
QUANTAS FLEXÕES VOCÊ CONSEGUE FAZER? CONFIRA A META RECOMENDADA PARA CADA IDADE
Personal trainer aponta método simples para avaliar o condicionamento físico ao longo da vida
As flexões de braço estão entre os exercícios mais populares e acessíveis da musculação, mas exigem força, controle e boa coordenação corporal. De acordo com o personal trainer Joseph Webb, a quantidade ideal de flexões varia conforme a idade e o nível de condicionamento de cada pessoa.
Em entrevista ao jornal Metro, o especialista apresentou um método prático para identificar se o indivíduo está ou não em boa forma física. Segundo Webb, o desempenho muscular sofre alterações naturais ao longo das décadas, o que torna inadequado adotar um único parâmetro para todas as idades.
Antes de se preocupar exclusivamente com números, o profissional ressalta que a execução correta do movimento deve ser prioridade. A qualidade da flexão é determinante para que o exercício traga benefícios reais à saúde, evitando sobrecarga e frustrações.
A técnica correta faz toda a diferença
Alcançar um determinado número de repetições é uma meta comum entre praticantes, mas, segundo Webb, a técnica é o fator mais relevante. Para quem ainda encontra dificuldades, a recomendação é iniciar com variações adaptadas, como o apoio dos joelhos no chão.
“Se alguém ainda não consegue fazer uma flexão de braço com técnica sólida, uma flexão de braço perfeita ajoelhado é uma conquista enorme e significativa, e deve ser o primeiro objetivo antes de se preocupar em atingir os números normais para a idade”, afirma Webb.
O personal trainer defende a evolução progressiva como base para resultados consistentes. A atenção à postura, ao alinhamento da coluna e ao controle do movimento deve preceder a busca por versões mais exigentes do exercício.
Segundo ele, tentar alcançar volumes elevados sem preparo adequado pode comprometer o desenvolvimento físico. “Uma flexão de braço lenta e completa, com a coluna neutra, é muito mais valiosa do que tentar atingir um número alto de repetições com mecânica inadequada”, reforça o especialista.
Metas indicadas para pessoas entre 20 e 30 anos
Na faixa dos 20 anos, o potencial físico costuma estar em seu auge. De acordo com Joseph Webb, homens nessa idade devem conseguir realizar entre 30 e 43 flexões para serem considerados em boa forma. Resultados acima de 54 repetições são classificados como excelentes.
Entre as mulheres da mesma faixa etária, o desempenho esperado varia de 15 a 48 flexões. Já na casa dos 30 anos, ocorre um declínio natural e gradual da força muscular. Para homens, a recomendação passa a ser de 20 a 44 repetições, enquanto mulheres devem alcançar entre 10 e 39.
Mesmo com essas mudanças, o especialista destaca que a prática regular de exercícios pode retardar significativamente a perda de força. Manter-se ativo ao longo da terceira década de vida contribui para preservar a capacidade muscular adquirida anteriormente.
Desempenho físico após os 40 e 50 anos
Ao atingir os 40 anos, os parâmetros indicados diminuem. Homens devem realizar entre 15 e 39 flexões, enquanto mulheres têm como meta saudável de 6 a 34 repetições. Já aos 50 anos, os números sugeridos passam para 10 a 34 flexões no público masculino e de 14 a 25 no feminino.
Essas variações refletem transformações hormonais e estruturais naturais do organismo. Ainda assim, manter a musculatura do tronco e dos braços ativa contribui para maior autonomia e disposição no dia a dia.
Mesmo com metas menores, Webb ressalta que a execução lenta e controlada continua sendo indispensável. O foco, segundo ele, deve ser sempre a qualidade do movimento, e não apenas a quantidade.
Expectativas e cuidados após os 60 anos
Depois dos 60 anos, a perda de força tende a ser mais acentuada. Nessa fase, a média indicada é de 29 flexões para homens e 24 para mulheres. Ainda assim, o personal trainer enfatiza que o condicionamento físico não deve ser abandonado.
A partir dessa idade, o treino de força pode ser complementado por atividades aeróbicas leves, como caminhadas ao ar livre, que ajudam a preservar o sistema cardiovascular e respiratório.
“Pode queimar muita gordura caminhando e estar ao ar livre em contato com a natureza faz bem ao coração e aos pulmões. Qualquer exercício é bom, mas sempre escolha aquele que mais gosta, porque é mais provável que o pratique com frequência”, finaliza Webb.
Manter o corpo em movimento, respeitando os limites de cada fase da vida, é apontado como o principal fator para envelhecer com saúde e qualidade de vida.
(Com Agencia Diário)














































