21 de julho de 2022

Escravidão entre os indígenas

"Família de um chefe camacã se prepara para uma festa", de Jean Baptiste Debret - Os índios foram os primeiros escravos no Brasil
Recibo de compra e venda de escravos. Rio de Janeiro, 1851

No que viria a ser o Brasil a escravidão já era praticada pelos índios na sua forma mais primitiva bem antes da chegada dos europeus. Entre os tupinambás, que eram antropófagos, a maioria dos escravos eram capturados nas tribos inimigas e acabavam sendo devorados.[5] Porém, entre a captura e a execução, eles poderiam viver como escravos durante anos. Entre os tupinambás a escravidão não tinha nenhum valor econômico. Os cativos apenas serviam para serem exibidos como troféus de valor militar e honra ou como carne a ser devorada em rituais canibalescos que poderiam acontecer até quinze anos após a captura. Os escravos eram incorporados à comunidade sendo que algumas escravas se casavam com os homens da tribo. Os cativos reconheciam-se como escravos e como homens derrotados e o sentimento de degradação entre eles era forte. Mesmo se escapassem não seriam aceitos pela sua tribo de origem, tamanho era o estigma em ter sido reduzido à escravidão, fazendo com que servissem ao seu senhor fielmente, sem a necessidade de serem vigiados. Embora os escravos fossem geralmente bem tratados entre os tupinambás, eles tinham consciência que estavam condenados e que, a qualquer tempo, poderiam ser executados e devorados em orgias canibalescas, inclusive as mulheres incorporadas à tribo como esposas.[5]

Entre as tribos índias que não eram canibais, mas praticavam a escravatura, os papanases não tinham costume de matar os que os ofendiam, mas faziam deles escravos. Os guaianás não comiam carne humana e faziam os prisioneiros escravos. Os tapuias também faziam os cativos escravos.[6] Relata Gabriel Soares de Sousa no Tratado descritivo do Brasil em 1587:

Os cadiueus viviam do tributo e do saque que faziam às tribos suas vizinhas. A sua sociedade era estratificada e a sua base era constituída por escravos, prisioneiros dos conflitos com as tribos vizinhas. Os terenas, apesar de pagarem tributos aos cadiueus e serem seus subordinados, também tinham a sua sociedade estratificada e a sua base também era constituída por escravos.[8]

Apropriação da escravidão indígena pelos colonizadores portugueses

As constantes guerras intertribais foram usadas pelos colonos no estabelecimento de alianças que favoreciam tanto os interesses dos colonos como os dos próprios índios. Os portugueses, com estas alianças, obtinham mão de obra através da tradição tupi do cunhadismo, com a aquisição de "índios de corda" e de um exército aliado poderoso.[9][10] Ulrich Schmidl relata que João Ramalho "pode reunir 5 000 índios em um só dia". Os índios também viam nos colonos aliados poderosos que os ajudavam contra os seus inimigos. Segundo Russell-Wood, os portugueses construíram o seu império "com e não isoladamente contra os povos com os quais entraram em contato".[11]

Os portugueses dividiam os índios em dois grupos: os "índios mansos" e os "índios bravos". Os índios "bravos" eram inimigos , faziam alianças com europeus inimigos, eram considerados estrangeiros, justificando as chamadas "guerras justas". Os índios "mansos" eram os aliados dos portugueses, eram fundamentais para o fortalecimento dos portugueses, eram vassalos do Rei de Portugal e defensores das fronteiras do Brasil português.[13] Os índios aldeados "[...]não apenas participaram dos combates, como forneceram as armas e a tática de guerra".[14] A metáfora dos "muros" e "baluarte" usada pelos portugueses para designar os índios aliados, significando proteção, foi repetida ao longo de toda época colonial.[15]

A Coroa portuguesa concedia vários benefícios e honrarias às lideranças indígenas suas aliadas como a concessão de hábitos das ordens militares. Com o hábito da ordem militar o índio adquiria o título de "dom" e, frequentemente, uma tença, um rendimento dado pelo rei e, na hierarquia colonial, passava a ser um nobre vassalo do rei de Portugal.[17] A política indigenista levou à formação de uma elite colonial indígena com o intuito de fortalecer as alianças e lealdade dos índios e de considerar os índios aliados à semelhança dos colonos europeus.[16] Os índios que se destacavam pela lealdade passavam a ocupar cargos oficiais, como o de juiz ou vereador, nas câmaras de algumas vilas e cidades do Brasil Colônia. Recebiam honras e privilégios que os distinguiam dos outros colonos e faziam parte da "nobreza da terra".[18]

O cargo de governador dos índios, primeiramente atribuído a Filipe Camarão, um grande guerreiro e hábil estratega da tribo dos potiguares tinha, também, como função organizar os aldeamentos indígenas e o recrutamento dos terços dos índios, onde tinha servido como capitão-mor.[20][21][22][23]

Os índios não só guardavam as fronteiras como também controlavam os escravos africanos, propensos a se insurgir ou fugir e se juntarem aos europeus inimigos dos portugueses. Por serem exímios em seguirem pistas os índios eram também contratados pelos proprietários de engenhos para capturar e resgatar escravos fugidos dos engenhos e fazendas, neste processo também auxiliavam os capitães do mato (negros ou mulatos livres).[25][26][27]

Além disso, a partir de um certo momento, a própria Igreja Católica passou, através principalmente dos jesuítas, a fazer um trabalho de catequização junto aos índios dificultando aos portugueses e seus filhos meio índios e tribos aliadas a escravização dos índios aliados dos franceses. Esta posição foi defendida pelos jesuítas no Brasil, que também tinham escravos, o que gerou conflitos com a população local interessada na escravatura culminando em conflito, na chamada "A botada dos padres fora" em 1640.[28]

Escravidão indígena voluntária

Mercado de escravos no Recife, pelo desenhista alemão Zacharias Wagner (entre 1637 e 1644). A Capitania de Pernambuco foi o berço da escravidão indígena e africana no Brasil.[30]

Em 30 de julho de 1566, foi criada a lei que regulamentou pela primeira vez a escravidão voluntária dos índios. Segundo essa lei, baixada por uma junta convocada por Mem de Sá, "os índios só poderiam vender-se a si mesmos em caso de extrema necessidade, sendo que todos os casos deveriam ser obrigatoriamente submetidos à autoridade para exame".[31]





Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_no_Brasil

Parque Olímpico de Sydney, Austrália

 

Bay Marker Lookout, no Parque Olímpico de Sydney, Austrália


O caminho para chegar a esse ponto de observação é fácil, mas cheio de voltas. 

Acessível a pé, de bicicleta ou cadeira de rodas, só não é possível chegar a esse local de carro. 

O Bay Marker Lookout é um dos cinco pontos de observação instalados para as Olimpíadas de 2000 na Austrália. 

Em forma de montes de terra que lembram cones, eles foram instalados de forma que a vista aérea desses pontos se assemelhe ao Cruzeiro do Sul, presente na bandeira australiana. 
No chão, o Bay Marker oferece uma deslumbrante vista de 360 graus do Wentworth Common – um amplo parque gramado – e do parque e estádio olímpicos. 

De lá, você também consegue ver, ao norte, a Baía de Homebush (tanto o bairro quanto o litoral). 

É uma impressionante fusão de paisagem, cidade, natureza, rios e praias.

1º Encontro Regional de Mulheres Negras em Vila Bela - MT



Vila Bela da Santíssima Trindade
  Município do Brasil  
Ruínas da Igreja Matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade
Ruínas da Igreja Matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade

Vila Bela da Santíssima Trindade é um município brasileiro no estado de Mato GrossoRegião Centro-Oeste do país. 

Localiza-se no Alto Guaporé e sua população em 2019 foi de 16 128 habitantes.[1]



Primeira capital de Mato Grosso, a pequena Vila Bela da Santíssima Trindade é um dos municípios com maior potencial turístico de Mato Grosso.

No centro de Vila Bela estão as ruínas de uma catedral do período colonial

Ela é um símbolo da cidade e constitui o marco de uma história que começa em 1752

Naquela época, a descoberta de riquezas minerais na região do Rio Guaporé fez com que Portugal se apressasse em povoá-la, temendo que os vizinhos espanhóis fizessem o mesmo. 

Foi, então, criada a Capitania de Mato Grosso e sua capital instalada em 19 de março de 1752 com o nome de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Enquanto foi capital, obteve um progresso muito grande devido aos investimentos em infraestrutura e incentivos fiscais para os novos moradores. 

No entanto, as dificuldades de povoar a região (distância, doenças, falta de rotas comerciais) e o estabelecimento de um importante centro comercial em Cuiabá acabaram forçando a transferência da capital em 1835

Os moradores abandonaram a região, deixando casas, estabelecimentos comerciais e escravos para trás.

19 de julho de 2022

Desafio 100 km, nos Caminhos do Morro. Data: de 06 à 10/08/2022 Local de saída e chegada: Rancho Epona - Morrinho Santo Antônio de Leverger - MT.



O desafio consiste em percorrer os 100 km, divididos em metas diárias de 20 km, por 5 dias consecutivos. 

A organização do evento definirá os trechos que integrarão a meta diaria.


Público Alvo:
O evento se destina as pessoas que gostem de caminhar em contato com a natureza e que gozem de boa saúde e preparo físico para as jornadas de no mínimo 20 km diários.
Poderão ser inscritos pessoas maiores de 18 anos, ou se menor deverá estar acompanhada ou ser autorizada pelos pais ou responsáveis legais, e em ambos os casos, os inscritos firmaram declaração expressa de gozar de boa saúde e preparo físico para realização do desafio.

Compromisso Social do Evento:
No ato da inscrição será arrecadado 2 litros de leite por participante, ou o valor correspondente para aquisição; para doação as famílias carentes da comunidade.

Certificação:
No momento da inscrição será fornecido ao participante o passaporte para anotação da passagem do mesmo pelos postos de certificação.  Ao final do período, e de acordo com as anotações, será fornecido ao participante certificado com a quilometragem atingida no período do evento.

Custos:
Como o evento busca a integração entre os amantes de caminhada e natureza, podendo estes ser da comunidade, da região ou de outras localidades, definimos os custos da seguinte forma:

*Obrigatórios* Custos de organização, inscrição, certificação e aquisição do leite para doação; R$ 50,00 (Cinquenta Reais) o valor da inscrição, mais 2 litros de leite ou R$ 10,00 (Dez Reais) para aquisição do leite.

*Opcionais* Alimentação e hospedagem, sendo que a alimentação será subdividida em 4 itens, a saber; café da manhã, lanche de trilha, almoço e ou jantar.  
Mais informações pelo fone/watts
(65) 9 8153-5011

No ato da inscrição o participante autoriza o uso da imagem para divulgação do evento e seu resultado.

E-mail*
NOME COMPLETO*
CPF*
MUNICÍPIO DE RESIDÊNCIA*
DATA DE NASCIMENTO*
DD
/
MM
/
AAAA
WATHSAPP PARA CONTATO*
E-MAIL PARA CONTATO*
HOSPEDAGEM - Opcional Pousada Paraíso - Comunidade Morrinho.Valor: R$100,00 (diária).Café da manhã incluso.*
ALMOÇO - Opcional          Recanto do Jaó - Comunidade Morrinho.                                    Valor: R$ 35,00 (por pessoa).*
Possui instagran?*
Se sim, poderia nos informar.
Estou ciente de que a inscrição no Desafio dos 100km, nos Caminhos do Morro, só será efetivada mediante o pagamento da taxa de inscrição, mais a entrega dos 02 litros de leite longa vida(ou o repasse do valor para aquisição), e que ao me inscrever estou autorizando o uso da minha imagem no evento para fins de divulgação.*
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Muito obrigado Jesus. Muito obrigado Jesus. Muito obrigado Jesus.

JOSE CARLOS LUCIO e GERALDO DONIZETI LUCIO 

Te agradeço Senhor Jesus pela vida e saúde do  meu irmão de sangue e de fé José Carlos Lucio .

 Senhor  Jesus muito Obrigado !

Muito obrigado por cuidar de mim a cada minuto da minha vida.

Muito obrigado por estar comigo em toda e qualquer situação,

Muito obrigado por Sua fidelidade em todo tempo,

Como é bom meu Deus poder falar: até aqui o Senhor me ajudou ! 

Muito obrigado Jesus.

O que eu posso dizer:  Eis-me aqui diante do Senhor para entregar e consagrar minha vida a Ti,

Pois eu quero ser usado cada dia mais, levando a Sua palavra, anunciando sua graça, para que aqueles que ainda não Te conhecem possam ser alcançados pelo Seu amor.

Perdoa pelas vezes que eu tenho sido negligente e deixado de falar do Seu grande  amor.

Por tudo:  Muito obrigado Jesus, Muito obrigado Jesus e Muito obrigado Jesus.

Obrigado Jesus !

Na véspera de dia decisivo, Mendes sobe Morro de Santo Antônio


O Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio do Leverger

DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (União Brasil) subiu o famoso Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio do Leverger, na manhã de domingo (17), véspera da data em que deve anunciar sua candidatura à reeleição.

Lá em cima ele fez um vídeo e divulgou nas redes sociais.

https://fb.watch/emriYC6kpT/

“Hoje, domingo de manhã, 7 horas da manhã. Nós estamos no morro de Santo Antônio. Chegamos aqui agora há pouco. Cuiabá lá no final. Olha só a vista, um lugar muito bonito. Olha que bacana”, dizia governador enquanto mostrava imagens do 

Com uma trilha que dura quase uma hora, o Morro de Santo Antonio é um local procurado por amantes da natureza, atletas e religiosos


https://fb.watch/emplQ1nGW-/

FONTE : https://www.midianews.com.br/fogo-amigo/video-nas-redes/426574

RELEMBRANDO AQUI: Carlos Roberto Solera Ex-Presidente e um dos fundadores da ABRATURR Nacional com Geraldo Lúcio de Mato Grosso


No dia 27 de Setembro de 2013, Geraldo Lúcio Especialista em Turismo Rural de Mato Grosso esteve  com o seu  grande amigo Carlos Roberto Solera Ex-Presidente e um dos fundadores da ABRATURR Nacional,  onde  recebeu  um  livro de sua autoria. 

Geraldo Donizeti Lúcio e Carlos Roberto Solera

Por ocasião da realização da 10º FEIRA TUR, no Parque da Água Branca em São Paulo nos dia 26 à 29 de Setembro de 2013, Carlos Solera Ex-Presidente e um dos fundadores da ABRATURR Nacional, presenteia com o seu livro o então Técnico da SEDTUR de Mato Grosso Geraldo Donizeti Lúcio.

Geraldo  que também é autor também de livros e Especialista em Turismo Rural,  com serviços prestados em Mato Grosso, estava na FEIRA TUR, juntamente com com a ANDA Brasil, UNISOL Brasil, SEDTUR, SP TRILHAS, e REDE TRAF Nacional,  divulgando Mato Grosso, com as Caminhadas na Natureza, Turismo Rural na Agricultura Familiar, Turismo Solidário, Economia Criativa, Ecobooking e outras informações relevantes na época e atualmente para o desenvolvimento do Turismo.

O Livro do Solera tem como tema: " Alvorecer do Purunã - Diário de um Imortal em Viagens pela História"