24 de janeiro de 2023

8 dicas para o sucesso do turismo rural. Confira

 Assim como qualquer investimento, investir no turismo rural exige alguns cuidados, planejamentos e estudos. Além disto, boas práticas e atitudes são 

8 dicas para o sucesso do turismo rural. Confira

Você tem uma propriedade agrícola cheia de belos e interessantes atrativos e pretende compartilhá-la com o público, não só para terem a oportunidade de desfrutar o melhor da natureza, como para aumentar seus lucros com o turismo rural. Mas, e aí? O que fazer? Como proceder para que o empreendimento não seja um fiasco e todo o investimento empregado em infraestrutura seja perdido? A resposta a essas perguntas é fácil: assim como qualquer outro tipo de negócio, investir no turismo rural exige alguns cuidados, planejamentos e estudos. Além disto, algumas boas práticas e atitudes são necessárias para que o proprietário consiga prosperar como empreendedor no setor. São elas:

1- Disposição

O produtor rural que abrir as portas de sua casa e de sua propriedade ao público deve estar ciente que deverá ter a máxima disposição para com ele interagir, apresentando-lhes seu mundo, sua forma de viver e tudo aquilo que a vida no campo é capaz de oferecer.

2- Prestatividade

Ao receber o público, o produtor tem obrigação de estar preparado para isto, apresentando-se muito bem disposto em atendê-los em suas mais diversas necessidades. Além disto, deverá ser o mais prestativo do mundo e, com muito entusiasmo, fazer o impossível para tornar a experiência vivida por cada pessoa, durante a visitação, única em suas vidas. Afinal, atrativos como cachoeiras, animais exóticos, belos campos, fauna e flora, por aí têm aos montes. O grande diferencial, no entanto, é quem e como eles são apresentados.

8 dicas para o sucesso do turismo rural. Confira


3- Capacitação

Além das adaptações na propriedade, exigidas pelo Idestur (Instituto de Desenvolvimento do Turismo Rural), é fundamental um curso de capacitação para que o proprietário e seus colaboradores sejam capazes de interagir com os turistas. No caso específico do produtor rural é importante aprender algumas noções empresariais do setor.

4- Estudo da região

É fundamental para o sucesso do empreendimento que o produtor rural realize um estudo e detecte os potenciais turísticos da região e de sua propriedade, descobrindo se dentre os atrativos oferecidos há alguma coisa que possa agrupar empreendedores do setor de turismo rural na região, promovendo, também, uma sinergia que potencializa o polo turístico.

8 dicas para o sucesso do turismo rural. Confira


5- Serviços

É importante definir previamente os serviços que serão oferecidos aos turista, de forma que eles possam descobrir e explorar toda a natureza e a propriedade, sem, no entanto, agredir ou danificá-los.

6- Questões ambientais

Prestar atenção aos procedimentos realizados no dia a dia da fazenda também é fundamental para oferecer conforto e evitar acidentes com os turistas. Neste sentido, será necessário uma série de cuidados para que nada de ruim aconteça aos visitantes, como placas informativas, cercas, guardar os equipamentos de trabalho (enxadas, foices, fações, entre outros) em local apropriado, suspender o uso de produtos químicos na propriedade, entre outros.

8 dicas para o sucesso do turismo rural. Confira


7- Produção

É fundamental que o produtor saiba que não poderá abandonar suas atividades diárias na fazenda, mesmo tendo aberto as porteiras aos visitantes. Afinal, o que eles mais querem é vivenciar a vida rural. Sendo assim, não se pode contar apenas com os atrativos naturais em um empreendimento como este. Deve-se, portanto, unir produção com atração.

8- Divulgação

Paciência e divulgação, duas atitudes que devem ser levadas a sério pelo produtor rural. Afinal, leva-se tempo e exige-se muito trabalho até a capitação, conquista e fidelização do público.

Por Silvana Teixeira.
Fonte: Globo Rural.  - 
 

site www.cpt.com.br. 



PROPOSTAS DE BOAS PRÁTICAS NO TURISMO RURAL - por Geraldo Donizeti Lúcio

Geraldo Donizeti Lúcio 

Podemos considerar como conceito, que Boas Práticas Agropecuárias são as normas e procedimentos que devem ser observados pelos produtores rurais para garantir a produção de alimentos seguros, com atributos de interesse do produtor e livres de qualquer tipo de substância que possa trazer prejuízo ao consumidor, em sistemas de produção sustentáveis, ou seja, que respeitem as legislações ambientais e trabalhistas (EMBRAPA - Pecuária Sudeste, 2010).

Atualmente, cada vez mais, a adoção dessas Boas Práticas, serão exigidas pelo mercado, inclusive através de programas de certificação e de fidelização, até mesmo por parte dos varejistas.


Boas Práticas no Turismo Rural  

Entendemos que o turismo rural também deve buscar o atendimento às normas e procedimentos que garantam a satisfação do turista, quanto ao produto e ao atendimento e, propiciem uma atividade social, econômica e ambientalmente sustentável e, ainda, verdadeiramente rural, valorizando seus atrativos.

Inicialmente, faz-se necessário um adequado diagnóstico da propriedade, considerando aspectos como:

  • ·        Infraestrutura básica;
  • ·        Acessibilidade;
  • ·        Equipamentos de lazer e entretenimento
  • ·        E atrativos.

Assim, devemos providenciar, um bom inventário do que existe e do que oferecemos ao visitante.

Além disso, devemos definir tipo de público, forma de visitação e características do produto turístico oferecido.

Nesse diagnóstico, devemos também analisar o entorno da propriedade, inclusive para definir parceiros e futuros roteiros, de forma associativa, conhecer a infraestrutura de apoio ao turismo como:

  • ·        Meios de hospedagem;
  • ·        Serviços de alimentação;
  • ·        Guias de turismo;
  • ·        Agências receptivas
  • ·        E empresas de transporte, que estejam na área de abrangência do seu negócio de turismo rural.

As Boas Práticas no Turismo Rural devem orientar, também, um bom planejamento, considerando aspectos como:

  • ·        Locais possíveis de visitação na propriedade;
  • ·        Tempo de visitação em cada atividade
  • ·        Segurança do visitante
  • ·        E adequar a sinalização turística (interna e externa).

O fator primordial para o sucesso da atividade turística, a mão de obra, familiar ou não, deve, antes de tudo, considerar as características e habilidades individuais de cada trabalhador, mas sem negligenciar a capacitação dessa mão de obra, por exemplo:

  •  No preparo de alimentos, 
  • No atendimento aos diferentes públicos 
  • E no respeito aos padrões de segurança. 

Lembrando que, para adequar-se aos conceitos de Boas Práticas deve-se seguir a legislação trabalhista, garantindo os direitos de toda a equipe.

Outra questão fundamental, diz respeito ao meio ambiente.

A valorização da paisagem deve fazer parte do planejamento da propriedade, tornando-a mais um atrativo para o visitante.

Para tanto, faz-se necessário o monitoramento de impactos (inclusive lixo e dejetos) e a observância da legislação ambiental.

No aspecto de produção agropecuária, deve-se privilegiar as mais sustentáveis, como a produção orgânica.

Devemos ainda buscar uma equilibrada administração do negócio, através, por exemplo, de planilhas de custo x receita por atividade turística, fazer um levantamento do perfil do visitante:

  •  Sua origem, 
  • Meio de transporte utilizado, 
  • Faixa etária, 
  • Renda familiar 
  • Etc. 

Que poderá auxiliar numa bem sucedida estratégia de marketing e, realizar uma constante avaliação do negócio em turismo rural permitindo adequações e melhorias aos processos e à atividade turística.

O turista é antes de tudo o cliente!

E o que ele espera é ser positivamente surpreendido.

No turismo rural, cada dia mais, encontramos pessoas interessadas em vivenciar e compartilhar momentos únicos, que só podem ser sentidos no universo rural.

Com a adoção de Boas Práticas como instrumento de gestão, podemos tornar essa experiência ainda mais marcante e encantadora.

Fonte: https://www.agrolink.com.br/culturas/manga/coluna/boas-praticas-no-turismo-rural_387752.html


Geraldo Donizeti Lúcio 

Agente Tecnico EMPAER - MT

Especialista em  Turismo Rural

PROPOSTA DE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE DO TURISMO RURAL NA AGRICULTURA FAMILIAR PARA PROJETOS DA EMPAER – MT

 

Geraldo Donizeti Lúcio

Turismo Rural é definido como o conjunto de “atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade”. Para os empreendedores e produtores locais, o Turismo Rural diversifica as possibilidades de emprego e renda para a comunidade. Além disso, contribui para a valorização do patrimônio cultural e natural dos destinos turísticos. Mais amplamente, favorece o desenvolvimento: socio, econômico, ambiental, cultural, político e, consequentemente, apresenta vários indicadores de dá sustentabilidade para este segmento.

 

1.     AMBIENTAL

1.1 PROTEÇÃO DO LUGAR: Baseado no Índice UICN – União Internacional para Proteção do Lugar.

1.2 GESTÃO DE RESÍDUOS: Recolhimento e destinação do lixo, porcentagem de águas residuais, abastecimento de água.

 1.3 ECOSSISTEMAS CRÍTICOS: Número de espécies raras em perigo, na flora e na fauna

1.4 CONTROLE DO DESENVOLVIMENTO: Existência de procedimento de revisão ambiental ou controles formais do desenvolvimento do lugar e densidades do uso.

 

2.     SOCIAL

2.1 PRESSÃO:  Número de turistas que visitam o lugar (por ano/mês/afluência máxima) Intensidade no uso,

2.2 INTENSIDADE: do uso na alta temporada (número de pessoas por hectare, *capacidade de carga.)

2.3 IMPACTO SOCIAL: Relação entre os turistas e os moradores locais

2.4 NÍVEL DE SATISFAÇÃO DA POPULAÇÃO LOCAL: Nível de satisfação da população local (baseado em entrevista com a comunidade local)

2.5 RECURSOS HUMANOS: Avaliação das características e habilidades dos assentados (agricultores familiares)

 

3.     ECONÔMICO

ATIVIDADES ECONÔMICAS: Fazer um levantamento das atividades desenvolvidas, tanto de natureza agrícolas como não agrícolas no meio rural.

 

4.     POLÍTICO E ORGANIZACIONAL

 4.1 ASSOCIATIVISMO/COOPERATIVISMO: Entender o nível de organização social existente no local.

4.2 PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO: Existência de planos metódicos organizados para a região do destino turístico ou do produto turístico.

 

5.     INDICADORES COMPOSTOS

5.1 CAPACIDADE DE CARGA: Medidas para fins de alarme antecipado, relativa aos fatores chaves que afetam a capacidade do lugar para diferentes níveis de produto e ou atividades turística.

5.2 PRESSÃO DO LUGAR: Medida de níveis de impacto sobre o lugar (seus atributos naturais e culturais devidos ao turismo e outras pressões acumulativas do setor).

5.3 ATRAÇÃO: Avaliação qualitativa dos atributos do lugar que tornam atrativo para o turismo e que podem mudar com o tempo, especialmente, no que diz respeito à especificidade da agricultura familiar.

5.4 SATISFAÇÃO DO TURISTA: Nível de satisfação do visitante no meio rural (baseado em entrevistas)

 

FATORES RELEVANTES PARA OBTENÇÃO DOS ÍNDICES EM TURISMO RURAL NO ESTADO DE MATO GROSSO – NA EMPAER – MT

 

AUMENTAR OS ÍNDICES DE NÚMERO DE PROPRIEDADES ATENDIDAS NAS ATIVIDADES DE TURISMO RURAL

·         Hospedagens

·         Alimentação – gastronomia

·         Atividades desportivas, recreativas e de aventura

·         Produção associada ao turismo (gastronomia, agroindústria, artesanato, manifestações culturais)

·         Caminhadas na natureza

 

AUMENTAR OS ÍNDICES DE NÚMERO DE AGRICULTORES FAMILIAR ATENDIDOS NAS ATIVIDADES DE TURISMO RURAL

·         Hospedagens

·         Alimentação

·         Transporte terrestre

·         Transporte aéreo

·         Aluguel de transportes

·         Atividades desportivas, recreativas e de aventura

·         Agências operadoras

·         Transportes aquaviários

·         Produção associada ao turismo (gastronomia, agroindústria, artesanato, manifestações culturais)

·         Caminhadas na natureza

·         Condutor local (guia local)

 

AUMENTAR OS ÍNDICES DE ARRECADAÇÃO DO ICMS NAS ATIVIDADES DE TURISMO RURAL

·         Hospedagens

·         Alimentação

·         Transporte terrestre

·         Transporte aéreo

·         Aluguel de transportes

·         Atividades desportivas, recreativas e de aventura

·         Agências operadoras

·         Transportes aquaviários

·         Produção associada ao turismo (gastronomia, agroindústria, artesanato, manifestações culturais)

·         Caminhadas na natureza

 

AUMENTAR OS ÍNDICES DO NÚMERO EMPREGOS GERADOS NAS ATIVIDADES DE TURISMO RURAL

·         Hospedagens

·         Alimentação

·         Transporte terrestre

·         Transporte aéreo

·         Aluguel de transportes

·         Atividades desportivas, recreativas e de aventura

·         Agências operadoras

·         Transportes aquaviários

·         Produção associada ao turismo (gastronomia, agroindústria, artesanato, manifestações culturais)

·         Caminhadas na natureza

·         Condutor local (guia local)

 

AUMENTAR OS ÍNDICES DE RENDA GERADAS NAS ATIVIDADES DE TURISMO RURAL

·         Hospedagens

·         Alimentação

·         Transporte terrestre

·         Transporte aéreo

·         Aluguel de transportes

·         Atividades desportivas, recreativas e de aventura

·         Agências operadoras

·         Transportes aquaviários

·         Produção associada ao turismo (gastronomia, agroindústria, artesanato, manifestações culturais)

·         Caminhadas na natureza

·         Condutor local (guia local)

 

CONCLUSÃO

RESUMO DOS ÍNDICES A SEREM ALCANÇADOS EM TURISMO RURAL NO ESTADO DE MATO GROSSO – NA EMPAER – MT

AUMENTAR OS ÍNDICES NAS ATIVIDADES DE TURISMO RURAL EM TERMOS PERCENTUAIS

1.     Número de propriedades atendidas

2.     Número de agricultores familiar atendidos

3.     Número de empregos gerados

4.     Aumento na renda geradas na propriedade

5.     Arrecadação do ICMS

 

ELABORADO:

Geraldo Donizeti Lúcio – Agente Técnico da COATER