18 de janeiro de 2023

Carne na lata é tradição da culinária caipira que ganhou status de iguaria

 


Carne conservada em lata: tradição caipira no Brasil que ganhou nome fino na gastronomia - Getty Images/iStockphoto

Carne conservada em lata: tradição caipira no Brasil que ganhou nome fino na gastronomia 
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Flávia G Pinho

Colaboração para Nossa

16/01/2023 04h00 

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Morador de Lagoinha, cidadezinha com menos de 5 mil habitantes no interior de São Paulo, José Roberto Landim tem 50 anos de idade e só 26 anos de convívio com a eletricidade — foi só em 1997 que a energia chegou à zona rural do município e ele conseguiu, finalmente, ligar uma geladeira na tomada de casa.

Até então, o jeito era conservar a carne do mesmo jeitinho que faziam sua mãe, Maria Rita, e sua avó, Filipina: fritar bem devagarinho e armazenar dentro da banha.

É um negócio antigo, do tempo que não tinha geladeira. A gente matava um porco bastante grande, de até 10 arrobas, e guardava a carne na lata", recita Landim, que não perdeu o hábito depois do advento da refrigeração. 

"O bom é que, quando chega visita, a comida está pronta e a gente pode servir mais rápido."

Carne de porco, pato e ganso pode conservada em lata ou vidro - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Carne de porco, pato e ganso pode conservada em lata ou vidro
Imagem: Getty Images/iStockphoto

O processo que Landim aprendeu com a sabedoria caipira tem nome chique nas cozinhas da França: confit. Segundo Myrna Corrêa, autora do "Dicionário de Gastronomia" (Matrix), trata-se de uma das formas mais antigas de conservação de alimentos, que pode ser aplicada a carnes de ganso, pato e porco, entre outras.

As carnes são cozidas lentamente em gordura, que age como conservante e amaciante. Após a cocção, a carne é conservada, geralmente, em recipiente de barro ou vidro, sem contato com o ar e a luz", explica a autora.

Tradição conservada

Pelas cozinhas interioranas do Brasil, é o porco que impera nesse preparo. A receita, passada de pai para filho, é um dos pontos altos do dia da matança do porco, quando parentes e vizinhos se reúnem para abater o animal que passou os últimos meses na engorda.

Como é carne que não acaba mais, diferentes preparos ajudam a aproveitar o bicho inteiro, do focinho ao rabo. Somente pernil, lombo e interior da paleta são destinados às latas. Há muita ciência nessa escolha, já que carnes sem ossos têm maior durabilidade.

Na lata ou no vidro, entram várias partes do porco - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Na lata ou no vidro, entram várias partes do porco
Imagem: Getty Images/iStockphoto

"Não é pelo fato de serem cortes nobres, porque o caipira não olha para a carcaça da mesma forma que o caboclo da cidade. O pé de porco é tão disputado quanto o lombo", garante o chef Rafael Cardoso, o Rafa Bocaina, que mantém o ritual no sítio onde vive, em Silveiras (SP).

Hoje, todos os rincões da Serra da Bocaina têm luz elétrica, mas a carne da lata continua sendo uma iguaria. A gente faz por prazer."

Como fazer carne em lata

Na hora do preparo, não pode ter pressa. Temperados com sal, alho e pimenta-do-reino, os pedaços de carne são fritos bem devagarinho, ao longo de horas, na própria banha suína. E nem adianta querer inventar temperos muito diferentes, como adverte Angelita Gonzaga, chef do restaurante Celeiro Arimbá, em São Paulo.

"Se você põe ervas frescas, elas queimam durante a fritura. Pode até colocar uns ramos inteiros de alecrim antes, mas o certo é removê-los na hora de fritar."

Banha do próprio animal ou comprada em mercado garantem o preparo - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Banha do próprio animal ou comprada em mercado garantem o preparo
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Na roça, usa-se a gordura do próprio porco que foi abatido, mas quem vive na cidade grande já encontra banha de qualidade nos empórios e mercados.

É fundamental que, no fogo, a gordura não atinja temperatura muito alta. Como fazer esse controle no fogão a lenha? Taí outra sabedoria caipira. "A gente vai pingando um pouquinho d'água, para que a gordura não passe dos 100ºC", ensina Rafa.

Já bem fritinhos, os pedaços de carne vão para um recipiente fechado, ao abrigo da luz e do contato com o ar, dentro da própria banha, que solidifica e adquire textura pastosa.

Carne na lata

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A lata é o material mais usado no interior, mas vale apelar para o vidro e até para o pote plástico com tampa hermética. O segredo, ensina Angelita, é ter cuidado para que nenhuma pontinha de carne escape da proteção da gordura, o que compromete a conservação. "Costumo armazenar em latas pequenas, para usar o conteúdo todo de uma vez só", ela diz.

Validade impressionante

Fechada a tampa, Rafa aconselha esperar de uma semana a 15 dias antes de comer, para apurar o sabor. Melhor ainda se for depois de um mês. Depois disso, o tempo de validade é impressionante.

Fora da geladeira, dura até uns três meses se estiver em local fresco. Na refrigeração, é ainda maior. Abri recentemente uma lata que guardei na câmara fria por dois anos, estava deliciosa", diz o chef. 

Na hora de servir a carne na lata, não há regras. Se a visita chegou sem avisar, como é costume na roça, basta jogar carne e gordura na panela e esperar borbulhar.

No Celeiro Arimbá, Angelita serve a iguaria como sugestão do dia, na companhia de tutu de feijão ou de feijão tropeiro. Mas os cortes também rendem belos sanduíches e entram naquela farofa rica, que a gente respeita

16 de janeiro de 2023

As mulheres são as protagonistas na realização das Feiras de Exposição e Vendas de Produtos da Agricultura Familiar. (Por Geraldo Lúcio)

 As Feiras Livres da Agricultura Familiar fazem parte de uma política pública prioritária que proporcionasegurança alimentar, abastecimento e comercialização de produtos e serviços com sustentabilidade dos   hortifrutigranjeiros.


Historicamente, a área rural é caracterizada pelo poder de decisão do homem, como gestor e provedor de todos os recursos necessários para a manutenção familiar. 


Com a intervenção das políticas públicas destinadas ao desenvolvimento socioeconômico no meio rural, tem se priorizado a redução da desigualdade de gênero, raça e geração, fator mais comum no meio rural, principalmente em regiões mais remotas.  Nos últimos anos tênis observado  que as mulheres aparecem de forma significativamente  quanto ao seu protagonismo e a sua participação no orçamento e no planejamento familiar e da unidade produtiva na agricultura familiar 


No tocante as Feiras da Agricultura Familiar vemos que contempla empreendimentos rurais organizamos formalmente ou informalmente.

Produtos primários  in’natura como: produtos do extrativismo primários, de origem vegetal, frutas, legumes, verduras,  de origem animal, leite,  animais vivos e carnes diversas.

Produtos transformados: Derivados de leite, laticínios em geral, embutidos e defumados, doces, licores, cachaças, vinhos, compotas, produtos transformados do extrativismo: castanhas, amêndoas, mel, etc.

Artesanato em fibras, sementes, madeiras, etc.


No que se refere à questão de gênero, as Feiras contempla um público de famílias, das quais uma boa porcentagem são jovens, e notamos a presença principalmente das mulheres, demonstrando que as mulheres têm uma participação plena e efetiva no processo de gestão e tomada de decisão. 


As mulheres são vistas na propriedade na cadeia produtiva dentro da propriedade, mas da porteira para fora, as mulheres também se efetivam com destaque na comercialização, pois são maioria na gestão e na atividade comercial.


As mulheres se destacam  no encargo do planejamento econômico de toda a cadeia produtiva, mensurando os investimentos, custeios, despesas e receitas do trabalho desenvolvido, o que traz empoderamento, consolidando-se como uma atividade economicamente rentável para o produtor rural, o qual passa a se relacionar diretamente com facilidade junto o consumidor final.


Assim quanto vamos até uma feira livre de exposição e vendas de produtos da agricultura familiar é possível observas a maioria de protagonistas mulheres no processo com índices atuais de  79% de participação em detrimento a presença dos homens. 


Geraldo Lúcio, Zilair Martins
do Empório Serra Pantaneira  e Naja Varley 


A Serra Pantaneira é a propriedade da agricultura familiar  Zilair,    ela produz  a cana de açúcar e faz a cachaça  em seu proprio alambique na Comunidade Quilombola Morro Cortado na sua  propriedade,  cachaça  denominada Serra Pantaneira.


 Além da cachaça Zilair  fabrica vários derivados da banana da sua própria produção, como por exemplo a banana chips.


 Sua propriedade é de administração familiar, onde  cultivam, cana, banana e  reflorestam, com cumbaru.


Além da mão de obra familiar, já estão proporcionando emprego para  outras pessoas da comunidade.


A Serra Pantaneira  fica aproximadamente 70 km da BR 070 de Cuiabá sentido a Cáceres ao lado direito da rodovia.


Zilair iniciou o seu empreendedorismo da porteira para dentro e da porteira para fora na comercialização de seus produtos em feiras livres, eventos turísticos, exposições. Atualmente ela conseguiu a sua tão sonhada loja de Exposição e Vendas de seus produtos, ( Empório Serra Pantaneira) onde ela comercializa os seus e diversos outros produtos da Agricultura Familiar da região.


Zilair é um exemplo do protagonismo da mulher na gestão da propriedade da porteira para dentro e para fora, da comercialização.




Geraldo Donizeti uLúcio 

Agente Tecnico da EMPAER - MT

Especialista em Turismo Rural

Pastor auxiliar do Ministério Voz da Verdade CN Cuiabá Sede

Blogueiro deste.



A Feira da Agricultura Familiar, fomenta a produção rural e promove o Turismo Rural, como fator de atratividade turística - (Por Geraldo Lúcio).



A feira da Agricultura Familiar  causa impactos econômicos positivos e sociais importantes para o segmento  da Agricultura Familiar, podendo ser um fator de atratividade turística no município e na localidade protagonista.


A feira  além de suprir com qualidade a alimentação da população local, também contribui com a economia das respectivas localidades, onde se realizam. 


As rendas geradas pela feira possuem como principal destino o comércio da população urbana, que por sinal, é um indicador econômico que, por vezes, passa despercebido pelos órgãos municipais, sendo alvo de pouca atenção e incentivo. 


Os  espaços formatados para comercialização possibilitam que os agricultores familiares vendam seus produtos diretamente ao público consumidor, reduzindo a interferência de atravessadores que possam prejudicar o lucro direto da produção.


Além de ser um canal de comercialização, a feira tem o papel fundamental de fomento ao associativismo, cooperativismo, turismo rural entre os agricultores, os consumidores e o poder público, com a vantagem de oferecer à população e visitantes (turistas) a oportunidade de comprar produtos frescos, diretos do campo com preços mais acessíveis. 


No aspecto geral, a feira  representa uma alternativa viável dos agricultores escoarem mais facilmente a produção.


A feira ocorre beneficiando três  agentes: 

  1. Os feirantes agricultores familiar, 
  2. Os que se abastecem para o comércio urbano; (comerciantes)
  3. Os consumidores, população (local ou turistas)


Além disso, percebe-se que os feirantes sempre são inclusivos e solidários, sendo que além de comercializarem produtos e de terceiros, também destinam alguns de seus excedentes de feiras para doações no urbano e rural.


A feita se constitui num dos melhores canais de comercialização para agricultura familiar, pois funciona como termômetro de qualidade dos produtos. 


A feira é o melhor mercado por excelência onde o consumidor pode se comunicar diretamente com o produtor e dar um retorno direto sobre como estão os alimentos à venda e praticar a livre comercialização em negociação dos valores. 


A opção por comercializar produtos em feiras garante ao agricultor familiar rentabilidade e movimenta a economia de muitas famílias que vivem no meio rural


O fato de se relacionar diretamente com o consumidor, sem o atravessador, melhora o valor agregado e recebido pelos produtos.


A feira é um canal de comercialização que ainda proporciona a inserção e inclusão  dos pequenos produtores no mercado, pois não são necessárias grandes quantidades de produtos agrícolas para um dia de feira.


Portanto  é um espaço em que, tanto o pequeno agricultor, quanto quem pratica agricultura familiar, pode inserir e incluir  seus produtos e, por conseguinte, passar a fazer parte de um algo maior. Desde que passam a integrar a economia e a cultura dessas regiões: abastecendo as cidades pequenas e o entorno. 

Muitas vezes, por intermédio de comerciantes locais, acabam por abastecer cidades pequenas, mas distantes das rotas de distribuição de alimentos, contribuindo assim, com a economia local por meio da circulação de dinheiro no comércio. 


Uma vez que a economia está interligada com o sistema produtivo, logo a feira está interligada com o sistema produtivo, ao proporcionar a geração de empregos e rendas .


A feira também pode ser uma porta de entrada para outras atividades de rentabilidade econômica para os agricultores, como o advento do turismo rural.


O turismo rural pode ser desencadeado no município, na localidade onde está  sendo realizada a feira, pois a partir dos alimentos expostos e comercializaria, os consumidores ficam curiosos para saber como é a unidade de produção familiar de origem dos produtos. 

E o produtor rural pode a partir dessa troca, considerar o agendamento de visitas turísticas à sua propriedade, dando início a uma nova atividade na propriedade ou novo serviço, que é conhecido como segmento do turismo rural.




Geraldo Donizeti Lúcio 

Agente Tecnico da EMPAER - MT

Especialista em Turismo Rural

Pastor auxiliar do Ministério Voz da Verdade CN Cuiabá Sede

Blogueiro deste.

REFLEXÃO * SALMO 23.* O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará !

O Senhor é o Meu Pastor...

*Isso é Relacionamento!!*

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Nada Me Faltará...

*Isso é Suprimento!!* 

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Caminhar Me Faz Por Verdes Pastos...

*Isto é Descanso!!*

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Guia-me Mansamente A Águas Tranquilas...

*Isso é Cuidado!!*

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Refrigera Minha Alma...

*Isto é Cura!!*

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Guia-me Pelas Veredas Da Justiça...

*Isto é Direção!!*

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Por Amor Do Seu Nome...

*Isso é Propósito!!*

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Ainda Que Eu Andasse Pelo Vale Da Sombra Da Morte...

*Isto é Provação!!*

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Eu Não Temeria Mal Algum...

*Isso é Fé!!* 

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Porque Tu Estás Comigo...

*Isto é Fidelidade!!*

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A Tua Vara e o Teu Cajado Me Consolam...

*Isso é Esperança!!*  

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Unge a Minha Cabeça Com Óleo...

*Isto é Consagração!!*  

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E o Meu Cálice Transborda...

*Isso é Abundância!!*  

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Certamente Que a Bondade e a Misericórdia Me Seguirão Todos Os Dias da Minha Vida...

*Isto é Bênção!!* 

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E Eu Habitarei Seguro Na Casa Do Senhor...

*Isso é Promessa!!*

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Por Longos Dias...

*Isso é Eternidade!!!*


Fonte: Pastor Ivon Silva 

Empaer e Seaf marcam presença na 38ª Corrida de Reis

 Foi montado um estante que oportunizou aos corredores e visitantes a doação de banana, mel e rapadura, além da exposição de alguns produtos produzidos pelos cooperados da Coopeveg que foram doados ao final do evento

Maricelle Lima Vieira | Empaer-MT 

Empaer
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A Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) e a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), marcaram presença na 38ª edição da Corrida de Reis, na manhã deste domingo (15.01), na Capital. A parceria viabilizou aos participantes da prova e público presente - a visita no estande montado com vários produtos produzidos por agricultores familiares cooperados da Cooperveg.

Foram disponibilizados ainda aos visitantes, a banana, o mel e a rapadura – três alimentos ricos em fornecimento rápido e adequado de energia que ajudam no restabelecimento das perdas corporais dos atletas que concluíram a prova.

Com a presença da secretária da Seaf, Teté Bezerra e da diretora sistêmica da Empaer, Flávia de Souza Almeida e servidores - a ação foi elogiada pelos participantes. Entre eles, a professora aposentada, Luciana Alves, 62 anos, que concluiu os 10 quilômetros e chegou bem cansada. “Não tem nada melhor que chegar de uma corrida e consumir uma banana e uma porção de rapadura. Minhas energias voltaram instantaneamente. O organismos agradece e conto com a participação da equipe novamente o ano que vem”, disse ela aos risos.

Foto: Empaer

Quem também ficou bem feliz, foi o empresário Armando Nogueira, 52 anos. Natural de São Paulo e, a trabalho em Cuiabá, disse que ficou encantado com a exposição dos produtos produzidos na baixada cuiabana. “Tiver a oportunidade de conhecer o pequi na casca e fiquei bem surpreso. Não conhecia a fruta que é tão comum na região. Quem disse que corrida também não é cultura?”, questionou ele.

A estudante Amanda Soares Almeida, 25 anos, também elogiou o espaço da agricultura familiar. “Corri com amigos e logo que chegamos fomos ao estante e recebemos a banana, o mel e a rapadura. É uma explosão de energia que deixou todo grupo satisfeito e com o corpo saciado de energia. Nas corridas dão frutas, mas a rapadura e o mel foram uma ótima surpresa”.

Ao todo, 15 mil pessoas se inscreveram para a 38ª Corrida de Reis deste ano. A prova é a maior do Centro-Oeste e uma das principais do Brasil.

Foto: Empaer


Estudantes do IFMT fazem estágio na Empaer

 Nove estudantes realizam estágios no laboratório e em cinco municípios de Mato Grosso.

Rosana Persona | Assessoria/Empaer-MT 

Estágio com alunos do IFMT/Campus São Vicente - Foto por: Empaer-MT
Estágio com alunos do IFMT/Campus São Vicente
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Alunos do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), do curso Técnico em Agropecuária, estão fazendo estágio no Núcleo de Laboratórios da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizado no município de Várzea Grande e nos escritórios regionais. No laboratório, os alunos aprendem todos os passos da micropropagação vegetal para multiplicação de mudas de bananeira e outras, desde o preparo de soluções químicas até a produção de mudas de banana in vitro.

O coordenador de Pesquisa e Fomento da Empaer, José Ricardo Brito, conta que foi celebrado um acordo de cooperação entre Empaer e IFMT / Campus de São Vicente, referente à concessão de estágio para alunos da instituição (nos termos da Lei número 11.788 de 25/09/2008), qualificação profissional e o desenvolvimento de atividades de ensino pesquisa e extensão. Conforme Brito, o acordo de cooperação tem por objetivo proporcionar aos alunos oportunidade de realização de estágio, sem vínculo empregatício na empresa.

Segundo Brito, os candidatos são selecionados de acordo com os requisitos necessários à função a ser desempenhada e de acordo com as suas atividades curriculares. Durante o estágio é designado um profissional para orientar, supervisionar e acompanhar as atividades do estagiário. Além do laboratório, técnicos da Empaer estão supervisionando sete estagiários, nos municípios de Rondonópolis, Jaciara, Pontes e Lacerda, Torixoréu e Barra do Bugres.

Empaer-MT

Atividade no laboratório de Tecido Vegetal

Em Várzea Grande, alunos do ensino médico e universitário fazem visitações aos laboratórios e aulas práticas. Também são recebidos alunos para estágio nos laboratórios.

Para produção de mudas in vitro de banana, os estagiários João Victor Pinho de Almeida e Ingrid Campos Esteves permanecem seis horas diárias no laboratório e necessitam de uma carga horária total de 210 horas, conforme exigência do curso.

A estagiária Ingrid termina o curso de técnico em agropecuária em 2024, e tem a intenção de encerrar o ensino médio e prestar vestibular para zootecnia para trabalhar com animais de grande porte. Ela relata que o laboratório de Tecido Vegetal tem bastante atividade, por isso está aprendendo na prática a fazer o meio de cultura utilizando as mudas e brotos. “Estou aqui apenas uma semana e vou aprender todo o processo para produção de mudas in vitro. Essa área é muito interessante e estou bem entusiasmada com toda informação”, ressalta.

O estudante João Victor está encerrando o curso e se forma em março deste ano. Ele também recebe orientações por meio de técnicas de micropropagação, com controle de qualidade em todas as fases de produção. As tarefas no laboratório contam com informações técnicas e práticas. Conforme João, encerrando o ensino médio pretende fazer uma faculdade e ingressar no curso superior em tecnologia de alimentos. “Eu gosto muito dessa atividade em laboratório, me vejo atuando nessa área de forma profissional”, diz.

No laboratório de Cultura de Tecido Vegetal, os estagiários são supervisionados pelo técnico agrícola da Empaer, Guilherme Araújo Pessoa, e estão recebendo orientações de como preparar o meio de cultura, procedimento, assepsia e esterilização, manipulação do material vegetal in vitro, manutenção, noções dos equipamentos utilizados e outros. O laboratório atua produzindo mudas de alta qualidade a partir de plantas rigorosamente selecionadas. É especializado principalmente na cultura da bananeira, além de desenvolver com plantas ornamentais (orquídeas e flores tropicais) e abacaxi. As mudas são produzidas in vitro isentas de pragas, doenças e com a vantagem de produzir mais que as plantas convencionais.

“Toda essa tecnologia é repassada para os estagiários que acompanham todo processo com a escolha da planta retirada do rizoma, limpeza e desinfestação do explante, inserção do explante em meio de cultura, brotações, enraizamento, aclimatização e plantio. Esse método de propagação e produção de mudas, vêm sendo desenvolvidos e aperfeiçoados para elevar a taxa de multiplicação em curto espaço de tempo e melhorar a qualidade das mudas”, explica Pessoa.

Empaer-MT

Produção de mudas de banana in vitro

A turma é formada de nove jovens que estarão aptos a atuar como técnicos agropecuários em diversas áreas produtivas de intituições públicas, privadas e outros