11 de novembro de 2020
FESTA DA DEMOCRACIA!!! Por Valdizar Andrade
Geraldo Lucio falando do Turismo Rural que se apresenta como opção para um “Novo” Rural.
Geraldo Lucio Falando sobre o Segmento do Turismo Rural que vem ocorrendo em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.
Geraldo Lucio falando sobre o Segmento de Turismo Rural..
Geraldo Lucio falando de Turismo Rural, composição de produtos e atividades.
Geraldo Donizeti Lucio. Falando de Roteiros de Turismo Rural.
Qualificação em Turismo Rural
10 de novembro de 2020
UNEMAT FAZ PESQUISA - Pesquisadores da Unemat alertam sobre risco de invasão do Tucunaré no Rio Paraguai
Nesta quinta-feira, 14 de novembro é o dia do Rio Paraguai, um dos principais formadores do Pantanal, vem sofrendo o risco de ver várias espécies de peixes sendo reduzidas por conta da invasão de um predador, o Tucunaré, cujo ambiente natural é a Bacia Amazônica. Os pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) estão desenvolvendo o projeto de pesquisa, que deve ser concluído no final de 2020, em que são estudados os efeitos da presença do invasor em riacho de cabeceira do Pantanal e no próprio Rio Paraguai.
O professor doutor em Ecologia, Wilkinson Lopes Lázaro, da Unemat, que coordena o projeto e iniciou os trabalhos em 2018, destaca que o Rio Paraguai e os pesquisadores estão em estado de alerta. “Quando iniciamos o projeto pensávamos que só havia a presença do tucunaré no córrego Padre Inácio em Cáceres, mas ao iniciarmos o trabalho de campo, identificamos e coletamos exemplares desde o Hotel Baiazinha até a Foz do Rio Sepotuba. Esse fato demonstra que o tucunaré já está presente no Rio Paraguai, o que causa grande preocupação entre os pesquisadores”, afirmou.
De acordo com o professor, o tucunaré é uma espécie exótica, oriunda da Bacia Amazônica e que foi introduzido na região do Pantanal por meio de criatórios, cujas represas se romperam. “No Córrego Padre Inácio, havia relatos da presença do tucunaré há pelo menos 30 anos, mas no Rio Paraguai essa presença é recente. Nós estamos trabalhando com duas linhas de investigação: a de que o tucunaré esteja utilizando o rio como corredor para chegar às baías, ou de que ele esteja sofrendo uma adaptação comportamental para viver nas águas do Rio Paraguai, que é mais turva do que as que a espécie normalmente habita”.
Em qualquer das hipóteses, os pesquisadores alertam para os riscos da perda da biodiversidade, isso porque na Bacia do Pantanal ele não tem um predador natural como garças, alguns felinos, o hábito alimentar da população, e alguns peixes. “Aqui, o ambiente não consegue reconhecer esse indivíduo (tucunaré) e, então, ele está com a faca e queijo na mão”, resume o pesquisador. Dessa forma, a espécie invasora pode se multiplicar rapidamente e ameaçar outras espécies como traíras, peraputangas e outros peixes pequenos que compõem a biodiversidade do Rio Paraguai.
A pesquisa ainda não consegue medir os impactos da presença do tucunaré no Rio Paraguai, mas o fato de se tratar de um predador que não tem um período único de reprodução, podendo se reproduzir até três vezes por ano, além de ser territorialista e defender fortemente seus filhotes, isso acaba por ameaçar diversas espécies de peixes. “Muitas vezes, o tucunaré come outros peixes que se aproximam dos seus filhotes, não porque esteja com fome, mas come para eliminar a competição com a cria dele”.
Caminhos
Os pesquisadores estão coletando informações e devem propor junto à Secretaria de Pesca a possibilidade de colocar o tucunaré no calendário de pesca estadual, como uma espécie isenta de cotas e sem um período de restrição, por exemplo. “O tucunaré é um peixe bastante esportivo, e poderia aquecer a economia e o turismo de pesca, além de servir como uma forma de controlar a espécie invasora na bacia do Rio Paraguai”, sinaliza Wilkinson.
“Nós tivemos informações que também foi encontrado tucunaré no Rio Paraguai, em Mato Grosso do Sul, e que essa invasão teria ocorrido de forma similar, com criadores em represas que teriam se rompido. Então queremos colaborar com os pesquisadores de lá para entender e desenvolver ações de modo a preservar a biodiversidade do Rio Paraguai”, diz o pesquisador.
Além de professores da Unemat, também participam do projeto: “Efeitos da Introdução de Cichla spp. (Tucunaré) sobre a ecologia de comunidades ícticas em riachos de cabeceira do Pantanal: implicações a biodiversidade e uso humano”, que tem financiamento da Fundação de Amparo à Pequisa de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Brasília (UnB).
MTur abre período para credenciamento de agências interessadas em receber chineses
Inscrições começam nesta quinta-feira (05.11) e vão até 13 de dezembro. Em 2019, 295 agências foram habilitadas
Turistas chineses em visita ao Brasil. Crédito: Roberto Castro/MTur
As agências de viagens interessadas em trabalhar com o receptivo de turistas chineses no país terão até o dia 13 de dezembro para solicitar o credenciamento junto ao Ministério do Turismo. As inscrições começam nesta quinta-feira (05.11) e fazem parte de acordo entre os governos do Brasil e da China, através de um memorando de entendimento, denominado Status de Destino Aprovado (ADS, na sigla em inglês). O resultado da seleção será divulgado no dia 20 de dezembro, no Diário Oficial da União e no site da Pasta.
Faça a inscrição aqui.
Segundo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a participação das agências brasileiras nesse receptivo será essencial para que os turistas internacionais voltem a viajar pelo Brasil. “Esse chamamento marca a nossa intenção em trazer esses viajantes externos de volta ao nosso país nesse momento de retomada. A China é um dos principais emissores de turistas e um dos que mais gastam em viagens. Vamos precisar, mais do que nunca, mostrar que o nosso país está preparado para isso, e essa chamada pública vem para isso, para tornar a experiência desses visitantes inesquecível”, disse.
Para concorrer ao processo, as agências deverão estar regularizadas junto ao Cadastro Nacional do MTur que reúne pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do turismo (Cadastur), declarar estar ciente dos termos do acordo assinado entre as duas nações e aceitar o Termo de Responsabilidade contido no edital. No Brasil, o Ministério do Turismo é o único órgão responsável por esta seleção e somente empresas autorizadas pelo órgão poderão atender turistas chineses. No ano passado, 295 agências foram habilitadas.
COOPERAÇÃO - Em setembro de 2017, a China firmou um acordo para a facilitação de vistos com o Brasil. O acerto definiu um prazo de validade de cinco anos às autorizações de turismo, permitindo múltiplas entradas e um período de estada de 90 dias, renováveis por até outros 90, a cada 12 meses. Antes do acordo, cujas regras começaram a valer no dia 1º de outubro do ano passado, o visto geralmente era aceito por três meses.
Já em maio de 2018, o governo brasileiro e a China Travel Service, maior operadora de turismo daquele país, acertaram uma parceria inédita para a estruturação de roteiros customizados, que ampliem a presença dos asiáticos no Brasil. O MTur atua junto a outros países da América Latina para aprimorar a experiência de chineses na região, a exemplo do trabalho conjunto com a Argentina pela promoção das Cataratas do Iguaçu.