6 de outubro de 2019

*Confraria de Jornalistas é fundada* *Associação reúne jornalistas profissionais de MT e é voltada para a qualificação profissional*

Uma das profissões que mais tem experimentado mudanças em sua essência é o jornalismo.

Novas linguagens, predominância da tecnologia, formatos inovadores de veículos e o fenômeno das fake news impactam o cotidiano dos jornalistas. Qualquer um que tente apontar para onde irá o jornalismo nos próximos anos corre grande risco de errar na projeção.

Em meio a esse turbilhão de novidades, foi fundada neste sábado (05.10) a Confraria de Jornalistas Profissionais do Estado de Mato Grosso, uma associação sem fins lucrativos voltada para o fortalecimento da atuação dos profissionais no estado. “Nosso foco principal é apoiar o jornalista na sua qualificação profissional, pensando em todas as oportunidades que o mercado de trabalho pode apresentar”, observa a presidente da Confraria, Ana Karla Costa.

O próximo passo, explica a jornalista, é elaborar um plano de atividades para apresentar aos “confrades”. “Até novembro, teremos um planejamento com a agenda das primeiros ações”, revela Ana Karla.

Para participar, os jornalistas precisam se associar. A anuidade para manutenção da Confraria terá início em janeiro de 2020. “Nosso intuito é a Confraria torna-se autossuficiente com o tempo, a partir da receita que teremos com a realização de eventos e cursos de qualificação”, afirma a vice-presidente Camila Bini.

Na reunião de fundação da Confraria participaram cerca de 30 jornalistas e representantes da Confraria de Profissionais de Marketing de Mato Grosso.

A ideia de criação de um fórum para discussão e troca de conhecimentos sobre a atividade jornalística começou informalmente, num grupo de Whatsapp composto por comunicadores em busca de qualificação e oportunidades de trabalho. A iniciativa tomou corpo em maio deste ano, quando foi realizado um grande encontro. “Entendemos como poderíamos funcionar e agora estamos tirando a ideia do papel”, comenta Ana Karla.

A confraria tem uma diretoria executiva formada por Ana Karla Costa (presidente), Camila Bini (vice-presidente), Thielli Bairros (secretária), Gláucio Nogueira (secretário suplente), Sandra Amorim (tesoureira) e Ivana Maranhão (tesoureira suplente). O Conselho Fiscal foi formado por Rodrigo Vargas, Elaine Andrade e Pamela Muramatsu, sendo conselheiros suplentes Priscila Mendes, Francisca Medeiros e Maíza Prioli.

A próxima reunião ampliada da Confraria será em novembro.

Fotos: Edson Rodrigues

Povo Yanomami abre visitação ao Pico da Neblina, após 16 anos



Iram Alfaia, de Brasília

 

Localizado ao norte do Amazonas, na serra do Imeri, com 2.995metros de altitude, o ponto mais alto do Brasil, o Pico da Neblina será reaberto à visitação de turistas.

A ida ao local estava proibida desde 2003 por recomendação do Ministério Público Federal (MPF) por causa do turismo desordenado e violação dos direitos dos Yanomami.

O Plano de Visitação, elaborado com a participação dos Yanomami da região de Maturacá, no Amazonas, foi aprovado pela Fundação Nacional doÍndio (Funai) na última segunda-feira, dia 30 de setembro, quando o presidente do órgão, Marcelo Xavier, assinou a carta de anuência.

Segundo a assessoria de imprensa da Funai, a iniciativa é dos próprios Yanomami que primaram por uma atividade que promovesse a qualidade de vida das comunidades de maneira sustentável e respeitosa ao meio ambiente e à terra a qual pertencem.

“A conservação da sociobiodiversidade, combate a atividades ilegais na região e a proteção da fronteira brasileira são alguns dos vários pontos positivos do turismo gerido pelos Yanomami”, diz nota do órgão.

Serão beneficiados mais de 2,9 mil indígenas das seis comunidades envolvidas.

As informações são da Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (AYRCA) e Associação de Mulheres Indígenas Kumirayoma que elaboraram o projeto.

Capacitação dos índios

Até chegar à assinatura da carta de anuência foram cinco anos de tratativas envolvendo a elaboração do projeto e capacitação dos índios.

Os Yanomami fizeram cursos de primeiros socorros, resgate em áreas remotas, trilhas sustentáveis e educação ambiental voltada para os cuidados com o lixo.

O projeto teve o apoio da Funai, Instituto Chico Mendes deBiodiversidade (ICMBio), Exército Brasileiro, Prefeitura Municipal de SãoGabriel da Cachoeira e Instituto Socioambiental.

“A ideia é mostrar o conhecimento das mulheres Yanomami para os napë, como nós chamamos os brancos. Apresentar a importância da floresta, da cultura e da tradição. Foi uma conquista das mulheres participar desse projeto. A assinatura da carta significa uma conquista de todos também: homens, mulheres e jovens”, afirmou Floriza da Cruz Pinto, indígena Yanomami representante da Kumirayoma.

“Anos de trabalho de indígenas e servidores agora poderão render os devidos frutos. A assinatura dessa carta em minha gestão é muito significativa. É, de fato, uma época em que os povos indígenas podem escolher as atividades que desejam promover em sua terra e nós respeitaremos e apoiaremos isso”, comentou o presidente Marcelo Xavier.

Segundo ele, a carta de anuência terá validade de dois anos. O documento define que as atividades turísticas acontecerão estritamente na localidade permitida pelos indígenas, que os turistas deverão ser certificados de que se trata de comunidade indígena de recente contato e de que a trilha envolve riscos por ser área de difícil acesso.

Parcerias  

O próximo passo das associações Yanomami é formalizar o contrato com parceiros e operadoras de turismo de sua escolha.

De acordo com o Plano de Visitação, cada expedição contará com o número máximo de dez visitantes que devem ter um bom preparo físico para encarar os oito dias de caminhada com considerável variação de altitude, de 95a 2.995 metros.

Os valores variam por número de pessoas no grupo, refeições e período de seca ou cheia. O Yaripo, como os Yanomami chamam o Pico da Neblina, vivemos hekurapë, espíritos auxiliares dos Xamã.

 

Foto: Divulgação/ICMBio

 

 

Povo Yanomami abre visitação ao Pico da Neblina, após 16 anos



Iram Alfaia, de Brasília

 

Localizado ao norte do Amazonas, na serra do Imeri, com 2.995metros de altitude, o ponto mais alto do Brasil, o Pico da Neblina será reaberto à visitação de turistas.

A ida ao local estava proibida desde 2003 por recomendação do Ministério Público Federal (MPF) por causa do turismo desordenado e violação dos direitos dos Yanomami.

O Plano de Visitação, elaborado com a participação dos Yanomami da região de Maturacá, no Amazonas, foi aprovado pela Fundação Nacional doÍndio (Funai) na última segunda-feira, dia 30 de setembro, quando o presidente do órgão, Marcelo Xavier, assinou a carta de anuência.

Segundo a assessoria de imprensa da Funai, a iniciativa é dos próprios Yanomami que primaram por uma atividade que promovesse a qualidade de vida das comunidades de maneira sustentável e respeitosa ao meio ambiente e à terra a qual pertencem.

“A conservação da sociobiodiversidade, combate a atividades ilegais na região e a proteção da fronteira brasileira são alguns dos vários pontos positivos do turismo gerido pelos Yanomami”, diz nota do órgão.

Serão beneficiados mais de 2,9 mil indígenas das seis comunidades envolvidas.

As informações são da Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (AYRCA) e Associação de Mulheres Indígenas Kumirayoma que elaboraram o projeto.

Capacitação dos índios

Até chegar à assinatura da carta de anuência foram cinco anos de tratativas envolvendo a elaboração do projeto e capacitação dos índios.

Os Yanomami fizeram cursos de primeiros socorros, resgate em áreas remotas, trilhas sustentáveis e educação ambiental voltada para os cuidados com o lixo.

O projeto teve o apoio da Funai, Instituto Chico Mendes deBiodiversidade (ICMBio), Exército Brasileiro, Prefeitura Municipal de SãoGabriel da Cachoeira e Instituto Socioambiental.

“A ideia é mostrar o conhecimento das mulheres Yanomami para os napë, como nós chamamos os brancos. Apresentar a importância da floresta, da cultura e da tradição. Foi uma conquista das mulheres participar desse projeto. A assinatura da carta significa uma conquista de todos também: homens, mulheres e jovens”, afirmou Floriza da Cruz Pinto, indígena Yanomami representante da Kumirayoma.

“Anos de trabalho de indígenas e servidores agora poderão render os devidos frutos. A assinatura dessa carta em minha gestão é muito significativa. É, de fato, uma época em que os povos indígenas podem escolher as atividades que desejam promover em sua terra e nós respeitaremos e apoiaremos isso”, comentou o presidente Marcelo Xavier.

Segundo ele, a carta de anuência terá validade de dois anos. O documento define que as atividades turísticas acontecerão estritamente na localidade permitida pelos indígenas, que os turistas deverão ser certificados de que se trata de comunidade indígena de recente contato e de que a trilha envolve riscos por ser área de difícil acesso.

Parcerias  

O próximo passo das associações Yanomami é formalizar o contrato com parceiros e operadoras de turismo de sua escolha.

De acordo com o Plano de Visitação, cada expedição contará com o número máximo de dez visitantes que devem ter um bom preparo físico para encarar os oito dias de caminhada com considerável variação de altitude, de 95a 2.995 metros.

Os valores variam por número de pessoas no grupo, refeições e período de seca ou cheia. O Yaripo, como os Yanomami chamam o Pico da Neblina, vivemos hekurapë, espíritos auxiliares dos Xamã.

 

Foto: Divulgação/ICMBio

 

 

2 de outubro de 2019

Agro & Negócios Cine Senar é recorde de público em Primavera do Leste

Durante o evento, a plateia pode acompanhar o filme "Big pai e big filho"

Redação
contato@olivre.com.br

Foto: Assessoria

O evento que já passou por mais de 80 municípios trouxe a experiência do cinema para muitos pela primeira vez em Primavera do Leste. Foi sob o olhar atento de mais de 500 expectadores que começou a 3° edição do Cine Senar, no bairro do Tuiuiu, em Primavera.

O encontro é uma parceria entre Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Sindicato Rural do município e Prefeitura Municipal e aconteceu na noite desta terça-feira (01). Durante o evento, a plateia pode acompanhar o filme “Big pai e big filho”.

Em 2019, já foram realizados mais de 80 eventos. “O Cine Senar proporciona um momento de lazer para população e fiquei surpreso com o número de pessoas e a receptividade dos moradores de Primavera do Leste”, destacou Hatyla Marques representante do escritório regional do Senar-MT, de Barra do Garças.

Além do acesso ao cinema, o Cine Senar proporciona momentos únicos. Pedro Henrique de 8 anos, foi pela primeira vez ao cinema e ficou encantado com o tamanho da tela. “É muito legal assistir um filme assim, fiquei sabendo na escola e cheguei cedo para garantir meu lugar”.

Mas não foram apenas as crianças que viveram pela primeira vez a experiência de ir ao cinema. Joílson Benedito de Almeida, pedreiro, com 32 anos, também nunca tinha ido ao cinema e levou a família para prestigiar o evento. “Para mim tudo é novidade. É muito bom ter cinema de graça para população, os organizadores estão de parabéns”.

Durante o evento foram distribuídos bexigas, pipoca e refrigerante para todos presentes. A ação foi elogiada e considerada positiva pelo vice-presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, Marcos Bravin. “Iniciativas como essa aproximam o Sindicato da população. Assim, conseguimos entender quais são as próximas ações que devemos executar e identificar as necessidades para os próximos eventos”.

Para mobilizadora do Sindicato Rural de Primavera do Leste, Marcia Nickhor o evento superou as expectativas. “O evento foi grandioso e nossa equipe se empenhou para entregar a melhor experiência para comunidade. Agora vamos preparar o próximo Cine Senar, que já tem data definida e em breve iremos divulgar”.

CINE SENAR – criado em 2014, o Cine Senar já atraiu mais de 150 mil telespectadores nos últimos quatro anos.  Além do filme com classificação livre e vídeos educativos a serem exibidos, cujos títulos são escolhidos pelas equipes dos Sindicatos Rurais, alguns municípios fazem parceria com empresas locais e levam pipoca, picolé e alguns até fazem sorteios de brindes.

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AGRICULTURA - Agricultoras de São Félix do Araguaia vão fornecer hortifruti para merenda

No valor de R$ 29.080,00, as produtoras rurais vão comercializar legumes, verduras e frutas no período de um ano

O programa utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares. (Foto: Empaer)


Duas agricultoras familiares do Assentamento Rural Lago de Pedra, localizado no município de São Félix do Araguaia (MT), participam pela primeira vez do Programa  Nacional  de Alimentação Escolar (PNAE), do governo federal que compra alimentos produzidos pela agricultura familiar. No valor de R$ 29.080,00, as produtoras rurais Rosania da Silva Siqueira e Ocedália Pereira da Rocha vão comercializar legumes, verduras e frutas para a merenda escolar no período de um ano.

A agricultora Rosania e o seu marido, Roque Siqueira, são proprietários da Chácara Vitalina. Ela explica que gosta de trabalhar na horta que ocupa uma área de três hectares. Produz 13 tipos diferentes de hortaliças, tais como almeirão, rúcula, quiabo, pimenta de cheiro, tomate e outros. O produtor Roque trabalha com o cultivo do milho verde, melancia e criação de bovino leiteiro. “Vamos entregar durante um ano, e para garantir a produção, já comecei a ampliar a minha horta”, enfatiza.

O programa utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando os processos de agregação de valor à produção. De acordo com Rosania, o contrato que assinou para entregar hortifruti para as escolas é no valor de R$ 19.730,00. Ela explica que o produtor necessita de recursos para fazer melhorias na sua propriedade, e que esse dinheiro vai aproveitar para fazer melhorias na horta, ampliando o plantio, aquisição de novos equipamentos de irrigação e etc.

A produtora rural Ocedália Pereira da Rocha vai receber o valor de R$ 9.350,00 para entregar alface crespa, cebolinha, couve-manteiga, jiló, pepino, quiabo e pimenta de cheiro. No programa, cada agricultor pode acessar até um limite anual, valor que não deve ultrapassar o valor os preços praticados nos mercados locais. “Esse período será importante para conhecer melhor o programa e ampliar a produção para concorrer com mais na próxima Chamada Pública”, explica Ocedália. A engenheira florestal da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Jorcelina Ferreira da Conceição, fala que as produtoras assinaram um contrato com a Prefeitura do município no dia 18 de setembro para comercialização de seus produtos para a merenda escolar. Ela destaca que incentivou a maioria dos agricultores a entregar para o PNAE com a finalidade de garantir uma alternativa de renda. “Para a consolidação do PNAE no município, a Empaer tem trabalhado em parceria com a secretaria municipal de Agricultura na elaboração de um mapeamento da produção familiar das comunidades rurais, com a finalidade de fortalecer a comercialização dos produtos do campo”, enfatiza.

Segundo a engenheira, o trabalho vem sendo executado também com a equipe da Secretaria de Educação, responsável pela merenda escolar e por garantir um cardápio com alimentos da produção local com adequado balanço nutricional. Nas propriedades rurais, a Empaer também está levando orientações técnicas voltadas a produção agroecólogica como a utilização de fertilizantes e defensivos naturais e uso de técnicas produtivas saudáveis na produção de alimentos. “Pois assim, há benefícios para a saúde do produtor e dos consumidores, além da melhoria no manejo do solo e do meio ambiente de forma geral”, esclarece Jorcelina.

Fonte: Redação Olhar Alerta

Sucos e polpas de frutas artesanais ganham regulamento específico



Para não fugir do caráter artesanal, o Governo fixou a produção máxima anual em 80 mil quilos para polpas de frutas e em 80 mil litros para o suco de fruta


A produção de polpa e suco de frutas artesanais em estabelecimento familiar rural agora tem regulamento específico. Estes são os primeiros produtos da área de vinhos e bebidas regulamentados na condição de artesanais, que considera os costumes, hábitos e conhecimentos tradicionais, para valorização da diversidade alimentar e do multiculturalismo dos povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Os produtos deverão atender aos mesmos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para polpas e sucos de frutas não artesanais. A regulamentação está no Decreto 10.026, publicado na última quarta-feira (25).

“Esta é uma grande conquista para os agricultores familiares ou empreendedores familiares rurais que podem fazer esta distinção do seu produto no rótulo”, diz o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério, Glauco Bertoldo. Precisam ser registrados no Ministério os estabelecimentos e os produtos familiares rurais, tanto no caso polpa como no suco de fruta artesanais. A produção máxima anual de polpas de frutas foi fixada em 80 mil quilos e de 80 mil litros para o suco de fruta, para não fugir do caráter artesanal.

Conforme o diretor, a responsabilidade técnica pelo estabelecimento poderá ser exercida por técnico habilitado do órgão de extensão rural credenciado na Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Com isso, o serviço será prestado pelo governo e o estabelecimento familiar rural não arcará com o custo da contratação desse profissional.

Fiscalização

A fiscalização será, prioritariamente, orientadora. Será feita a dupla visita para correções. Mas a autuação será imediata com lavratura do auto de infração, nas hipóteses de reincidência ou infração por alteração proposital, adulteração, falsificação, fraude, embaraço ou impedimento à fiscalização.

O Decreto também estabeleceu um valor máximo para aplicação de multa de R$ 6 mil, no caso de infrações, que pode ser multiplicado pela quantidade de Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAPs) ou documentos correlatos inscritos nos casos de consórcio, associação, agrupamento ou cooperativa de produtores.

Informações

As informações sobre registro de estabelecimento e de produtos estão disponíveis no site do Mapa.

Outras informações podem ser obtidas nos serviços de inspeção vegetal das Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA) no seu Estado.

Fonte: MAPA

SUCOS E POLPAS DE FRUTAS ARTESANAIS GANHAM REGULAMENTO ESPECÍFICO

Para não fugir do caráter artesanal, o Governo fixou a produção máxima anual em 80 mil quilos para polpas de frutas e em 80 mil litros para o suco de fruta. Conforme diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério, Glauco Bertoldo, a responsabilidade técnica pelo estabelecimento poderá ser exercida por técnico habilitado do órgão de extensão rural credenciado na Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). (Foto: Reprodução da Internet)


ANATER.ORG


A produção de polpa e suco de frutas artesanais em estabelecimento familiar rural agora tem regulamento específico. Estes são os primeiros produtos da área de vinhos e bebidas regulamentados na condição de artesanais, que considera os costumes, hábitos e conhecimentos tradicionais, para valo...

Curso de informática auxilia jovens rurais na gestão da pequena propriedade

Curso de informática auxilia jovens rurais na gestão da pequena propriedade

O objetivo é promover a qualificação dos jovens para que eles usem o conhecimento na vida profissional e em atividades do dia a dia.Rosana Persona | Empaer | MT


Mais de 130 jovens estão inscritos no curso que terá duração de 30 dias. 

Foto por: Extensionista | Empaer



Começou nesta terça-feira (01.10) o curso de capacitação em noções de informática para jovens rurais do município de Acorizal (62 km ao Norte de Cuiabá). O técnico em agropecuária da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e monitor do curso, Carlos Henrique Reis, explica que a capacitação vai ensinar os filhos de produtores a operar o computador como ferramenta para auxiliar a administração da propriedade rural. Mais de 130 jovens estão inscritos no curso que terá duração de 30 dias.

A capacitação é realizada no laboratório da Escola Estadual Pio Machado para jovens de 12 a 30 anos, que estão sendo inseridos pela primeira vez no mundo eletrônico. Conforme Carlos, o objetivo é promover a qualificação desses jovens para que eles usem o conhecimento na vida profissional e em atividades do dia a dia. O curso com duração de 40 horas vai ensinar a ligar a máquina e utilizar o sistema operacional. Os participantes são das comunidades rurais Guanandi, Aleixo, Vale da Serra e Carumbé.

De acordo com Reis, a procura pelos interessados na capacitação foi grande, sendo que no primeiro momento foram inscritas 100 pessoas, e para dar conta de todos, uma turma extra foi aberta. “O que tenho percebido no campo e nas propriedades rurais é a inexistência de controle de custos e ganhos de alguns produtores, a inabilidade no uso da tecnologia pelos moradores rurais e o desejo de aprender a usar um computador. Espero que a capacitação promova a inclusão desses jovens na era digital”, comenta.


Capacitação para jovens rurais de 12 a 30 anos.

No final do curso os jovens estarão operando o programa LibreOffice, fazendo planilha eletrônica e inserindo dados sobre as atividades da propriedade. Segundo o técnico, a realidade no campo ainda é o uso da caderneta manual, onde os agricultores e suas famílias anotam desde a compra e venda até a produção, a produtividade, as perdas, o lucro e outros. Com a finalização do curso, a expectativa é de que os participantes estarão utilizando ferramentas da computação para armazenar toda parte contábil da atividade executada na área rural.

As aulas serão ministradas duas vezes por semana, na segunda e na terça-feira, nos períodos matutino e vespertino. O curso é promovido pela Empaer em parceria com a Escola Estadual Pio Machado. A equipe de Tecnologia da Informação da Empaer conferiu todos os computadores e organizou os sistemas para atender o público.

Governo vai editar MP para regularizar terras por autodeclaração, diz Nabhan Garcia



Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O governo deve editar nos próximos dias uma medida provisória para facilitar a regularização fundiária no país, com a determinação de que a definição de propriedade seja feita através da autodeclaração, disse nesta terça-feira o secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia.

Ao ser questionado se a saída do atual presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), general João Carlos Jesus Corrêa, iria facilitar o andamento da MP, Nabhan confirmou.

"Evidente que sim, porque tem o respaldo do Congresso Nacional. Eu recebo todos os dias cobranças do Parlamento", afirmou o secretário.

A MP planejada pelo secretário prevê que os proprietários, ocupantes, assentados possam apenas declarar a posse e apresentar um georreferenciamento da suposta propriedade e receber o título. Caberá ao governo fiscalizar as informações dadas pelo proprietário.

"Vamos fazer por autodeclaração. Olha, nós cidadãos aqui, todos, como é que a gente faz o Imposto de Renda? É uma coisa seriíssima. É autodeclarável. Como a gente faz o imposto territorial rural? É autodeclarável. Então, para que criar dificuldade se nós temos condições de, hoje, com a tecnologia que existe por georreferenciamento, fazer autodeclarável?”, defendeu.

O governo calcula em 800 mil as propriedades rurais sem título definitivo no país. A meta do secretário --anunciada como promessa do governo no início do ano-- é de regularizar 750 mil ainda este ano, se a MP for aprovada. No entanto, o texto ainda não chegou à Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ), onde precisa passar antes de ser assinada pelo presidente.

"O Brasil não pode conviver com essa história de acampado, assentado, posseiro, ocupante. O governo tem uma obrigação. É uma promessa, aliás, do governo de promover a regularização fundiária", afirmou.

Um dos principais embates entre Nabhan e o presidente da Incra que levou à queda de toda a diretoria do órgão foi justamente a regularização fundiária. De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, o secretário e o presidente divergiam sobre os processos de distribuição de títulos, especialmente na região Amazônica.

Desde que assumiu, o general passou a fazer uma devassa na questão das distribuições de títulos e de assentamentos e o ritmo baixou a quase zero.

"Eu simplesmente passei algumas informações ao presidente (Bolsonaro) porque estou sendo cobrando constantemente. Em todas as audiências públicas que efetivamos eu venho sendo muito cobrado na questão da entrega de títulos. Lamentavelmente a regularização fundiária deu uma travada e são informações que eu preciso passar ao presidente", disse Nabhan.

"A regularização parou, travou, e eu fico recebendo as reclamações. Mas eu não estou aqui para pedir a cabeça de ninguém, isso é uma decisão da ministra Tereza Cristina e do presidente."


O governo até agora não anunciou oficialmente a demissão de Côrrea e dos diretores ligados ao general, acertada na tarde de segunda em uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, Nabhan e a ministra da Agricultura. Nesta terça, ao ser perguntada sobre as mudanças no Incra, a ministra respondeu: "Que mudanças?"

No entanto, de acordo com uma fonte ouvida pela Reuters, Tereza recebeu Corrêa cedo na manhã desta terça para informá-lo da demissão, mas não quis ainda que a demissão seja anunciada. Por enquanto não circulam nomes de possíveis substitutos. Mesmo sem confirmar oficialmente a mudança, Nabhan afirmou que o novo nome será "100% técnico".

"O perfil tem que ser 100% técnico, o Incra é uma autarquia que tem de funcionar de forma técnica", afirmou.

AGRICULTURA FAMILIAR - PNUD lança edital para contratação de oficinas do SEIAF

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicou na última semana, o edital para contratação de pessoa jurídica, que realizará as cinco oficinas pilotos do Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar (SEIAF). 

O Sistema é uma iniciativa inovadora do Governo do Estado de Mato Grosso, desenvolvida pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), sob a coordenação da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). 

O projeto de construção do SEIAF conta com o apoio financeiro da Parceria para Ação pela Economia Verde (PAGE), sendo o sistema um dos instrumentos para a implementação da Política e do Plano Estadual da Agricultura Familiar. 

O SEIAF pretende gerir e integrar as iniciativas voltadas para a consolidação do segmento formado pelos Agricultores Familiares, Povos e Comunidades Tradicionais. 

Confira o edital pode ser acessado pelo link https://vendor.un.org.br/processes