16 de maio de 2021

Cidades da Toscana oferecem incentivo para atrair trabalhadores remotos

Foto: Comune de Santa Fiora

 

Imagina trabalhar online, em casa, só que na Toscana, na Itália?

Cidades da mais bela região italiana estão oferecendo incentivo para atrair trabalhadores remotos, sejam eles jovens, ou investidores de qualquer idade.

Rieti, na região do Lácio, e Santa Fiora, no coração da Toscana, estão com dificuldades em manter as novas gerações na cidade, e as populações de ambas as “comunes” estão estagnadas.

Santa Fiora, e Rieti, a Veneza de água doce – uma cidade milenar da época do Império Romano – acabam de instalar fibra ótica e querem virar referência para esse público de internautas.

Aluguéis pela metade do preço

Se você quiser viver sob o sol da Toscana receberá até 200 euros – pouco mais de mil reais – como ajuda de custo para passar uma temporada trabalhando de forma remota.

Os aluguéis locais variam normalmente entre € 300 e € 500 mensais, quase 3 mil reais.

Como

A prefeitura lançou o site ‘vivinpaese‘, onde disponibiliza a lista de serviços úteis, e de locação com o slogan: “viva em nossa cidade”.

“É uma iniciativa governamental séria, não um feriado remunerado”, diz Federico Balocchi.

A ideia, segundo o prefeito, não é apenas receber dinheiro de fora, mas encontrar pessoas que gostariam de revitalizar Santa Fiora.

Investidores

Para investidores ou empresários, especialmente aqueles com herança ou descendentes de italianos, Balocchi também está oferecendo um subsídio de € 30.000, cerca de 200 mil reais, caso queiram abrir uma pousada.

“O objetivo é incentivar as pessoas a se mudarem e trabalharem virtualmente a partir daqui. Queremos que Santa Fiora se torne seu escritório flexível ”, afirmou Balocchi.

“Cada vez que um jovem sai em busca de emprego em outro lugar, um pedaço de nossa aldeia é levado embora.”

Requisitos

Para se candidatar é preciso provar ao prefeito que você é trabalhador remoto em tempo integral e vai se inscrever para uma estadia superior a dois meses.

Também é necessário enviar uma carta de recomendação do seu chefe, ou do seu negócio.

Além disso, é preciso pagar um aluguel mínimo de 6 meses.

Veneza de água doce

Rieti, com uma população de 50 mil habitantes, também está testemunhando uma estagnação nas oportunidades para os jovens e convida os trabalhadores remotos para trazer uma perspectiva externa para a cidade conhecida como “Veneza de água doce”.

A uma hora e meia da Cidade Eterna, Rieti foi fundada por tribos italianas antes que Roma controlasse toda a península. E os vestígios do período romano podem ser encontrados nas ruas, casas e no campo.

“Os aluguéis na cidade estão na faixa de € 250 a € 500”, cerca de 3 mil reais também, explica a vice-prefeita de Rieti, Daniele Sinbaldi.

E não é só na Itália. Portugal, incluindo a Ilha da Madeira, também está se preparando para oferecer as mesmas condições para trabalhadores remotos.

Rieti - Toscana Foto: Divulgação
Rieti – Toscana Foto: Divulgação

Por Andréa Fassina, da redação do Só Notícia Boa – Com informações do GNN


Projeto da Embrapa pode levar tratamento de esgoto de baixo custo para zona rural



GLOBO RURAL

Projeto da Embrapa pode levar tratamento de esgoto de baixo custo para zona rural

Sistema de fossa comunitária gera água que pode ser usada em plantações. Apenas 4% das propriedades rurais são atendidas pela rede de esgoto no Brasil.

Por Globo Rural

Projeto da Embrapa pode levar tratamento de esgoto de baixo custo para zona rural

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), desenvolveram um modelo de estação de tratamento de esgoto para atender as comunidades rurais. O sistema é de baixo custo e pode levar o saneamento básico para as regiões em que isso ainda não existe.

Assista a todos os vídeos do Globo Rural

Além da população rural mais isolada, o projeto visa também os povos tradicionais, como indígenas e quilombolas, com uma estimativa de público em cerca de 500 habitantes por estação. Assim, apenas uma unidade seria capaz de tratar o esgoto de uma comunidade inteira.

A maior parte das propriedades rurais do Brasil sofre com este problema. Apenas 4% delas são atendidas pela rede de esgoto.

Das restantes, 16% despejam os dejetos diretamente em rios e lagos e os outros 16% têm a fossa séptica, que é uma unidade doméstica de tratamento que filtra resíduos antes que retornem à natureza.

Sobram ainda 64% das propriedades, que usam a fossa negra, na qual os dejetos podem entrar em contato com o solo, sendo um risco para o meio ambiente e para a saúde das pessoas, que podem contrair cólera, hepatite, diarreia, entre outros.

Fossa mais barata

A Embrapa desenvolveu uma alternativa à fossa séptica, que resolve também uma das principais dificuldades relatadas pelos entrevistados: o preço.

Segundo o engenheiro ambiental, Carlos Eduardo Pacheco, que participou do projeto, o custo fica em torno de R$ 60 e R$ 80 mil.

"Ela (a fossa) é de fácil instalação, então é possível fazer a instalação por meio de mutirões na comunidade, o que reduziria bastante o custo", explica.

O projeto piloto está em funcionamento na Embrapa Hortaliças, na cidade de Samambaia, no Distrito Federal. Para funcionar, o sistema tem que ser instalado na parte mais baixa do terreno, para que a gravidade transporte os dejetos das casas até a estação. O restante do processo é feito em 4 etapas:

esgoto bruto dos banheiros e cozinha passa por 3 tanques de limpeza que retêm a gordura e materiais sólidos maiores, como papel higiênico;tratamento biológico, onde micro-organismos presentes no próprio esgoto efetuam a decomposição da matéria orgânica, como fezes e urina;filtração, ocorre por meio de barreiras de água, areia e brita, para aumentar a eficiência da retirada de materiais sólidos e micro-organismos, como vermes;uso de cloro de piscina ou de poço artesiano para obter o resultado final da água tratada.

O que fazer com a água tratada?

Além de diminuir os malefícios à saúde e ao meio ambiente, os pesquisadores demonstram que a água tratada também pode ser útil na produção de alimentos.

O sistema foi testado em uma plantação de alfaces, onde a água foi usada em irrigação por gotejamento, assim ela não entra em contato direto com as folhas. Foram geradas hortaliças verdes, grandes e com folhas bem formadas, relataram os pesquisadores.

Para garantir a segurança do consumidor, a água usada na irrigação é testada em laboratório, para verificar a presença de coliformes, ou seja, se há ou não resíduos de fezes nela.

Até o momento, todas as amostras deram negativo para salmonela, outros tipos de contaminação tiveram parâmetros dentro do permitido pela legislação brasileira, portanto sem risco à saúde.


MTur abre período para cadastramento de propostas de execução a obras de infraestrutura turística

Recurso pode ser direcionado para a estruturação de destinos. Crédito: Jhonatha Conection/MTur/Divulgaçã

Estados e municípios têm até o dia (6) de junho para incluírem os projetos na plataforma Mais Brasil

Os gestores estaduais e municipais de todo o país terão até (6) de junho para cadastrarem suas propostas de execução de emendas parlamentares individuais (com finalidade definida) para obras de infraestrutura turística. Os projetos deverão ser incluídos na plataforma Mais Brasil, do governo federal, e serão analisados pela Pasta até o dia (23) de agosto, data limite para a avaliação final.

“Chegou a hora de estados e municípios inscreverem os seus projetos para que possamos retomar o turismo no nosso país com uma infraestrutura turística qualificada e que proporcione conforto aos nossos visitantes. Além disso, não podemos deixar de observar que esses projetos são importantes geradores de emprego e renda para a nossa população, que é a grande vocação do nosso setor”, pontuou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.

O Programa de Infraestrutura Turística visa o desenvolvimento do turismo nos municípios brasileiros, principalmente por meio de adequação da infraestrutura, de forma que permita a expansão das atividades turísticas e a melhoria da qualidade do produto para o turista, bem como a obtenção dos objetivos previstos no Plano Nacional de Turismo.

Desde a criação do Ministério do Turismo, em 2003, a pasta já destinou aproximadamente R$ 14 bilhões para obras de infraestrutura, beneficiando 4.937 municípios. Os projetos vão desde intervenções pontuais em praças e outros atrativos turísticos até obras de grande porte como pontes e melhorias em rodovias que dão acesso a destinos nacionais.

MTur


REFLEXÃO DE HOJE! Que Possamos esperar no Senhor, mais do que as sentinelas que a cada manhã vigia!


Precisamos entender que esperar em Deus exige paciência. 

Deus tem o tempo certo para tudo. 

Muitas vezes queremos que a solução venha logo mas ainda não é o tempo certo.  

Por isso, precisamos esperar com paciência. 

Não esperamos sozinhos. Esperamos por Deus e em Deus. 

Ele está conosco em todo tempo. E Deus é fiel. 

Ele nos dá força para esperar nos momentos difíceis e nos dá a vitória na hora certa. 

Precisamos entender que para todas as coisas há um tempo certo. 

Deus sabe quando e como as coisas devem acontecer. 

Muitas vezes ficamos ansiosos porque não sabemos esperar e queremos tudo no nosso tempo e não no tempo de Deus.

E isso acaba nos impedindo de recebermos as bençãos de Deus.

Um dos grandes segredos para ter paz e alcançar a vitória é saber esperar no Senhor. 

Quem espera no Senhor sempre alcança, porque sabemos nós que Deus é fiel para com todos aqueles que nele confia! 

A palavra de Deus nos fala para esperar pelo Senhor, ter bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor.

 Que possamos buscar esse entendimento para as nossas vidas, pois assim diz a palavra no livro de salmos.

*Que tenhamos um dia inteirinho com Jesus Cristo,  alegre, feliz e abençoado conforme a proteção, a excelência, a vontade e o agir de Pai do Céu nas nossas vidas e dos nossos familiares!*

Melhor hotel do mundo fica no Brasil: conheça o eleito pelos viajantes


Hotel Colline De France, em Gramado Imagem: Reprodução Instagram

De Nossa

A premiação Tripadvisor Travellers' Choice Awards deste ano traz uma boa surpresa para os brasileiros. Os viajantes da plataforma colocaram no topo da lista geral de melhores hotéis do mundo o Hotel Colline De France, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

O ranking da Tripadvisor é feito com base nas notas que os hóspedes dão aos estabelecimentos, classificando-os em quesitos como localização, limpeza, atendimento e custo-benefício. O hotel da Serra Gaúcha abocanhou o título com a nota máxima (5) em 1.565 avaliações de viajantes, classificando-o como "excelente" — apenas cinco pessoas optaram pelo "muito bom", a categoria logo abaixo, e nenhuma avaliou negativamente a hospedagem.

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Por dentro do hotel

O estabelecimento tem a França como inspiração e pretende ser "um pedacinho da Europa no Brasil". A homenagem se traduz na arquitetura e no design de interiores rebuscado, que esbanja detalhes dourados, além de estampas e móveis de estilo rococó.

O hotel tem 34 suítes, que se diferem em tamanho e na decoração. Todos os banheiros possuem acabamento de mármore, espelho retrátil e amenidades da L'occitane au Bresil. Alguns, ostentam banheiras de hidromassagem com cromoterapia e piso aquecido.

Banheira de hidromassegem presente em algumas suítes

Imagem: Reprodução Instagram

Nos quartos, há móveis esculpidos a mão em estilo imperial, como um sofá de veludo inspirado em Luís XV. Quem se deita sobre a cama arrumada com lençóis de algodão egípcio de 300 fios olha para o teto e vê lustres nada básicos.

Croissant e outros quitutes franceses estão garantidos no café da manhã. Outras atrações, cobradas à parte, são o centro de bem-estar com tratamentos terapêuticos e massagens e o restaurante Bistrot, com pratos franceses como boeuf bourguignon.

As diárias vão de R$ 870 a R$ 2.520. Veja fotos do lugar:

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Hotel Colline De France

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Hotel Colline De France

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Hotel Colline De France

Embrapa lança curso online sobre o Sisteminha

  Fique ligado!
Ferramenta para a segurança alimentar, o Sisteminha é um “pacote” de soluções tecnológicas integradas e de baixo custo.

Por

 Marcia Sousa

Foto: Ruraltins

O e-Campo, canal de capacitações online da Embrapa, acaba de lançar um curso sobre o “Sisteminha”. Criado para ajudar na segurança e soberania alimentar, sobretudo no meio rural, o projeto foi desenvolvido pela instituição em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).  

Sisteminha é uma solução tecnológica voltada para a produção de alimentos. O método mais conhecido é a criação de peixes, em um tanque, com sistema de recirculação e filtragem. O tanque pode ser construído de forma artesanal, com materiais disponíveis localmente, como madeira, adobe, papelão, palha, pedra, pneu. Porém, é possível integrar outros elementos. A ideia é adaptar às necessidades, experiência e preferências do produtor.

Bem completo, o curso ensina a fazer a compostagem dos resíduos do Sisteminha e a produção de vegetais aproveitando os recursos gerados dentro do sistema (biofertilizante, composto e a água do tanque de criação de peixes). 

“O Sisteminha não é uma tecnologia isolada em si, mas um ‘pacote’ de soluções tecnológicas integradas, com muitas possibilidades de combinações. O módulo básico é a piscicultura e cada produtor adota os módulos disponíveis de acordo com seus interesses”, explica a Embrapa. 

Foto: Flavia Bessa | Embrapa

O modelo é apropriado para pequenos espaços (a partir de 100 m2) e tem baixo custo de investimento inicial. Além de garantir a alimentação básica, o sistema contribui para a geração de renda.

O curso, ministrado pelo pesquisador da Embrapa Luiz Carlos Guilherme, é gratuito e voltado à sociedade em geral, especialmente para produtores e agentes de assistência técnica e extensão rural.

A capacitação é composta por 11 módulos: Piscicultura, Aves de postura, Frangos de corte, Codornas, Compostagem, Minhocário, Porquinhos-da-Índia, Suínos, Biodigestor, Carvoaria artesanal e Vegetais.

Mais sobre o curso Sisteminha

A capacitação é 100% online e autoinstrucional, por isso, não possui tutoria.

Carga horária
20 horas

Investimento
Gratuito, mas com vagas limitadas!

Período de inscrição
Oferta contínua

Período de realização
O participante pode iniciar seus estudos logo após a efetivação da inscrição, podendo realizar as atividades nos dias e horários de sua preferência. Recomenda-se que o curso seja concluído em até 20 dias.

Certificação
Atendidos os critérios para certificação, o certificado é liberado para download pelo próprio usuário.

Inscrições para o curso online disponível aqui.

Foto à esquerda: Embrapa | Divulgação Foto à direita: Maria Eugênia Ribeiro | Embrapa

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Embrapa desenvolveu cultivar que pode ser a mais plantada do mundo


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Estima-se que seja fruto do programa de melhoramento de forrageiras tropicais da Embrapa a cultivar vegetal que pode ser a mais plantada do mundo, presente em cerca de 50 milhões de hectares globo afora. A informação foi um dos destaques de novo capítulo da série especial Embrapa em Ação, que foi ao ar no programa desta sexta-feira, dia 14.

Conforme estimou o pesquisador da Embrapa Cerrados Marcelo Ayres Carvalho, mestre em agronomia e PhD em genética e melhoramento de plantas pela University of Florida, a Brachiaria Brizantha cv Marandu é possivelmente a cultivar única de vegetal mais plantada no planeta. “A gente está falando de 50 milhões de hectares! Não tem uma única cultivar de qualquer outra espécie que ocupe uma área tão grande como essa”, projetou. Apesar do fato relevante, o especialista fez um alerta para um perigo que pode ser consequência desta prática.

O pesquisador traçou durante sua entrevista à equipe de reportagem do programa uma linha do tempo do programa de melhoramento genético de forrageiras da Embrapa. “Os programas de melhoramento de forrageiras da Embrapa se iniciaram quase que junto com a criação da empresa em 1975. A partir de então, as equipes foram formadas, as pesquisas se iniciaram sempre procurando oferecer oportunidades e novidades que vão acrescentar e facilitar a vida do pecuarista brasileiro”, contextualizou. “Os nossos programas, na verdade, são bem antigos. A Embrapa tem, no que diz respeito a forrageiras tropicais, oito programas de melhoramento que envolvem as principais gramíneas e também leguminosas. E todos esses programas vêm, ao longo dos anos, entregando novos cultivares e novos ativos que são importantes para a pecuária nacional”, completou.

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Segundo Ayres, o programa começou com foco em espécies já presentes em terreno brasileiro. “No começo a gente colocou foco nas gramíneas que já ocorriam naturalmente no Brasil. Ou eram nativas ou gramíneas que a gente chama de naturalizadas. É o caso, por exemplo, do Colonião, do Capim-gordura, do Bengo. Aqueles pecuaristas que estão na atividade há mais tempo vão se lembrar de ter usado esses materiais. Isso ocorreu até os anos 70”, recordou.

Na sequência, em busca de mais produtividade, os produtores passaram a cultivar uma novidade no mercado brasileiro, espécies vindas do outro lado do oceano, o que representou um risco sem a orientação correta. “A partir de meados dos anos 70 e início dos anos 80, a gente já começou a ver no Brasil a introdução de gramíneas africanas, principalmente as braquiárias. Isso se deu muitas vezes sem uma pesquisa adequada, ou seja, eram cultivares ou eram materiais que eram utilizados principalmente na Austrália. Os australianos também têm uma pecuária muito antiga e muito ativa e as empresas começaram a importar sementes e a comercializar no Brasil. Aí você viu a entrada da Braquiarinha, da Humidicola, do Ruziziensis e começou então uma grande utilização principalmente desses materiais. Acontece que quando trouxeram esses materiais da Austrália para cá sem fazer esse trabalho de pesquisa, apareceu uma praga que ocorre no Brasil, que é a famosa cigarrinha-das-pastagens, e muitos desses materiais que não tinham sido selecionados nas condições brasileiras sofreram muito”, revelou.

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Descobrir variedades resistentes à praga foi uma das primeiras missões do programa de melhoramento de forrageiras de Embrapa. “A partir daí, a gente começou a dar um outro foco e procurar então, nessas espécies que são de origem africana, materiais que eram tolerantes ou resistentes a essas cigarrinhas. Então a primeira cultivar forrageira tropical que a Embrapa lançou foi o Andropogon gayanus cv. Planaltina. Foi um trabalho desta unidade, obviamente associado em rede com outras unidades da Embrapa que trabalham com o tema forrageiras, e isso aconteceu em 1980. Essa cultivar foi rapidamente adotada. A gente tem números de que ela chegou a ocupar mais de 500 mil hectares porque é um cultivar que se adapta bem a solos pobres, de baixa fertilidade, tolera bem a seca”, informou.

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“Em 84, a gente lançou a famosa Brachiaria brizantha cv. Marandu, que se tornou uma febre. Primeiro porque era uma braquiária, e ela veio substituindo essas braquiárias que tinham sido importadas, mas ela também tinha uma grande característica: ela era resistente à cigarrinha-das-pastagens. Então rapidamente o Marandu ocupou uma área extensiva no Brasil. Hoje a gente acredita que a braquiária Marandu é a cultivar vegetal mais plantada no mundo. A gente está falando de 50 milhões de hectares, não tem uma única cultivar de qualquer outra espécie que ocupe uma área tão grande como essa. Isso mostra a grande relevância, a qualidade da cultivar, o que ela entrega ao pecuarista, mas também isso coloca como um problema porque a gente tem uma área contínua de 50 milhões de hectares com o mesmo cultivar. Você imagine que se aparece uma praga nova, uma doença que pega essa cultivar, a gente está pondo em risco a pecuária nacional”, alertou o pesquisador.

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Para seguir com o trabalho de desenvolver novas soluções para os produtores, a Embrapa contou também com parcerias internacionais de entidades da América, da África e Europa também. “Depois disso a gente continuou com os nossos programas. A partir de colaborações com centros internacionais, […] eles foram até a África e fizeram coletas. As braquiárias e o panicuns e os andropogons, ou seja, grande parte dessas gramíneas forrageiras são de origem africana porque a savana evoluiu e, junto com a evolução da savana, com grandes manadas pastejando de gnus, antílopes, etc, essas gramíneas evoluíram junto e estão adaptadas a serem pastejadas. Então o trabalho seguiu e aí a gente começou a lançar frutos das avaliações dessas coleções de braquiárias cultivares mais novas. É o caso da Xaraés, do Arapoti, do Ipyporã, do Piatã, do Paiaguás, mais recentemente, que foram ocupando áreas porque traziam características diferentes”, justificou.

Mas o trabalho da Embrapa no programa de seleção e melhoramento das forrageiras não para na entrega da semente. O esforço segue com um conjunto de recomendações para o melhor uso da tecnologia produzida, conforme salientou o agrônomo.

“Além da cultivar, você recebe todas as recomendações de como plantar, de como adubar, de como manejar com o gado, o que você pode ou não fazer. Ali dentro da planta, a gente brinca que é como se tivesse um chip com uma gama de informações frutos de oito a dez anos de pesquisas condensadas naquela sementinha. Então é muito esforço e muito trabalho e quando a gente lança uma cultivar nova, a gente está com certeza de que ela vai funcionar e vai dar certo”, assegurou.

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Sob os pés do pesquisador, que concedeu entrevista em uma área de testes de novos materiais, estava justamente o futuro do programa da Embrapa. “Aqui a gente está numa área de teste dos novos materiais, de futuras cultivares de Panicum maximum, da espécie também conhecida comumente do tipo Colonião, e daqui vão sair as novas cultivares. […] Aqui nesta área em particular a gente tem 24 tipos diferentes da espécie Panicum maximum. São potenciais cultivares. Você vai ver que tem um de folha fina, outro de folha mais larga, outro que cresce mais, o que cresce menos, diferentes características morfológicas. E durante dois anos, ou seja, um período chuvoso, um período seco, outro período chuvoso e outro seco, a gente avalia quanto essas plantas produzem”, afirmou.

O pesquisador revelou como o trabalho de seleção e descoberta de variedades é feito. “Manualmente a gente vem aqui, corta a forragem produzida, geralmente em períodos de 35 a 40 dias, o que simula o que acontece num pasto, ou seja, o gado entrar aqui a cada 35 dias ou até menos. Então a gente faz todo esse trabalho e avalia quanto a cultivar produziu, avalia quanto ela tem de folha, quanto tem de colmo. Depois pega essa forragem, manda para o laboratório e analisa quanto que eu tenho de proteína, e isso é algo que o pecuarista sempre pergunta, quanto tem de digestibilidade, ou seja, quanto dessa forragem vai, de fato, ser consumida pelo boi, como ela vai ser aproveitada e transformada em energia para o boi fazer o que tem que fazer, que é dar leite ou produzir carne”, detalhou.

Qual é o melhor capim para engordar gado? Especialista responde dúvidas no Giro do Boi

Qual o melhor capim para fazer o pastejo rotacionado?

“Então a gente faz todo esse trabalho aqui para selecionar dessas 24, quatro ou cinco que são as melhores que vão ser potenciais futuras novas cultivares. Daqui elas vão para o ensaio de pastejo, onde a gente testa sempre esses novos materiais comparando-os com o que existem no mercado. Então, no caso dos Panicuns, quais são as cultivares mais modernas que estão no mercado? A Zuri, a Quênia e a Tamani. Muita gente ainda usa o Mombaça e tem gente que usa o Tanzânia, que é lá dos anos 90. Mas a gente sempre testa com o que há de mais novo porque à medida que você lança um cultivar, você espera que esse cultivar mais moderno seja mais produtivo do que os antigos. Então se eu faço cria, eu vou buscar aqueles cultivares que são mais apropriados ou vão me entregar mais do que outros. Se eu faço recria ou terminação, eu vou procurar utilizar outros cultivares. Junto com isso, vem toda uma questão tecnológica que vem pela frente. Então nós também estamos preocupados com isso nos programas, começando a direcionar os novos lançamentos para esse tipo de demanda ou necessidade que vai acontecer”, compartilhou o pesquisador Marcelo Ayres Carvalho.

Conheça a variedade de capim resistente a cigarrinhas


Qual a distância máxima ideal entre o fundo do pasto e o bebedouro do gado?


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O telespectador Túlio, que enviou sua mensagem ao Giro do Boi direto de Caicó, no Rio Grande do Norte, tem uma série de dúvidas sobre a hidratação do seu rebanho. Ele quer saber qual a quantidade de água deve ser servida por dia para animais de dez arrobas de peso médio, perguntou como calcular o tamanho do reservatório para atender um piquete com 200 cabeças e ainda se existe uma distância máxima ideal entre o fundo do pasto e o bebedouro pra que os animais não percam peso com a locomoção.

Foi o médico veterinário Fernando Loureiro, especialista em água para bovinos, que respondeu os questionamentos do criador.

Loureiro explicou que, em média, um animal bebe 10% do seu peso vivo de água diariamente. “Com dez arrobas, que seriam 300 quilos aproximadamente no peso vivo, o animal irá beber, em média, dependendo da categoria – se é vaca de produção, se é um touro, um boi castrado para produção de carne – 10% do peso vivo dele, ou, neste caso, 30 litros. […] Se fossem 400 quilos, a gente iria fazer uma estimativa média de 40 litros. Já os animais de 180 quilos, bezerros desmamando, em torno de 18 litros”, ilustrou.

Quantos litros de água por dia consomem bezerros de 150 kg em confinamento?

O veterinário explicou outros fatores que influenciam na variação do consumo para que o produtor esteja atento às condições que podem elevar a demanda pelo gado. “Isso vai depender também de outros fatores. Um deles é a temperatura média do dia. No Rio Grande do Norte, a gente espera que tenha temperaturas quentes o ano todo e que não seja um inverno rigoroso. Mas é lógico que tem dias que de manhã cedo ou de tardezinha está mais fresco, mais frio e tem mais vento e isso vai acarretar numa mudança de consumo dos animais”, ponderou.

Fazendas devem se planejar para fornecer mais água para o gado durante a seca

Fernando informou que a dieta do gado também tem impacto no consumo de água. “Pelo nível de produção que se espera, o que esses animais estão recebendo para comer, se é pasto e sal mineral, se é pasto e um proteinado ou uma ração concentrada, tudo isso altera um pouco a quantidade. Mas principalmente o clima afeta – temperatura, ventos, o estágio da pastagem vão interferir”, reforçou.

O gado europeu bebe mais água do que o zebuíno, como o Nelore?

“A composição da água que você capta também tem influência. Se essa água tem alguma incidência de ser salobra, uma incidência maior de minerais ou não, teor de sal da água… Isso vai alterar o consumo, a ingestão voluntária de água desses animais”, acrescentou.

Meu gado toma água salobra e consome menos sal mineral. O que fazer?

O especialista esclareceu ainda como o pecuarista nordestino pode calcular o tamanho do reservatório que precisa ter para atender 200 cabeças de gado. “Vamos supor que o animal de dez arrobas, que são 300 quilos de peso vivo, esteja bebendo em média 30 litros por dia. A nossa recomendação é que o reservatório tenha capacidade para armazenar, no mínimo, cinco dias. Então cada animal dependerá de 150 litros reservados. E aí, se a gente botar os 200 animais do lote, a gente vai fazer a conta simples, 150 litros x 200 cabeças, e aí serão 30.000 litros. Um reservatório de 30.000 litros atende bem 200 animais durante os cinco dias”, calculou.

O veterinário ainda justificou suas contas. “E por que cinco dias? É o tempo necessário de diagnosticar, ficar sabendo se houve um problema de queda de energia elétrica para funcionar a bomba que capta essa água, se houve algum problema de encanamento quebrado, estourado, ou boia, bebedouro… E aí esses cinco dias dão uma margem de tempo para equacionar e resolver esse problema”, sustentou.

Qual o tamanho certo do reservatório de água para o gado da minha fazenda?

O especialista também confirmou, que há, sim, uma distância máxima ideal entre o fundo do piquete (ponto mais longe) e o bebedouro de água do gado. “A estimativa dos estudos, dos trabalhos científicos já publicados, é que os animais devem caminhar no máximo 400 metros lá do fundo, do ponto mais longe do pasto, até o bebedouro. Caminhando 400 metros até lá e voltando, ele não está prejudicando o desempenho dele. Algumas vezes, os pastos são muito compridos ou têm um declive muito grande, morro, e isso pode alterar um pouco. Mas os animais que caminham mais de 400 metros, por exemplo, 800 metros ou um quilômetro para chegar até a água já têm o desempenho comprometido. Aquele capim, aquele suplemento que eles comem para o ganho de peso, uma parte vai ser perdida porque eles perdem energia se deslocando para ir beber água”, alertou.

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Qual é a sua dúvida sobre qualidade da água para gado de corte? Envie para o Whatsapp do Giro do Boi, pelo número (11) 9 5637 6922 ou ainda pelo e-mail girodoboi@canalrural.com.br.




15 de maio de 2021

A árvore tem importância pra você !

Participem desta Live - Infância Feliz - Campanha de Combate à Exploração Sexual Infantil


Enquanto você olha a imagem, uma criança está sofrendo abuso.

A cada 15 minutos uma criança sofre exploração sexual.

O setor do turismo e as redes de hospedagem são vulneráveis à ocorrência desses crimes.

Não podemos continuar de braços cruzados.

Vamos juntos, neste 18 de maio, data simbólica, unir a rede de hospedagem do MT aos movimentos de apoio contra a exploração sexual infantil.

Dia: 18/05/ 2021 às 20h - Brasília 19h - Cuiabá 
O evento será transmitido online no canal do youtube Mulheres do Brasil.
Com a participação de:
Exmo. Sr. Jamilson Haddad - Juiz de Direito da  Vara Especializada de Violência.
Chieko Aoki - Fundadora e Presidente do Blue Tree Hotels
Gerson Honório - Presidente da ABIH MT e Gerente Geral do Deville Prime Cuiabá
Keite Agnes Custódio - Líder do Grupo Mulheres do Brasil Cuiabá
Vanice Marques - Líder Comitê Empreendedorismo do Núcleo Cuiabá no Grupo Mulheres do Brasil


O combate por uma “Infância Feliz”  precisa ser diário, o ano inteiro.

Descruze os braços e mobilize o maior número de pessoas para estar conosco no evento. 

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