15 de abril de 2011

BOLETIM ANDA BRASIL - Abril de 2011

CAOS ECONÔMICO, SOCIAL E AMBIENTAL: CÁCERES PEDE SOCORRO

                                                                 Foto: Ricardo Vanini

Prestes a completar 233 anos de fundação, Vila Maria do Paraguai, assim denominada no seu início, passa na atualidade uma crise sem precedentes em sua história.

Fruto de disputa entre os reinos Luso ede Castela, justamente pela sua estratégica posição geopolítica, o hoje município de Cáceres, que teve seu primeiro plano diretor já na Ata de sua fundação, com posição, destinação e tamanho dos terrenos, altura do pé direito das casas, frente da Igreja para o poente, largura das vias pública e outras diretrizes, vive hoje uma verdadeira calamidade pública.

Administrada por uma Gestão pública abortada, alçada ao poder por alguns poucos em detrimento da grande maioria da população, é evidente sua ilegalidade na moralidade dos preceitos que norteiam uma sociedade justa e igualitária.

Dessa forma, ainda sem identificar uma vocação econômica que realmente inclua sua população, este rincão vai passando (ou penando) seus dias. Começoucomo coletor de impostos do Império Português, após e simultaneamente até o momento, a pecuária extensiva. Nesse ínterim experimentou-se a exploração dos nossos recursos naturais como a pele de animais silvestres, bicho da seda, óleo de babaçu, a poaia, a borracha. As Fazendas Jacobina, Descalvados, Ressaca, Facão e Barranco Vermelho, com suas produções de extrato de carne e derivados, cachaça e açúcar. Após a Guerra do Paraguai, o intenso comércio através da Bacia do Prata principalmente com a costa brasileira e com os países europeus.

Acrescenta-se aí, o fato de que pela sua posição de município de fronteira, sempre esteve presente grande contingente de militares do Exército Brasileiros e outros órgãos envolvidos com a Segurança Nacional, contribuindo dessa formacom a injeção de dividendos na economia do município.

Contava Cáceres até meados do século XX, com 50.000 km², exatamente o dobro de sua área atual, indo seus limites territoriais até o vizinho estado de Rondônia. À época, com incentivos do Governo Federal através de Programas como POLOCENTRO E POLONOROESTE, que tinham como objetivos principais a povoação e abertura da fronteira oeste do Brasil, suas chamadas Glebas, que possuíam terras propícias para a agricultura, produziam tanto arroz e outros cereais que chegaram a ser destaque na grande mídia nacional. Aqui se situavam as Agências bancárias para transações financeiras; os grandes armazéns da Casemat, Cibrazen; o pólo de saúde; de segurança pública;o comércio de roupas e secos e molhados; a zona (bordel) da Catita e Dona Tereza entre outras, enfim, era pujante a economia do município.

Porém, com a emancipação política dessas glebas e descentralização dos órgãos públicos auxiliares, Cáceres perdeu grande fonte de sua renda. Necessário se fazia então, uma reorganização, um planejamento de como seria a sobrevivência da cidade-mãe de 15 municípios da região sudoeste do continental Estado de Mato Grosso.

A partir de então, ao inverso de um bem elaborado plano de recuperação econômica, o que se vê é uma total e absoluta sucessão de erros pelos quais se paga muito caro. Durante os últimos 40 anos, todos os institutos de pesquisa apontam para o empobrecimento da população local; a concentração do poder político e da riqueza nas mãos de uma minoria; a degradação do meio ambiente, da flora e fauna; as drogas matando e mutilando a juventude e consequentemente suas famílias; a cidade crescendo desordenadamente com grandes áreas fruto de pura especulação imobiliária empurrando os bairros para distante das ações do poder público.

São centenas de quilômetros de vias urbanas esburacadas, alagadiças ou empoeiradas; às escuras durante a noite; esgotos e lixão municipala céu aberto; praças mal cuidadas e abandonadas; matança desordenada da fauna ictiológica, destruição da mata ciliar e despejo de resíduos hospitalares, industriais e domésticos “in natura” no Rio Paraguai; um falso turismo praticado com altíssimos impactos negativos sociais, econômicos e ambientais; um poder público executivo e legislativo incompetente no sentido da elaboração de políticas públicas para a atração de empresas que gerariam emprego e renda para a população local, fomentando a economia da região.

Não se pode aqui praticar a política do quanto pior melhor, sob o risco da mediocridade. Houve sim avanços nessas últimas décadas. Apesar de capenga o município é referência para toda a região Oeste em cirurgia de média e alta complexidade; a UNEMAT, o IFMT, Faculdades Particulares entre as quais a FAPAN, são irradiadores do conhecimento, capacitando e qualificando a população, mas,... Que mais? Pessoas capacitadas pra trabalhar onde? Por aqui já estiveram Casas Pernambucanas, Tecidos Cuiabá, Frigorífico Frigossol, Casas Buri, 4 Empresas de Aviação Comercial, Jumbo Supermercados, Revolução e tantas outras empresas vivas na saudosa memória do povo.

Grandes e faraônicos projetos, como o próprio nome diz, são cortinas de fumaça. ZPE, HIDROVIA PARAGUAI-PARANÁ, AEROPORTO INTERNACIONAL, SAÍDA PARA O PACÍFICO, ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO, 65 DESTINOS INDUTORES DO TURISMO, PAC CIDADES HISTÓRICAS, REVITALIZAÇÃO DA ORLA DO RIO PARAGUAI e etc, só pra citar alguns, quando referidos em alguma roda de conversa, viram motivos de piadas, tamanho o descrédito.

Passa do momento dos governantes, ou melhor, do povo, tomar as rédeas do caminho do desenvolvimento, de dar um basta a tantos anos de politicagem coronelista da pior espécie, onde famílias aristocratas (raras exceções)se alternam no comando do poder local, sem a menor sensibilidade e compromisso com a realidade cruel de aproximadamente 50.000 mil pessoas, dados de um importante instituto de pesquisa, que vivem abaixo da linha da miséria nesta cidade.

O município teve seu princípio planejado e guerreiro, tomado dos espanhóis pela coragem de grandes estadistas como Luís de Albuquerque, queutilizando-se do “uti possidetis”, ocupava tantas terras quanto pudesse explorar. Portanto, historicamente sua população ao levantar da rede no “cagá do pinto”, fazer suas preces ao santo de devoção, degustar o guaraná de ralar com água de pote fresquinha fazendo o “quebra torto” e ouvindo o primeiro aboiado do dia, não tem o direito de se acovardar diante de tanta nobreza do seu passado.

Cáceres, até pelo fato de ter 50% de sua área em área pantaneira, deve continuar sendo grande produtora de bovinos, porém, seu povo não deve ter vida de gado, “marcado e feliz”.

Ricardo Vanini – Bacharelando em Turismo = Turma Fora de Sede-Campus “Jane Vanini”

E-mail: vaniniricardo@hotmail.com

Confiram informações sobre o mais importante evento de cicloturismo do país.




Caros amigos e amigas,Confiram as informações sobre a realização do mais importante evento de cicloturismo do país.

Será realizado pela primeira vez no Estado do Rio de Janeiro, em Santa Maria Madalena, juntamente com as comemorações do 10* aniversário do Clube de Cicloturismo do Brasil.

O circuito será definido na Volta do Parque Estadual do Desengano (180 Km) que está em fase final de planejamento para implantação e cerca de mais 15 circuitos de mountain bike que farão parte de um guia impresso a ser lançado no Evento, em novembro de 2011

A organização do evento espera oferecer aos ciclistas de todo o país mais uma opção de qualidade para este segmento que vem em franca expansão pelo mundo.

Abaixo segue um link com uma prévia da divulgação.
http://www.clubedecicloturismo.com.br/eventos/encontro2011/

Grande abraço a todos e a todas,

Geraldo Lúcio, atendendo um apelo  e colaboração de um grande amigo:

Rodrigo T. Lima.

(22) 9894-9486

Caminhadas na Natureza em Itaúba - MT


                                                                           Castanheira
                                                          Trilha - Vale das Castanheiras


Circuito do Vale das Castanheiras na Capital Estadual da Castanha do Brasil em Itiúba – MT

Município de Itaúba - Mato Grosso - Brasil

DATA: 17/04/2011


SAÍDA: as 07:00 horas

Local: no Clube dos Idosos

Vale a pena conferir

Neste final de semana inicia-se o 8º Campeonato Estadual de Pesca de Mato Grosso - CEP – MT – 2011

                                             Nova logomarca oficial do CEP-MT

A SEDTUR estará presente com uma equipe em todas as etapas do 8º CEP-MT.

Confira na janela PESCAT deste blog informações de todas as etapas do 8º CEP-MT  que serão realizadas no estado, inclusuve o calendário completo.


Com o slogam “A pesca esportiva integrando Mato Grosso e promovendo o Turismo Interno” neste final de semana no dia 17 de abril inicia-se o 8º Campeonato Estadual de Pesca de Mato Grosso - CEP -MT, quem dá a largada no 8º CEP-MT é o município de Barra dos Brugres que a partir de hoje inicia as atividades com muitas atrações, mas o diferencial do evento é que o festival de Barra a partir deste ano também é internacional ou seja depois de 17 anos realizando seus festivais o município deu um grande salto de qualidade e lança nesta etapa do CEP-MT, do seu 1º Festival de Pesca Internacional - 1º FIP de Barra dos Bugres.

Este evento tem como propósito promover a integração dos municípios, ordenar e regulamentar a atividade de pesca esportiva no Estado, aumentar o fluxo de turistas regionais, nacionais e internacionais no Estado; dinamizar a atividade turística nos períodos de sazonalidade; aquecer o mercado interno, através da promoção e integração dos atrativos e produtos turísticos; promover e fortalecer a diversidade cultural e regional mato-grossense; promover a Educação Ambiental; realização de 40 etapas do Campeonato de Pesca iniciando no mês de abril e encerrando no mês de setembro antes de iniciar a piracema; padronizar e apoiar a organização e estruturação dos eventos de pesca esportiva no Estado, integrantes do Campeonato; fortalecer a cadeia produtiva do Turismo; Integração sócio-econômica dos municípios que compõem o campeonato; aumentar o tempo médio de permanência e gastos dos turistas em Mato Grosso e ampliar a oferta de postos de trabalho, permanentes e temporários.

A realização do Campeonato Estadual de Pesca - MT visa atender às metas da política de turismo e demais planos estaduais de desenvolvimento, contribuindo diretamente para “Ampliar a oferta turística MATO-GROSSENSE, BRASILEIRA e INTERNACIONAL desenvolvendo produtos de qualidade no estado e “Criar condições para gerar 1.200 novos empregos no ano de 2011 e ocupações no Turismo”. E de modo indireto, estar favorecendo o alcance de outras metas propostas, tais como: “Aumentar a chegada de passageiros nos vôos domésticos”, “Gerar 8 milhões de reais em divisas com este evento” no ano de 2011.

Este evento representa uma das mais importantes ações do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e prefeituras.

Situado no Centro Geodésico da América do Sul, com 906.806 Km², Mato Grosso possui parte dos três mais importantes ecossistemas da América do Sul e do Mundo: Amazônia, Cerrado e Pantanal, grande mosaico de nações indígenas e significativo potencial termal, divisor das bacias Amazônica e Platina (*aqui nasce os principais afluentes destas bacias hidrográficas) é um destino em expansão para o Turismo de pesca esportiva.

Mato Grosso é banhado por grandes rios que formam as principais bacias do país e todos com alto nível de piscosidade no qual o turismo de pesca esportiva se desponta como opção para fortalecer o desenvolvimento do turismo, tanto no âmbito estadual com projeção nacional e internacional.

O campeonato de pesca esportiva irá proporcionar alternativa econômica e de lazer para a população, motivando a circulação de pessoas no interior do Estado, um fluxo de pessoas que resultará em uma melhor distribuição de renda e aumento da auto-estima do mato-grossense fazendo com que estes cidadãos se reconheçam e interajam em seu próprio espaço.

O campeonato surgiu da necessidade da ampliação e diversificação da oferta de atividades turístico-recreativas no Estado de modo que pudesse favorecer o incremento do turismo interno (doméstico), beneficiando assim a população mato-grossense. Além de contribuir para fortalecer a imagem do estado nos mercados nacional e internacional por meio de produtos autênticos e competitivos.

Contudo, foi especialmente criado em função da crescente demanda pela atividade de pesca no Estado, sabendo-se que Mato Grosso é procurado por inúmeros turistas e profissionais de todo o Mundo.

Elaborado por: Geraldo Lúcio
Fonte: SEDTUR

O Circuito de Caminhadas da Natureza de Mato Grosso inicia-se neste final de semana com o município de Itaúba.

Nova logomarca oficial das Caminhadas na Natureza do Estado de Mato Grosso

*O município e Itaúba abre o Circuito da Caminhadas neste final de semana, dia 17 de abril de 2011, uma equipe da SEDTUR, liderada pela Elizethe Rosa de Castilho estará presente no evento.

Confiram na janela ANDA-MT deste blog as informações de todas as caminhadas que serão realizadas no estado, inclusive o calendário completo.




ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
As caminhadas na natureza visam ser um instrumento para dinamizar o turismo nas regiões turísticas do Estado de Mato Grosso, além dos benefícios sociais, ambientais e culturais que acarretarão.

Visando apresentar uma pequena porção das mais variadas paisagens rurais do Estado, buscou-se realizar as Caminhadas em todos os r Pólos Turísticos. A escolha se deu por meio do credenciamento dos municípios interessados e, posteriormente, da identificação de um circuito viável. Estes circuitos foram apresentados ao Instituto “ANDA BRASIL”, o qual tem oficializado a inclusão das 65 Caminhadas na Natureza de Mato Grosso nos guias internacionais.

Atualmente, os institutos/ong´s internacionais que desenvolvem as Caminhadas no exterior (tradicionalmente chamadas de Marchas Populares) envolvem de forma direta cerca de 21 países, 16 milhões de caminhantes, em 6.500 circuitos por todo o mundo. A inclusão de Mato Grosso neste grupo irá favorecer em grandes proporções a divulgação do Estado, bem como, o aumento do fluxo de visitantes estrangeiros.

Para formatação dos circuitos identificados, no primeiro momento, será necessário que os mesmos sigam minuciosamente os critérios estabelecidos pelas entidades nacionais e internacionais. Estes critérios estão vinculados especialmente às questões de sinalização, certificação, gestão, operacionalização e promoção. A padronização dos circuitos é fundamental para o bom andamento do projeto, não só em Mato Grosso, mas também em todo o Brasil, já que estes fazem parte de uma rede internacional.

É fundamental também destacar que além da ANDA BRASIL, os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Turismo têm investido para estruturar esta proposta no Brasil, vinculando este projeto ao alcance de suas metas de políticas sociais de inclusão e de desenvolvimento econômico. A EMBRATUR também compõem o grupo apoiando na consolidação da imagem destes circuitos/destinos no mercado internacional.

No ano de 2011 serão realizados cerca de 65 eventos em Circuitos das Caminhadas na Natureza, que farão parte dos circuitos internacionais oficiais, credenciados pela Anda Brasil e pelo Instituto Regional de Cooperação e Desenvolvimento - IRCOD- Alemanha e a Federação Internacional de Esportes Populares – IVV, objetivando contribuir com diversificação da oferta turística, estruturar os destinos turísticos, ampliar e qualificar o mercado de trabalho e aumentar a taxa de permanência e gasto médio dos turistas para criar renda para os atores envolvidos em especial os proprietários da Agricultura Familiar.

Como resultado pode-se visualizar também, em médio prazo, a melhoria da distribuição de renda, favorecendo a geração e ampliação de postos de trabalhos no campo, a promoção da inclusão social e a redução das desigualdades regionais, entre outros.

A previsão é de se envolver, no mínimo, l.000 pequenos produtores rurais, artesões, artistas e outros; atrair, no mínimo, 20.000 pessoas grupos de caminhantes internacionais e nacionais, até dezembro/2011; aumentar o consumo da produção local; aumentar o fluxo do turismo doméstico.

Preservar a natureza e criar uma consciência ambiental, geração de emprego e renda, com aproximadamente 600 empregos diretos e 3.000 empregos indiretos, impactando em aproximadamente R$ 1.500.000,00  positivamente a economia.

13 de abril de 2011

NOVE PRINCÍPIOS BÁSICOS (Que devem nortear o Turismo Rural na Agricultura Familiar)


NOVE  PRINCÍPIOS BÁSICOS

         1.   A prática do Associativismo e Cooperativismo;

2. A valorização e resgate do patrimônio cultural (saberes e fazeres) e natural dos agricultores familiares e suas organizações;

3. A inclusão dos agricultores familiares e suas organizações, respeitando as relações de gênero, geração, raça e etnia, como atores sociais;

4. A gestão social da atividade, priorizando a interação dos agricultores familiares e suas organizações;

5. O estabelecimento das parcerias institucionais;

6. A manutenção do caráter complementar dos produtos e serviços do Turismo Rural na agricultura familiar em relação às demais atividades típicas da agricultura familiar;

7. O comprometimento com a produção agropecuária de qualidade e com os processos agroecológicos;

8. A compreensão da multifuncionalidade da agricultura familiar em todo o território Estadual, respeitando os valores e especificidades regionais;

9. A descentralização do planejamento e gestão dos Programas afins.

Fonte: Livro de Turismo no Meio Rural de Mato Grosso - Geraldo Lúcio - 2009

12 de abril de 2011

CONHEÇA UM POUCO DA LINGUAGEM DO TURÍSMO (definições)

                                      Véu das Noivas Chapada dos Guimarães - Mato Groso
DEFINIÇÕES

Atrativo turístico: é o recurso natural ou cultural que atrai o turista para visitação.

Complexo turístico: é o atrativo que já disponha de certa infra-estrutura turística (Alimentação, hospedagem, entretenimento), mas não deve estar constituído em um centro urbano. (Alguns autores classificam complexo turístico como um conjunto de centros turístico);

Centro turístico: é um aglomerado urbano que tem dentro de seu território ou no seu raio de influência atrativos turísticos capazes de motivar uma visitação turística;

Área turística: é um território circundante a um centro turístico que contém vários atrativos e estrutura de transportes e comunicações entre estes vários elementos e o centro. (alguns autores definem um mínimo de 10 atrativos para que uma área seja considerada turística);

Zona turística: é um território mais amplo que congrega mais de um centro turístico.

Corredores turísticos: são vias de inter-relação entre as áreas turísticas, ou entre centros turísticos. Mas este conceito não é restrito as vias de acesso entre as localidades. Ele se estende às faixas de território que servem para a ligação entre vários elementos turísticos, podendo ser classificada como mais um atrativo.

Núcleo turístico: é formado por um conjunto de atrativos, em número inferior a 10, e que possui fraca comunicação com outros conjuntos de atrativos.

Conjunto turístico: é o núcleo turístico que deixou de ficar isolado dentro de um território. Não bastam as vias de acesso para que um núcleo se transforme em centro, são necessários os equipamentos de infra-estrutura de serviços.

Pólo turístico: é o ponto central de uma área ou zona turística. É o ponto a partir do qual o desenvolvimento turístico se faz. Tem a função de atrair os fluxos turísticos e a partir dele, irradiá-los para a região circundante.

Portões de entrada: locais onde se concentram a entrada/ e ou saída de turistas de uma zona turística. Alguns portões de entrada se constituem em pólos turísticos.

Unidade turística: é uma concentração menor de equipamentos destinados a apoiar a exploração de um ou mais atrativos. Difere-se dos complexos por serem unidades sem diversificação de atrativos ou tipo de turistas.

Na compreensão do turismo, é muito importante ter conhecimento a respeito do conceito de recursos turísticos, que se constituem nos atrativos turísticos e que são os formadores da matéria-prima do produto turístico.

Essa matéria-prima está subdividida: em atrativos naturais e culturais, ou ainda como citam alguns autores, atrativos artificiais.

Serviços turísticos: são elementos fundamentais para que o turista possa desfrutar dos atrativos. (meios de transporte, hospedagem, serviços de alimentação, agenciamento, locação de veículos e embarcações, organizadoras de eventos, espaço para eventos, entretenimento e serviços básicos de informação ao turista)

Infra-estrutura básica: são elementos essenciais à qualidade de vida das comunidades e que beneficia complementarmente o os turistas ou empreendimentos turísticos. (vias de acesso, saneamento básico, rede de energia elétrica, comunicações, sinalização turística, iluminação pública, etc.).

Serviços urbanos de apoio ao turismo: são serviços disponíveis para a população residente da destinação turística, mas que também possam ser utilizados pelos turistas. (bancos, serviços de saúde, transporte, segurança, comércio de conveniências, etc.).

Conclusão:
O Produto turístico se caracteriza pela:  somatória do atrativo turístico + serviços turísticos + infra-estrutura básica + conjunto de serviços de apoio ao turismo


*Transcrito do Livro Turismo no Meio Rural de Mato Grosso - (Geraldo Lúcio 2009)


DADOS ESTATÍSTICOS DA AGRICULTURA DE MATO GROSSO

ESPECIFICAÇÃO
QUANTIDADE
PERCENTUAL
AGRICULTORES – MÉDIOS E GRANDES
48.359
25,65%
AGRICULTORES FAMILIARES
140.201
74,35 %
AGRICULTORES ASSENTADOS
90.460



TOTAL
188.560
100%
Fonte: Embrapa-M

Está em fase de planejamento o tombamento do Aeroporto Internacional de Cáceres

                                          Foto: Pedro Miguel               
Está em fase de planejamento o tombamento do Aeroporto Internacional de Cáceres “Nelson Martins Dantas”, pelo governo federal, para anexar ao complexo uma base militar da Força Aérea Brasileira (FAB), que reforçaria o trabalho de segurança e combate aos crimes transfronteiriços, especialmente o narcotráfico, e cuidaria da manutenção das instalações. A informação foi dada de maneira informal, pelo empresário José Carlos Job, durante evento no SESI em Cáceres, quando Job esteve ocupando, temporariamente, a função de presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT).

Presente ao evento, o secretário de Planejamento do município, engenheiro Adilson Reis, confirmou a informação. “Realmente este estudo existe”. E foi mais além: segundo ele, seria a fórmula certa para resolver o problema de um aeroporto que, apesar de internacional, está quase inoperante e com falhas na manutenção e infra-estrutura. A administração do aeroporto é responsabilidade do município, e a prefeitura não tem recursos disponíveis para mais este encargo.

A base militar seria um anexo do aeroporto, que continuaria a ser civil e a ter vôos normais. E, depois de onze anos, passaria realmente a funcionar, alavancando a economia regional e fomentando vários setores, especialmente o turismo. O aeroporto foi construído em 2000 pelo então governador Dante de Oliveira. É o maior aeroporto da região e o mais importante meio de chegada ao pantanal norte. Dispõem de 1.600 metros de pista, farol rotativo, pista com balizamento noturno e está situado a 7.2 km da cidade. Em distâncias aéreas, fica a 177 km de Cuiabá, 1042 km de Brasília e 1259 km de São Paulo.

O local hoje tem aspecto de abandono, com matagal em seu entorno e a parte física sem manutenção. Todo o espaço precisa passar por fiscalização da Agência Nacional de Viação Civil, a ANAC, que irá apontar as falhas e necessidades de reparos, para que o aeroporto tenha condições de funcionabilidade. Atualmente ele está aberto a pouso e decolagem –autorização dada pela ANAC em 2008, após algumas obras de recuperação executadas por técnicos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Na época, as medidas determinadas foram a construção de barreira de segurança nas proximidades do terminal de passageiros próximas aos hangares, colocação de placas informativas, construção de cerca patrimonial e disponibilização de servidores para a área de segurança do local. As principais obras foram executadas. Três anos depois, há necessidade de nova análise. Apesar de placas de sinalização na cidade indicando a existência de um aeroporto internacional e indicações sobre como chegar lá, a população afirma que o aeroporto só existe mesmo nas placas. “É um elefante branco e a situação precisa ser revertida. “A afirmação sintetiza a resposta de várias pessoas entrevistadas sobre a situação do aeroporto de Cáceres.
Por: expressãonitícias em 11/04/2011 09:28:05