28 de agosto de 2014

Aula prática mostra produção de banana in vitro



Participantes do XXIII Congresso Brasileiro de Fruticultura, que acontece em Cuiabá (24 a 29.08), visitaram as instalações do laboratório de Cultura de Tecidos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizado no município de Várzea Grande. O pesquisador e coordenador do laboratório, Gustavo Alves Pereira, ministrou uma aula prática com enfoque na multiplicação das mudas de bananeira da variedade farta velhaco. A visita contou com a participação de mais de 20 pessoas, entre alunos, pesquisadores e professores. 

Foi abordado o processo de micropropagação que é realizado em fases. Segundo Alves, a fase inicial é a desinfestação das plantas que são coletadas no campo e levadas para o laboratório. As mudas permanecem numa temperatura de 25 graus, durante 40 dias, e seguem para multiplicação durante sete meses. 

As mudas são produzidas in vitro, livres de doenças, pragas, resistentes a Sigatoka Negra e ao Mal do Panamá. Conforme Gustavo, no laboratório de Cultura de Tecidos as mudas estão recebendo 16 horas de iluminação artificial e 8 horas restantes permanecem no escuro. Ele explica que, após a multiplicação e desenvolvimento da planta as mudas vão para a casa de vegetação e em seguida, para o plantio no campo. As mudas serão comercializadas para os produtores rurais a um custo em torno de R$ 2,00 a unidade. “Com a micropropagação será possível obter mudas de qualidade e a introdução de variedades resistentes”, destaca Gustavo. 

A professora de fitotecnia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), no Estado de Rio de Janeiro, Virginia Silva Carvalho, comenta que trabalha com o cultivo in vitro de frutas, flores e hortaliças na UENF. Ela gostou da estrutura e das técnicas aplicadas no laboratório da Empaer. A pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Neiva Pierozzi, com experiência na área de genética, com ênfase em genética vegetal, destaca as informações e o trabalho de melhoramento realizado com a cultura da banana no laboratório da Empaer. 

Durante a aula prática, a estudante de agronomia, Renata Amato Moreira, fez questão de fotografar todo o processo, desde a chegada da muda até a produção in vitro. O pós-doutorando do Estado de Minas Gerais, Rodrigo Amato Moreira, que pesquisa a pitaia, fruta exótica de origem mexicana, classificou a aula como interessante e também a qualidade quando a muda chegar ao produtor sem doenças e pragas. 

A engenheira agrônoma da prefeitura de Tangará da Serra, Larissa Marques Calaça, fala que estão montando um laboratório no município, em busca de inovações tecnológicas na área de fruticultura. Ela descreve que a aula vai agregar com novas e importantes informações. A professora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul, Silvia Correa Santos, recebeu orientações especificas de como desinfetar o ambiente usando formol na mistura e tempo certo, para evitar a contaminação. 

Participaram também da aula, o chefe do núcleo de laboratórios da Empaer, José Alcântara Filgueira, os pesquisadores da Empaer, Marcilio Bobroff e Elder Cassimiro da Silva e a bióloga, Lefayete Michele Montenegro. 

Fonte: Rosana Persona ( jornalista da Empaer)


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Exposição "Pantanal" mostra os 24 anos de trabalho do artista Wander Melo

Da Redação - Stéfanie Medeiros

Foto: Reprodução/ Da Assessoria
Com 24 anos de história com os pincéis, o artista Wander Melo resolveu retratar as belezas de Mato Grosso. Com o foco no Pantanal, o pintor abre nesta quinta-feira (28) sua exposição na Galeria de Artes da Secretaria de Estado de Cultura, às 19h30.


Wander começou a ganhar visibilidade no Estado com o III Salão Jovem Arte de Mato Grosso, realizado em Cuiabá no ano de 1978. Agora, em 2014, realiza uma nova mostra itinerante que veio de Rondonópolis e terá sua próxima parada na cidade de São Paulo com cerca de 30 obras em tinta acrílica com o tema voltado para o pantanal.


Seguindo a linha ''neo-expressionista'', Wander, quer que todos conheçam a grandeza de nossas paisagens naturais. ''Retrato o pantanal para levar a vários públicos diferentes a nossa singularidade, porque muitos não as conhecem'', disse Melo.


Sua pintura ficou requintada com o passar dos anos, tornando-se mais leve, suave e ganhando gestualidade. Nas telas também podemos ver a preocupação com as cores, que transitam entre quentes e frias, chegando a quase transparência em algumas obras.


Com um segmento diferente dos artistas capital, Wander Melo conseguiu de uma maneira muito particular deixar a sua marca em Mato Grosso.

Serviço


Data: 28.08
Local: Galeria de Artes da SEC-MT - Av. Getúlio Vargas, n° 247
Horário: 19h30
Período da Exposição: 28 de agosto á 30 de setembro.

Chamas consomem 60% do parque Serra Azul em cinco dias

Da Redação - Viviane Petroli

Foto: Edevilson Arneiro/Prefeitura Barra do Garças
Sessenta por cento do parque estadual Serra Azul, em Barra do Garças, foi consumido pelas chamas. O incêndio, considerado criminoso, teve início no domingo (24). Desde segunda-feira (25) um avião de combate a incêndio florestal do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso é utilizado para combater as chamas.

O incêndio teve início em uma região de chácaras entre a Serra Azul e a MT-100, na saída para Araguaiana, conforme a prefeitura, e já encontra-se na parte limite da zona urbana. O calor e a baixa umidade relativa do ar na cidade contribuem para o lastramento das chamas.


Nesta quinta-feira (28) os termômetros marcam 37ºC em Barra do Garças e a umidade relativa do ar chega aos 28%, revela o Clima Tempo.


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Trabalham desde domingo no combate ao fogo homens do Corpo de Bombeiros, funcionários da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), brigadistas e voluntários.


“Quando controlamos um, outro começa, os locais são sempre de difícil acesso, mas estamos fazendo o possível para controlar os principais focos”, declara o gerente do parque Pedro Fernando.


O Parque Estadual Serra Azul possui aproximadamente 10 mil hectares. O avião de combate a incêndio possui capacidade para cerca de 3 mil litros de água, que pode atingir a uma área estimada de 500 metros quadrados.


Problemas respiratórios


A queimada no parque estadual Serra Azul, além de causar danos ao meio ambiente, está provocando problemas de saúde, mais precisamente respiratórios na população. "Toda hora chegam crianças e idosos com problemas agravados pela fumaça, nessa época o número de internações com esses problemas é maior com a baixa umidade e com esse incêndio na Serra piorou ainda mais”, comenta o diretor do Pronto Socorro Municipal de Barra do Garças, Jaílton Pereira. (Com informações assessoria prefeitura de Barra do Garças)

Projeto nacional de produção orgânica fecha 1º semestre com US$ 52 milhões em contratos de exportação


Especial para o Agro Olhar - Thalita Araújo

Foto: Reprodução/Internet
A produção de alimentos e produtos orgânicos tem encontrado um mercado favorável e com bons índices de desenvolvimento. O Projeto Organics Brasil congrega 44 empresas nacionais do ramo e divulgou que encerra o primeiro semestre de 2014 com US$ 52 milhões em negócios de exportação para os próximos 12 meses, número comemorado pelo setor.

As empresas reunidas no projeto congregam os setores de alimentos, bebidas, cosméticos, ingredientes, indústria têxtil, serviços e artesanato.


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“Foi um semestre muito intenso e de bons negócios para os associados. Eventos como a Copa e o reaquecimento pós-crise nos grandes mercados consumidores no exterior ajudaram no desempenho das exportações”, explica Ming Liu, coordenador executivo do Organics Brasil, através de sua assessoria.


Para as ações de 2015/2016 do Organics Brasil, os mercados prioritários são: Alemanha, França, Estados Unidos, Reino Unido, Coréia do Sul e Canadá, com Austrália, China e Itália para atuações comerciais pontuais. A meta do Projeto é dobrar o número de associados e chegar aos US$ 150 milhões em exportações até 2016.


Mário Zafalon, colunista agro da Folha de São Paulo, escreveu sobre o promissor mercado dos orgânicos esta semana e afirmou que, mesmo o Brasil carecendo de estatísticas precisas sobre o assunto, é possível estimar que os orgânicos têm registrado crescimento nacional entre 20% e 30% ao ano.


O desafio, comenta Zafalon, é fazer com que os produtos cheguem com mais regularidade ao consumidor e com preços razoáveis. 

25 de agosto de 2014

A Pepsi aposta no caju

Distrito de Ratnagiri, Índia – Quando começa a colheita de caju, os pomares nestas exuberantes colinas ficam cobertos por um brilhante tapete amarelo, laranja e vermelho que surge depois que os agricultores retiram a castanha e jogam o restante no chão. Ali, os cajus rapidamente apodrecem – exceto por alguns usados na preparação de uma aguardente local, chamada feni, muito popular no estado vizinho de Goa.

Distrito de Ratnagiri, Índia – Quando começa a colheita de caju, os pomares nestas exuberantes colinas ficam cobertos por um brilhante tapete amarelo, laranja e vermelho que surge depois que os agricultores retiram a castanha e jogam o restante no chão. Ali, os cajus rapidamente apodrecem – exceto por alguns usados na preparação de uma aguardente local, chamada feni, muito popular no estado vizinho de Goa.

Nesta estação, porém, o tapete será mais fino – pois a Pepsi está apostando que o doce suco dos cajus pode ser a próxima água de coco ou suco de açaí.

"Os sucos de coco, romã e limão são populares, mas a acessibilidade está se tornando um grande problema", declarou V.D. Sarma, vice-presidente de contratos globais da PepsiCo India. "Assim, estamos sempre buscando novas fontes de suco locais para ajudar a reduzir os preços para nós e para os consumidores".

O exigente grupo demográfico conhecido como a geração do milênio, além de novos consumidores entre a classe média emergente do mundo todo, possui um apetite insaciável que vem levando empresas alimentícias a experimentar em grande escala com sabores e ingredientes cujo apelo, até recentemente, era principalmente local.

A quinoa, um grão rico em proteína que era a base da dieta pré-colombiana nos Andes, está atualmente em falta, graças à demanda global. A chia, semente rica em ácidos ômega-3, pode ser encontrada em tudo – de vitaminas a bolinhos.

A partir do próximo ano, o suco de caju entrará numa bebida mista de frutas vendida na Índia sob a marca Tropicana, substituindo sucos mais caros como maçã, abacaxi e banana. Eventualmente, a empresa espera acrescentar o caju em bebidas no mundo todo.


Prashanth Vishwanathan/The New York Times
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Colheita do milho é encerrada; Produtividade média é de 91,7 sc/ha

Da Redação - Viviane Petroli

Foto: Reprodução/Internet

A colheita do milho é dada por encerrada em Mato Grosso. Na semana passada 99,3% dos 3,222 milhões de hectares foram semeados. A colheita da safra 2013/2014 termina com um preço média de R$ 11,80 a saca, valor pouco acima dos R$ 10,98 verificados em agosto de 2013. A semana inicia apenas com Rondonópolis acima do preço médio com a saca cotada a R$ 14,10.

Mato Grosso registrou uma média de 91,7 sacas por hectare (sc/ha). A maior média verificada foi na região sudeste de 103,4 sc/ha e a menor foi na região Norte com 73,6 sc/ha. Na safra 2012/2013 Mato Grosso fechou a colheita com uma média de 101,5 sc/ha.

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Apesar de ser considerada encerrada ainda há municípios colhendo como Campo Verde (99%), Alto Garças (90%), Jaciara (99%), Santo Antônio do Leste (99%), Santo Antônio do Leverger (99%), Chapada dos Guimarães (95%), Sapezal (99%), Campo Novo dos Parecis (99%), Campos de Júlio (98%) e Brasnorte (99%). Muitos destes por sinal já devem ter encerrado os trabalhos no final de semana, uma vez que o acompanhamento de colheita do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) traz o posicionamento dos trabalhos nas lavouras de milho até o dia 21 de agosto.

Pepro

No próximo dia 28 de agosto, quinta-feira, será realizado o segundo leilão do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro). De 1,750 milhão de toneladas ofertadas 82,8% são de Mato Grosso, ou seja, 1,450 milhão de toneladas. Além de Mato Grosso, participam do certame Mato Grosso do Sul, Goiás, Oeste da Bahia, Sul do Maranhão e do Sul do Piauí.

No primeiro leilão, realizado dia 20, eram 1,050 milhão de toneladas oferecidas, sendo 900 mil toneladas de Mato Grosso. O Estado comercializou 808 mil toneladas.

Suínos tem valorização de 0,40% e anima produtores; Confira cotação para outros setores

Da Redação - Vanessa Alves
Foto: Montagem/Olhar Direto/AgroOlhar

Suínos obtém uma valorização de 0,40% e anima produtores, confira cotação para outros setores

Produtores de suínos estão mais animados com o leve aquecimento do setor nesta semana, onde obteve uma valorização de 0,40% em relação aos últimos sete dias. O animal vivo está sendo vendido no mercado mato-grossense a R$ 4,30 o quilo, já a carcaça está saindo a R$ 5,35 o quilo. Confira cotação para outros setores. 

De acordo com o Safras & Mercados, o boi gordo continua em valorização no mercado econômico nacional, tendo um aumento de 2,8% em relação à última semana. Hoje em Cuiabá, o Boi Gordo está sendo cotado a R$ 117 a arroba e no norte do Estado a R$ 109 a arroba do animal. Na região sudoeste do país os preços estão ainda mais elevados sendo vendidos a R$ 125 a arroba na região metropolitana de São Paulo. Em Santa Catarina, o boi gordo está sendo cotado a R$ 129 a arroba. 


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A vaca gorda também segue em valorização no mercado, obtendo um aumento de 1,1%. Nesta segunda-feira (25) está cotada em Cuiabá e região a R$ 109 a arroba. Na região sudeste de Mato Grosso, o preço da vaca gorda sai a R$ 105.

O setor do leite em Mato Grosso permanece em oscilação. Sendo cotado hoje a R$ 0,757 o litro. Em São Paulo os preços continuam os mesmo, R$ 0,940 o litro. Na agricultura, a soja está sendo cotada a R$ 61 a saca em Mato Grosso, em São Paulo está R$ 62,50 e R$ 63 no Paraná, de acordo com o Fórum Brasil de Orçamento (FBO).

Mormo é confirmado em mais de 8 cidades em MT; Cuiabá tem registro

Da Redação - Viviane Petroli

Foto: Marcos Bergamasco/Secom-MT

Mais de oito municípios mato-grossenses estão com casos de Mormo em cavalos. Entre as cidades estão Cuiabá e Poconé. A confirmação é do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). O primeiro foco foi constato em maio um equino de Nova Lacerda.

Conforme a presidente do Indea-MT, Maria Auxiliadora Diniz, são mais de oito cidades com casos de Mormo confirmados. Além de Cuiabá e Poconé, há casos da doença na região Norte, entre outros. Ela salienta que todas as medidas necessárias já estão sendo tomadas para o controle da doença.

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O mormo é uma doença infectocontagiosa que acomete equídeos (asininos, muares e equinos). Os sintomas clássicos do mormo são febre alta, tosse e secreção nasal, nódulos no nariz e pulmões ou mesmo feridas nos membros. A doença infectocontagiosa é causada pela bactéria Burkholderia, que pode, inclusive, ser transmitida ao ser humano.

Uma das medidas sanitárias é o sacrifício do animal e análise laboratorial de amostras de sangue dos demais que tiveram convivência com o animal infectado.

No início deste mês um convênio entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), o Sindicado Rural de Cuiabá e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro proporcionará um aporte de R$ 100 mil para a ampliação do laboratório de analises clínicas veterinárias de Poconé. O que propiciará uma maior celeridade nos diagnósticos.

Nova legislação para pescadores começa a vigorar em setembro


Da Redação - Viviane Petroli

Foto: Ednilson Aguiar/Secom-MT

Pescadores profissionais artesanais registrados no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) terão 60 dias, a partir da data de seu aniversário, para realizar o procedimento de manutenção de validade de sua licença a partir de setembro.

A nova legislação trata-se da Instrução Normativa MPA Nº 6, de 29 de junho de 2012. “Desta forma, os pescadores com aniversário no próximo mês de setembro serão os primeiros a atenderem à legislação”, comenta em nota o diretor do Departamento de Registro da Pesca e Aquicultura do MPA, Clemeson José Pinheiro.

Segundo o MPA, é necessário que os pescadores realizar o procedimento para que estejam aptos a continuar atuando no segmento, bem como receber os benefícios concedidos. A manutenção da validade da licença deverá ser efetuada junto às superintendências federais da Pesca e Aquicultura nos Estados.

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Em Mato Grosso a Superintendência do Ministério da Pesca e Aquicultura está localizada na rua Alameda Dr. Annibal Molina, s/n, bairro Ponte Nova, em Várzea Grande.

Para a renovação da licença é preciso que o pescador artesanal apresente um relatório de atividades, com o intuito de informar as espécies, por exemplo, e quantidade que capturou nos últimos 12 meses. É preciso que tenha em mãos, também, uma cópia do número de inscrição do Trabalhador (NIT) na Previdência Social, como segurado especial, e uma foto recente 3X4.

De acordo com o MPA, parte das exigências para renovação da licença, como o relatório de atividades, pode ser realizada através da internet.