25 de novembro de 2017

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Descubra como é a vida boa em Sorriso, capital nacional do agronegócio e reduto de novos ricos

Chamada de capital nacional do agronegócio, Sorriso, cidade do Mato Grosso de apenas 85 mil habitantes, produz, sozinha, R$ 2,5 bilhões anuais em riqueza – e um conjunto considerável de novos milionários

Por Chico Felitti e Aline Vessoni para a Revista Poder de Novembro

Quando a professora de arte Bete Sousa chegou a Sorriso, 25 anos atrás, era tudo mato. “E hoje continua sendo mato, mas agora é soja, um mato que nasce verde e depois vira dinheiro bem verdinho.” Bete é pioneira por lá. A cerca de 400 km de Cuiabá, Sorriso, que fica no coração do Mato Grosso, é a cidade brasileira que mais dedica terras para o plantio: tem 60% de sua área ocupada por lavouras – 5.700 km2 de área cultivada segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se o Ministério da Agricultura projeta que, em 2017, o Brasil vá gerar R$ 365,88 bilhões com produção de grãos, quase 1% desse valor deve vir dessa cidade de apenas 85 mil habitantes, pouco mais que o Maracanã cheio (depois da reforma para a Copa, o estádio passou a acomodar 78.838 pessoas).

Emancipada há cerca de três décadas, Sorriso escoa para o mundo 2 milhões de toneladas de soja por ano. “A gente respira agro, come agro. Tudo o que importa aqui é agro”, diz Luimar Gemi, presidente do Sindicato Rural de Sorriso, que está na cidade desde 1979. “É uma terra de gente que construiu tudo com seu trabalho. Quase todos os produtores têm propriedades de tamanho médio, aqui não é lugar de latifúndio”, afirma.

O engenheiro agrônomo Tiago Stefanello, colega de Gemi no sindicato (é vice-presidente da entidade), chegou à cidade há 17 anos. Natural de Ibirubá, no Rio Grande do Sul, se convenceu que Sorriso era a Canaã, a terra prometida. Para ele é. “Trabalhei vários anos com a venda de soja e de algodão, até que consegui comprar minha terra”, conta ele que é dono de uma propriedade de 1.038 hectares no município. Atualmente, Stefanello se divide entre seus negócios, tomando a dianteira de duas a três safras anuais, e o sindicato. “Sou associado há quatro anos e vice-presidente há dois. Não tenho tarefas específicas [do cargo] porque a diretoria age em conjunto, sempre com o intuito de defender o produtor”, explica.

Esses homens do campo são articulados. Juntos, construíram um hospital e fazem um poderoso lobby junto aos governos estadual e federal para a solução de um problema logístico que, acreditam, impede a região de ganhar ainda mais dinheiro. Só há rodovia pavimentada para as regiões Sul e Sudeste, e a ausência de linhas férreas pesa na planilha, reclamam os produtores agrícolas, que lutam por estradas para os portos da Região Norte.
Sorriso também é terra de alguns gigantes corporativos. A Amaggi, que em 2016 teve faturamento na casa dos US$ 3,44 bilhões, mantém ali armazéns e escritórios de originação [braço do grupo que escolhe quais safras comprar de produtores pequenos e médios]. PODER procurou a empresa, que pertence à família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para falar da importância do município para seus negócios, mas a companhia declinou da entrevista.

Nos últimos anos, a cidade amealhou um segundo título. É hoje a maior produtora de milho do país: são 414 mil hectares de milharais contra 617 mil de soja. Mas não se deixe enganar. “Quem nos paga é a soja”, diz Gemi. Para se ter uma ideia, se a soja precisar ser armazenada à espera de preços melhores, e com isso ocupar espaço nos silos, a produção de milho será vendida por preços módicos ou até descartada justamente por conta dessa área nos silos. Mas não é só no cultivo de grãos que Sorriso se destaca: em 2014, a cidade liderou o ranking brasileiro de piscicultura e atingiu a marca de 21 mil toneladas de peixe, ou 4,4% do total produzido no país.
O influxo de dinheiro fez do cerrado intocado de três décadas atrás uma terra fértil em luxos. “Hoje tem de tudo. O agricultor estabilizado gosta de coisa boa. As pessoas têm uma casa muito confortável, com coisas modernas para o lazer. Gostam de se vestir bem e de bons restaurantes”, diz o presidente da associação agrícola. Há casas de fazenda que poderiam estar nas páginas de revista de decoração. “Já vi trazerem poltrona Sergio Rodrigues e sofá Karim Rashid”, diz um designer de interiores local. “As pessoas com mais condições financeiras chegam a contratar decorador do Rio, de São Paulo, mas não gastam em Sorriso o dinheiro que ganham em Sorriso”, diz o profissional que pede para ter seu nome preservado.

Aeroporto de Sorriso, lotado de jatinhos particulares

POR TERRA E AR
Mas nem sempre o dinheiro é gasto para fins, digamos, particulares. Em 2016, por exemplo, os agricultores levantaram R$ 2 milhões para finalizar um aeroporto que a prefeitura havia começado a construir anos antes. Compraram equipamentos que hoje permitem voos noturnos e em condições climáticas adversas. “É o segundo melhor aeroporto do estado”, gaba-se o presidente do sindicato agrícola. Segundo ele, Sorriso é uma cidade em que as pessoas viajam muito. E não é para visitar parente, é viagem em nível mundial”, diz Gemi. O hangar do aeroporto tem dúzias de aviões particulares, aliás.

O que coloca o ponto no coração do Mato Grosso na rota de empresas de aviação executiva. “O que a gente mais vende para Sorriso é justamente sair de Sorriso”, diz a funcionária de uma das maiores empresas de aviação privada do Brasil, com sede em São Paulo. “Já me pediram um avião igual ao do cantor sertanejo Gusttavo Lima, um Hawker 800 de R$ 4 milhões. Eu informei ao cliente que ele e a mulher poderiam voar até São Paulo em uma aeronave mais compacta. Mas ele fez questão.” O cliente, na verdade um casal, foi à capital paulista, participou de um jantar do Instituto Neymar e voltou na manhã seguinte.

Essa estrutura não serve apenas aos abonados. Em junho, a companhia aérea Azul começou a voar de São Paulo para Sorriso, com escala em Cuiabá. Até porque “a cidade não tem nada natural para lazer. A maioria tem uma boa área de festa para receber os amigos”, diz o agricultor Gemi, com seu sotaque difícil de identificar.
Não há padronização no sotaque local, aliás. Há quem fale cantado como os gaúchos, vincando os “tês” e “dês”, como é comum no Paraná, e quem abuse dos erres molinhos, como os caipiras do “interiorrr” de São Paulo. A variedade de sons se justifica porque a maioria das pessoas em Sorriso não nasceu lá. “Os movimentos migratórios dessa região se deram em levas. Primeiro, vieram colonos do Sul e, a partir da década de 1990, pessoas do país todo”, diz Carlos Silva, que estuda a formação da cidade no curso de geografia que faz na Universidade Federal do Mato Grosso. A influência sulista é tão pronunciada que o Centro de Tradições Gaúchas local já ganhou de equipes do Rio Grande do Sul em competições de dança. É o que se chama de diversão por ali. No Foursquare, misto de aplicativo de geolocalização com guia turístico, todas as atrações listadas da cidade são restaurantes. Há o Bom Sabor, conhecido pelo pãozinho frito, e a Açafrão Peixaria, famosa por servir bebidas em caneca de barro.

O principal ponto turístico do homem sorrisiense, entretanto, é a concessionária. Há 20 lojas automotivas e garagens de usados na região. Caminhonetes representam 14% da frota de veículos, o dobro da média brasileira, que é de 7%, segundo o IBGE. Na cidade existem mais caminhonetes do que ônibus. “A cada dez carros que eu vendo, nove são caminhonetes”, conta Luciano Faco, da Rodobens Automóveis. E não é qualquer caminhonete. “A Sw4 [da japonesa Toyota, que custa a partir de R$ 152.090] é o maior sucesso”, diz Faco. Mas há lufadas de modernidade ecofriendly no consumo automobilístico dos agroboys: os vendedores contabilizam três carros híbridos, que têm motor a gasolina e elétrico, rodando pela cidade.

A dupla sertaneja Fernando e Sorocaba

CULTURA SERTANEJA
Resolvido os problemas de saúde e de transporte, o governo local agora se volta para a cultura. Este ano foi criado na cidade um polo de teatro tocado por profissionais da SP Escola de Teatro, que vai ministrar cursos regulares nas áreas de atuação, direção, figurino e iluminação a partir do ano que vem. “Tivemos aulas gratuitas de balé, a abertura da turnê da orquestra do Mato Grosso. A cidade está ganhando destaque na área”, diz Luana Castro, diretora do departamento de cultura local. Geralmente utilizado para feiras agrícolas, o auditório do Centro de Eventos Ari José Riedi também pode ser adaptado para receber apresentações com até 300 pessoas sentadas.

A modernidade e a tradição convivem bem nessa seara. A cidade ainda sediou um festival de food trucks, em abril, e um concurso de bandas e fanfarras, que reuniu 30 grupos de cinco estados. Mas o grosso da cultura sorrisiense segue sendo o sertanejo. Só nos últimos meses, a cidade recebeu shows de Gusttavo Lima, Marília Mendonça e Fernando & Sorocaba, que juntaram milhares de pessoas no Clube Sorriso, agremiação da elite local.

“Morar aqui é um saco”, diz uma estudante de 18 anos que estuda no Colégio Vinicius de Moraes, o melhor da cidade, e sonha em ser blogueira de moda no Rio de Janeiro. “É churrasco e sertanejo ou sofá e ser nojento aos olhos dos outros. Eu fico com a segunda opção”, diz ela, para quem o ápice fashion da cidade é a butique da Colcci numa das avenidas. “Não tem nem onde gastar dinheiro aqui”, lamenta, entre suspiros, “então, as pessoas fazem fofoca.”

Rumores de gastanças nababescas não faltam pelas ruas da diminuta área central. Corre à boca miúda que um grande fazendeiro, não contente com o gado que cria em suas terras, manda seu jatinho trazer sanduíches do Burger King de Cuiabá toda semana. “Dizem que, depois do show do Fernando & Sorocaba, eles ficaram hospedados em uma das maiores fazendas da região. E que fizeram um show no aniversário da filha do dono da propriedade, de 14 anos, por mais de R$ 100 mil”, conta Bete, a professora de arte. Ácida, ela brinca que as bocas dos locais só servem para sorrir para turistas: “Essa reportagem vai trazer turista para cá? Tomara que sim! É uma boa terra. É um quadro de Van Gogh. Uma linda paisagem de mato, e mais nada”, diz e ri.

24 de novembro de 2017

Empaer participa da Audiência pública de Turismo Regional em Canarana

O Supervisor Regional da  Empaer Valdir participou hoje dia  24 de novembro da Audiência pública de Turismo Regional realizada em Canarana.
Valdir falou como a agricultura de grande e médio porte pode contribuir para o desenvolvimento do Turismo.
A ênfase maior foi dada a agricultura familiar, que segundo ele está diretamente ligada ao setor di Turismo com a sua produção primaria, agregação de valores em agroindustria, gastronomia e cultura rural.
Finalisando Valdir colocou oa escritórios da região a disposição do  Turismo sobretudo no  turismo rural .

Na Audiência pública de Turismo Regional em Canarana, Geraldo Lucio e Diego Augusto da SEADTUR

Hoje dia 24 de novembro de 2017, oa servidores da Secretaria Adjunta de Turismo de Mato Grosso esteve no município de Canarana.
O Secretario Adjunto de Turismo do Estado Luis Carlos Nigro esteve na companhia doa técnicos Diego Augusto e Geraldo Lucio.
Diego fez  uma palestra sobre o Programa de Regionalização do Turismo.
Geraldo Lucio falou sobre o Sistema Turístico.
Ja Luis Nigro falou sobre politicas públicas para o Turismo de Mato Grosso. 

Com o colega Secretario Adjunto de Turismo do Estado Luis Carlos Nigro e o Regional da EMPAER Valdir na Audiência pública de Turismo Regional em Canarana

Evento realizado com a participação do Secretário Luis Carlos Nigro e Diego Augusto.
Coordenado pelo Deputado Estadual Daltinho.
Realizado no  CTG Centro de Tradições Gauchas de Canarana hoje Sexta Feira dia 24 de novembro.

Em Canarana na Audiência pública de Turismo Regional

Com o Secretário Adjunto de Turismo Luis Carlos Nigro e Diego Augusto 

De onfe vem o none BLACK FRIDAY?


Nos Estados Unidos, evento acontece tradicionalmente depois do feriado de Ação de Graças; Brasil e outros países aderiram à moda - Foto PA

De onde vem o nome Black Friday? 

Dez curiosidades sobre a data

on: novembro 24, 2017In: ComportamentoNo Comments

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Um dos dias mais aguardados no ano por lojistas e consumidores, a Black Friday teve origem nos Estados Unidos e hoje é adotada em vários países do mundo, como o Brasil.

Nesta sexta-feira, o evento entra em sua oitava edição por aqui. Em 2016, a data movimentou R$ 1,9 bilhão, 13 vezes mais do que a média registrada em um dia comum e uma alta de 17% em relação ao ano anterior, segundo os organizadores, que preveem agora um crescimento de 20%.

Nos EUA, o evento acontece tradicionalmente depois do feriado de Ação de Graças, com filas a perder de vista. Todos os consumidores têm um único objetivo: garimpar produtos com descontos que podem chegar a até 90% do preço original.

Mas quando surgiu a Black Friday? Por que o evento ganhou esse nome? Confira dez curiosidades envolvendo um dos dias mais famosos do varejo.


Há consumidores que esperam avidamente pelos descontos – Direito de imagem GETTY IMAGES

1) O termo Black Friday se referia a crises na Bolsa

Embora esteja hoje associado ao maior dia de compras dos Estados Unidos, o termo Black Friday (literalmente “Sexta-Feira Negra” em inglês) se referia originalmente a eventos muito diferentes.

“O adjetivo negro foi usado durante muitos séculos para retratar diversos tipos de calamidades”, afirma o linguista Benjamin Zimmer, editor-executivo do site Vocabulary.com.

Nos EUA, a primeira vez que o termo foi usado foi no dia 24 de setembro de 1869, quando dois especuladores, Jay Gould e James Fisk, tentaram tomar o mercado do ouro na Bolsa de Nova York.

Quando o governo foi obrigado a intervir para corrigir a distorção, elevando a oferta da matéria-prima ao mercado, os preços caíram e muitos investidores perderam grandes fortunas.

2) Os desfiles de Papai Noel antecederam a Black Friday

Para muitos americanos, o desfile do Dia de Ação de Graças, promovido pela loja de departamentos Macy’s, tornou-se parte do ritual do feriado.

Mas o evento, na verdade, foi inspirado nos vizinhos do norte. A loja de departamentos canadense Eaton’s realizou o primeiro desfile do Papai Noel em 2 de dezembro de 1905. Quando o Papai Noel aparecia ao final do desfile, era um sinal de que a temporada de festas havia começado – e, por sua vez, a corrida às compras. É claro que os consumidores eram incentivados a fazer compras na Eaton’s.

Lojas de departamento, como a Macy’s, inspiraram-se no desfile e passaram a patrocinar eventos semelhantes ao redor dos Estados Unidos.


Loja de departamentos Macy’s se inspirou na canadense Eaton’s e passou a patrocinar desfiles e eventos natalinos para incentivar as compras – Direito de imagem AFP

Em 1924, por exemplo, Nova York viu pela primeira vez um desfile da Macy’s com animais do zoológico do Central Park, totalmente organizado por funcionários da própria loja.

3) A data do Dia de Ação de Graças foi determinada pelas vendas

De meados do século 19 ao início do século 20, em um costume iniciado por Abraham Lincoln, o presidente dos EUA declararia o “Dia de Ação de Graças” na última quinta-feira de novembro. O dia poderia, assim, cair na quarta ou quinta quinta-feira do mês.

Em 1939, porém, algo aconteceu – a última quinta-feira foi coincidentemente o último dia de novembro.

Preocupados com o curto período de compras para as festividades de fim de ano, lojistas enviaram então uma petição a Franklin Roosevelt (1882-1945) para declarar o início das festas uma semana mais cedo, o que foi autorizado pelo então presidente.

Pelos próximos três anos, o Dia de Ação de Graças foi apelidado de “Franksgiving” (uma mistura de Franklin com “Thanksgiving”, como a data festiva é chamada em inglês) e celebrado em dias diferentes – e em diferentes partes do país.


Dia costuma ser marcado por filas e confusão em lojas ao redor do mundo – Direito de imagem REPRODUÇÃO

No final de 1941, uma resolução conjunta do Congresso finalmente solucionou o problema. Dali em diante, o Dia de Ação de Graças seria comemorado na quarta quinta-feira de novembro, garantindo uma semana extra de compras até o Natal.

4) A síndrome da sexta-feira após o Dia de Ação de Graças

Segundo Bonnie Taylor-Blake, pesquisador da Universidade da Carolina do Norte, a Factory Management and Maintenance – uma newsletter do mercado de trabalho – reivindica a autoria do uso do termo Black Friday.

Em 1951, uma circular da empresa chamou atenção para a incidência de profissionais doentes naquele dia.

“A síndrome da sexta-feira após o Dia de Ação de Graças é uma doença cujos efeitos adversos só são superados pelos da peste bubônica. Pelo menos é assim que se sentem aqueles que têm de trabalhar quando chega a Black Friday. A loja ou estabelecimento pode ficar meio vazio e todo ausente estava doente”, dizia a circular.

5) Black ou Big Friday?

Esse termo ganhou popularidade pela primeira vez na Filadélfia – policiais frustrados pelo trânsito causado pelos consumidores naquele dia começaram a se referir dessa forma à Black Friday.


Data se tornou o dia em que mais se gasta em todo o ano – Direito de imagem GETTY IMAGES

Os lojistas evidentemente não gostaram de ser associados ao tráfego e à poluição. Eles, então, decidiram repaginar o termo para “Big Friday” (“A Grande Sexta”, em tradução literal), segundo um jornal local de 1961.

6) Com o tempo, Black Friday passou a significar ‘voltar ao azul’

Os lojistas conseguiram dar uma interpretação positiva ao termo ao dizer que ele se referia ao momento em que os estabelecimentos retornavam ao azul, ou seja, voltavam a ter lucro. Mas não há provas de que isso tenha realmente acontecido.

É verdade, por outro lado, que o período de festas corresponde à maior parte dos gastos de consumo do ano.

Mas quanto dessas receitas realmente se torna lucro não está claro, dado que os lojistas costumam trabalham com margens mais apertadas, oferecendo grandes descontos.

7) A Black Friday não se tornou referência nacional até a década de 1990

O termo Black Friday permaneceu restrito à Filadélfia por um tempo surpreendentemente longo.

“Você podia vê-lo sendo usado de maneira moderada em Trenton, Nova Jersey, mas não ultrapassou as fronteiras da Filadélfia até os anos 80”, disse Zimmer.

“O termo só se espalhou a partir de meados dos anos 90.”

8) Ela só se tornou o maior dia de compras do ano em 2001

Embora a Black Friday seja considerada o maior dia de compras do ano, a data não ganhou esse título até os anos 2000.

Isso porque, por muitos anos, a regra não era que os americanos adoravam uma liquidação, mas sim que adoravam procrastinar. Ou seja, até tal ponto, era no sábado – e não na sexta-feira – que as carteiras ficavam mais vazias.


Consolidação – e exportação – da Black Friday se deu neste milênio – Direito de imagem GETTY IMAGES

9) Data gerou ‘inveja’ e ganhou o mundo

Por muito tempo, os lojistas canadenses morriam de inveja de seus colegas americanos, especialmente quando seus clientes fiéis colocavam o pé na estrada rumo ao sul em busca de boas compras.

Mas agora eles passaram a oferecer as suas próprias liquidações – apesar de o Dia de Ação de Graças no Canadá acontecer um mês antes.

No México, a Black Friday ganhou novo nome – ‘El Buen Fin’, ou “Bom fim de semana”. A comemoração é associada ao aniversário da revolução de 1910 no país, que às vezes cai na mesma data que o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Como o próprio nome sugere, o evento dura o fim de semana inteiro.

No Brasil, onde o feriado de Ação de Graças não existe, a data passou a ser incluída no calendário comercial do país quando lojistas perceberam o potencial de vendas do dia.

10) A Black Friday corre risco de extinção?

O Walmart, o maior varejista do mundo, quebrou a tradição do Black Friday em 2011, quando abriu sua loja a clientes na noite do feriado de Ação de Graças.

Desde então, lojistas por todos os Estados Unidos estão de olhos nos cerca de 33 milhões de americanos ávidos por fazer compras após se deliciar com generosas fatias de peru.

Mas não se preocupe – os lojistas também já inventaram um nome para batizar o dia adicional de compras: “Quinta-feira Cinza”.

Da BBC

Pantanal recebe da UNESCO certificado de Resetva da Biosfera

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) recebeu do Programa Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) o documento oficial que certifica o Pantanal como Reserva da Biosfera (RB). Esse título é reconhecido internacionalmente como instrumento de conservação que favorece a descoberta de soluções para problemas como o desmatamento das florestas, desertificação, poluição atmosférica, entre outros.

Conforme o coordenador de Conservação e Restauração de Ecossistemas da Sema, Marcos Antônio Ferreira, o certificado não se trata da criação de uma nova categoria ou uma unidade de conservação. “É um reconhecimento importante que inclui o do Pantanal na Rede Mundial de Reservas de Biosfera facilitando a cooperação e intercâmbios em nível regional e internacional”, explica.

Os principais tipos de ecossistema e paisagens do mundo são representados nessa Rede, que é dedicada à conservação da biodiversidade, promoção da pesquisa e monitoramento.

Apesar do Pantanal ter sido designado, pela Unesco, como Reserva da Biosfera no ano de 2000, o certificado que oficializa o título só foi recebido no último dia 16 de novembro devido a criação do Comitê Executivo da Reserva da Biosfera do Pantanal, empossado no dia 18 de outubro. O certificado foi entregue durante a 2ª Reunião do Comitê realizada na sede da Sema, em Cuiabá.

Sobre o Comitê

A proposta do comitê é construir estratégias que contribuam para a execução das 80 ações do plano emergencial em defesa da manutenção do Pantanal, cujo objetivo principal é promover a conservação e desenvolvimento sustentável do território.

O comitê faz parte do Conselho da Reserva da Biosfera do Pantanal. Compõem o conselho os dois estados que tem o Pantanal como parte do território, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E para organizar os trabalhos cada um criou um comitê executivo onde tem representantes de diversos setores. Assim facilita a construção das ações que atenderão as leis e peculiaridades de seus respectivos estados.

O comitê de MT é composto pelas secretarias de Estados de Meio Ambiente (Sema), de Desenvolvimento Econômico (Sedec), de Cultura (SEC), de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e representantes de municípios inseridos nos limites da RB Pantanal em Mato Grosso, do setor econômico, sociedade civil e academia.

O plano de ação

O plano de ação emergencial em defesa da manutenção do Pantanal prevê atividades de curto, médio e longo prazo, como a elaboração de um mapa de uso e ocupação de solo, implantação de Unidades de Conservação (UC), monitoramento socioambiental e promoção de agendas de discussão com a Unesco. As ações começam este ano e seguem até 2025.

O documento foi aprovado pelo Governo Federal e apresentado em 2016 durante a 23ª Reunião do Comitê Internacional de Aconselhamento das Reservas da Biosfera (IACBR 2017), ocorrida em Paris.

Sobre a Reserva da Biosfera do Pantanal

O Pantanal foi designado, pela Unesco, como Reserva da Biosfera (RB), no ano de 2000. Entretanto, o IACBR fez sérias recomendações ao governo brasileiro sobre o nível de implementação da RB Pantanal, colocando em risco a permanência deste importante título internacional à maior área úmida continental do planeta.

O Governo Federal acionou os governos estaduais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que em sinergia com a sociedade civil, estruturou o Conselho Executivo da Reserva da Biosfera do Pantanal. O conselho é composto pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Governos de MT e MS e a sociedade civil.

Por Fernanda Nazário | Sema-MT