6 de abril de 2026

Quais são as Potencialidades para o Turismo Rural em Mato Grosso ?

O turismo rural em Mato Grosso possui um potencial significativo, impulsionado pela combinação de rica biodiversidade, produção agropecuária de grande escala e uma forte cultura local. 


Com cerca de 43 mil propriedades rurais com potencial para oferecer serviços turísticos, a atividade surge como uma fonte importante de diversificação de renda, especialmente para pequenos produtores e agricultura familiar. 


As principais potencialidades e atrativos rurais no estado incluem:

  • Experiências de Agroecoturismo e Vivência no Campo: A vivência da rotina de fazendas, produção de alimentos, apicultura, piscicultura e criação de animais permite ao visitante uma imersão na cultura rural mato-grossense.
  • Conexão com a Natureza (Ecoturismo): Mato Grosso é um polo de ecoturismo, oferecendo áreas para contemplação, trilhas, banhos de rio e observação da fauna e flora.
  • Turismo Rural na Agricultura Familiar (TRAF): A legislação estadual (Lei 10.612/17) formalizou e incentiva essa prática, que alia produção agrícola, artesanato e gastronomia local à recepção de turistas.
  • Cultura e Tradições Locais: Valorização da culinária típica, artesanato e festas regionais, preservando a identidade cultural das comunidades.
  • Diversificação de Renda: O turismo rural atua como alternativa econômica, permitindo que as famílias do campo diversifiquem suas fontes de receita e diminuam a dependência de ciclos agrícolas. 

Regiões em Destaque:

A Baixada Cuiabana e áreas ao redor de municípios como Sorriso, Campo Novo do Parecis (destaque no etnoturismo) e o Vale do Arinos estão se consolidando como áreas com potencial para o turismo rural. 


Benefícios:

A estruturação do turismo rural em Mato Grosso gera empregos diretos e indiretos, valoriza o patrimônio cultural e promove o desenvolvimento sustentável da região. 


Geraldo Lúcio fala sobre o Cenário do Turismo Rural de Mato Grosso

O turismo rural em Mato Grosso está em expansão, transformando propriedades rurais em negócios viáveis, fortalecendo a agricultura familiar e oferecendo vivências no campo, como cafés coloniais e lazer. Com grande potencial devido aos três biomas (Pantanal, Cerrado, Amazônia), o setor busca diversificar a renda, com destaque para regiões próximas a Cuiabá, Chapada dos Guimarães e  Nobres. 

Cenário Atual e Tendências:

  • Diversificação de Renda: O turismo rural surge como uma fonte de renda complementar importante para pequenas propriedades e comunidades rurais.
  • Apoio Técnico: A SEAF, EMPAER,SEBRAE, SEADTUR e SENAR, oferecem orientações de formatação, qualificação e capacitação para implantação, focando no planejamento e no turismo sustentável.
  • Principais Atividades: As opções incluem hospedagem em hotéis-fazenda, turismo ecológico, pesca, trilhas e culinária típica, focando em experiências de conexão com a natureza e o agronegócio.
  • Desafios: Necessidade de melhoria na infraestrutura turística e maior facilidade de crédito para pequenos produtores e cooperativas. 

O turismo rural no estado tem se mostrado uma alternativa de lazer e de negócios com alto potencial de crescimento, valorizando a cultura pantaneira e as belezas naturais. 


Geraldo Lúcio fala do Turismo Rural “Realidades e Potencialidades em Mato Grosso”.

O turismo rural em Mato Grosso (MT) cresce como alternativa de diversificação econômica, integrando a produção agropecuária ao lazer sustentável. 


Com 80 municípios no mapa do turismo, o estado oferece experiências no Pantanal, Cerrado e Amazônia. 


O potencial reside no agroturismo, contato com a natureza e valorização da cultura local. 


Realidades e Potencialidades do Turismo Rural em MT:

  • Diversificação e Renda: A integração entre turismo rural e pecuária sustenta novos investimentos, estabilizando a economia de propriedades rurais.
  • Destinos Estruturados: Municípios com Conselho Municipal de Turismo e planejamento já atuam, com forte destaque em primeiro plano para o ecoturismo e turismo rural em contrapartida.
  • Experiências Locais: O foco é o turismo de experiência, incluindo visitas a propriedades, gastronomia típica, trilhas, banhos de rio e contato com a rotina do campo.
  • Potencial de Crescimento: O estado possui um "potencial gigantesco" para o turismo rural sustentável, com muitas propriedades rurais sobretudo de agricultores familiar, transformando o lazer em negócios bem-sucedidos.
  • Apoio Técnico: Instituições como SEAF, EMPAER, SENAR-MT, SEBRAE-MT e Faculdades, capacitam produtores, com treinamentos focados em empreendedorismo, sustentabilidade e sistemas de produção.
  • Infraestrutura e Acolhimento: Pousadas familiares, ranchos e fazendas históricas proporcionam um ambiente próximo à natureza, longe da agitação urbana. 

O turismo rural em MT, portanto, consolida-se como uma força econômica que valoriza a sustentabilidade e a cultura mato-grossense, oferecendo um novo olhar para o campo. 

4 de abril de 2026

Saiba porque domingo de Páscoa comemora a ressurreição de Cristo

Sim, de acordo com a tradição cristã e os Evangelhos bíblicos, Jesus ressuscitou no domingo, dia celebrado como o Domingo de Páscoa

A ressurreição ocorreu no terceiro dia após sua crucificação e morte, ocorrida na Sexta-feira Santa. Esta data é o marco central do cristianismo, simbolizando a vitória sobre a morte. 

Pontos principais sobre a Ressurreição e a Páscoa:

  • O Terceiro Dia: Jesus foi crucificado na sexta e ressuscitou ao amanhecer de domingo.
  • Significado: A Páscoa representa a libertação do pecado e a promessa de vida eterna para os cristãos.
  • Narrativa Bíblica: Relatos nos Evangelhos indicam que o túmulo foi encontrado vazio por mulheres, e Jesus apareceu posteriormente aos seus discípulos.
  • Celebração: A data é definida pelo primeiro domingo após a primeira lua cheia do início da primavera (Hemisfério Norte) ou outono (Hemisfério Sul). 

  • A Páscoa cristã absorveu e ressignificou a Páscoa judaica, tornando-se a celebração da nova aliança. 


SAIBAM QUAL A ORIGEM HISTÓRICA E POLÍTICA DO TURISMO RURAL EM MATO GROSSO

O turismo rural em Mato Grosso surgiu como uma estratégia de diversificação de renda para produtores rurais e agricultura familiar, ganhando força a partir do aumento da demanda por experiências de natureza, gastronomia típica e vivência no campo, além de ser apoiado por legislação específica (Lei nº 10.612/2017). O setor conecta o turismo de base comunitária à valorização da cultura local, principalmente próxima a áreas de grande biodiversidade como Pantanal e Chapada dos Guimarães. 

Origem e Evolução Histórica:

  • Diversificação Econômica: Inicialmente, produtores rurais buscavam alternativas de renda, aproveitando a infraestrutura existente na fazenda para receber turistas, incluindo a vivência agrícola.
  • Influência da Natureza: O turismo rural em MT, assim como na região do Pantanal (MT/MS), cresceu a partir da demanda por observação de vida silvestre e focagem noturna, integrando a agricultura à natureza.
  • Desenvolvimento Comunitário: O turismo se estabeleceu quando comunidades locais tomaram a iniciativa de ofertar produtos artesanais, gastronomia e vivências, fortalecendo o turismo de base comunitária.
  • Campo Novo do Parecis: Destaca-se como um exemplo pioneiro, onde o turismo ecológico em propriedades rurais se tornou uma nova fonte de renda, unindo a lavoura à visitação.
  • Legislação: O setor foi impulsionado por leis como a 10.612/2017 e 8.965/2008, que oficializaram o turismo rural na agricultura familiar. 

Características do Turismo Rural em MT:

  • Vivência: Hospedagem em fazendas históricas, participação em atividades diárias do campo e culinária típica.
  • Turismo Pedagógico: Atividades educativas sobre o cotidiano rural.
  • Ecoturismo: Visitação a biomas locais, trilhas e cachoeiras. 

  • O movimento é impulsionado por instituições como o EMPAER (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) e SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), que focam na capacitação dos produtores para o acolhimento. 

Saiba qual e a origem histórica do Turismo Rural no Brasil.

O turismo rural no Brasil teve origem na década de 1980, concentrando-se inicialmente em Lages (SC), como uma estratégia de diversificação de renda para produtores rurais enfrentando dificuldades econômicas. Pioneiros como a Fazenda Pedras Brancas ofereceram vivências como "dia de campo", tosa de ovelhas e culinária típica, impulsionando o segmento. 


Pontos-chave da origem:

  • Contexto: Surgiu como alternativa para superar a crise no setor agropecuário e evitar o êxodo rural.
  • Pioneirismo: Lages (SC) é reconhecida como a "Capital Nacional do Turismo Rural".
  • Expansão: Nos anos 1990, consolidou-se em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com destaque para a primeira rota rural organizada em Mococa (SP).
  • Motivação: Busca da valorização cultural, tradições locais e gastronomia típica pelos moradores urbanos. 

O turismo rural no Brasil combina o desenvolvimento sustentável com a preservação do patrimônio natural e cultural, crescendo como uma atividade não agrícola significativa para a economia local. 

Como surgiu Cuiabá ? Qual é a sua origem ?

Cuiabá surgiu em 8 de abril de 1719, fundada pelo bandeirante paulista Pascoal Moreira Cabral às margens do rio Coxipó, na região conhecida como Forquilha. 

A cidade nasceu do ciclo do ouro, após a descoberta de jazidas de aluvião na área, consolidando-se como um arraial de mineradores antes de se tornar a capital da província de Mato Grosso em 1835. 


Pontos principais da fundação:

  • Fundador e Objetivo: Pascoal Moreira Cabral encontrou ouro na região, mudando o foco de sua expedição, que inicialmente buscava aprisionar indígenas para trabalho escravo.
  • Nome: A origem do nome é debatida, com a versão mais aceita sendo a indígena Bororo Ikuiapá ("lugar da flecha-arpão" ou "lugar da ikuia").
  • Evolução: Inicialmente o Arraial da Forquilha, foi elevado a Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá em 1727, elevando-se a cidade em 1818 e, posteriormente, a capital.
  • Ouro ou Mel: A história popular menciona que, ao buscarem frutos e mel para Pascoal Moreira Cabral, bandeirantes encontraram ouro, gerando a lenda "ouro ou mel". 

A cidade desenvolveu-se com base na mineração e, após um período de estagnação, teve seu crescimento retomado no século XX, impulsionado pela Marcha para o Oeste. 


GERALDO LÚCIO DIZ: COMO E ONDE ENCONTRAR UM INDIO PANTANEIRO GUATO

Os Guató, conhecidos como os "índios canoeiros" do Pantanal, podem ser encontrados principalmente na região da Ilha Ínsua (Aldeia Uberaba), próximo à lagoa Gaíba, no Mato Grosso do Sul, além de núcleos menores em Barão de Melgaço e Poconé (MT). Acesso é feito via fluvial pelo rio Paraguai, geralmente partindo de Corumbá (MS). 


Aqui estão as formas de contatar ou encontrar a comunidade:


  • Turismo Comunitário: O projeto "Na Canoa dos Guató" visa inserir a comunidade na pesca esportiva. Eles estão abertos a receber turistas, oferecendo experiências sobre a cultura, artesanato, culinária e pesca tradicional.
  • Parcerias Institucionais: A presença Guató é frequentemente registrada por instituições como a UNEMAT ou ONGs que atuam na região do Pantanal (como o Instituto Homem Pantaneiro).
  • Localização Geográfica: Eles residem às margens do rio Paraguai, entre a Serra do Amolar e as lagoas Uberaba e Gaíba
  • O que esperar: A comunidade é pequena (cerca de 35 famílias na ilha principal), e a vivência foca na pesca tradicional, com o uso da canoa sendo um marco cultural. 

A interação com eles é, portanto, baseada no turismo de vivência ou através de estudos antropológicos e de conservação na região do Pantanal

Como Surgiu o Cavalo Pantaneiro ?



 

O Cavalo Pantaneiro surgiu no século XVI, a partir da mistura de cavalos da Península Ibérica (como Árabe e Barbo) trazidos por expedições espanholas e portuguesas, adaptando-se naturalmente ao Pantanal por mais de 400 anos. A seleção natural favoreceu os mais resistentes às enchentes, gerando uma raça com cascos fortes e rusticidade para áreas alagadas. 

Principais Fatos sobre o Surgimento:

  • Origem Ibérica: Ancestrais foram trazidos por exploradores, como Álvar Núñez Cabeza de Vaca, antes de 1754
  • Seleção Natural: Cavalos que se dispersaram ou foram abandonados nas inóspitas áreas alagadas mato-grossenses sobreviveram, desenvolvendo características únicas.
  • Adaptação Extrema: Adaptaram-se ao calor e ao terreno alagado, tornando-se capazes de se alimentar submersos e dispensando ferraduras.
  • Influência Indígena: Há indícios de que cavalos criados por populações indígenas locais também contribuíram para a formação da raça.
  • Evolução da Raça: No início do século XX, recebeu sangue de raças como Árabe, Anglo-árabe e Puro-sangue Inglês para melhorar a conformação física.
  • Reconhecimento: A raça era anteriormente chamada de "Poconeano" e os primeiros registros genealógicos oficiais (ABCCP) ocorreram apenas em 1972. 

O Pantaneiro é, portanto, o resultado de uma longa adaptação ecológica, sendo fundamental para o manejo de gado na região. 


Quais são os Significados e Histórias da Cruz Preta nas ruas de Cuiabá - MT ?

A Cruz Preta no centro de Cuiabá, especialmente a notória cruz da Rua Benedita Leite, é um monumento histórico e religioso que simboliza o sepultamento de vítimas de epidemias (como a varíola/bexiga) no século XIX, antes de chegarem ao cemitério do Porto. Ela representa memória, fé, e lendas locais, funcionado como ponto de devoção e culto popular. 

Significados e Histórias da Cruz Preta:

  • Marco de Epidemia: Historicamente, essas cruzes foram fixadas onde corpos eram enterrados durante surtos de doenças, especialmente em encruzilhadas.
  • Crença Popular: A cor preta é atribuída à fumaça de inúmeras velas acesas por fiéis que pediam proteção.
  • Lendas e Misticismo: Histórias locais mencionam a cruz como homenagem a uma moradora chamada "Dona Preta" ou, em histórias populares do bairro Lixeira, associam o local a avistamentos de lobisomem.
  • Símbolo de Devoção: Embora ligada à morte, a cruz preta na calçada é um local onde moradores realizam orações e, antigamente, oferendas. 

Exemplos de Uso e Contexto:

  • Rua Benedita Leite: O exemplo mais famoso fica no passeio público, onde curiosamente a localização exata de sua origem é incerta, mas respeitada pelos moradores.
  • Bairro Lixeira: Outra área historicamente ligada a essas cruzes devido a enterros rápidos durante epidemias.
  • Contexto Cultural: Faz parte do imaginário cuiabano e da história do surgimento da cidade, frequentemente lembrada em estudos sobre a Cuiabá antiga. 

Embora a expressão "Tchapa e Cruz" denote o cuiabano nato, a "Cruz Preta" refere-se especificamente a estes monumentos fúnebres de caráter histórico-religioso.