7 de outubro de 2026

Saibam: Qual é a melhor posição do corpo para dormir

A melhor posição para dormir é de lado — de preferência para o lado esquerdo —, pois ela ajuda a alinhar a coluna, reduz o ronco, melhora a digestão e diminui o refluxo.

Dicas para cada posição
  • De lado (esquerdo): Use um travesseiro da altura do seu ombro para apoiar a cabeça e coloque outro travesseiro entre os joelhos para alinhar o quadril. Essa posição é excelente para a circulação e para gestantes. 
  • De barriga para cima: É a segunda melhor opção para a saúde da coluna e para distribuir o peso do corpo. Para evitar dores na lombar, coloque um travesseiro pequeno embaixo dos joelhos e use um travesseiro baixo para o pescoço. Evite esta posição se você ronca ou tem apneia do sono.
  • De bruços (barriga para baixo): É a pior posição, pois torce o pescoço e força a curvatura da coluna lombar, gerando dores. Se for a sua única opção confortável, use um travesseiro bem fino na cabeça e outro sob o abdômen. 
Você pode consultar mais orientações especializadas no artigo do Tua Saúde ou ver as explicações detalhadas do Portal Drauzio Varella.

A gastronomia mato-grossense é uma das expressões culturais mais ricas, autênticas e preservadas do Brasil.

Ela se desenvolveu a partir do isolamento geográfico histórico da região e da fusão profunda entre as tradições indígenas nativas, a culinária africana e a herança dos colonizadores europeus (com forte influência lusa e paulista). 

Além disso, a proximidade com a fronteira paraguaia e a dinâmica das comitivas pantaneiras adicionaram camadas únicas a esse caldeirão de sabores.

O grande diferencial do cardápio mato-grossense é a dependência direta de seus biomas abundantes — o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia — transformando peixes de água doce, carnes secas, mandioca e frutos nativos em verdadeiros patrimônios afetivos e sensoriais.

1. Os Pilares e Ingredientes Fundamentais
Para compreender a culinária do Mato Grosso, é preciso conhecer as matérias-primas que servem como fio condutor de quase todas as receitas:
  • A Realeza dos Peixes de Água Doce: Devido à vasta bacia hidrográfica e ao Pantanal, o peixe é o protagonista indiscutível. Destacam-se o Pintado (de carne branca e firme), o Pacu (famoso pela gordura saborosa), a Piraputanga, o Jaú, o Dourado e a temida Piranha.
  • A Mandioca (Macaxeira): É a base estrutural de sustentação local. Consumida cozida, frita, transformada em farinhas finas ou grossas para farofas, e processada como polvilho para bolos e biscoitos.
  • O Pequi: Fruto dourado e de aroma inconfundível do Cerrado. Utilizado para enriquecer arrozes, galinhadas e caldos, exige cuidado ao comer devido aos espinhos internos no caroço.
  • A Banana-da-Terra: Usada quase sempre madura, ela traz o toque agridoce característico que equilibra os pratos salgados e condimentados da região.

2. Pratos Principais e Clássicos Salgados
Maria Isabel
O prato mais emblemático do estado. Trata-se de um arroz de panela única, preparado com carne seca picada e frita. A carne solta seu sabor e pigmentação no fundo da panela, conferindo ao arroz uma cor dourada escura e um sabor marcante e defumado. É frequentemente servido com farofa de banana.
Mojica de Pintado
Uma joia de origem puramente indígena. É um ensopado espesso e fumegante que combina cubos de filé de pintado com mandioca cozida. Durante o cozimento lento, a mandioca derrete parcialmente, engrossando o caldo naturalmente. O prato leva tempero verde abundante, cebola, alho e pimenta.
Ventrecha de Pacu e Pacu Assado
A ventrecha é o corte da costela do pacu. Tradicionalmente, é temperada apenas com limão, alho e sal, e frita até ficar extremamente crocante por fora e suculenta por dentro. O pacu também é amplamente consumido recheado com farofa de couve ou de miúdos e assado inteiro na brasa.
Caldo de Piranha
Conhecido regionalmente por suas propriedades revigorantes e considerado um poderoso afrodisíaco. As piranhas são cozidas com tomates, pimentões, cebola e coentro até desmancharem. O caldo é coado para reter as espinhas e reduzido até se tornar uma sopa densa, aveludada e muito picante, servida tradicionalmente em cuias de rabo.
Escaldado Cuiabano
O prato da madrugada e do reestabelecimento de energias. É um caldo substancial feito à base de caldo de galinha caipira fervente misturado com farinha de mandioca, ovos pochê (cozidos no próprio caldo) e pedaços de frango desfiado. Serve-se escaldando de tão quente.
Paçoca de Pilão
Diferente da versão doce paulista, a paçoca mato-grossense é salgada e feita em um pilão de madeira tradicional. Mistura-se carne seca desfiada e frita com farinha de mandioca, alho e cebola. O processo de pilagem une os ingredientes até virar uma farofa compacta, rica em sabor e altamente durável (uma herança dos antigos viajantes).
Farofa de Banana-da-Terra
Acompanhamento obrigatório na mesa local. Combina a banana-da-terra madura picada e frita na manteiga com farinha de mandioca artesanal. O resultado é uma farofa úmida que transita perfeitamente entre o doce e o salgado.

3. A Cultura do Café da Manhã e Lanches
Em Mato Grosso, o desjejum e o lanche da tarde guardam receitas afetivas e de forte apelo cultural:
  • Bolo de Arroz Cuiabano: Declarado patrimônio imaterial, não se parece com um bolo comum. É feito com arroz cru e mandioca adormecidos (que sofrem uma leve fermentação), açúcar, coco ralado, manteiga e canela. Assado em fôminas específicas, cria uma crosta crocante por fora e um miolo denso e aerado.
  • Bolo de Queijo: Apesar do nome, tem formato de rosquinha e textura que lembra o pão de queijo, mas leva polvilho doce/azedo e uma quantidade massiva de queijo caipira curado, resultando em um salgado firme e saboroso.
  • Pixé: Um doce ancestral consumido como lanche. Trata-se de uma farofa fina de milho torrado e moído, misturado com açúcar e canela. Come-se puro, às colheradas, ou acompanhando frutas.

4. Doces Tradicionais e Sobremesas
A doçaria de Mato Grosso carrega o aconchego dos quintais cuiabanos e o aproveitamento total das frutas da estação:
  • Furrundu (ou Furrundum): O doce mais famoso do estado. É feito raspando mamão verde (ou o próprio talo do mamoeiro) cozido longamente com rapadura derretida, gengibre picado, cravo e canela. O resultado é um doce escuro, fibroso, picante e intensamente perfumado.
  • Francisquito: Um biscoito amanteigado, seco e quebradiço, perfeito para acompanhar o café.
  • Doces em Calda de Quintal: Compotas cristalizadas ou em calda densa feitas de caju, jaracatiá, manga, mamão e casca de laranja-da-terra.

5. Rituais Culturais à Mesa
A comida em Mato Grosso não é apenas nutrição, é comunhão. O "Quebra-Torto", por exemplo, é a tradição pantaneira de tomar um café da manhã robusto ainda de madrugada (por volta das 4h ou 5h), incluindo arroz carreteiro, ovos fritos e farofa, preparando os peões para a lida pesada com o gado.
Nos centros urbanos como Cuiabá e Várzea Grande, os fins de semana giram em torno das peixarias tradicionais, onde famílias se reúnem por horas para consumir rodízios e pratos à la carte de pescados frescos, mantendo viva a herança das comunidades ribeirinhas






FOTO: https://engetur.com.br/tudo-sobre-a-fascinante-culinaria-tipica-do-mato-grosso/

RESUMO - Culinária Tradicional: O Sabor da Baixada Cuiabana - Mato Grosso

Não se pode falar de Mato Grosso sem citar sua gastronomia rica em peixes de água doce e frutos nativos:

·         Pratos com Peixe: O Pacu assado, a Calpivara, o Pintado ensopado e a famosa Maria Isabel (arroz com carne seca picada).


·         Ingredientes Marcantes: O uso intenso do pequi (fruto do cerrado de aroma marcante), da mandioca, da banana-da-terra (frita ou em farofa) e doces tradicionais como o furrundu (feito de mamão verde e rapadura).

RESUMO - Turismo em Mato Grosso: Natureza e Aventura de Mato Grosso

 

Mato Grosso é um dos principais destinos de ecoturismo e turismo de aventura do mundo, graças à sua biodiversidade incomparável.

·         Pantanal Matogrossense: A maior planície de inundação contínua do planeta. O turismo se concentra ao longo da Rodovia Transpantaneira (partindo de Poconé), onde turistas fazem safáris fotográficos para avistar jacarés, capivaras, tuiuiús e a famosa onça-pintada, além de praticar a pesca esportiva no Rio Paraguai e afluentes.


·         Chapada dos Guimarães: Localizada a poucos quilômetros de Cuiabá, a Chapada encanta com seus impressionantes paredões de arenito vermelho, mirantes naturais e dezenas de cachoeiras (como a famosa Véu de Noiva). É um polo para trilhas, misticismo e contemplação da natureza do Cerrado.


·         Nobres (Vila Bom Jardim): Conhecida pelas suas águas incrivelmente cristalinas e azuis devido à alta concentração de calcário. Os turistas realizam flutuação ao lado de cardumes de peixes nos rios, visitam a Cachoeira da Serra Azul e contemplam o pôr do sol na Lagoa das Araras.


·         Turismo Tecnológico e Étnico: O estado atrai o turismo de negócios voltado às grandes feiras do agronegócio. Paralelamente, cresce o turismo indígena, onde aldeias (como as do povo Kuikuro ou Pareci) abrem as portas de forma sustentável para que visitantes conheçam seus rituais, pinturas corporais e cosmologia.

RESUMO - Festas Culturais e Religiosas de Mato Grosso

O calendário mato-grossense é repleto de celebrações que unem o sincretismo religioso, a devoção católica e o folclorismo popular.

·         Festa de São Benedito (Cuiabá): É a maior festa religiosa do estado. Realizada em julho, dura vários dias e atrai milhares de fiéis à Igreja do Rosário. É marcada por grandiosas procissões, distribuição de comidas típicas (como o bolo de arroz) e extensas apresentações de Cururu e Siriri no quintal da igreja.


·         Cavalhadas de Poconé e Cáceres: Encenações teatrais ao ar livre de origem medieval que simulam as batalhas históricas entre Mouros (vestidos de vermelho) e Cristãos (vestidos de azul). Os cavaleiros realizam testes de destreza montados a cavalo em uma arena, em um espetáculo visual de cores e trajes luxuosos.


·         Festa do Divino Espírito Santo: Celebrada em diversas comunidades tradicionais e ribeirinhas (como na Baixada Cuiabana), envolve o ritual do "Imperador", o hasteamento do mastro sagrado e foliões que visitam as casas abençoando as famílias com cantorias de Cururu.


·         Festa do Congo (Vila Bela): Uma celebração de herança puramente africana que encena a disputa pelo trono do Reino do Congo. Homens com mantos e espadas dançam pelas ruas revivendo a realeza negra e a devoção a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.

RESUMO - Patrimônio Cultural Imaterial e Manifestações Culturais de Mato Grosso

O patrimônio imaterial mato-grossense vibra através do som de instrumentos únicos, de danças enérgicas e de saberes ancestrais transmitidos por gerações.





Manifestação / Saber

Descrição Principal

Instrumentos / Elementos

Modo de Fazer a Viola de Cocho

Patrimônio Imaterial do Brasil (tombado pelo IPHAN). Consiste no saber artesanal de entalhar um instrumento musical em um bloco único de madeira inteiriça (cocho).

Madeira (chimbuva ou penedo), cordas de trippa ou náilon.

Siriri

Dança folclórica de ritmo rápido e festivo executada por homens, mulheres e crianças em filas ou rodas. Celebra a vida e a devoção aos santos.

Viola de cocho, ganzá (reco-reco) e o mocho (tambor de banco).

Cururu

Manifestação tradicionalmente masculina, realizada em rodas de cantoria. Pode ser uma reza cantada religiosa ou uma porfia (desafio de rimas e versos improvisados).

Viola de cocho e ganzá.

Dança dos Mascarados

Típica do município de Poconé, é uma dança de homens divididos entre "galãs" e "damas" (homens vestidos de mulher), todos usando máscaras artesanais, passos coreografados e trajes coloridos.

Sopros, tambores e influência da quadrilha europeia.

Chorado

Dança originária de Vila Bela da Santíssima Trindade, criada por mulheres escravizadas que dançavam batendo os pés e equilibrando garrafas de bebida na cabeça para pedir o perdão dos senhores de engenho.

Batucada pesada de tambores, palmas e canto dolente.


RESUMO - Patrimônio Cultural Material de Mato Grosso

 

O patrimônio material do estado abrange as edificações, centros históricos e sítios arqueológicos que contam a história física de sua colonização e ancestralidade.

·         Centro Histórico de Cuiabá: Tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), preserva o traçado urbano colonial sinuoso do século XVIII. Destacam-se casarões de taipa e adobe, ruelas estreitas e a belíssima Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (construída por escravizados por volta de 1730).


·         Ruínas de Vila Bela da Santíssima Trindade: A antiga capital abriga as imponentes ruínas em pedra e argamassa da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, um marco monumental no meio do vale do Guaporé que testemunha a opulência colonial e a forte resistência da comunidade negra local.


·         Sítios Arqueológicos e Arte Rupestre: O estado possui ricos vestígios pré-coloniais. A região de Rondonópolis (Cidade de Pedra) e abrigos na Chapada dos Guimarães guardam pinturas rupestres e ferramentas de milhares de anos feitas por povos caçadores-coletores antigos.

RESUMO - História de Mato Grosso: A Corrida do Ouro e a Integração Territorial

A história do estado começou a se desenhar de forma marcante no início do século XVIII com a corrida do ouro.

·         O Período Colonial: Em 1719, o bandeirante paulista Pascoal Moreira Cabral fundou Cuiabá após descobrir ricas jazidas de ouro nas margens do Rio Coxipó. Para assegurar o domínio da Coroa Portuguesa contra o avanço espanhol, a Capitania de Mato Grosso foi criada em 1748, tendo como primeira capital a Vila Bela da Santíssima Trindade.


·         Séculos XIX e XX: Após o esgotamento do ouro, a região viveu períodos de isolamento, sustentada pela pecuária tradicional e pelo comércio fluvial com a bacia do Prata. Durante a Guerra do Paraguai (1864–1870), Mato Grosso foi um palco estratégico de resistência e batalhas. No século XX, o território foi integrado definitivamente ao restante do país pelas expedições de Marechal Rondon, pela Marcha para o Oeste de Getúlio Vargas e pelo posterior surto migratório de sulistas e nordestinos nas décadas de 1970 e 1980.


·         Modernidade: Atualmente, Mato Grosso é a capital nacional do agronegócio, liderando a produção de grãos e carne do país, enquanto preserva em suas raízes históricas as marcas da ocupação colonial e da herança indígena.

O estado de Mato Grosso é um dos maiores e mais fascinantes caldeirões culturais e ecológicos do Brasil.

Localizado no coração da América do Sul, seu território abriga o encontro de três biomas fundamentais — o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia —, cuja imponência moldou a identidade de seu povo. 

A identidade mato-grossense é fruto de um processo histórico profundo de miscigenação entre dezenas de etnias indígenas originárias, quilombolas, colonizadores paulistas (bandeirantes), europeus e ondas migratórias recentes de outras regiões do país.


1. História de Mato Grosso: A Corrida do Ouro e a Integração Territorial

A história do estado começou a se desenhar de forma marcante no início do século XVIII com a corrida do ouro.

·         O Período Colonial: Em 1719, o bandeirante paulista Pascoal Moreira Cabral fundou Cuiabá após descobrir ricas jazidas de ouro nas margens do Rio Coxipó. Para assegurar o domínio da Coroa Portuguesa contra o avanço espanhol, a Capitania de Mato Grosso foi criada em 1748, tendo como primeira capital a Vila Bela da Santíssima Trindade.


·         Séculos XIX e XX: Após o esgotamento do ouro, a região viveu períodos de isolamento, sustentada pela pecuária tradicional e pelo comércio fluvial com a bacia do Prata. Durante a Guerra do Paraguai (1864–1870), Mato Grosso foi um palco estratégico de resistência e batalhas. No século XX, o território foi integrado definitivamente ao restante do país pelas expedições de Marechal Rondon, pela Marcha para o Oeste de Getúlio Vargas e pelo posterior surto migratório de sulistas e nordestinos nas décadas de 1970 e 1980.


·         Modernidade: Atualmente, Mato Grosso é a capital nacional do agronegócio, liderando a produção de grãos e carne do país, enquanto preserva em suas raízes históricas as marcas da ocupação colonial e da herança indígena.


2. Patrimônio Cultural Material

O patrimônio material do estado abrange as edificações, centros históricos e sítios arqueológicos que contam a história física de sua colonização e ancestralidade.

·         Centro Histórico de Cuiabá: Tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), preserva o traçado urbano colonial sinuoso do século XVIII. Destacam-se casarões de taipa e adobe, ruelas estreitas e a belíssima Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (construída por escravizados por volta de 1730).

·         Ruínas de Vila Bela da Santíssima Trindade: A antiga capital abriga as imponentes ruínas em pedra e argamassa da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, um marco monumental no meio do vale do Guaporé que testemunha a opulência colonial e a forte resistência da comunidade negra local.

·         Sítios Arqueológicos e Arte Rupestre: O estado possui ricos vestígios pré-coloniais. A região de Rondonópolis (Cidade de Pedra) e abrigos na Chapada dos Guimarães guardam pinturas rupestres e ferramentas de milhares de anos feitas por povos caçadores-coletores antigos.


3. Patrimônio Cultural Imaterial e Manifestações Culturais

O patrimônio imaterial mato-grossense vibra através do som de instrumentos únicos, de danças enérgicas e de saberes ancestrais transmitidos por gerações.

Manifestação / Saber

Descrição Principal

Instrumentos / Elementos

Modo de Fazer a Viola de Cocho

Patrimônio Imaterial do Brasil (tombado pelo IPHAN). Consiste no saber artesanal de entalhar um instrumento musical em um bloco único de madeira inteiriça (cocho).

Madeira (chimbuva ou penedo), cordas de trippa ou náilon.

Siriri

Dança folclórica de ritmo rápido e festivo executada por homens, mulheres e crianças em filas ou rodas. Celebra a vida e a devoção aos santos.

Viola de cocho, ganzá (reco-reco) e o mocho (tambor de banco).

Cururu

Manifestação tradicionalmente masculina, realizada em rodas de cantoria. Pode ser uma reza cantada religiosa ou uma porfia (desafio de rimas e versos improvisados).

Viola de cocho e ganzá.

Dança dos Mascarados

Típica do município de Poconé, é uma dança de homens divididos entre "galãs" e "damas" (homens vestidos de mulher), todos usando máscaras artesanais, passos coreografados e trajes coloridos.

Sopros, tambores e influência da quadrilha europeia.

Chorado

Dança originária de Vila Bela da Santíssima Trindade, criada por mulheres escravizadas que dançavam batendo os pés e equilibrando garrafas de bebida na cabeça para pedir o perdão dos senhores de engenho.

Batucada pesada de tambores, palmas e canto dolente.


4. Festas Culturais e Religiosas

O calendário mato-grossense é repleto de celebrações que unem o sincretismo religioso, a devoção católica e o folclorismo popular.

·         Festa de São Benedito (Cuiabá): É a maior festa religiosa do estado. Realizada em julho, dura vários dias e atrai milhares de fiéis à Igreja do Rosário. É marcada por grandiosas procissões, distribuição de comidas típicas (como o bolo de arroz) e extensas apresentações de Cururu e Siriri no quintal da igreja.


·         Cavalhadas de Poconé e Cáceres: Encenações teatrais ao ar livre de origem medieval que simulam as batalhas históricas entre Mouros (vestidos de vermelho) e Cristãos (vestidos de azul). Os cavaleiros realizam testes de destreza montados a cavalo em uma arena, em um espetáculo visual de cores e trajes luxuosos.


·         Festa do Divino Espírito Santo: Celebrada em diversas comunidades tradicionais e ribeirinhas (como na Baixada Cuiabana), envolve o ritual do "Imperador", o hasteamento do mastro sagrado e foliões que visitam as casas abençoando as famílias com cantorias de Cururu.


·         Festa do Congo (Vila Bela): Uma celebração de herança puramente africana que encena a disputa pelo trono do Reino do Congo. Homens com mantos e espadas dançam pelas ruas revivendo a realeza negra e a devoção a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.


5. Turismo em Mato Grosso: Natureza e Aventura

Mato Grosso é um dos principais destinos de ecoturismo e turismo de aventura do mundo, graças à sua biodiversidade incomparável.

·         Pantanal Matogrossense: A maior planície de inundação contínua do planeta. O turismo se concentra ao longo da Rodovia Transpantaneira (partindo de Poconé), onde turistas fazem safáris fotográficos para avistar jacarés, capivaras, tuiuiús e a famosa onça-pintada, além de praticar a pesca esportiva no Rio Paraguai e afluentes.


·         Chapada dos Guimarães: Localizada a poucos quilômetros de Cuiabá, a Chapada encanta com seus impressionantes paredões de arenito vermelho, mirantes naturais e dezenas de cachoeiras (como a famosa Véu de Noiva). É um polo para trilhas, misticismo e contemplação da natureza do Cerrado.


·         Nobres (Vila Bom Jardim): Conhecida pelas suas águas incrivelmente cristalinas e azuis devido à alta concentração de calcário. Os turistas realizam flutuação ao lado de cardumes de peixes nos rios, visitam a Cachoeira da Serra Azul e contemplam o pôr do sol na Lagoa das Araras.


·         Turismo Tecnológico e Étnico: O estado atrai o turismo de negócios voltado às grandes feiras do agronegócio. Paralelamente, cresce o turismo indígena, onde aldeias (como as do povo Kuikuro ou Pareci) abrem as portas de forma sustentável para que visitantes conheçam seus rituais, pinturas corporais e cosmologia.


6. Culinária Tradicional: O Sabor da Baixada

Não se pode falar de Mato Grosso sem citar sua gastronomia rica em peixes de água doce e frutos nativos:

·         Pratos com Peixe: O Pacu assado, a Calpivara, o Pintado ensopado e a famosa Maria Isabel (arroz com carne seca picada).


·         Ingredientes Marcantes: O uso intenso do pequi (fruto do cerrado de aroma marcante), da mandioca, da banana-da-terra (frita ou em farofa) e doces tradicionais como o furrundu (feito de mamão verde e rapadura).