22 de março de 2013

44° Assembleia da Asbraer reelege presidente



Foi eleito também para o cargo de vice presidente da Asbraer José Ricardo Ramos Roseno, presidente da Emater - MG
O presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Júlio Zoé de Brito, foi reeleito, por aclamação, nesta tarde de quinta-feira (21), presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). A eleição ocorreu durante a 44ª Assembleia Geral Ordinária da associação, que acontece, até amanhã, no Cabo de Santo Agostinho, em Recife e conta com representantes de 20 estados brasileiros, além dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e demais autoridades. Foi eleito também para o cargo de vice presidente da Asbraer José Ricardo Ramos Roseno, presidente da Emater - MG.

Fonte: Ascom Asbraer e IPA

20 de março de 2013

JARDINS E O PAISAGISMO NO TURISMO RURAL NA AGRICULTURA FAMILIAR



 Foto do Ednei Bueno do Nascimento 


1- INTRODUÇAO 

Os agricultores familiares de uma forma individual ou coletiva, têm trabalhado com as atividades de Turismo rural em quase todas as regiões brasileiras. No inicio de 2003, através das oficinas com técnicos e lideranças que já estavam atuando na área, embasados na proposta conceitual, a partir da inserção com as atividades do turismo, passou a ser um item financiável pelo Plano Safra de 2003/2004. 

Assim, desde 2003, entendemos o Turismo Rural na Agricultura Familiar como sendo o conjunto das atividades turísticas que ocorrem na unidade de produção dos agricultores familiares, que mantêm as atividades econômicas típicas da agricultura familiar, dispostos a valorizar, respeitar e compartilhar seu modo de vida, o patrimônio cultural e natural, ofertando produtos e serviços de qualidade e proporcionando bem estar aos envolvidos. Este passou a ser o conceito da atividade do turismo pelo TRAF, que serve de diretriz importante para todos os trabalhos da ATER Publica que trabalham com os recursos do MDA/SAF. 

Esta atividade deve ser tratada como um instrumento capaz de contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento do turismo, cuja viabilidade está condicionada à sua inserção em um contexto que reforce e privilegie os valores éticos, econômicos e culturais dos agricultores familiares. 

Complementarmente ao conceito adotou-se como Princípios do Turismo Rural na Agricultura Familiar um conjunto de características capazes de traçar as especificidades desse segmento do turismo rural comprometido com a consolidação da agricultura familiar tais como: 

  • Ser um turismo ambientalmente correto e socialmente justo; 
  • Oferece produtos locais; 
  • Valoriza e resgata o artesanato regional, a cultura da família do campo e os eventos típicos do meio rural; 
  • Incentiva a diversificação da produção e propiciar a comercialização direta pelo agricultor; 
  • Contribui para a revitalização do território rural e para o resgate e manutenção da auto-estima dos agricultores familiares; 
  • Complementa as demais atividades da unidade de produção familiar; 
  • Proporciona a convivência entre os visitantes e a família rural; 
  • Estimula o desenvolvimento da agroecologia; 
  • Desenvolve-se de forma associativa e organizada no território. 

No contexto das transformações que ocorrem no espaço rural para tornar-se um receptivo turístico, está o embelezamento da propriedade rural, através de ajardinamento e de paisagismo dos entornos. 

Este trabalho quer contribuir para a análise de uma proposta de difusão de tecnologias para trabalhar com paisagismo e com a jardinagem das unidades produtivas dos agricultores familiares. Esta análise vai apóia-se nos fundamentos conceituais das atividades do Turismo Rural na Agricultura Familiar, TRAF e, principalmente nos conceitos já consolidados por uma cultura local. 

Entendemos que o paisagismo e a jardinagem são elementos importantes na formatação de um produto turístico, por outro lado, devemos reconhecer o patrimônio cultural dos agricultores familiares como uma diretriz básica na formatação destes novos produtos de turismo rural. 


2- DESCRIÇAO 

O meio rural é entendido no contexto da pluriatividade, com múltiplas funções, onde se destacam os aspectos econômicos, centrados na produção, que são fundamentais na geração de trabalho e renda no meio rural. Estas atividades econômicas são de diversas naturezas tecnológicas e se destinam para a produção de alimentos in natura, ou transformados, ou ainda na produção de matérias primas para as indústrias de transformação. Com a conservação e preservação do patrimônio natural, considerando-se os aspectos ambientais, existem regiões com vocações preservacionistas. Nos aspectos sociais, enfatiza-se as questões relacionadas com as relações humanas. São atividades sociais desenvolvidas para a manutenção e melhoria da qualidade de vida das famílias dos agricultores.. 

Entendemos como paisagismo um conjunto de elementos naturais que estão inseridos no espaço da unidade familiar de produção, que compõem uma harmonia entre o ambiente natural, o ambiente construído e o ambiente humano, relacionado com as atividades que são ali desenvolvidas 

As ações de paisagismo abrangem um conjunto de conceitos relacionados à preservação ou modificação da arquitetura local, à preservação do meio ambiente natural e construído e do patrimônio histórico, ao planejamento de sistemas de lazer e recreação e sinteticamente ao planejamento do espaço geográfico do entorno. 

Já a Jardinagem é vista como uma arte de criar e fazer a manutenção de plantas, dentro de conceitos de ordem cultural ou simplesmente estéticos. Também pode ser definida como uma atividade que tem como objetivo o embelezamento de determinados locais, próximos às residências, nos arredores públicos ou privados. O adepto da jardinagem, profissional ou não, trabalha no preparo desta área próxima a sua residência para o embelezamento, mas também como uma área de integração de um conjunto de valores e de crenças. 

No entorno da residência dos agricultores familiares, onde se localiza o espaço geográfico destinado à melhoria das condições ambientais da sua residência, um espaço de produção de bens ( ) e também um espaço de embelezamento da unidade rural, este é um Jardim da Agricultura Familiar. 

Entendemos os jardins nas casas rurais como espaços geográficos, ao ar-livre, construídos e projetados pelas famílias dos agricultores, com uma preponderância do trabalho das mulheres, normalmente inseridos em uma micro-paisagem de contexto próprio e marcadamente de características culturais. As plantas são distribuídas e cultivadas com uma lógica própria, para diversas finalidades e que produzem uma harmonia particular e específica para cada região, etnia, costumes, tradições, crenças, etc... 

Os jardins que estão localizados nos arredores das residências dos agricultores familiares possuem algumas características, entre as quais: 

1- Policultivo 

É uma característica do uso do espaço geográfico com uma vegetação constituída com múltiplas espécies vegetais ao mesmo tempo. São cultivados varias espécies de porte arbustivos e arbóreos. De hábitos rasteiras e trepadeiras e com diversas finalidades. 

2- Permacultura 

Entendido como um sistema de cultivo integrado com o meio ambiente, onde interagem os sistemas vegetais e de produção de animais. A permacultura envolve plantas semipermanentes e permanentes e atividade produtiva dos animais. São considerados os aspectos paisagísticos e energéticos na elaboração e na manutenção de Policultivo, o que a diferencia das demais atividades produtivas. 

3- Plantas aromáticas 

Cultivo de espécies vegetais que produzem essências aromáticas, utilizadas como temperos ou para produção de perfumes. Normalmente, estas essências são utilizadas como matérias-primas do preparo de óleos essências, retirados das folhas, flores, frutos, cascas, raízes, seiva e outras partes. 

4- Plantas atrativas 

São plantas cultivadas nas linhas de culturas principais e que praticamente não concorrem com ela e têm a função ou propriedade de atrair, alimentar ou hospedar pragas ou doenças que atacam as culturas principais. 

5- Plantas benéficas 

São plantas cuja presença trazem benefícios para a cultura já existente ou futuras culturas, por não interferirem no cultivo e serem hospedeiras de pragas que atacam a lavoura principal. Servem de abrigo e reprodução dos insetos que se alimentam das pragas. 

6- Plantas carnívoras 

São plantas que se alimentam de pequenos insetos. 

7- Plantas condimentares 

São espécies vegetais que servem de tempero ou condimento, na forma seca ou natural, para o preparo e a conservação de alimentos. Normalmente, estes temperos e condimentos são retirados das folhas, flores, frutos, cascas, raízes, seiva e outras partes. 

8- Plantas medicinais 

São espécies vegetais que produzem algum princípio ativo utilizado como medicamento para tratamento de doenças, fornecendo material indispensável para tratamentos fitoterápicos através de folhas, flores, frutos, cascas, raízes, seiva e outros, dos quais são preparados chás, xaropes, tinturas e outras formas de medicamentos ou cosméticos. 

9- Plantas ornamentais 

São espécies vegetais que produzem flores e folhagens, normalmente utilizadas para decoração e tratamento paisagístico. 

10- Compostagem 

Atividade de elaboração de composto que consiste na fermentação de uma mistura de restos orgânicos vegetais e animais e minerais, com finalidade de se obter um produto homogêneo, rico em húmus e microorganismos e quando incorporada ao solo melhora sua estrutura e fertilização. 

11- Controle biológico 

É a utilização de inimigos naturais para reduzir, eliminar ou controlar a população de um organismo considerado prejudicial à cultura principal podendo ser feito com a introdução direta deste organismo ou pela aplicação de produtos feitos com bactérias, fungos e vírus. 

12- Plantas da Cultura Popular. 

São plantas que tem no jardim a função de proteção da propriedade e das pessoas que ali habitam. Nestes espaços são cultivadas plantas que a cultura popular trata como sendo de valor espiritual. Neste caso, podemos destacar. 

a) Arruda: é uma das ervas mais poderosas para combater inveja e olho-gordo. A arruda já era conhecida e usada na antiga Grécia e Roma. Foi popularizada no Brasil pelas escravas na época na colonização. Quando colocada num ambiente, além de proteger, emite vibrações de prosperidade e entusiasmo. Podemos ter sempre um galho de arruda junto ao corpo para afastar as energias negativas. 

b) Guiné: em um ambiente tem o poder de criar um "campo de força" de proteção, bloqueando as energias negativas e emitindo vibrações otimistas. Atrai sorte e felicidade. Cria uma energia de bem-estar nos ambientes. 

c) Alecrim: é uma erva que tonifica as pessoas e os ambientes. É considerada também um poderoso estimulante natural, favorecendo as atividades mentais, estudos e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo e vitalidade das pessoas. Agindo em conjunto com arruda, "segura" as energias de inveja, mau-olhado e fofocas. 

d) Comigo-ninguém-pode: o nome da erva já diz tudo. Afasta e quebra todas as energias negativas dos ambientes. Em uso conjunto com espada de São Jorge quebra feitiço, magia e mau-olhado. Além deste super poder, é uma planta muito bonita para qualquer ambiente. 

e) Espada de São Jorge: por causa de suas folhas pontudas é facilmente associada ao poder de cortar as energias negativas, a inveja, olho-gordo, magia, etc. Alguns dizem que espanta os maus espíritos. Ao cortar as energias negativas, a erva atrai coragem e prosperidade. 

f) Manjericão: Além do delicioso sabor que passa como tempero da cozinha italiana, o manjericão, quando exposto num ambiente, tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos. Ao acalmar as tensões, afastamos os pensamentos negativos e nuvens negras. 

g) Pimenteira: esta planta combate as energias pesadas e ariscas. É uma planta de vibração estimulante, afrodisíaca, tonificante e atrai boas energias para o amor. 

13. A Topiaria vem do latim topiarius e significa "a arte de adornar os jardins". A topiaria é uma técnica avançada de jardinagem que tem por objetivo dar formas esculturais às plantas, de acordo o desejo do jardineiro. É uma arte antiga, sua origem remonta a 500 A.C. onde foi explorada nos jardins suspensos da Babilônia, como os primeiros jardins intensamente trabalhados pelo homem. Esta técnica esta presente em um determinado grupo de Agricultores Familiares. 

14. Elementos estruturais de paisagismo São pequenos equipamentos que permitem a distribuição e a criação de estruturas de apoios a diversas plantas. Nos jardins são utilizados elementos naturais como pedras, seixos, material residual da produção que são utilizados com estes fins etc. 

15. Alelopatia É uma característica de determinadas plantas de exercerem efeitos sobre outras plantas. Este efeito pode sinérgico ou efeito de competição e de conflitos. 

3- CONCLUSAO 

Ao se propor a trabalhar com a melhoria dos arredores das casas dos agricultores familiares, com jardins e paisagismo, podemos entender que este universo está fortemente influenciada pelo patrimônio e memória cultural dos agricultores familiares. Assim, a lógica da manutenção destes espaços não é simplesmente um espaço de beleza e de contemplação estética, mas uma área que reflete uma cultura popular, ancestral e é compatível com o volume de trabalho ali despendido. 

A alteração desta cultura de jardins populares para atender a uma demanda de um mercado, muitas vezes implantando jardins de modelo urbano, com plantas exóticas ao meio rural, com uma cultura bastante influenciada por valores academicistas, pode comprometer e impactar valores e tradições na ordem da cosmologia e do modus vivendi das pessoas que ali moram, tornando este jardim em uma replica de jardins urbanos e sem o apelo da agricultura familiar, criando uma estética falsa aos valores locais, mas apenas bonito aos olhos de quem vê. Os jardins e a organização da paisagem rural tem um sentido, que é o sentido da ocupação e do trabalho dos agricultores familiares, impregnado de sua visão de beleza e estética, muito diferente da estética e do sentido do belo para o visitante. 

Precisamos educar os visitantes que um jardim de uma unidade de agricultura familiar pode ser utilizado como um instrumento de educação ambiental e também de aprendizado da cultura popular . 
O jardim da agricultura familiar é um atrativo turístico e pode se tornar um produto turístico desde que considerado pelas significações que apresenta, com o diagnostico de todas as plantas, estabelecido como um sistema de proteção, contemplação e de cura. A exploração de todas as potencialidades dos jardins da agricultura familiar é realizada com o entendimento dos técnicos sobre estes valores que se manifestam neste espaço e que devem ser conservados, pois fazem parte do patrimônio cultural de nossos agricultores familiares. 

 
Artigo elaborado pelo colaborador 
Ednei Bueno do Nacimento 
Egº Agrº EMATER - PR



Realização do evento Redirecionamento - Sustentabilidade, Gestão e Turismo - Silva Jardim - RJ

Ana Beatriz - Diretora da Anda Brasil Nacional

A ANDA BRASIL promoveu uma capacitação em Gestão e Turismo com o tema Sustentabilidade – Redirecionamento, no dia 20 de março (quarta-feira), em Silva Jardim. O objetivo foi de fomentar políticas públicas para promover Caminhadas na Natureza como uma alternativa de lazer e atividade física em ambientes rurais com grande diversidade paisagística e de elementos culturais, proporcionando aos caminhantes, além dos benefícios auferidos pelo exercício físico, a interação com comunidades locais, considerando que em muitos municípios inexistem equipamentos adequados para a prática, como parques e pistas urbanas. 

Airton Violento Presidente da ANDA Brasil Nacional

O evento contou com as participações especiais de Ednei Bueno do Nascimento (Paraná) e Geraldo Lúcio (Mato Grosso), da Rede de Turismo Rural na Agricultura Familiar (Traf).

 Anderson Pin que falou sobre o ECOBOOK – Sistema de Gestão em Turismo



 Represenranrtes , da UNISOL Brasil, que tem dentre suas estratégias a valorização e ampliação da economia solidária, cooperativa e autogestionária através do diálogo com o turismo rural sustentável.
 


Para Geraldo Lúcio
Turismo Rural na Agricultura Familiar em Mato Grosso, que vem ocorrendo em todas as regiões, principalmente no Pantanal, tem sido um produto de iniciativa dos agricultores familiares, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo, da Empresa de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer) e entidades da sociedade civil, em organizações comunitárias, formais e informais. 

“Este segmento tem gerando novas formas de trabalhos e negócios, a diversificação das atividades nas unidades produtivas que se apresentam com seus cenários naturais. O conjunto de atividades desenvolvidas constituem o segmento, proporciona ao turista a interação com o meio, com destaque para a oferta de diversas atividades, como as Caminhadas na Natureza, as variadas formas de lazer, as demonstrações tecnológicas, comercialização de artesanato e de produtos agropecuários, além de serviços turísticos de hospedagem e alimentação, diferenciados, disponíveis isoladamente ou em conjunto”, explica Geraldo. 


Ednei  Bueno do Nascimento
Engenheiro agrônomo da Emater do Paraná, e coordenador da Rede Traf,   fez uma palestra onde abordou o conceito de sustentabilidade em varias áreas: ambiental, na agricultura, Turismo, entre outras, com o objetivo de inserir a prática do conceito de sustentabilidade no cotidiano e provocar a criação de Circuitos de Caminhadas na Natureza, contribuindo para a construção deste conceito. 

A Unisol Brasil, que atua no segmento de economia solidária, busca agregar valor nas iniciativas de pequenos agricultores familiares, empreendimentos de artesanato, de confecção, de cultura e de suporte direto ao próprio turismo (como guias, pousadas, bugueiros, barqueiros, dentre outros), para a geração de renda de milhares de trabalhadores e trabalhadoras associados a esses empreendimentos filiados à Unisol Brasil. 

“Para atingir tal meta contamos com uma rede parceira estratégica, a Rede de Turismo Rural na Agricultura Familiar (RedeTraf), além da participação direta de uma iniciativa importante como a ANDA BRASIL, que representa diversos desses empreendimentos que buscam gerar renda através de ações de turismo com os princípios da sustentabilidade e dialogando transversalmente pelos demais setores da economia” 

Eliza representante da COSPE - entidade italiana de apoio às iniciativas Solidárias

A capacitação aconteceu na sede da ANDA BRASIL, credenciada pelo IVV - International Federation of Popular Sports – para promover Caminhadas na Natureza, localizada na Fazenda Santo Antônio dos Cordeiros, em Silva Jardim. 

Mais informações pelo e-mail ana@andabrasil.com.brou pelos telefones (22)2668-8178 / (21) 9640-6059.

Gestores municipais de Silva Jardim - RJ

















































Cuiabá é ponto de partida da 3ª Expedição Interoceânica




A largada da Expedição 2013 acontece em Cuiabá dia 26 de junho
ANA KARLA COSTA - ASSESSORIA SEDTUR
Cuiabá/MT


Percorrer a interligação terrestre entre os oceanos Atlântico e Pacífico através do Brasil e Peru. Esta é a 3ª Expedição Interoceânica, que será lançada na nesta sexta-feira (22.03) às 14h30 no Sesc Arsenal, com a apresentação do roteiro e participação dos secretários de Turismo de Mato Grosso, Acre e Rondônia. 

De acordo com a secretária de Estado de Turismo Teté Bezerra, a expedição visa promover a integração política, cultural, econômica e especialmente a turística entre os países. “Esse é um produto sul-americano que promove o desenvolvimento do turismo na região amazônica brasileira, articulando ações de estruturação, qualificação, governança e, especialmente, ações de mercado de promoção do Brasil e de Mato Grosso nos países vizinhos. A Rota Internacional percorrida na expedição (Pantanal, Amazônia, Andes e Pacífico) já vem contribuindo efetivamente para o aumento do interesse dos países vizinhos com Mato Grosso, Acre e Rondônia”, disse Teté Bezerra. 

A secretária de Turismo e Lazer do Acre, Ilmara Rodrigues, destaca a importância do apoio da Embratur na consolidação de novo produto turístico. “Durante a 2º Expedição Interoceânica, a Embratur teve um papel importante na divulgação. As duas primeiras edições do evento foi um sucesso e teve uma grande repercussão”. Realizada em 2012, a 2º Expedição Interoceânica, teve a participação de 54 viajantes, distribuídos em 30 motos e seis carros. 

A largada da Expedição 2013 acontece em Cuiabá dia 26 de junho. Serão percorridas as BRs 364 e 317 no Brasil, ingressando no Peru via Acre. A expedição vai cruzar o Equador, com visita à Guayaquil e Quito, e Colômbia, passa por à Cali e Bogotá. Depois segue pela Venezuela e sua capital Caracas, passando por Ciudad Guayana e Santa Helena de Uairén. Regressando ao Brasil, pelo extremo norte, em Roraima, pernoitando em Boa Vista/RR, e seguindo via BR 174 pelo Amazonas até sua capital Manaus. As chegadas oficiais acontecerão em Porto Velho/RO no dia 24 de julho e no dia seguinte (25), em Rio Branco/AC. 

Informações de como participar da 3º Expedição Interoceânica serão apresentadas durante lançamento do evento nesta sexta-feira (22.03). Outras informações entre em contato pelo telefone: (65) 3613-9323.

19 de março de 2013

Sustentabilidade é tema de Capacitação em Gestão e Turismo, em Silva Jardim





A ANDA BRASIL promoverá uma capacitação em Gestão e Turismo com o tema Sustentabilidade – Redirecionamento, no dia 20 de março (quarta-feira), em Silva Jardim. O objetivo é fomentar políticas públicas para promover Caminhadas na Natureza como uma alternativa de lazer e atividade física em ambientes rurais com grande diversidade paisagística e de elementos culturais, proporcionando aos caminhantes, além dos benefícios auferidos pelo exercício físico, a interação com comunidades locais, considerando que em muitos municípios inexistem equipamentos adequados para a prática, como parques e pistas urbanas.

O evento contará com as participações especiais de Ednei Bueno do Nascimento (Paraná) e Geraldo Lúcio (Mato Grosso), da Rede de Turismo Rural na Agricultura Familiar (Traf); e Marcelo Rodrigues, da UNISOL Brasil, que tem dentre suas estratégias a valorização e ampliação da economia solidária, cooperativa e autogestionária através do diálogo com o turismo rural sustentável.

Para Geraldo Lúcio, o Turismo Rural na Agricultura Familiar em Mato Grosso, que vem ocorrendo em todas as regiões, principalmente no Pantanal, tem sido um produto de iniciativa dos agricultores familiares, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo, da Empresa de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer) e entidades da sociedade civil, em organizações comunitárias, formais e informais.

“Este segmento tem gerando novas formas de trabalhos e negócios, a diversificação das atividades nas unidades produtivas que se apresentam com seus cenários naturais. O conjunto de atividades desenvolvidas constituem o segmento, proporciona ao turista a interação com o meio, com destaque para a oferta de diversas atividades, como as Caminhadas na Natureza, as variadas formas de lazer, as demonstrações tecnológicas, comercialização de artesanato e de produtos agropecuários, além de serviços turísticos de hospedagem e alimentação, diferenciados, disponíveis isoladamente ou em conjunto”, explica Geraldo.

Ednei do Nascimento, engenheiro agrônomo da Emater do Paraná, e coordenador da Rede Traf, abordará o conceito de sustentabilidade em varias áreas: ambiental, na agricultura, Turismo, entre outras, com o objetivo de inserir a prática do conceito de sustentabilidade no cotidiano e provocar a criação de Circuitos de Caminhadas na Natureza, contribuindo para a construção deste conceito.

A Unisol Brasil, que atua no segmento de economia solidária, busca agregar valor nas iniciativas de pequenos agricultores familiares, empreendimentos de artesanato, de confecção, de cultura e de suporte direto ao próprio turismo (como guias, pousadas, bugueiros, barqueiros, dentre outros), para a geração de renda de milhares de trabalhadores e trabalhadoras associados a esses empreendimentos filiados à Unisol Brasil.

“Para atingir tal meta contamos com uma rede parceira estratégica, a Rede de Turismo Rural na Agricultura Familiar (RedeTraf), além da participação direta de uma iniciativa importante como a ANDA BRASIL, que representa diversos desses empreendimentos que buscam gerar renda através de ações de turismo com os princípios da sustentabilidade e dialogando transversalmente pelos demais setores da economia”, destaca Marcelo Rodrigues.

A capacitação acontecerá na sede da ANDA BRASIL, credenciada pelo IVV - International Federation of Popular Sports – para promover Caminhadas na Natureza, localizada na Fazenda Santo Antônio dos Cordeiros, em Silva Jardim. 

Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail ana@andabrasil.com.br ou pelos telefones (22)2668-8178 / (21) 9640-6059.



Moranga de 30 quilos é encontrada em São José das Missões


A moranga ficará exposta na I Feira Colonial que acontecerá dia 20 deste mês em São José das Missões
A equipe da Emater/RS-Ascar encontrou, na propriedade dos agricultores Sebastião e Iraci de Oliveira, uma moranga de 30 kg, na Linha Concórdia, em São José das Missões. O tamanho do fruto surpreendeu a família, entretanto, fatos como este já ocorreram no município outras vezes.

Segundo explicação da engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar, Joana Graciela Hanauer, para alcançar tamanhos recordes a moranga precisa ser bem formada e necessita de compostos orgânicos ou adubos suficientes para o crescimento. A proteção das folhas da planta é extremamente importante, pois é através delas que ela produzirá os fotoassimilados necessários ao crescimento. “A planta estava protegida de ventos fortes e com exposição solar moderada, pois se ficasse direto no sol sua película exterior endureceria, limitando o crescimento. A temperatura também foi elemento importante para o desenvolvimento, assim como o fornecimento de água”, esclareceu a agrônoma.

A moranga ficará exposta na I Feira Colonial que acontecerá dia 20 deste mês em São José das Missões.

Fonte: Ascom Emater-RS| Fone: (55) 3744-2835

Alunos de agronomia participam de aula prática no laboratório da Empaer



Estudantes do terceiro e quarto semestre do curso de agronomia, da Universidade de Cuiabá (Unic), participaram de uma aula prática e visite técnica no laboratório de solos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizado no município de Várzea Grande. Receberam instruções para coleta de solo com objetivo de detectar possíveis problemas nutricionais, identificando a fertilidade e potencialidade da terra. A aula prática aconteceu na sexta-feira (15.03), com a presença de 35 alunos. 

O coordenador dos Núcleos de Laboratórios, José Alcântara Filgueira, fala que por ano são realizadas 16 aulas práticas, com a presença de 500 alunos de várias instituições de ensino. Acompanharam de perto como são feitas as análises de solo, leitura de macro/micronutrientes, metais pesados para determinar a contaminação do solo, rios, meio ambiente e outros. Conheceram o moderno aparelho de absorção atômica, espectrofotômetro, que permite a determinação de metais pesados como Cadium, Chumbo e Mercúrio elementos contaminantes de solos e água.
 
O pesquisador da Empaer, Humberto de Carvalho Marcílio, orientou os estudantes sobre os cuidados na coleta de solo e a forma correta para amostragem, verificando a coloração, textura,topografia e outros. Ele ressalta que para trabalhar com segurança é importante fazer a análise para avaliar a fertilidade e recomendar calagem e adubação na medida certa. O estudante, João Vitor Sansão, comenta que nunca tinha feito coleta e achou que requer cuidados para não errar no momento da retirada da terra. 

Pela primeira vez no laboratório da Empaer, o universitário, Fernando Aued, fala que coletar amostras de solo é um pouco complicado, tem que fazer certo desde a retirada da terra para não ter conseqüências desastrosas com a produção. O estudante de agronomia e formado em administração de empresas, Antonio Patric Queiroz, destaca que fica mais fácil verificar na prática o que aprendeu com a teoria. “Meu sonho é trabalhar na área de solos e auxiliar os agricultores na produção de suas lavouras”, enfatiza Patric.

A professora de Química Analítica da Unic, Fabiana Rocha, solicitou a aula e visita técnica para enfocar na prática como é feito as análises de solo de forma convencional e com aparelhos de absorção atômica. Pela terceira vez no laboratório, ressalta que as aulas ficam dinâmicas e os alunos conhecem as metodologias usadas para as analises químicas.A aluna do terceiro semestre, Gislaine Carrara, destaca a diferença de uma aula prática e ficou surpresa com o tamanho e a capacidade de trabalho do laboratório, que realiza em média 50 amostras de solo por dia. 

Fonte: Rosana Persona (Jornalista da Empaer)