1 de outubro de 2026

por geraldo Lúcio - A Agricultura Familiar no município de Alto Paraguai, Mato Grosso

A agricultura familiar no município de Alto Paraguai, Mato Grosso, configura-se como um dos pilares socioeconômicos essenciais locais, desempenhando um papel crucial no abastecimento interno de alimentos, na conservação ambiental e na fixação das famílias no campo. 

O município, historicamente conhecido pelo extrativismo mineral, passa por uma sólida transição e consolidação de sua identidade rural por meio do fortalecimento do pequeno produtor.

Abaixo está o detalhamento ampliado e estruturado sobre o cenário da agricultura familiar na região:

🌾 1. Estrutura Fundiária e Comunidades Rurais

A produção familiar em Alto Paraguai concentra-se principalmente em assentamentos rurais, pequenas propriedades e comunidades organizadas. Entre as principais áreas destacam-se:

·         Assentamentos de Destaque: Comunidades como o Assentamento Casulo, Assentamento Bom Jardim/Furna São José, Corixo e Margarida Alves abrigam centenas de famílias produtoras.

·         Organização Social: A união dos produtores por meio de associações, como a Associação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar do Vale do Paris (ATRAFVP), desempenha um papel político e operacional fundamental para pleitear recursos e maquinários.

🍅 2. Principais Cadeias Produtivas e Diversificação

A produção local é bastante diversificada, focando em alimentos frescos para consumo imediato e na geração de renda regular:

·         Olericultura (Hortaliças): Cultivo diversificado de folhosas, legumes e temperos que abastecem o comércio local.

·         Fruticultura: Impulsionada por programas recentes, destaca-se pela produção de frutas variadas voltadas tanto para o consumo próprio quanto para a agroindustrialização em pequena escala.

·         Mandioca e Derivados: A produção de farinha e mandioca in natura é uma das atividades mais tradicionais da região.

·         Extrativismo Sustentável: Há uma forte presença de mulheres extrativistas que trabalham com frutos nativos do Cerrado, aliando geração de renda com preservação ambiental.

🏛️ 3. Políticas Públicas e Programas de Incentivo

Nos últimos anos, o município avançou de forma significativa no campo institucional para garantir suporte técnico e mercadológico aos pequenos produtores:

·         Plano Municipal da Agricultura Familiar: Alto Paraguai instituiu marcos legais e estratégicos, como o Plano Municipal da Agricultura Familiar e leis de fomento para nortear os investimentos públicos e privados de longo prazo.

·         Projeto Produza Mais: Coordenado pela Secretaria de Agricultura local, este projeto atua diretamente na logística e comercialização, retirando os produtos do campo e facilitando a entrega nos pontos de venda.

·         Projeto Maria Terra: Em cooperação com o IFMT e a Conab, foca no empoderamento e na viabilidade produtiva de grupos específicos de agricultores rurais.

·         Mercados Institucionais (PNAE e PAA): A produção local atende programas governamentais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), garantindo que a merenda escolar das crianças do município seja abastecida diretamente pelas mãos dos agricultores locais.

🌳 4. Sustentabilidade e o Berço do Pantanal

Por estar localizado em uma região estratégica — considerada o berço de várias nascentes que alimentam o ecossistema do Pantanal —, a agricultura familiar de Alto Paraguai está intimamente ligada a práticas sustentáveis:

·         Restauração Ambiental e Parcerias: Projetos em conjunto com órgãos como o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) promovem a entrega de mudas nativas e frutíferas para recuperar áreas degradadas ao mesmo tempo que geram novos pomares produtivos.

·         Viveiro Municipal: Atua na linha de frente para dar suporte ao reflorestamento e ao fornecimento de insumos biológicos e fitossanitários adequados para pequenas propriedades.

🛑 5. Desafios Existentes

Apesar do avanço técnico através do apoio da Empaer e da inclusão de Alto Paraguai em grandes editais estaduais (como o programa MT Produtivo), a agricultura familiar local ainda enfrenta obstáculos comuns ao interior de Mato Grosso:

·         A necessidade de ampliar o acesso à regularização fundiária e ambiental (validação do CAR).

·         Melhoria contínua nas vias de escoamento (estradas rurais) durante o período de chuvas intensas.

·         Logística e estruturação para competir com mercados de maior escala das cidades polo vizinhas (como Diamantino e Cuiabá).

Por Geraldo Lúcio - A Agricultura Familiar no município de Alto Paraguai, Mato Grosso

A agricultura familiar no município de Alto Paraguai, Mato Grosso, configura-se como um dos pilares socioeconômicos essenciais locais, desempenhando um papel crucial no abastecimento interno de alimentos, na conservação ambiental e na fixação das famílias no campo. 

O município, historicamente conhecido pelo extrativismo mineral, passa por uma sólida transição e consolidação de sua identidade rural por meio do fortalecimento do pequeno produtor.

Abaixo está o detalhamento ampliado e estruturado sobre o cenário da agricultura familiar na região:

🌾 1. Estrutura Fundiária e Comunidades Rurais

A produção familiar em Alto Paraguai concentra-se principalmente em assentamentos rurais, pequenas propriedades e comunidades organizadas. Entre as principais áreas destacam-se:

·         Assentamentos de Destaque: Comunidades como o Assentamento Casulo, Assentamento Bom Jardim/Furna São José, Corixo e Margarida Alves abrigam centenas de famílias produtoras.

·         Organização Social: A união dos produtores por meio de associações, como a Associação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar do Vale do Paris (ATRAFVP), desempenha um papel político e operacional fundamental para pleitear recursos e maquinários.

🍅 2. Principais Cadeias Produtivas e Diversificação

A produção local é bastante diversificada, focando em alimentos frescos para consumo imediato e na geração de renda regular:

·         Olericultura (Hortaliças): Cultivo diversificado de folhosas, legumes e temperos que abastecem o comércio local.

·         Fruticultura: Impulsionada por programas recentes, destaca-se pela produção de frutas variadas voltadas tanto para o consumo próprio quanto para a agroindustrialização em pequena escala.

·         Mandioca e Derivados: A produção de farinha e mandioca in natura é uma das atividades mais tradicionais da região.

·         Extrativismo Sustentável: Há uma forte presença de mulheres extrativistas que trabalham com frutos nativos do Cerrado, aliando geração de renda com preservação ambiental.

🏛️ 3. Políticas Públicas e Programas de Incentivo

Nos últimos anos, o município avançou de forma significativa no campo institucional para garantir suporte técnico e mercadológico aos pequenos produtores:

·         Plano Municipal da Agricultura Familiar: Alto Paraguai instituiu marcos legais e estratégicos, como o Plano Municipal da Agricultura Familiar e leis de fomento para nortear os investimentos públicos e privados de longo prazo.

·         Projeto Produza Mais: Coordenado pela Secretaria de Agricultura local, este projeto atua diretamente na logística e comercialização, retirando os produtos do campo e facilitando a entrega nos pontos de venda.

·         Projeto Maria Terra: Em cooperação com o IFMT e a Conab, foca no empoderamento e na viabilidade produtiva de grupos específicos de agricultores rurais.

·         Mercados Institucionais (PNAE e PAA): A produção local atende programas governamentais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), garantindo que a merenda escolar das crianças do município seja abastecida diretamente pelas mãos dos agricultores locais.

🌳 4. Sustentabilidade e o Berço do Pantanal

Por estar localizado em uma região estratégica — considerada o berço de várias nascentes que alimentam o ecossistema do Pantanal —, a agricultura familiar de Alto Paraguai está intimamente ligada a práticas sustentáveis:

·         Restauração Ambiental e Parcerias: Projetos em conjunto com órgãos como o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) promovem a entrega de mudas nativas e frutíferas para recuperar áreas degradadas ao mesmo tempo que geram novos pomares produtivos.

·         Viveiro Municipal: Atua na linha de frente para dar suporte ao reflorestamento e ao fornecimento de insumos biológicos e fitossanitários adequados para pequenas propriedades.

🛑 5. Desafios Existentes

Apesar do avanço técnico através do apoio da Empaer e da inclusão de Alto Paraguai em grandes editais estaduais (como o programa MT Produtivo), a agricultura familiar local ainda enfrenta obstáculos comuns ao interior de Mato Grosso:

·         A necessidade de ampliar o acesso à regularização fundiária e ambiental (validação do CAR).

·         Melhoria contínua nas vias de escoamento (estradas rurais) durante o período de chuvas intensas.

·         Logística e estruturação para competir com mercados de maior escala das cidades polo vizinhas (como Diamantino e Cuiabá).

 

Por Geraldo Lúcio - A Agricultura Familiar no município de Alto Garças , Mato Grosso

A agricultura familiar em Alto Garças, Mato Grosso, é um dos pilares de sustentabilidade socioeconômica do município. 

Embora a região seja fortemente conhecida pelos grandes latifúndios voltados à monocultura de exportação (como a soja e o milho), o pequeno produtor desempenha um papel estratégico na segurança alimentar local, geração de renda e diversificação produtiva.

Abaixo está o detalhamento ampliado e estruturado sobre o panorama atual desse segmento no município:

1. Perfil da Produção e Cultivos Comerciais

Os pequenos agricultores de Alto Garças operam em diferentes frentes para atender o comércio interno e a subsistência:

·         Hortifrutigranjeiros: O cinturão verde do município e as pequenas propriedades periféricas produzem folhosas (alface, rúcula, couve), cebolinha, coentro, legumes (abóbora, quiabo) e tubérculos (mandioca).

·         Pecuária de Leite: A atividade leiteira é forte nas pequenas propriedades, garantindo o abastecimento doméstico e de pequenas indústrias de laticínios regionais.

·         Pequenos Animais: Avicultura caipira e suinocultura com foco no mercado de feiras livres urbanas.

2. Espaço Urbano e Rural: As "Hortas Urbanas"

Uma característica marcante em Alto Garças é a força da agricultura familiar dentro do próprio perímetro urbano e periurbano.

·         O poder público e famílias locais gerenciam hortas ativas que fornecem produtos frescos colhidos no dia diretamente para os consumidores urbanos, reduzindo a dependência de alimentos trazidos de outros grandes centros.

·         A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Rural oferece suporte contínuo para o preparo e manejo do solo (serviços de gradagem de solo, por exemplo) para produtores com propriedades de até 240 hectares.

3. Comercialização e o Reconhecimento Nacional na Merenda Escolar

O escoamento da produção da agricultura familiar de Alto Garças possui dois grandes motores:

·         Feiras Livres: O contato direto do produtor com o morador da cidade, que fortalece a economia da base popular.

·         Políticas Públicas (PNAE e PAA): O município é uma referência consolidada no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Alto Garças recebeu um certificado nacional de incentivo à Agricultura Familiar na alimentação escolar. A prefeitura compra alimentos saudáveis dos pequenos agricultores para abastecer a merenda de toda a rede de ensino, o que assegura renda fixa ao homem do campo e nutrição de qualidade para os estudantes.

4. Organização Comunitária e Assistência Técnica

Para superar os desafios de logística e escala, os produtores contam com:

·         Organizações Coletivas: A presença da Associação de Produtores Agricultura Familiar de Alto Garças/MT (APAFAG) atua como o principal elo para representação jurídica e organização logística das vendas.

·         Apoio da EMPAER e SEAF: A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (EMPAER) opera localmente oferecendo orientações técnicas sobre correção de solo, diversificação de culturas e acesso ao crédito rural, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF).

·         Incentivos à Produção: Há uma distribuição contínua de mudas, insumos e equipamentos por meio de programas estaduais vinculados à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF).

5. Desafios Enfrentados pelo Setor

Apesar dos avanços e reconhecimentos, o setor em Alto Garças luta contra gargalos estruturais típicos do Cerrado mato-grossense:

·         Concorrência por Terras: A pressão do avanço do agronegócio de grande escala encarece o preço da terra e limita áreas para assentamentos e expansão familiar.

·         Logística e Clima: Períodos de seca severa no Cerrado exigem sistemas de irrigação eficientes, um investimento que necessita de maior injeção de crédito.

·         Regularização Fundiária: A busca contínua pela validação de documentos de terra (como o Cadastro Ambiental Rural) para formalizar 100% dos pequenos produtores rurais.

30 de setembro de 2026

Saibam como usar a Urtiga-Maior (Urtica dioica) no controle e tratamento da Próstata

O uso da Urtiga-Maior (Urtica dioica) no controle de problemas de próstata concentra-se no tratamento dos sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), que é o aumento benigno da glândula. 

Diferente de outros usos comuns da planta, para fins de saúde prostática, a parte utilizada deve ser a raiz da urtiga, e não as suas folhas. 


🧬 Como a Urtiga atua na Próstata?

Estudos científicos e ensaios clínicos apontam que os compostos bioativos extraídos da raiz (como fitoesteróis e lignanas) ajudam a aliviar sintomas urinários por meio de mecanismos específicos: 

  • Inibição enzimática: Ajuda a inibir a enzima 5-alfa-redutase, responsável por converter a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), o hormônio que estimula o crescimento da próstata. 
  • Ação anti-inflamatória: Reduz mediadores inflamatórios, diminuindo o inchaço e o desconforto na região pélvica. 
  • Melhora do fluxo urinário: Atua como um diurético suave e relaxa os tecidos das vias urinárias, diminuindo o esforço para urinar e reduzindo as idas noturnas ao banheiro. 

💊 Formas de Uso e Dosagem

As duas principais maneiras de consumir a raiz de urtiga para fins medicinais são:


1. Cápsulas de Extrato Seco (Forma Recomendada)

Por conter concentrações padronizadas dos ativos da planta, os extratos secos padronizados em cápsulas são a forma mais estudada e recomendada por médicos e fitoterapeutas. 

  • Dosagem comum: A literatura científica aponta eficácia no uso de 360 mg a 1200 mg por dia de extrato seco da raiz, normalmente divididos em duas ou três tomadas diárias. 
  • Nota: Muitas vezes, a urtiga é comercializada em fórmulas combinadas com o Saw Palmetto (Serenoa repens), potencializando os resultados biológicos. 

2. Chá de Raiz de Urtiga

Embora menos preciso que as cápsulas, o chá pode ser utilizado como um tratamento complementar. 

  • Ingredientes: 1 colher de sobremesa de raiz de urtiga seca (evite as folhas para esta finalidade) para 250 ml de água.
  • Modo de preparo: Ferva a água, adicione a raiz seca, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe antes de beber.
  • Frequência: Geralmente consome-se de 1 a 2 xícaras ao dia. 

⚠️ Contraindicações e Efeitos Colaterais

A Urtica dioica é geralmente bem tolerada, mas alguns cuidados devem ser tomados:

  • Efeitos digestivos: Em alguns casos, pode causar leve desconforto estomacal, náuseas ou diarreia. Consumir o extrato ou o chá junto às refeições costuma mitigar esse efeito.
  • Interações medicamentosas: Por possuir propriedades diuréticas e hipotensoras suaves, ela pode potencializar o efeito de remédios controlados para pressão alta e diuréticos sintéticos. 
  • Contraindicações absolutas: Não deve ser consumida por indivíduos com insuficiência renal ou cardíaca grave sem estrita supervisão médica. 

🚨 Alerta Importante

A urtiga ajuda a controlar e aliviar os sintomas do aumento benigno da próstata (como o jato urinário fraco e a frequência miccional), mas ela não reduz significativamente o tamanho de uma próstata já muito aumentada e não cura o câncer de próstata. 


O acompanhamento com um urologista é essencial para monitorar os níveis de PSA e garantir que os sintomas urinários não estejam mascarando condições mais graves.