11 de janeiro de 2026

Ano Novo e as Mudanças Climáticas.


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Que 2026 seja um ano em que cuidaremos melhor da Terra, lembrando que proteger o clima é proteger o futuro dos nossos filhos e netosassim como de nossas famílias e de todos nós e também dos seres vivos.

Vale a pena salientar que segundo a ciência – Met Office, o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido – o Ano Novo de 2026 ocorrerá em um contexto de intensificação das mudanças climáticas, com previsões indicando que este será um dos anos mais quentes já registrados. No Brasil, a virada do ano e o verão serão marcados por padrões climáticos extremos, incluindo calor acima da média e distribuição irregular de chuvas

Ano Novo de 2026 chega num momento em que as mudanças climáticas deixam de ser um tema distante e passam a fazer parte do nosso dia a dia. Ondas de calor mais intensas, chuvas irregulares, secas prolongadas e eventos extremos lembram que o planeta está a mudar e de forma muito rápida.

Ressaltando que cientistas preveem que a temperatura média global em 2026 deverá ultrapassar 1,4°C acima dos níveis pré-industriais, aproximando-se do limite crítico de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima uma alta probabilidade de quebrar recordes anuais de calor nos próximos anos.

Algumas previsões dos cientistas:

  • Eventos Extremos: O aumento das temperaturas globais intensifica o risco de eventos climáticos extremos, como secas severas, inundações, tempestades e incêndios florestais mais frequentes e intensos em todo o mundo.
  • Ações Urgentes: Relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alertam para a necessidade de ações urgentes e abrangentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e evitar consequências catastróficas, destacando que muitas das metas climáticas atuais estão longe de serem cumpridas. 

Alguns impactos nas regiões do Brasil:

  • Regiões Norte e Centro-Oeste: Expectativa de maior incidência de radiação solar e chuvas convectivas, típicas da estação, mas com temperaturas elevadas acima da média.
  • Regiões Sudeste e Nordeste: Previsão de um verão mais quente e com chuvas abaixo da média, aumentando o risco de seca e escassez hídrica.
  • Região Sul: Tendência de chuvas acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul, o que pode trazer riscos de inundações.
  • Impacto na Agricultura e Energia: A distribuição irregular de chuvas e as temperaturas elevadas geram alertas para o setor agrícola e para os reservatórios de energia

As celebrações de Ano Novo de 2026 servirão como um lembrete das crescentes pressões sobre o meio ambiente e da urgência em transformar acordos globais em ações concretas para a resiliência climática

Vale aqui dizer que mais do que virar a página do calendário, 2026 pode ser visto como um ano de escolhas. Cada decisão conta: desde reduzir o desperdício e economizar energia até apoiar iniciativas sustentáveis nas escolas, nas comunidades e nas cidades. A ciência já mostrou o caminho; agora o desafio é transformar conhecimento em AÇÃO.

O ano de 2026 será um ano de esperança responsável. Novas tecnologias limpas, energias renováveis mais acessíveis e jovens cada vez mais engajados mostram que mudanças positivas são possíveis. Pequenas atitudes somadas — usar transporte público, fazer ciclovias e ciclofaixas para utilizar bicicletas de forma segura, reciclar corretamente, consumir com consciência — criam impacto real.

Como está no site OPOVO: “Os próximos anos prometem transformar profundamente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o planeta. Mudanças políticas, tecnológicas e ambientais já estão em curso e apontam para um futuro completamente diferente do que conhecemos hoje. Especialistas afirmam que 2026 será um marco histórico, um ponto de virada na maneira como a humanidade organiza a economia, o consumo e até as relações sociais“.

E no Greenpeace Brasil os desafios não param por aí:

  • Os povos originários continuam sob pressão: o garimpo ilegal em Terras Indígenas ainda não foi vencido e o Marco Temporal voltou ao debate no Congresso Nacional.
  • A COP30 terminou sem compromissos concretos para o fim do desmatamento e a transição para longe dos combustíveis fósseis, e com financiamento insuficiente para os países mais vulneráveis às mudanças climáticas.
  • O polêmico PL da Devastação foi aprovado e representa a maior ameaça ao meio ambiente dos últimos anos.
  • A exploração de Petróleo na Foz do Amazonas segue sendo defendida por muitos, mesmo indo contra a ciência e tendo potenciais impactos devastadores para a biodiversidade marinha e para comunidades tradicionais.

Infelizmente, essas são só algumas das ameaçasque estão colocando nosso país – e o planeta – em risco.

Desta forma, as celebrações de Ano Novo de 2026 servirão como um lembrete das crescentes pressões sobre o meio ambiente e da urgência em transformar acordos globais em ações concretas para a resiliência climática

Como foi publicado no MinutoSabedoria: “Ajude a natureza! Não destrua os bens que a natureza coloca a seu dispor, para ajudá-lo a progredir.Coopere com as árvores, porque elas cooperam com sua vida, na purificação do ar que você respira. Colabore com a pureza das fontes, porque elas lhe fornecem água para matar sua sede. Auxilie o solo a produzir, para que o pão seja sempre farto na mesa de todosAjude a Natureza!!!

E o Secretário-geral António Guterres da ONU – Organização das Nações Unidas diz que apesar de crises em várias partes do globo, existem recursos suficientes para salvar vidar, curar o planeta e garantir futuro de paz e justiça. E em suas palavras ele nos fala: “Em 2026, eu conclamo líderes em todo lugar: Sejam sérios. Escolha pessoas e planeta. Nosso futuro depende da nossa coragem coletiva para agir.”

Vale ressaltar que 2026 é um ano decisivo para o futuro do nosso país. Com eleições importantes se aproximando, temos a oportunidade de pressionar por políticas públicas para que a natureza seja protegida, os direitos dos povos originários respeitados e soluções sustentáveis priorizadas.

Aproveito para parabenizar o amigo Arquiteto e Urbanista Nabil Bondukivereador e professor da USP e Ex Secretário de Cultura de São Paulopelo trabalho desenvolvido seguindo firme na luta por moradia digna, proteção às mulheres, valorização da cultura, cuidado com os idosos, mobilidade e transporte coletivo de qualidade, sustentabilidade, mais áreas verdes, respeito ao patrimônio e inclusão“.

E volto mais uma vez a dizer: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” (Geraldo Vandré: Para não dizer que não falei das flores).

Eduardo Cairo Chiletto

Música: Heal the World – e as Mudanças Climáticas.


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A música do Michael Jackson “Heal the World” tem uma conexão com as mudanças climáticas, na medida em que aborda temas amplos de cuidado com o planeta e responsabilidade coletiva. Embora não seja explicitamente sobre o clima, como sua outra canção “Earth Song“, a mensagem humanitária e ambientalista da música se alinha com a causa

Para questões ambientais mais diretas, Michael Jackson lançou a música “Earth Song”(https://www.youtube.com/watch?v=XAi3VTSdTxU– aconselho a assistir), que é um hino ecológico explícito. Nesta canção, ele aborda diretamente a devastação ambiental, o desmatamento, a crueldade animal, os conflitos armados e o desequilíbrio ecológico, desafiando governos e indústrias pela falta de regulamentação da poluição. 

Mas como a música “Heal the World” serelaciona com as mudanças climáticas:

  • Mudança de atitudes: A mensagem não é só sobre sentimentos, mas sobre agir. No contexto climático, isso significa mudar hábitos, como reduzir desperdício e respeitar o meio ambiente.
  • Cuidar do planeta: A ideia central da música é “curar o mundo”, o que hoje pode ser entendido como proteger a Terra da poluição, do desmatamento e do aquecimento global.
  • Responsabilidade coletiva: A canção reforça que todos nós temos um papel em tornar o mundo um lugar melhor — o mesmo vale para reduzir emissões, economizar recursos e proteger a natureza.
  • Empatia pelas futuras gerações: Michael Jackson fala muito sobre fazer um mundo melhor para as crianças, o que se conecta diretamente com o impacto das mudanças climáticas no futuro dos jovens.

A mensagem de “Heal the World”(https://www.youtube.com/watch?v=jY81J_dI5k0):

  • Humanitarismo e Paz: A mensagem central da música é um apelo universal à paz, ao amor, à união e à solidariedade entre as pessoas, com foco especial na proteção das crianças e na erradicação da pobreza e da fome. O título significa “Cure o Mundo“, refletindo o desejo de um mundo melhor, livre de conflitos e sofrimento.
  • Responsabilidade Global: A letra incentiva a ação individual e coletiva para melhorar as condições de vida no planeta, com versos como “Se você se importa o suficiente com os que vivem / Faça dele um lugar melhor, para você e para mim”.
  • Consciência Ambiental Implícita: A ideia de “curar o mundo” pode ser interpretada de forma ampla, incluindo a cura do meio ambiente. A canção promove a noção de que, ao cuidar uns dos outros, também cuidamos do nosso lar comum, a Terra, o que indiretamente toca em questões como a degradação ambiental. 

“Heal the World” é um hino à humanidade e à compaixão, e sua mensagem de responsabilidade coletiva e cuidado ressoa com o ativismo ambiental e a luta contra as mudanças climáticas. Ela inspira as pessoas a agirem de forma positiva para um futuro melhor para todos os seres vivos e para o planeta. Ou seja: “Heal the World” pode ser vista como um hino de consciência ambiental e social. A música inspira cuidado, união e ação — exatamente o que é necessário para enfrentar as mudanças climáticas hoje.

Vale ressaltar que a canção inspirou a criação da Heal the World Foundation, uma organização dedicada a causas humanitárias e infantis

Eduardo Cairo Chiletto

Políticas Urbanas Sustentáveis e as Mudanças Climáticas. G


Paris proibiu obras de edifícios feitos com 100% CONCRETO como parte de uma nova política urbana sustentável. A medida faz parte do Plano Urbano Bioclimático Local (PLUb), aprovado pelo Conselho Municipal e em vigor desde janeiro de 2025.

Mas o que essa proibição significa? Significa que os projetos novos devem usar materiais com baixo carbono, como:

  • Madeira
  • Pedra natural
  • Hempa (cânhamo)
  • Terra crua
  • E outros materiais biossourced (fontes biológicas ou recursos renováveis), ou  reutilizados.

O plano banirá a construção de edifícios feitos exclusivamente de concreto sem materiais de baixo impacto ambiental.

A decisão é parte de um esforço mais amplo para:

  • Reduzir as emissões de carbono da construção civil;
  • Priorizar a renovação de prédios existentesem vez da demolição e reconstrução;
  • Melhorar o conforto térmico e eficiência energética das edificações;

Vale ressaltar que tudo está alinhado com as metas de Paris de neutralidade de carbono até 2050Principais impactos:

  • Projetos 100% em concreto não poderão mais ser aprovados sob o novo regulamento de planejamento urbano.
  • As construtoras e arquitetos terão que repensar o uso de materiais, incentivando soluções mais ecológicas e sustentáveis.

Segundo Ciarán James Breen no Linkedin: Isso não é apenas mais um documento de planejamento. É um plano legalmente vinculativo para tornar Paris neutra em carbono até 2050. Adotado no final de 2024, e que entrou em vigor em janeiro de 2025.

E são 7 disposições-chave que remodelam Paris:

• Materiais biofontes priorizados: Projetos de concreto 100% efetivamente proibidos. Madeira, cânhamo, palha, pedra e terra se tornam a norma.

• Índice de recobrimento urbano: Novas exigências de vegetação fortalecem telhados verdes, fachadas e pátios.

• Padrões energéticos aprimorados: Novas construções devem superar os requisitos nacionais do RE2020 (Réglementation Environnementale 2020) é a norma francesa para edifícios novos, implementada em 2022, visando a neutralidade de carbono até 2050;
• Disposições sociais: 828 propriedades reservadas para habitação social em bairros mais ricos.

• Mistura funcional: Projetos de escritórios com mais de 4.500 m² devem incluir moradia.

• Permissões baseadas em desempenho: Os projetos devem superar 3 dos 9 critérios ambientais para obter aprovação.

  • 80 novos distritos para pedestres: e o anel viário périphérique torna-se um boulevard urbano.

Vale ressaltar que novos edifícios devem integrar o design bioclimático e superar os padrões nacionais de energia. O aquecimento distrital passa para fontes renováveis e recuperadas.

E para o transporte os carros perdem prioridade: A visão é ter uma “cidade de 15 minutos” onde as necessidades diárias estão a uma caminhada ou passeio de bicicleta com duração máxima de 15 minutos.

Desta forma, a política urbana sustentável é crucial para enfrentar as mudanças climáticas, focando na mitigação (redução de emissões de GEE) e adaptação (aumento da resiliência a eventos extremos). As cidades estão na linha de frente dos impactos climáticos. Como Arquiteto e Urbanista que sou, com mestrado em Física Ambiental pela UFMT, sei que o planejamento urbano eficaz é essencial para a segurança da população

E as estratégias de política urbana sustentável incluem:

  • Mobilidade Urbana Sustentável: Incentivo ao transporte público de baixa emissão (ônibus elétricos/híbridos), estímulo ao uso de biocombustíveis e promoção de modais não motorizados (caminhada, bicicleta). O setor de transportes é um dos maiores emissores de CO2 no Brasil.
  • Gestão de Recursos Hídricos: Fechar o ciclo da água, incluindo a reutilização da água tratada, e implementar sistemas de captação de água da chuva para aumentar a resiliência hídrica, especialmente em áreas propensas à seca.
  • Soluções baseadas na Natureza (SbN): Uso de jardins de chuva, restauração de manguezais e criação de áreas verdes para ajudar na drenagem da água da chuva, reduzir ilhas de calor e proteger comunidades costeiras contra tempestades.
  • Gestão de Resíduos: Minimização da produção de lixo e gestão integrada de resíduos sólidos para reduzir a poluição e as emissões de gases de efeito estufa.
  • Eficiência Energética: Estímulo ao uso de fontes de energia limpa e renováveis, como energia solar e eólica, e redução do consumo de energia em edifícios e infraestruturas urbanas.
  • Planejamento e Redução de Vulnerabilidades: Mapeamento de áreas de risco (encostas, planícies de inundação) e integração da gestão de riscos climáticos nos planos diretores para proteger populações vulneráveis, que frequentemente vivem em assentamentos informais em áreas frágeis. 

Importante dizer que muitos municípios brasileiros enfrentam desafios como a falta de equipe técnica, orçamento e instrumentos legais adequados para implementar medidas eficazes. Apenas um pequeno número de municípios possui leis específicas de combate às mudanças climáticas. A superação desses desafios exige coordenação intersetorial e continuidade institucional. 

E volto a dizer que 2026 é um ano decisivo para o futuro do nosso país. Com eleições importantes se aproximando, temos a oportunidade de pressionar por políticas públicas para que a natureza seja protegida, os direitos dos povos originários respeitados e soluções sustentáveis priorizadas.

Importante destacar que segundo o UNDP Climate: “À medida que eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes e severos, a capacidade de antecipá-los deixa de ser opcional – é essencial para salvar vidas e proteger economias… As informações climáticas e os sistemas de alerta precoce devem estar no centro dos esforços de adaptação. Eles estão entre os investimentos mais econômicos e que salvam vidas que podemos fazer”. E a política está diretamente ligada a proteção socioeconômica de toda a população.

Eduardo Cairo Chiletto

8 de janeiro de 2026

Em que idade uma pessoa é considerada velha hoje em dia, segundo a ciência?

Um estudo realizado pela Universidade de Stanford e publicado na revista científica Nature Medicine mostra detalhes sobre o desenvolvimento biológico do envelhecimento. A equipe de pesquisa, liderada por Tony Wyss-Coray, avaliou os componentes celulares de milhares de indivíduos para identificar os momentos de mudança estrutural no corpo. A análise das amostras permitiu identificar momentos específicos em que o relógio biológico interno acelera. 

A partir de que idade uma pessoa é considerada idosa, de acordo com a ciência?

Os resultados da pesquisa indicam que o início da velhice ocorre aos 78 anos. A equipe de especialistas determinou que a vida passa por três ciclos biológicos distintos, marcados pela presença de proteínas na corrente sanguínea. 

A primeira fase corresponde à idade adulta abrange o período entre os 34 e os 60 anos de idade. A segunda fase é chamada de maturidade tardia e estende-se dos 60 aos 78 anos de idade. Ao atingir os 78 anos, o corpo entra no processo final de envelhecimento. 

O estudo explica que as transformações não ocorrem de forma linear ou uniforme ao longo do tempo. Os cientistas detectaram que os níveis de proteína plasmática permanecem constantes por longos períodos e, em seguida, sofrem variações abruptas em momentos específicos. 

O primeiro declínio físico significativo ocorre por volta dos 34 anos, quando surgem os primeiros sintomas de deterioração. Essa mudança marca o fim da juventude biológica e o início da vida adulta. 

Que alterações físicas marcam o início do envelhecimento avançado?

A ciência relaciona o processo de envelhecimento a uma capacidade reduzida de reparo do DNA. Esse fenômeno biológico desencadeia uma série de manifestações visíveis e alterações funcionais no corpo humano. O metabolismo da pessoa diminui gradualmente e a estrutura óssea perde força. O estudo publicado na Nature Medicine lista padrões comuns que definem a transição para a fase final da vida. 

As marcas mais comuns incluem: 

  • Enfraquecimento do sistema esquelético
  • Interrupção dos padrões de sono
  • Diminuição da audição e da acuidade visual
  • Perda de massa muscular
  • A redução na velocidade da mobilidade
  • O aparecimento de rugas e manchas na pele.

Especialistas também observaram que o cérebro apresenta dificuldades em recordar informações no dia a dia. Esse conjunto de sintomas é uma resposta à diminuição da produção de proteínas e a alterações no ambiente molecular do corpo. 


A pesquisa conclui que as proteínas plasmáticas sinalizam a saúde geral e a passagem do tempo em diferentes tecidos do organismo humano. Essas alterações nos níveis de proteína representam uma transformação completa do indivíduo