11 de abril de 2019

Pecados pequenos?

No mundo inteiro,  búfalos matam 7 pessoas todos os anos. 

Leões matam 500 pessoas por ano.

Hipopótamos matam 800 pessoas a cada ano.

Aranhas matam 5.000 pessoas por ano.
Escorpiões  matam 7.000 pessoas por ano.

Cobras matam 10.000 pessoas por ano.

E então, surpreendentemente,

Os mosquitos matam 2,7 milhões de pessoas todos os anos.

Sim, o menor é o mais mortal!

"Pequenos pecados", dificilmente notados por muitos, são os mais mortais para a vida espiritual.

Evite desculpas para não orar.
Evite desculpas para não atribuir alguns momentos de seu dia ao seu Criador.

Pecados de omissão são tão mortais quanto os pecados de comissão.

Fofocas e pequenas mentiras são cometidos com mais frequência e são mortais.

As pessoas de sucesso têm duas coisas em seus lábios: "sorriso e silêncio". Sorriso pode resolver os problemas, enquanto o Silêncio pode evitá-los.

O açúcar e o sal podem ser misturados no mesmo recipiente, mas formigas rejeitarão o sal e levarão embora apenas o açúcar.

Selecione as pessoas certas na vida e torne sua vida melhor e mais doce.

Se você não conseguiu realizar seus sonhos, mude seus caminhos e não seu Criador.

Lembre-se: árvores mudam suas folhas, e não suas raízes.

Bom dia . 😄🙌🏼🙏🏼

Documentário destaca relevância histórica, cultural e econômica de Sto. Antônio do Leverger


O filme ‘Santo Antônio: Do Rio Abaixo à Leverger’ será lançado nesta sexta e rememora a história de um dos municípios mais tradicionais de MT

Por

 Túlio Paniago

O que guia a narrativa é a ligação umbilical entre a cidade e o rio


Localizado a 27 km de Cuiabá e com uma população estimada em pouco mais de 16 mil habitantes, Santo Antônio do Leverger tem valor imensurável quando se trata da formação cultural, econômica, social e política de Mato Grosso. Não por acaso, suas inúmeras riquezas e potencialidades, bem como a história da formação e desenvolvimento do município, são abordadas no documentário “Santo Antônio: Do Rio Abaixo à Leverger”, que será lançando nesta sexta-feira (12.04), às 18h30, na Praça do Artesão, localizada no centro do município. Esta primeira exibição faz parte do projeto ‘Sesc na Estrada’.

Dirigido e roteirizado por Leonardo Sant’Ana, o filme utiliza de registros documentais, ilustrações e entrevistas para remontar toda a história de Santo Antônio, desde os seus tempos primórdios, antes mesmo do município receber este nome.

E o que guia a narrativa audiovisual, durante seus 40 minutos de duração, é a ligação umbilical entre a região e o rio. No entanto, embora seja um personagem fundamental para a construção do documentário, o rio não tem voz, todavia se comunica intimamente com os moradores locais. E estes, sim, têm voz.

“Quando se vai fazer um documentário sobre cidade, nada melhor que as pessoas da cidade”, pontua Leonardo. Assim, além de nove moradores, também são entrevistados dois pesquisadores e uma professora de história. Deste modo, a abordagem se dá “através das memórias de seus moradores e, obviamente, com o subsídio de pesquisa”, complementa.

O diretor Leonardo Sant’Anna (sentado à direita) durante a gravação do documentário


RITMO DA CIDADE NO FILME

Leonardo revela que, após o primeiro corte do filme, se sentiu incomodado porque a montagem parecia estar muito acelerada, diferente do pulsar de Santo Antônio. “A cidade tem um ritmo peculiar. É o tempo de uma cidade de interior, onde todo mundo se conhece. É o tempo da pesca. Ela tem essa dinâmica da paciência, da calma, da perseverança, da tradição”.

Ao constatar este ruído entre o tempo da cidade e o tempo do documentário, ele percebeu ser necessário novos cortes até que estes tempos fossem harmonizados. “O corte final tem essa característica na própria dinâmica, nas cenas, na duração dos planos… A gente tenta passar esse ritmo de Santo Antônio, como seria esse ritmo de vida, uma cidade pacata, simples e que a maior riqueza é o seu povo”.

Além do subsídio da pesquisa, a abordagem se dá através das memórias de seus moradores


CULTURA POPULAR VIVA

Para captar este tempo subjetivo da cidade, obviamente foi necessário passar um tempo objetivo por lá. A equipe gravou tudo em dez dias. Neste período, puderam presenciar algumas manifestações culturais locais que chamaram a atenção pela vivacidade da expressão.

Segundo Leonardo, trata-se de “um lugar onde a tradição e a cultura popular da baixada cuiabana continuam vivas e atuantes, não restringidas a grupos folclóricos, mas como prática social e cultural viva”.

Ele se refere às apresentações de siriri e cururu durante a festa de Santo Antônio, cujo registro faz parte do documentário. Leonardo relata que elas se manifestam de maneira orgânica, sem ensaios prévios. “Não tinha um grupo de cururu apresentando. Eram vários devotos de Santo Antônio tocando a viola e fazendo o cururu ali mesmo. Isso é de um valor incalculável”.

E ainda acrescenta que, além da festa do santo padroeiro da cidade, o município se destaca pelo Boi-à-Serra (manifestação cultural popular que faz parte dos festejos de N. Sra. De Conceição), além, é claro, do carnaval.

CONTEÚDO DO DOCUMENTÁRIO

Mas é importante ressaltar que o documentário não é focado apenas na riqueza cultural do município. A linha narrativa engloba vários outros aspectos, a começar pela lenda em relação à origem do lugar, também marcada pela religiosidade.

Utilizando de ilustrações do artista plástico Ric Milk, o filme começa narrando essa lenda. Na época, a região – onde hoje se situa a cidade – fazia parte das rotas das monções, e por ali passavam os barcos para abastecer as minas na Vila de Cuiabá.

Numa dessas viagens, estavam levando a imagem de Santo Antônio para a futura capital de Mato Grosso. No entanto, por ocasião do destino, a embarcação encalhou em uma das praias pelo caminho, exatamente onde viria a ser fundada Santo Antônio, e daí uma das possíveis razões para o nome da cidade, pois “o santo não queria sair dali”, brinca Leonardo.

O filme também aborda o ‘ciclo econômico açucareiro’, também conhecido como ‘Ciclo da Cana’. Neste período, Santo Antônio vivenciou um grande crescimento econômico com a chegada de usinas que se instalaram na região. Para se ter uma ideia, das 12 usinas que haviam em Mato Grosso naquele período, oito estavam localizadas no município.

Este contexto propiciou o surgimento dos chamados ‘coronéis do açúcar’, grandes latifundiários que detinham o poder econômico e político da região, cujo principal expoente é o ex-governador Antônio Paes de Barros, popularmente conhecido como Totó Paes.

Após o declínio da cana, o gado ocupa o lugar de principal produto econômico do município. “Fazendas de cana viraram pasto pra produção de gato”, relata Leonardo. A pesca é outro meio de vida que, desde os primeiros anos, se destaca no município. Estas atividades econômicas colaboraram para uma característica demográfica peculiar na contemporaneidade, uma vez que a maioria da população local mora em zonas rurais.

AS IDADES DE SANTO ANTÔNIO

Se Cuiabá, a irmã mais velha, completou 300 anos nesta semana, Santo Antônio do Leverger, o irmão mais próximo, não sabe ao certo quanto anos tem. Oficialmente, completará 119 em julho. No entanto, o município já existia desde 1835, embora batizado primeiramente como Santo Antônio do Rio Abaixo, e ainda tido como distrito de Cuiabá. Considerando essa análise, teria 183 primaveras. Sem contar que, a partir de 1722, já havia registro de títulos de doação de sesmarias, o que configuraria o início do povoamento da região, que, sob esta perspectiva, acumularia 296 anos.

PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO

“Santo Antônio: Do Rio Abaixo à Leverger” é uma produção da ‘Terra do Sol Filmes’ e da ‘G2 Prestadora’. A realização é assinada pela Associação Mato-grossense de Inclusão Sociocultural (AMISCIM); a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o Governo do Estado de Mato Grosso. O Sesc Mato Grosso, por meio do projeto ‘Sesc na Estrada’, é parceiro neste lançamento.

Após o lançamento, a ideia é que o filme participe de festivais e depois seja disponibilizado ao público


SERVIÇO

Lançamento do documentário “Santo Antônio: Do Rio Abaixo à Leverger”

Onde: Praça do Artesão, localizada no centro de Santo Antônio do Leverger

Quando: 18h30 desta sexta (12.04)

Entrada: Gratuita

Brasil ganha Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial Cultural e Natural



Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro tem como objetivo conservar, desenvolver, ordenar e promover, de forma sustentável, os patrimônios mundiais naturais e culturais reconhecidos pela Unesco no Brasil


Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo, conhecido como Ruínas de São Miguel das Missões (RS), estão entre os patrimônios contemplados. Foto: Jefferson Bernardes/Banco de Imagens MTur Destinos

O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou nesta quinta-feira (11) o decreto que institui a Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial Natural e Cultural. A ação é uma das metas do Ministério do Turismo para os primeiros 100 dias de governo. O decreto faz parte de uma série de medidas que a Pasta está adotando com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios do setor e potencializar a atração de investimentos para o Brasil. A proposta está alinhada ao Plano Nacional de Turismo 2018-2022, que definiu como uma de suas estratégias “promover a valorização do patrimônio cultural e natural para visitação turística”. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, esteve presente à cerimônia de assinatura que marcou a entrega de um dos compromissos de sua gestão.

O Decreto é resultado de uma parceria do Ministério do Turismo com os ministérios da Cidadania, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, com apoio do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O aprimoramento da gestão turística dos sítios culturais e naturais brasileiros declarados Patrimônio Mundial fomentam a estruturação de destinos turísticos, de forma a torná-los autossustentáveis, melhorando o ambiente de negócios e adequando-os à dinâmica atual da atividade turística, com maior integração entre instituições governamentais, inciativa privada e a sociedade. “Esta entrega do governo brasileiro à sua população representa um marco na valorização e preservação de nossos patrimônios naturais e culturais. Somos o oitavo país em atrativos culturais do mundo e precisamos saber aproveitar melhor nossos potenciais para atrair cada vez mais visitantes estrangeiros e também estimular mais brasileiros a conhecerem as belezas de nosso país”, comemorou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

O decreto tem como objetivo desenvolver, ordenar e promover os segmentos turísticos relacionados ao Patrimônio Mundial Cultural e Natural do Brasil. Neste sentido são considerados patrimônios mundiais os Sítios reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), por meio do Comitê do Patrimônio Mundial. O Brasil possui, ao todo, 21 patrimônios reconhecidos. Fazem parte da lista a Cidade Histórica de Ouro Preto (MG), o Plano Piloto de Brasília (DF), o Conjunto Moderno da Pampulha (MG), a Costa do Descobrimento (BA e ES), o Complexo da Áreas protegidas da Amazônia Central, entre outros. Clique AQUI para acessar a lista completa.

Para realizar as ações previstas no texto, será formado um Comitê Interministerial de Gestão Turística do Patrimônio Mundial que ficará responsável por propor, monitorar e avaliar as ações relacionadas à atividade turística voltadas ao Patrimônio Mundial. O grupo será coordenado pelo Ministério do Turismo.

OBJETIVOS - Entre os objetivos da gestão turística do Patrimônio Mundial estão o apoio à preservação e promoção dos Sítios do Patrimônio Mundial; a valorização e fomento ao turismo, de forma sustentável, nos Patrimônios Mundiais; aprimoramento da gestão turística e da oferta de produtos e serviços turísticos associados aos Patrimônios Mundiais, como destinos patrimoniais de primeira ordem; entre outros.

Para a implementação da política poderão ser usados recursos do Orçamento Geral da União (OGU); do Prodetur+Turismo; do Fundo Geral de Turismo (Fungetur); linhas de créditos de bancos e instituições financeiras; recursos alocados pelos Estados, Distrito Federal e Municípios ou provenientes de organismos e entidades nacionais e internacionais, entre outros.

AÇÕES DE CURTO PRAZO - O Ministério do Turismo, em conjunto com os outros órgãos envolvidos, está preparando um pacote de medidas para execução da Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial Natural e Cultural. Para 2019 e 2020, por meio de uma parceria com o SEBRAE, as regiões turísticas localizadas nos Patrimônios poderão contar com uma série de ações.

Entre elas estão seminários de orientação para órgãos públicos e privados sobre as linhas de financiamento para o turismo; portfólios de oportunidades para atração investimentos (mapeamento de oportunidades de negócios, parcerias público-privada e estudos de viabilidade econômica das oportunidades de negócios identificadas); participação em feiras nacionais e internacionais de promoção turística e atração de investimentos; apoio a projetos de revitalização de espaços turísticos e de ocupação criativa de espaços públicos; bem como campanhas nacionais e internacionais de promoção turística; entre outros.

10 de abril de 2019

Roteiro de Produção Associada ao Turismo no Município de Nossa Senhora do Livrament

 Comunidade Quilombola - Mata Cavalo - Mutuca.









Comunidade Rural Quilombolas 

Comunidade Mutuca – Geograficamente o complexo Quilombolas Mata Cavalos está localizado no município de Nossa Senhora do Livramento, a seis km da sede. E cerca de 55 km de Cuiabá Estado de Mato Grosso. A área do Mata Cavalos é em sistema de Sesmaria (Boa Vida).

No local o visitante (turista) poderá encontrar artesanatos, danças, comidas, sistema de produção da Agricultura Familiar, Agroindústria e outros típicos de Quilombolas.

Todo processo descrito consta no Projeto de Produção Associada ao Turismo do Município de Nossa Senhora do Livramento, o desafio agora é de que este seja realmente um produto turístico que venha atender a oferta e a demanda turística de Mato Grosso.

Eu como sou, Amante, Articulador, Gestor e Especialista em Turismo Rural, faço a minha análise pessoal a este Projeto, como sendo autêntico de Turismo Rural na Agricultura Familiar .

A Produção Associada ao Turismo, O Turismo com Base Local, o Turismo Solidário, o Turismo Inclusivo, quando ocorre no âmbito do meio rural, como é o caso destes em comunidade Quilombola, onde o visitante (turista), pode encontrar, vivencia e ou adquirir produtos de artesanatos, danças, comidas, sistema de produção da Agricultura Familiar, Agroindústria e outros típicos do meio rural, para mim tudo isto é o Turismo Rural Acontecendo com todos os seus insumos e fatores.


Frente fria histórica matou quase 20 escravos em Mato Grosso



Notícias / Cidades


Da Redação - Fabiana Mendes

Fonte: Olhar Direto 

Foto: Expedition dans les parties centrales de l’Amerique du Sud


Vista da capitania de Mato Grosso, importante área de exploração de diamantes no início do século XIX

Uma friagem no ano de 1822 matou 19 escravos que vinham para Cuiabá, conforme publicado no livro Annaes do Sennado da Camara do Cuyabá (1719-1830), que revela fatos curiosos e momentos históricos de suma importância para a compreensão do processo de fundação e consolidação da capital. A notícia causa espanto, já que a cidade mato-grossense é conhecida pelas altas temperaturas, que chegam a marcar  40 graus Celsius. 

Leia mais:
Documento revela suposto caso de possessão demoníaca em Cuiabá no ano de 1778

O documento cita que o calor da cidade é “quase insuportável”. No entanto, nos meses de junho, julho, agosto e setembro, ventos ao sul, muita chuva e nuvens densas teriam provocado a friagem.

Segundo o arquivo, muitas vezes, o dia amanhece com temperatura elevada, mas em dado momento surge a friagem e vice-versa.  Essas mudanças climáticas estariam causando dores de cabeças. 
 
No mês de agosto, o negociante José Renovato vinha da Bahia, com 14 escravos, mas acabou surpreendido pela friagem, em um local descrito como Chapada do Jatubá, distante 20 léguas (cerca de 90 quilômetros) de Cuiabá. Os escravos não resistiram ao frio e morreram.
 
Caso semelhante teria sido registrado com Antônio José Cerqueira Caldas, que vinha do Rio de Janeiro, e no mesmo local registrou a morte de cinco escravos. As baixas temperaturas também teriam causado morte de aves, veados e outros animais.

Assim como este caso, o livro reproduz as normas técnicas do Arquivo Nacional para a transcrição e edição de documentos manuscritos, que registra o período de 1724 a 1830.

São registros de mais de um século de funcionamento do parlamento de Cuiabá, ou seja, do equivalente, à época, à Câmara de Vereadores do município. Annaes do Sennado da Câmara do Cuyaba foi a segunda grande obra lançada pelo Arquivo Público na gestão do então governador Blairo Maggi.

Curso de Contação de Histórias Negras: Literatura Infantojuvenil - INTENSIVO 2


O curso - A proposta apesenta como conteúdo central Literatura Infantouvenil Negra, a partir da compreensão das dinâmicas dos Griôs - Pessoas sabias que através da tradição oral guardam em si os saberes e fazeres de muitos povos africanos e da diáspora . 

Eles são considerados bibliotecas vivas, sempre muito estimados e respeitados, nas comunidades às quais estão inseridos. 

A partir dessa perspectivas o curso propõe o desenvolvimento da arte de contar histórias negras e o mergulho nesse universo literário infantojuvenil - construído com Ancestralidade, Identidade e Representatividade Negra, que ainda precisa ser desvendado e conhecido. 

Além disso o curso foca na compreensão e prática da diferença de ler e contar histórias, uma atividade que abre espaço para a alegria e o prazer de ler, possibilitando o desenvolvimento da escrita, novas praticas de leitura, o conhecimento e o despertar da criatividade. 

Idealizadora - Sinara Rúbia é da área de Letras-Português/Literatura, pesquisadora em História, Cultura e Literatura Negra, Contadora de Histórias e Instrutora de Arte e Cultura. Possui experiência em projetos de âmbito local, comunitário e nacional. Trabalha e compõe grupos, projetos e organizações que atuam nas áreas de Direitos Humanos, Cidadania, Território, Geração de Renda, Gênero, Combate ao Racismo e Violências. 

Consolidou sua experiência na criação e produção ao atuar em diversas funções na execução de projetos sociais/culturais como coordenação, mediação,facilitação,tutoria, consultoria técnica (administrativa ou artística),planejamento administrativo, plano de negócios, e na própria Produção. Coordena a gestão de Grupos Culturais que realizam ações com diversas linguagens artísticas, destacamos o Grupo Cultural Vozes da África, Grupo Cultural Balé das Iyabas, Instituto Omolará, Sinara Rubia Cultura e Arte Griô e o Movimento As Panteras Negras e Grupo Ujima: Contadores de Histórias Negras Literatura Infantojuvenil

Período - 20 a 25 de maio de 2019
Horário - de 18: 30 às 21:30
Local - Casa Com a Música - LAPA - Rua Joaquim Silva, 67
Material didático - Via web

Certificação

Investimento: 200,00 -

FORMAS DE PAGAMENTO
1 - Duas parcelas de 100 reais (a primeira até dia 30 de abril e a segunda até 15 de maio) 
2 - Uma parcela 200 reais dia 15 de maio

1 - Pagamento via Transferência Bancária ou Depósito em Conta:
Itaú 
Ag: 0380
Cc: 09865-7
Veruska Delfino 
CPF: 117.574.177-96 ( para transferência)

Mais informações sobre o Projeto - 
grupoculturalvozesdaafrica@gmail.com

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2 parcelas de 100 reais (a primeira até dia 30 de abril e a segunda até 15 de maio)

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9 de abril de 2019

Vou dizer uma coisa pra vocês.


Eu tenho um  sentimento de pertencimento por Cuiabá e Mato Grosso  que  é muito forte.

Por duas razões.

Primeira a de estar fazendo a obra de Deus no Ministério Voz da Verdade.

Segunda os cuiabanos e matogrossenses foram  ótimos em me  acolherem.

Principalmente a familia do meu amigo  Osmario Daltro. 

O que mais posso dizer muito obrigado Jesus !

Viva Cuiabá essa terra que é Mato Grosso.

Cuiabá 300 Anos!!!!!!

8 de abril de 2019

Das igrejas e museus à Orla do Porto, Cuiabá tem variedade de pontos turísticos para visitar


Geraldo Donizeti é técnico da Secretaria-adjunta de Turismo e aceitou o desafio de construir um passeio de 1 dia para quem não quer passar pela cidade sem conhecê-la.

Caroline Rodrigues | Sedec-MT 

Programação inclui tour a pé pelo Centro Histórico, almoço em restaurantes tradicionais e um chope no final do dia - Foto por: Tchelo Figueiredo / Secom-MT

A | A

O que você faria se só tivesse um dia para curtir Cuiabá? Esta é a pergunta de muitos turistas que chegam à cidade com objetivos profissionais e acabam conseguindo um tempo para relaxar entre os compromissos ou daqueles que estão de passagem para outros destinos e fazem aqui um pit stop.

Pensando neste perfil de visitante, o técnico da Secretaria-Adjunta de Turismo de Mato Grosso, Geraldo Donizeti Lúcio, fez um roteiro especial para quem não quer ir embora sem saber o que significa ser de “chapa e cruz”. 

Já nas primeiras horas do dia, a pedida é ir à missa em uma das igrejas da área central. Caso a escolha seja na catedral, dá para apreciar o prédio do Palácio da Instrução e ainda as praças da República e Alencastro.

Saiba mais sobre as igrejas da cidade aqui .

Depois, a indicação é um tour a pé pelo centro histórico da cidade. Geraldo inicia o trajeto na sede da secretaria-adjunta, localizada na Rua Voluntários da Pátria. O prédio é um sobrado do século XVIII, construído como pedra canga e paredes em taipa de pilão e adobe. A primeira identificação da construção em documentos históricos foi no mapa da Vila de Cuiabá, datado de 1786. Vale lembrar que durante a semana, é possível uma visita guiada.

Foto: Luiz Alves/Prefeitura de Cuiabá

Na programação, também está o Museu da Imagem e do Som Lazaro Papazian (Misc). Para chegar, basta atravessar a rua. Ele está na esquina, em frente à Igreja Nosso Senhor dos Passos, que também é um ponto de visita.

O Misc recebeu o nome de um famoso fotógrafo, apelidado de Chau e abriga um rico acervo de imagens, das quais mais de 7 mil estão catalogadas. O local está aberto durante a semana e finais de semana quando existem eventos agendados.

Subindo a Voluntários da Pátria, no entroncamento com a Rua Barão de Melgaço, na esquina, à esquerda, está a Casa Barão de Melgaço, que hoje abriga a Academia Mato-grossense de Letras.

Construída entre os anos, de 1975 e 1977, a edificação foi a residência do almirante da Marinha e intelectual Augusto João Manoel Leverger, o Barão de Melgaço. Ele nasceu em Saint Malo, na França, em 1802, e faleceu em Cuiabá, em 1880.

Dando continuidade a caminhada pela Rua Barão de Melgaço é possível ver, do lado esquerdo, uma quadra antes do cruzamento com a avenida Getúlio Vargas, a Residência dos Governadores. A casa funcionou por 45 anos e acolheu 14 chefes do executivo entre os anos de 1939 e 1941 e atualmente é um museu.

Cerca de 700 metros à frente, está o Centro Geodésico da América do Sul, ponto em que os oceanos Pacífico e Atlântico estão equidistantes. O marco está na Praça Moreira Cabral, onde funciona a atual Câmara dos Vereadores de Cuiabá e no passado foi conhecida como Campo do O’urique, local de castigo de escravo, enforcamento de condenados da Justiça e posteriormente touradas.

O último ponto deste tour a pé é o Museu da Caixa D’água, que subindo pela Rua Desembargador Ferreira Mendes, está a menos de 200 metros. O local era o antigo reservatório da cidade e virou um espaço para exposições.

Hora do almoço 

Geraldo Donizete lembra que comer é uma coisa que o cuiabano sabe apreciar e a culinária tradicional tem várias paradas. Pode ser no Mercado do Porto, onde a feira é variada, colorida e existe um espaço especial para os peixes. Espécies diferentes e prontas para ir para panela.

Duas coisas são muito interessantes no local, acompanhar a limpeza e retirada de espinhos pelos peixeiros profissionais e comer o pescado na praça de alimentação. As porções são bem generosas e a cerveja sempre está gelada para afastar o calor.

Ainda na região do Porto, tem o Restaurante Regionalíssimo que fica na Orla e funciona nas instalações do antigo Mercado do Porto. Para quem sai do atual mercado em direção a ponte, fica do lado direito.

Outra recomendação do especialista é o São Gonçalo Beira Rio. A comunidade tem dois grupos de siriri e cururu, sendo que uma das moradoras, a Dona Domingas, é referência na cultura cuiabana.

Geraldo lembra que no quintal dela, onde funciona um restaurante, existe um pequeno espaço com as roupas, apetrechos e instrumentos da dança.

O estabelecimento é apenas um entre outras centenas instalados na avenida principal. A variedade mostra que a alimentação se tornou a principal atividade econômica dos nativos, que antes garantiam o sustento com a cerâmica e a pesca. “Porém, as ceramistas mantêm os fornos, ferramentas e sempre têm peças para mostrar e vender, caso o turista se interesse”.

Quem optar pelo São Gonçalo pode ainda dar uma parada no mirante, que fica na beira da rua principal e tem uma vista maravilhosa para o Rio Cuiabá. Lá, funciona uma reserva de pescadores e eles costumam trabalhar durante a manhã. Isto dá ao visitante a oportunidade de ver as canoas de madeira, típicas do ofício. “E é uma cena bonita vê-los no rio”.

Fechando o dia

No final da tarde, uma boa sugestão é movimentar o corpo em um dos parques da cidade. Normalmente, eles ficam lotados e merece destaque o Mãe Bonifácia, que fica em uma localização privilegiada, tem um amplo estacionamento e ainda é uma reserva ecológica.

Em menos de duas horas, é possível fazer uma das trilhas e certamente haverá surpresas como a companhia de animais silvestres. Além do contato com a natureza, o ambiente sempre oferece algum tipo de atração e quando o objetivo é fazer nada, basta levar uma esteira e se juntar aos que vão ao local fazer piquenique.

Foto: Site Cuiabá 300 anos

Também está no rol de opções a Orla do Porto, que foi recentemente construída, tem bares, restaurantes, espaço para caminhada e um simulacro dos casarões da área histórica. Como está na beira do rio, a noite costuma ter vento o que deixa a região mais fresquinha.

Outro ponto que agrada muito os visitantes é o Parque das Águas, construído no entorno de uma lagoa. A área tem espaço para práticas esportivas, piqueniques e é palco de algumas atrações quase todos os dias.

Os bares estão entre as paradas obrigatórias para quem gosta de um happy hour. Estão lotados de segunda a segunda e dois deles têm vista privilegiada para lagoa, onde acontece o balé das águas, um show coreográfico feito com jatos de água em ritmo musical.

Porém, se a pegada for algo mais cultural, vale a pena verificar qual a programação do Cine Teatro, que fica na área Central, na Getúlio Vargas. Normalmente, as atividades compensam pela qualidade e pelo valor, que certamente agradará o seu bolso.

Depois do espetáculo ou cinema, dá para ficar na região mesmo e quem sabe comer algo na região do bairro Goiabeiras, considerada uma das mais badaladas da cidade.

E para quem leu até o final deste texto, cuiabano de “chapa e cruz”, significa nativo. O termo tem origem no fato dos antigos receberem uma chapa amarrada no pulso na maternidade da cidade. Já a cruz, faz referência a morte no Cemitério da Piedade, um dos mais antigos da Capital.

PARABÉNS CUIABA 300 ANOS MATO GROSSO BRASIL

HISTÓRIA


O que hoje conhecemos como Mato Grosso já foi território espanhol. As primeiras excursões feitas no território de Mato Grosso datam de 1525, quando Pedro Aleixo Garcia vai em direção à Bolívia, seguindo as águas dos rios Paraná e Paraguai. Posteriormente portugueses e espanhóis são atraídos à região graças aos rumores de que havia muita riqueza naquelas terras ainda não exploradas devidamente. Também vieram jesuítas espanhóis que construíram missões entre os rios Paraná e Paraguai.

A história de Mato Grosso, no período "colonial" é importantíssima, porque durante esses 9 governos o Brasil defendeu o seu perfil territorial e consolidou a sua propriedade e posse até os limites do rio Guaporé e Mamoré. Foram assim contidas as aspirações espanholas de domínio desse imenso território. Proclamada a nossa independência, os governos imperiais de D. Pedro I e das Regências ( 1º Império) nomearam para Mato Grosso cinco governantes e os fatos mais importantes ocorridos nesses anos ( 7/9/1822 a 23/7/1840) foram a oficialização da Capital da Província para Cuiabá (lei nº 19 de 28/8/1835) e a "Rusga" (movimento nativista de matança de portugueses, a 30/05/1834).

Proclamada a 23 de julho de 1840 a maioridade de Dom Pedro II, Mato Grosso foi governado por 28 presidentes nomeados pelo Imperador, até à Proclamação de República, ocorrida a 15/11/1889. Durante o Segundo Império (governo de Dom Pedro II), o fato mais importante que ocorreu foi a Guerra da Tríplice Aliança, movida pela República do Paraguai contra o Brasil, Argentina e Uruguai, iniciada a 27/12/1864 e terminada a 01/03/0870 com a morte do Presidente do Paraguai, Marechal Francisco Solano Lopez, em Cerro-Corá.

Os episódios mais notáveis ocorridos em terras matogrossenses durante os 5 anos dessa guerra foram: a) o início da invasão de Mato Grosso pelas tropas paraguaias, pelas vias fluvial e terrestre; b) a heróica defesa do Forte de Coimbra.; c) o sacrifício de Antônio João Ribeiro e seus comandados no posto militar de Dourados. d) a evacuação de Corumbá; e) os preparativos para a defesa de Cuiabá e a ação do Barão de Melgaço; f) a expulsão dos inimigos do sul de Mato Grosso e a retirada da Laguna; g) a retomada de Corumbá; h) o combate do Alegre; Pela via fluvial vieram 4.200 homens sob o comando do Coronel Vicente Barrios, que encontrou a heróica resistência de Coimbra ocupado por uma guarnição de apenas 115 homens, sob o comando do Tte. Cel. Hermenegildo de Albuquerque Portocarrero. Pela via terrestre vieram 2.500 homens sob o comando do Cel. Isidoro Rasquin, que no posto militar de Dourados encontrou a bravura do Tte. Antônio João Ribeiro e mais 15 brasileiros que se recusaram a rendição, respondendo com uma descarga de fuzilaria à ordem para que se entregassem.

Foi ai que o Tte. Antônio João enviou ao Comandante Dias da Silva, de Nioaque, o seu famoso bilhete dizendo: "Ser que morro mas o meu sangue e de meus companheiros será de protesto solene contra a invasão do solo da minha Pátria" A evacuação de Corumbá, desprovida de recursos para a defesa, foi outro episódio notável, saindo a população, através do Pantanal, em direção a Cuiabá, onde chegou, a pé, a 30 de abril de 1865.

Na expectativa dos inimigos chegarem a Cuiabá, autoridades e povo começaram preparativos para a resistência. Nesses preparativos sobressaia a figura do Barão de Melgaço que foi nomeado pelo Governo para comandar a defesa da Capital, organizando as fortificações de Melgaço. Se os invasores tinham intenção de chegar a Cuiabá dela desistiram quando souberam que o Comandante da defesa da cidade era o Almirante Augusto Leverger - o futuro Barão de Melgaço -, que eles já conheciam de longa data. Com isso não subiram além da foz do rio São Lourenço. Expulsão dos invasores do sul de Mato Grosso- O Governo Imperial determinou a organização, no triângulo Mineiro, de uma "Coluna Expedicionária ao sul de Mato Grosso", composta de soldados da Guarda Nacional e voluntários procedentes de São Paulo e Minas Gerais para repelir os invasores daquela região. Partindo do Triângulo em direção a Cuiabá, em Coxim receberam ordens para seguirem para a fronteira do Paraguai, reprimindo os inimigos para dentro do seu território.

A missão dos brasileiros tornava-se cada vez mais difícil, pela escassez de alimentos e de munições. Para cúmulo dos males, as doenças oriundas das alagações do Pantanal matogrossense, devastou a tropa. Ao aproximar-se a coluna da fronteira paraguaia, os problemas de alimentos e munições se agravava cada vez mais e quando se efeito a destruição do forte paraguaio Bela Vista, já em território inimigo, as dificuldades chegaram ao máximo. Decidiu então o Comando brasileiro que a tropa seguisse até a fazenda Laguna, em território paraguaio, que era propriedade de Solano Lopez e onde havia, segundo se propalava, grande quantidade de gado, o que não era exato. Desse ponto, após repelir violento ataque paraguaio, decidiu o Comando empreender a retirada, pois a situação era insustentável.

Iniciou-se aí a famosa "Retirada da Laguna", o mais extraordinário feito da tropa brasileira nesse conflito. Iniciada a retirada, a cavalaria e a artilharia paraguaia não davam tréguas à tropa brasileira, atacando-as diariamente. Para maior desgraça dos nacionais veio o cólera devastar a tropa. Dessa doença morreram Guia Lopes, fazendeiro da região, que se ofereceu para conduzir a tropa pelos cerrados sul mato-grossenses, e o Coronel Camisão, Comandante das forças brasileiras. No dia da entrada em território inimigo (abril de 1867), a tropa brasileira contava com 1.680 soldados. A 11 de junho foi atingido o Porto do Canuto, às margens do rio Aquidauana, onde foi considerada encerrada a trágica retirada. Ali chegaram apenas 700 combatentes, sob o comando do Cel. José Thomás Gonçalves, substituído de Camisão, que baixou uma "Ordem do dia", concluída com as seguintes palavras: "Soldados! Honra à vossa constância, que conservou ao Império os nossos canhões e as nossas bandeiras".

A Retirada da Laguna

A retirada da Laguna foi, sem dúvida, a página mais brilhante escrita pelo Exército Brasileiro em toda a Guerra da Tríplice Aliança. O Visconde de Taunay, que dela participou, imortalizou-a num dos mais famosos livros da literatura brasileira. A retomada de Corumbá foi outra página brilhante escrita pelas nossas armas nas lutas da Guerra da Tríplice Aliança. O presidente da Província, então o Dr. Couto de Magalhães, decidiu organizar três corpos de tropa para recuperar a nossa cidade que há quase dois anos se encontrava em mãos do inimigo. O 1º corpo partiu de Cuiabá a 15.05/1867, sob as ordens do Tte. Cel. Antônio Maria Coelho. Foi essa tropa levada pelos vapores "Antônio João", "Alfa", "Jaurú" e "Corumbá" até o lugar denominado Alegre. Dali em diante seguiria sozinha, através dos Pantanais, em canoas, utilizando o Paraguai -Mirim, braço do rio Paraguai que sai abaixo de Corumbá e que era confundido com uma "boca de baía".

Desconfiado de que os inimigos poderiam pressentir a presença dos brasileiros na área, Antônio Maria resolveu, com seus Oficiais, desfechar o golpe com o uso exclusivo do 1º Corpo, de apenas 400 homens e lançou a ofensiva de surpresa. E com esse estratagema e muita luta corpo a corpo, consegui o Comandante a recuperação da praça, com o auxílio, inclusive, de duas mulheres que o acompanhavam desde Cuiabá e que atravessaram trincheiras paraguaias a golpes de baionetas. Quando o 2º Corpo dos Voluntário da Pátria chegou a Corumbá, já encontrou em mãos dos brasileiros. Isso foi a 13/06/1867. No entanto, com cerca de 800 homens às suas ordens o Presidente Couto de Magalhães, que participava do 2º Corpo, teve de mandar evacuar a cidade, pois a varíola nela grassava, fazendo muitas vítimas. O combate do Alegre foi outro episódio notável da guerra. Quando os retirantes de Corumbá, após a retomada, subiam o rio no rumo de Cuiabá, encontravam-se nesse portox "carneando" ou seja, abastecendo-se de carne para a alimentação da tropa eis que surgem, de surpresa, navios paraguaios tentando uma abordagem sobre os nossos.

A soldadesca brasileira, da barranca, iniciou uma viva fuzilaria e após vários confrontos, venceram as tropas comandadas pela coragem e sangue frio do Comandante José Antônio da Costa. Com essa vitória chegaram os da retomada de Corumbá à Capital da Província (Cuiabá), transmitindo a varíola ao povo cuiabano, perdendo a cidade quase a metade de sua população. Terminada a guerra, com a derrota e morte de Solano Lopez nas "Cordilheiras" (Cerro Corá), a 1º de março de 1870, a notícia do fim do conflito só chegou a Cuiabá no dia 23 de março, pelo vapor "Corumbá", que chegou ao porto embandeirado e dando salvas de tiros de canhão. Dezenove anos após o término da guerra, foi o Brasil sacudido pela Proclamação da República, cuja notícia só chegou a Cuiabá na madrugada de 9 de dezembro de 1889.

Origem do nome

As Minas de Mato Grosso, descobertas e batizadas ainda em 1734 pelos irmãos Paes de Barros, impressionados com a exuberância das 7 léguas de mato espesso, dois séculos depois, mantendo ainda a denominação original, se transformaram no continental Estado de Mato Grosso. O nome colonial setecentista, por bem posto, perdurou até nossos dias. 

Assim, em 1718, um bandeirante chamado Pascoal Moreira Cabral Leme subiu pelo rio Coxipó e descobriu enormes jazidas de ouro, dando início à corrida do ouro, fato que ajudou a povoar a região. No ano seguinte foi fundado o Arraial de Cuiabá. Em 1726, o Arraial de Cuiabá recebeu novo nome: Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Em 1748, foi criada a capitania de Cuiabá, lugar que concedia isenções e privilégios a quem ali quisesse se instalar.

As conquistas dos bandeirantes, na região do Mato Grosso, foram reconhecidas pelo Tratado de Madrid, em 1750. No ano seguinte, o então capitão-general do Mato Grosso, Antonio Rolim de Moura Tavares, fundou, à margem do rio Guaporé, a Vila Bela da Santíssima Trindade. Entre 1761 e 1766, ocorreram disputas territoriais entre portugueses e espanhóis, depois daquele período as missões espanholas e os espanhóis se retiraram daquela região, mas o Mato Grosso somente passou a ser definitivamente território brasileiro depois que os conflitos por fronteira com os espanhóis deixaram de acontecer, em 1802.

Na busca de índios e ouro, Pascoal Moreira Cabral e seus bandeirantes paulistas fundaram Cuiabá a 8 de abril de 1719, num primeiro arraial, São Gonçalo Velho, situado nas margens do rio Coxipó em sua confluência com o rio Cuiabá. 

Em 1o. de janeiro de 1727, o arraial foi elevado à categoria de vila por ato do Capitão General de São Paulo, Dom Rodrigo César de Menezes. A presença do governante paulista nas Minas do Cuiabá ensejou uma verdadeira extorsão fiscal sobre os mineiros, numa obsessão institucional pela arrecadação dos quintos de ouro. Esse fato somado à gradual diminuição da produção das lavras auríferas, fizeram com que os bandeirantes pioneiros fossem buscar o seu ouro cada vez mais longe das autoridades cuiabanas. 

Em 1734, estando já quase despovoada a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, os irmãos Fernando e Artur Paes de Barros, atrás dos índios Parecis, descobriram veio aurífero, o qual resolveram denominar de Minas do Mato Grosso, situadas nas margens do rio Galera, no vale do Guaporé. 

Os Anais de Vila Bela da Santíssima Trindade, escritos em 1754 pelo escrivão da Câmara dessa vila, Francisco Caetano Borges, citando o nome Mato Grosso, assim nos explicam: 

Saiu da Vila do Cuiabá Fernando Paes de Barros com seu irmão Artur Paes, naturais de Sorocaba, e sendo o gentio Pareci naquele tempo o mais procurado, [...] cursaram mais ao Poente delas com o mesmo intento, arranchando-se em um ribeirão que deságua no rio da Galera, o qual corre do Nascente a buscar o rio Guaporé, e aquele nasce nas fraldas da Serra chamada hoje a Chapada de São Francisco Xavier do Mato Grosso, da parte Oriental, fazendo experiência de ouro, tiraram nele três quartos de uma oitava na era de 1734. 

Dessa forma, ainda em 1754, vinte anos após descobertas as Minas do Mato Grosso, pela primeira vez o histórico dessas minas foi relatado num documento oficial, onde foi alocado o termo Mato Grosso, e identificado o local onde as mesmas se achavam. 

Todavia, o histórico da Câmara de Vila Bela não menciona porque os irmãos Paes de Barros batizaram aquelas minas com o nome de Mato Grosso. 

Quem nos dá tal resposta é José Gonçalves da Fonseca, em seu trabalho escrito por volta de 1780, Notícia da Situação de Mato Grosso e Cuiabá, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1866, que assim nos explica a denominação Mato Grosso: 

[...] se determinaram atravessar a cordilheira das Gerais de oriente para poente; e como estas montanhas são escalvadas, logo que baixaram a planície da parte oposta aos campos dos Parecis (que só tem algumas ilhas de arbustos agrestes), toparam com matos virgens de arvoredo muito elevado e corpulento, que entrando a penetrá-lo, o foram apelidando Mato Grosso; e este é o nome que ainda hoje conserva todo aquele distrito. 

Caminharam sempre ao poente, e depois de vencerem sete léguas de espessura, toparam com o agregado de serras [...]. 

Pelo que desse registro se depreende, o nome Mato Grosso é originário de uma grande extensão de sete léguas de mato alto, espesso, quase impenetrável, localizado nas margens do rio Galera, percorrido pela primeira vez em 1734 pelos irmãos Paes de Barros. Acostumados a andar pelos cerrados do chapadão dos Parecis, onde apenas havia algumas ilhas de arbustos agrestes, os irmãos aventureiros, impressionados com a altura e porte das árvores, o emaranhado da vegetação secundária que dificultava a penetração, com a exuberância da floresta, a denominaram de Mato Grosso. Perto desse mato fundaram as Minas de São Francisco Xavier e toda a região adjacente, pontilhada de arraiais de mineradores, ficou conhecida na história como as Minas do Mato Grosso. 

Posteriormente, ao se criar a Capitania por Carta Régia de 9 de maio de 1748, o governo português assim se manifestou:

Dom João, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, [...] Faço saber a vós, Gomes Freire de Andrade, Governador e Capitão General do Rio de Janeiro, que por resoluto se criem de novo dois governos, um nas Minas de Goiás, outro nas de Cuiabá [...]. 

Dessa forma, ao se criar a Capitania, como meio de consolidação e institucionalização da posse portuguesa na fronteira com o reino de Espanha, Lisboa resolveu denominá-las tão somente de Cuiabá. Mas no fim do texto da referida Carta Régia, assim se ex-prime o Rei de Portugal [...] por onde parte o mesmo governo de São Paulo com os de Pernambuco e Maranhão e os confins do Governo de Mato Grosso e Cuiabá [...]. 

Apesar de não denominar a Capitania expressamente com o nome de Mato Grosso, somente referindo-se às minas de Cuiabá, no fim do texto da Carta Régia, é denominado plenamente o novo governo como sendo de ambas as minas, Mato Grosso e Cuiabá. Isso ressalva, na realidade, a intenção portuguesa de dar à Capitania o mesmo nome posto anos antes pelos irmãos Paes de Barros. Entende-se perfeitamente essa intenção. 

Todavia, a consolidação do nome Mato Grosso veio rápido. A Rainha D. Mariana de Áustria, ao nomear Dom Antonio Rolim de Moura como Capitão General, na Carta Patente de 25 de setembro de 1748, assim se expressa: 

[...]; Hei por bem de o nomear como pela presente o nomeio no cargo de Governador e Capitão General da Capitania de Mato Grosso, por tempo de três anos [...]. 

A mesma Rainha, no ano seguinte, a 19 de janeiro, entrega a Dom Rolim a suas famosas Instruções, que determinariam as orientações para a administração da Capitania, em especial os tratos com a fronteira do reino espanhol. Assim nos diz o documento: 

[...] fui servido criar uma Capitania Geral com o nome de Mato Grosso [...] § 1o - [...] atendendo que no Mato Grosso se requer maior vigilância por causa da vizinhança que tem, houve por bem determinar que a cabeça do governo se pusesse no mesmo distrito do Mato Grosso [...]; § 2o - Por se ter entendido que Mato Grosso é a chave e o propugnáculo do sertão do Brasil [...]. 

E a partir daí, da Carta Patente e das Instruções da Rainha, o governo colonial mais longínquo, mais ao oriente em terras portuguesas na América, passou a se chamar de Capitania de Mato Grosso, tanto nos documentos oficiais como no trato diário por sua própria população. Logo se assimilou o nome institucional Mato Grosso em desfavor do nome Cuiabá. A vigilância e proteção da fronteira oeste era mais importante que as combalidas minas cuiabanas. A prioridade era Mato Grosso e não Cuiabá. 

Com a independência do Brasil em 1822, passou a ser a Província de Mato Grosso, e com a República em 1899, a denominação passou a Estado de Mato Grosso. 

A partir do início do século XIX, a extração de ouro diminui bastante, dessa maneira, a economia começa um período de decadência e a população daquele estado pára de crescer. Militares e civis dão início a um movimento separatista, em 1892, contra o governo do então presidente Mal. Floriano Peixoto. O movimento separatista é sufocado por intervenção do governo federal.

A economia do estado começa a melhorar com a implantação de estradas de ferro e telégrafos, época em que começam a chegar seringueiros, pessoas que cultivaram erva-mate e criadores de gado.

Em 1977, Mato Grosso é desmembrado em dois estados: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.




MATO GROSSO

Mirassol D’ Oeste sediará o I Seminário Regional de Turismo


Mirassol D’ Oeste sediará no próximo dia 16 de abril o I Seminário Regional de Turismo do Vale do Cabaçal, que engloba oito cidades da região, sendo elas Araputanga, Curvelândia, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu, São José dos Quatro Marcos.

O Programa Nacional de Regionalização do Turismo foi criado em 2013 para integrar municípios por regiões ao Mapa Turístico Brasileiro e possui critérios para sua atualização, que ocorre a cada dois anos. Os critérios para a atualização deste ano foram publicados pelo MTur através da Portaria nº 192, de 27 de dezembro de 2018, sendo um dos itens obrigatórios  a região comprovar a existência de uma Instância de Governança Regional (conselho, fórum, comitê, associação) responsável por sua gestão, por meio de ata da reunião de sua instalação.
Após as apresentações dos temas no seminário, será criada a Governança Regional do Turismo do Vale do Cabaçal.
Poderão participar do seminário e da Instância agentes e órgãos públicos, representantes do setor privado ligado ao turismo e sociedade civil organizada.

A programação ocorrerá no auditório do CREA-MT ao lado da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, conforme descrito abaixo:

07:30h – Café da Roça


08:30h – Abertura


08:45h – Programa Nacional de Regionalização do Turismo


Palestrante: Geraldo Lucio – Agente técnico da Secretaria Adjunta de Turismo de Mato Grosso e interlocutor Estadual substituto do Programa Nacional de Turismo em Mato Grosso;

09:45h – Instância de Governança Regional


Palestrante: Profa. Rosangela Lazarin – Professora da Unemat/Cáceres, Especialista em Planejamento e Gestão do Turismo;

11:00h – Criação da IGR e assinatura da ata;


11:30h – Almoço por adesão (Lago Azul


A inscrição pode ser feita de forma gratuita através do link para preenchimento do formulário:

https://forms.gle/frexirMJxZCEopGy8


* A APRESENTAÇÃO DO CRACHÁ GARANTE A ENTRADA GRATUITA NO BALNEÁRIO LAGO AZUL PARA ALMOCO


Seminário de Turismo em Mirassol D’ Oeste