22 de maio de 2023

 

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Expedição para Rondônia traz conhecimento e define metas para iniciar produção de cacau em Mato Grosso

 Durante uma semana, comitiva de 40 pessoas teve a oportunidade de conhecer cadeia produtiva do cacau, produção de café e de leite

Maricelle Lima Vieira | Empaer-MT


Empaer
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Conhecer iniciativas inovadoras e tecnológicas, trocar experiências e criar a primeira marca de chocolate da agricultura familiar de Mato Grosso foram alguns dos encaminhamentos da “Expedição de Mato Grosso a Rondônia: do cacau ao chocolate, do leite ao café” entre 14 a 21.05. A iniciativa faz parte do projeto “Sistemas Agroflorestais manejados participativamente com tecnologias agroecológicas”, realizado pela Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Prefeitura de Aripuanã e apoio do Programa REM.

A comitiva de 40 pessoas, entre agricultores familiares, indígenas, representante do Consórcio do Vale do Juruena, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, servidores e gestores - percorreram as cidades de Ouro Preto do Oeste e Jaru, onde conheceram referências na cadeia produtiva da cacauicultura na região central de Rondônia. Aproveitando a oportunidade, a expedição foi até o município de Cacoal e conheceu experiências exitosas na produção de café e leite do estado vizinho.

A expedição oportunizou aos participantes conhecerem toda a cadeia produtiva do cacau que vem sendo trabalhada pelo Governo de Rondônia, por meio da Emater-RO (Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia), Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura.

O responsável pelo projeto, o engenheiro agrônomo da Empaer, Fabrício Tomaz Ramos, contextualizou que o uso de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em propriedades de agricultura familiar e terras indígenas da Região Noroeste de Mato Grosso têm garantido uma produção que respeita o meio ambiente, recupera áreas degradadas e, ao mesmo tempo, auxilia na diversificação de renda dos agricultores, que cultivam em áreas pequenas.

Em execução há dois anos, Fabrício destacou que as seis famílias que participam do projeto têm uma diversificação de renda e foram contempladas com mudas de cacau plantadas entre bananeiras Farta velhaco, BRS princesa e mamão. Também foram instalados galinheiros agroecológicos com piquetes fertirrigados, tanques suspensos de geomembrana para fertirrigação. Os sistemas agroflorestais adotados foram planejados para consorciar plantas de banana, mamão, melancia, mandioca e outras culturas, que estão em plena produção e sendo comercializados via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), nas feiras e mercados da região de Aripuanã.
 
“A expedição vem para oportunizar aos produtores, técnicos da Empaer e gestores conhecerem iniciativas inovadoras. A cacauicultura ainda é incipiente em Mato Grosso e sabemos que com tecnologia é possível alcançar produtividades elevadas, devido à similaridade edafoclimática com Rondônia. Aprender como o estado de Rondônia vem caminhando nesses cinco anos e se destacando no cenário nacional e internacional com a qualidade de amêndoas é um ótimo exemplo a seguir”, disse.



Já o secretário adjunto de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, Clovis Figueiredo Cardoso, reforçou que o cacau é uma “commodity” e se vende sozinho por ter um mercado garantido. “A expedição é a oportunidade para novas possibilidades. Com investimento do Governo e parcerias é possível transformar Mato Grosso em referência na cultura a médio e longo prazo. Vamos trabalhar muito para tornar essa expectativa realidade”.


Próximos passos


Encerrando os trabalhos da expedição, todos os envolvidos participaram do bate-papo que consolidou com a fala de cada um no diagnóstico e os próximos passos. Na ocasião, cada pessoa identificou seu papel na experiência, além de se colocar à disposição em continuar contribuindo com a iniciativa.

Fizeram parte da expedição, o superintendente de Agricultura Familiar da Seaf, Luciano Gomes Ferreira, o secretário de Agricultura de Juína, Adalberto Rodrigues Júnior, o secretário executivo do Consórcio Vale do Juruena, Gilson Cesar do Nascimento, o representante da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Pinto Reschke e também da Seaf o Leonardo Ribeiro. Além dos produtores que fazem parte do projeto: Marcos dos Santos Tizziani, cacique Raimundo Vela Arara e sua filha Karina Arara, Julielton Ribeiro de Souza, Leonardo Samuel de Oliveira Campos e os casais Aparecido Joaquim da Cruz/Zilda Ribeiro dos Santos e Ivani Marques do Nascimento/Edjalma Gomes do Nascimento.

Na equipe da Empaer, os coordenadores regionais, de Barra do Garças Luma Camargo Prados e de Juína, José Aparecido dos Santos. A assistente social Sirlene Espindola dos Santos, a agronoma Renilce Celestino de Magalhães e a nutricionista Danielle dos Santos Tavares. Os técnicos: Leonardo Diogo Ehle Dias, Wallison Mendonça de Souza, Tiago Lagares Cassiano dos Santos, Ronaldo Benevides de Oliveira Filho, Weslley Thiago Pereira de Jesus, Felipe Citadella Marques, Antônio Paulo Gedoz Barros e Antônio Carlos Pedro Carneiro, Hayath Alvez Raimundo, Geraldo Donizeti Lúcio, Leandro Libera.



REM

O Programa REM MT (REDD Ealy Movers Mato Grosso) é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW), ao estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos anos (2006-2015).

Coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o programa beneficia aqueles que contribuem com ações de conservação da floresta, como os agricultores familiares, as comunidades tradicionais e os povos indígenas, e fomenta iniciativas que estimulam a agricultura de baixo carbono e a redução do desmatamento, a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. O programa tem como gestor financeiro o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio

19 de maio de 2023

Roda de conversa visa trazer desenvolvimento no turismo e cultura em Leverger

 

Visando potencializar, fomentar e desenvolver a cultura e turismo no município, uma roda de conversa foi promovida na tarde da última quinta-feira, 18.05.2023, entre a Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), juntamente com artistas e artesões de Leverger, para debater quais são as formas viáveis de ações, que podem ser feitas com grupos folclóricos.

“Boi-à-Serra; Cururu; Siriri e Festas de Santos, são as tradições repassadas de geração para geração”.

Durante o debate, diversas propostas foram apresentadas pelos coordenadores dos grupos que mantém viva as tradições e os costumes no município, dentre elas estão: Capacitação dos membros das agremiações, criação de espaço para exposição de produtos artesanais, incentivos a cultura, criação de planilhas de mapeamento estratégicos, como também, outros temas que proporcionam o desenvolvimento do setor.

Leverger, é conhecida por suas belezas naturais, pontos turísticos que contribuíram para o desenvolvimento da economia do estado de Mato Grosso, como as usinas açucareiras, Itaicy; Maravilha; São Sebastião; São Miguel; Barra do Aricá; Tamandaré e Conceição, que ficam as margens do Rio Cuiabá, afluente do município.

 De acordo com Keiko Okamura, superintende da Secel, o principal objetivo é promover a economia no município, por meio do turismo e da cultura local.

“Estamos visitando várias cidades, colhendo informações relevantes, que apontam quais são as necessidades de investimentos, e Santo Antônio, é o município ao qual estamos realizando esse levantamento, para possíveis destinação dos recursos, que tem com o objetivo, desenvolver as ações”, disse Keiko.

Harielson Ricardo, “Dôdo”, o novo secretário da Pasta, ressalta que existem desafios, mas que momentos como esse, são essenciais para absorver informações que levam ao desenvolvimento dos trabalhos.

“Estamos aqui, buscando da melhor forma, levar até aos membros dos grupos folclóricos, ações que possam melhorar e potencializar o desenvolvimento cultural de nossa cidade”, apontou Harielson.

Para a prefeita, Francieli Magalhães, o município precisa criar opções aos visitantes, já que diversos investimentos estão sendo feitos, melhorando a trafegabilidade e logística da cidade.

“Novo Hospital, asfaltos que ligam as comunidades rurais, Orla e iluminação de vias, são investimentos que contribuem para fomentar o crescimento econômico do município, facilitando as visitações das pessoas que chegam em Leverger, e a parceria com o governo estadual, por meio da Secel, é essencial, quando visa ampliar o desenvolvimento dos pontos turísticos”, finalizou Francieli.

Fotos: Assessoria

Mato Grosso recebe maior evento nacional sobre cultura do maracujazeiro

 



Assessoria 

Embrapa

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O Estado de Mato Grosso irá sediar, entre os dias 23 e 25 de maio, o maior evento nacional sobre a cultura do maracujazeiro: o 8º Simpósio Brasileiro da Cultura do Maracujazeiro. O evento será realizado no câmpus de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá) da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), por meio do programa de extensão MT Horticultura. As inscrições são limitadas e podem ser feitas até sexta-feira (19.05), com uma taxa de R$ 50. Para se inscrever e ver a programação completa clique aqui.

O evento vai reunir participantes de mais de 10 estados e voltado para produtores rurais, técnicos, alunos de pós-graduação, extensionistas e estudantes interessados na cultura de maracujá. Os encontros serão realizados no Centro Cultural de Tangará da Serra e também na Universidade.

Além de palestras de diversos especialistas no assunto, um destaque será a apresentação de uma nova espécie de maracujá, a Cultivar Solar, descoberta e cultivada por estudantes da Unemat no município. Além disso, os alunos também poderão participar de uma amostra de trabalhos científicos em forma de resumo simples.

O professor Willian Krause, coordenador do Simpósio, explica a importância do evento. “Vai ser uma grande oportunidade para debatermos e conversarmos para sobre os avanços e gargalos da cultura do maracujazeiro”. O Simpósio vai contabilizar 20 horas de carga horária, com o certificado final.

 

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O Simpósio conta com parceria da Prefeitura de Tangará da Serra, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Secretaria de Agricultura, Feltrin Sementes, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Tangará da Serra, Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF), além do Sindicato Rural, Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT), EP Agropecuária e Governo de Mato Grosso.

Confira abaixo a programação:

 

Nos dois primeiros dias (23 e 24.05), os participantes terão acesso às palestras: O agronegócio da fruticultura; Mercado e comercialização do maracujá no Brasil; Melhoramento do maracujazeiro visando resistência ao vírus CABMV; Polinização e auto-incompatibilidade no maracujazeiro azedo: estratégias e perspectivas; Espécies silvestres de passifloras potenciais para o melhoramento e obtenção de novas cultivares; Panorama da assistência técnica e gerencial na horticultura no estado de Mato Grosso; Diferentes espécies de maracujás: cultivares e sistemas de produção; Fertirrigação aplicada no cultivo do maracujazeiro azedo;  Enxertia na cultura do maracujá visando controle da fusariose; Nova cultivar de porta-enxerto de maracujá resistente à podridão do colo; Necessidade hídrica e manejo da irrigação no maracujazeiro azedo; Manejo da virose do endurecimento dos frutos do maracujazeiro: experiência de SC.

Na quinta-feira (25), os participantes farão a visita guiada às vitrines tecnológicas das estações Manejo do maracujazeiro; Fertirrigação do maracujazeiro; Novos espaçamentos de plantio; Solar: Nova cultivar de maracujazeiro azedo (Unemat); Cultivares de espécies silvestres; Cultivo de maracujá na estufa; Demonstração de aplicação de defensivos agrícola no maracujá utilizando drone e aos estandes de empresas do setor. Fazem parte do simpósio a sexta reunião técnica sobre a cultura do maracujazeiro e a primeira Frutec-MT com a temática tecnologias para produção de frutas em Mato Grosso.

Palestrantes

Dr. Henrique Belmonte Petry – Epagri e Presidente da SBF

Dr. Gabriel Bitencourt – CEAGESP

Prof. Dr. Alexandre Pio Viana – Uenf

Prof. Dr. Carlos Eduardo Magalhães dos Santos – UFV

Dr. Nilton Tadeu Vilela Junqueira – Embrapa Cerrados

Thiago Salapata – Supervisor de Horticultura ATeG do SENAR-MT       

Dr. Fábio Gelape Faleiro – Embrapa Cerrados

Prof. Dr. Gláucio da Cruz Genuncio – UFMT

Dr. José Carlos Cavichioli – Pesquisador aposentado da APTA e professor da UNIFAI

Prof. Dra. Leonarda Grillo Neves – Unemat

Dr. Márcio Sônego – Epagri

Dr. Henrique Belmonte Petry – Epagri e SBF

Locais do evento: 

 

23 e 24 de maio – Centro Cultural Pedro Alberto Tayano Filho, Av. Brasil – Centro, Tangará da Serra.

25 de maio – Área Experimental do câmpus de Unemat, Rod. MT-358, Km 07, Jardim Aeroporto, Tangará da Serra.

Para outras informações, os interessados podem entrar em contato pelo Instagram @mthorticultura ou pelo site:  www.mthorticultura.com.br

 

 

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