27 de novembro de 2020

Temporada de Cruzeiros 2019/2020 injetou R$ 2,24 bilhões na economia brasileira, aponta estudo

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No Brasil, a temporada 2019/2020 de Cruzeiros Marítimos (de novembro de 2019 a março de 2020) foi responsável por um impacto econômico de R$ 2.24 bilhões na economia do país (Foto: Divulgação)
Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil – Temporada 2019/2020 foi produzido em parceria entre a CLIA Brasil e a Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Por DIÁRIO com Agências

Cada 1 real investido no setor de cruzeiros movimentou R$4,63 na economia nacional. É o que aponta o Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil – Temporada 2019/2020, produzido em parceria entre a CLIA Brasil e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que traz dados inéditos do setor no Brasil e no mundo, além de traçar a interferência do cenário da economia nacional, internacional e da pandemia da Covid-19 no segmento e no comportamento do turista.

O mercado de turismo é uma das atividades mais afetadas pela crise econômica provocada pela pandemia de novo coronavírus. O segmento de cruzeiros no Brasil, mesmo com o início das medidas de isolamento social e paralisação de diversas atividades no mês de março de 2020, o setor gerou impactos significativos.

No Brasil, a temporada 2019/2020 de Cruzeiros Marítimos (de novembro de 2019 a março de 2020) foi responsável por um impacto econômico de R$ 2.24 bilhões na economia do país. Esse número, que engloba tanto os gastos diretos, indiretos e induzidos das companhias marítimas, quanto os gastos de cruzeiristas e tripulantes, foi 7,6% maior em comparação ao período 2018/2019, e poderia ter sido ainda melhor se não fosse o contexto atual. Além disso, o setor gerou 296 milhões em tributos no período.

O Índice de Alavancagem Econômica (IAE), que leva em consideração a movimentação econômica total do setor de cruzeiros marítimos na temporada 2019/2020 e os gastos das armadoras para a sua realização. Este indicador apresenta o quanto a realização da temporada impulsiona a economia. Para a o período de 2019/2020, esse índice foi de R$ 4,63, ou seja, para cada R$ 1 gasto pelas armadoras, foram movimentados na economia brasileira R$ 4,63.

Os setores mais beneficiados com os gastos dos cruzeiristas e tripulantes (sem contar as armadoras) foram: comércio varejista – despesa com compras e presentes – (R$ 335,2 milhões), seguido por alimentos e bebidas (R$ 333,4 milhões), transporte antes e/ou após a viagem (R$ 177,8 milhões), passeios turísticos (R$ 146 milhões), transporte nas cidades visitadas (R$ 71,3 milhões) e hospedagem antes ou após a viagem de cruzeiro (R$ 46,4 milhões).

Pela terceira temporada consecutiva, houve aumento do número de viajantes em comparação a 2018/2019, totalizando aproximadamente 470 mil cruzeiristas a bordo de oito navios, navegando por 15 destinos nacionais (Santos, Rio de Janeiro, Búzios, Salvador, Ilha Grande, Ilhabela, Ilhéus, Recife, Maceió, Angra dos Reis, Porto Belo, Cabo Frio, Ubatuba Itajaí e Balneário Camboriú), e por outros três na América do Sul: Argentina (Buenos Aires) e Uruguai (Montevidéu e Punta del Este).

O levantamento ainda mostra que o gasto médio por pessoa com a compra da viagem de cruzeiro foi de R$ 3.256 e o tempo médio da viagem foi de 5,2 dias. Além disso, o estudo indica que o impacto econômico médio gerado por cada cruzeirista nas cidades de escala foi de R$ 557,32.

Empregos

A  temporada 2019/2020 geraram33.745 postos de trabalho no Brasil, resultado 5,5% superior ao apurado na temporada anterior. Do total de empregos criados, 2.188 foram de tripulantes dos navios e outros 31.577 foram empregos diversos, de forma direta, indireta e induzida, motivados pelos gastos das armadoras e dos cruzeiristas e tripulantes nas cidades portuárias de embarque/desembarque e visitadas, além dos gerados na cadeia produtiva de apoio ao setor, como agências de viagens e operadoras de turismo.

Quase 92% dos pesquisados deseja realizar uma nova viagem de cruzeiro, e 87% querem retornar ao destino de escala, índice que reforça o papel da viagem de cruzeiro como uma vitrine para os viajantes conhecerem diversos destinos de maneira dinâmica e voltarem em um outro momento.

Quanto à frequência, 66,1% dos cruzeiristas realizavam sua primeira viagem de navio, enquanto os 33,9% restantes já haviam viajado de cruzeiro, em média, aproximadamente quatro vezes, o que demonstra que os cruzeiros estão sempre levando novos turistas aos destinos dos roteiros.

Quando perguntados sobre o destino de preferência no Brasil, 66,2% informaram o Litoral Nordeste, e entre os que apontaram interesse em realizar cruzeiros no exterior, 41,8% indicaram o Caribe e 36,8% a Europa como preferência de viagem.

Ampla maioria dos entrevistados (78%) desceu em, pelo menos, uma escala do roteiro. Além disso, 66,9% dos entrevistados informou ter disponibilidade de realizar cruzeiros pela costa brasileira durante a baixa temporada.

As mulheres representam 61,9% do público que viaja de navio.  Em relação ao estado civil, 61% são casados, e referente à idade dos entrevistados, 43,9% têm entre 35 e 54 anos.

“O setor do turismo foi um dos mais afetados em todo o mundo e o Ministério do Turismo tem trabalhado incansavelmente para garantir a retomada de todos os segmentos da maneira mais segura para todos. Os excelentes números registrados na última temporada de cruzeiros, mesmo em um cenário adverso, reafirmam o potencial do turismo para promover o desenvolvimento econômico e social em nosso país”, disse o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Brasileiros pelo Mundo

O número de turistas residentes no Brasil e que realizaram viagens de cruzeiros no exterior durante o ano de 2019 foi de 217.313, o que significou um aumento de 11,3% em relação a 2018, gerando uma receita de R$ 703,9 milhões (23,5% a mais do que em 2018).

Setor de Cruzeiros no Mundo

O número total de cruzeiristas pelo mundo, em 2019, foi de cerca de 30 milhões, segundo a Associação Internacional de Cruzeiros (CLIA BRASIL). De 2009 a 2019, a procura por cruzeiros aumentou 68,5%, passando de 17,8 milhões para os 30 milhões de cruzeiristas atuais.

“Mesmo com a pandemia, que abreviou a temporada em um mês, tivemos números positivos. Para a CLIA e para o setor de cruzeiros, o compliance, o meio ambiente e as pessoas estão sempre em primeiro lugar, por isso, estamos trabalhando com as autoridades para que a temporada 2020/2021 aconteça com novos protocolos que vão garantir o máximo de saúde, segurança e bem-estar dos cruzeiristas”, explica Marco Ferraz, presidente da CLIA Brasil. “Não vemos a hora de rever nossos hóspedes, criar experiências memoráveis e visitar os destinos, contribuindo para um impacto econômico positivo nos locais por onde as embarcações passam, voltando a gerar renda e postos de trabalho”, completa Ferraz.

Apiário Nona Emília, na Serra do Japi, integra Circuito das Frutas

Mundo das Abelhas: perfeição (Fotos: divulgação)
Ademir Vanini fundador do apiário conta que motivado pela perfeição do mundo das abelhas e apaixonado pelos seus produtos, no ano de 1983 começou a criar abelhas como um passatempo

por Glaucia Machado (repórter colaboradora do DT)

Logo ali, bem pertinho de São Paulo encontramos lugares aconchegantes e que estimulam os sentidos. É o caso do Apiário Nona Emília. Localizado no pé da Serra da Reserva Natural da Serra do Japi o apiário oferece: Mel, própolis, pólen, geleia real, Licores de Frutas, Vinhos, Vinagre de Vinho, Suco de Uva Integral, mel no favo e a apitoxina (remédio natural). Desenvolveram uma linha de produtos como: cremes, pomadas, xampus, sabonetes líquidos e glicerinados e aromatizadores de ambientes. Tudo com cheirinho gostoso de mel.

O apiário faz parte do Circuito das Frutas e oferece também Turismo Pedagógico
O apiário faz parte do Circuito das Frutas e oferece também Turismo Pedagógico

ADEGA VANINI

Da mesma maneira, sempre com objetivo de produzir produtos com qualidade e sabor, Ademir fundou a Adega Vanini. Hoje produz vinhos deliciosos e o mais recente e com surpreendente sabor, o vinho de jabuticaba.

O Apiário faz parte do Circuito das Frutas e oferece também: Turismo Pedagógico, tratamento apiterapêutico entre outras atrações. Bem pertinho de São Paulo merece uma visita.

Contato:

Via Paulo Leone, n.º 1050, Pinheirinho, Itupeva – SP

Fone: 011 4591-3124
www.apiariononaemilia.com.br
apisantaemilia@ig.com.br
contato@apiariononaemilia.com.br
www.facebook.com/apiariononaemilia

Rede Intercontinental de Turismo Rural é criada na Ruraltur Digital 2020

De acordo com a presidente do Instituto Brasil Rural, Andréia Roque, é importante que o segmento tenha uma voz mais ativa e a rede cria essa comunicação (Crédito: RuralTur)
Iniciativa busca promover o fortalecimento e a visibilidade mundial do turismo rural; evento acontece até esta sexta-feira (4)

EDIÇÃO DO DIÁRIO com agências

desenvolvimento do turismo rural. Fomentar o setor, dar visibilidade e reconhecimento no cenário mundial é o objetivo da Rede Intercontinental de Turismo Rural, formada durante a II Conferência Intercontinental de Turismo Rural (Cinturr), que acontece até esta sexta-feira (4) na programação da 16ª Ruraltur.

De acordo com a presidente do Instituto Brasil Rural, Andréia Roque, é importante que o segmento tenha uma voz mais ativa e a rede cria essa comunicação. “Por ser intercontinental, é possível alcançar vários povos e continentes, fazendo com que conversem em prol de um segmento que tem dois universos, o rural e do turismo. Estamos falando da união de dois conjuntos com muitas vozes, associações e grupos”, comenta Andréia.

Assim como a Ruraltur, a Cinturr este ano celebra o tema da Organização Mundial do Turismo (OMT), o “Turismo e Desenvolvimento Rural”. “Devido a pandemia, está tudo parado, pouco comemorado. Por isso, viemos para reunir forças do mundo inteiro para celebrar o tema e valorizar o turismo e desenvolvimento rural”, afirma.

III Encontro de Mulheres do Turismo Rural – De acordo com Andréia Roque, a voz do turismo rural já é feminina e o terceiro encontro vem para validar o segmento dentro das novas estratégias de inovação. “O primeiro aconteceu em uma universidade de turismo, o segundo em uma universidade de agricultura, na Universidade de São Paulo – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, dentro do ambiente agro. O terceiro é digital e acontece dentro da programação da Ruraltur. As mulheres construíram o turismo rural no
Brasil, foram idealizadoras e é neste sentido que o evento primeiro valoriza o papel feminino. Agora, mais do que nunca, o objetivo é fazer comque seja rural digital”, conta.

O último dia de programação da 16ª Ruraltur acontece nesta sexta-feira (4) com o Encontro de Estudantes de Turismo – ABBTUR/CE, palestras e visitas técnicas, entre elas, o Voo Livre pelo Sertão de Quixadá, aterrissando na Fazenda Hotel Pedra dos Ventos/Ceará.

*Como participar -* Por ser um evento online e gratuito, os participantes podem ter acesso a programação com apenas alguns clicks por meio do smartphone ou computador no  site www.ruralturdigital.com.br.

*Parceiros *– Para a realização, o evento conta com diversos parceiros, como o Instituto Brasil Rural, Associação Brasileira de Agências de Viagens da Paraíba, Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo do Ceará, além do Sebrae Paraíba, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Santa Catarina e Espírito Santo, o que beneficiará mais de 400 micro e pequenas empresas do Brasil.


Serviço:
16ª Ruraltur | Feira de Turismo Rural do Brasil
Data: 1 a 4 de setembro de 2020
Local: 100% digital
www.ruralturdigital.com.br

Caminhos da Serra de Itabaiana coloca Sergipe na rota do Turismo Rural.

Por

Passar um dia em Itabaiana e retornar para capital. Assim é a proposta da Rota Caminhos da Serra de Itabaiana/SE (Crédito das fotos: Cleomar Macedo)
A Rota Caminhos da Serra de Itabaiana-SE já está fomentando o turismo rural em Sergipe. Lançado no dia 5 de novembro deste ano, ela é primeira Rota Turística oficial do município e a primeira Rota de Turismo Rural do Estado e de Itabaina.

EDIÇÃO DO DIÁRIO com agências


De acordo com a criadora da Rota, a turismóloga consultora e mestra em Planejamento do Turismo, Ellen Carvalho, “Sergipe é um Estado em sua maioria rural e tem grande potencial em roteiros de turismo rural receptivo”.

Com perspectiva de atrair tanto os turistas sergipanos quanto os de fora do estado, Ellen conta que o objetivo é reforçar as tradições culturais e proporcionar experiências para quem vier visitar o município de Itabaiana.

“Apesar de ser turismo rural, temos que investir para que seja criativo. Temos que trazer uma experiência diferenciada para que o público turista seja atraído”, completa a turismóloga.

Ellen, turismóloga responsável pela criação da rota

Inovação no turismo rural

E é justamente pela necessidade de investimento no turismo rural, que a criadora da Rota Caminhos da Serra de Itabaiana destaca esse potencial. “Como técnica, percebi que há muito tempo os roteiros de turismo receptivo, e as rotas de turismo em Sergipe são as mesmas. Precisamos inovar neste setor”, alerta Ellen Carvalho.

A Rota

Passar um dia em Itabaiana e retornar para capital. Assim é a proposta da Rota Caminhos da Serra de Itabaiana/SE.

Conforme explica a turismóloga Ellen, o turista vai sair de Aracaju para conhecer o Parque dos Falcões, com a possibilidade de fazer trilha na Serra de Itabaiana com os monitores do Parque. Em seguida, será a vez de visitar o Povoado Carrilho, conhecido pelo beneficiamento das castanhas de caju.

“Neste atrativo turístico, além de acompanhar o trabalho da cooperativa que faz esse trabalho, nosso turista vai poder participar da produção. Assim como no próximo destino da Rota, a Casa de Farinha, onde é feito e vendido produtos típicos regionais no forno de lenha”, pontua Ellen Carvalho.

Ellen acrescenta que na parada para o almoço, os turistas serão levados para um dos restaurantes típicos da região que passaram pelo treinamento Rota e ganharam o selo de qualidade no atendimento. “Após o almoço, eles seguem para a famosa foto com Eu Amo Itabaiana. Nas quartas, sábados ou domingos é possível seguir para a maior feira do estado: a Feira Cultural do Luiz Gonzaga”, detalha a turismóloga.

Na Rota do Forró o que não falta é sanfona, triângulo e zabumba…

E como não poderia ficar de fora dos atrativos turísticos, eles são levados a conhecer, também, o comércio. “Os levamos para comprar ouro na cidade conhecida por vender ouro barato. Finalizando a Rota, os turistas visitam o Povoado Ribeira, que tem belas cachoeiras e onde a comunidade já vem sendo assessorada tecnicamente por mim, para fomentar o bem receber, e a comercialização de artesanatos, comidas regionais, além de locais como campings para a estadia desses turistas em um Projeto de Turismo de Base Comunitária”, diz a criadora da Rota Caminhos da Serra de Itabaiana.

Inclusive, conta Ellen Carvalho, “a partir desta atitude, estamos implantando o primeiro restaurante, camping e pousada no local: o Recanto da Ribeira. “É um projeto que tem tudo para crescer cada vez mais”, acredita.

Selo de qualidade

Todos os restaurantes, estabelecimentos, guias e agências que farão parte da Rota terão que ter o Selo de Qualidade.

Ellen explica que eles passam por treinamento e adequação para receber o selo, já que, frisa ela, “este é muito mais que um projeto, existe uma responsabilidade com o trabalho a ser desenvolvido”.

Rota do Forró: organizadores e participantes

Parceria

A Primeira Rota Turística oficial de Itabaiana-SE e primeira Rota de Turismo Rural do Estado, a Rota Caminhos da Serra de Itabaiana, foi planejada e organizada desde 2017 pela Turismóloga Ellen Carvalho Mestra em Planejamento de Rotas de Turismo Rural e Ecoturismo.

Foram três anos de um trabalho participativo, que contou com o envolvimento da comunidade, trade turístico e do Instituto Federal de Sergipe.

“Fizemos um levantamento de dados para inventariar a pesquisa e chegamos a conclusão que Itabaiana tem um potencial enorme pra o turismo, além de ser uma cidade que tem economia forte e que estava precisando desse pontapé inicial pra começar a enxergar a atividade turística como grande aliada para o desenvolvimento”, finaliza Ellen Carvalho.


Para detalhes do projeto ou contato com a idealizadora da rota, acesse: www.carvalhoconsultoriastur.com.br


Para detalhes do projeto ou contato com a idealizadora da rota, acesse: www.carvalhoconsultoriastur.com.br

Bom dia inteirinho com Jesus Cristo

Ótima noite a todos

Boa noite

26 de novembro de 2020

Madeira cobiçada - Governo retira Ipê de lista de proteção de espécies ameaçadas


Documentos mostram que presidente do Ibama se encontrou com madeireiros antes de afrouxar regras.

O governo brasileiro retirou o Ipê de uma lista internacional de proteção de espécies ameaçadas. O Ipê é uma das madeiras brasileiras mais cobiçadas no mercado internacional.

Por causa da crescente exploração e venda ilegal, o Ipê estava numa lista de espécies ameaçadas da convenção sobre o comércio internacional de espécies da fauna e da flora selvagem.

Mas, em agosto do ano passado, o próprio governo brasileiro pediu para que a convenção retirasse a espécie da lista, apesar dos alertas de técnicos para preservar o Ipê.

A informação foi trazida pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada pela TV Globo. Com isso, o Ipê pode ser vendido como uma espécie comum, sem restrições.

A convenção é um acordo internacional assinado pelo Brasil em 1973 e que reúne 183 países com o objetivo de monitorar o comércio de animais e plantas selvagens no mundo para que ele não ponha em risco a sobrevivência das espécies. Árvores brasileiras como o Mogno e o Pau-Brasil já estão nessa lista.

Procurado, o Ministério do Meio Ambiente disse que, como não houve consulta ao setor produtivo nacional, foram pedidos mais estudos sobre a exploração do Ipê, que atualmente estão sendo avaliados pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Não há prazo para a conclusão.

"O Ipê é considerado hoje um novo Mogno, é uma espécie das mais valiosas que a gente tem hoje na floresta amazônica. Então, principalmente devido a isso, que ele está sendo exaustivamente explorado", disse.

"É a abertura de um caminho para isso, não tenho nenhuma dúvida, para o desmatamento", acrescentou.

Além do Ipê, outras espécies nativas que são vendidas para fora do país estão sob risco. Documentos revelam que o presidente do Ibama se encontrou com madeireiros antes de afrouxar normas pra exportação de madeira.

A informação foi publicada pelo jornal "O Globo". A reunião entre o presidente do Ibama, Eduardo Bim, e os madeireiros aconteceu na sede do Ministério do Meio Ambiente, no dia 6 de fevereiro deste ano. Até então, a madeira nativa só podia ser exportada com uma autorização emitida pelo Ibama, uma medida para combater a exploração ilegal.

Mas os empresários queriam vender madeira para o exterior apresentando apenas o Documento de Origem Florestal (DOF), preenchido pelos próprios madeireiros e que originalmente só servia para permitir o transporte das toras até o porto.

Dezenove dias depois da conversa com os madeireiros, Eduardo Bim atendeu ao pedido e liberou a exportação de madeira sem autorização formal do Ibama.

Procurado, o Ministério do Meio Ambiente confirmou a participação de Eduardo Bim na reunião e a decisão.

Diante da mudança, organizações não governamentais e entidades ligadas ao meio ambiente entraram na Justiça para anular a decisão do Ibama.

Afirmam que a autorização de exportação era um documento que permitia que a fiscalização da madeira fosse feita de forma mais eficiente, antes de ser exportada. Como agora o único documento exigido é preenchido pelo próprio madeireiro, isso abre espaço para fraudes.

Porta-voz da Campanha Amazônia, do Greenpeace, Rômulo Batista afirma: "Ao receber esses documentos, os fiscais poderiam averiguar o contêiner para ver se a madeira que está declarada é realmente a madeira que está sendo exportada, se a documentação utilizada para exportar é uma documentação válida. Então, é uma perda, justamente no comando desse, que é um dos produtos comercializados que, infelizmente, tem um alto grau de ilegalidade."

Em nota, o Ibama declarou que não houve flexibilização do certificado para exportação de madeira e que agora, com o documento de origem florestal de exportação, os procedimentos fiscalizatórios serão mais eficientes.


4 min

Deputado Max Russi Pede Atenção Do Estado À Empaer Em Água Boa E São Do José Do Povo

Deputado Max Russi pede atenção do Estado à Empaer em Água Boa e São do José do Povo

Em São José do Povo, Max Russi cobrou dos órgãos competentes, a permanência do escritório

O primeiro-secretário da Assembleia, deputado estadual Max Russi (PSB), encaminhou documento ao governo do estado, à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), solicitando a reforma do prédio da Empaer em Água Boa (743 quilômetros de Cuiabá).
Segundo o parlamentar, a estrutura física do escritório, encontra-se em estado precário, o que dificulta o bom atendimento à população. “O órgão é responsável pelas demandas do setor produtivo, especialmente da agricultura familiar. Por isso, é de extrema importância garantir melhor condição de trabalho aos seus técnicos”, observou Max Russi.
Em São José do Povo (263 quilômetros da Capital), onde o número de habitantes já supera a casa de 4 mil habitantes, a situação é mais grave. Lá, o deputado solicitou dos órgãos competentes, a continuidade das atividades do escritório da Empaer no município, que corre o risco de fechar às portas. A reivindicação atende ao pedido o vereador Ivanildo Vilela da Silva.
No documento encaminhado ao governo, Max Russi argumentou que, a maioria da população de São José do Povo vive na zona rural e, constantemente, necessita dos serviços prestados pelo órgão como assistência rural, elaboração e viabilização de projetos rurais, capacitações, cursos, análise de solo, orientação e elaboração de projetos dos governos Federal e estadual, como Pronaf e outros, além de projetos de preservação de recursos naturais.
“O encerramento das atividades dessa empresa púbica trará muitos prejuízos à população que, precisará se deslocar por centenas de quilômetros para conseguir acesso aos serviços. Outro fator que pesa bastante, é o fato dos moradores da cidade não possuírem recursos financeiros para bancar os custos desse trajeto”, ressaltou o deputado.
Vale destacar que, a maioria dos municípios de Mato Grosso possui como maior fonte de renda a agricultura e que a maioria são distante entre si.
De acordo com o vereador Ivanildo Vilella, o Júnior da Saúde, prefeito eleito na cidade, o número de pequenos produtores rurais em São José, que depende do escritório da Empaer supera a casa dos seiscentos trabalhadores rurais e atende cinco assentamentos. São eles: Sandrini, João Pessoa, Márcio Pereira, Padre Józimo e Primavera. Além desses, a Empaer de São José atende mais quatro comunidades, pertencente à Guiratinga, Pedra Preta e Rondonópolis.
“A informação que tivemos é que o fechamento é por contenção de gastos. Mas, nós vamos trabalhar alinhados para que isso não ocorra e a partir de primeiro de janeiro estamos à disposição para fechar parceria, se for o caso. Não podemos perder a Empaer. Esse fechamento causaria um transtorno enorme, sem contar que centenas de produtores terá que se deslocar até Rondonópolis para serem atendidos. Já perdemos uma delegacia, e se a agência fechar corremos o risco de perder até o banco que temos aqui. Sei da competência e articulação do deputado Max e, estamos convicto de que será possível reverter esse quadro”, ressaltou o prefeito eleito.
Risco de extinção – O mesmo fato ocorre em Gaúcha do Norte. Um documento também foi encaminhado pela Assembleia Legislativa aos órgãos competentes, pedindo que os mesmos reconsiderem a permanência da Empaer no município e assim, tranquilizar os produtores, principalmente àqueles que vivem da agricultura familiar.
O carro-chefe da economia de Gaúcha do Norte é o cultivo da soja, sorgo, a extração de borracha (seringueira) e criação de rebanho, além de outras atividades produtivas.

Consultor internacional abre ciclo de palestras em evento da UFMT sobre regularização fundiária