7 de março de 2022

Cientistas fazem alerta sobre nova praga exótica que atinge plantios de goiabeira

Pesquisadores da Embrapa identificaram a espécie de cochonilha em uma propriedade rural no Amazonas

Pesquisadores da Embrapa identificaram a espécie de cochonilha exótica Capulinia linarosae em uma propriedade rural no estado do Amazonas. De acordo com a empresa, esse seria o primeiro registro da ocorrência no Brasil da praga, que tem um histórico de causar danos severos aos cultivos de goiabeira. Até o momento, não há indícios de ocorrência em outros estados brasileiros, mas os pesquisadores alertam que é importante atuar no monitoramento e prevenção do inseto para mitigar a sua disseminação e evitar prejuízos aos produtores.

As cochonilhas são pequenos insetos parasitas que sugam a seiva da planta. De acordo com relato dos pesquisadores, a espécie Capulinia linarosae age destruindo ramos, folhas, frutos, chegando a causar a morte das goiabeiras. Sua ocorrência causa preocupação pela alta infestação e difícil controle, podendo levar a prejuízos econômicos. A situação serve de alerta para produtores de goiaba no Amazonas e em outros estados, pois o Brasil      é um dos maiores produtores mundiais de goiaba, sendo a maior concentração em São Paulo, seguido por Pernambuco, Minas Gerais e Ceará.

Cochonilha na goiabeira

Foto: Embrapa

As informações sobre a praga e orientações para controle são apresentadas no Comunicado Técnico 155, lançado pela Embrapa Amazônia Ocidental, com autoria dos pesquisadores  da Unidade Luadir Gasparotto e Adauto Maurício Tavares, Norton Polo Benito, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e Raimundo Nonato Carvalho da Rocha, da Embrapa Arroz e Feijão (GO).

Dados sobre o problema também estão sendo divulgados para as agências de defesa fitossanitária do Brasil, segundo informa o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Luadir Gasparotto. É importante também que produtores de goiaba tenham conhecimento das medidas de controle para essa praga e dos sintomas que a caracterizam.

Como controlar a praga

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Algumas medidas de controle foram testadas sob a orientação de pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, feitas em um plantio afetado pela praga no município de Iranduba (AM). A propriedade, que serviu de base para a pesquisa, é do produtor de frutas Edney Marques. Ele conta que a infestação foi alta e gerou perda de frutos.  “Afetou bastante a produção e dá muito trabalho para controlar”, relata Marques. 

Com base nessa experimentação, foram apresentadas instruções, como poda de limpeza e remoção dos galhos. Os galhos removidos podem ser enterrados, queimados ou expostos ao sol para promover a desidratação e morte das cochonilhas. Nas partes que não puderam ser podadas, foram removidas as cascas e os insetos com a ajuda de um escovão de cerdas duras. Nas áreas escovadas, foi aplicado óleo mineral (75,6% m/v) na concentração de 1,5 ml do produto para 1 L de água. O controle da praga se deu após duas aplicações com intervalos de 15 dias. 

O agrônomo Selmo da Costa, produtor de frutas no município de Manaquiri (AM), conta que também enfrentou problema parecido com a presença da cochonilha exótica em seu plantio de goiaba e perdeu a produção referente a cinco anos.  Fez a poda, mas sem poder recuperar o plantio, vendeu a área.  Costa relata que iniciou novo plantio em outra área com 380 pés de goiaba no campo e está fazendo um monitoramento, para evitar novas perdas. “É extremamente difícil de controlar”, afirma o agrônomo, que trabalha no órgão estadual de extensão rural no Amazonas, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam). 

Em visita a outras propriedades, conta que encontrou cochonilhas em goiabeiras que apresentam sintomas semelhantes em municípios amazonenses próximos a Manaus, em propriedades no interior de Manaquiri, Manacapuru, Careiro da Várzea, Careiro-Castanho e Rio Preto da Eva, em plantios pequenos de até um hectare.  Embora os sintomas sejam parecidos, ainda não há confirmação que sejam cochonilhas da mesma espécie.

Fique atento aos sintomas

A praga inicia o ataque na região sombreada da base do tronco, formando colônias de cochonilhas que se estendem pelo caule acima, destruindo a casca e as partes superficiais do lenho. Essas colônias atingem os ramos superiores. As plantas afetadas emitem brotações fracas e os ramos morrem. 

Como medida preventiva para manter as plantas livres das cochonilhas, os pesquisadores recomendam realizar vistorias periódicas, à medida que surjam novas colônias da praga, e fazer a aplicação da suspensão contendo o óleo mineral dirigido para as colônias de insetos. 

O que fazer em casos suspeitos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi consultado sobre o risco do inseto se estender a outros estados com cultivos de goiabeira.  A resposta do Mapa é que “o risco de dispersão existe, mas ainda não há estudos sobre a abrangência da praga nem de sua real capacidade de dispersão na região”. Com a detecção da ocorrência dessa praga no Brasil, o ministério orienta que os produtores de goiaba devem adotar medidas de controle para a cochonilha em sua rotina de manejo agronômico. 

Também informou que se o produtor encontrar em seu plantio sintomas ou casos suspeitos da infestação da praga, deve buscar informações sobre medidas de controle com engenheiros agrônomos e órgãos que prestam assistência técnica rural em sua região. Como a praga não é regulamentada, não há necessidade de notificação de sua ocorrência aos órgãos oficiais.

Como a praga foi identificada no Brasil

Amostras da praga foram coletadas em uma fazenda com cultivos de goiabeira no município de Iranduba próximo à Manaus (AM). Depois de desvitalizadas e conservadas em álcool 70%, foram enviadas para identificação no laboratório da Estação Quarentenária da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. 

Foram montadas 20 lâminas, um espécime por lâmina, com fêmeas adultas. As cochonilhas foram identificadas como sendo da espécie Capulinia linarosae. As lâminas estão guardadas na coleção de referência de Insetos e Ácaros da Estação Quarentenária.

Governo de MT revoga obrigatoriedade do uso de máscaras no estado.


Gestões municipais passam a ter total autonomia em relação à decisão, tendo em vista as circunstâncias sanitárias locais
SES-MT

Palácio Paiaguás - Foto por: Rodolfo Perdigão/Secom-MT
Palácio Paiaguás
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O Governo de Mato Grosso revoga o Artigo 1º do Decreto nº 1.134, de 01 de outubro de 2021, que prevê a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção individual em todo o território mato-grossense. 

A revogação será publicada em Diário Oficial do Estado que circulará nesta terça-feira (08.03).

A partir da publicação, competirá aos gestores municipais a decisão sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção individual em espaços públicos e privados, tendo como base as circunstâncias sanitárias locais. 

Para a atualização da medida, foram considerados os dados epidemiológicos da Covid-19 em Mato Grosso e a ampliação da imunização contra o coronavírus no estado.

6 de março de 2022

I Seminário de Mobilidade e Conectividade Turística.


 I Seminário de Mobilidade e Conectividade Turística.

https://linktr.ee/mturismo_

O Ministério do Turismo e o Laboratório de Transportes e Logística/UFSC convidam para o *I Seminário de Mobilidade e Conectividade Turística.*

*17 de março | 09h*

Participe!


Veja a sua próxima *AVENTURA.*🤩***Trilha Chapadão do Parecis*Caminho do Parecis (para toda a família)🏃🏃🏽‍♀️🌳⛰️📸

Veja a sua próxima *AVENTURA.*🤩

*Dia 12/03/2022*

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Whatsapp:(65)99954-3138

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Feira que alia agricultura familiar ao turismo rural


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A comunidade São Jerônimo, localizada no distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá, promove neste domingo (06.03) uma feira diferente, que alia a comercialização de produtos da agricultura familiar ao potencial turístico da região. O objetivo é atrair turistas para conhecer as belezas naturais da região.

O evento ocorre todo primeiro domingo do mês, sob a organização dos feirantes. Além da tradicional venda de produtos como mandioca, milho verde, hortaliças, pães, biscoitos, doces em compota, rapadura, entre outros, o visitante poderá desfrutar de um almoço rural, no valor de R$10,00 por pessoa. O cardápio desta semana será arroz, feijão, mandioca, salada e frango ensopado com milho verde. E o turista ainda poder ver de perto os atrativos locais.

De acordo com o secretário Adjunto de Turismo, Jefferson Moreno, o intuito é fortalecer o turismo rural na comunidade.

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“A realização da atividade em São Jerônimo tem como propósito divulgar os atrativos naturais que o local possui. A comunidade é a porta de entrada para três trilhas que levam ao Morro de São Jerônimo, que conta com 800 metros de altitude, um dos pontos mais altos do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães”, destaca Moreno.

Qualificação

Ainda com o intuito de potencializar o desenvolvimento da agricultura familiar na comunidade será lançado na próxima quinta-feira (10.03) um cronograma de cursos e oficinas atendendo demandas de qualificação profissional da comunidade. A ação será promovida em parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT), por meio da Seadtur e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

As qualificações que visam auxiliar os agricultores familiares a desenvolverem suas produções terão início com a palestra sobre “Boas práticas no processamento de alimentos”, que envolvem as etapas de processamento, embalagem, rotulação e comercialização dos produtos, para que sejam atrativos à visitação turística, a partir das 13h, na sede da Associação da comunidade. Na ocasião estarão presentes a diretora de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer, Denise Maria Ávila Gutterres e Silva, e o secretário Jefferson Moreno.

Uma das atividades propostas é o acompanhamento individual das propriedades rurais para embelezamento, com a finalidade de torná-las atraentes para o Turismo Rural.

Atualmente, São Jerônimo conta com cerca de 60 famílias, das quais 20 delas têm como fonte de renda primária a agricultura familiar. E o turismo rural se mostra como uma alternativa de geração de renda


FONTE: https://www.folhamax.com/economia/feira-que-alia-agricultura-familiar-ao-turismo-rural/342813

5 de março de 2022

Condutor de Turismo Náutico é reconhecido como profissão.

Caminhada ao Topo do Morro de Santo Antônio do Leverger - MT

Confiram as fotos do Encontro Técnico (Dia de Campo) do Cultivo da Pitaia em Tangara da Serra MT

Encontro Técnico de Pitayas no Campo Experimental de Tangará da Serra # Empaer-MT

Em nome do nosso amigo Wellington Procópio gostaria de parabenizar os colegas da Pesquisa e da ATER da EMPAER-MT de Tangará da Serra pelo excelente curso sobre o cultivo de Pitaya e aplicações desta fruta na culinária!!!
 Parabéns a diretoria pelo apoio e a sensibilidade de proporcionar este conhecimento a alguns técnicos de todas as regiões, visando o aprimoramento das técnicas  relacionadas a esta cultura!!!


 Aliar nossa Pesquisa e a ATER certamente é o caminho de difundir tecnologias voltadas as nossas condições edafoclimáticas, bem como dar destaque e valorizar nossa gloriosa EMPAER-MT e nossos valorosos técnicos!!! 👏🏻👏🏻👏🏻

Mapa Rotas . Caminhos do Morro, na Comunidade Morrinhos em Santo Antôniodo Leverger - MT

Proposta para elaboração de um Projeto Básico de Turismo Rural em Mato Grosso.

Geraldo Donizeti Lucio

1. CONTEXTUALIZAÇÃO

Desenvolver o Turismo Rural no Estado de Mato Grosso, sobre a liderança da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico através da Secretaria Adjunta de Turismo, envolvendo a Secretaria Estadual da Agricultura Familiar, EMPAER e as demais Secretarias Finalisticas e a Sociedade civil organizada.
Proporcionar o fortalecimento da agricultura familiar, com a implantação das atividades turísticas integradas aos arranjos produtivos locais, agregando renda, gerando postos de trabalho especialmente no meio rural e a conseqüente melhoria das condições de vida das populações focando o desenvolvimento sustentável.
O Governo do Estado de Mato Grosso tem varias políticas públicas, que facilitam o desenvilvimento do Turismo Rural e que fazem partes parte dos eixos estruturantes com renda no campo, sustentabilidade, qualidade de vida e segurança alimentar, as mesmas estão relacionada com o turismo com os temas de inclusão social, territorialidade, pluriatividade, desenvolvimento local e regional, (Leis de Turismo Rural, Plano de Economia Solidária, Lei do SUSAF, Lei de Seguranca Alimentar, etc.)

2. Objetivo Geral :

Desenvolver e fortalecer o Turismo Rural sustentável , focando a transversalidade das cadeias produtivas da Agricultura e do Turismo, visando priorizar a Agricultura Familiar com responsabilidade econômica , ambiental e social .

3. Objetivos Específicos:

Elaborar os projetos de turismo rural , orientando as novas construçoes e instalações turisticas.

Orientar como se fazer a adequação ou readequação de instalações existentes para o Turismo Rural.

Qualificar os atores quanto ao destino adequado dos resíduos , saneamento básico , formatação de produtos e serviços turísticos .

Fortalecer as ações de meio ambiente e turismo rural, tais como divulgação da legislação ambiental , adequação ambiental da propriedade , educação ambiental , recuperação e proteção de mata ciliar .

Gerar novos postos de trabalho e renda, com atividades agrícolas e não agrícolas.

Propiciar o acesso ao mercado e a comercialização.

Realizar a qualificação profissional Promover a economia solidária .

Usar na concepção do projeto, o Conceito de Turismo Rural, e as Diretrizes Tecnicas construido pelo então MDA na época e MTur, e lancada no ano de 2004,

4. Abrangência do Projeto :

Atuar em todo Estado de Mato Grosso dando prioridade para os municípios que estão contemplados no Mapa Turístico de Estado, que a tendem a Política de Regionalização do Turismo do Brasil e Estado.

Priorizar os Produtores Rurais com ênfase  aos Agriculturos Familiar do estado de Mato.

Realizar o projeto no Estado sobre a liderança da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico através da Secretaria Adjunta de Turismo, envolvendo as demais Secretarias Finalisticas e a Sociedade civil organizada.

5. Melhoria esperadas

Garantir a melhoria e condições de vida, gerando empregos e ampliando sua renda, conscientização ambiental na proteção dos recursos naturais nas propriedades rurais .

Utilizar das diversas metodologias no projeto de turismo rural.

Contribuir para sustentabilidade do meio rural, focando a diversificação de renda.

Atender as famílias rurais, principalmente fixando os jovens no campo.

Divulgar resultados do trabalho da Secretaria Adjunta de Turismo e da Empaer para a sociedade, público rural e urbano sobre a atividades do Turismo Rural no Estado de Mato Grosso.

6. Qualificação:

Realizar, fomentar e apoiar a capacitação e qualificação continuada dos atores envolvidos bem como dos empreendimentos.

7. Financiamento:

Abrir caminhos para as linhas de crédito facilitando o acesso e o aporte por parte dos investidores.

8. Eventos :

Realizar,  participar e apoiar os eventos catalisadores de turistas nos municipios, no estado e fora do estado

9. Promoção e Marketink.

Divulgar de forma interativa, nos programas de rádio, Imprensa Oficial do Estado (Rádio, TV e Jornais), sites, instagram, face, zap, Prefeituras e jornais locais e regionais, materiais promocionais, além de eventos.
Manter uma linha direta de comunicação e parceiras com as agências: De Turismo, Operadoras de Turismo, Transportadoras de Turismo, Meios de Hospedagens e Alimentação e Guias de Turismo.

10. Parcerias Estratégicas :

SEAF, EMPAER, SEC. CULTURA, IGRS, Prefeituras, Anda Brasil, Sebrae, Senar, Senac, Rede TRAF e outra entidades afins.

Elaboração:
Geraldo Donizeti Lúcio
Técnico em Agropecuária,
Economista,
Especialista em Turismo Rural,
Agente Técnico da EMPAER,