14 de outubro de 2026

MATO GROSSO & SEUS 142 MUNICÍPIOS - INFORMAÇÕES SOBRE Apiacás – MT - INCLUINDO O TURISMO RURAL

O município de Araguaiana, localizado no estado de Mato Grosso, é a primeira e mais antiga cidade fundada na região leste do Vale do Araguaia. 

Banhada pelo imponente Rio Araguaia, a cidade destaca-se hoje como um destino turístico acolhedor, de baixo custo e com enorme potencial voltado para o ecoturismo, pesca esportiva e turismo rural. 

Abaixo estão reunidas todas as informações essenciais sobre o município.

📊 Perfil Geral e Indicadores
  • População: Estimada em 4.059 habitantes (IBGE 2026), com 3.795 registrados no Censo de 2022. 
  • Gentílico: Araguaianense. 
  • Localização e Distância: Fica no Médio Araguaia (leste mato-grossense), a cerca de 454 km de Cuiabá. Está conectada por asfalto a Barra do Garças e faz fronteira fluvial com o distrito de Registro do Araguaia (Montes Claros de Goiás, GO), com travessia realizada por balsa. 
  • Território e Bioma: Possui uma área de 6.380,7 km², totalmente inserida no bioma Cerrado. 
  • Economia: PIB per capita de R$ 44.533,57, movido majoritariamente pela agropecuária (pecuária de corte e leite) e pela administração pública. 

📜 Breve Histórico
Criado originalmente em 8 de junho de 1913 sob o nome de Araguaia (desmembrado diretamente de Cuiabá), o município já chegou a ser o quarto maior do estado em extensão territorial. Passou por várias mudanças de nome (Registro do Araguaia e posteriormente Araguaiana) e chegou a ser extinto em 1948, virando distrito de Barra do Garças. Sua restauração e emancipação política definitiva ocorreram em 13 de maio de 1986. 

🌾 Turismo Rural e Ecoturismo
O turismo em Araguaiana é ditado pelo comportamento do Cerrado e do Rio Araguaia. A simplicidade e a hospitalidade do homem do campo tornam a região um polo emergente de vivência rural. 
  • Vivência em Fazendas e Agronegócio: O turismo rural na região se concentra na visitação a propriedades focadas na pecuária e na agricultura familiar. O turista tem a oportunidade de vivenciar o dia a dia da roça no Cerrado, a produção artesanal de queijos, doces e a culinária típica caipira.
  • Pesca Esportiva: É um dos pontos mais fortes do turismo rural/fluvial. O Rio Araguaia e seus afluentes (como o Rio Pindaíba e o Rio Cristalino) atraem pescadores de todo o país em busca de grandes peixes de couro e escama. A cidade sedia anualmente o Festival de Pesca de Araguaiana, evento tradicional que movimenta toda a cadeia de ranchos, barqueiros e o comércio local. 
  • Temporada de Praia Fluvial: Durante o período de seca (estiagem do rio, geralmente entre maio e setembro), surgem belíssimas praias de água doce com areia branca e águas limpas ao longo do Araguaia. A infraestrutura temporária atrai acampamentos e famílias em busca de sossego. 

🗺️ O que visitar no município e arredores
Embora muitas atrações de infraestrutura turística pesada fiquem na vizinha e conectada Barra do Garças (como o Parque das Águas Quentes e a Cachoeira Pé da Serra), Araguaiana oferece encantos próprios focados na calmaria e contemplação: 
  1. Orla Fluvial e Porto: A cidade passou por revitalizações recentes na sua orla, incluindo a construção de um porto estruturado na beira do Rio Araguaia para dar conforto aos barcos de pesca e visitantes.
  2. Praça Central: Ponto de encontro noturno da cidade com academia ao ar livre, quadras de areia para vôlei/futevôlei, teatro de arena e quiosques de alimentação.
  3. Cerrado Intacto: Trilhas rurais autoguiadas ou combinadas com guias locais para observação da fauna (aves típicas e animais do Cerrado) e flora nativa. 

MATO GROSSO & SEUS 142 MUNICÍPIOS - INFORMAÇÕES SOBRE APIACÁS – MT - INCLUINDO O TURISMO RURAL

O município de Apiacás, localizado no extremo norte de Mato Grosso, destaca-se por abrigar o centro geográfico do Brasil (na região conhecida como Pontal do Mato Grosso) e por estar inserido no rico bioma da Floresta Amazônica. 

É um destino voltado ao ecoturismo selvagem, à pesca esportiva e ao turismo rural. 


🗺️ Informações Gerais e Demográficas
  • População: 8.590 habitantes (conforme dados consolidados do Censo IBGE).
  • Área Territorial: 20.489,024 km² (uma densidade demográfica baixa, de aproximadamente 0,4 hab/km²).
  • Localização e Distância: Fica no extremo setentrional do estado, a cerca de 690 km de Cuiabá.
  • História: Teve sua origem ligada ao auge da economia da borracha em 1891. Após o declínio da borracha, a colonização efetiva ocorreu via empresa INDECO (de Ariosto da Riva). Sua emancipação política como município ocorreu em 6 de julho de 1988. O nome homenageia o Rio Apiacás e a etnia indígena Apiaká.
  • Economia: Baseia-se fortemente na pecuária, agricultura familiar, extrativismo sustentável e, gradativamente, no turismo de natureza.

🌾 Turismo Rural e Sustentabilidade
O turismo rural em Apiacás expandiu-se com foco na agricultura familiar, na vivência do campo e na sustentabilidade florestal.
  • Capacitação em Trilhas e Caminhadas: O Sindicato Rural de Apiacás, em parceria com o poder público, realiza periodicamente o Curso de Turismo Rural focado em Condução em Trilhas e Caminhadas. Isso prepara propriedades rurais para receber visitantes interessados em trekking, observação de aves e passeios ecológicos dentro de fazendas e sítios. 
  • Sistemas Agroflorestais (SAFs): O município é pioneiro em projetos voltados a unir conservação e produção rural sustentável (historicamente apoiados por entidades como o WWF-Brasil). Turistas e técnicos visitam propriedades rurais voltadas para a produção sustentável de melancia, abóbora, café e hortifrútis cultivados em consórcio com a floresta amazônica nativa. 
  • Turismo de Base Comunitária e Povos Originários: A Terra Indígena Apiaká do Pontal, integrada ao Parque Nacional do Juruena, desenvolve atividades regulamentadas de ecoturismo e pesca com a comunidade. 

🌊 Principais Atrativos Turísticos (Ecoturismo e Aventura)
A hidrografia de Apiacás atrai pescadores esportivos e aventureiros devido aos rios caudalosos e quedas d'água intocadas. 
  • Salto Augusto: Uma das quedas d'água mais impressionantes e famosas da região norte, localizada no Rio Juruena.
  • Cachoeira da Fumaça: Um fenômeno natural de grande porte mapeado pelo turismo municipal.
  • Lagoa Azul: Uma belíssima nascente de águas cristalinas que deságua diretamente no Rio Teles Pires.
  • Rio Ximari: Conhecido por suas corredeiras, pedrais e praias de água doce cercadas pela floresta amazônica intocada.
  • Pontal do Mato Grosso: O ponto de encontro entre o Rio Juruena e o Rio Teles Pires (que formam o Rio Tapajós), onde se cruza a linha do centro geográfico brasileiro. 

📅 Planejamento da Viagem
  • Melhor Época para Visitar: O período ideal compreende os meses de abril a outubro (período de estiagem), quando as estradas de acesso estão em melhores condições e as praias de rio começam a emergir. 
  • Como Chegar: O acesso principal se dá por vias terrestres a partir de Alta Floresta (MT), utilizando rodovias como a MT-206.
  • Contatos Úteis: Para suporte e roteiros locais, o contato oficial pode ser feito com a Prefeitura Municipal de Apiacás pelo telefone (66) 3593-2200.

13 de outubro de 2026

Investimento de R$ 1 bilhão impulsiona a agricultura familiar em Mato Grosso




Propriedade de dona Rosimeire na fronteira de Cáceres - MT com a Bolívia. - Foto por: Lena Lira
A agricultura familiar do Estado conta com mais de R$ 1 bilhão em investimentos do Governo de MT para fortalecer a produção e ampliar as oportunidades no campo. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), o volume representa um crescimento superior a 1.000% em relação às gestões anteriores.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que o objetivo é garantir que os recursos cheguem aos produtores que mais precisam, contribuindo para melhorar a produção e aumentar a renda das famílias rurais.

“Hoje, 100% das entregas da Secretaria são técnicas. Nós compramos e entregamos para quem efetivamente precisa. Nosso trabalho é transformar investimentos em oportunidades para os agricultores familiares”, afirmou.

Entre as iniciativas está o Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf 2.1), que conta com R$ 76 milhões em subsídios para financiar projetos produtivos. Cada produtor pode acessar até R$ 150 mil, com dois anos de carência e mais cinco anos para pagar. O financiamento não tem juros para quem mantém as parcelas em dia.


Em Cáceres, o produtor rural Ciro Cersino conseguiu R$ 50 mil por meio do edital Fundaaf 2.1 – Incentivo Produtivo. Com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), ele vai investir na implantação de um sistema de irrigação na propriedade.

Ciro trabalha em parceria com outros três produtores no cultivo de 5 mil bananeiras da variedade banana-terra-anã. As mudas foram fornecidas por uma unidade de pesquisa da Empaer. A produção é comercializada em Cuiabá, Cáceres e também por meio de cooperativas. Segundo o produtor, o planejamento e o uso de tecnologias têm ajudado a melhorar os resultados da lavoura, mesmo com a dificuldade para encontrar mão de obra.

“Devido à deficiência de mão de obra, nós nos unimos em parceria com outros produtores e seguimos o planejamento da produção. Estamos colhendo com dez meses e quinze dias, e as plantas filhas, com três meses, já estão em floração”, explicou.

Ele também destaca a importância da irrigação, da fertirrigação e da logística para o desenvolvimento da atividade. Na propriedade, a água do tanque de peixes também é aproveitada para reduzir o uso de insumos. "Todos os recursos e o apoio que o Governo tem nos dado tem sido bem investido em nossa produção", afirmou Ciro.

Outro programa voltado aos pequenos produtores é o Fundaff – Incentivo Rural, que recebeu R$ 21 milhões para apoiar projetos produtivos. Desse total de beneficiários, 82% são mulheres, segundo a Seaf.


Na região de fronteira com a Bolívia, Rosimeire Aparecida Siqueira investiu na criação de galinhas poedeiras. Com o apoio do programa, ela conseguiu adquirir as telas para cercar o galinheiro e a área da horta, melhorando a estrutura da propriedade, e ainda aumentou o número de galinhas.

Hoje, a venda de ovos garante uma receita de cerca de R$ 100 por dia. “Com os ovos produzidos a partir do investimento que consegui por meio do Fundaaf – Inclusão Rural, estou conseguindo investir mais na propriedade e tirar o sustento da nossa família”, contou.

Para a secretária Andreia Fujioka, iniciativas como essa ajudam a ampliar a autonomia financeira das produtoras rurais. “É um projeto que mudou a vida dessa mulher. Ela começou com um galinheiro e agora tem condições de crescer, ampliar a produção e conquistar sua independência financeira”, destacou.

O Governo de Mato Grosso também prevê R$ 550 milhões para o projeto MT Produtivo - Desenvolvimento e Sustentabilidade,  que tem como objetivo fortalecer cooperativas e associações de agricultores familiares. A iniciativa prevê apoiar pelo menos 128 organizações. O edital está disponível e as inscrições encarram dia 26 de outubro.

Além dos investimentos na produção, a Seaf trabalha para facilitar o acesso dos agricultores ao mercado consumidor. Uma das iniciativas é a Vitrine do Campo, plataforma digital que pretende aproximar produtores e compradores, criando novas oportunidades de comercialização.

A estratégia também busca incentivar a permanência dos jovens no campo, com melhores condições de trabalho e geração de renda nas propriedades rurais.

Para Andreia Fujioka, o planejamento da produção e a garantia de mercado são fundamentais para o sucesso da agricultura familiar. “Estamos concluindo um projeto que estará disponível por meio de um aplicativo, 100% gratuito para que todos que produzem tenham a oportunidade de mostrar onde seus produtos podem ser encontrados. Não adianta produzir abacaxi e depois não ter para quem vender. O agricultor precisa começar a produção sabendo qual será o destino do seu produto. Queremos que ele tenha mais oportunidades, renda e dignidade”, concluiu


Recursos vão financiar crédito, mecanização e assistência técnica para impulsionar a renda dos pequenos produtores do estado
Vânia Neves | Seaf/Empaer




Saibam sobre a FEAFTUR (Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural de Mato Grosso).

A FEAFTUR (Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural de Mato Grosso) é uma das principais políticas públicas de promoção da agricultura de pequena escala e do turismo no estado.

A sua organização gerencial está inserida na estrutura macro da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF-MT), atuando de maneira conjunta com a EMPAER-MT (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) e parceiros estratégicos como prefeituras, cooperativas, associações, institutos e outras organizações governamentais e não governamentais.


Abaixo estão detalhados todos os conceitos estruturais, diretrizes operacionais e a governança administrativa que sustentam a organização gerencial da FEAFTUR.


1. Estrutura Macro e Governança Institucional

A feira não é uma instituição independente, mas um projeto gerenciado por um arranjo institucional público-privado.

·         Coordenação Central (SEAF-MT): A SEAF, por meio de sua Secretaria Adjunta de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, dita as diretrizes políticas, orçamentárias e estratégicas do evento. Cabe à coordenação o planejamento orçamentário anual. 

Pode-se buscar recursos de  emendas parlamentares estaduais,  utilizar de  recursos do FUNDAAF — Fundo de Apoio à Agricultura Familiar, parcerias afins.

 

·         Execução Técnica e Logística (EMPAER-MT): Responsável pelo cadastramento, assistência técnica para os padrões de qualidade e a mobilização direta dos produtores nos municípios.

 

·         Parceiros Estratégicos: Organizações como tem sido  o Sebrae-MT e federações (ex: Fecomércio-MT) atuam na capacitação gerencial dos expositores antes do evento, gestão de inteligência de mercado e copromoção (como ocorre na integração da FEAFTUR dentro da Feira Internacional de Turismo do Pantanal -  FIT Pantanal).


2. O Modelo Gerencial de Execução da FEAFTUR

A gestão da feira baseia-se em conceitos modernos de administração pública por processos e desenvolvimento territorial. Seus pilares funcionais dividem-se em:

A. Gestão de Escopo e Setorização dos Espaços

A feira é projetada sob um conceito modular que visa representar a diversidade econômica e social de Mato Grosso. Gerencialmente, a estrutura física é dividida em "boxes" ou estandes focados em nichos específicos:

·         Agroindústria Familiar: Foco na venda de embutidos, queijos, doces e produtos processados com certificação sanitária (ex: o selo do SIAPP/MT).

 

·         Produtos In Natura: Comercialização direta de hortifrúti.

 

·         Artesanato Rural, Quilombola e Indígena: Espaço de preservação cultural e identidade regional

 

·         Gastronomia Regional e Turismo Rural: Promoção de rotas turísticas, pousadas rurais e gastronomia (culinária típica mato-grossense).

 

·          

B. Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística Reversa

Um dos conceitos mais complexos da FEAFTUR é a logística, pois ela mobiliza dezenas de municípios simultaneamente. A SEAF e a EMPAER realizam estudos de viabilidade a  logística e fornecimento suporte como transporte de insumos ou subsídio de deslocamento fica a cargo de cada feirante que, no caso de deficiência, buscam apoio nas prefeituras de seus municípios. A FEAFTUR permite a venda direta ao consumidor, pois  garante que comunidades isoladas, assentados da reforma agrária, quilombolas e povos indígenas consigam escoar seus produtos até os centros urbanos onde a feira é sediada.

C. Gestão Normativa, Sanitária e de Qualidade

Para que os produtos de pequena escala possam ser comercializados legalmente em grandes eventos, a gerência da feira atua fortemente na regularização sob as regras da Lei Estadual nº 12.387/2024, facilitando o acesso ao SIAPP/MT (Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte). Isso envolve fiscalização de cunho preventivo e educativo junto aos expositores.


3. Conceitos Estratégicos e Políticas Transversais

Sob a ótica de políticas de governo, a organização gerencial da FEAFTUR atende a conceitos de responsabilidade social e inclusão:

·         Concordância e Inclusão de Gênero/Geração: A feira adota critérios preferenciais de seleção de expositores focados em mulheres empreendedoras rurais e na juventude rural, visando mitigar o êxodo rural e incentivar a sucessão familiar no campo.

 

·         Sustentabilidade e Práticas Pró-Clima: Alinhada ao plano Mato Grosso Produtivo, a gestão da feira prioriza produtores que adotam práticas agrícolas sustentáveis e de baixo carbono.

 

·         Fórum das Cadeias de Valor: O evento não se resume à venda comercial. Paralelamente, a gestão organiza fóruns técnicos para debater eixos como mercado, linhas de microcrédito e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).


Summary Table: Resumo da Dinâmica Gerencial da FEAFTUR

Dimensão Gerencial

Conceito Aplicado

Órgão/Parceiro Responsável

Financiamento

Orçamento público, fundos estaduais (FUNDAAF) e emendas.

SEAF-MT.

Operação Local

Mobilização, ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural) e logística de campo.

EMPAER-MT.

Qualidade & Vigilância

Regularização tributária e fitossanitária facilitada pelo SIAPP/MT.

SEAF, INDEA e Vigilância Sanitária.

Mercado & Comercialização

Vitrine comercial de B2C (venda ao consumidor) e prospecção de contratos futuros (B2B).