19 de outubro de 2026

ORAÇÕES DIÁRIAS - VAMOS ORAR JUNTOS NESTA QUARTA - FEIRA !


 

CONFIRAM NESTE VÍDEO E TEXTO SOBRE O DIA DE CAMPO DE TURISMO RURAL DE SINOP




ASSISTAM O VÍDEO 

Turismo Rural em Sinop – MT

O Turismo Rural em Sinop, no norte de Mato Grosso, é uma oportunidade de valorizar a vida no campo, a agricultura familiar e as belezas naturais da região.

Por meio do turismo rural, os visitantes podem conhecer propriedades rurais, aprender sobre a produção de alimentos, experimentar comidas caseiras, apreciar a natureza e conhecer os costumes e as tradições do campo.

Essa atividade também pode gerar renda para os produtores rurais, fortalecer a economia local e incentivar a preservação ambiental e cultural.

Sinop tem potencial para desenvolver o turismo rural, aproximando as pessoas da natureza e mostrando a importância do homem e da mulher do campo para a sociedade.

O turismo rural é uma forma de transformar as riquezas do campo em oportunidades de trabalho, renda e desenvolvimento para Sinop e toda a região.

Dia de Campo Sobre o Plantio de MIRtilos: UMA NOVA EXPERIÊNCIA DE TURISMO RURAL EM SINOP – MT! 🌿🌾

Você já imaginou conhecer uma plantação de mirtilos, colher sua própria pimenta e vivenciar de perto as riquezas do campo?

Em Sinop, Mato Grosso, o dia de campo teve o objetivo de mostrar que o campo oferece muito mais do que produção agrícola: ele proporciona experiências únicas, contato com a natureza, sabores especiais e novas oportunidades para o turismo rural.

TEMA: 
🫐 Conheça a plantação de mirtilos.
🌱 Viva a experiência do campo.
🌾 Descubra novas possibilidades para o turismo rural.

O mirtilo (também conhecido popularmente pelo nome em inglês blueberry) é uma pequena fruta comestível de coloração azul-arroxeada, originária de regiões frias da América do Norte, Europa e Ásia.

Principais Características

* Família botânica: Pertence à família das Ericáceas (do gênero Vaccinium).

* Aparência: É uma baga pequena (do tamanho de uma uva ou menor que uma jabuticaba), frequentemente coberta por uma cera natural esbranquiçada que protege o fruto.

* Sabor: Apresenta polpa suculenta com sabor equilibrado entre o doce e o ácido.

* Cultivo no Brasil: Embora seja típico de climas temperados, vem sendo cultivado com sucesso no sul do país e em regiões de cerrado (como no Distrito Federal).

Benefícios e Propriedades

O mirtilo é considerado um superalimento devido ao seu alto valor nutricional:

* Rico em antioxidantes: É uma das maiores fontes de antocianinas (responsáveis pela cor azul e pela proteção contra radicais livres) e flavonoides.

* Saúde cardiovascular: Auxilia na redução do colesterol LDL (ruim), ajuda a controlar a pressão arterial e melhora a circulação.

* Função cognitiva: Estudos indicam que seus compostos favorecem a memória, a concentração e a saúde cerebral.

* Baixas calorias: Possui poucas calorias e é rico em fibras, vitamina C e vitamina K.

Um encontro especial para valorizar a produção rural, despertar novas ideias e mostrar como a agricultura pode se transformar em uma experiência inesquecível para os visitantes.

📍Em  Sinop – Mato Grosso

🔒 Um evento exclusivo para convidados e que será um produto de turism rural comerciali9zado em breve.

Turismo Rural: conectando pessoas, natureza, produção e novas oportunidades!


 

17 de outubro de 2026

Forbes elege 7 mulheres de MT entre as 100 mais poderosas do agro


Lista reúne empresárias, lideranças indígenas e profissionais que se destacam pela influência no setor

Montagem/MidiaNews

As mulheres poderosas do agro: Belisa Maggi, Carmen Perez, Geni Schenkel, Maria Cecília, Mônica Marchett e Natália Martins 

JONAS DA SILVA

DA REDAÇÃO

A revista Forbes Agro incluiu sete mulheres de Mato Grosso na lista das 100 mais poderosas do agronegócio brasileiro. Entre as selecionadas estão empresárias, pecuaristas, lideranças indígenas e profissionais que se destacam pela influência e atuação no setor.

 

A segunda edição da lista "Forbes: As 100 Mulheres Poderosas do Agro" foi divulgada nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A primeira edição havia sido publicada em 2021.

 

Para a seleção, a revista considerou três critérios: poder, impacto e influência, todos avaliados sob a perspectiva dos negócios e do empreendedorismo.

 

Entre as representantes de Mato Grosso estão Belisa Maggi, presidente da Fundação Amaggi; Carmen Perez, pecuarista e ativista do bem-estar animal, de Araguaiana; e Geni Caline Schenkel, presidente do Movimento Agroligadas, de Campo Verde

 

Também integram a lista a engenheira agrônoma indígena Maria Cecília Zenezokemaero, da etnia Haliti-Paresi, de Campo Novo do Parecis; e Mônica Marchett, diretora da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e presidente do Grupo Mônica, de Rondonópolis.

 

Completam a seleção a pecuarista Natália Martins, de Cáceres, e a liderança indígena Neiriane Taerik, presidente da Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, de Brasnorte.

 

As líderes do agro

 

Arte/Forbes

Neiriane Taerik  representação

Foto ilustrativa usada pela Forbes para identificar a liderança indígena Neiriane Taerik, de Brasnorte

Belisa Maggi preside a Fundação Amaggi, responsável pelos investimentos sociais de um dos maiores grupos do agronegócio brasileiro. Ela é neta dos fundadores da multinacional, André e Lucia Maggi, e acionista do conglomerado.

 

Carmen Perez, da Fazenda Orvalho das Flores, criou o curso Rebanho de Valor, voltado à gestão de pessoas e ao manejo animal. A iniciativa deu origem ao projeto "Quando Ouvi a Voz da Terra", transformado em documentário em 2021 e websérie em 2022. Ela também integrou a primeira edição da lista da Forbes, em 2021.

 

Geni Caline Schenkel, presidente do Movimento Agroligadas, atua na aproximação entre o campo e a cidade, promovendo visitas a propriedades rurais para estudantes, professores e consumidores.

 

A organização reúne cerca de 3 mil mulheres, está presente em 100 cidades de 24 estados e já impactou aproximadamente 2 milhões de pessoas.

 

Maria Cecília Zenezokemaero foi a primeira mulher de sua aldeia a conquistar o diploma de engenheira agrônoma. Atualmente, presta assistência técnica a lavouras de algodão e divulga a cultura do povo Haliti-Paresi.

 

A comunidade cultiva 17 mil hectares de soja, milho, feijão e gergelim, utilizando apenas 1% de suas terras. Por meio do associativismo, a renda obtida com a produção é distribuída entre as famílias.

 

A engenheira também participou da luta pelo licenciamento ambiental da produção agrícola indígena, conquista que, após duas décadas, permitiu o acesso ao crédito em 2025.

 

Mônica Marchett foi uma das pioneiras na expansão dos negócios da família para a pecuária, na década de 1990, e na adoção do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, considerado inovador à época.

 

Atualmente, o Grupo Mônica cria cerca de 25 mil bovinos, entre animais comerciais e de genética de elite, e mantém atividades em 70 mil hectares no Brasil e na Bolívia, incluindo o cultivo de soja.

 

Em 2026, Mônica recebeu destaque feminino durante a 91ª ExpoZebu, realizada em Uberaba (MG).

 

Natália Martins, da Fazenda Camparino, em Cáceres, representa a sexta geração de uma família tradicional da pecuária, reconhecida pela atuação na genética zebuína no Brasil. A propriedade também se dedica à criação de cavalos da raça Quarto de Milha.

 

Seu avô, José Humberto Vilela Martins, que morreu em agosto deste ano, aos 84 anos, foi uma de suas principais inspirações.

 

Para preservar e compartilhar os conhecimentos dele, Natália criou nas redes sociais o projeto "Zezão Responde", voltado à divulgação de experiências e informações sobre o campo.

 

Neiriane Taerik, por sua vez, tornou-se, aos 26 anos, a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, na Terra Indígena Erikpatsa, na Amazônia mato-grossense.

 

A iniciativa reúne 12 aldeias e conta com a participação de 16 mulheres que transformaram a castanha-do-brasil em uma atividade econômica. O trabalho também envolve famílias responsáveis pela coleta, pelo beneficiamento e pela comercialização das amêndoas.

 

A associação integra o projeto de bioeconomia Biodiverso, uma rede de territórios que produz cerca de 34 toneladas de castanhas por ano.

 

A meta é alcançar, até 2027, uma produção de 800 toneladas, envolver 300 extrativistas e contribuir para a conservação de 1,4 milhão de hectares de floresta.

 

Critérios de seleção

 

Para elaborar a lista, a Forbes considerou o poder como a capacidade de tomar decisões sobre recursos, pessoas, investimentos, estratégias, produção e mercados.

 

No quesito impacto, a publicação avaliou a contribuição das selecionadas para a adoção de tecnologias, a expansão de atividades econômicas, a abertura de mercados e a transformação de cadeias produtivas.

 

Já a influência foi medida pela capacidade de mobilizar, orientar e incentivar outras pessoas a agir.

 

Segundo a revista, esse critério "não depende necessariamente da exposição pública ou da audiência nas redes sociais".

 

Leia a matéria AQUI. 

 

 

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15 de outubro de 2026

Para implantar uma lavoura de café produtiva e saudável, a escolha e o manejo das mudas são os passos mais críticos.

As opções de mudas de café dividem-se principalmente entre as espécies Arábica e Robusta/Conilon, propagadas por sementes ou clonagem, e comercializadas em saquinhos ou tubetes. 

Abaixo estão reunidas todas as informações técnicas necessárias para você planejar a sua compra ou produção de mudas.


1. Principais Variedades de Café (Opções Genéticas)

A escolha depende do seu objetivo comercial (foco em produtividade ou cafés especiais) e do clima da sua região:

·         Café Arábica (Coffea arabica): Representa a maior parte do mercado de cafés finos e especiais, exigindo altitudes mais elevadas e climas amenos. As principais variedades comerciais incluem:

o    Arara: É a variedade mais procurada atualmente no mercado. Destaca-se pela alta produtividade, vigor e excelente qualidade de bebida, além de alta resistência à ferrugem do cafeeiro.

o    Catuaí (Amarelo ou Vermelho): Uma das linhagens tradicionais mais cultivadas no Brasil, com porte baixo que facilita a colheita manual ou mecânica.

o    Mundo Novo: Plantas de porte alto, alta capacidade produtiva e excelente vigor, porém necessitam de maior espaçamento.

o    Acauan: Conhecido pela alta rusticidade e excelente resistência a períodos de seca.

·         Café Robusta / Conilon (Coffea canephora): Espécie mais rústica, altamente produtiva e cultivada em regiões mais quentes e de menor altitude (como Rondônia e Espírito Santo). É amplamente utilizada para a indústria de cafés solúveis e blends comerciais.


2. Formas de Propagação: Semente vs. Clone

·         Mudas de Semente (Sexuada): Mais comuns para o café Arábica. Levam de 6 a 7 meses para ficarem prontas no viveiro. O sistema radicular desenvolve uma raiz pivotante (pião) bem definida.

·         Mudas Clonais / Estacas (Assexuada): Padrão absoluto para o café Conilon/Robusta. Elas garantem uma lavoura 100% uniforme, replicando exatamente as características de alta produtividade da planta-mãe. São produzidas através do enraizamento de brotos em estufas.


3. Tipos de Recipientes: Saquinho vs. Tubete

A escolha do recipiente impacta diretamente na logística de transporte e no custo de implantação:

Característica

Mudas em Saquinho Plástico

Mudas em Tubete (Plástico Rígido)

Custo Inicial

Mais baixo.

Mais alto (investimento em bandejas).

Logística/Mão de Obra

Pesadas e volumosas; rendimento menor no transporte e plantio.

Leves e compactas; alta eficiência e rapidez no campo.

Substrato

Mistura de terra argilosa com esterco curtido e adubos.

Substrato comercial (geralmente à base de casca de pinus e vermiculita).

Risco Sanitário

Maior risco de contaminação por nematoides se a terra não for estéril.

Risco quase zero de nematoides (meio estéril).

Adaptação no Campo

Sofrem menos nos primeiros dias após o plantio.

Mais sensíveis nas primeiras duas semanas; exigem umidade constante.


4. O que Avaliar Antes de Comprar as Mudas?

Se você for adquirir as mudas de um viveiro comercial, verifique rigorosamente os seguintes padrões de qualidade estabelecidos por especialistas do setor: Estádio de Desenvolvimento: A muda ideal deve ter entre 4 e 6 pares de folhas definitivas. Mudas menores têm alto índice de mortalidade no campo; mudas maiores sofrem com o enovelamento de raízes ("pião-torto").

1.    Sanidade do Sistema Radicular: Peça para retirar o saquinho ou tubete de algumas amostras. A raiz principal deve ser reta e as raízes secundárias devem ser brancas e vigorosas. Livre de Pragas e Doenças: Recuse lotes que apresentem manchas circulares (Cercosporiose), lesões escuras (Phoma ou Pseudomonas), ou a presença de cochonilhas e ácaros.

2.    Certificação Legal: Compre apenas de viveiros registrados no MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e que forneçam laudo de análise negativo para nematoides. Aclimatação (Roramento): As mudas precisam passar por um processo de retirada gradual do sombrite antes do plantio para estarem acostumadas ao sol pleno.


5. Planejamento do Plantio

·         Melhor Época: O plantio deve ser feito logo no início da estação chuvosa (entre outubro e meados de dezembro) para garantir que a planta desenvolva raízes profundas antes do próximo período de seca.

·         Espaçamento médio: Em lavouras mecanizadas, utiliza-se geralmente de 3,2 a 3,8 metros entre as linhas e de 0,5 a 0,8 metros entre as plantas, resultando em uma média de 3.500 a 5.000 plantas por hectare.

·         Início da Produção: Uma muda saudável e bem adubada começará a produzir os primeiros frutos comerciais por volta de 2 a 2,5 anos após o plantio no campo.

Como os viveiros de qualidade costumam trabalhar exclusivamente sob contratos antecipados (encomendas com meses de antecedência), planeje sua compra antes do início das chuvas.

 

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Concurso em Juína vai premiar os melhores cafés de Mato Grosso


15 de Outubro de 2026 às 10:03
Evento no dia 31 de outubro terá degustações, demonstrações gastronômicas e premiação de produtores, com foco na qualidade do café e na valorização da agricultura familiar
Vânia Neves | Seaf/Empaer


Café ponto cereja produzido em Nova Monte Verde - Foto por: Vânia Neves
Concurso em Juína vai premiar os melhores cafés de Mato Grosso - Café ponto cereja produzido em Nova Monte Verde
A | A

O município de Juína recebe, no dia 31 de outubro, o 1º Concurso de Qualidade de Café de Mato Grosso, com programação voltada à produção de cafés especiais e à agricultura familiar. O evento será realizado no Centro de Tradição Gaúcha (CTG) e terá degustações, cozinhas-show, feira de expositores e premiação dos produtores participantes.

A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT), com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

Mais do que premiar os melhores cafés, o concurso busca aproximar produtores, consumidores e os demais integrantes da cadeia produtiva, criando oportunidades para divulgar os produtos, ampliar mercados e agregar valor à produção.

A secretária da Seaf, Andreia Fujioka, destaca a importância da atividade para as famílias rurais e para o desenvolvimento dos municípios produtores. “O café, por si só, é uma atividade que tem suas raízes na agricultura familiar. É uma cultura que envolve o trabalho de muitas famílias, gera renda e ajuda a movimentar a economia dos municípios. Quando investimos em tecnologia, assistência técnica e qualidade, criamos oportunidades para que o produtor avance, conquiste novos mercados e seja mais valorizado pelo seu trabalho. O concurso é uma forma de reconhecer esse esforço e mostrar que Mato Grosso tem potencial para produzir cafés de excelente qualidade”, ressalta.

A programação começa às 13h e contará com cozinhas show de bebidas e panificação à base de café, além de uma experiência de harmonização. O público também poderá visitar a feira de expositores, conhecer produtos do Empório Origem Mato Grosso e participar da estação de degustação dos cafés inscritos no concurso.

Café que gera renda e mantém famílias no campo

Atualmente o estado conta com 29 municípios produtores e mais de 400 famílias envolvidas na atividade. Nesta primeira edição do concurso, 16 municípios estão inscritos, demonstrando a presença da cafeicultura em diferentes regiões do estado.


Em Nova Monte Verde, a família Campanucci tem no café sua principal fonte de renda. Para Marcos Campanucci, a assistência técnica e o apoio do Governo do Estado são fundamentais para melhorar a produção e ampliar as oportunidades no campo.

“Nossa família sobrevive da cultura do café. Sozinhos, é muito difícil alcançar a tecnologia. Com a ajuda do Governo do Estado, por meio da Seaf e da Empaer, estamos conseguindo avançar nesse sentido. Quando fomos plantar, buscamos informações em Rondônia, que tem um clima parecido com o nosso, e os clones estão se desenvolvendo muito bem. Nosso DNA é café, vivemos disso, com a família toda unida. Nos preparamos para o concurso e aguardamos um bom resultado”, conta o produtor.

O engenheiro agrônomo e extensionista da Empaer em Nova Monte Verde, Adilson Oliveira, acredita que o concurso pode marcar uma nova etapa para a cafeicultura mato-grossense.

“Esse primeiro concurso será um divisor de águas. Temos um potencial muito grande para produzir cafés de qualidade e com excelência. Isso passa pela assistência técnica, pelo conhecimento dos produtores e pelo reconhecimento do valor do produto”, explica.

Segundo Adilson, o trabalho não termina na lavoura. Os cuidados após a colheita também são fundamentais para garantir a qualidade da bebida e melhorar o preço recebido pelo produtor.

“Nosso papel vai muito além de orientar o produtor no campo. Precisamos ajudá-lo a compreender todas as etapas da produção, principalmente o pós-colheita, que influencia diretamente na qualidade do café. O futuro da cafeicultura do nosso estado não depende apenas da quantidade produzida, mas da qualidade que entregamos e do valor que conseguimos agregar ao nosso café”, destaca.

Pesquisa e tecnologia fortalecem a produção


Pesquisadora da Empaer. Danielle Muller

O avanço da cafeicultura em Mato Grosso também está ligado aos investimentos em pesquisa e assistência técnica. No início deste ano, após cinco anos de estudos da Rota do Café, pesquisadores da Empaer, com apoio da Seaf, validaram variedades de clones de alto desempenho, com potencial para melhorar a produtividade e a qualidade da produção.

A expedição técnica percorreu municípios estratégicos para a cafeicultura regional, como Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Juína, Nova Bandeirante e Nova Bandeirantes. Durante o trabalho, equipes visitaram propriedades rurais e conversaram com produtores sobre tecnologias, manejo e oportunidades para ampliar a atividade.

A Rota do Café foi idealizada pelos pesquisadores Danielle Müller, Dalilhia Nazaré dos Santos e Wininton Mendes, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), em parceria com prefeituras, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.

Juína fortalece a tradição e aposta na qualidade

Em Juína, município que recebe a primeira edição do concurso, o café faz parte da história da economia local desde a colonização, em 1979. De acordo com o engenheiro agrônomo Adalberto Junior, produtor rural e atual secretário municipal de Agricultura e Pecuária, a cidade chegou a contar com cerca de 15 milhões de pés de café.

Depois de um período de redução da atividade, a retomada com o café clonal trouxe novas perspectivas para os produtores.

“Hoje temos cerca de três milhões de pés, com produtividade entre 60 e 100 sacas. Isso é resultado do acompanhamento técnico da Empaer e dos investimentos da Seaf em máquinas, insumos e implementos, em parceria com a prefeitura”, destaca.

A experiência de Juína reforça a importância da união entre produtores, poder público e instituições de pesquisa para fortalecer a atividade. Com o concurso, a expectativa é ampliar o reconhecimento da produção estadual e incentivar a busca por cafés cada vez melhores.

Programação Técnica

Data: 31 de outubro (sábado)

Local: Centro de Tradição Gaúcha (CTG), Juína (MT)

13h – Cozinha Show: bebidas à base de café

14h10 – Cozinha Show: panificação à base de café

15h20 – Cozinha Show e harmonização

16h40 – Palestra máster

18h – Abertura oficial

18h30 – Cerimônia de premiação

20h – Encerramento oficial

O estudo aponta que a soja está em avanço e já ocupa 61% da área plantada na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.


Vale do Rio Cuiabá: a diversificação de alimentos diante do avanço da soja

A área plantada na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e seu entorno, em Mato Grosso, cresceu 38% entre 2017 e 2024, passando de 630 mil para 867 mil hectares. A expansão foi impulsionada pelas culturas de soja (+40%) e milho (+58%).

A soja é a cultura dominante na região: está presente em 11 dos 14 municípios e ocupava 61% da área total em 2024.

Por outro lado, houve redução significativa nas áreas planta-das com feijão (-66%) e arroz (-33%), que já correspondiam a uma pequena fração da área plantada. Em 2024, essas culturas representavam apenas 1% da área de cultivo total. A participação de outras culturas era ainda menor. A mandioca, por exemplo, respondia por 0,2%; já frutas como banana, abacaxi, melancia, mamão, maracujá, laranja, tangerina, coco e melão ocupavam 0,1% no mesmo ano.

Esta publicação é a segunda da série que analisa, por estado, os sistemas alimentares das regiões metropolitanas (RMs) da Amazônia Legal. Os dados gerais foram apresentados no estudo "Muita soja e pouca mandioca: a alimentação nas regiões metropolitanas da Amazônia Legal"', lançado em agosto, que traçou um panorama abrangente da alimentação nos centros urbanos da região.

A RM do Vale do Rio Cuiabá é composta de sete municípios, aos quais se somam outros sete que integram o chamado "entorno metropolitano". Apenas cinco dos 14 municípios já aderiram ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Si-san). Enquanto a população da região cresceu 13% entre 2017 e 2024, a população inscrita no CadUnico aumentou 45%.

Esse crescimento acelerado merece atenção, especialmente porque a RM e seu entorno têm 16 mil famílias inscritas no Ca-dÚnico em situação de risco de insegurança alimentar grave.

Diante desse cenário, o Escolhas sugere neste estudo cinco medidas que podem contribuir para o avanço da agenda alimentar no estado de Mato Grosso.



MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA MELHORAR A AGENDA ALIMENTAR DAS

RMS DO MATO GROSSO:

  1. Garantir a adesão ao Sisan por todos os municípios da RM do Vale do Rio Cuiabá e entorno;
  2. Disponibilizar publicamente os dados do Ceasa Cuiabá e dos demais entrepostos no estado pelo Sistema de
    Informações de Mercados de Abastecimento do Brasil;
  3. Regulamentar a criação do cinturão verde conforme art. 54, II, A do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana (PDDI/RMVRC, LC n. 608/2018) com foco em diversidade produtiva;
  4. Fomentar a construção de equipamentos de SAN que contribuam com o avanço de políticas de compras públicas de alimentos da agricultura familiar, a partir do componente "Alimentando a metrópole", disposto no art. 28, II, A do PDDI/RMVRC;
  5. Promover diálogos entre a sociedade e as governanças municipais, metropolitanas e estaduais para desenhar um sistema alimentar regional, com foco na integração e diversidade produtivas.





 

O Turismo de Mato Grosso - Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mato_Grosso#Economia


O estado de Mato Grosso é a unidade da federação com maior número de regiões turísticas catalogadas ao Mapa do Turismo na Região Centro-Oeste.[186] Ao todo são 15 regiões que compreende 80 municípios, em seus destinos é possível a contemplação de atrativos únicos: cachoeiras, rios e cavernas.[186] Na arquitetura, alguns municípios preservam edificações à época do início do povoamento da região. Na capital, Cuiabá, concentra edifícios tombados e preservados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como o Centro Geodésico da América do Sul, localizado no Campo d'Ourique e o Centro Histórico de Cuiabá e seu conjunto arquitetônico e ruas antigas como as ruas de baixo, do meio e de cima (atuais ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino respectivamente.). Em Vila Bela da Santíssima Trindade, a primeira capital do estado, estão as Ruínas da Igreja Matriz e o Palácio dos Capitães Generais, em Cáceres destaca a Fazenda Descalvados, composta de capelas, casa grande e alojamento de operários e galpões, atualmente serve para o turismo e o Marco do Jauru, importante marco para definição de fronteira no Brasil.[187]

Um outro aspecto ao visitar o estado de Mato Grosso é uma possibilidade de explorar os safáris e passeios de barco no pantanal mato-grossense, localizada a 100 quilômetros de Cuiabá, o bioma é a maior área alagada do mundo e um dos ecossistemas mais abundante em biodiversidade, podendo encontrar para observação animais como onças-pintadas, jacarés, capivaras e uma grande quantidade de aves.[188] O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, localizado a 70 quilômetros da capital Cuiabá, é um dos atrativos turísticos mais procurados do estado, principalmente para os praticantes do ecoturismo, o parque é conhecido pela sua formação rochosa e cachoeiras como a de Véu de Noiva e mirante com vista do cerrado. Na localidade também é possível encontrar sítios arqueológicos com cavernas como a da Gruta da Lagoa Azul e Aroe Jari.[188]

Em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 quilômetros de Cuiabá) concentra o Parque Estadual da Serra de Ricardo Franco, contando com 158 600 hectares de extensão é um complexo com piscinas cristalinas, vales, uma vegetação mista entre cerrado, pantanal e floresta amazônica, além de cachoeiras como a Cachoeira do Jatobá, sendo a maior queda-dágua do estado com 248 metros de altura.[188][189] Em Jaciara na região sul do estado, conta com 86 cachoeiras catalogadas, sendo a mais famosa é a Cachoeira da Fumaça, onde a predominância da pratica de esportes como rafting.[188]

Em Nobres concentra no distrito de Bom Jardim o Aquário Encantado e a Cachoeira Serra Azul, onde é possível os visitantes fazer a contemplação e realizar o ecoturismo e a tirolesa em seus rios transparentes.[188]