16 de dezembro de 2020

Seciteci oferta 90 vagas para curso profissionalizante gratuito de Condutor de Turismo


As inscrições estarão abertas no site da Seciteci, a partir do dia 16 de dezembro, e se encerram dia 18
Camila Paulino | Seciteci

- Foto por: DIVULGAÇÃO
A | A

A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Seciteci) ofertará 90 vagas gratuitas para o curso de Condutor de Turismo, promovido na modalidade ensino a distância (EAD) pela Escola Técnica Estadual (ETE) de Barra do Garças (localizado a 515 km de Cuiabá). O edital pode ser acessado AQUI.

As inscrições estarão abertas no site da Seciteci, a partir do dia 16 de dezembro, e se encerram no dia 18. As aulas terão início em 25 de janeiro de 2021. O processo de seleção será por ordem de inscrição. Caso ocorra mais inscritos, haverá uma lista de vagas remanescentes.

O secretário da Seciteci, Nilton Borgato, ressalta que este curso será realizado com recursos próprios do Estado, para ampliar a capacitação no setor de turismo na região.

“Barra do Garças é uma cidade com muitos atrativos turísticos e com potencial neste setor. Por isso este curso vai ao encontro às necessidades do mercado de trabalho local, e atende a uma demanda do município, que por meio da secretaria de turismo já tem atuação regulamentada desse profissional”, disse.

Como requisitos o candidato deve ter no mínimo 18 anos, concluído o 6º ano do ensino fundamental e ter acesso a computador com Windows 7 ou Windows 10 instalado, com no mínimo 2 GB de memória RAM e acesso à internet.

As primeiras 70 vagas serão preenchidas prioritariamente pelos residentes dos municípios de Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Aragarças. As demais poderão ser preenchidas por moradores de outras cidades num raio de até 150 km na região, entre eles: Araguaiana, General Carneiro, Nova Xavantina, Torixoréu. 

O secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Stephano do Carmo, reforça que neste momento de isolamento social devido à pandemia da Covid-19, os cursos EAD se tornaram ainda mais necessários para a qualificação profissional.

“Vivemos um momento de crise, causada pela pandemia, por isso a sociedade teve que se adequar aos novos formatos de convivência social e também de estudos, que é uma excelente maneira de ocupar o tempo de forma produtiva, e o EAD se tornou fundamental neste processo”, ressaltou.

A coordenadora de Educação Profissional e tecnológica da Seciteci, Ana Flavia Derze Soares, explica que este curso forma perfil profissional para conduzir visitantes e turistas em Unidade de Conservação legalmente protegidas.

“O aluno vai atuar nos procedimentos de orientações e informações sobre os aspectos ambientais e socioculturais do atrativo, além de auxiliar o guia de turismo. As aulas serão on-line, mas terão atividades práticas obrigatórias, com simulações de trabalhos presenciais realizadas no parque estadual da Serra Azul”, falou.

O curso contempla componentes curriculares de itinerário formativo como curso Técnico em Guia de Turismo Regional, mas a atuação deste profissional é local, limita-se apenas ao município em estudo. A intenção é abrir novas vagas em outros municípios que tenham a regulamentação para atuação deste profissional.

A Seciteci divulgará a lista com as matrículas deferidas no dia 21 de dezembro.  Os alunos receberão certificados após a conclusão do curso.


PODERES / POR UNANIMIDADE Deputados estaduais aprovam lei que impede a extinção da Empaer




Por unanimidade, o plenário da Assembleia Legislativa aprovou em caráter definitivo, durante sessão extraordinária na segunda-feira (14) o Projeto de Lei Complementar 49/2020, de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que reconhece o relevante interesse social e econômico da Empresa de Pesquisa e Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso (Empaer/MT).

Também fica proibido, pelo texto da lei, que o poder Executivo venha, futuramente, extinguir a Empaer.

Caberá ainda à Empaer ser protegida por legislação específica e buscar sua autonomia orçamentária e financeira por meio de serviços e de pesquisa agrícola.

“A ideia é garantir o fortalecimento das políticas de agricultura familiar. Fico feliz em ver o Legislativo aprovar esse projeto”, declarou o deputado Wilson Santos.

A Empaer trabalha ao lado dos agricultores familiares, incentivando boas práticas rurais e difundindo novas tecnologias para gerar e garantir o desenvolvimento econômico, social e ambiental da família rural.

Livros reúnem e divulgam novas pesquisas científicas sobre o Pantanal e


vale do Guaporé

por Divulgação Editora

Conhecimento sobre comunidades tradicionais do Pantanal e uso sustentável da biodiversidade da Amazônia meridional agora estão disponíveis. Duas importantes obras estão sendo lançadas nesta quarta-feira (16/12), a partir das 19 horas, no Sesc Pantanal, pela Entrelinhas Editora e Editora da Unemat. Os livros, organizados pela professora Dra. Carolina Joana da Silva e outros professores, tiveram a participação de 86 autores-pesquisadores de diversas instituições, ao todo.

COMUNIDADES TRADICIONAIS DO PANTANAL

O livro Comunidades Tradicionais do Pantanal, organizado pela professora Dra. Carolina Joana da Silva (Unemat) e professor Dr. Germano Guarim Neto (UFMT), ilustrado pela artista visual e doutora em biodiversidade Ruth Albernaz, será lançado pelas editoras Entrelinhas e da Unemat. A obra é resultado das pesquisas realizadas nos últimos anos por 23 autores, descritas em 12 capítulos, no campo da Etnobiologia no Pantanal.

Influenciados pelo pulso de inundação, populações tradicionais do Pantanal compartilharam seus saberes, práticas e conhecimentos sobre a vida no Pantanal com os pesquisadores. O campo de estudo foi diversificado na sua abordagem, olhando a organização ambiental, vivenciando a observação participante, registrando o cotidiano e as percepções dessas comunidades.

De acordo com a cosmovisão desses povos, a noção de natureza e cultura se coaduna a partir da relação de interdependência de ambos os domínios. Grupos de plantas, aves e peixes foram estudados na perspectiva do conhecimento ecológico tradicional e local, assim como na sua aplicação para geração de emprego e renda para o turismo ecológico no Parque Nacional do Pantanal.

O livro destina-se à comunidade em geral e contribui com novas pesquisas interdisciplinares.

ABC DO GUAPORÉ: ÁGUA, BIODIVERSIDADE E BIOTECNOLOGIA E CULTURA

O livro ABC do Guaporé: Água, Biodiversidade e Biotecnologia e Cultura é fruto do trabalho de uma equipe de 62 pesquisadores, alunos e colaboradores, pensado pelo projeto Conhecimento e Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia Meridional, Rede Bionorte, e sua coordenadora, professora Dra. Carolina Joana da Silva, acompanhada na organização do trabalho por Keid Nolan Silva Sousa, Marcos Silveira, Maria Aparecida Pereira Pierangeli e Nilo Leal Sander.

O projeto foi elaborado e desenhado para suprir lacunas de conhecimento em áreas de extrema relevância geopolítica, sua área core de atuação, município de Vila Bela da Santíssima Trindade, está alocada no “arco do Desmatamento”, zona de intensa atividade de supressão da biodiversidade nativa. Este município também é berço da história do Estado de Mato Grosso, o qual foi a primeira capital da então capitania do Estado de Mato Grosso, área de refugiados quilombolas, onde seus descendentes ainda vivem e se utilizam dos recursos naturais ali presentes.

O livro está dividido em três principais linhas, a área de água, a de biodiversidade e biotecnologia e a de cultura e nas três linhas os mais de 60 integrantes revelaram detalhes importantes e novos para a ciência na região, que poderão servir de subsídios para formulações de atividades de proteção ambiental e formulações de políticas públicas.

Esta obra também mostra como o trabalho em rede bem coordenado e integrado é benéfico para todas as partes. E, para finalizar, há um consenso que os resultados presentes nesta obra, significam passos para alianças em direção ao equilíbrio entre sociedade e natureza, refletindo um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

A organizadora Carolina Joana da Silva informa que os recursos auferidos com a venda do livro Comunidades tradicionais do Pantanal serão revertidos para as escolas das comunidades pantaneiras de Estirão Cumprido e Cuiabá Mirim. Os resultantes das vendas de ABC do Guaporé serão aplicados na Escola Estadual Vetena Leite de Brito, em Vila Bela da Santíssima Trindade, onde a equipe trabalhou por cinco anos pelo projeto da Rede Bionorte.

SERVIÇO:

O que: lançamento dos livros “Comunidades tradicionais do Pantanal” (23 autores, 158 páginas) e “ABC do Guaporé: Água, Biodiversidade e Biotecnologia e Cultura”
(65 autores, 192 páginas). As duas edições são totalmente ilustradas e em policromia, em grande formato (21 x 28 cm) e papel couche

Onde: No Sesc Arsenal

Quando: dia 16 de dezembro, a partir das 19 horas

Editora: Entrelinhas (65) 3624 5294

Contato com a organizadora, professora Carolina Joana da Silva: (65) 99989 9825

Valor do investimento: R$ 100, cada um dos livros.

Equipe do Ideflor-bio realiza expedição técnica-científica na divisa Mato Grosso e Pará


Foi a primeira vez que técnicos do Governo estiveram no local depois da decisão judicial que ratificou o território de fato e de direito ao estado do Pará

Equipe do Ideflor-bio realiza expedição técnica-científica na divisa Mato Grosso e Pará

Uma equipe do Ideflor-bio realizou uma expedição técnica-científica para a Gleba São Benedito, localizada nos municípios de Jacareacanga e Novo Progresso, divisa com as cidades de Paranaíta e Alta Floresta, no estado do Mato Grosso. A atividade buscou realizar levantamentos biológico, socioeconômico, fundiário e de meio físico, com a finalidade de consolidar uma governança ancorada no programa estadual "Territórios Sustentáveis". A visita ocorreu no período de 18 de novembro a 5 de dezembro.

A Gleba tem aproximadamente 336.800 hectares, onde se encontram os rios São Benedito e Azul, justificando a Resolução n° 019, de 26 de julho de 2001, do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema), que os reconhece como Reserva Estadual de Pesca Esportiva.

Segundo a socióloga Jocilete Ribeiro, que participou da atividade, foi a primeira vez que técnicos do Governo do Pará estiveram na Gleba depois da decisão judicial que ratificou o território de fato e de direito ao estado do Pará.

O programa Territórios Sustentáveis busca aumentar a produtividade por meio da assistência técnica, extensão rural e inovação tecnológica para o campo; gerar trabalho e renda a partir da valorização dos produtos e subprodutos da biodiversidade amazônica; promover o ordenamento territorial e regularização fundiária.

Os técnicos aplicaram formulários e se reuniram com produtores rurais de grãos e pecuária, lideranças locais, visitaram escola, pousadas, a hidrelétrica de São Manoel e a Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Pará (Adepará), localizada no município de Novo Progresso, onde explicaram o projeto e ouviram as demandas emergenciais dos moradores. Os servidores realizaram ainda levantamentos a nível exploratório do meio físico, georreferenciamento de campo, da fauna e da flora nas áreas correspondentes à Reserva de Pesca Esportiva, na margem esquerda dos rios São Benedito e Azul, por via fluvial e terrestre.

Espécies Registradas

Mesmo a Gleba São Benedito recebendo ação humana, foram registradas espécies de aves, mamíferos, répteis e peixes, características de áreas conservadas, destacando-se a ariranha (Pteronura brasiliensis), jacaré-açú (Melanosuchus niger), mutum-de-penacho (Crax fasciolata), anta (Tapirus terrestres), tucunaré de fogo (Cichla mirianae) e onça pintada (Panthera onca). Observou-se também árvores de grande porte, como a imponente sumaúma Ceiba pentandra e quaruba Vochysia guianensis.

De acordo com a bióloga Nívea Pereira, que também integrou a ação, o reconhecimento da Gleba como Unidade de Conservação torna-se imprescindível para manter as paisagens naturais e a preservação da fauna e da flora, assim como o uso racional e sustentável dos recursos naturais e tecnologia apropriada para melhorar a pecuária e a agricultura rumo à sustentabilidade e o mínimo impacto ambiental.

A bióloga afirmou ainda que, durante a visita, foi possível identificar muitas espécies ameaçadas de extinção e que são difíceis de se ver. “Chegamos à conclusão que a área é bem conservada e biodiversa. Essa expedição técnica nos mostrou o quanto essa área é rica servindo como refúgio para esses animais e de grande beleza cênica adequada para uma futura unidade de conservação da natureza”, ressaltou.

“Nesse sentido, há motivação do Ideflor-bio em trabalhar para propor o reconhecimento dos rios São Benedito e Azul e as áreas do entorno como Unidade de Conservação do Grupo de Proteção Integral, assim como a própria Gleba no grupo de Uso Sustentável, para que ocorra o aproveitamento socioeconômico, consolidando as atividades produtivas com sustentabilidade e que as gerações vindouras possam usufruir deste belo, diferenciado e único rincão do Pará” - Karla Bengtson, presidente do Ideflor-bio.

A expedição teve a participação de servidores da Diretoria de Gestão da Biodiversidade e do Núcleo de Geotecnologias do Ideflor-bio, das biólogas Nívia Pereira e Neusa Renata Emin, e do biólogo Leonardo Magalhães; da socióloga Jocilete Ribeiro; dos engenheiros florestais Paula Vanessa Silva e Pedro Bernardo Silva Neto, e da auxiliar operacional Ana Claudia Aranha Costa.

MATO GROSSO - MT mantém desmatamento sob controle e celebra compromisso firmado internacionalmente

por


Mato Grosso manteve acordo firmado internacionalmente por meio do Programa REM MT (da sigla em inglês REDD+ for Early Movers). A confirmação veio com a divulgação da taxa anual PRODES ratificando que o Estado ficou abaixo do gatilho de performance, mantendo a área desmatada na Amazônia abaixo de 1788km² por ano.

No final de 2017, Mato Grosso passou a ser beneficiado pelo Programa REM, por ter promovido uma redução de 86% dos desmatamentos nas florestas no período de 2004 a 2014.

Anunciados no dia 30 de novembro pelo Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe), os dados do PRODES mostram que a taxa de desmatamento pelo período dos últimos 12 meses foi de 1.767,00 km² em Mato Grosso. Em relação aos resultados de 2019, o Estado aumentou o desmatamento em 3,67%, um aumento expressivamente menor que o do estado vizinho do Pará, com um aumento de 20% em 2020 em comparação ao ano anterior. Ou seja, frente a uma tendência de aumento generalizada de aumento no desmatamento em todo bioma amazônico, Mato Grosso manteve os índices sob controle. 

Nos últimos seis meses, os alertas de desmatamento do DETER/Inpe apontam uma redução média de 30% nos avisos.  No período de estiagem, quando a pressão costuma ser maior, os alertas reduziram em 30% para o mês de julho, 22% em agosto e 47% em setembro em relação aos mesmos períodos de 2019. 

Os resultados, na avaliação dos analistas do Programa REM-MT,  refletem a política adotada pelo Estado de tolerância zero aos crimes ambientais, fortalecida por ações do Programa REM MT e estratégia Produzir, Conservar, Incluir (PCI). A integração das entidades visa ações coordenadas no combate aos crimes contra a flora, freando a tendência de aumento que demonstra a taxa nacional. 

A coordenadora do Programa, Lígia Nara Vendramin destaca a integração de órgãos e executores.

“O Programa REM MT favoreceu o diálogo entre as diferentes organizações, aperfeiçoando fluxos e procedimentos, de modo a aprimorar desde o planejamento das operações, o processo de autuação, a descapitalização de infratores e a responsabilização cível e criminal”.

Entre os órgãos, Ligia ressalta a estreita atuação entre a equipe da Coordenação de Fiscalização de Flora (CFFL), Superintendência de Processos Administrativos e as Unidades Desconcentradas da SEMA, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, Batalhão de Emergências Ambientais, IBAMA, Delegacia de Meio Ambiente e Ministério Público Estadual.

Fortalecimento institucional

Desde a efetiva implantação do Programa REM MT em 2019, dados demonstram que ações de fortalecimento institucional aperfeiçoaram a fiscalização, operacionalização e responsabilização por crimes ambientais no Estado.

O incremento na área autuada por desmatamento aumentou no primeiro semestre do ano de 2020, em relação aos anos anteriores. As análises feitas pela Coordenação do Programa apontam um aumento percentual de 68% na capacidade de autuação da Coordenação de Fiscalização de Flora (CFFL) em relação ao ano anterior, e de 45% em relação ao maior registro histórico, em 2016.

A partir do Subprograma de Fortalecimento Institucional, avanços também foram concretizados com o investimento no monitoramento e criminalização de infratores ambientais.

A responsabilização imediata veio com a descapitalização de infratores. Medidas em ações de remoção de máquinas flagradas em crimes ambientais aumentaram 83% no primeiro semestre de 2020 em relação ao ano inteiro de 2019.

Houve ainda a criação da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento para organização das operações e tratamento aos alertas da Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal, que utiliza imagens Planet e outras imagens de satélite, de forma atuar preventivamente em grandes danos ambientais. Em andamento, estão ainda o Sistema Integrado de Gestão Ambiental – Responsabilização, que prevê a análise dos autos de infração com celeridade e eficiência.

“O Programa REM MT tem um papel fundamental na entrega de insumos para o aperfeiçoamento do combate e controle ao desmatamento. Porém o engajamento dos servidores do Estado em transformar os produtos recebidos em estratégia e ação, foi essencial. A Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento junto à Coordenadoria de Geotecnologias da Sema desenvolveu a inteligência necessária para transformar o modus operandi – agora atuam de forma a impedir os grandes desmatamentos”, afirma a coordenadora do Programa REM-MT. 

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas de pioneiros do REDD + (Early Movers) a nível estadual, subnacional ou nacional, pretendendo fomentar o desenvolvimento sustentável, e gerar aprendizados até que um mecanismo global de REDD+ seja operacional. O principal objetivo do programa é a valorização da floresta em pé. O REM segue todos os princípios e critérios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), na qual não ocorre transferência de créditos de carbono. 

O contrato do REM Mato Grosso prevê recursos na ordem de 44 milhões de euros do governo da Alemanha por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), e o governo do Reino Unido, por meio do Departamento Britânico para Energia e Estratégia Industrial (BEIS). 

Os recursos do Programa estão distribuídos da seguinte maneira: 60% para os subprogramas de agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais na Amazônia, Cerrado e Pantanal; territórios indígenas; e produção sustentável, inovação e mercados. Os demais 40% são destinados ao fortalecimento institucional de entidades governamentais do Estado e na aplicação e desenvolvimento de políticas públicas estruturantes.

Fonte: GOV MT

Espere com fé e Paciência pois Deus é fiel, precisamos entender que tudo tem o tempo certo para Ele agir!



Vamos  nos encorajar e  sejamos fortes, pacientes, para que possamos ver as bençãos de Deus para as nossas vidas!

Não podemos desistir de maneira alguma, não podemos murmurar, precisamos saber esperar porque Deus é fiel!

Não sei que tipo de decisão você esta querendo tomar! 

Se você tem esperado em Deus e agora esta achando que Ele não esta te ouvindo ou que Ele esta tardando, eu quero te dizer: Não desista! 

Espere no Senhor, não desista, Seja Forte!

Porque Deus é fiel, precisamos entender que tudo tem o tempo certo para Ele agir!

Você sabia que quando as bênçãos estão tão perto as lutas se intensificam? 

Por isso que nao podemos desistir!

Muitas vezes podemos estar questionando a demora do agir de Deus, e o inimigo nessa hora entra em ação tentando tirar a sua convicção, derrubar a sua fé, nos fazendo crer que nada mais vai acontecer, com isso podemos perder as bençãos que Deus tem para nós!

Precisamos ser fortes e convictos de que que Deus ouviu nosso clamor e no tempo dele vai contemplar as nossas necessidades, nos dando a vitória sobre aquilo que tanto pedimos, basta sermos fortes, corajosos e confiantes de que Deus é o nosso escudo e fortaleza, socorro presente, sem Ele nada somos, e com Ele seremos vitoriosos em nome de Jesus!

Espera Ele vem, confia,  Ele vem e vai fazer o milagre!

Tenha fé e creia somente!

*Que tenhamos uma quarta-feira alegre,feliz e abençoada conforme a proteção,a excelência,a vontade e o agir de Deus Pai nas nossas vidas!*

Bom dia inteirinho com Jesus Cristo

Boa Quarta Feira para Todos. Da Roça para Sua Mesa.

15 de dezembro de 2020

Curso Regular oferecido no Campus Comum - Universidade Livre. É Possível um Outro Turismo ?

Inscrições abertas até 25 de fevereiro de 2021.
Clique aqui e inscreva-se
Início das aulas no dia 8 de março de 2021,
às 20h (Brasília, Buenos Aires) e às 18h (Cidade do México, Bogotá)
Duração do curso: 8 encontros quinzenais.

O conhecimento e saberes produzidos pelos sujeitos e instituições que os representam concernem a experiências, vivências, disputas de poder, rupturas e aprendizagens concretas, percebidas historicamente. Não se trata de simples produtos de uma sociedade. Abordar tais processos somente como um "produto" reduz/empobrece a materialidade das experiências em jogo. Neste sentido, podemos pensar que a ciência, a técnica e as tecnologias estão em constante busca de uma suposta verdade, considerada socialmente aceitável e abarcadora espacialmente para determinadas sociedades. Elas se pautam, sobretudo, pela refutação/confirmação de fundamentos anteriormente estabelecidos e pela ressignificação de paradigmas, atribuindo, eventualmente, outros sentidos aos espaços habitados/circulados pelos sujeitos.

Basta pensarmos nas diferentes metamorfoses que estes espaços habitados/circulados sofreram com o tempo, bem como nos diferentes tensionamentos entre grupos: os que nele o habitam/habitaram permanentemente, grupos que estão de passagem, a relação com a própria natureza e, mais do que isto, o que se entende por natureza. Esta é uma das razões pelas quais podemos enxergar, por exemplo, o turismo enquanto um fenômeno sócio/cultural, para além de indicadores econômicos e técnicos da infraestrutura presente nos espaços, que comumente podem dominar a caracterização da atividade e a apresentação desta para a sociedade, embora elas também sejam importantes. Neste sentido, podemos sugerir são totalmente falaciosas as afirmações, comumente presentes em alguns currículos universitários, de que o turismo surgiu com o sistema capitalista.

Em outras palavras: pensar o turismo enquanto fenômeno sócio/cultural, remete enxergá-lo enquanto prosa e poesia em movimentos, diálogos e tensões, que devem estar ao alcance de viajantes e da população local, uma vez que, conforme Michel Alves Ferreira e Lindamir Salete Casagrande (2020, p. 151), "a intenção é fugir da cotidianidade, mas, ao mesmo tempo, o viajante recria no destino turístico as suas vivências particulares, combinadas com a interpretação do fenômeno que lhe é oferecida durante sua permanência no lugar".

Ocorre que, comumente, estes fenômenos podem ser cooptados tanto por um viés fomentista/economicista do turismo, como por um processo de descaracterização das experiências e vivências (tanto da comunidade quanto de quem é viajante), ambos pautados por violações da dignidade humana. Isto determina que tipo de grupo social pode ou não frequentar, consumir e afetar-se em determinados espaços. Cabe destacar que as violações em questão costumam estar fundamentadas em elementos racistas, sexistas, políticos, territoriais, geracionais, coloniais, de gênero. Estas e outras marcações estão simplesmente à serviço de um turismo de massa e dito global.

A proposta deste curso é estabelecer diálogos/reflexões coletivos acerca do turismo enquanto fenômeno, para além dos indicadores dispostos em agências de fomento do turismo, órgãos oficiais locais e internacionais. Não se trata de propor receitas ou de limitar-se a uma crítica esvaziada, mas sim conhecer, junto às pessoas que se dispuserem a participar da atividade, vivências concretas que denunciam notadamente o racismo, o sexismo e o classismo presentes nas manifestações cotidianas do turismo.

Por fim, a pergunta título “É possível um outro turismo?” não busca respostas dicotômicas, maniqueístas e/ou deterministas. É uma provocação que seria interessante (e por conseguinte, saudável) endereçar, reiteradamente, a quem viaja e/ou pretende viajar.

Com relação à ementa deste curso, propõe-se:

- considerações sobre o fenômeno turístico e as violações das dignidades/diferenças, para além de alguns entendimentos/imposições recorrentes neste campo;

- vivências, experiências e limites de grupos/sujeitos que atuam, entendem e discutem o fenômeno turístico;

- construção de caminhos alternativos que apontem possibilidades e limites de outros turismos, tendo em vista as contribuições trazidas pelxs participantes do curso.

Objetivos

1.Objetivo Geral:

Conhecer vivências concretas que denunciam notadamente o racismo, o sexismo e o classismo presentes nas diferentes manifestações do turismo, a partir de textos sugeridos e das diferentes cotidianidades das/dos participantes.


2. Objetivos Específicos:

- ​Conhecer os itinerários e inquietações trazidos pelxs participantes, de acordo com a temática do curso.

​- Discutir, a partir dos textos e exemplos, como as experiências e vivências no turismo podem ser completamente violentas ou, pelo contrário, promotoras de fenômenos que respeitem as diferenças de quem viaja e de quem vive nos lugares de destino.​

- Indagar coletivamente, ao fim do curso, sobre a possibilidade de pensar em outro turismo, procurando estabelecer seus parâmetros.

Breves apontamentos metodológicos

* Apresentação/votação desta proposta às/aos participantes, bem como dos temas e textos sugeridos.

* Estímulo de reflexões/diálogos entre proponente e cursistas, através do levantamento das teses centrais de cada texto e de seu cotejamento com as vivências pessoais sobre o tema.

* verificação de como se dá (ou não) a apreensão dos temas propostos por todos. Não se trata de uma avaliação seriada, porque não é este o objetivo, mas de entender como os temas de cada encontro promovem afetos. Esta verificação será importante para se pensar em uma proposta ao fim do curso.

 Produto final coletivo a ser posto

É possível um outro turismo? Se sim, como? Se não, por quê? - Pode ser um texto coletivo pensado pelas/os participantes do curso ou algo que faça sentido para cada grupo. Isso será posto no primeiro encontro, pensado durante os demais seis encontros e no último será discutido o fruto do caminho percorrido.

Programa Proposto

1) 08/03 - Apresentação/discussão da proposta do curso e modificações da mesma coletivamente; encaminhamento da dinâmica proposta para o segundo encontro.

2) 22/03 – Compartilhamento/socialização entre as/os participantes: quem sou eu? Como me vejo no mundo? Como as outras pessoas me veem? Como foram minhas vivências em viagens? Encaminhamento da dinâmica proposta para o terceiro encontro, sobre a discussão de espaços e paisagens.

3) 05/04 – Espaços, paisagens e o turismo 1: socialização/discussão dos capítulos 5 e 6 do livro “Metamorfoses do Espaço Habitado”, de Milton Santos

Link: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4553745/mod_resource/content/1/texto3B_msantos_1988.pdf>

4) 19/04 – Espaços, paisagens e o turismo 2: socialização/discussão do artigo “La reconstrucción de los espacios turísticos: la geografía del turismo después del fordismo” de José Antonio Donaire

Link:<https://turismoypaisaje.files.wordpress.com/2012/06/donaire_1998_la-reconstruccion-de-espacios-turisticos.pdf>

5) 03/05 – Espaços, paisagens e o turismo 3: socialização/discussão dos textos sobre Sojourner Truth (p. 59-69) e sobre a Experiência da Rua Illampu, presente no texto de Silvia Rivera Cusicanqui ‘Clausurar el pasado para inaugurar el futuro. Desandando por una calle paceña” Links: <https://www.traficantes.net/sites/default/files/pdfs/Feminismos%20negros-TdS.pdf> (Sojourner Truth)

<http://www.agenda21culture.net/sites/default/files/files/documents/minidocuments/src_article_spa.pdf> (Silvia Cusicanqui).

6) 17/05 – Espaços, paisagens e o turismo 4: socialização/discussão do artigo "Movimentos, tecnologia e pessoas negras: é possível um outro turismo?"; discussão da experiência do Diáspora Black (Brasil).

Links: < https://periodicos.ufrn.br/turismocontemporaneo/article/view/19551/12727>;

<https://diaspora.black/> (Diáspora Black)

7) 31/05 – Espaços, paisagens e o turismo 5: socialização/discussão dos textos anteriores, combinadas às vivências pessoais/coletivas; preparação para o encontro final avaliativo do curso, construção de respostas, resolução da pergunta título do curso.

8) 07/06 - É Possível um outro turismo? Se sim, como? Se não, por que? – encontro final celebratório, avaliativo, colaborativo. Apresentação da proposta resultante deste curso.

Bibliografia

DONAIRE, José Antonio. La reconstrucción de los espacios turísticos: la geografía del turismo después del fordismo. Revista Sociedade e Territorio, n. 28, p. 1-34, 1998.

FERREIRA, Michel Alves; CASAGRANDE, Lindamir Salete. Movimentos, Tecnologia e Pessoas Negras: é possível um outro turismo? Revista de Turismo Contemporâneo, v. 8, n. 1, p. 149-167, 30 abr. 2020.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo: Hucitec, 1996.

TRUTH, Sojourner. Sufragio femenino. In: JABARDO, Mercedes (org.). Feminismos negros: una antologia. Madrid: Mercedes Jabardo y Traficantes de Sueños, 2012, p. 59-69.

Idioma no qual serão oferecidas as aulas: português

Idiomas de comunicação dx docente: português e espanhol

CR-5 É POSSÍVEL UM OUTRO TURISMO?

PROPOSTA
Michel
Ferreira

Brasileiro, latino-americano e pessoa negra que lutou muito para buscar um futuro diferente daquele imposto pela violência de gênero, racial, econômica e social/educacional, todas elas lamentavelmente tão comuns em nossos territórios. Graduei-me em Turismo (Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE/Brasil), sou mestre em Tecnologia e Sociedade (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e futuro doutor, também em Tecnologia e Sociedade. Fui docente de cursos técnicos e profissionalizantes na cidade de Curitiba. Militante de coletivos afro e LGBTI. Amante da América Latina, gatos, viagens, pessoas, livros, cervejas, comidas. Meus interesses de diálogo são estudos raciais, turismo, educação, diversidade sexual/gênero.

É POSSÍVEL UM OUTRO TURISMO? Curso Regular oferecido no Campus Comum - Universidade Livre. Inscrições abertas. Participação gratuita.


A proposta deste curso é estabelecer diálogos/reflexões coletivos acerca do turismo enquanto fenômeno, para além dos indicadores dispostos em agências de fomento do turismo, órgãos oficiais locais e internacionais. Não se trata de propor receitas ou de limitar-se a uma crítica esvaziada, mas sim conhecer, junto às pessoas que se dispuserem a participar da atividade, vivências concretas que denunciam notadamente o racismo, o sexismo e o classismo presentes nas manifestações cotidianas do turismo.

A pergunta título “É possível um outro turismo?” não busca respostas dicotômicas, maniqueístas e/ou deterministas. É uma provocação que seria interessante (e por conseguinte, saudável) endereçar, reiteradamente, a quem viaja e/ou pretende viajar.

Início das aulas no dia 8 de março de 2021,
às 20h (Brasília, Buenos Aires), às 18h (Bogotá) e às 17h (Cidade do México).

Duração: 8 encontros quinzenais.

MAIS INFORMAÇÕES: https://www.campuscomum.org/cr5