2 de março de 2026

TRADIÇÃO QUE GANHA ESCALA: Com apoio técnico do Estado, agroindústria familiar de Livramento amplia produção e mira novos mercados

Tradição familiar na produção de rapaduras em N.Sra. do Livramento-MT. Foto SEAF/EMPAER

TRADIÇÃO QUE GANHA ESCALA: Com apoio técnico do Estado, agroindústria familiar de Livramento amplia produção e mira novos mercados

Das raízes familiares à expansão regional

O que começou de forma simples, à sombra de uma mangueira no quintal de casa, transformou-se em um empreendimento que atravessa gerações e se consolidou como referência na Baixada Cuiabana. Em Nossa Senhora do Livramento, a família de Ciro Ernesto de Moraes construiu, ao longo de mais de seis décadas, a história dos Doces Campo Alegre — marca que ultrapassou os limites do município e hoje acompanha visitantes que levam seus produtos para diversas regiões de Mato Grosso e do país.

Cercada por canaviais, a propriedade preserva os traços da agricultura familiar tradicional. Mas o modelo artesanal que marcou os primeiros anos evoluiu. Investimentos contínuos, qualificação técnica e o suporte de políticas públicas impulsionaram a modernização do processo produtivo e abriram novas perspectivas de crescimento.

“O começo da gente foi embaixo de uma mangueira. Aí, no decorrer dos anos, fomos aperfeiçoando e investindo. Hoje temos o apoio do município, da Seaf, da Empaer, que sempre nos apoiou muito. Todos estão empenhados junto com a gente. Agora nós queremos conquistar o selo. Já temos o Selo de Inspeção Municipal, mas queremos avançar mais e alcançar outras regiões”, relatou seu Ciro.

Modernização produtiva e agregação de valor

Durante visita técnica à propriedade, representantes da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e equipes de extensão rural de Livramento e Santo Antônio de Leverger acompanharam de perto a estrutura produtiva e a evolução do processo de fabricação das tradicionais rapaduras de cana-de-açúcar.

A transformação é visível. O que antes era moagem rudimentar passou por modernização tecnológica, elevando a eficiência e a qualidade dos produtos.

Atualmente, cerca de 7,5 toneladas de cana são processadas mensalmente. A matéria-prima dá origem a rapaduras em diferentes versões — da tradicional a combinações com bocaiuva e café — estratégia que amplia o valor agregado e diversifica o público consumidor.

Mesmo com uma equipe de aproximadamente 15 trabalhadores, a escassez de mão de obra permanece como desafio constante para a atividade.

“Aqui não tem dia nem hora. A gente atende à noite, passa gente o dia todo na estrada. O que tiver, a gente vende. Eu tenho orgulho de, junto com minha família, fazer parte da agricultura familiar”, afirmou o produtor.

Assistência técnica como motor de transformação

O avanço na qualidade e no aproveitamento da produção está diretamente ligado à capacitação técnica promovida pela Empaer. Cursos voltados ao processamento de derivados da cana redefiniram a eficiência operacional da agroindústria.

“A nossa produção começou com o apoio da Empaer, onde fizemos curso para produção de derivados de cana. A partir de então melhoramos muito. A gente desperdiçava muita cana, muito caldo, mas depois desse curso passamos a aproveitar mais. O apoio do Governo do Estado ajuda a gente a crescer. Sem apoio, não vai. Isso é fundamental”, destacou seu Ciro.

Próximo passo: certificação e novos mercados

Com a produção consolidada e em expansão, a família se prepara para um novo avanço estratégico: a obtenção do Selo de Inspeção da Agricultura de Pequeno Porte (Siapp). A certificação permitirá ampliar a comercialização e acessar mercados mais amplos, fortalecendo a presença dos produtos livramentenses além das fronteiras regionais.

“Essa visita foi muito importante, porque estamos em busca do Selo, e tenho certeza que com ele vamos produzir e vender muito mais”, afirmou o produtor.

Agroindústrias familiares em expansão no Estado

Dados da coordenadoria responsável pelo Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte indicam que Mato Grosso possui atualmente 40 agroindústrias de pequeno porte formalizadas e em operação dentro do sistema de inspeção sanitária. O número evidencia o crescimento da regularização e o fortalecimento do segmento, impulsionado por políticas públicas de apoio técnico e incentivo à produção familiar.

No caso da família Moraes, a tradição permanece como base — mas agora aliada à qualificação, à inovação e à busca por novos horizontes comerciais.

( Com Vânia Neves |Seaf –  Empaer )

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Vejam o vídeo e texto - 🌊🌿 Cachoeira no PA Santo Antônio do Beleza desponta como novo destino turístico de Vila Rica


Localizada a cerca de 35 quilômetros de Vila Rica, no Projeto de Assentamento Santo Antônio do Beleza, um verdadeiro espetáculo da natureza começa a revelar todo o seu potencial turístico.

A cachoeira fica na propriedade da produtora rural Ana Paula Alves Lopes e encanta pela beleza das quedas d’água, formações rochosas impressionantes e poços naturais cristalinos, ideais para banho e lazer em meio à natureza preservada. Um cenário que une tranquilidade, aventura e contato direto com o meio ambiente.

Mais do que um atrativo natural, o espaço carrega uma história de sonho e dedicação. O pai de Ana Paula já idealizava transformar a área em um ponto turístico estruturado, e agora esse projeto começa a ganhar forma, mantendo viva a visão de desenvolvimento sustentável para a região.

🤝 O secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo e vice-prefeito, Júlio Alves Borges, esteve no local acompanhado da diretora de Turismo, Joyce Alves, e do vereador Vitor Leandro, realizando visita técnica para avaliar o potencial de fortalecimento do turismo local.

A iniciativa visa fortalecer a cadeia econômica local e é um dos pilares da gestão municipal liderada pelo prefeito João Salomão Pimenta (João da Pá). A ação integra a estratégia do município de identificar, organizar e promover seus atrativos naturais, ampliando oportunidades econômicas, gerando renda e fortalecendo o desenvolvimento regional.

📍 A cachoeira já está aberta à visitação. Interessados podem procurar a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo para obter informações e orientações.

Vila Rica reafirma seu compromisso com a valorização das riquezas naturais e consolida sua posição como Portal Norte de Mato Grosso, abrindo caminhos para um turismo forte, sustentável e promissor.

🛣️ Governo de Vila Rica – Portal Norte de Mato Grosso

#vilarica

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1 de março de 2026

Auxílio do Fundaaf fortalece a agricultura familiar e amplia a produção de alimentos em Nossa Senhora do Livramento



01 de Março de 2026 às 09:15
No município, 92 projetos de pequenos produtores foram aprovados para receber o recurso do governo no valor de R$ 6 mil, para desenvolver suas atividades no campo
Vânia Neves | Seaf/Empaer


Propriedade da dona Rosi - Foto por: Assessoria Seaf
Auxílio do Fundaaf fortalece a agricultura familiar e amplia a produção de alimentos em Nossa Senhora do Livramento - Propriedade da dona Rosi
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O incentivo direto à produção tem transformado a realidade de famílias da agricultura familiar em Nossa Senhora do Livramento. A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) realizaram visita técnica a propriedades da comunidade Mata Cavalo, beneficiadas pelo Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf) – Inclusão Rural, que concede um auxílio de R$ 6 mil para os pequenos produtores por meio de um cartão.

Em Nossa Senhora do Livramento, 240 projetos foram analisados, com 92 aprovações para o auxílio. Em todo o Estado, 3.589 propostas foram deferidas, totalizando R$ 21,5 milhões em investimentos. O objetivo do recurso é oferecer, junto ao acompanhamento técnico, suporte para que os pequenos produtores em situação de vulnerabilidade social possam desenvolver suas atividades no campo.

No sítio onde vivem, Dona Clarice Conceição e Luciano Arruda são alguns dos produtores de Nossa Senhora do Livramento que recebem o auxílio do Fundaaf.

“É a primeira vez que a gente participa de um projeto desses. Quando recebemos o cartão e vimos que o valor estava disponível, aí nós fomos fazer a nossa parte. É disso que a gente precisa, de um incentivo para caminhar, como fizemos agora com o Fundaaf. Nós tínhamos começado com o recurso que tínhamos. Agora, com o recurso que recebemos do Fundaaf, estamos melhorando as condições do espaço que temos para criação dos frangos”, relatou Dona Clarice.

Luciano Arruda destacou o impacto direto na produção. “Com o recurso do Fundaaf, nós adquirimos os pintinhos e o material para ampliar os galinheiros. Os frangos estão com três meses e, com quatro, estarão prontos para o abate. Tem pessoas que querem trabalhar. Se a gente tiver um apoio, nós conseguimos trabalhar. Ao invés de gastar o lucro com coisas desnecessárias, vamos investir e fazer um novo lote. O negócio é aprender direitinho e fazer o dever de casa. O Fundaaf ajudou muito e, daqui a pouco, conseguimos caminhar sozinhos", disse.


 

O produtor também ressaltou a melhoria na qualidade da criação. “A alimentação dos animais melhorou, porque agora podemos oferecer algo com mais qualidade, porque, às vezes, o medicamento tem um custo mais elevado. Nós agradecemos o Governo do Estado pela confiança. Vocês olharam para nós. Espero que essa parceria prossiga. Tudo na vida tem que ter alguém para ajudar, e o que a Seaf e a Empaer estão fazendo é muito grande", acrescentou.

Outra produtora visitada Rosimari Costa e Silva também ampliou a criação de frangos e a produção de ovos. “Tenho o sonho de aumentar a nossa produção de frangos. Esse recurso que nós recebemos já nos ajudou muito. Estamos animados com esse apoio. Agora, queremos desenvolver ainda mais", disse.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destacou o alcance da política pública. “O Fundaaf é uma ferramenta concreta de inclusão produtiva. Estamos falando de um recurso que chega direto na mão do produtor, permitindo que ele invista, produza e tenha mais dignidade. Nosso compromisso é continuar apoiando as famílias da agricultura familiar para que possam crescer com autonomia e qualidade de vida", afirmou.

O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, ressaltou que o acompanhamento técnico é decisivo para garantir resultados consistentes. “O recurso financeiro é essencial, mas ele precisa estar aliado à orientação técnica. A assistência oferecida pela Empaer assegura que o produtor aplique corretamente o investimento, planeje a produção e tenha melhores resultados. O Fundaaf, com esse acompanhamento, se transforma em desenvolvimento sustentável para as comunidades rurais", apontou.

A extensionista social da Empaer em Livramento, Tânia Tomé, explicou que o foco agora está na execução e na prestação de contas dos projetos aprovados. “Conseguimos aprovar 92 projetos em Livramento e, agora, estamos fazendo a prestação de contas. A maioria das pessoas que aderiram já está produzindo. É muito gratificante poder oferecer um projeto e ver que a pessoa realmente se dedicou, porque, além do alimento para consumo próprio, eles também poderão comercializar e ter uma renda extra. Isso, para nós que trabalhamos diretamente com eles, não tem preço", contou.

O engenheiro agrônomo e extensionista da Empaer, Cláudio Arruda, reforçou a importância do planejamento técnico. “Nosso trabalho é garantir que o produtor utilize o recurso de forma planejada, respeitando as boas práticas de manejo, sanidade e alimentação. Quando o investimento vem acompanhado de assistência técnica, as chances de sucesso aumentam significativamente e o produtor ganha mais segurança para expandir sua atividade", disse.

O Fundaaf – Inclusão Rural conta com a parceria da Desenvolve MT, responsável pela emissão dos cartões e pelo acompanhamento financeiro das famílias beneficiadas. Vale lembrar que essa modalidade é não reembolsável, ou seja, as famílias não precisam devolver o recurso. A prestação de contas é realizada mediante a certificação da execução do projeto, com acompanhamento pelos técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, pelo período de um ano.

Outros investimentos estruturantes em Nossa Senhora do Livramento

Nos últimos sete anos, o Governo do Estado destinou cerca de R$ 4,5 milhões ao município em máquinas, equipamentos e insumos para fortalecer a agricultura familiar de Nossa Senhora do Livramento. O secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Luciano Batista, destacou o avanço nas cadeias produtivas locais.

“O Governo do Estado, por meio da Seaf e da Empaer, tem nos permitido atender melhor a comunidade que vive da agricultura familiar. Nosso município tem ampliado a produção de leite, que vem em crescimento, além da piscicultura. Também contamos com diversas propriedades que cultivam mandioca e banana, contribuindo inclusive para o abastecimento da merenda escolar", destacou.

Luciano Batista reforçou ainda a importância da parceria institucional. “Os equipamentos que recebemos chegaram em um momento decisivo. Sem o fomento da Seaf, com máquinas, equipamentos, veículos e insumos, não estaríamos produzindo o que conseguimos hoje. A Empaer é um braço importante da gestão municipal; trabalhamos de mãos dadas. Graças a essa parceria, os produtores estão expandindo a produção, porque a orientação técnica pesa muito na hora de investir e garantir qualidade na produção de alimentos", avaliou.


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28 de fevereiro de 2026

BTL 2025: Mato Grosso promove Pantanal e articula conexão direta com a Europa

Mato Grosso
César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Ana Azevedo/M&E)

LISBOA — Presente na BTL 2025, o governo de Mato Grosso destacou a importância estratégica da feira para a promoção internacional do estado e reforçou sua presença contínua nos principais eventos do setor. Em entrevista exclusiva ao M&E, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, afirmou que a participação faz parte de um projeto estruturado de desenvolvimento do turismo, voltado à consolidação do destino no mercado europeu.

“Mato Grosso tem participado de todas as feiras internacionais de turismo e não poderia deixar de estar aqui na BTL pela importância e abrangência que ela tem”, afirmou. Segundo ele, o estado reúne atrativos alinhados ao perfil do viajante europeu, como avistamento de aves, observação de onças, etnoturismo, contemplação da natureza e uma gastronomia regional que considera um diferencial competitivo.

Pantanal como vitrine global

O principal produto promovido no exterior é o Pantanal, bioma compartilhado com Mato Grosso do Sul e reconhecido mundialmente por sua biodiversidade. Para o secretário, trata-se de um ativo único. “O Pantanal é a grande referência de Mato Grosso e também de Mato Grosso do Sul. É único no mundo. Cachoeiras existem em muitos lugares, mas o Pantanal só existe aqui”, disse, ao classificá-lo como o principal cartão-postal do estado.

Voo direto é prioridade estratégica

Um dos principais desafios apontados para 2026 é viabilizar o primeiro voo internacional partindo da capital, Cuiabá. Hoje, as ligações entre Mato Grosso e a Europa dependem de conexões via São Paulo ou Rio de Janeiro. Embora o aeroporto da capital já esteja internacionalizado, o estado ainda não conta com operações regulares de longo curso, cenário que o governo busca mudar por meio de diálogo com companhias aéreas interessadas em iniciar voos próprios.

Miranda revelou ter realizado uma reunião com a TAP Air Portugal durante a feira. “A decisão de implantar um voo internacional envolve muitos fatores, mas houve interesse por parte da empresa”, afirmou.

No fim do ano passado, o governo estadual aprovou legislação que permite a subvenção de voos internacionais, autorizando o uso de recursos públicos para aquisição de espaços em aeronaves. A medida busca garantir sustentabilidade econômica às companhias no início das operações.

O secretário defende que a ampliação da conectividade aérea não deve atender apenas ao turismo de lazer, mas também ao fluxo corporativo. Segundo ele, Mato Grosso registra a economia que mais cresce no Brasil e tem no agronegócio seu principal motor. Se fosse um país, afirmou, seria o terceiro maior produtor de soja do mundo, atrás apenas de Brasil e Estados Unidos.

Miranda também ressaltou a posição geográfica estratégica do estado. Localizado no centro geodésico da América do Sul, Mato Grosso, na avaliação do secretário, tem potencial para se tornar um ponto de conexão entre Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio com os países do Cone Sul.

Infraestrutura e ambiente de negócios

À frente da pasta há sete anos, César Miranda afirma que o governo estadual tem apostado em infraestrutura como base para o desenvolvimento do turismo. Segundo ele, Mato Grosso é o único estado brasileiro que investe 20% da arrecadação em obras de infraestrutura, o que representa de 5 a 6 bilhões de reais.

Os investimentos também abrangem educação e saúde. “O turista não vai para um lugar onde a própria população não gosta de morar”, afirmou. O estado registra crescimento populacional anual e atração de migrantes, cenário que, segundo ele, reforça a percepção de ambiente seguro e estruturado para negócios.

Ainda assim, a prioridade para os próximos anos permanece clara: “O principal desafio agora é a locomoção internacional. Precisamos viabilizar o primeiro voo direto. Depois disso, outros virão naturalmente. O objetivo é conectar Mato Grosso ao mundo e o mundo a Mato Grosso.”

Sustentabilidade em debate

Tema recorrente em feiras nacionais e internacionais, a sustentabilidade também entrou na pauta. De acordo com o secretário, entre as cinco maiores regiões produtoras do mundo, Mato Grosso é a única que preserva 60% do território, abrangendo áreas de Amazônia, Cerrado e Pantanal. No caso específico do Pantanal, ele afirma que a preservação chega a 100%.

Miranda citou avanços no melhoramento genético do rebanho e na eficiência da produção pecuária. Animais que antes eram abatidos com quatro ou cinco anos hoje chegam ao ponto ideal com cerca de dois anos, após passarem por sistemas de terminação mais eficientes. O ganho de produtividade teria permitido liberar aproximadamente 10 milhões de hectares de pastagens, incorporados à agricultura. Com isso, segundo ele, o estado teria condições de dobrar a produção agrícola nos próximos dez anos sem necessidade de desmatamento adicional. “Os dados são públicos e divulgados com transparência”, declarou.

O secretário reconheceu a existência de problemas relacionados à criminalidade ambiental, mas afirmou que Mato Grosso investe em tecnologia para combater desmatamento e queimadas ilegais. De acordo com ele, os índices foram reduzidos em quase 80% nos últimos sete anos.

*O M&E viaja com apoio da Shift Mobilidade e proteção GTA.