27 de novembro de 2018

Fotos da reunião da Celula Resgate Voz no Apto do Geraldo Lucio dia 27 de Novembro de 2018 uma benção.

14a Feiratur em Areias na Paraíba.



A RuralTur neste ano será realizada em Areia, região do Brejo paraibano de 28 a 30 de novembro.


26 de novembro de 2018

Black Week Turbinada no Malai Manso

Quer assinar esta petição? http://chng.it/nB4sRdnf

Quer assinar esta petição?
http://chng.it/nB4sRdnf

Diga NÃO à extinção do Ministério do Turismo


747 pessoas já assinaram. Ajude a chegar a 1.000!

BRENDA LÚCIA OLIVEIRA DE CA... assinou este abaixo-assinado

Alessandra Lontra criou este abaixo-assinado para pressionar Presidente JAIR BOLSONARO

Segundo anúncio feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, o Ministério do Turismo (MTur) é um dos ministérios que poderia ser extinto. No entanto, devido a sua importância econômica, a equipe de transição do novo governo vem pensando em transformá-lo numa diretoria dentro do Ministério das Cidades criando, assim, uma diretoria voltada apenas para a infraestrutura do Turismo. Já a Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo), que é vinculada ao MTur, seria transformada em uma agência mais arrojada que cuidaria da promoção do Brasil como destino turístico no exterior e também dentro do País.

De fato, no caso da Embratur já é ponto pacífico que a mudança no modelo de gestão da Embratur é necessária para o aumento da competitividade e do investimento em promoção internacional. É necessário modernizar o Instituto com objetivo de desburocratizar processos e obter mais recursos. O trade turístico apoia a aprovação do PL 2724/2015, que está para ser votado, transformando a Embratur em agência e que pode potencializar o orçamento para promover o Brasil no exterior. Há sempre uma comparação e uma cobrança em relação aos recursos destinados à promoção do Brasil no mercado internacional. De fato, é muito pequeno se comparados a outros países da Europa e mesmo a outros da América do Sul. O Brasil é um país continental, enquanto um país da Europa pode, por exemplo, corresponder a um estado brasileiro. Portanto, é óbvio que precisamos de mais investimentos que correspondam a nossa realidade para nos tornarmos competitivos internacionalmente!

Quanto ao MTur, é preciso que se entenda que Turismo, além de negócio, também tem um fator social. Por meio do Turismo muitas localidades transformaram a vida dos seus habitantes. Muitos empreendedores do setor deixaram de ser empregados ou desempregados por causa do Turismo, desonerando, assim, o Estado e a União e aumentando a qualidade de vida dessas pessoas. Então, o ministério do Turismo não pode e não deve perder o status de ministério e ser transformado numa diretoria voltada apenas para a infraestrutura!

Tivemos muitos avanços no setor do Turismo ao longo desses 15 anos de funcionamento do Ministério do Turismo. Segundo dados do próprio órgão, o setor registrou um salto na movimentação econômica de US$ 24,3 bilhões, em 2003, para US$ 163 bilhões, em 2017. No mesmo período, o número de visitantes estrangeiros no Brasil subiu de 4,13 milhões anuais, para os atuais 6,6 milhões, com perspectiva de alcançar, ao final deste ano, a histórica marca de 7 milhões de visitantes. O número de viagens domésticas também cresceu, passando de 138,7 milhões para mais de 200 milhões atualmente. Outras conquistas como: o apoio a cerca de mais de 17 mil obras de infraestrutura em, aproximadamente, 4 mil municípios brasileiros para incentivar o turismo local; a descentralização da  gestão turística no Brasil, com o Programa de Regionalização (PRT) que atua como mecanismo de fortalecimento da descentralização das políticas públicas, visando ao desenvolvimento dos municípios agrupados em regiões turísticas, de forma sustentável; a criação da lei da Política Nacional de Turismo, sancionada em 2008, que é um marco legal para a atividade;  a criação do Cadastro Nacional dos Prestadores de Serviços Turísticos – Cadastur –  para fiscalizar alguns equipamentos e atividades do setor e dar mais segurança aos turistas; a criação do novo Prodetur + Turismo que é um exemplo de como se deve trabalhar de forma integrada e menos burocrática para a obtenção de melhores resultados para todos e que está integrado ao PRT e que está disponibilizando bilhões para infraestrutura por meio de empréstimos junto ao BNDES e agora ao BID, também, tanto para a iniciativa pública, quanto para a privada; o Pronatec Turismo, Programa de qualificação para jovens e adultos que pretende trabalhar no setor;  a Rede de Inteligência Mercadológica (RIMT) que pela primeira vez está pensando no marketing para quem trabalha na ponta; o Investe Turismo que é um programa de articulação e fomento do turismo e tem por objetivo promover a convergência de ações e investimentos para acelerar o desenvolvimento, gerar empregos e transformar destinos, entre muitas outras ações.

Esses são só alguns dos avanços; mas, há muito mais a fazer e é claro que o Turismo do Brasil não está nadando em mar azul. Para isso, é necessário que o governo federal, os gestores estaduais e municipais, bem como o setor privado priorize o Turismo. É preciso aumentar o orçamento do Ministério do Turismo e criar um programa de descentralização direta de recursos aos Estados e ao Distrito Federal e, também, destinar recursos para a promoção internacional a fim de que nos tornemos mais competitivos em nível internacional.

Parece até que já virou lugar comum dizer ainda que o Turismo é o setor que pode gerar mais de 200 mil empregos nos próximos quatro anos; que é responsável por um em cada cinco empregos gerados no mundo na última década; que emprega mais do que a indústria automobilística e a química; que, apesar do avanço da tecnologia, o setor não deixa de gerar emprego; que representa hoje 10,4% do PIB mundial (WTTC); que impacta direta e indiretamente mais de 500 setores da economia; que é um mercado que movimenta US$ 8,3 trilhões no planeta e responde por 30% das exportações globais de serviço.

Enfim, é sabido que o Brasil é um dos países mais ricos do mundo em belezas naturais, em experiência e em hospitalidade. Mas, é sempre bom reforçar que o Turismo pode fazer muitas coisas pelo Brasil e que é inconcebível que o setor não seja prioridade e que perca seu status de Ministério. Extinguir ou fundir a pasta ministerial é um retrocesso!

Sendo assim, como membro do trade turístico do Brasil, como profissional da área do Turismo há mais de 35 anos, fica aqui o meu apelo à equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para que abra um diálogo com o trade nacional, no sentido de ouvir os profissionais da área, de conhecer os dados estatísticos do setor do Turismo e do grande potencial que o Turismo tem para ajudar o Brasil na recuperação econômica desse país tão rico. #ficamtur

Alessandra Lontra - Jornalista especializada em Turismo DRT 3913/PB, graduada em Marketing Estratégico, possuí formação em Produção de eventos pela COMUNIK DO BRASIL, em Educação Fiscal pela Escola de Administração Fazendária e em Gestão Cultural para os Pontos de Cultura pela COMUNA S/A e MinC. Atua na área do Turismo há mais de 35 anos, tendo iniciado sua carreira na hotelaria. Trabalhou em agências e Operadoras de Turismo como Gerente Comercial, tendo desenvolvido diversos produtos. Foi Diretora Cultural do Instituto Brasileiro de Formação Educacional e Cultural de Brasília (IBRAFEC), foi diretora Comercial da Bora Ali Produções, Marketing, Consultoria & Eventos. Atualmente é diretora de Marketing do site e da revista "O Concierge". Empreendedora, é uma das idealizadoras do Fórum E.I.T.A - Estratégias Inteligentes para um Turismo Ágil, que aconteceu em maio de 2018 em João Pessoa, Paraíba. E-mail para contato: alessandralontra@oconciergeonline.com.br.

 


Os Jogos do Xingu acontecerá em 13 á 16 de Dezembro de 2018,




Apresentação

O esporte sempre fez parte da cultura das etnias que habitam o Parque Indígena do Xingu. Do contato com a natureza, das atividades do cotidiano e do próprio espírito guerreiro que caracterizam essas etnias, nasceram modalidades esportivas peculiares, só encontradas entre esses povos. Com o contato com a cultura ocidental, os indígenas incorporam às suas tradições outras modalidades esportivas. Assim, as etnias passaram a praticar esportes populares da cultura ocidental, mas sem deixar de praticar as modalidades tradicionais de seus povos. Essa fusão cultural, proporcionada pelo esporte, tornou ainda mais atraente e empolgante nas competições entre essas etnias. 

Tanto que as lideranças indígenas, com o apoio do Ministério do Esporte, e em parceria com a prefeitura municipal de Querência-MT decidiram oficializar essas competições, transformando-as num grande evento esportivo, cultural e social: O Jogos do Xingu. 

A Prefeitura Municipal de Querência-MT, por sua vez, não dispõe de recursos próprios para arcar com as despesas inerentes ao evento. Ainda assim, ciente da magnitude do projeto, nascido através de uma jovem liderança indígena, Rayane Parkatejê, com apoio da comunidade indígena, aceitou promover o evento, já que é política da atual administração apoiar inciativas que beneficiam os cidadãos, inclusive os cidadãos de origem indígena. 

Diante desse cenário, somente com recursos externos, provenientes de contribuições captadas por meio de mecanismos como apoio do Ministério do Esporte, foi possível organizar um evento esportivo indígena dessa proporção. 

Com esse apoio, os indígenas do estado de Mato Grosso viverão a experiência de participar de uma competição oficial, dentro da sua própria Aldeia, onde será construida uma arena com 15 ocas tradicionais para alojar os ateltas indígenas que irão se deslocar de suas aldeias de origens para a Aldeia Kuikuro que será sede do evento. O fornecimento de todos os materiais esportivos aos atletas indígenas contribuirá para a prática regular de esportes tradicionais e olímpicos, contribuindo na formação de futuros atletas onde será fornecido também as alimentações e transporte. No decorrer do evento haverá competições de modalidades esportivas, apresntações culturais, serviços de cidadania com atendimentos de saúde e social, ao meio de extensa programação cultural, exposição e vendas de artesanatos, oficinas, seminários e pinturas corporais para os indígenas participantes e visitantes do evento. 

Os Jogos do Xingu acontecerá em 13 á 16 de Dezembro de 2018, quando cerca de 600 atletas indígenas, representando por 15 etnias sendo; Aweti, Ikpeng, Kalapalo, Kamayurá, Kayabi, Kuikuro, Matipu, Mehinaku, Nahukwá, Suyá, Trumai, Waurá, Yawalapiti, Kĩsêdjê e Naruvotu, que estarão competindo em nove modalidades esportivas, sendo modalidades tradicionais e olímpica pelas categorias masculino e feminino, como: Arco e flecha, Cabo de força, Arremesso de lança, Corrida de velocidade, Salto a distância, Canoagem, Natação, Huka Huka, Futebol e o Desfile Beleza Indígena adulto e infantil. 

O Jogos do Xingu tem como objetivo a confraternização entres as aldeias, a integração entre as etnias participantes com a sociedade local promovendo e disseminando a cultura, além de fortalecer o respeito, valorização da diferença reconhecendo o direito a igualdade, estimulando a prática de esporte nas aldeias, preservando modalidades esportivas tradicionais e incentivar a prática de modalidades olímpicas. 

Os indígenas do Parque Indígenas do Xingu se alimentam do que a natureza lhes oferece. Peixes, beiju de mandioca e frutas são a base da alimentação. Ainda predomina a pesca tradicional, com arco e flecha, embora já se use linha e rede. A caça é seletiva, não se comendo nenhum “bicho de terra ou de pêlo”, com exceção do macaco da espécie Cebus. 

O artesanato do Xingu se destaca pela variedade e beleza. O grafismo próprio, as cores vibrantes, as diversidades da matéria-prima enriquecem desde simples panelas de cerâmica até os mais exuberantes cocares e colares. Exuberância vista tanto no cotidiano quanto nas cerimônias religiosas e nas festas Culturais, quanto os índios se pintam e se enfeitam para as solenidades. 

O Jogos do Xingu é, assim, o primeiro passo para possibilitar que o poder transformador do esporte beneficie também os povos indígenas, melhorando a qualidade de vida nas aldeias. O Jogos será uma forma de valorizar e resgatar o esporte e cultura dos povos indígenas que habitam o parque indígena do xingu criando oportunidades para que os indígenas da reserva possam preservar, divulgar e promover sua cultura.