No dia 27 de novembro de 2022 (Domingo) o Agente Técnico da COATER - EMPAER CentralGeraldo Donizeti Lúcio viagem esteve no município deSanto Antônio do Leverger, com a finalidade de participar de uma reunião de trabalho junto aos organizadores da Cavalgada Turística e APRUMO visando dar orientação para formatação e estruturação (para ser um novo produto turístico) e alinhar o evento pois a referida cavalgada estará na programação do Segundo dia Especial de Turismo Rural em Morrinhos. Em notícia de última hora a reunião em si foi adiada, mas o Agente Técnico Geraldo aproveitou que já estava na comunidade e fez a reunião com a Niane que é Presidente da APRUMO e seu esposo Walfrido quetambém é colaborador da APRUMO e do Segundo Dia Especial de Turismo Rural em Morrinhos
A organização da Cavalgada estará a cargo do Rancho 2 Fernando (localizado na comunidade) e os proprietários dos cavalos solicitaram esta reunião neste final de semana para que todos pudessem participar, infelizmente um deles teve um caso de morte na família e a organização optou em não reunir.
Por outro lado como a data do Dia de Campo já está definida (dia 10 de dezembro) e as agendas vão se afunilando, Geraldo aproveitou que já havia agendado e estando na comunidade fez uma reunião para acertos importantes da programação .
O leilão que irá sacramentar a concessão do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães irá acontecer no próximo dia 20 de Dezembro deste ano na Bolsa de Valores B3 em São Paulo (SP).
O governo de Mato Grosso, através da MT-Par estará na disputa pelo controle do Parque. Segundo as informações o governador Mauro Mendes (UB), está determinado em na disputa.
O governo de Mato Grosso tentou a Estadualização do Parque Nacional de Chapada em 2021, pedido que não foi atendido pelo Governo Federal. A tentativa de estadualização é um assunto recorrente em Mato Grosso desde 2018. A expectativa é que com o leilão esse sonho se concretize.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, publicou no último dia 26 de outubro, um edital para de concessão para prestação de serviços públicos de apoio a visitação, revitalização, modernização, operação e manutenção do Parque.
O prazo de concessão será de 30 anos, e os investimentos na ordem de R$ 18 milhões de reais no que diz respeito à visitação, e R$ 200 milhões de reais para operação de gestão da unidade.
Os investimentos devem abranger o Morro de São Jeronimo, a Cachoeira Véu de Noiva, Cidade de Pedra além da implementação de novos atrativos como Mirantes. Também está previsto investimentos em acessibilidade, transporte entre os atrativos e criação de novos passeios.
EM NOME DA COMISSÃO ORGANIZADORA CONVIDO A TODOS OS LEITORES E SEGUIDORES DESTE BLOG PARA PARTICIPAREM DO SEGUNDO DIA ESPECIAL DE TURISMO RURAL
SERÁ REALIZADO NA COMUNIDADE MORRINHOS NO MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DO LEVERGER
DIA 10 DE DEZEMBRO DE 2022 (sábado)
DAS 7 ÀS 17 HORAS
CONFIRAM A PROGRAMAÇÃO NO BANNER ACIMA E ABAIXO
AGUARDAMOS TODOS VOCÊS
Programação tarefas , atividades e responsáveis podendo sofrer alterações .
1- O evento será realizado na sede da APRUMO no dia 10 de Dezembro de 2022 iniciando as 7 horas e finalizando as 17 horas com várias atividades;
2- Realização de uma Cavalgada Turística iniciando na sede da APRUMO as 7 horas passando pelo Morro de Santo Antônio e Finalizando as 8 horas na sede da Aprumo (Organizado pelo Rancho 2 Fernando e comissão);
3- Realização de uma Caminhada na Natureza subindo o Morro de Santo Antônio, iniciando as 4 horas no pé do Morro e retornando para sede da APRUMO as 8 horas (Organização Rancho Epona - Ecoturismo);
4- Realização de uma Feira de Exposição e vendas de produtos da Agricultura Familiar (APRUMO);
5- Realização da Oficina de Derivados do Pequi nos dias 6 a 8 de Dezembro com finalização no dia 10 com a exposição dos produtos (EMPAER-REM);
6- Tenda Espaço do Pequi com degustação de todos os produtos oriundos da Oficina de Derivados do Pequi (EMPAER - REM);
7- Apresentação do Grupo Cultural Boi - a - Serra Estrela (APRUMO);
8-Exposição e vendas da Bodega Pantaneira ( Miriam e Edna Lopes );
9-Almoço (pago) com gastronomia regional realizado pela APRUMO (APRUMO);
10- Elaboração dos Convites, Mapa, Banner e painéis (EMPAER - REM);
11- Responsáveis pelos convite ( APRUMO e EMPAER)
12- Realização APRUMO - EMPAER e SEAF
13- Apoios diversos (em definições )
14- Colaboradores e Patrocinadores diversos (em definições)
15- Será inaugurada e lançada no mercado a Trilha da Dona Sebastiana, uma professora aposentada de 82 anos que ainda caminha pela comunidade e sobe o Morro de Santo Antônio
16-Será feito o lançamento da Festa do Pequi de 2023 que será realizado na Comunidade
17- Animação Show com THRRE Boys
Obs: Para realização da Cavalgada será realizada uma reunião para alinhar melhor a programação
As Cataratas do Iguaçu representam apenas um dos grandes ativos do turismo brasileiro, mas país segue com números modestos para o potencial
Alguns dos elementos mais associados ao Brasil — belezas naturais, grande diversidade cultural, calendário rico em festas nacionais e regionais — valem ouro em qualquer roteiro de viagem. Mas o grande potencial do país não se traduz em números de destaque no mercado mundial de turismo. Um estudo analisou fatores que emperram o desenvolvimento nacional da área.
O futuro do turismo no Brasil a partir da análise crítica do período 2000-2019 contou com 23 pesquisadores de 17 instituições brasileiras.
A investigação observa que, mesmo durante o boom do turismo internacional na década passada, o Brasil estacionou em pouco mais de 6 milhões de visitantes estrangeiros por ano.
Nesse período, o país ainda teve a rara oportunidade de sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada no espaço de dois anos, mas o crescimento entre 2014 e 2019 foi ínfimo: uma alta ligeira (que também pode ser vista como estagnação) de 6,31 milhões para 6,35 milhões.
O Brasil não figura nem na lista da Organização Mundial de Turismo dos 50 países com mais chegadas de turistas.
Os dados são relativos a 2019, ou seja, antes da chegada da pandemia de covid. Em todo o mundo, o setor sofreu fortemente os impactos da quarentena e tenta agora ensaiar uma recuperação.
Para efeito de comparação, uma única localidade do Vietnã, a Baía de Ha Long, recebeu quase o equivalente aos números totais do Brasil: 6,2 milhões, de acordo com o Euromonitor. O Vietnã, como um todo, contabiliza 18 milhões de viajantes internacionais anualmente.
Outro exemplo, e de maior proximidade, é o México.
De limitações socioeconômicas como o Brasil, o país se firmou como um dos mais importantes destinos do turismo mundial, com 45 milhões de turistas estrangeiros.
Os mexicanos são muito beneficiados pela proximidade com os Estados Unidos, mas deram prioridade ao setor em sua estratégia econômica na última década, segundo observa relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE).
Comparações podem ser relativizadas pelas condições específicas dos países, mas o mercado brasileiro, com trunfos turísticos bem conhecidos como o Rio de Janeiro e as Cataratas do Iguaçu e dezenas de lugares com grandes possibilidades de desenvolvimento, está claramente aquém do seu potencial.
Isso é admitido em um relatório do governo federal.
"O Brasil não faz parte das rotas do turismo global", diz uma análise feita pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, vinculada ao Ministério da Economia, no ano passado.
O texto cita que "no Brasil, 93% dos visitantes são locais" e "[em 2019] a participação no PIB era de 7,7% e com alta empregabilidade, mas com um crescimento estagnado".
A permanência de velhos problemas e o aparecimento de novos levam o Brasil a deixar de aproveitar um setor que poderia ter um impacto positivo de forma considerável na economia, na melhoria dos serviços, na conservação dos espaços nas cidades, entre outros ganhos.
Para Alexandre Panosso Netto, coordenador de pós-graduação em Turismo da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores da pesquisa, esse caminho de desenvolvimento não se torna uma política séria de Estado por algumas razões.
"A concorrência de várias áreas e a incompreensão dos pontos positivos do turismo como vetor e alavanca de inclusão social, de valorização da cultura e de diversificação de pensamentos e aprendizado".
Museu do Amanhã tornou-se uma das principais atrações turísticas do Rio
"O turista estrangeiro gastava por volta de US$ 110 por dia no Brasil até a pandemia. Em 2019 foi por volta de US$ 6 bilhões que os estrangeiros trouxeram ao país. Então dobrar ou triplicar o número de visitantes representaria dobrar ou triplicar esse montante."
O mercado de trabalho também teria a ganhar com o turismo.
"Não é só financeiro, o aumento do número de empregos gerados e o efeito multiplicador do turismo seriam grandes."
Veja abaixo alguns fatores que prejudicam que o turismo brasileiro decole:
1) Imagem ruim no exterior
Brasil foi considerado segundo país mais perigoso para mulheres que viajam sozinhas em ranking
Violência, corrupção, ambiente hostil para mulheres e para o público LGBTQ+, somados à deterioração nos últimos anos da imagem do país em campos como meio ambiente e a gestão da pandemia do coronavírus, não criam um cenário muito atraente para turistas considerarem o Brasil como destino, afirma Panosso Netto.
Seu estudo cita um índice criado pelos jornalistas Asher e Lyric Fergusson que ranqueia os países mais perigosos para mulheres que viajam sozinhas. O Brasil é listado na segunda posição, atrás apenas da África do Sul.
A mudança do slogan oficial do turismo brasileiro em 2019 também não ajudou na imagem brasileira. A frase usada para promoção, "Visit and love us" (Visite e nos ame, em tradução literal), foi considerada de pouca fluência e de construção pouco usual no inglês, além de soar com conotação sexual para alguns turistas estrangeiros.
O pesquisador também diz que a ligação do país a histórias que envolvem corrupção "influenciam como o turista nacional e internacional vê o destino Brasil. Se é um destino com notícias de corrupção, também se pode imaginar que é um destino inseguro".
Ele diz que países com problemas relacionados à corrupção como México e Turquia, mas com grande número de visitantes, conseguem contornar a questão pela proximidade a grandes mercados consumidores internacionais e a criação de ilhas de excelência turística.
2) Falta de continuidade em políticas e planejamento
"Políticas de turismo específicas precisam ser baseadas em um processo de planejamento contínuo", diz o estudo.
Para um desenvolvimento mais sustentável do setor é preciso que o Ministério do Turismo e a Embratur tenham grande qualidade técnica, com um planejamento de longo prazo.
Gruta do Lago Azul, em Bonito (MS), cidade que é citada como exemplo de boa estratégia de longo prazo, por ter começado na década de 1990 a trabalhar o potencial turístico e hoje é um destino bastante solicitado
Panosso Netto cita Bonito, em Mato Grosso do Sul, como um exemplo de um destino que vivenciou processo de melhora e desenvolvimento através dos anos.
"Há ótimos exemplos de boas práticas turísticas nos interiores do Brasil. Bonito, em Mato Grosso do Sul, com sua diversidade ecológica e turismo de alto nível, é um exemplo disso. Mas essa qualidade de Bonito não foi alcançada de uma hora para a outra. Começou no início dos anos 1990. Estamos falando, portanto, de mais de 30 anos de trabalho."
Mas problemas com a conservação ambiental derivados do desmatamento vem impactando o ecoturismo da região. A abertura de áreas para agricultura impacta na cor das suas águas, um dos grandes trunfos de Bonito. Cerca de 70% da população local depende do turismo.
Políticas de turismo também incluem a identificação de oportunidades em diferentes mercados, como o latino-americano.
"É preciso se preparar para receber o turista argentino, uruguaio, chileno, peruano, boliviano, paraguaio etc. Não podemos estar dar as costas à América Latina."
3) Qualidade dos serviços varia muito
A falta de maior profissionalização na parte de serviços é algo constantemente apontado como problemático. "Esse é um dos itens mais criticados pelos profissionais do setor", afirma Panosso Netto.
O pesquisador acha que seria também uma forma de desenvolver a própria área de empreendedorismo no país.
"O turismo é a porta de entrada de muitos empreendedores de primeira viagem. Temos que transformar isso em um ponto positivo a nosso favor. O governo pode criar programas de formação continuada do turismo, tal como já existiram no passado, a exemplo do Curso de Formação de Gestores de Políticas Públicas do Turismo Nacional."
Educação sobre como funcionam o mercado e o atendimento a turistas domésticos e internacionais, além do aprendizado efetivo de idiomas, seriam formas de capacitação.
Mas há um outro problema estrutural, segundo o professor da USP: "A dificuldade em acessar o crédito para o investimento em empreendimentos turísticos pequenos também é imensa".
4) Transporte aéreo e deslocamento
Aeroporto de Guarulhos: deslocamentos internos no Brasil são caros e complexos para o turista
Segundo a pesquisa, embora o ambiente entre 2000 e 2019 no mercado aéreo "tenha melhorado a oferta e a competição nas rotas principais, especialmente aquelas conectando as capitais dos Estados e grandes centros urbanos, o acesso regional ainda é caro e, na maioria dos casos, insatisfatório".
Para Panosso Netto, "o transporte aéreo está deveras caro pelo preço do querosene e a política de impostos dos combustíveis e taxas aeroportuárias. Além disso, as viagens rodoviárias são prejudicadas pelas condições das rodovias; e se as rodovias são boas, os pedágios são caros".
O tamanho continental do Brasil, que de uma forma pode ser uma vantagem pela variedade de ofertas, acaba gerando um problema pelo deslocamento.
"Acredito que os destinos regionais devam se unir mais para compartilharem os turistas que por eles passam. Ou seja, a gestão regional do turismo deve ser fortalecida, junto com a criação de roteiros regionais com produtos e serviços de alta qualidade", diz o professor da USP.
O estudo defende "alinhar o ambiente regulatório, jurídico e tributário que rege a aviação brasileira, ao ambiente internacional. A evolução que viveu o setor nestes 20 anos não permite que sigamos admitindo que o Brasil tenha sérias diferenças e distorções entre nossas regras nacionais, que acabam gerando ofertas e produtos mais caros aos consumidores, e o que se pode ofertar no exterior".