28 de agosto de 2023

Pantanal – Flora e Fauna

 

A palavra Pantanal, teve sua origem como referência a pântano, por contar com a maior planície alagada do mundo – devido a seu regime de chuvas e relevo – que centralizam a pluviosidade nas cabeceiras dos rios, escoando-a pelo transbordamento natural nas margens.

Paisagem do Pantanal, composta por rio e mata ciliar.
Paisagem do Pantanal.

Localizado na bacia hidrográfica do Alto Paraguai, o Pantanal possui no Brasil uma área de aproximadamente 150.000 km², nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e abriga uma incrível biodiversidade de espécies da flora e da fauna, tendo recebido nos anos 2000 pela Unesco, o título de Reserva da Biosfera Mundial.

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Com espécies simbólicas como o tuiuiú, arara-azul, cervo-do-pantanal e a sucuri – também conhecida como anaconda e que não possui o hábito de atacar pessoas como nos filmes – o Pantanal tem um papel vital de manter toda essa riqueza natural e como fonte de subsistência para as comunidades tradicionais da região.

Flora do Pantanal

Formações de vegetação do pantanal, composta por rios, vegetações arbustivas e ciliares.
Formações de vegetação do Pantanal.

A vegetação do Pantanal conta com um mosaico de matas, cerradões e savanas, isto por que, tem influência direta de outros três importantes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica – com espécies como cambará-lixeira, canjiqueira e carandá, que se estabelecem em campos inundáveis de diversos tipos,incluindo brejos e lagoas com plantas típicas como 

Jacaré-do-pantanal


Pertencente a um grande patrimônio ecológico – o Pantanal – caracterizado como um ecossistema habitado por inúmeras espécies da flora e da fauna, que se traduzem em movimentos de formas, cores e sons, sendo um dos mais belos espetáculos da Terra.

Dentre o gigantesco número de espécies que habitam este bioma, destaca-se o jacaré-do-pantanal, também apelidado de jacaré-piranha, devido aos seus pontudos e visíveis dentes, mesmo de boca fechada.

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Habitat do Jacaré-do-pantanal

Esta espécie de jacaré, habita a parte central da América do Sul, desde o norte da Argentina até o sul da bacia Amazônica, mas ocorre principalmente no Pantanal e em rios do Paraguai.

Exemplo de jacaré-do-pantanal.
Jacaré-do-pantanal.

Características do Jacaré-do-pantanal

Alimentação

Este réptil alimenta-se principalmente de peixes e outros vertebrados aquáticos, além de invertebrados como caramujos e insetos, principalmente quando estão na fase jovem.

Comitiva da Empaer-MT visita sede da Emater, em Goiânia

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Técnicos e produtores rurais mato-grossenses veem em busca de conhecimento sobre a cadeia produtiva do pequi em Goiás

Para troca de experiências e intercâmbio de conhecimento a Agência Goiana de Assistência Técnicay, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) recebeu nesta sexta-feira (25) a visita de uma comitiva da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). O grupo era formado por diretores, gerentes técnicos e produtores de diversas cidades do Mato Grosso.

Criado pela Empaer, a visita faz parte do projeto “Intercâmbio Técnico Sabores do Cerrado” e teve como objetivo buscar conhecimento sobre a cadeia produtiva do pequi em Goiás com outras instituições. O tour começou na cidade de Mambaí, onde tiveram a oportunidade de conhecer como funciona o turismo rural e trabalho realizado no processamento de frutos do cerrado, em especial, o pequi.

Já na sede da Agência em Goiânia, a comitiva foi recebida com uma programação especial. Pela manhã, o grupo foi recepcionado pelo presidente Rafael Gouveia e pela equipe diretiva. Além disso, participaram de duas palestras, uma sobre o histórico de pesquisas com o pequi ministrada pela Dra. Elainy Botelho e outra sobre o processo de propagação de pequizeiros por enxertia em palestras com o pesquisador da Embrapa Cerrados Dr. Ailton Pereira.

Para o presidente da Emater foi uma alegria receber a comitiva da Empaer para a troca de experiências entre duas instituições. “Apresentamos os resultados do trabalho de pesquisa, assistência técnica e extensão rural que estamos realizando no estado de Goiás com o foco no desenvolvimento da agricultura familiar. De fato, nosso trabalho tem sido fundamental para trazer a inclusão produtiva aos produtores rurais goianos”, afirma Rafael Gouveia.

Para a diretora de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer, Denise Ávila, a troca de conhecimentos é de extremo valor para o desenvolvimento da agricultura familiar nos dois estados. “A Empaer Mato Grosso tem buscado experiências positivas para facilitar o desenvolvimento da produção dos agricultores do estado e, em Goiás, a gente tem encontrado diversas experiências de turismo, de artesanato e de introdução dos frutos do Cerrado na alimentação, além de alternativas nutricionais para pessoas de todo o país”, relata.

Durante a tarde, a comitiva visitou o Complexo de Inovação Rural da Emater para conhecer os espaços onde são realizados os trabalhos de pesquisa. Eles visitaram o banco de germoplasma de pequi, o bosque de plantas Nativas do Cerrado, o viveiro de mudas, jardim clonal e o bosque de pequis anão.

A produtora Niane Aparecida, do município de Santo Antônio do Leverger-MT, afirma está muito feliz com a visita e que vai levar bastante conhecimento para a sua cidade. “Percebi que o que estávamos fazendo, fazíamos de forma errada e o que estamos aprendendo hoje é algo que vamos levar para o resto da vida. Além disso, vamos poder multiplicar todo o aprendizado que tivemos aqui com outros produtores, porque nosso estado é carente dessa cultura do pequi”, conta.


Comunicação Setorial da Emater – Governo de Goiás
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www.emater.go.gov.br
@ematergoias

SÍTIO BOCA DO MATO SEDIA 1ª OFICINA DE AGROEXTRATIVISMO SUSTENTÁVEL DO CERRADO

 O evento foi realizado na sede do Sítio Boca do Mato, um complexo de vivencias no cerrado que conta com agroindústria, hospedagem, caminhada no cerrado

27/08/2023 às 09h16
Por: Redação 
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SÍTIO BOCA DO MATO SEDIA 1ª OFICINA DE AGROEXTRATIVISMO SUSTENTÁVEL DO CERRADO.

 

O Sítio Boca do Mato e a ONG PEQUI protagonizaram nos dias 23 e 24 de agosto de 2023 um evento em defesa da agricultura familiar na cidade de Mambaí, Goiás. O evento foi realizado na sede do Sítio Boca do Mato, um complexo de vivencias no cerrado que conta com agroindústria, hospedagem, caminhada no cerrado com Pequinic (isso mesmo, sem sic) e muita simpatia por parte dos anfitriões. Além de poder experimentar todas essas vivencias, o participante ainda pode usufruir de visitas técnicas, rodas de conversas, palestras, dinâmicas, feira gastronômica e de artesanato organizado pela Associação Arte Vida.

 

A Central do Cerrado, central de cooperativas de produtos ecossociais, marcou presença durante os dois dias e contou sobre a experiência adquirida nos últimos 19 anos e ressaltou a importância da profissionalização de produtos, embalagens e rótulos para o mercado. A roda de conversa, que ocorreu no período da tarde, teve a participação de parte da equipe, composta por Luis Carrazza, Márcio Lúcio e Carolina Calvet.

A Fundação Banco do Brasil (FBB) apresentou o projeto Quintais Cerratenses que visa plantar 68 mil espécimes, entre mudas e sementes, de espécies nativas e de interesse agronômico, na região da APA Nascentes do Rio Vermelho e em Iaciara, em Goiás. Esse projeto será desenvolvido pela ONG Pequi.

O evento contou com participantes de diversas partes do Brasil. Uma comitiva do estado de Mato Grosso formada por 22 agricultores familiares e 23 técnicos da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) se deslocou até o município de Mambaí, em Goiás, para conhecer casos de sucesso no cultivo, processamento e comercialização do pequi, com foco no desenvolvimento da cadeia produtiva completa, envolvendo, inclusive, atividades de turismo rural nas propriedades.

O intercâmbio está sendo realizado pela Empaer com o objetivo de fornecer aos seus técnicos e agricultores novos conhecimentos e referências para que possam trabalhar, em Mato Grosso, a valorização dos produtos da agricultura familiar no cerrado, com foco na cadeia produtiva do pequi. Depois do evento a delegação partiu rumo a sede da EMATER-GO em Goiânia para aprofundar ainda mais o conhecimento sobre o plantio e cultivo do pequi. Malvineide de Miranda, uma das organizadoras do Intercâmbio Técnico Sabores do Cerrado – Pequi conclui: “tem sido uma experiência muita rica esses dias em Mambaí, poder ver de perto como essas pessoas tem conseguido agregar valor ao produto respeitando as comunidades envolvidas e aumentando a preservação dessas áreas nos enche e inspiração e vontade de aplicarmos em nossa região”.

 Ainda marcaram presença representantes dos Quilombos Extrema e Levantado, do município de Flores de Goiás além de diversos assentados rurais, pequenos produtores, coletores, associações, ONGs, vários representantes do comercio, trade turístico, Fundação Banco do Brasil, SEBARE, ICMBio entre outros que acreditam na importância do cerrado de pé como vetor de geração de oportunidades e de melhoria nas condições de vida para todos que o tem como seu habitat.

“Ter recebido esse evento em nossa casa tem sido mágico, poder mostrar nossa história e saber que ela pode inspirar boas praticas pelo Brasil a fora faz com que tenhamos cada vez mais esmero em todos os detalhes para poder entregar sempre produtos e experiências de qualidade tendo o cerrado como protagonista do processo e não apenas como parte”. Conclui Iasminy de Paula Berquó proprietária do Sítio Boca do Mato.

 

  

 

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