As melhores madeiras para confecção da colmeia padrão Langstroth são aquelas que apresentam densidade média a leve, boa trabalhabilidade e, fundamentalmente, ausência de odores fortes que possam repelir as abelhas.
As principais espécies recomendadas incluem:
- Pinus (Pinus spp.): É uma das mais utilizadas no Brasil (especialmente no Sul). É uma madeira de reflorestamento, leve (facilitando o transporte e o manejo dos módulos) e fácil de trabalhar. Exige tratamento com tinta ou verniz para resistir bem à umidade e ao tempo.
- Eucalipto (Eucalyptus spp., como E. citriodora e E. tereticornis): Muito valorizado pela sua alta resistência mecânica e durabilidade. O aroma suave do eucalipto geralmente é bem aceito pelas abelhas, mas a madeira deve estar bem seca antes da confecção para evitar o empenamento.
- Cedro (Cedrela spp. / Cedro-rosa): Considerado uma das melhores opções tradicionais. É leve, dimensionalmente estável, possui alta durabilidade natural e excelente aceitação pelas abelhas, embora tenha um custo mais elevado.
- Cedrinho: Leve, fácil de cortar e manusear, com boa resistência ao tempo quando devidamente pintado.
- Outras madeiras nativas/resistentes: Espécies como angelim, cumaru, ipê e tamburil também são citadas na literatura apícola, embora madeiras muito densas ou com óleos essenciais muito fortes (como alguns ipês ou parajus) devam ser evitadas por exacerbarem odores fortes.
O que não usar:
- MDF e Aglomerados: Absorvem muita umidade, incham, estragam rápido e liberam colas e resinas prejudiciais à saúde das abelhas.
- Compensados comuns: Têm baixa durabilidade quando expostos diretamente à chuva e ao sol (exceto o compensado naval, que ainda assim é inferior à madeira maciça).


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