28 de junho de 2022

23* Seminário Brasileiro de Homeopatia na Agricultura Familiar Orgânica.

Bom dia inteirinho com Jesus - SANTIFICADO SEJA O TEU NOME


Pastor Romário

“Santificado seja o teu nome.” 

A frase é uma petição, não uma proclamação. 

Um pedido, não um anúncio. 

Sagrado seja seu nome. 

Faça o que for preciso para ser santo em minha vida.

Assuma o seu lugar de direito no trono. 

Tu sejas Senhor, e eu ficarei quieto.

O Santo habita em um nível diferente do resto de nós. 

O que nos assusta não o assusta.

 “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Salmo 46:10). Este versículo contém um comando com uma promessa. 

O comando? 

Fique quieto. 

Cubra sua boca.

 Dobre seus joelhos.

 A promessa? 

Você saberá que eu sou Deus. 

O navio da fé viaja em águas brandas.

 A crença viaja nas asas da espera.

No meio de suas tempestades diárias, faça questão de ficar quieto e focar nele.

 Deixe Deus ser Deus.

Pr. Romário.

27 de junho de 2022

A aldeia - É uma unidade social muito significativa entre os Paresí Haliti


Índios Pareci. Chegada dos Festeiros, aldeia Cotitico, Mato Grosso. Foto: Ivar Busatto/Opan, 1981

Índios Pareci. Chegada dos Festeiros, aldeia Cotitico, Mato Grosso. Foto: Ivar Busatto/Opan, 1981


A aldeia é uma unidade social muito significativa entre os Paresí; seus habitantes formam um grupo social específico, cujas relações são marcadas pela solidariedade. 

As aldeias possuem direito exclusivo sobre os recursos de seus territórios, que contam com limites definidos, em geral um acidente geográfico, como por exemplo, cabeceiras dos rios. 

Seus integrantes se unem para a realização de certas etapas do trabalho agrícola assim como de eventos rituais. 

Os produtos da caça são distribuídos por todos os membros de um mesmo grupo local. 


Uma vez que seus integrantes se classificam como ihinaiharé kaisereharé (parentes verdadeiros), um grupo local é percebido pelos demais como indiferenciado.

O termo utilizado para designar aldeia é wénakalatí, indicando, especificamente, que aquele espaço é um “lugar de morada”, não fazendo, portanto, referência ao grupo social que ali habita. 

As wénakalatí pré-existem aos grupos sociais que, por ventura, procurem ali fixar morada. 

Os grupos sociais têm uma relação histórica com os locais onde se estabelecem, construída por meio de seus antepassados que os teriam ocupado anteriormente. 

Aqueles que vivem em uma determinada wénakalatí podem usufruir de todos os recursos contidos em seus limites, tendo acesso a todas as áreas de caça, pesca, coleta e agricultura.

Fonte:https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Pares%c3%ad 

Biografia de Marechal Rondon - Militar brasileiro

 

Marechal Rondon

Militar brasileiro
Por Dilva Frazão
Biblioteconomista e professor

Marechal Rondon (1865-1958) foi militar e sertanista brasileiro. Foi o idealizador do Parque Nacional do Xingu e Diretor do Serviço de Proteção ao Índio. Integrou a Comissão Construtora de Linhas Telegráficas, atravessou o sertão desconhecido, na maior parte, habitado por índios bororos, terenas e guaicurus. Abriu estradas, expandiu o telégrafo e ajudou a demarcar as terras indígenas.

Infância e Formação

Cândido Mariano da Silva (Marechal Rondon) nasceu em Mimoso, hoje Santo Antônio de Leverger, Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Era filho de Cândido Mariano e de Claudina Lucas Evangelista, neta de índios Bororos.

Antes do seu nascimento, o pai sentindo-se doente, pediu ao irmão Manuel Rodrigues da Silva Rondon, Capitão da Guarda Nacional, que levasse o filho para Cuiabá a fim de salva-lo da ignorância.

Seu pai morreu sem conhecer o filho, que anos depois perdeu também a mãe. Em 1873, o avô materno não queria se separar do neto, mas por insistência do tio, Cândido foi levado para Cuiabá.

O jovem estudou na Escola Mestre Cruz e no ano seguinte na escola pública Professor João B. de Albuquerque. Em 1879 entrou para o Liceu Cuiabano e em 1881 formou-se professor.

Carreira Militar

Em 1881, Cândido pediu ao tio para estudar na Escola Militar no Rio de Janeiro. Com autorização do Ministério da Guerra, acrescentou o sobrenome Rondon, em homenagem ao tio que lhe criou.

Em 1884, Rondon já estava habilitado para fazer o curso superior. Em 1888 foi promovido a alferes-aluno, nesse mesmo ano o governo imperial cria a Escola Superior de Guerra, para onde é transferido Rondon.

Instalação de Linhas Telegráficas

Rondon era aluno e também admirador de Benjamim Constant, professor de matemática da escola. Junto com outros alunos fez sua opção política pela República, que em 1889 foi proclamada.

Após a Proclamação da República, Rondon foi nomeado ajudante do Major Gomes para a Comissão Construtora de Linhas Telegráficas, com o objetivo de estender as comunicações entre o Rio e Cuiabá, passando por Uberaba e Goiás.

Em março de 1890 ele foi para Cuiabá, onde foi graduado ao posto de capitão-engenheiro e bacharel em matemática e ciências físicas e naturais. Foi indicado por Benjamin Constant para professor substituto da Escola Militar.

Rondon passou a chefiar o grupo que fazia o levantamento topográfico para a determinação das estradas e posterior instalação de postes da linha telegráfica. Junto com vinte soldados avançaram pelo sertão desconhecido, na sua maior parte habitado por tribos bororos, algumas já pacificadas.

Em junho, a expedição chega a Registro do Araguaia, onde instala a primeira estação telegráfica. Seguiu avançando pelo sertão, mas a sobrevivência era difícil, a malária fazia vítimas.

Em abril de 1891 foram inauguradas as novas estações telegráficas. Sob a chefia de Rondon, em maio a comissão dava por findo seus trabalhos: 1 574 km de linhas telegráficas instaladas.

rondon

Voltando ao Rio, Rondon assumiu a docência na Escola Militar, mas por pouco tempo. Foi nomeado chefe do Distrito Telegráfico de Mato Grosso. Pediu exoneração do cargo de professor.

No dia 1 de fevereiro de 1892, casa-se com Francisca Xavier e, no dia 6 de março parte para Cuiabá com a esposa, para assumir o cargo.

Contato com novas tribos indígenas

Em 1899, Rondon chefiou uma comissão destinada a estender as linhas telegráficas de Cuiabá a Corumbá e para as fronteiras com a Bolívia e o Paraguai. Contou com a ajuda dos índios bororos, que abriam as picadas e erguiam os postes.

Em retribuição. Rondon mandou proceder ao levantamento de terras pertencentes aos índios da região de Ipegue e Cachoeirinha e obteve do governo de Mato Grosso o reconhecimento de propriedade. Nesse percurso, Rondon descobriu e nomeou rios, montanhas, vales e lagos, mapeando a região.

Em 1906, foi encarregado pelo presidente Afonso Pena, de ligar Cuiabá ao território do Acre, recentemente incorporado ao país, fechando o circuito telegráfico nacional.

Nessa expedição trava contato com os índios “nhambiquaras”, conhecidos como antropófagos. Nesse difícil trabalho, sua tropa era instruída para obedecer a seu lema:

“Morrer, se preciso for, matar nunca.”

Pouco a pouco Rondon vencia um duplo desafio: a penetração em um território desconhecido e a pacificação dos índios.

Serviço de Proteção ao Índio

No dia 2 de março de 1910, no governo de Nilo Peçanha, Rondon é convidado para assumir a chefia do Serviço de Proteção ao Índio, a ser criado.

Expedição Rondon-Roosevelt

Em 1913, já coronel, Rondon é designado para acompanhar a expedição que o antigo presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, pretendia fazer pelo sertão brasileiro, acompanhado de seu filho Kermit, de secretários e cientistas.

A viagem tinha o objetivo de recolher material para o museu de História Natural de Nova Iorque, e os brasileiros aproveitaram para fixar com maior precisão certos detalhes geográficos.



rondon

A expedição que teve início no rio Apa, em Mato Grosso e se estendeu até Belém do Pará, recolheu numerosos exemplares da fauna brasileira e definiu o traçado do antigo rio da Dúvida, rebatizado de rio Roosevet. Terminou em 1914.

Comissão Rondon

A partir de 1915, Rondon dividia seu tempo entre viagens de inspeção pelos territórios que havia desbravado, contatos com tribos indígenas, a direção do SPI e a realização de conferências sobre os problemas indígenas.

Até 1917, a Comissão Rondon havia construído 2.270km de linhas telegráficas, instalado 28 estações que deram origem a outros povoados, havia realizado o levantamento geográfico de cinquenta mil km lineares de terras e de águas, determinado duzentas coordenadas geográficas e incluído 12 rios no mapa do Brasil e corrigido o curso de outros.

Em 1919, já general de brigada, é nomeado diretor de Engenharia do Exército, e autoriza a construção de quarteis. Em 1927, depois de concluir a ligação telegráfica da Amazônia com o Rio de Janeiro, Rondon trabalhou na inspeção das fronteiras, por ordem ministerial.

Reformado no posto de general-de-divisão, Rondon foi nomeado, em 1934, para a comissão mista da Liga das Nações, para dirimir o conflito entre o Peru e a Colômbia pela posse da região de Letícia.

Parque Nacional do Xingu

Em 1939, Rondon tornou-se o primeiro presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios. Nesse mesmo ano, recebeu do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o título de “Civilizador dos sertões”.

rondon

Em 1952, vê aprovado seu projeto de criação do "Parque Nacional do Xingu". Em 1955, Rondon recebeu na Câmara dos Deputados as insígnias de Marechal. Em 1956, em sua homenagem, o território de Guaporé passou a denominar-se Rondônia.

Marechal Rondon foi casado com Francisca Xavier, desde 1892, e com ela teve seis filhas e um único filho homem.

Marechal Rondon faleceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de janeiro de 1958.


RESUMO DA BIOGRAFIA DE MARECHAL RONDON

OcupaçãoMilitar brasileiro

Data do Nascimento05/05/1865

Data da Morte19/01/1958 (aos 92 anos)


Marechal Cândido Rondon foi um militar brasileiro que desbravou a Amazônia

O ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt (à esq. da placa), marechal Rondon 

Dagnel Enoré - Marechal Rondon - Indio Maximiniano Enoré e Dagnel Enoré

 Dagnel Enoré, é neto legítimo do Índio Maximiniano Enoré, da Tribo Paressis, - seu Enoré como era conhecido, foi pego pelo Marechal Rondon ainda Criança-Adolescente, e passou a conviver com Rondon, onde aprendeu a ler, escrever e a falar o português, e neste interim, aprendeu também a operacionalizar o telegrafo, e passou a trabalhar nas linhas telegráficas, não como construtor, mas sendo uma pessoas mais refinada e com um grau maior de conecimento, integrou o pelotão de elite de Rondon e foi um grande comunicador, usando para isto as técnologias de última geração da época, com os equipamentos e conhecimentos modernos, seria nos dias de hoje os computadores, tabletes e os facebooks, blogs, e todos os sites de relacionamentos disponíveis.

Foto: Dagnel Enoré, com o saxofone

Dagnel é saxofonista de nossa Banda Gospel, (Banda Vida e Voz) e nós o apelidamos de bisneto de Rondon, e filosofamos, se Rondon, alfabetizou, catequisou e criou o seu avô O índio Maximiano Enoré, logo ele é filho de criação  e você também é bisneto de Rondon, Dagnel é apenas um jovem, na época da foto acima estava saindo da adolescencia, mas, que começa a se interessar pela história de seu avô, o Índio Enoré se tornou um grande amigo de Rondon, que ainda nos seus útimos dias de vida em Cuiabá, fazia questão de ir nas reuniões da Associação Amigos de Rondon, para  contribuir com discissões de projetos e ações prol memória deste grande sertanista e último dos Bandeirantes, Marechal  Cândido Rondon.

Marechal Candido Rondon, um matogrossense com muitas histórias, seus caminhos e sua vida



Não sei se você algum dia já foi ao Distrito de Mimoso, no Município de Santo Antônio do Leverger, neste Distrito, foi que nasceu Marechal Rondon, trata-se de um lugarejo bucólico, a aproximadamente 70 km de Cuiabá,no estado de Mato Grosso,  onde o Governo do Estado está construindo o Memorial Rondon é uma obra com uma arquitetura que remete a uma Oca (Casa de Índios) homenageando Rondon por ser indigenista.

Memorial Rondon em Construção no Distrito de Mimoso - MT



Memorial Rondon em Construção no Distrito de Mimoso - MT

O Distrito de Mimoso guarda muitas histórias de Rondon, a Escola que tem o nome de sua mãe inaugurada por "ele", o local em que foi enterrado o umbigo "dele" e pessoas antigas que ainda contam histórias e fatos verídicos sobre Rondon.

Vários são os municípios dos Caminhos de Rondon - a partir de sua terra natal - Distrito de Mimoso, Santo Antônio do Leverger, Usina Itaiy, Barão do Melgaço, Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Guiratinga, Jaciara, Rondonópolis é um Roteiro em uma distância de 220 km de Cuiabá.

Em Cuiabá tem o Museu Rondon, na Universidade Federal de Mato Grosso, - UFMT, tem também uma Associação Amigos de Rondon, com vários historiadores e figuras como o Professor Aicy Tocantins que embora esteja com idade muito avançada, conta histórias da época de Rondon, presenciada por ele, ainda criancinha, como pegar as botas de Rondon, quando "ele" passava por sua casa para uma boa conversa com o seu pai, Aicy Tocantins pegava as botas, limpava, masserava as flores da papola, esfregando-á sobre o couro das botas e alia - as engraxava, também exibe várias cópias plastificadas de cartas de Rondon endereçada ao seu pai - uma que eu (Geraldo Lúcio) visualisei no ano de 2004, quando na ocasião fazia parte da Comissão Prol Construção do Memorial Rondon, foi a que Rondon escrevia sobre a Inauguração da escola de Mimoso, em que homenageou a sua mãe (Claudina de Freitas Evangelista da Silva)

Indo para Rondônia no municpío de Porto Esperidião 260 km de Cuiabá tem um prêdio de Correios e Telegrafos ainda conservado construido por Rondon

No município de Campo Verde 230 km de Cuiabá foi reconstruído o Correio e Telegrafos que hoje abriga o Museu Marechal Rondon, aberto todos os dias para visitação.

Em General Carneiro 440 Km de Cuiabá no mesmo itinerário de Campo Verde tem ruinas do prédio e foi realizado o mês passado o II Festival Rondon pela comunidade.

Em Lambari Doeste 310 Km n de Cuiabá, às margens do Rio Sepotuba tem a Fazenda do Argeu, com uma casa e mobilias de Rondon

Cuiabá , Primavera do Leste, General Carneiro e Barra do Garças - numa Distância de 500 km de Cuiabá.

Cuiabá, Cáceres, Porto Esperidião, Pontes e Lacerda, (Vila Bela da santíssima Trindade - primeira capital de mato Grosso), Nova Lacerda, Conquiata do Oeste, Comodoro -- (Jiparaná - Rondónia) numa distância de aproximadamente 650 km.

Cuiabá, Barra dos Bugres, Tangará da Serra, aproximadamente 250 km.

É muito comum na cidade de Cuiabá ou em outros municípios de Caminhos de Rondon pelo estado, a gente se deparar com descendentes de índios que nos contam histórias relacionadas com Rondon, envolvendo seus avós e ou bisavós - indígenas, eu conheço uma que faz parte do meu dia a dia: Sou diretor e violonista de uma Banda Gospel, e nela a gente tem um integrante que se chama "Dagnel Enoré".

Dagnel Enoré, é neto legítimo do Índio Maximiniano Enoré, da Tribo Paressis, - seu Enoré como era conhecido, foi pego pelo Marechal Rondon ainda Criança-Adolescente, e passou a conviver com Rondon, onde aprendeu a ler, escrever e a falar o português, e neste interim, aprendeu também a operacionalizar o telegrafo, e passou a trabalhar nas linhas telegráficas, não como construtor, mas sendo uma pessoas mais refinada e com um grau maior de conecimento, integrou o pelotão de elite de Rondon e foi um grande comunicador, usando para isto as técnologias de última geração da época, com os equipamentos e conhecimentos modernos, seria nos dias de hoje os computadores, tabletes e os facebooks, blogs, e todos os sites de relacionamentos disponíveis.
Foto: Dagnel Enoré, com o saxofone

Dagnel é saxofonista de nossa Banda Gospel, (Banda Vida e Voz) e nós o apelidamos de bisneto de Rondon, e filosofamos, se Rondon, alfabetizou, catequisou e criou o seu avô O índio Maximiano Enoré, logo ele é filho de criação  e você também é bisneto de Rondon, Dagnel é apenas um jovem, saindo da adolescencia, mas, que começa a se interessar pela história de seu avô, o Índio Enoré se tornou um grande amigo de Rondon, que ainda nos seus útimos dias de vida em Cuiabá, fazia questão de ir nas reuniões da Associação Amigos de Rondon, para  contribuir com discissões de projetos e ações prol memória deste grande sertanista e último dos Bandeirantes, Marechal  Cândido Rondon.

Temporada proibitiva de fogo será aplicada dia 1° de julho em Mato Grosso.

por

A partir de 1º de julho, inicia-se um período de combate a incêndios em Mato Grosso e todas as atividades de limpeza de pastagens com uso de fogo em áreas rurais não poderão ser realizadas. O período proibitivo terá seguimento até o dia 30 de outubro em zona rural, já na zona urbana, as queimadas são proibidas durante todo o ano.

O período proibitivo está previsto no decreto nº 1.356, de 13 de abril de 2022, publicado pelo Governo de Mato Grosso. A autorização do uso do fogo será liberada entre o 1° de julho e 30 de outubro, mas somente para práticas de prevenção e combate a incêndios que serão realizadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção.

Para a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), os produtores, assim como o público em geral, devem ficar atentos à proibição, já que a estação é seca e as chuvas estão diminuindo em todo o Estado.

Portanto, é importante interromper o uso do fogo, para prevenir e impedir a propagação do fogo.

“Neste período de seca, as chuvas reduzem muito e aumenta a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais e é preciso a conscientização do cidadão sobre prevenção e combate a incêndios para evitar estragos e tragédias como já vimos ocorrer”, disse o diretor-presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Júnior.

No ano de 2020, a região pantaneira mato-grossense sofreu graves incêndios florestais, que afetaram o meio ambiente e destruíram parte da área rural, resultando em perdas financeiras significativas e na saúde dos produtores regionais.

O Governo Nacional anunciou neste ano a destinação de R$ 32 milhões para prevenção e resposta a incêndios neste período crítico.

Esses recursos fazem parte de um programa de investimentos em prol de combater o desmatamento e a extração ilegal de madeira, que abrange sete áreas: gestão, monitoramento, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate, proteção da fauna, e comunicação.

Fonte: Agroplus.tv

Fonte: AgroPlus

Empaer promove Encontro de Apicultura em Chapada dos Guimarães

Encontro será na sede da Associação dos Permacultores da Gleba Monjolo, das 8h30 às 11h

Maricelle Lima Vieira | Empaer/MT

Empaer
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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa de Extensão Rural (Empaer) realiza no dia 14 de julho, o Encontro de Apicultura, em Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá). O evento tem como objetivo incentivar a cadeia produtiva, além dos produtos apícolas, e agregar valor a vários derivados do ramo.

O encontro será na sede da Associação dos Permacultores da Gleba Monjolo, das 8h30 às 11h, com café da manhã e almoço. Na programação, as palestras irão abordar temas sobre legislação, criação de abelhas, dentre outros.

Na prática, a Empaer vem fomentando junto à agricultura familiar a atividade que pode possibilitar a conservação ambiental, o desenvolvimento social e econômico dos municípios.

Sobre a cadeia produtiva

Mato Grosso ocupa o 14º lugar na produção de mel no País, com 466 toneladas por ano. O Estado explora apenas 0,3% do seu potencial apícola. A apicultura é uma atividade que acompanha a humanidade ao longo da sua história. Elas são essenciais para a manutenção da biodiversidade, a produção de alimentos e a vida humana, assumindo grande importância na manutenção da vida no planeta.

Serviço

Dia de Campo de Avicultura

Data: 14 de julho, das 8h30 às 11h

Local: Sede da Associação de Pequeno Permacultores da Gleba Monjolo, em Chapada dos Guimarães.

BIOGRAFIA DO MARECHAL CANDIDO MARIANO DA SILVA RONDON

Nome Completo: CANDIDO MARIANO DA SILVA RONDON
Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

RONDON, Cândido

*militar

 

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no município de Santo Antônio de Leverger (MT), no dia 5 de maio de 1865. Seu pai, Cândido Mariano da Silva, faleceu em 1864, vítima de uma epidemia de varíola, e sua mãe, Claudina Lucas Evangelista, em 1867. Filho único, ficou aos cuidados do tio, Manuel Rodrigues da Silva Rondon, em cuja homenagem acrescentou o nome Rondon ao seu em 1890.

Era de descendência indígena por linhagem materna. Seu bisavó, o paulista Francisco Lucas Evangelista, casara-se com Joaquina Gomes, filha de índios bororos, fixando-se na sesmaria de Morro Redondo, em Mimoso. A sesmaria passou em usufruto aos descendentes de Joaquina Gomes, e Rondon, por ter sido filho único, ocupava o primeiro lugar entre os herdeiros.

Após terminar o curso primário em Cuiabá, ingressou no Liceu Cuiabano em 1879, formando-se aos 16 anos e sendo em seguida nomeado professor primário. Em novembro de 1881, porém, abandonou a atividade de professor e sentou praça como voluntário no 3º Regimento de Artilharia a Cavalo, sempre em Cuiabá. Desejando cursar a Escola Militar do Rio de Janeiro, então capital do Império, veio para esta cidade em dezembro, classificado no 2º Regimento de Artilharia de Campanha.

Em março de 1883, matriculou-se no curso preparatório da Escola Militar, encerrando-o, com distinção, em dezembro de 1884. No ano seguinte, matriculou-se no curso de cavalaria e infantaria, concluindo-o no mesmo ano. Em 1887 terminou o curso de artilharia e em 1888, ao encerrar o curso de estado-maior de primeira classe, foi promovido a alferes-aluno.

Em março de 1889, ingressou na então Escola Superior de Guerra, onde ensinava Ben-jamim Constant Botelho de Magalhães, líder republicano e positivista, de quem se tornou aluno e seguidor. A influência de Benjamim Constant na formação de Rondon foi muito forte, principalmente quanto ao positivismo, doutrina que Rondon adotou e seguiu por toda a vida.

Teve participação no movimento que depôs a Monarquia em 15 de novembro de 1889, recebendo de Benjamim Constant a missão de, juntamente com Augusto Tasso Fragoso, apurar qual seria a atitude do almirante Eduardo Wandenkolk, futuro ministro da Marinha do Governo Provisório da República até 1891, em face da saída da “Brigada Estratégica” rebelada. Após a resposta positiva do almirante, Rondon integrou a guarda pessoal do comandante da brigada, o próprio Benjamim Constant, participando da tomada do quartel-general e da detenção dos ministros do último governo do imperador Pedro II.

Em dezembro de 1889, recebeu o título de engenheiro militar e de bacharel em matemática e ciências físicas pela Escola Militar. Promovido a alferes no dia 4 de janeiro de 1890, três dias depois ascendeu ao posto de primeiro-tenente “por serviços relevantes à República”.

Nomeado em seguida professor substituto de astronomia e mecânica da Escola Militar por indicação de Benjamim Constant, Rondon decidiu que antes de assumir o cargo aceitaria o convite que lhe fora feito para desempenhar, em Mato Grosso, as funções de ajudante do major Antônio Ernesto Gomes Carneiro, chefe da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas empenhada em construir a ligação entre Cuiabá e a margem esquerda do Araguaia, divisa com o estado de Goiás. Partiu para Cuiabá em março de 1890 e, findo o trabalho da comissão, retornou ao Rio de Janeiro (então Distrito Federal) em maio de 1891 para assumir suas funções na Escola Militar, o que fez em julho do mesmo ano.

Em fevereiro de 1892, casou-se com Francisca Xavier, filha de um de seus professores do curso preparatório. No mês seguinte, foi nomeado chefe do distrito telegráfico de Mato Grosso por indicação do major Gomes Carneiro, e pediu demissão de sua cadeira na Escola Militar para retornar ao sertão e consolidar a linha já construída. Em setembro do mesmo ano, promovido a capitão, substituiu o major Gomes Carneiro na chefia da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas e, em seguida, foi encarregado também da construção da rodovia Cuiabá-Araguaia, parte da chamada “estrada estratégica” que deveria ligar Cuiabá ao Rio de Janeiro. Até então, o acesso a Cuiabá se fazia por via fluvial através do rio da Prata. Como as relações brasileiras com a Argentina estavam tensas, o governo decidiu construir o acesso terrestre à capital de Mato Grosso. No entanto, a crise diplomática foi contornada pouco depois, e a abertura da estrada foi deixada de lado em 1895, prosseguindo porém a construção de linhas telegráficas.

Ainda em 1895, Rondon interrompeu por algum tempo seu trabalho à frente da comissão para responder a um inquérito do Conselho de Guerra, no Rio de Janeiro, por castigos corporais infligidos a soldados sob o seu comando. O processo, contudo, foi arquivado, e Rondon pôde retornar a Mato Grosso e aos trabalhos da comissão.

Em 1898, com o fim da tarefa de construção de linhas, transferiu-se para o Rio de Janeiro, pedindo sua admissão na igreja positivista, à qual, embora fiel, ainda não era filiado. Nomeado em seguida auxiliar técnico da Intendência Geral da Guerra em 1899, permaneceu pouco tempo no cargo, recebendo em 1900 a incumbência de estender a legação telegráfica a partir do Rio de Janeiro até as fronteiras com o Paraguai e a Bolívia, na chefia de nova comissão construtora de linhas telegráficas. Durante os trabalhos, encerrados em meados de 1906, foi promovido a major em 1903, mesmo ano em que revalidou seu casamento segundo o ritual positivista.

O resultado dessa expedição foi a construção de 1.746km de linhas telegráficas, ficando o Rio de Janeiro ligado a Corumbá e Coimbra, na fronteira boliviana, e a Porto Murtinho e Bela Vista, na fronteira com o Paraguai. Em meio a dificuldades devidas à insuficiência de soldados, a deserções e às baixas provocadas pela malária e pelo beribéri, a expedição recolheu ainda grande quantidade de amostras de minérios, da flora e da fauna da região para o Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo, estabeleceu relações amistosas com os índios bororos, que chegaram a participar em diversas ocasiões dos trabalhos de construção, e com os terenas e os quiniquenaus, que vinham tendo suas terras tomadas por fazendeiros. Iniciou a demarcação das terras dessas tribos, conseguindo fazer com que o governo de Mato Grosso reconhecesse a sua propriedade, e colocou ainda sob a proteção da comissão, além dos grupos já citados, os cadiueus e os oiafés, habitantes das cabeceiras dos rios Taboco e Negro, que vinham sendo assassinados por fazendeiros de gado.

Embora o problema indígena fosse alheio às atribuições oficiais da comissão, Rondon procurava sempre travar contato amistoso com os grupos que encontrasse e defender os direitos espoliados dos índios, afirmando, na época: “Temos para com os índios grande dívida contraída desde os tempos de nossos maiores que lhes foram invadindo os territórios, devastando a caça, furtando o mel, para não falar em males muito maiores, mais graves, vergonhosos e infames.” Procurava fazer com que os brasileiros das cidades tomassem conhecimento dos problemas dos índios, e adotou como lema para os homens sob seu comando “Morrer se preciso for, matar, nunca”, inaugurando uma nova forma sistemática de promover o primeiro contato entre civilizados e as populações indígenas.

Logo após o fim dessa primeira expedição, o presidente da República, Afonso Pena, determinou ainda em 1906 a extensão das linhas telegráficas até o vale Amazônico nomeando Rondon engenheiro-chefe da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas. O próprio Rondon escolheu, entre civis, oficiais e praças do Exército, os componentes da expedição, que ficou conhecida como Comissão Rondon e tinha o objetivo paralelo de reconhecer a região, proceder a seu estudo científico e demarcar as terras da fazenda Casalvasco, que se estendia da serra de Aguapeí (MT) à fronteira com a Bolívia.

A expedição descobriu e fez o reconhecimento do rio Juruena, no norte de Mato Grosso, desbravando o nordeste do estado e conseguindo atravessar em seguida a selva amazônica até Manaus, onde Rondon, promovido a tenente-coronel em 1908, chegou no início de 1910 acometido de grave crise de malária. Ao longo de seu trajeto, travou relações amistosas com os índios parecis, alguns dos quais serviram inclusive de guias para a expedição, e aproximou-se dos temidos nhambiquaras, que tinham fama de ferozes antropófagos e até então haviam rejeitado qualquer contato com os civilizados.

De Manaus, Rondon dirigiu-se para o Rio de Janeiro, onde chegou em fevereiro de 1910 sob aclamações populares, após quatro anos de internamento na selva, durante os quais chegou até a ser dado como desaparecido. Em junho de 1910, foi criado o Serviço de Proteção ao Índio e Localização dos Trabalhadores Nacionais, e Rondon, seu maior animador, tomou posse como primeiro diretor do órgão no dia de sua fundação, a 7 de setembro do mesmo ano.

A criação do serviço foi possível graças ao apoio do vice-presidente em exercício, Nilo Peçanha, e do ministro da Agricultura, Rodolfo Miranda, pois desde a morte de Afonso Pena (1909) o trabalho de Rondon vinha enfrentando a oposição de diversos elementos do governo, principalmente do ministro da Viação, J. J. Seabra.

Após permanecer no Rio de Janeiro em recuperação de seus problemas de saúde, em março de 1911 Rondon partiu para São Paulo a fim de pacificar os índios caingangues do noroeste paulista, que vinham atacando fazendeiros da região em represália a agressões sofridas. Resolvida a questão em março do ano seguinte, em junho Rondon voltou a Mato Grosso via Manaus, retomando, já promovido a coronel, o comando dos trabalhos da comissão.

No Amazonas, protegeu os índios parintintins, perseguidos e explorados por seringueiros, e rumou para Mato Gosso por terra, em viagem de inspeção das linhas construídas pela comissão e do trabalho realizado pelo Serviço de Proteção ao Índio.

Em 1913, foi designado para organizar uma expedição para, em companhia de Theodore Roosevelt, presidente dos Estados Unidos de 1901 a 1908, percorrer os vales dos rios Paraguai e Amazonas. Roosevelt trouxe com ele naturalistas norte-americanos a fim de selecionar e coletar material para o Museu de História Natural de Nova Iorque, e Rondon convidou cientistas brasileiros para que também participassem da expedição. Iniciada em dezembro de 1913, a viagem de exploração durou até maio do ano seguinte, e foi descrita por Roosevelt no livro Through the Brazilian wilderness, publicado ainda em 1914.

Entre 1915 e 1919, Rondon empenhou-se na elaboração da carta de Mato Grosso, além de prosseguir em seu trabalho com os índios. A comissão que comandava mapeou um extenso território, incluindo as cabeceiras de seis rios, e concluiu o estudo das cabeceiras do Xingu, do alto e do médio Paraguai e de mais de 30 rios. Localizou e identificou diversos acidentes geográficos, descobrindo ainda jazidas de ferro, ouro, diamantes, manganês, mica e gipsita em diversos pontos do estado. Além disso, estabeleceu contato com vários grupos indígenas, desarmando a belicosidade de alguns, como os nhambiquaras, os barbados, os pauatês, os tacuatês, os urumis e os bororos do rio das Garças, e conquistando definitivamente a amizade de outros, como os parecis, os bacaeris, os jarus, os urupás, os parintintins e os botocudos.

Promovido ao posto de general-de-brigada em 1919, Rondon foi nomeado diretor de Engenharia do Exército pelo ministro da Guerra Pandiá Calógeras, conservando todavia o título de chefe da Comissão de Linhas Telegráficas. Na diretoria, promoveu a remodelação de inúmeras instalações militares, bem como a construção de vários novos quartéis.

Em 1922, o presidente Epitácio Pessoa indicou-o para participar da comissão de inspeção das obras contra a seca no Nordeste. Em setembro de 1924, na seqüência do movimento revolucionário iniciado em São Paulo em julho, foi designado para o comando das forças legalistas em ação contra os revoltosos no Paraná e em Santa Catarina. Travou combate diversas vezes com as forças rebeldes até junho de 1925 quando, já reunidas na Coluna Prestes-Miguel Costa, essas forças se deslocaram rumo ao norte. O comando de Rondon, promovido a general-de-divisão em dezembro de 1924, foi extinto, e em seguida o general partiu em nova viagem de inspeção das linhas telegráficas ainda existentes, dedicando-se também a estudos para a extensão da ferrovia Noroeste até Cuiabá.

Em 1927, o presidente Washington Luís destacou Rondon para a missão de inspecionar as fronteiras brasileiras desde a Guiana Francesa até o Uruguai, ao longo de mais de dez mil quilômetros. As viagens de inspeção, que também davam continuidade ao trabalho junto aos índios, contaram com a participação de diversos cientistas. Um deles foi Gastão Cruls, que descreveu a segunda expedição, realizada em 1928, em seu livro A Amazônia que eu vi (1938).

A eclosão da Revolução de 1930 surpreendeu Rondon em Marcelino Ramos (RS). Preso por forças revolucionárias comandadas por Miguel Costa, Rondon reafirmou sua fidelidade a Washington Luís e recusou-se a apoiar ou aderir ao movimento, apesar dos esforços nesse sentido feitos por Osvaldo Aranha, um dos principais líderes revolucionários. Transferido para Porto Alegre, Rondon permaneceu algum tempo preso na capital gaúcha, embora cercado de atenções especiais.

Pouco depois da vitória das forças revolucionárias e da instalação do Governo Provisório, Rondon foi duramente criticado por Juarez Távora, que em entrevista ao Jornal do Comércio do Rio de Janeiro qualificou-o de “dilapidador dos cofres públicos, a distribuir pelo sertão bruto linhas telegráficas aos índios para servirlhes de brinquedo”. Diante disto, Rondon solicitou a Getúlio Vargas, chefe do Governo Provisório, sua reforma do Exército em caráter irrevogável, insistindo para que o submetessem a um conselho de justiça ou a um conselho de guerra. Embora aceitasse sua reforma em novembro de 1930, o ministro da Guerra José Fernandes Leite de Castro negou a Rondon seu pedido de exoneração, confirmando-o no cargo de inspetor de fronteiras. Entre 1930 e 1934, Rondon dedicou-se à elaboração do relatório de sua viagem de inspeção de fronteiras, entregando-o afinal a Getúlio Vargas.

Em 1934, agravou-se o conflito entre Peru e Colômbia em torno do porto de Letícia, pertencente à Colômbia por força de tratado de 1924 mas ocupado por peruanos armados desde 1932. O Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores, ofereceu seus préstimos como mediador, e, de uma lista de nomes, Getúlio escolheu o de Rondon para chefiar a delegação brasileira junto aos países litigantes. Rondon permaneceu quatro anos à frente dessa delegação, até que se realizou a conferência que trouxe a solução definitiva para o conflito. Em seu regresso, em 1938, Rondon foi saudado por uma comissão nacional de recepção, composta por todos os ministros de Estado. Um coro regido pelo maestro Vila-Lobos entoou em sua homenagem diversos hinos, entre os quais Parecis Nazari-Né, composto pelo próprio Vila-Lobos com base em elementos colhidos por etnógrafos da Comissão Rondon.

Em 1939, o Serviço de Proteção ao Índio foi transformado em Conselho Nacional de Proteção ao Índio, e o general Rondon, então com 74 anos, foi nomeado seu primeiro presidente.

Foi membro da Sociedade dos Amigos da América, fundada em janeiro de 1943 e presidida pelo general Manuel Rabelo, igualmente positivista e engenheiro militar, que servira sob suas ordens em Mato Grosso entre 1907 e 1915. Reunindo militares e líderes políticos civis favoráveis aos Aliados na Segunda Guerra Mundial, a sociedade se colocava contra o fascismo, a favor da democracia e do envio de tropas brasileiras à Europa para combater as forças do Eixo. Ativa entre 1943 e 1945, em 1944 teve sua sede fechada pela polícia do Distrito Federal.

Em 1952, já com 87 anos, levou ao presidente Getúlio Vargas o projeto de lei criando o Parque Nacional do Xingu, destinado à preservação da flora e da fauna locais e com usufruto da área para os índios que nela viviam. No ano seguinte, incentivou a criação do Museu do Índio. Em 1956, já aos 91 anos e próximo da morte, apelou ao presidente Juscelino Kubitschek no sentido de salvar o Serviço de Proteção ao Índio da desmoralização que vinha sofrendo em virtude da intromissão da política partidária na gestão do órgão.

Por seu trabalho de sertanista e de proteção ao índio, Rondon recebeu inúmeras homenagens tanto no Brasil como no exterior. Em 1911, foi aplaudido no Congresso Universal das Raças, reunido em Londres, como exemplo a ser seguido “para honra da civilização”. Em 1914, a Sociedade de Geografia de Nova Iorque concedeu-lhe o prêmio Livingstone. Em 1920, foi condecorado pessoalmente pelo rei Alberto I, da Bélgica, “pelo bem que tem feito pela humanidade”. O III Congresso Internacional de História das Ciências, reunido em Portugal, homenageou-o dando seu nome a um meridiano. Em 1954, a Universidade da Sorbonne, em Paris, comemorou com uma sessão especial seu 89º aniversário. Em 1957, por iniciativa do Explorer’s Club de Nova Iorque e com o apoio de entidades científicas e culturais do mundo inteiro, foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz.

No Brasil, em 1953 um município de Mato Grosso recebeu o nome de Rondonópolis. Em 1955, por uma lei especial, o Congresso Nacional concedeu-lhe as honras do marechalato. Em fevereiro de 1956, o território federal de Guaporé, percorrido por Rondon em muitas de suas viagens, teve seu nome mudado para Rondônia. O marechal Rondon morreu em seu apartamento de Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 19 de fevereiro de 1958.

Em abril de 1963, foi escolhido patrono da arma de comunicações do Exército. Em 1968, o Ministério da Educação e Cultura criou o Projeto Rondon, com a finalidade de promover estágios de serviço de estudantes universitários em áreas do interior do país.

Além de diversos discursos, relatórios e conferências, publicou Índios do Brasil, em três volumes: Do centro, noroeste e sul de Mato Grosso, Das cabeceiras do rio Xingu aos rios Araguaia e Oiapoque e Do norte do rio Amazonas. Publicou ainda, em colaboração com o etnólogo João Barbosa de Faria, Esboço gramatical, vocabulário, lendas e cânticos dos índios ariti ou parecis e Glossário geral das tribos silvícolas de Mato Grosso e outras da Amazônia e do Norte do Brasil.

Sobre sua vida e atuação, foram publicadas inúmeras obras, entre as quais a de Charles Badet, Rondon, charmeur d’indiens (1915), a de Domenico Bartolotti, “Rondon”, em Oro verde del Brasile (1928), a de Clóvis Gusmão, Rondon (1942), de Oto Carlos Bandeira Duarte Filho, Rondon, o bandeirante do século XX (1945), a de Antônio Figueiredo, Rondon, o protetor dos índios (1957), a de Ester Viveiros, Rondon conta sua vida (1958) e as de Edilberto Coutinho, Rondon e a integração amazônica (1968) e Rondon, o civilizador da última fronteira (1969).

Jorge Miguel Mayer

 

 

FONTES: ALMEIDA, A. Vultos; CÂM. DEP. Anais (1958-2); COUTINHO, E. Rondon; Estado de S. Paulo (5/4/75); Grande encic. Delta; Movimento, UNE (1957-2); Novo dic. de história; Súmulas; WANDERLEY, N. História.