12 de fevereiro de 2026

Assistência técnica fortalece produção de alimentos na Comunidade São Sebastião, em Santo Antônio de Leverger


Assessoria Seaf

Picture of Seaf/Empaer

Seaf/Empaer

Entre 2019 e 2025, a região teve acesso a R$ 3,9 milhões em investimentos do Governo do Estado por meio da Seaf

 

Santo Antônio de Leverger integra o Consórcio Vale do Rio Cuiabá e vem se destacando pelos investimentos direcionados ao campo. Entre 2019 e 2025, a região teve acesso a R$ 3,9 milhões em investimentos do Governo do Estado por meio da Seaf, aplicados na aquisição de máquinas, implementos agrícolas, veículos, kits de irrigação, perfurador de solo hidráulico, entre outros equipamentos que ampliam a capacidade produtiva das comunidades rurais.


Responsável pela assistência técnica na região, o técnico em Agropecuária, projetos financeiros e de extensão rural da Empaer, Natan de Queiroz, ressalta que o trabalho desenvolvido vai além do acompanhamento produtivo. “Nosso papel é estar próximo do produtor, oferecendo orientação técnica e viabilizando projetos que permitam melhorar a produção, diversificar culturas e garantir sustentabilidade no campo. Esses investimentos têm impacto direto na renda das famílias e no fortalecimento da agricultura familiar”, destacou.


Um dos exemplos desse trabalho é o produtor Seo Lázaro Avelino dos Santos e sua esposa, dona Aparecida Neves dos Santos, que vivem há 36 anos em Santo Antônio de Leverger, no Sítio São Sebastião. Apesar de ter nascido e se criado na cidade, Seo Lázaro conta que sempre sonhou em ter uma propriedade rural. “Meus pais tinham terra em Guiratinga e acho que esse sonho veio da infância. Com muito trabalho e sacrifício, conseguimos adquirir essa área de 43 hectares. Depois que me aposentei, vi que era o momento de concretizar esse sonho”, revelou.

A trajetória produtiva começou com o cultivo de maracujá, atividade mantida por 17 anos. No entanto, o produtor explica que a cultura exige uma rotina intensa de polinização manual. “As flores abrem ao meio-dia e fecham às seis da tarde. O que a gente poliniza nesse período dá resultado, se não, a gente perde. Eu e minha esposa chegávamos a polinizar oito mil flores por dia, e mesmo assim não era metade da nossa produção de flores”, contou.

Com o passar do tempo, Seo Lázaro diversificou a produção, implantou o cultivo de limão, atualmente com 970 pés, e iniciou um novo projeto com 1.800 pés de café.  “Na nossa primeira colheita conseguimos 460 quilos, tudo feito manualmente. Vamos continuar com o café e expandir. Nosso objetivo é agregar valor ao produto. O sonho da nossa família é ter uma agroindústria aqui mesmo na propriedade”, afirmou.

Ele também destaca o impacto das políticas públicas voltadas ao pequeno produtor. “Acompanhar o trabalho da Seaf e o avanço do Governo do Estado junto à agricultura familiar é algo visível. Com o incentivo que estamos recebendo, a gente se anima. O pouco de café que produzimos é de qualidade e tenho certeza de que, com o apoio da Seaf e da Empaer, iremos longe”, reforçou.


Outro exemplo de fortalecimento da produção local, é do pequeno produtor Edson Barbosa, nascido e criado na região, cultiva sete hectares no sítio Bom Jesus, e foi beneficiado com mudas de banana por meio da Seaf, além de receber assistência técnica da Empaer. Ele produz as variedades banana-nanica, banana-maçã e banana-da-terra. “Conseguimos produzir e comercializar. Gostei muito da qualidade da banana-da-terra”, destacou o produtor.

A experiência da Comunidade São Sebastião demonstra que a presença constante da assistência técnica, aliada à viabilização de projetos e investimentos estruturantes, tem sido decisiva para o fortalecimento da agricultura familiar em Santo Antônio de Leverger, promovendo desenvolvimento, geração de renda e melhores condições de vida para as famílias do campo

Produtores de pequena escala da Baixada Cuiabana conquistam selo e ampliam mercados em MT

 





Imagem da Queijaria Canaã, localizada em Santo Antônio de Leverger - Foto por: Assessoria Seaf



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Atualmente, o Selo de Inspeção de Agricultura de Pequeno Porte (SIAPP) possui 39 agroindústrias registradas
Vânia Neves | Seaf/Empaer

Duas histórias de dedicação e empreendedorismo rural mostram como o Selo de Inspeção da Agricultura de Pequeno Porte (Siapp) tem transformado a realidade de produtores em Santo Antônio de Leverger. O selo nº 02, conquistado por Ludymilla Caramori, do Sítio Milagre da Vida, e o selo nº 37, obtido por Seo Rubens Pio, da Queijaria Canaã, são exemplos de como a regularização abre portas e fortalece a agricultura familiar no estado.

Atualmente, o Siapp conta com 39 agroindústrias registradas. O programa está previsto na Lei Estadual nº 12.387/24 e tem como objetivo reduzir entraves burocráticos, promover a inclusão produtiva e ampliar o acesso às políticas públicas, garantindo a qualidade e a segurança dos produtos, além de colaborar para o desenvolvimento econômico e social.

Para apoiar de perto os pequenos produtores, foi formada uma equipe técnica especializada, dedicada a acompanhar e orientar as agroindústrias de pequeno porte em todas as etapas de produção e formalização. O trabalho é fruto da união de esforços de diferentes instituições, como a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer)  e Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), garantindo que os produtores recebam orientação prática, suporte constante e segurança para crescer de forma sustentável.


No Sítio Milagre da Vida, a conquista do selo nº 02 marcou um divisor de águas para a família Caramori. O empreendimento é liderado por Ludymilla Caramori e conta com a atuação do filho, estudante de Engenharia Química da UFMT, Mateus Caramori, que aplica o conhecimento técnico na rotina da agroindústria.

“Todo o corpo de produção é muito importante. O engenheiro químico é basicamente um profissional da indústria: trabalha com processos, máquinas, controle de produção, expedição e programas em geral, áreas que fazem parte do nosso currículo. Para trabalhar com leite, precisei fazer aulas no curso de Tecnologias de Alimentos para adquirir o conhecimento formal”, explica Mateus.


A marca começou com a produção de queijo e ampliou, oferecendo também iogurte natural e iogurte de ameixa, e outros produtos. A marca já conquistou espaço em uma rede de supermercados e negocia com outras empresas para ampliar a presença nas gôndolas.

Mateus acompanhou de perto todo o processo até a chegada do selo. “Antes do selo, era tudo muito nebuloso. Perdemos muitas oportunidades e nos sentíamos limitados. Como lidamos com alimento, não podemos comercializar sem certificação, mas precisávamos começar. Estudamos, fomos atrás dos órgãos competentes, acompanhamos de perto, porque esse projeto precisava dar certo. Era nosso objetivo.”

Segundo ele, após a certificação, a expansão foi rápida. “Nossa produção hoje é praticamente toda designada. É muito difícil sobrar mercadoria e, quando isso acontece, transformamos o produto em alimento de maior durabilidade.”

Apesar dos prêmios, Mateus ressalta que o foco principal não são as medalhas. “As feiras são importantes pelo relacionamento de mercado. Os prêmios são como corações, é muito bom conquistar, mas nunca produzimos pensando em medalhas. Produzimos porque existe um público que precisa consumir esse produto. Temos famílias que só conseguem consumir nossos produtos. Para nós, isso é mais importante do que qualquer competição”, revelou.


Um importante diferencial do Sítio Milagre da Vida é a produção de leite A2A2, que, no caso da propriedade criam animais das raças Gir e Girolando. Esse tipo de leite possui uma proteína que facilita a digestão, permitindo que pessoas que não se adaptam ao leite convencional possam consumir produtos lácteos.

Vindos de Minas Gerais, estado referência na produção de laticínios, a família identificou uma oportunidade ao chegar em Mato Grosso. “Sentimos que precisava de mais produtores de queijo. Meus pais já sabiam que não adiantava começar e ir adaptando depois. Investir na genética dos animais foi essencial para oferecer algo diferente no mercado”, destaca Mateus. Com cerca de três anos de atuação, o empreendimento aposta na qualidade e na diferenciação para consolidar seu espaço. “Temos outros produtores de queijo e derivados, mas com nossas características somos únicos na região. Acredito que, nesse segmento, atualmente somos os únicos no estado.”


A 60 quilômetros de Santo Antônio de Leverger, no Sítio Nova Canaã, está a Queijaria Canaã LTDA, fruto da dedicação de Seo Rubens Pio, que conquistou o selo nº 37 do SIAPP a cerca de um mês. Natural de Goiás, ele começou ainda criança a trabalhar com leite junto com a família, e a paixão pela produção de leite e derivados o acompanha desde então.

Hoje, com vacas que produzem em média 250 litros de leite por dia, a matéria-prima está à porta da queijaria. O produto principal é o queijo meia cura, que passa por um período de maturação antes de ser comercializado.

“Desde criança aprendi a fazer queijo, mas estou há 15 anos fora do mercado. Passei a entregar leite e disse que só retornaria quando tivesse o registro. Enquanto ele não saiu, eu não comecei a produção. Quando comecei a mexer com leite, ainda criança, a gente fazia o creme, lá em Goiás. Vim para Mato Grosso em 1975, estou há 50 anos na região”, relembra.

Com o primeiro estoque maturado, o queijo meia cura da Canaã passa a ser comercializado oficialmente com o selo nº 37, garantindo segurança ao consumidor e ampliando as oportunidades de mercado.

Sobre o processo de obtenção do selo, ele destaca que não considerou burocrático. “Conforme minhas condições financeiras, fui adequando a estrutura. Alguns equipamentos eu já tinha e, mesmo sem o selo, já seguia as normas. O apoio técnico da Seaf e da Empaer foi muito importante”, ratificou.


A coordenadora de Agroindústria da Seaf, médica veterinária Camila Caexeta, destaca que histórias como essas demonstram o alcance do programa. “O Siapp foi criado para desburocratizar e dar oportunidade para o pequeno produtor. Nosso papel é orientar, acompanhar e garantir que essas agroindústrias atendam às exigências, mas de forma compatível com a realidade da agricultura familiar. Quando o produtor conquista o selo, ele amplia mercado, agrega valor ao produto e fortalece a economia local”, afirma.

Para mais informações sobre o Siapp e as agroindústrias de pequeno porte, acesse:

https://www.agriculturafamiliar.mt.gov.br/agroind%C3%BAstrias-de-pequeno-porte ou pelos contatos de e-mail: agroindustria@agroindustriafamiliar.mt.gov.br e WhatsApp: (65) 98142-0093.


11 de fevereiro de 2026

O que é Peixamento Sustentável ?


 O peixamento sustentável é o repovoamento planejado de rios com espécies nativas para restaurar o equilíbrio ecológico, fortalecer a pesca artesanal e garantir a segurança alimentar de comunidades ribeirinhas.

Ações técnicas, de forma correta, asseguram a soltura dos alevinos, protegendo a biodiversidade, evitando espécies exóticas ou híbridas, e combatendo a degradação ambiental.

Pontos Chave do Peixamento Sustentável:

·         Espécies Nativas: 

Foco na soltura de peixes próprios da bacia hidrográfica, garantindo a adaptação e o equilíbrio do ecossistema.

·         Base Técnica e Autorização: 

A introdução de alevinos exige estudos prévias e licenciamento ambiental para evitar desequilíbrios, como competição entre espécies.

·         Impacto Social e Econômico: 

Promove a pesca comercial e de subsistência, gerando renda e segurança alimentar para populações ribeirinhas.

·         Conservação e Educação: 

Funciona como parte de programas de revitalização, muitas vezes acompanhado da recuperação de matas ciliares.

·         Riscos de Ações Desautorizadas: 

Soltar peixes sem critério técnico (como híbridos ou espécies exóticas) pode introduzir doenças e prejudicar as populações de peixes nativos. 

A prática é uma ferramenta importante para a manutenção da ictiofauna e para o desenvolvimento local sustentável. 

 


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10 de fevereiro de 2026

FEAFTUR - Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural - MT - Quais são as justificaticas do Governo em Realizar ?

 

A FEAFTUR - Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural de Mato Grosso é uma iniciativa do Governo do Estado, coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) em parceria com a Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), focada na valorização e no desenvolvimento do pequeno produtor.

A justificativa para a realização da FEAFTUR se fundamenta nos seguintes pontos:

  • Valorização e Protagonismo da Agricultura Familiar: A feira busca dar visibilidade e reconhecer o papel dos agricultores familiares, comunidades tradicionais e pequenos produtores rurais na economia do estado.
  • Comercialização Direta e Geração de Renda: Oferece um espaço para venda direta de produtos, como queijos, doces, hortaliças, frutas e artesanato, eliminando intermediários e aumentando a margem de lucro do produtor. Em 2025, a feira movimentou mais de R$ 1 milhão em vendas.
  • Fomento ao Turismo Rural: Promove a integração entre a produção rural e o turismo, destacando as potencialidades turísticas do campo, experiências de gastronomia regional e saberes tradicionais.
  • Qualificação e Capacitação: A FEAFTUR, muitas vezes associada a fóruns e seminários, serve como ambiente para capacitar produtores, discutir tecnologias, técnicas de sustentabilidade e novas legislações de comercialização.
  • Integração e Visibilidade: O evento insere a agricultura familiar em grandes eventos de Mato Grosso (como a FIT Pantanal e feiras agropecuárias regionais), conectando pequenos produtores a potenciais clientes, empresários e técnicos.
Em suma, a FEAFTUR: justifica-se como uma política pública de desenvolvimento econômico sustentável que une a produção rural, o artesanato e o turismo para fortalecer o campo e aumentar a renda familiar no estado de Mato Grosso.