9 de junho de 2018
MPF quer que hotéis e empresas no AM não permitam contato direto entre turistas e animais silvestres.
Órgão pediu ainda regularização de cativeiros de animais silvestres.
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Turismo com animais é comum durante passeios para reservas e parques ecológicos no Amazonas (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou às empresas de turismo e hotelarias do Amazonas que não permitam que turistas tenham contato direto com os animais, especialmente mediante pagamento. O órgão pediu ainda que as empresas regularizem no prazo de 30 dias, junto aos órgãos ambientais competentes, seus cativeiros de animais silvestres.
De acordo com a recomendação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Batalhão de Policiamento Ambiental devem elaborar planejamento de fiscalizações periódicas nos estabelecimentos que exploram animais silvestres, além de apresentar propostas ou projetos de medidas compensatórias que possam promover orientação e educação ambiental para os turistas.
A apuração do MPF identificou que há registros fotográficos de turistas manipulando animais silvestres no Parque Ecológico Janauari, localizado no rio Negro. Recentemente, o órgão notificou seis empresas de ecoturismo que foram autuadas por órgãos ambientais no Amazonas por explorar animais silvestres sem autorização legal.
A utilização de animais silvestres em atividades turísticas pode configurar o crime previsto no artigo 29 da Lei nº 9.605/98. Para o MPF, apesar de algumas fiscalizações já realizadas pelos órgãos ambientais, a questão deve ser tratada por meio de ações multi-institucionais.
O turismo na região, segundo o órgão, deve valorizar a fauna, com observação de aves, turismo científico, programas de conservação e áreas de soltura conservacionista, sendo sempre uma atividade respeitosa com os animais.
Fórum
Cidadãos, representantes de órgãos do poder público, do setor privado e de entidades do terceiro setor poderão solicitar inscrição para o Fórum Amazonense da Fauna Silvestre e Ecoturismo, instituído pelo MPF no Amazonas para debater propostas de atuação em relação à prática de exploração de animais silvestres em atividades turísticas no Estado do Amazonas.
A primeira reunião do Fórum será realizada no próximo dia 19 de junho, às 9h30, na sala de reuniões do prédio anexo do MPF no Amazonas (av. Ephigênio Sales, 1570 - Aleixo).
Os interessados em participar do fórum devem realizar inscrição pelo e-mail pram-oficio2@mpf.mp.br, remetendo o currículo do solicitante, no período de dez dias, conforme edital de convocação. O Fórum será composto de forma paritária, sendo quatro vagas para o segmento de instituições ligadas à fauna silvestre e quatro vagas para o segmento de ecoturismo, sendo um membro titular e um membro suplente para cada vaga.
Fonte : amazonas/noticia/mpf-quer-que-hoteis-e-empresas-no-am-nao-permitam-contato-direto-entre-turistas-e-animais-silvestres.ghtml
Desenvolvimento econômico aliado ao bem natural
Teté Bezerra
Teté Bezerra
O turismo brasileiro precisa voltar seu olhar, de forma objetiva, para um de seus principais ativos de competitividade turística - a natureza. O mundo já reconhece esse potencial. Somos o mais rico em ecossistemas o que, segundo o Fórum Econômico Mundial, nos coloca no topo de uma lista de 140 países como o com maior potencial para desenvolver a atividade turística.
Como presidente da Embratur, uma de minhas missões será aumentar a visibilidade e a percepção desta realidade no exterior e que a disseminação destes atributos se converta em desenvolvimento econômico e social para o Brasil.
O segmento Turismo de Natureza representou 16,6% das viagens a Lazer para o país. Outro trunfo são os parques nacionais. Houve crescimento de 11,5% no número de turistas nas unidades de conservação em 2017. Este ano, são esperados o número recorde de 8,6 milhões de turistas nas áreas protegidas.
Neste cenário, o horizonte de possiblidades para o Mato Grosso e toda a região do Pantanal está a perder de vista. Por que não aproveitar todo o potencial do bioma para desenvolver esse nicho da atividade? O turismo, gerido de forma sustentável, pode literalmente mudar a situação econômica de uma região.
Os recursos do setor oriundos do exterior transitam pelos diversos setores da economia e o Impacto positivo que atividade gera para a comunidade local é intenso. Tanto com a entrada de divisas, passando pela abertura de novos postos de trabalho, até o incentivo ao empreendedorismo. Esse ciclo virtuoso pode mudar a realidade de uma comunidade. O exemplo de Bonito, no nosso estado vizinho, atesta esse raciocínio.
Para tudo isso sair do campo das ideias e ser algo tangível, com viés econômico, é preciso estimular e facilitar a vinda destes turistas internacionais. Por isso, os esforços recentes da Embratur na emissão de visto eletrônico para mercados prioritários deve ser ampliado. A iniciativa já aumentou em 44% os pedidos pelo documento nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Japão no último mês de abril, em comparação com o ano passado.
Desenvolver um segmento não quer dizer fechar a porta para os demais. O Turismo de Eventos, por exemplo, pode servir de ponte para o Turismo de Natureza, especialmente no combate à sazonalidade. Exemplo recente aconteceu durante a Copa do Mundo, quando os torcedores estrangeiros que assistiram os jogos em Cuiabá foram responsáveis pelo aumento de 90% na venda de pacotes para o Pantanal.
Por que não criar atrativos e diminuir barreiras para incrementar o segmento de turismo de negócios e intensificar esse fluxo o ano inteiro? Em Cuiabá, por exemplo, um participante de um congresso pode chegar em menos de duas horas em destinos como Poconé, Cáceres, Barão de Melgaço e Santo Antonio de Leverger e ter contato com a fauna, observar aves raras e, quem sabe, se deparar com jacarés ou até mesmo uma onça no trajeto da Rodovia Transpantaneira.
No meu primeiro dia após a posse na Embratur, iniciamos as tratativas para a realização da FIT Pantanal, importante evento do calendário do Mato Grosso, durante a Abav Expo 2018, no mês de setembro. Além da divulgação do estado para imprensa internacional e operadores de turismo, está previsto um painel sobre o turismo no Pantanal, com a presença de ministros do turismo do Paraguai, Bolívia, além de representantes do governo do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, países e estados que englobam o bioma.
O momento para jogar luz sob o tema do turismo no Pantanal será mais que oportuno devido à tramitação em fase final no Congresso Nacional da Lei do Pantanal, que cria mecanismos de proteção ao meio ambiente. O ordenamento é um avanço para a preservação já que a legislação deve ser a mesma para todos envolvidos.
Como vimos, há muito trabalho pela frente. Precisamos unir esforços de todas as estâncias do Poder Público para formular uma política de Estado permanente para o turismo. O Mato Grosso tem potencial suficiente para se tornar referência no setor e exemplo de gestão para os demais estados e para o Brasil.
Teté Bezerra, presidente da Embratur
8 de junho de 2018
Secretaria Adjunta de Turismo Realiza Workshop de Turismo em Cuiabá
A Diretora Técnica da Paraná Turismo - Deise Bezerra, fez uma pequena abordagem sobre a Gestão Integrada do Turismo no Estado do Paraná
A Diretora Técnica da Paraná Turismo - Deise Bezerra / Diretora da IGR Turismo ADETUR Cataratas - Fernanda Fedrigo, fez uma explanação sobre a experiência na Gestão Integrada as Instância de Governança Regional de Cataratas do Iguaçú no Paraná.
Vitória da Riva, proprietária da RPPN – Cristalino e do Hotel de Selva Cristalino Lodge, falou sobre a sua experiência no seu empreendimento que é especializado em observação de pássaros, macacos e borboletas,
A palestra principal foi proferida pelo representante da Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), Luiz Del Vigna, que fez uma abordagem do Turismo Aventura no Mundo, no Brasil e trouxe uma boa discussão para a realidade de Mato Grosso, após ter realizado 03 outros eventos desta natureza em Chapada, Nobres e Jaciara.
Luiz alertou sobre as novas normativas que estão sendo implantadas para o Desenvolvimento de Novos Produtos Turísticos, chamou atenção dos órgãos competentes para exigência de certificação de regularidade para funcionamento, como alvarás, avaliação técnica de engenheiros credenciados pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura.
Sua fala foi muito contemplativa nos aspectos de higiene, segurança, meio ambiente, capacidade de carga e precificação.
Pensando em toda a problemática que o turismo aventura enfrenta é que um Workshop foi realizado para discutir com os representantes do setor normas e técnicas que melhorem as condições de atendimento, confiram segurança aos visitantes e respalde a atividade que fomenta a economia no país, como outros setores.
No final o Secretátio Jaime Okamura convidou a coordenadora de marketing da SEADTUR Simone Lara que fez uma abordagem sobre a importância dos eventos catalizadores de turismo para o estado e chamou o empresário Gabriel Maluf para apresentar o seu Case da Companhia de Aventura e do Malai Manso Adventure à ser realizado no mês de julho e o empresário Marcos do Ultramacho para que pudesse também falar de suas experiências exitosas com o evento.