12 de abril de 2011

SEGMENTOS TURÍSTICOS E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

1.        Climático e Hidrotermal
O produto turístico é constituído pela qualidade terapêutica do clima, das águas e termas.
2.        Paisagístico
O produto é a paisagem, as características geográficas, ecológicas e mesológicas combinadas, constituem o principal fator de atração.
3.        Cultural
O produto essencial é o legado do homem em distintas épocas, representado a partir do patrimônio e acervo cultural.
4.        Religioso
Refere-se ao grande deslocamento de peregrinos (turistas), a centros religiosos, motivados pela fé em distintas crenças.
5.        Desportivo
É o deslocamento de turistas aficionados por esporte, que afluem a núcleos esportivos com calendário fixo de eventos. O principal produto turístico é o esporte.
6.        Folclórico e Artesanal
Refere-se à demanda especifica por áreas receptoras em que se realizam festividades de cultura popular, combinados na maioria das vezes com exposições e feiras de produtos artesanais e semimanufaturados.
7.        Científico
É o deslocamento de turistas potenciais que se dirigem a grandes centros universitários com manifesta atuação no setor de pesquisa e desenvolvimento.
8.        Empresarial ou de Negócios
Deslocamento de executivos que afluem aos grandes centros empresariais a fim de efetuarem transações e atividades profissionais e comerciais, empregando seu tempo livre no consumo de recreação e entretenimento desses grandes centros.
9.        Turismo de Eventos fixos, sazonais, de oportunidade e monotemáticos
Realização constante de calendários de eventos fixos como feiras, exposições e festas regionais e nacionais. Ex. Bienal do livro, Oktober Fest, Festa do Peão de Boiadeiro,...
10.     Turismo Sóciofamiliar
Deslocamento de turistas que têm, na visita a parentes e amigos a sua principal motivação de viagem, utilizando-se de meios de transporte rodoviários e hospedando-se na residência de seus familiares.
11.     Turismo da Terceira Idade
Tem como principal característica a não sazonalidade. Elege livremente seus períodos de viagem, em razão do tempo disponível, embora de limitada capacidade aquisitiva imposta por uma única fonte de rendimento – a aposentadoria.
12.     Turismo de Aventuras

Deslocamento de pessoas para espaços naturais, motivadas pela atração exercida pelo desconhecido e desejo de enfrentar situações de desafio físico e emocional.
13.     Turismo Étnico-Histórico-Cultural
Turistas nacionais e internacionais se deslocam centrados na motivação de suas origens étnicas locais e regionais, e também no legado histórico-cultural de sua ascendência comum.
14.     Turismo de Incentivos
Viagens programadas conferidas como prêmios e recompensas a funcionários de grandes empresas por merecimentos obtidos em seu desempenho profissional. Tais viagens associam-se freqüentemente a estágios para reciclagem e atualização, nos quais incluem-se programas culturais de recreação e lazer.
15.     Turismo Urbano
O turismo receptivo, em grandes cidades, é geralmente confundido com o lazer urbano. O que os diferencia é o referencial do agente, ou seja, para o visitante o roteiro da oferta diferencial urbana constitui a prática do turismo urbano; para o residente, esse mesmo roteiro assume o caráter de lazer urbano.
16.     Turismo Temático

Os espaços temáticos se ampliam em todo o planeta com instalações, serviços e equipamentos que reproduzem artificialmente diferenciais da natureza, da cultura, da tecnologia e das projeções futuristas, alem de ambientes de épocas da história conhecida. Ex: Disneyworld, Beto Carreiro World...
17.     Turismo Educacional
Consiste na organização de viagens culturais mediante o acompanhamento de professores especializados da própria instituição de ensino com programa de aulas e visitas a pontos históricos ou de interesse para o desenvolvimento educacional dos estudantes, estendendo-se agora aos estudos de ecossistemas e outros aspectos do meio ambiente.
18.     Turismo de Saúde
Caracteriza-se pelo deslocamento de pessoas com fins terápicos específicos e/ ou alternativos. Observa-se o crescente resgate e modernização das antigas estâncias hidrotermais que estão sendo reaparelhadas e estruturadas para adaptar-se as novas atividades ligadas às terapias holísticas.
19.     Turismo Esotérico ou Esoturismo

É o deslocamento de pessoas para visitar cidades ou lugares com egrégoras (concentrações de energia) facilitadoras de experiências e vivências internas/ externas. Ex: Machu Pichu, Alto Paraíso, Chapada Diamantina,...
20.     Turismo de Recreação e Entretenimento

Deslocamento de pessoas em roteiros não programados num raio nunca superior a 100 km de suas residências, em busca de lazer em atividades recreativas, como rodeios, pesca, parques temáticos,...
21.     Turismo Especializado para novos segmentos de consumo
Os grupos sociais que antes se isolavam da sociedade, hoje participam livre e espontaneamente do mercado turístico. Os GLBTs, vêm conquistando, no sistema de turismo, espaços próprios em complexos turísticos litorâneos e de montanha, para vivenciar experiências e fantasias comuns. Nesse turismo especializado podemos incluir os naturistas, naturalistas, portadores de deficiência física, e o turismo para singles.
22.     Turismo Habitacional
Imóveis particulares disponibilizados durante todo o ano para locações por intermédio de um pool imobiliário. Ou seja, o proprietário escolhe um determinado período do ano para sua ocupação; fora esse tempo, o imóvel ficará ofertado no pool. O pool funciona, na verdade, como uma oferta permanente de alojamento em que as unidades habitacionais terão diárias de tarifas correspondentes a um hotel de categoria três ou quatro estrelas.
23.     Turismo Hedonista
Fruição da viagem pelo prazer de viajar. O turista que pratica este tipo vivencia e introjeta no corpo e na mente todas as expressões do ambiente e das culturas visitadas.
24.     Turismo de Excentricidades
Este tipo aponta tendências de estabelecimento de fluxos específicos de turistas para locais determinados. Temos o turismo funerário, turismo espacial,...
25.     Agroturismo
A produção agropastoril representa a maior fonte de rendimento da propriedade, e o turismo é uma receita complementar, esta é a principal diferença entre o Agroturismo e o Turismo Rural. As pessoas que se deslocam a estes locais, podem ou não, viver a experiência da vida no campo, e participar da rotina diária dos afazeres domésticos ou produtivos da propriedade.
26.     Turismo Rural
Deslocamento de pessoas a espaços rurais, com ou sem pernoite para usufruir, dos cenários e instalações rurícolas. Possui características próprias quanto ao equipamento, que pode apresentar instalações em casas de antigas colônias, fazendas e casa de engenho, como em construções modernas, complexos turísticos e hotéis-fazendas.
27.     Turismo Ecológico
Conhecido como turismo da natureza e turismo verde. É o deslocamento de pessoas para espaços naturais, com ou sem equipamentos receptivos, motivados pelo desejo de fruição da natureza, observação passiva da flora e fauna, além daqueles que buscam uma observação interativa na prática de caminhadas, escalada, rafting, e outros esportes radicais.
28.     Ecoturismo
Deslocamento de pessoas a espaços naturais delimitados e protegidos pelo estado ou em parceria com associações locais e ONGs. Pressupõe sempre a utilização controlada da área com planejamento sustentável de seus recursos naturais e culturais, por meio de estudos de impacto ambiental, capacidade de carga, e monitoramento e avaliação constante.

fonte:  MARIO Beni (2001, p.422),

Veja abaixo o Conceito TRAF (Turismo Rural na Agricultura Familiar0
construido pela REDE TRAF e homologado pelo MDA e MTUr


11 de abril de 2011

TRILHA DE CAMINHADAS SEM PLANEJAMENTO PODEM CAUSAR IMPACTOS AMBIENTAIS

 Trilha com acesso íngreme, dificuldade de se subir, comunidade Quilombola Morro Cortado
 Trilha com acesso íngreme, dificuldade de se  subir, comunidade Quilombola Morro Cortado
Passarela sobre trilha com alto grau de dificuldade para se passar
àrea úmida - Assentamento Rio Vermelho - Rondonópolis
TRILHAS OU CIRCUITOS DE CAMINHADAS NA NATUREZA

Caminhadas em trilhas ou circuitos proporcionam:

Atividade física,

Percepção ambiental,

Contato com a natureza

E aprendizado,

(Através de sinalizações interpretativas ou informações de guias.)


No entanto, o uso das trilhas pelos visitantes pode provocar alteração e destruição dos habitats da flora e fauna;

Fuga de algumas espécies animais;

Erosão;

Alteração dos canais de drenagem,

Compactação do solo pelo pisoteio

E a redução da regeneração natural de espécies vegetais.


As perturbações resultantes das atividades em áreas naturais tem sido denominadas genericamente como impactos ecológicos ou ambientais
 
O termo impacto faz referências às mudanças não desejáveis que acontecem no meio ambiente como conseqüência do uso.

Com base no exposto, o objetivo principal aqui é apresentar os principais impactos ambientais físicos e biológicos observados nas trilhas Além de orientar sobre os impactos, ocorridos ao longo das trilhas.

Devemos levar em consideração a realidade de cada local: (futura trilha)

Avaliar o nível de interferência , que as trilhas irão apresentar,

Proceder a caracterização ambiental usando como suporte a observação direta, anotações de campo e fotografias das áreas a serem impactadas;

Levantar os pontos, ao longo das trilhas, georeferenciados por receptor GPS;

Identificar, em cada ponto, impactos físicos e biológicos;

Trechos com problemas de erosão, alagamento, condições de acessibilidade (média e ruim);

Medir com utilização de trena,

Contabilizar os pontos com problemas,

Dividir as trilhas em seções,

Os pontos do início ao término marcar com GPS.

Dentro de cada seções observar os impactos físicos:

Pontos de alagamentos,

Pontos de erosão,

Áreas com solo exposto,

Solo compactado,

Estreitamentos,

Bifurcações,

Serras, morros, áreas com subidas ou descidas,

E afundamentos de trilha.

Dentro de todas as seções observarem também impactos biológicos:

Existência de raízes arbóreas expostas,

Árvores danificadas,

E presença de espécie exótica de gramínea

A presença de animais silvestres,

Para estimar o tempo gasto no percurso nas trilhas:

Utilizar um cronômetro

IMPORTANTE OBSERVAR QUE:
Os solos e a vegetação são fortemente afetados ao logo das trilhas, caminhos, áreas de acampamento e outros lugares onde o uso é concentrado.

Os solos sofrem mudanças nas suas propriedades físicas, químicas e biológicas, podendo ser fortemente erodidos ou compactados.

As plantas sofrem danos nas suas estruturas e/ou morrem, havendo redução na abundância e mudanças na composição da comunidade, com algumas espécies desaparecendo e outras podendo ser favorecidas

Com o aumento do fluxo de turistas, as atividades desenvolvidas em áreas protegidas requerem planejamento e estudo para o manejo dos visitantes.

Além disso, é essencial a determinação e o monitoramento dos impactos produzidos pela prática do turismo, bem como a definição de limites de uso.

É primordial que esteja bem definida a perspectiva de preservação e sustentabilidade focada no turismo, aliando crescimento e minimização de impactos ambientais.

Os impactos ecológicos ou ambientais podem ser classificados em duas categorias:

Os relacionados ao planejamento.

E os relacionados ao visitante.

Problemas de drenagem e nas vias de acesso (pontes e degraus) mal conservadas

Erosão, devido ao incorreto planejamento,

E falta de manejo e manutenção das trilhas.

A compactação do solo, devido ao pisoteio intenso

Abertura de novas trilhas,

Erosão pelo desgaste do solo com a caminhada relacionados ao uso pelas pessoas.

Os problemas de erosão podem acontecer em terrenos com pouca ou nenhuma declividade, devido à maior dificuldade na drenagem, provocando também o aumento da largura das trilhas e a criação de trilhas alternativas, devido à tendência das pessoas saírem da trilha principal pela dificuldade ao caminhar.

Conclusão:
É fundamental o papel da pesquisa básica, quantificando e apontando os impactos nos diferentes recursos, fornecendo dados para a seleção de indicadores e padrões adequados de uso recreativo dos recursos naturais e monitoramento da área natural protegida.

Para tanto, é de primordial importância estabelecer a relação entre impactos do uso público, comportamento dos visitantes e estratégias de manejo.

Bem como a promoção de uma restauração ecológica de ambientes degradados, de modo a estabelecer a integridade do ecossistema e sua auto-sustentabilidade.
`
Orienta-se procurar profissionais especializados para se definir e traçar trilhas, principalmente em áreas sensíveis.

Governo transfere construção do Teleférico de Chapada a Agecopa para agilizar o início das obras

                                            Governador em exercício Francisco Daltro reunido com diretores da Agecopa
                                                         Marcos Negrini/Secom-MT                                                                  


O Gvernador em exercício Francisco Daltro assinou nesta quinta-feira (07.04) um decreto autorizando a Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014 (Agecopa) a executar as obras do teleférico no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. A assinatura do documento transfere parcialmente o contrato administrativo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur) à Agecopa.

Chico Daltro durante o ato de assinatura do decreto destacou que está seguindo – dentro do alinhamento de pensamento administrativo e político – as determinações do governador Silval Barbosa para que não ocorra nenhuma solução de continuidade durante a interinidade, por conta da viagem do governador Silval Barbosa para participar do 13º Fórum de Líderes do Setor Público da América Latina e Caribe, que acontece em Washington (EUA).

As obras de construções do Teleférico de Chapada dos Guimarães estão previstas dentro da ação de Governo no sentido de fomentar o turismo em Mato Grosso – assim como é a própria realização da Copa do Mundo em Cuiabá, como destaca o diretor Assuntos Estratégicos da Agecopa, Yuri Bastos Jorge.

O presidente da Agecopa, Yênes Magalhães, explica que, como ocorreu a liberação da licença prévia por parte dos órgãos ambientais, mas a Sedtur não tem orçamento para financiar a execução da obra, e para que não ocorresse nenhum atraso, o Governo achou por bem passar a execução para Agecopa. Dessa forma – segundo Yênes – o Governo demonstra que está priorizando o turismo.

Yuri Bastos disse que a construção do teleférico pode ser considerado o pontapé inicial do turismo. Segundo ele, as obras do teleférico obedecem as exigências ambientais – mesmo porque não vai se derrubar um pé de árvore. Quanto a localização, a escolha se deu depois de amplo estudo pela mesma empresa que elaborou o estudos técnicos do Parque Iguaçu, no Paraná.

O diretor de Infraestrutura da Agecopa, Carlos Brito, destacou que o Teleférico de Chapada dos Guimarães marca o profissionalismo do turismo em Mato Grosso. “O esforço para se trazer a Copa do Mundo foi para divulgar o Estado de Mato Grosso”, ressaltou.

O governador Chico Daltro ressaltou que o Governo como um todo tem uma visão clara de todo cenário para a realização da Copa do Mundo 2014. Ele lembra que as obras – todas sem exceção – estão dentro do prazo, principalmente a Arena Pantanal. As demais obras – as que demandam maior tempo de execução - os viadutos e trincheiras - não ultrapassam dois anos. “Nós vamos fazer uma Copa do Mundo com qualidade referencial”, disse.

Ministro Novais confirma compromisso com destinos indutores

VEJA  O QUE DIZ O MINISTRO

Durante a audiência que teve ontem em Brasília com a diretoria da Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e Destinos Indutores (Anseditur), o ministro do Turismo, Pedro Novais, reafirmou o compromisso da pasta com a continuidade dos programas de estruturação e gestão dos 65 destinos indutores do desenvolvimento do turismo regional no país, que têm como meta alcançar competitividade de padrão internacional.

Para o presidente da Anseditur, Luiz Fernando Moraes, o primeiro encontro da entidade com o novo ministro foi positivo. Morais destacou a manifestação do ministro de dar prioridade ao pagamento da primeira parcela dos recursos conveniados entre ministério e Anseditur para implementação da primeira etapa do Plano de Marketing dos 65 Destinos Indutores. No valor de R$ 4 milhões, o recurso já foi empenhado e só aguarda liberação. Outro tema tratado na audiência foi a importância para a cidade do Programa de Desenvolvimento do Turismo – Prodetur.

Hoje (07/04) à tarde, Moraes e o vice-presidente de Relações Parlamentares da Anseditur, Marco Antonio Castello Branco (SPturis), representam a Anseditur na 32ª Reunião do Conselho Nacional de Turismo (CNT), no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, com a presença do ministro do Turismo, de Bel Mesquita, do Secretário Executivo do MTur, Frederico Silva da Costa, do secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, e do presidente da Embratur, Mário Moysés. A Anseditur integra o CNT desde abril de 2009.

Rota das Águas e Roteiro de Turismo Rural na Agricultura Familiar Região de Cáceres - Mato Grosso

Destaque para o Turismo Rural na Agricultura Familiar

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur), teve iniciativa de se criar um destino denominado Rotas das Águas e Coordenadoria Regional da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) teve a iniciativa de criar o Roteiro de Turismo Rural na Agricultura Familiar, ambos na região de Cáceres.

Os dois processos se complementam, pois o Roteiro de Turismo Rural está inserido na Rota das Águas vice e versa, as parcerias com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Secretaria do Estado de Desenvolvimento Rural Agricultura Familiar e Irrigação - SEDRAF antiga - Seder, e novamente a Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), prefeituras municipais e o MT Regional, foi que viabilizou os dois projetos complementares que contaram com os serviços de 2 consultorias especializadas, (Secullos Tour e Ictus).

O município de Cáceres- MT á 218 km de Cuiabá pela BR 070, é consolidado como destino de pesca esportiva, uma vez que já cedia a maior Festival de Pesca (FIP- Festival Internacional de Pesca) em águas doce e embarcado do mundo.

O projeto foi construído tendo como base o princípio da regionalização territorial, para isto teve o envolvimento do Consorcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional e Turístico Nascentes do Rio Paraguai, este consorcio tem 12 municípios.

Rota das Águas 5 municípios fizeram parte deste processo, Curvelândia, Lambarí do Oeste, Rio Branco, Salto do Céu e Reserva do Cabaçal.

Roteiro de Turismo Rural na Agricultura Familiar 7 municípios fizeram parte deste processo, (Cáceres, Curvelândia, Lambarí do Oeste, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal e Mirassol do Oeste.

10 de abril de 2011

COMEÇOU DIA 07 E TERMIMA HOJE DIA 10 DE ABRIL A EXPOPEC E FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR

O Sindicato Rural de Cuiabá realiza a 7ª EXPOPEC - Exposição de Pequenos Animais, no Parque de Exposições Jonas Pinheiro em Cuiabá (MT), que acontece desde o dia 07 termina hoje dia 10 de abril. Em conjunto com a Expopec, foram realizados mais dois eventos: a 5ª Feira de Produtos da Agricultura Familiar e a 1ª Expoleite – Exposição de Gado de Leite.

A participação dos agricultores atingiu a expectativa do Sindicato Rural pois o público pode proporcionar uma ótima movimentação financeira.

Os representantes do setor produtivo e criadores de diversos tipos de animais estiveram presentes, juntamente com o público em geral que abrilhantaram o evento.

Tem o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, a
Secretaria de Desenvolvimento Rural Agricultura Familiar e Irrigação de Mato Grosso (Sedraf-MT), a prefeitura de Cuiabá, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), e contará com a presença de representantes do setor produtivo.Confiram abaixo a programação

PROGRAMAÇÃO
DIA 07/04/2010 – QUINTA – FEIRA
7:30 hs - Entrada dos animais
Local - Portão da Avenida Beira Rio – Parque de Exposições Senador Jonas
Pinheiro.
09:00hs – Entrada dos Ovino, Caprinos, Minis Bois, Vacas e Gado de Leite.
- Inicio da Exposição de Produtos Artesanais
- Inicio da Feira de Produtos da Agricultura Familiar
- Inicio da Exposição de Gado de Leite
14:00hs - Pesagem do ovinos para Julgamento raças santa Inês e Dorper
- Treinamento e palestra dos trabalhadores e produtores
rurais na ovinocultura
18:00hs – Abertura Oficial ao Público
- 7ª EXPOPEQ

- 5ª Feira de Produtos da Agricultura Familiar
- 1ª EXPOLEITE
. - Inicio da Feira de Filhotes – Cães e Gatos – ACIPA
Local: Pavilhão Central
21:00hs – Encerramento das atividades do dia

DIA 08/04/2010 – SEXTA – FEIRA
08:00hs – Admissão dos Animais para Julgamento de Ovinos
09:00hs – Inicio da Exposição do Clube de Criadores de Pássaros
9:00hs – Inicio da Exposição de Canários – AMOR
Local – Pavilhão Central
14:00hs - Julgamento de Ovinos da Raça Santa Inês, Dorper - OVINOMAT
Local – Pista de Julgamento
18:00hs. - Inicio da Feira de Filhotes – Cães e Gatos – ACIPA
20:00 hs - Leilão 5 Estrela de Gir Leiteiro e Girolando - Leiloeira:
Samambaia Leilões
Transmissão: Canal da Pecuária. Com.br
21:00hs - Encerramento das Atividades do Dia

DIA 09/04/2010 – SABADO
08:00hs – Abertura do Parque de Exposição
09:00hs – Inicio do Canto de Fibra (Clube dos Criadores de Pássaros de
Cuiabá)
09:00hs - Exposição de Canários – AMOR
14:00hs – Julgamento de Ovinos da Raça Santa Inês, Dorper – OVINOMAT
14:00hs – Provas Hípicas - Federação Hípica de Mato Grosso e Centro Hípico
da Acrimat
16:00hs – Oficina “Estética Canina”
17:30hs – Encerramento do Curso de Embutidos e Defumados de Suínos
20:00hs – Leilão de Ovinos e Caprinos - a confirmar
21:00hs - Encerramento das Atividades do Dia

Dia 10/04/2010 – DOMINGO
08:00hs - Abertura do Parque de Exposição
09:00hs – Provas Hípicas - Federação Hípica de Mato Grosso e Centro Hípico
da Acrimat
Local: Pista de Pista de Provas Hípicas
- Oficina “Estética Canina
Local – Pavilhão Central
18:00 hs - Encerramento das Atividades do Dia

Turismo Rural acontecendo no Município de Cáceres - Mato Grosso


MAPA MATO GROSSO COM DESTAQUE PARA CÁCERES

SINALIZAÇÃO TURISTICA

PONTA DO MORRO

PONTA DO MORRO

 FAZENDA JACOBINA

FAZENDA JACOBINA

 SINALIZAÇÃO NA ÁGUA MILAGROS

 ÁGUA MILAGROSA

 ÁGUA MILAGROSA

 ÁGUA MILAGROSA

JACARÉ DO PANTANAL



Município de Cáceres
O município de Cáceres- MT á 218 km de Cuiabá pela BR 070, está em um processo de organização do Turismo Rural como alternativa de segmento turístico tem em vista que o município já é consolidado como destino de pesca esportiva, uma vez que já cedia a maior Festival de Pesca (FIP- Festival Internacional de Pesca) em águas doce e embarcado do mundo.

A iniciativa de se criar um destino de Turismo Rural envolvendo toda região em um roteiro integrado, foi da Coordenadoria Regional da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) do município de Cáceres, em parcerias com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Secretaria do Estado de Desenvolvimento Rural (Seder), Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), prefeituras municipais e o MT Regional.

O desenvolvimento do Turismo Rural surge no âmbito das oportunidades e possibilidade de se estimular os agricultores no resgate da ruralidade, cidadania, herança cultural de toda a região de Cáceres e fomentar o turismo rural e dar sustentabilidade aos agricultores familiares.

Para que o processo de formatação do roteiro fosse consolidado foram realizadas algumas oficinas, reuniões e visitas técnicas durante sobre Turismo Rural na agricultura familiar. As visitas abordaram e ensinaram produtores e os demais envolvidos tudo sobre sustentabilidade, a importância da preservação ambiental, a possibilidade de se aumentar o emprego e a renda familiar.

Foi também utilizado os princípios de DRS, Cluster e ou Arranjos Produtivos Turísticos, que nada mais é que o conjunto de setores e atrativos com diferencial turístico destacado, concentrado num espaço geográfico delimitado, tendo em vista os processos de produtivos da agricultura, pecuária, aliados ao desenvolvimento do turismo com os equipamentos e serviços de qualidade que compõem este setor.

O projeto foi construído tendo como base o princípio da regionalização territorial, para isto teve o envolvimento do Consorcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional e Turístico Nascentes do Rio Paraguai, este consorcio tem 11 municípios mas apenas 7 fizeram parte deste processo, (Cáceres, Curvelândia, Lambarí do Oeste, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal e Mirassol do Oeste).


No município de Cáceres a exemplo dos outros municípios teve o processo de inventário, diagnóstico e conseguiu em menos de 2 anos formatar em seu destino várias opções de produtos:


Comunidade de Piraputanga
Roteiro Ponta do Morro
Gruta Dolina da Água Milagrosa: Localizada a 40 km do centro de Cáceres,com acesso pela estrada que liga Cáceres à Barra do Bugres, onde já foram encontradas pinturas rupestres, é formada por um enorme buraco em um dos morros, com água azul e transparente no fundo. Propício para o banho e mergulho, onde se tem uma estrutura de hospedaem. Alimentação e escada para se descer na gruta.


Balneário Ponta do Morro: Localizado na margem esquerda do Córrego Piraputanga, a 21 km do centro de Cáceres, caracterizado como turismo de lazer, estruturado com restaurante, piscina, pesque e solte e trilhas ecológicas.


*Ainda na Comunidade Piraputanga: existem muitas outras potencialidades que estão sendo observadas e em breve serão apresentadas com produtos de Turismo Rural Formatados
Fazenda Jacobina
A fazenda Jacobina: é considerada um patrimônio histórico e cultural, existe antes mesmo do município de Cáceres ser fundado, pertence à família do produtor rural Sr. Sebastião Natalino Lara desde 1912., segundo ele seu pai Vitório da Silva Lara foi quem adquiriu a propriedade no ano de 1912, onde nasceram e foram criados oito filhos.

A fazenda foi dividida em nove partes, mas hoje só duas pessoas ainda tem terras é o caso do Sr. Sebastião e sua irmã, ele é casado com dona Terezinha Arantes de Campos Lara, mais conhecida como dona Têca, tem três filhos,um fomados em Medicina e outro em veterinária que se chama Adriano de Campos Lara, e que ajuda o pai a cuidar da Jacobina.

O casarão da fazenda tem uma arquitetura, com piso português original e restos de velhas máquinas do antigo moinho, importadas da Inglaterra. São mais de 240 anos de história, onde seus proprietários, historiadores, arqueólogos, técnicos da prefeitura municipal e os técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) trabalham juntos num projeto para resgatar a história da Fazenda Jacobina.

A estrutura produtiva da fazenda é contemplada com a produção da pecuária leiteira e de corte e piscicultura.

O restaurante Jacobina o empreendimento já formatado para atendimento aos visitantes (turistas), funciona no mesmo espaço onde foi a senzala dos escravos, oferece um cardápio delicioso tipicamente da roça, atende refeições nos finais de semana e com agendamento.

O próximo passo é transformar o casarão em uma pousada, juntando o antigo com o novo para transformar a fazenda num receptivo de Turismo Rural Sustentável.


Casa do Jacaré ou Crocrijapan
Atuando desde 1990, a Cooperativa de Criadores de Jacaré do Pantanal (Coocrijapan), é o primeiro criatório comercial de jacarés do Brasil, um projeto que respeita o meio ambiente e combate à caça predatória indiscriminada, gerando emprego e renda, o consumo da carne de jacaré que é nobre e exótica, já é uma realidade nos restaurantes de Cáceres e está presente em vários supermercados da capital, ela tem baixa concentração de calorias e gorduras, além de ser rica em proteínas com ótimo sabor.

A criação do jacaré em cativeiro na cooperativa inicia no processo de coleta dos ovos até sua comercialização e utilização final tudo é sustentavelmente pensado, planejado e executado.

Os animais (jacarés) são aproveitado quase que 100%: sendo utilizados na alimentação humana, na confecção de artesanatos decorativos e fabricação de roupas, calçados, bolsas, cintos e acessórios em geral.

A indústria tem licenciamento junto ao Serviço de Inspeção Federal (SIF). Conta com aproximadamente 13 fazendas fornecedoras de ovos cadastradas, com autorização do Ibama, a coleta de ovos é controlada, são coletados apenas 40% de ovos nos ninhos em cada fazenda participante do processo.

Na sede da cooperativa estão hospedados cerca de 40 mil animais, destes cerca de 2.500 mil animais são abatidos por mês e obtido uma média de 5 a 6 toneladas por mês, que são comercializados. A comercialização está concentradas nos estados de Minas Gerais, Brasília São Paulo e Goiânia, no estado de Mato Grosso a comercialização ainda é muito baixa.

Nove são os tipos de cortes no jacaré. Obtendo-se o animal inteir, limpo e sem pele, a ponta de cauda, filé de cauda, filé de lombo, filé de dorso, filé mignon, aparas, coxa, iscas e sobre coxas.

Industrializado se obtém as lingüiças do tipo apimentada e com ervas finas, além de vinte e cinco receitas testadas, receitas culinárias disponíveis no site: http://www.coocrijapan.com.br/

* Cáceres: é  um município de muitas outras  pontencialidade para o Turismo Rural, às margenas do Rio Paraguai, assentamentos da reforma agrária, fazendas centenárias, a região da morraria, enfim em um outro momento e fase espera-se term muitos outros produtos formatados para receber o turista deste segmento.
Relatos: Geraldo Donizeti Lúcio

Informações técnicas e guiamento: Weber Girardi, Gerente de Marketing e Comercialização da Coocrijapan.

Informações: Sr. Sebastião Natalino. Proprietário da Fazenda Jacobina

Informações: Elicinéia Fortes Coordenadora Regional da EMPAER de Cáceres

Fotos: João de Melo/EMPAER
              Marcelo Krause