8 de agosto de 2026

FALANDO SOBRE A USINA ITAICY DE SANTO ANTONIO DO LEVERGER - MT PASSADO, PRESENTE E FUTURO

A Usina Itaicy, fundada em 1896 no município de Santo Antônio do Leverger (MT) às margens do Rio Cuiabá por Antônio Paes de Barros (Totó Paes), foi o berço da industrialização mato-grossense. 

Ela operou como uma vila autônoma com energia elétrica pioneira, foi desativada na década de 1950 e hoje aguarda projetos de restauração para virar um polo turístico e cultural. 


Passado (O Auge da Modernidade no Século XIX)

  • Inovação tecnológica: Inaugurada em 1897 com maquinário a vapor importado da Europa, contando com ferrovias internas de vagonetas puxadas a burro. 
  • Pioneirismo: Foi o primeiro local em Mato Grosso a contar com energia elétrica gerada por biomassa (iluminando o complexo décadas antes de Cuiabá) e o primeiro para-raios da região. 
  • Cidade autossuficiente: Chegou a abrigar cerca de 450 moradores fixos e 5 mil trabalhadores na safra, dispondo de padaria, farmácia, escola, igreja, banda de música e até moeda própria. 
  • Declínio: Fechou as portas por volta de 1957 devido à forte concorrência de usinas mais modernas de outros estados. 

Presente (Patrimônio Adormecido)

  • Tombamento: Foi tombada como patrimônio histórico estadual em 1985, reconhecida como o maior tesouro de arqueologia industrial do Brasil. 
  • Estado atual: As estruturas físicas em três pisos, os maquinários originais europeus e os telhados de zinco do século XIX permanecem no local, protegidos parcialmente por intervenções pontuais de estabilização do governo e órgãos de patrimônio. 
  • Isolamento: Encontra-se desativada e fechada ao público geral, exigindo planejamento logístico para visitas institucionais ou de pesquisa. 

Futuro (Esperança de Revitalização)

  • Projetos de restauração: Planos articulados pelo governo estadual em parceria com o Instituto Cultural Itaicy para recuperar a edificação integral. 
  • Vocação turística e museológica: A proposta visa transformar o complexo em um grande museu vivo da história, da agroindústria e da tecnologia oitocentista, impulsionando o turismo histórico na região pantaneira

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