31 de janeiro de 2020


CONCEITO DE TURISMO RURAL


Um conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuaária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade, atendendo também pelo chamado Agroturismo.

Algumas Atividades turísticas no meio rural



As atividades turísticas no meio rural constituem-se da oferta de serviços, equipamentos e produtos de Turismo Rural : 

• hospedagem 

• alimentação 

• recepção à visitação em propriedades rurais 

• recreação, entretenimento e atividades pedagógicas vinculadas ao contexto rural 

• outras atividades complementares às acima listadas, desde que praticadas no meio rural, que existam em função do turismo ou que se constituam no motivo da visitação. 

O  agenciamento e o transporte turístico emissivo e a operação, que de modo geral ocorrem em ambientes urbanos, são considerados operadores de mercado que viabilizam a prática do Turismo Rural.

Por Geraldo Donizeti Lúcio

Especialista em Turismo Rural


INSTITUCIONALIZAÇÃO DO TURISMO RURAL NO BRASIL




Embora a visitação a propriedades rurais seja uma prática antiga e comum no Brasil, apenas há pouco mais de vinte anos passou a ser considerada uma atividade econômica e caracterizada como Turismo Rural. 


Esse deslocamento para áreas rurais começou a ser encarado com profissionalismo na década de 80, quando algumas propriedades em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, devido às dificuldades econômicas do setor agropecuário, resolveram diversificar suas atividades e passaram a receber turistas.

Este fenômeno se estendeu por todo o Brasil, chegando ao Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Por Geraldo Donizeti Lúcio
Especialista em Turismo Rural

O Turismo Rural pode ser explicado, principalmente, por duas razões:





A necessidade que o produtor rural tem de aumentar sua fonte de renda e de agregar valor aos seus produtos; 


E a vontade dos moradores urbanos de encontrar e reencontrar raízes, de conviver com a natureza, com os modos de vida, tradições, costumes e com as formas de produção das populações do interior.


Por Geraldo Donizeti Lúcio
Especialista em Turismo Rural

Entendendo o Turismo Rural , suas vertentes.


Comprometimento com a produção agropecuária 

É a existência da ruralidade, de um vínculo com as coisas da terra, terra x presença do homem rural. 

Mesmo que as práticas eminentemente agrícolas não estejam presentes em escala comercial, o comprometimento com a produção agropecuária pode ser representado pelas práticas sociais e de trabalho, pelo ambiente, pelos costumes e tradições, pelos aspectos arquitetônicos, pelo artesanato, pelo modo de vida considerados típicos de cada região observando a cultura da população rural local. 

Agregação de valor a produtos e serviços 

Quanto a prestação de serviços, os aspectos relacionados à hospitalidade em ambiente rural faz com que as características rurais passem a ser entendidas de outra forma que não apenas focadas na produção primária de alimentos mas na agregação de valores, na agroindústria, no artesanato típico, na gastronomia típica. 

Assim, como também nas práticas comuns à vida do campo, como manejo de criações, manifestações culturais e a própria paisagem passam a ser consideradas importantes componentes do produto turístico rural e, consequentemente, valorizadas e valoradas por isso. 

A agregação de valor como já citada acima também passa pelo processo e da possibilidade de verticalização da produção em pequena escala, ou seja, beneficiamento de produtos in natura, transformando-os para que possam ser oferecidos ao turista, sob a forma de conservas, produtos lácteos, refeições, dentre outros. 


Resgate e promoção do patrimônio cultural e natural 

O Turismo Rural, além de estar comprometido com as atividades agropecuárias, deve caracterizar-se pela valorização do patrimônio cultural e natural bem como pelos elementos da oferta turística no meio rural. 

Os empreendedores, de uma maneira geral irão definir os seus produtos de Turismo Rural, com a maior autenticidade possível. 

Os fatores culturais, por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os “causos”, a gastronomia), e não perder a responsabilidade e sensibilidade no quesito “conservação do ambiente natural”. 


Agroturismo

O termo Agroturismo é adotado em alguns locais como o Estado do Espírito Santo, sendo respeitado os dois termos – Turismo Rural e Agroturismo, e é considerado uma derivação do Turismo Rural. 

Este conceito (Agroturismo ) também é muito usado na Itália, na Franca e em Portugal, portanto o que se denomina Agroturismo compreende as atividades turísticas internas à propriedade, que geram ocupações complementares às atividades agrícolas, as quais continuam a fazer parte do cotidiano da propriedade, em menor ou maior intensidade.


Por Geraldo Donizeti Lúcio
Especialista em Turismo Rural

Vamos entender um pouquinho o que significa Meio Rural






A concepção de meio rural aqui adotada baseia-se na noção de território, com ênfase no critério da destinação da terra e na valorização da ruralidade.

 Assim, considera-se território um espaço físico, geograficamente definido, 

O Território geralmente é contínuo, compreendendo cidades e campos.

São caracterizados por critérios multidimensionais, como ambiente, economia, sociedade, cultura, política e instituições, e uma população com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de processos específicos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade e coesão social, cultural e territorial.

Nos territórios rurais, tais elementos manifestam-se, predominantemente, pela destinação da terra, notadamente focada nas práticas agrícolas, e na noção de ruralidade, ou seja, no valor que a sociedade contemporânea concebe ao rural.

 Tal valor contempla as características mais gerais do meio rural: a produção territorializada de qualidade, a paisagem, a biodiversidade, a cultura e certo modo de vida, identificadas pela atividade agrícola, a lógica familiar, a cultura comunitária, a identificação com os ciclos da natureza.

Por Geraldo Donizeti Lúcio
Especialista em Turismo Rural

O Turismo rural, é um segmento do turismo que tem se evoluído no Estado de Mato Grosso


O Estado de Mato Grosso com seus seus Ecossistemas (Pantanal, Cerrado e Amazonas) e com as 03 Bacias Hidrográficas, (Araguaia Tocantins, Prata/Pantanal, Amazônia) com o cenário rural do agronegócio, pessoas de várias partes do Brasil e até do Mundo, configura -se como um estado de grandes oportunidades para se empreender em turismo rural, e isto tem ocorrido nos últimos 20 anos.

As politicas pública de turismo rural no Brasil iniciam suas discussões no ano de 1988 e em 2004 são lançados as Diretrizes Nacionais de Turismo Rural no Brasil e o Primeiro Plano nacional de Turismo Rural na Agricultura Familiar, fatores que dão ao turismo rural um status de segmento de turismo e o reconhecimento junto ao Mtur e (MDA) na época.

O Estado de Mato Grosso através de seu órgão oficial de turismo e demais órgãos afins , entidades governamentais e não governamentais e sociedade civil organizada, acompanharam este processo,

A Assembleia Legislativa  produção de leis, (No ano de 2009 Deputado Estadual Riva, 2014 Deputada Estadual Tete Bezerra, 2017 Deputado Estadual Botelho).

Nos últimos 20 anos o turismo de um modo geral tem evoluído muito no Estado de Mato Grosso e o turismo rural tem sido um segmento que vem permeando esta evolução.

É uma atividade em que envolve os Agricultores Familiar em Assentamentos, Comunidades Tradicionais, Agricultura Indígena, Comunidades Quilombolas e as fazendas cercadas de história e simplicidade, além das feiras de agronegócio e muito mais.

Proporciona aos envolvidos do lado do visitante uma viagem agradável, marcante e cheia de experiências, já do lado do agricultor, (empreendedor) a satisfação de ter atendido com excelência o seu cliente e se sentir agora que é visto como um empreendedor de turismo.

Outro fator interessante do turismo rural é o contato direto e genuíno com a natureza, agricultura e tradições locais. 

Observar o dia dia do retireiro, beber aquele leite tirado na hora, visitar as propriedades rurais, descobrir a beleza das paisagens e os costumes locais.

O turismo rural é uma das modalidade praticada por agricultores dispostos a compartilhar seu modo de vida com os habitantes do meio urbano. 

Com serviços de qualidade, valorização e respeito ao meio ambiente e a ruralidade.

O turismo rural ajuda a estabilizar a economia local, criando empregos nas atividades indiretamente ligadas à atividade agrícola e ao próprio turismo, como comércio de mercadorias, serviços auxiliares, construção civil, entre outras, além de abrir oportunidades de negócios diretos, como hospedagem, lazer e recreação. 

Com relação aos benefícios ambientais, pode-se mencionar o estímulo à conservação ambiental e à multiplicação de espécies de plantas e animais, entre outros, pelo aumento da demanda turística.

Turismo Rural é o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade.


Por Geraldo Donizeti Lúcio
Especialista em Turismo Rural



Reunião debate a organização da cadeia produtiva da borracha em Mato Grosso

A cultura da seringueira ocupa uma área de 20 mil hectares e são cultivados em mais de 15 municípios do Estado.Rosana Persona | Empaer

A intenção é produzir um produto de qualidade para ganhar bons preços nos mercados. - Foto por: João de Melo | Empaer


A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com Associação dos Heveicultores do Estado de Mato Grosso (Ahevea), realizou nesta quarta-feira (22.01) uma reunião com o objetivo de organizar a cadeia produtiva da borracha natural no Estado. O engenheiro florestal da Empaer, Antônio Rocha Vital, comenta que 20 mil famílias cultivam a seringueira em Mato Grosso. O evento foi realizado no Sindicato Rural de Cuiabá, no Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro.

De acordo com Rocha, na década de 90, o plantio da seringueira ocupava uma área de 40 mil hectares. Hoje apenas 20 mil hectares são cultivados em mais de 15 municípios do Estado. Ele enfatiza que o grande desafio do cultivo é o preço do quilo da borracha, que está sendo comercializada por R$ 2,35 . Ele considera um preço baixo e esclarece que em outros anos a borracha já chegou a ser comercializada por R$ 4,10 o quilo.

A receita apresentada pelo engenheiro é produzir um produto de qualidade para ganhar bons preços nos mercados e utilizar pequenos centros de agregação de qualidade e valores para produzir o CVP (Cernambi Virgem Prensado) na propriedade. “Além de produzir látex, os seringais ocupam outra posição que é o sequestro de carbono. Uma tonelada de borracha natural seca da seringueira possui aproximadamente 900 kg de carbono”, comenta.

O produtor rural Ricardo Camargo, membro da câmara setorial, possui uma área de 250 hectares de seringueira, localizada no município de Barra do Bugres. Ele fala que a seringueira é a monocultura perene que mais sequestra carbono. Ele explica que depois que a Câmara Setorial da Borracha Natural (CSBN) validou a tecnologia de quantificação do carbono sequestrado pela seringueira em 2016, começaram a procurar como monetizar este carbono.


O presidente da Ahevea e técnico em agropecuária da Empaer, Clodoaldo Maccari, fala que o município de Gaúcha do Norte (595 km ao Norte de Cuiabá) possui uma área plantada de 2 mil hectares de seringueira e 250 produtores. E destaca que o cenário está bem complicado e alguns produtores estão erradicando os seringais. “Para tornar a cultura viável, o preço deveria estar em torno de R$ 3,50 o quilo da borracha”, explica.

Ele enfatiza que a reunião debateu vários pontos para tornar a cultura atrativa para os demais produtores e o principal foco foi a certificação da borracha em Mato grosso, que tem como finalidade cumprir a legalidade econômica, social e ambiental dentro da cadeia heiveícola, além de agregar valor à borracha produzida pelo seringueiro com incremento da renda dos municípios. “A intenção da Associação é fortalecer a produção de borracha limpa com a adoção da certificação e propiciar um bônus financeiro por quilograma de borracha natural produzida independente do preço de mercado”, esclarece Maccari.

Participaram da reunião o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (Seaf), Carlos Alberto Simões de Arruda, o presidente da Empaer, Renaldo Loffi e a presidente da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus, Margarethe Buzzeti, produtores rurais e outros.