos produtores e pode mitigar o êxodo rural. 

Em resumo, o turismo rural transforma a essência do campo em um produto que atende à necessidade de fuga e experiências autênticas do público urbano, revalorizando o espaço rural

Confiram - Sobre Inventário da Oferta Turística Municipal, este modelo descritivo estruturado, baseado na metodologia do Ministério do Turismo brasileiro:

O Inventário da Oferta Turística (IOT) é um instrumento técnico fundamental para o planejamento, gestão e promoção do turismo, consistindo no levantamento, registro e categorização dos atrativos, serviços e infraestrutura de um destino. 

Abaixo está um modelo descritivo estruturado, baseado na metodologia do Ministério do Turismo brasileiro: 

Estrutura Modelo de Inventário da Oferta Turística

1. Caracterização Básica do Município (Informações Gerais)

·         Dados Gerais: Nome, localização, história, clima, população, extensão territorial.

·         Acessos: Rodoviário (estradas), ferroviário, aéreo, fluvial/marítimo (rodoviária, aeroportos, portos).

·         Infraestrutura Básica: Saúde (hospitais), segurança (polícia), comunicação (telefonia, internet), serviços bancários, energia elétrica, abastecimento de água e saneamento. 

2. Infraestrutura de Apoio ao Turismo

·         Serviços Turísticos: Agências de viagens, guias de turismo, condutores de visitantes.

·         Informações Turísticas: Centros de atendimento, sinalização turística, mapas, portais de informação

3. Equipamentos e Serviços

·         Meios de Hospedagem: Hotéis, pousadas, resorts, albergues, campings (quantidade, leitos, classificação).

·         Alimentação: Restaurantes, bares, lanchonetes, cafés, lanchonetes.

·         Entretenimento e Lazer: Parques temáticos, centros culturais, cinemas, teatros, museus.

·         Eventos: Calendário de eventos (religiosos, esportivos, congressos, feiras). 

 (O "Coração" do Inventário) 

·         Atrativos Naturais: Rios, cachoeiras, praias, montanhas, parques, reservas ecológicas (nível de preservação e uso).


·         Atrativos Culturais: Sítios arqueológicos, monumentos históricos, igrejas, arquitetura, artesanato, folclore, gastronomia local.


·         Atrativos Técnicos/Científicos: Fazendas produtivas (agroturismo), usinas, centros de pesquisa, obras de engenharia. 

 Componentes de Descrição de Cada Item

Para cada atrativo ou serviço, o modelo descritivo deve conter:

1.    Identificação: Nome popular, oficial e localização (geolocalização/mapas).


2.    Descrição Detalhada: Características físicas, história e importância.


3.    Funcionamento: Dias/horários de visitação, necessidade de agendamento.


4.    Acesso: Pavimentação, sinalização, meios de transporte disponíveis.


5.      Situação Atual: Estado de conservação, infraestrutura no local, acessibilidade. 

Finalidade do Modelo

·         Planejamento: Diagnosticar o potencial turístico para planos municipais.


·         Gestão: Identificar necessidades de infraestrutura.


·         Promoção: Base para criação de material de divulgação (portais, folhetos).


·         Hierarquização: Definir prioridades para investimentos. 

Este modelo é frequentemente alimentado em plataformas digitais, como o Sistema de Informações Turísticas, permitindo geração de relatórios e mapas temáticos.

 

15 de abril de 2026

Como o turismo rural pode ser aplicado em reservas indigenas ?

O turismo rural, quando aplicado em reservas indígenas, é geralmente estruturado como Turismo de Base Comunitária (TBC) ou Etnoturismo. Essa modalidade foca na imersão cultural, onde a própria comunidade planeja, gerencia e executa as atividades, garantindo que os benefícios econômicos permaneçam no local e a cultura seja respeitada 


A aplicação prática envolve transformar o modo de vida tradicional em experiências para visitantes, alinhando geração de renda à preservação ambiental e cultural 


Como aplicar o turismo rural/etnoturismo em reservas indígenas:

  • Vivência e Imersão Cultural: Os visitantes participam do cotidiano, incluindo oficinas de pintura corporal, artesanato, danças rituais, contação de histórias, jogos tradicionais e culinária local 
  • Hospedagem Comunitária: Construção de acomodações, como redários ou pequenas pousadas rústicas, geridas pelos indígenas, permitindo que o turista durma na aldeia e interaja mais profundamente com os moradores 
  • Ecoturismo e Manejo Ambiental: Trilhas interpretativas na floresta, banhos de rio ou igarapé, observação da fauna e flora, e educação ambiental, demonstrando como a comunidade preserva o território 
  • Turismo Gastronômico: Degustação de alimentos tradicionais, como beiju, peixes amazônicos, frutas nativas e manejo de roças, destacando a soberania alimentar 
  • Gestão Coletiva: A organização das atividades costuma ser feita em sistema de rodízio, onde os benefícios financeiros são divididos igualmente entre as famílias envolvidas, evitando conflitos internos 

Exemplos de Sucesso no Brasil e Américas:

  • Amazonas (Manaus): Aldeias como Tatuyo, Cipiá, Diakuru e Tuyuka, situadas na margem do Rio Negro, recebem turistas com danças e exposição da cultura, com o ordenamento turístico apoiado pela Amazonastur 
  • Bahia (Porto Seguro/Caraíva): A Reserva Pataxó Porto do Boi lidera o turismo na região com vivências que incluem rituais de purificação 
  • Mato Grosso (Haliti-Paresi): O povo Paresi em Campo Novo do Parecis utiliza o etnoturismo para diversificar a renda, aliando agricultura e visitação em áreas de rios cristalinos 
  • Equador (Amazônia): Os hotéis Napo, 100% administrados por indígenas, são casos de sucesso que permitem a 33 famílias viverem dentro do Parque Nacional de forma sustentável 

Desafios e Requisitos:

  • Planejamento e Regulamentação:Necessidade de planos de visitação aprovados pela FUNAI, assegurando que o turismo seja sustentável e respeite os modos de vida
  • Capacitação: Treinamento em gestão financeira, atendimento ao turista e administração de negócios para as comunidades 
  • Infraestrutura: Melhorias básicas em acesso, saneamento e internet, sem descaracterizar a vivência rústica e autêntica 

O turismo indígena é um instrumento de valorização dos saberes ancestrais e resistência cultural, que funciona como uma "indústria verde", protegendo a floresta e gerando renda