Evento no dia 31 de outubro terá degustações, demonstrações gastronômicas e premiação de produtores, com foco na qualidade do café e na valorização da agricultura familiar
Vânia Neves | Seaf/Empaer
Café ponto cereja produzido em Nova Monte Verde - Foto por: Vânia Neves
O município de Juína recebe, no dia 31 de outubro, o 1º Concurso de Qualidade de Café de Mato Grosso, com programação voltada à produção de cafés especiais e à agricultura familiar. O evento será realizado no Centro de Tradição Gaúcha (CTG) e terá degustações, cozinhas-show, feira de expositores e premiação dos produtores participantes.
A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT), com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
Mais do que premiar os melhores cafés, o concurso busca aproximar produtores, consumidores e os demais integrantes da cadeia produtiva, criando oportunidades para divulgar os produtos, ampliar mercados e agregar valor à produção.
A secretária da Seaf, Andreia Fujioka, destaca a importância da atividade para as famílias rurais e para o desenvolvimento dos municípios produtores. “O café, por si só, é uma atividade que tem suas raízes na agricultura familiar. É uma cultura que envolve o trabalho de muitas famílias, gera renda e ajuda a movimentar a economia dos municípios. Quando investimos em tecnologia, assistência técnica e qualidade, criamos oportunidades para que o produtor avance, conquiste novos mercados e seja mais valorizado pelo seu trabalho. O concurso é uma forma de reconhecer esse esforço e mostrar que Mato Grosso tem potencial para produzir cafés de excelente qualidade”, ressalta.
A programação começa às 13h e contará com cozinhas show de bebidas e panificação à base de café, além de uma experiência de harmonização. O público também poderá visitar a feira de expositores, conhecer produtos do Empório Origem Mato Grosso e participar da estação de degustação dos cafés inscritos no concurso.
Café que gera renda e mantém famílias no campo
Atualmente o estado conta com 29 municípios produtores e mais de 400 famílias envolvidas na atividade. Nesta primeira edição do concurso, 16 municípios estão inscritos, demonstrando a presença da cafeicultura em diferentes regiões do estado.
Em Nova Monte Verde, a família Campanucci tem no café sua principal fonte de renda. Para Marcos Campanucci, a assistência técnica e o apoio do Governo do Estado são fundamentais para melhorar a produção e ampliar as oportunidades no campo.
“Nossa família sobrevive da cultura do café. Sozinhos, é muito difícil alcançar a tecnologia. Com a ajuda do Governo do Estado, por meio da Seaf e da Empaer, estamos conseguindo avançar nesse sentido. Quando fomos plantar, buscamos informações em Rondônia, que tem um clima parecido com o nosso, e os clones estão se desenvolvendo muito bem. Nosso DNA é café, vivemos disso, com a família toda unida. Nos preparamos para o concurso e aguardamos um bom resultado”, conta o produtor.
O engenheiro agrônomo e extensionista da Empaer em Nova Monte Verde, Adilson Oliveira, acredita que o concurso pode marcar uma nova etapa para a cafeicultura mato-grossense.
“Esse primeiro concurso será um divisor de águas. Temos um potencial muito grande para produzir cafés de qualidade e com excelência. Isso passa pela assistência técnica, pelo conhecimento dos produtores e pelo reconhecimento do valor do produto”, explica.
Segundo Adilson, o trabalho não termina na lavoura. Os cuidados após a colheita também são fundamentais para garantir a qualidade da bebida e melhorar o preço recebido pelo produtor.
“Nosso papel vai muito além de orientar o produtor no campo. Precisamos ajudá-lo a compreender todas as etapas da produção, principalmente o pós-colheita, que influencia diretamente na qualidade do café. O futuro da cafeicultura do nosso estado não depende apenas da quantidade produzida, mas da qualidade que entregamos e do valor que conseguimos agregar ao nosso café”, destaca.
Pesquisa e tecnologia fortalecem a produção
Pesquisadora da Empaer. Danielle Muller
O avanço da cafeicultura em Mato Grosso também está ligado aos investimentos em pesquisa e assistência técnica. No início deste ano, após cinco anos de estudos da Rota do Café, pesquisadores da Empaer, com apoio da Seaf, validaram variedades de clones de alto desempenho, com potencial para melhorar a produtividade e a qualidade da produção.
A expedição técnica percorreu municípios estratégicos para a cafeicultura regional, como Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Juína, Nova Bandeirante e Nova Bandeirantes. Durante o trabalho, equipes visitaram propriedades rurais e conversaram com produtores sobre tecnologias, manejo e oportunidades para ampliar a atividade.
A Rota do Café foi idealizada pelos pesquisadores Danielle Müller, Dalilhia Nazaré dos Santos e Wininton Mendes, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), em parceria com prefeituras, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.
Juína fortalece a tradição e aposta na qualidade
Em Juína, município que recebe a primeira edição do concurso, o café faz parte da história da economia local desde a colonização, em 1979. De acordo com o engenheiro agrônomo Adalberto Junior, produtor rural e atual secretário municipal de Agricultura e Pecuária, a cidade chegou a contar com cerca de 15 milhões de pés de café.
Depois de um período de redução da atividade, a retomada com o café clonal trouxe novas perspectivas para os produtores.
“Hoje temos cerca de três milhões de pés, com produtividade entre 60 e 100 sacas. Isso é resultado do acompanhamento técnico da Empaer e dos investimentos da Seaf em máquinas, insumos e implementos, em parceria com a prefeitura”, destaca.
A experiência de Juína reforça a importância da união entre produtores, poder público e instituições de pesquisa para fortalecer a atividade. Com o concurso, a expectativa é ampliar o reconhecimento da produção estadual e incentivar a busca por cafés cada vez melhores.
Programação Técnica
Data: 31 de outubro (sábado)
Local: Centro de Tradição Gaúcha (CTG), Juína (MT)
Vale do Rio Cuiabá: a diversificação de alimentos diante do avanço da soja
A área plantada na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e seu entorno, em Mato Grosso, cresceu 38% entre 2017 e 2024, passando de 630 mil para 867 mil hectares. A expansão foi impulsionada pelas culturas de soja (+40%) e milho (+58%).
A soja é a cultura dominante na região: está presente em 11 dos 14 municípios e ocupava 61% da área total em 2024.
Por outro lado, houve redução significativa nas áreas planta-das com feijão (-66%) e arroz (-33%), que já correspondiam a uma pequena fração da área plantada. Em 2024, essas culturas representavam apenas 1% da área de cultivo total. A participação de outras culturas era ainda menor. A mandioca, por exemplo, respondia por 0,2%; já frutas como banana, abacaxi, melancia, mamão, maracujá, laranja, tangerina, coco e melão ocupavam 0,1% no mesmo ano.
Esta publicação é a segunda da série que analisa, por estado, os sistemas alimentares das regiões metropolitanas (RMs) da Amazônia Legal. Os dados gerais foram apresentados no estudo "Muita soja e pouca mandioca: a alimentação nas regiões metropolitanas da Amazônia Legal"', lançado em agosto, que traçou um panorama abrangente da alimentação nos centros urbanos da região.
A RM do Vale do Rio Cuiabá é composta de sete municípios, aos quais se somam outros sete que integram o chamado "entorno metropolitano". Apenas cinco dos 14 municípios já aderiram ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Si-san). Enquanto a população da região cresceu 13% entre 2017 e 2024, a população inscrita no CadUnico aumentou 45%.
Esse crescimento acelerado merece atenção, especialmente porque a RM e seu entorno têm 16 mil famílias inscritas no Ca-dÚnico em situação de risco de insegurança alimentar grave.
Diante desse cenário, o Escolhas sugere neste estudo cinco medidas que podem contribuir para o avanço da agenda alimentar no estado de Mato Grosso.
MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA MELHORAR A AGENDA ALIMENTAR DAS
RMS DO MATO GROSSO:
Garantir a adesão ao Sisan por todos os municípios da RM do Vale do Rio Cuiabá e entorno;
Disponibilizar publicamente os dados do Ceasa Cuiabá e dos demais entrepostos no estado pelo Sistema de
Informações de Mercados de Abastecimento do Brasil;
Regulamentar a criação do cinturão verde conforme art. 54, II, A do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana (PDDI/RMVRC, LC n. 608/2018) com foco em diversidade produtiva;
Fomentar a construção de equipamentos de SAN que contribuam com o avanço de políticas de compras públicas de alimentos da agricultura familiar, a partir do componente "Alimentando a metrópole", disposto no art. 28, II, A do PDDI/RMVRC;
Promover diálogos entre a sociedade e as governanças municipais, metropolitanas e estaduais para desenhar um sistema alimentar regional, com foco na integração e diversidade produtivas.
Um outro aspecto ao visitar o estado de Mato Grosso é uma possibilidade de explorar os safáris e passeios de barco no pantanal mato-grossense, localizada a 100 quilômetros de Cuiabá, o bioma é a maior área alagada do mundo e um dos ecossistemas mais abundante em biodiversidade, podendo encontrar para observação animais como onças-pintadas, jacarés, capivaras e uma grande quantidade de aves.[188] O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, localizado a 70 quilômetros da capital Cuiabá, é um dos atrativos turísticos mais procurados do estado, principalmente para os praticantes do ecoturismo, o parque é conhecido pela sua formação rochosa e cachoeiras como a de Véu de Noiva e mirante com vista do cerrado. Na localidade também é possível encontrar sítios arqueológicos com cavernas como a da Gruta da Lagoa Azul e Aroe Jari.[188]
Em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 quilômetros de Cuiabá) concentra o Parque Estadual da Serra de Ricardo Franco, contando com 158 600 hectares de extensão é um complexo com piscinas cristalinas, vales, uma vegetação mista entre cerrado, pantanal e floresta amazônica, além de cachoeiras como a Cachoeira do Jatobá, sendo a maior queda-dágua do estado com 248 metros de altura.[188][189] Em Jaciara na região sul do estado, conta com 86 cachoeiras catalogadas, sendo a mais famosa é a Cachoeira da Fumaça, onde a predominância da pratica de esportes como rafting.[188]
Em Nobres concentra no distrito de Bom Jardim o Aquário Encantado e a Cachoeira Serra Azul, onde é possível os visitantes fazer a contemplação e realizar o ecoturismo e a tirolesa em seus rios transparentes.[188]
O teatro em Mato Grosso teve seu início em 1727, onde foram documentados a época 80 reapresentações teatrais, sua primeira representação teatral data de 1763 por ocasião do nascimento de D. José I, com a chegada à Cuiabá de Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres em 1772, com a sua posse como capitão-general em Vila Bela outras peças foram levadas.[260] Atualmente entre seus principais grupos teatrais destacam o Grupo Téspis, Cia. Teatro em Cena, Cia D´Artes, Confraria dos Atores em Cuiabá; Grupo Contracena em Sinop; Metamorfoses em Tangará da Serra; Grupo Acto em Brasnorte; Grupo Ogan em Campo Novo do Parecis dentre outros.[261]
O primeiro teatro construído em Mato Grosso foi o Teatro São João, localizado na Rua Bella Vista em Cuiabá, no ano de 1889 o prédio foi vendido a Sociedade Dramática Amor à Arte.[262] Entre seus principais espaços teatrais destaca o Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, inaugurado em 2014, está localizado no Centro Político e Administrativo, conta com uma plateia com 774 lugares, sendo o maior teatro do estado e um dos maiores do pais, atualmente pertence a Assembleia Legislativa de Mato Grosso;[263] o Teatro Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso;[264] e o Cine Teatro Cuiabá, localizado no centro de Cuiabá.[265] A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer realiza desde 2016 o Circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso, onde reúne os festivais de teatro realizados dentro do estado, em sua primeira edição foram realizadas apenas com 4 festivais, entre os eventos que compõe o circuito são o Festival Zé Bolo Flô de Teatro de Rua em Cuiabá, Festival de Teatro Velha Joana em Primavera do Leste, Festival de Teatro de Campo Novo do Parecis (Femute) em Campo Novo do Parecis e o Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense, em Alta Floresta.[266]
Com o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso a produção cinematográfica mato-grossense tem conquistado premiação em nível regional, nacional e internacional, entre a relação de filmes e curtas-metragens premiados estão o Beatriz Vira-Folhas de Samantha Col Debella (conquistou o 21º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá), Loop de Bruno Bini (conquistou o Manchester Film Festival, Fixion no Chile e Los Angeles Brazilian Film Festival), A Batalha de Shangri-lá (conquistou a Oslo Film Festival, Jakarta Independent Film Festival, Montreal Independent Film Festival, Cinemato e o Festival de Cinema de Caruaru) Uterus Mundo, de Marithê Azevedo, Hermanos, Aqui Estamo de Jade Rainho e ainda os longas-metragens Mata Grossa, de Tati Mendes e Amauri Tangará e Luciene de Juliana Curvo e outros.[279]
Viola de cocho construído por Jo Dusepo.Apresentação do grupo de dança de siririFlor Ribeirinha ao S.O.S Rio Grande do Sul em Cuiabá.Mojica de Pintado servida em panela de barro feita em Poconé.
Entre as principais manifestações culturais de Mato Grosso, tem influências variadas de origem africana, portuguesa, espanhola, indígenas e chiquitana.[284] principalmente nas danças, festas e sua culinária.[285] Dentre as tradições presentes no estado, destacam-se o Siriri, dançado apenas por homens, mulheres e crianças em roda ou fileiras formadas por pares que se movimentam ao som da viola de cocho, mocho e do ganzá;[286]Cururu, dançado apenas por homens, um tocando viola de cocho e o outro o ganzá ou os dois tocando viola;[286]Dança dos Mascarados, originária da cidade de Poconé é uma dança folclórica realizada desde o século XVIII em homenagens ao Senhor Divino, São Benedito e outros santos de festas religiosas;[286]Dança do Gongo e Chorado originaria da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, com vestimentas colorida e entoando cantos africanos o Chorado é uma dança apresentada apenas por mulheres, onde equilibra uma garrafa de canjijin na cabeça, enquanto o Congo é encenação com reis e embaixadores que travam uma luta pelo poder;[286]Cavalhada, é uma representação da Guerra de Troia sendo confundida com as cruzadas.[286]
A produção artesanal mato-grossense tem ligação às tradições culturais do estado, como bens e utensílios domésticos, redes de descanso e na produção musical como a viola de cocho.[287] Seus artesanatos são a base de materiais como a cerâmica, madeira e argila. Entre os principais polos de produção estão a capital Cuiabá e Várzea Grande com a concentração de tecelagem, onde se dedica a produção artesanal de redes de descanso levando 30 dias ou mais cada fio a sua confecção;[287] Na Cerâmica são produzidos utensílios como potes, panelas, vasos, moringas, jarros, talhas, fruteiras e outros, onde grupos de artesãos das cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Rosário Oeste, Rondonópolis e outros municípios se dedica a essa produção;[287] Na produção artesanal do estado a também a confecção de trançado e pilão, utensilio de madeira muito utilizado para pilar arroz, milho para culinária local;[287]No Artesanato Indígena são confeccionados artesanalmente panelas, pratos, leques, cestas, máscaras, brinquedos e outros, a maioria dos utensílios domésticos e de rituais sagrados utilizado nas comunidades;[287] A Viola de cocho principal instrumento nas toadas de cururu e siriri, recebe este nome porque é confeccionada em um tronco de madeira inteiriço, esculpido no formato dos recipientes utilizados para alimentar os animais, os cochos. Com forma e sonoridade singulares, a viola de cocho possui sempre cinco ordens de cordas, denominada prima, contra, corda do meio, canotio e resposta;[288]
A culinária mato-grossense, por sua vez, o peixe é muito presente, podendo ser preparado de variadas maneiras frito, assado ou ensopado recheado com farinha ou em pedaços de mandioca[289] e acompanhado de arroz, pirão e a farofa de banana.[290] Entre os pratos apreciados estão a ventrecha de pacu, pacu assado, pacu seco com arroz, piraputanga na brasa, mojica de pintado, dourado na folha de bananeira e o caldo de piranha.[291] Também são apreciados a Maria-isabel, a paçoca de pilão, Farofa de Banana, Arroz com pequi, bolo de arroz e a galinhada.[291] Entre os doces mato-grossense, muitos a base de frutos locais como caju, goiaba, mangaba, limão, mamão e laranja e também o pixé e o furrundu.[292] Entre as bebidas mais presente estão o licor de pequi, licor de caju, o guaraná ralado e o canjinjin (originária de Vila Bela da Santíssima Trindade, a bebida é feita a base de mel, gengibre, cravo, canela, erva doce, raízes e outros ingredientes que compõe seu segredo industrial.).[293]
Entre as festividades tradicionais realizada no estado destaca a Festa de São Benedito, realizada anualmente em Cuiabá entre os dias 27 de junho e 2 julho, o evento tem seu início com uma missa, levantamento de mastro e o tradicional chá com bolo.[300] Em Vila Bela da Santíssima Trindade é realizada anualmente entre os dias 12 e 24 de julho a Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade em celebração a Mãe de Deus e às três pessoas da Santíssima Trindade. O evento ocorre desde o Século XVII ao final da colheita de arroz, milho e mandioca, a Festança tem como ponto alto as apresentações da Dança do Congo e do Chorado.[301] Em Barra do Garças é realizada a Festa de Santo Antônio, considera a festa mais longa do estado, a festividade acontece anualmente entre os dias 31 de maio a 13 de junho em homenagem ao padroeiro da cidade, Santo Antônio.[302] Na região metropolitana é realizada anualmente no dia 29 de junho em Várzea Grande a tradicional Festa de São Pedro, realizada em homenagem a São Pedro no distrito de Bonsucesso. [303]
A Federação Mato-grossense de Atletismo fundada em 24 de março de 1976 pelo professor Expedito Sabino é a responsável pela organização das competições e incentivo ao atletismo no estado.[312] Existe ainda a Federação Mato-grossense de Basketball, fundada em 1985, entidade responsável pela gestão, coordenação e regulamentação do esporte no estado.[313] Anualmente são realizados os Jogos Escolares, Jogos Estudantis de Seleções e Jogos Abertos, essas competições são realizadas entre os meses de abril e outubro em âmbito escolar em diferentes modalidades dividas em 10 regiões esportivas, a faixa etária dos participantes é a partir dos 12 anos.[314]
Em Mato Grosso, existe apenas um feriado estadual: o dia 20 de novembro, em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares por ocasião do aniversário de sua execução em 20 de novembro de 1695, foi decretado feriado estadual pela promulgação da lei estadual nº 1 587 de 7 de dezembro de 2002.[320]