29 de janeiro de 2019

Agricultura > Banana MT: nova técnica de plantio aumenta em 50% produtividade da banana da terra, diz Empaer



Mudas da Empaer são produzidas em laboratório e livres de doenças, localizado no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia da Empaer, do município de Cáceres.

Mirassol D’Oeste/MT

Com o cultivo de 500 mudas de banana da terra da cultivar Farta velhaco, no sistema de plantio adensado, o produtor rural e técnico agropecuário, José Vanderlei Batista, proprietário da chácara São José, localizada no município de Mirassol D’Oeste (300 km a Oeste de Cuiabá), espera colher oito toneladas de banana. A lavoura está em fase de produção e já foram colhidas quatro toneladas, com uma média de peso por cacho acima de 15 quilos. Satisfeito com a produtividade, ele já começou a plantar uma nova área com 750 mudas.

Com aumento na produtividade em 50%, atribui o bom resultado às novas técnicas de plantio adensado e às orientações técnicas da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). O produtor Vanderlei conta que adquiriu as mudas da Empaer, produzidas em laboratório e livres de doenças. Ele explica que utilizou a técnica do plantio adensado no espaçamento entre plantas de 3,5 metros por 1,5 por 1,5 metros. “A minha propriedade é hoje uma &39;vitrine&39; e recebo visitas de vários produtores para conferir de perto a técnica e a qualidade da banana”, esclarece.

De acordo com Vanderlei, toda produção é comercializada, no atacado vende por R$ 60,00 a caixa de 20 quilos, no varejo por R$ 5,00 o quilo. O produtor está ampliando a área de cultivo, que pode chegar a um hectare de banana. “Estou muito satisfeito com essa técnica, pois além da venda da produção de banana, também tenho lucro com a comercialização das mudas de bananeira que formam após a colheita dos cachos. Sendo um cultivo anual, as mudas de banana  servem para plantio e comercialização”.

O pesquisador da Empaer, Humberto Marcílio, fala que a recomendação do plantio adensado para a agricultura familiar é uma estratégia para aumentar a produtividade, além de melhorar o aproveitamento da mão-de-obra, insumos e reduzir custos com controle de plantas invasoras. No Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (Crptt) da Empaer, localizado no município de Cáceres (225 km a Oeste da capital), foi realizada uma pesquisa sobre o crescimento e produção da bananeira farta velhaco em diferentes espaçamentos para região Sudoeste do Estado.

Segundo Marcílio, para a utilização do plantio adensado é necessário que as condições de solos sejam favoráveis (textura mista, profundos, bom teor de matéria orgânica e bem drenada) e aplicadas práticas culturais de correção do solo e adubação. Ele destaca que é importante seguir as recomendações para a cultura e viabilizar a instalação de sistema de irrigação. “O adensamento promove maior competição entre as plantas por fatores de crescimento (água, luz e nutrientes)”, adverte.

O pesquisador explica que nos plátanos banana da terra ou bananas de cozinhar e de fritar estão entre os principais segmentos agrícolas da economia, fazendo parte de um agronegócio eficiente na agricultura familiar. A bananeira tipo terra é cultivada principalmente em propriedades familiares consorciadas com culturais anuais, como milho, feijão, arroz, mandioca, e em sistema de monocultivo.

Pesquisa
Durante a pesquisa com a bananeira Farta velhaco, Humberto explica que foi selecionada a densidade de 2.667 plantas por hectare, como a melhor alternativa para o plantio adensado em cultivo anual, pois além de aumentar consideravelmente a produção manteve a boa qualidade dos frutos, atendendo as exigências do mercado regional.

Ainda nesta pesquisa foi alcançada uma produtividade média de 15 toneladas por hectare, na densidade de plantio tradicional 1.111 plantas por hectare. E quando comparado o sistema de plantio adensado com a densidade de 2.667 plantas por hectare, houve um incremento na produtividade de mais de 100%, chegando a 35 toneladas por hectare, com a média de peso do cacho de 13 quilos. Isso demonstra ser uma excelente opção para o sistema de produção da bananeira Farta Velhaco.

Fonte: Governo do Mato Grosso 

Boa notícia para o turismo - Chegadas de voos internacionais no Brasil crescem 7% em janeiro, diz Embratur


Fabiana Holtz

São Paulo

O Brasil registrou 6.120 voos internacionais em janeiro, indicando acréscimo de 7% em relação ao informado no mesmo período do ano anterior (5.708 voos), segundo levantamento da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) realizado a partir de dados disponibilizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas.

O desempenho praticamente mantém a taxa de crescimento do ano passado, que fechou 2018 com aumento em 8% no número de chegadas internacionais. No total, são 394 voos a mais em janeiro, e aproximadamente um incremento de 107 mil assentos disponíveis para os turistas de todo o mundo, acrescenta a Embratur em nota.

Os aeroportos da região Sul se destacaram no período, com alta de 19% em relação ao mesmo mês de 2018, seguidos pela região Nordeste, com acréscimo de 17%.

Em São Paulo, Guarulhos, maior porta de entrada de estrangeiros no País, ficou dentro da média nacional, com expansão de 7% no comparativo anual. No Rio, o Galeão registrou crescimento de 9%.

Lindo Texto : 👤O marido chegou para o pai e disse: Pai, não aguento mais a minha esposa.  Quero matá-la, mas tenho medo que descubram.

👤O marido chegou para o pai e disse: Pai, não aguento mais a minha esposa. 
Quero matá-la, mas tenho medo que descubram.

O  senhor pode me ajudar?
O pai respondeu: Posso sim, mas tem um porém... *Você vai ter que fazer as pazes com ela para que ninguém desconfie que foi você, quando ela morrer.*
*Vc vai ter que cuidar muito bem dela, ser gentil, agradecido, paciente, carinhoso, educado,  menos egoísta, retribuir, agradecer e reconhecer sempre oque ela faz por ti; também dialogar e  escutar mais*... Tá vendo este pózinho aqui?
Todos os dias você vai colocar um pouco na comida dela. Assim, ela vai morrer aos poucos e daqui 40 dias ela morrerá...
Passados 30 dias, o filho voltou e disse ao pai: Eu não quero mais que ela morra!
Eu passei a amá-la. E agora? Como eu faço para cortar o efeito do veneno?
O pai, então, respondeu: Não se preocupe! O que eu te dei foi pó de arroz.
Ela não vai morrer, pois *o veneno estava em você!*
Quando alimentamos rancores, morremos aos poucos. Que possamos fazer as pazes conosco e com quem nos ofendeu.
Que possamos tratar aos outros, como gostaríamos de ser tratados.
Que possamos ter a iniciativa de amar, de dar, de doar, de servir, de presentear... e não só a de querer ganhar, ser servido, tirar vantagens ou querer ser melhor que o outro.
Que o amor de Deus nos alcance todos os dias, pois não sabemos se teremos tempo de nos purificarmos com este antídoto chamado *perdão*, pois a vida é muito curta.  😉🙏🏻😘❤👆🏻👆🏻

Texto lindo..... Vale a pena repassar.  👏👏🙏

27 de janeiro de 2019

Turismo moderno,ecológico,cultural e econômico



Cidade de João Pessoa é campeã na atração de visitantes em busca de Ecoturismo, Turismo Cultural, Turismo de Lazer, Turismo Gastronômico, Turismo Histórico e Turismo Náutico. Mas está a caminho de transformar-se em........

Saiba mais aqui:

https://www.turismoria.com.br/turismo-e-cia/cidade-de-joao-pessoa-bela-capital-do-estado-da-paraiba-destaca-se-praticamente-em-todo-segmento-do-turismo-moderno-ecologico-cultural-lazer-gastronomico/

Posted by João Zuccaratto

26 de janeiro de 2019

Não conheço o autor,  achei lindo, triste, emocionante !

Minas não tem mar,
Mas fizeram dois mares de lama nas minas.
Cadê  minha casa que estava aqui?
Cadê meu boi, meu cavalo?
Cadê meu cachorro?
Cadê  meu pé de mamão, 
Meu carrinho de mão. 
Cadê  meu pé de limão?
Cadê  meus livros,
Cadê meu arroz, feijão,
Cadê  meu colchão?
Cadê  meu pai, minha mãe, meus irmãos?
A lama levou....
A lama levou minha vida
Meus sonhos,
Meu porto seguro,
Meu chão.
Não  foi a lama não, 
Foi o homem que fez a lama, que jogou Mariana e Brumadinho no chão.
Tingiu de marrom as  águas  do meu Rio Doce,
Coloriu de terra meu Paraopeba, 
Vai tingir meu Velho Chico.
Vai calar a voz dos passarinhos,
Matar os peixes,
Que será de mim?
Quem devolverá tudo que levaram de mim?

Sete Lagoas, 25/01/2019.
😢

Quando morrermos nosso dinheiro permanecerá no banco.

Mesmo assim, quando estamos vivos não temos o suficiente para gastar.
Na realidade, quando sairmos, haverá muito dinheiro que não teremos gasto.
Um dos magnatas de negócios na China morreu, sua viúva ficou com 1,9 bilhão no banco e se casou com seu motorista. Seu motorista disse: "todo o tempo em que pensei que trabalhava para meu chefe, agora percebo que meu chefe trabalhava para mim o tempo todo". *A realidade cruel: é mais importante viver muito do que ter riqueza.*
Então, devemos nos esforçar para ter um corpo forte e saudável, não importa quem trabalha para quem.
Em um telefone de última geração 70% de suas funções são inúteis!
Para um veículo de luxo, 70% da velocidade e os acessórios não são necessários.
Se você possui uma casa ou vila de luxo, 70% do espaço não é usado ou ocupado.
O mesmo acontece com as roupas dos nossos guarda-roupas. 70% delas não usamos;
Uma vida de trabalho e ganhos: 70% é para os outros gastarem.
Então, *devemos proteger e fazer bom uso dos nossos 30%.*
✔ Faça periodicamente um check-up médico, para não ficar doente;
✔ Tome mais água, não fique com sede;
✔ Refine as folhas verdes e nozes;
✔ Todos os dias você tenta se alimentar de cores: frutas e vegetais da mesma cor. Estimule sua imaginação e melhore sua nutrição;
✔ Aprenda a deixar ir, mesmo se você enfrentar grandes problemas;
✔ Esforce-se a dar o seu braço a torcer, mesmo se você estiver certo;
✔ Mantenha-se humilde, mesmo se você for muito rico e poderoso;
✔ Aprenda a ficar satisfeito, mesmo que você não seja rico;
✔ Exercite sua mente e corpo, mesmo se você estiver muito ocupado;
✔ Arranje tempo para as pessoas que você gosta, especialmente as mais importantes, as de casa, as mais chegadas;
✔ Especialmente, coloque Deus como a prioridade número 1 da sua vida;
✔ rir, rir e rir mais, pois rir é contagioso, não custa nada e você está se curando enquanto ri.

*Encaminhe para todos aqueles que você se importa. Eu acabei de fazer isso.*

Por que o turismo brasileiro come mosca?


Por Fabio Steinberg

A Travel+Leisure não é uma revista qualquer. É uma das três que escrevem sobre as viagens mais prestigiosas do planeta. Os seus quase 5 milhões de leitores se aconselham mensalmente em suas páginas sobre destinos para férias ou lazer.
Como ocorre todo ano, a publicação divulgou uma pesquisa com jornalistas e profissionais de viagens sobre os 50 melhores lugares para viajar em 2019.

As respostas foram diversificadas. Foram recomendados desde destinos badalados como Nova Iorque, aos quase desconhecidos, como ilhas Andaman, na Índia. Estão lá países como Chile, Austrália, Malásia, Quênia, Panamá, Porto Rico, Turquia, Egito, México, Estados Unidos, China, Emirados Árabes e Hungria, entre outros. Pois bem: ninguém citou o Brasil.

Foi uma injustiça com nosso País, mas não um fato isolado. O que será que acontece com o nosso turismo, que há décadas patina no ridículo patamar de 6 milhões de visitantes estrangeiros por ano, a grande maioria (sem deméritos) argentinos? Isto representa insignificantes 0,005% do movimento global, que em 2017 ultrapassou 1,3 bilhão por ano. Atraímos pouco mais que o número de visitantes do Camboja, que ainda se recupera de devastador genocídio há poucos anos.

O que não falta por aqui é uma esplêndida geografia. O Brasil dispõe de uma cultura na qual prevalece a alegria, simpatia e generosidade de um povo que já nasceu hospitaleiro. Mas, quando o assunto é turismo, nada disso parece influenciar. Levamos surra de países principiantes no ramo. De ilhotas difíceis de localizar como as Granadinas, no Caribe, a desertos da Namíbia, na África, todos parecem gerir melhor a fórmula do sucesso que os brasileiros.

É simplista explicar esta disfuncionalidade apenas pela manjada trilogia da reclamação contra governos: falta de infraestrutura, financiamento e políticas públicas. É mais fácil colocar a culpa da situação só na crônica distopia dos governos. Dos vários outros fatores que pesam, destacamos um pouco discutido. É que boa parte da responsabilidade do problema é nossa: cidadãos, empresários e imprensa. A soma do corporativismo com aceitação das coisas como são concretou um círculo nocivo que sufoca o turismo brasileiro.
Basta olhar em volta. Uma manta artificial protege um sistema fechado que prestigia a má gestão e impede inovações – e renovações – do setor. Cultua-se uma dança das cadeiras, onde as pessoas de sempre trocam de posição entre si, dentro de empresas e associações de classe. Isto faz prevalecer o lema “é preciso mudar para as coisas ficarem como estão”.

Com reduzida capacidade crítica e miopia diante da evolução tecnológica e marcha do tempo, pseudolíderes preferem se autopremiar e confraternizar em bocas-livres e famtours, numa ação entre amigos. Vivem, assim, uma falsa utopia. Avessos ao risco, eles são os primeiros a reclamar da baixa participação do Estado quando se trata de investimentos, e de sua presença ostensiva toda vez que os negócios se tornam lucrativos.
Como camaleões atrás da sobrevivência, vários segmentos do turismo se ajustam ao mercado. Diante do perigo de prejuízo, invertem os sinais: ao invés de importar estrangeiros, passam a exportar brasileiros para o exterior. Azar dos hotéis, que não têm como transferir suas estruturas físicas para outro lugar.

Para piorar, há uma imprensa que abre mão de sua função de vigiar e informar sobre a realidade. Parece que está com os apitos de alerta entupidos e os olhos censurados por regalias e comerciais.
Com isto, por exemplo, mostrou-se incapaz de reportar com a devida antecedência o gigantesco rombo financeiro que corroeu a Avianca. Ou ignorou os sinais da visível decadência dos hotéis Othon. Ou deixou de denunciar que o modelo brasileiro de turismo atual faliu, e precisa ser revisto com urgência.

É certo que palavras duras incomodam. E que é bem mais fácil criticar do que fazer. Mas calma lá: não adianta consertar a realidade jogando pedras contra os espelhos.

Fabio Steinberg
https://turismosemcensura.com.br/
Jornalista e administrador, trabalhou como executivo e consultor de comunicação em grandes empresas como IBM, Rede Globo e AT&T. Edita o site Turismo Sem Censura e é autor de três livros

Uma vida, quanto vale?

Se for de gente, de bicho, de rio
nada vale.
Mais vale a Vale!
Que paga imposto
que enche o bolso
que não é do povo.

Acabou-se o Doce.
Deixou na boca
o amargo gosto
da impunidade.

Acaba o Paraopeba
e com  ele vidas
que nada valem.
Mais vale a Vale!

E o  velho Chico tranquilo
nem sabe,que lá pelas bandas da Bahia
vai receber tal mortandade.

Chora Minas!
Chora lágrimas cristalinas.
Chora Doce.
Chora sangue.
Chora estas águas  amargas.
Enquanto a lama vai matando as águas puras e doces
que nascem de suas entranhas.

Mais vale a Vale!

DelLobato

25 de janeiro de 2019

Chapada Diamantina de dentro para fora


Iniciativa comunitária lança roteiros no sul do Parque Nacional que proporcionam a integração entre visitantes e moradores. Os atrativos vão desde cachoeiras imponentes à fabricação artesanal de alimentos 

Café da manhã tradicional servido no Assentamento Rosely Nunes. Foto: Sirlene de Souza

A Chapada Diamantina acaba de ganhar seis novos roteiros de base comunitária, que passaram a ser comercializados nesta quinta-feira (24).  “Em Cantos da Chapada Diamantina” é uma proposta que visa adicionar experiências autênticas ao turismo de natureza através do dia a dia das pessoas que moram e guardam o patrimônio ambiental, contribuindo para o seu desenvolvimento e renda.

Almoço caseiro sabor culinária sertaneja. 
Foto: Tulio Saraiva Com duração de um a três dias, os roteiros integram atrativos naturais e culturais com alimentação e hospedagem na casa de moradores e oferecem opções para quem gosta de aventura ou passeios mais tranquilos. As comunidades anfitriãs são o Baixão, Europa e Rosely Nunes, localizadas no município de Itaetê. Todas se caracterizam pela agricultura de subsistência, culinária de raiz e hospitalidade, sendo a porta de entrada para atrativos famosos, como os poços Azul e Encantado, e imponentes cachoeiras como a do Herculano e a Encantada.

Os roteiros também incluem atrativos que estão fora do circuito comercial, o que agrada o visitante que prefere um pouco mais de exclusividade. É possível, por exemplo, conhecer a fabricação artesanal de rapadura e o modo secular de se fazer a farinha de mandioca herdada dos índios. Em algumas opções também está incluso o “colha e pague” em plantações agroecológicas, onde o visitante sai com a sacola cheia de frutas, legumes e verduras fresquinhas.

Segundo Jôse Moreira Souza, moradora e uma das responsáveis pela organização dos roteiros, a 
viagem aos rincões de Itaetê é ideal para quem aprecia a diversidade: “Esse é o nosso encanto”, ressalta. “O nosso principal atrativo é o jeito simples de viver e conviver coletivamente, respeitando a cultura de raiz e a natureza”.

Cachoeira Encantada - Parque Nacional da Chapada Diamantina
Foto: Alex Uchoa - Guia Chapada Diamantina 

Além da vida tradicional do campo, a visita também proporciona conhecimento acerca de organização comunitária e democratização da terra, já que as comunidades rurais visitadas são assentamentos de reforma agrária do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

“Conhecer de perto a história de pessoas que se mobilizaram e lutaram, de forma pacífica, para garantir seu direito constitucional de viver e trabalhar da terra torna o roteiro ainda mais rico, pois contribui para dirimir estereótipos e preservar a memória local, objetivos do turismo de base comunitária”, afirma Marcela de Marins, analista ambiental do Instituto Chico Mendes (ICMBio), órgão gestor do Parque Nacional que apoiou a iniciativa.  

Turismo de Base Comunitária     

Se sentir em casa mesmo estando a quilômetros de distância e ainda ser recebido como uma visita especial é uma das principais qualidades das comunidades rurais anfitriãs do “Em Cantos da Chapada Diamantina”. Característica capaz de proporcionar experiências realmente genuínas ao visitante que está na busca por um turismo mais solidário e inclusivo.

Licuri, palmeira nativa do nordeste que produz estes coquinhos.
Foto: Rogério MucugêPara aproveitar ao máximo a viagem, é importante estar aberto para conhecer diferentes culturas e modos de vida, o que permite o estabelecimento de conexões verdadeiras e aprendizados, grandes diferenciais de viagens como essa.

Além do valor intangível, este tipo de turismo, realizado de forma coletiva e protagonizado pela comunidade, está sendo reconhecido como uma forma importante de turismo sustentável para universidades, organizações não governamentais e órgãos federais.

O que conhecer 

Visita ao Assentamento Europa. Foto: Tulio Saraiva

Assentamento Baixão: Possui pousada comunitária, fabricação de alimentos derivados do aipim realizados por jovens empreendedores e cultivo de alimentos agroecológicos. É o ponto de partida para o Rio Una e para Cachoeira Encantada, localizada no Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Assentamento Europa e povoado da Colônia:Possui fábrica artesanal de rapadura orgânica, quintais com cultivo de alimentos agroecológicos e casa de Jarê, religião de matriz africana. É o ponto de partida para as cachoeiras do Roncador, Herculano e Bom Jardim, localizadas no Parque Nacional da Chapada Diamantina.  

Assentamento Rosely Nunes: Assentamento rural mais antigo de Itaetê, possui uma casa de farinha comunitária e sedia a brigada de combate e prevenção a incêndios florestais do Prevfogo/IBAMA. É ponto de partida para o Poço Encantado, Poço Azul, Lapa do Bode e também para a cachoeira Invernada, localizada no Parque Natural Municipal Rota das Cachoeiras.

Como chegar:

A partir de Salvador:
O acesso mais rápido é através das rodovias BR-324 e BR-116 até Itatim, a partir da onde segue-se a rodovia BA-245 sentido Marcionílio Souza até a cidade de Itaetê, totalizando 386km. A partir de Itaetê a rodovia não está asfaltada e as distâncias para as comunidades são as seguintes: Rosely Nunes: 29km Colônia: 23km   Europa: 27km Baixão: 28km

 A partir da Chapada Diamantina:
 Por Andaraí ou Mucugê segue-se a rodovia BA-142 até chegar a rodovia BA-245, que dá acesso à comunidade Rosely Nunes e à cidade de Itaetê. A rodovia BA-245 e a estrada de acesso às comunidades Europa, Colônia e Baixão não são asfaltadas. As distâncias a serem percorridas em estrada de terra a partir da BA-245 são as seguintes: Rosely Nunes: 8 km  Colônia: 48 km   Europa: 51km   Baixão: 55km

Contatos          
Para mais detalhes e contratação dos roteiros cada comunidade possui dois moradores locais que realizam o agendamento da visitação. Os contatos são via Whatsaspp:
Baixão: Raíza: 75 9161-7123;  Cleidiane 75 9153-8291
Europa e Colônia: Cleuton: 75 9245-7069; Jôse: 75 9247-1699
Rosely Nunes: Flávio: 75 9162-1911; Nara: 75 8250-4440

Mais informações na página do facebook  

Como surgiu 

Primeira oficina do projeto em Itaetê. Março de 2018
Foto: Laís Correard   “Em Cantos da Chapada Diamantina” foi um produto criado de forma participativa por meio de projeto executado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), autarquia do Ministério do Meio Ambiente responsável pela gestão das Unidades de Conservação federais, através de recursos do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

O projeto foi dividido em três etapas: produção de inventário e diagnóstico do turismo local; elaboração do produto e comercialização. Todas as ações contaram com o protagonismo das comunidades.

Em 2017, o instituto disponibilizou recursos, através de edital, para as Unidades de Conservação, Centros Regionais e Centros de Pesquisa apresentarem projetos que fomentem o setor. Foram aprovados sete projetos semelhantes ao da Chapada Diamantina que irão compor um caderno de experiências de Turismo de Base Comunitária (TBC) do ICMBio.

Parque Nacional da Chapada Diamantina 


 

Aldeia Pataxó Hã-hã-hãe é evacuada após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG)



As 25 famílias que vivem na aldeia Naô Xohã foram levadas, na tarde desta sexta, 25, para a parte mais alta do município de São Joaquim de Bicas, área administrativa onde está localizada a comunidade

Imagem aérea mostra mar de lama com rejeitos da barragem e área de impacto. Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação


ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – CIMI. ATUALIZADA ÀS 18 HORAS

Uma aldeia Pataxó Hã-hã-hãe precisou ser evacuada após o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). As 25 famílias que vivem na aldeia Naô Xohã foram levadas, na tarde desta sexta-feira, 25, para a parte mais alta do município de São Joaquim de Bicas, área administrativa onde está localizada a comunidade.

Brumadinho, São Joaquim de Bicas e Mário Campos formam o conjunto de cidades cortadas pelo rio Paraopeba, atingido pela lama de rejeitos por volta das 15h50 desta sexta. “Nossa aldeia fica na margem do rio. Tiramos nossa subsistência dele. A lama já está no centro de Brumadinho e ainda não chegou na aldeia. Podemos ter a área inundada ou não. Nos informaram que isso vai depender do impacto e da vazão do rio, que não é muito largo, mas se já bateu no rio é difícil que não nos afete”, explica Eni Carajá.

Conforme apuração do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), foram, na verdade, quatro barragens que romperam, sendo uma grande e três menores. Há uma quinta, de água, com risco de rompimento. Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirma ao menos 200 desaparecidos. Rejeitos atingiram a área administrativa da Vale e parte da comunidade da Vila Ferteco, mas o mar de lama segue devastando o que encontra pela frente incluindo casas do Córrego do Feijão e agora espalhando-se para os municípios do entorno também pelo rio Paraopeba.

“Por enquanto está tudo sob controle. Nosso povo está protegido e esperamos que a lama não destrua o rio e nossa aldeia, mas ainda tem muita lama para descer, infelizmente. A Defesa Civil e equipes de saúde estão nos acompanhando. Perto da gente uma ocupação do MST também precisou ser evacuada”, afirma Eni Carajá. Não há previsão de volta para os indígenas à aldeia.

Há um ano e meio os Pataxó Hã-hã-hãe ocuparam 30 hectares de terras. A área, protegida como reserva ambiental, está sob litígio e pertence a uma mineradora do empresário Eike Batista, a MMX Mineração e Metálicos S.A. “A nossa origem é do sul da Bahia”, diz Eni. Dispersões provocadas por perseguições ou busca por melhores condições de vida levaram os Pataxó Hã-hã-hãe e também os Pataxó para diferentes regiões de Minas Gerais, a partir da década de 1970.

Tragédia se repete

Há três anos, em novembro de 2015, a barragem de Fundão rompeu, devastou a bacia do Vale do Rio Doce e afundou em lama a cidade mineira de Bento Rodrigues, em Mariana, deixando 19 mortos e centenas de desalojados. Os rejeitos chegaram até a foz do Rio Doce, no Espírito Santo. A Samarco, empresa com participação da mineradora Vale, é uma das principais responsáveis pelo episódio de Fundão.

Cerca de 126 famílias do povo Krenak vivem espalhadas em sete aldeias às margens do Rio Doce. Antes do desastre de Fundão, pescavam, caçavam e viviam abastecidos pela água do rio. Com a poluição gerada pela lama de rejeitos, os Krenak se vêem hoje dependentes de recursos estatais e da alimentação comprada em supermercados. Não podem plantar, os animais desapareceram da região e o rio segue inutilizável, em um processo de recuperação que pode levar mais de uma década.

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