O Estado de Mato Grosso é o gigante nacional dos grãos, mas ainda importa mais de 50% dos hortifrutis que consome.
Embora seja um mercado altamente promissor e em expansão para a agricultura familiar, o setor enfrenta gargalos climáticos e estruturais severos.
O Panorama atual do setor se divide nos seguintes
pontos centrais:
1. Dependência de Outros Estados (Déficit de
Produção)
·
Alta Importação: Mato Grosso precisa trazer a maior parte de suas frutas, legumes e
verduras de estados como São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais. A produção
local atende a menos da metade do consumo interno de hortaliças.
·
Preço das Terras: O avanço agressivo das culturas de commodities (como soja e milho)
valorizou drasticamente o preço das terras, empurrando a horticultura para
regiões mais afastadas ou limitando o espaço dos pequenos produtores.
2. Desafios Climáticos e Tecnológicos
·
Clima Seco e Quente: O calor intenso e o período de estiagem severa (característico do
Centro-Oeste) dificultam o cultivo de folhosas e hortaliças sensíveis. Sem
tecnologia de irrigação e cultivo protegido (estufas), a produção despenca em
certas épocas do ano, gerando desabastecimento e queda na qualidade.
·
Baixa Tecnologia: Grande parte dos horticultores locais ainda utiliza técnicas
tradicionais de baixo rendimento. Quem consegue investir em estufas e
climatização encontra um mercado altamente lucrativo devido à baixa
concorrência interna.
3. Oportunidades e Apoio Técnico
·
Renda Rápida: A
horticultura é vista por órgãos de fomento como uma das principais ferramentas
para fixar o homem no campo e gerar receita rápida para a agricultura familiar
(com ciclos de colheita curtos, de 30 a 90 dias).
·
Programas de Incentivo: Iniciativas como o MT Horticultura (desenvolvido pela UNEMAT) e os
treinamentos focados em olericultura do Senar-MT buscam capacitar
produtores e introduzir variedades mais resistentes ao clima local. Cidades
como Tangará da Serra se consolidaram como importantes polos de produção e
pesquisa técnica do setor.
As principais variedades produzidas localmente
incluem alface, milho verde, melancia, tomate, abobrinha e banana.

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