4 de março de 2026

CONHEÇAM - Vila Bela da Santíssima Trindade, Mato Grosso - Brasil


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Cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade em Mato GrossoHistória da Cidade:

Fernando Paes de Barros e seu irmão Arthur, partindo de Cuiabá, seguiram em rumo Oeste da Província no século XVIII, buscando a descoberta de novos monchões, juntamente com outros mineradores que, além de descontentes com o pouco resultado do trabalho em Cuiabá, sentiam-se lesados nos seus interesses pela ganância da Coroa Portuguesa. 
Buritizal Grande do Guaporé, em Vila Bela. àrea que precisa ser protegida imediatamente.

Seguindo sempre a mesma direção, penetraram no Vale do Guaporé, onde anteriormente estivera Manoel Bicudo, grande preador dos índios parecis, que lhe abriu caminho, pois, suas pegadas foram seguidas pelos novos aventureiros que "Alcançaram o Planalto dos Parecis", já devastado pelos seus predecessores, meteram peito, além, à floresta com que toparam, na fralda Sudo-Oeste, entre o Jaúru e o Guaporé, vararam-na, em picada de "sete léguas de espessura", que lhes inspirou o nome de MATO GROSSO, dado a região, e foram ter as águas do Sararé e Galera, à chapada, onde os mimou a fortuna, ao rever-lhes maravilhosas pepitas de ouro. Tomadas as medidas administrativas, que se faziam necessárias em casos tais, para logo se constituir o Arraial de Sant'Ana, em seguida, o de São Francisco Xavier e de Nossa Senhora do Pilar, todos na mesma chapada, que o Sararé contorna em apertado semi-círculo. 
Cachoeira do Jatobá, com 250 m de altura, é a mais alta de Mato Grosso. PESRF.

Estavam, assim, lançados os marcos povoadores da região onde, tempos depois, seria edificada a Vila Bela da Santíssima Trindade, que seria mais tarde, a sede da Capitania de mato Grosso e Cuiabá, uma vez que, São Francisco Xavier dariam origem àquela povoação, erguida, algum tempo depois, no sítio denominado de Pouso Alegre, determinado o posterior desaparecimento da localidade fundada por Fernando Paes de Barros.
A Cachoeira do Jatobá, o arco-iris e a Canela-de-ema. PESRF.

A grande atividade dos mineradores nas lavras recém-descobertas, despertou a atenção do Governo Português, em virtude de sua situação de fronteira com os domínios dos Castelhanos, que viviam em constantes choques com os Portuguêses, visando ao assenhoreamento de ambas as margens do Rio Guaporé, e para impedir que os Castelhanos tomassem posse daquela rica região, até então desconhecida. Sua primeira atitude concreta foi a designação de um Capitão General para governar a Capitania de Cuiabá, criada pelo Alvará Régio de 08-05-1748. A escolha recaiu na pessoa de D. Antônio Rollim de Moura Tavares, que a 17-01-1751, assumiu o exercício em Cuiabá.
Cachoeira dos Macacos, Parque Estadual Serra de Ricardo Franco.

Trazia Rollim de Moura, severas "Instruções Régias", assinadas pela própria rainha, em Lisboa, em 17-01-1749. "Suposto entre os distritos de que se compõe aquela Capitania Geral seja o de Cuiabá o que presentemente se acha mais povoado, contudo, atendendo a que no Mato Grosso se requer a maior vigilância, por causa da vizinhança que tem, houve por bem, determinar que a cabeça do Governo se pusesse no mesmo distrito de Mato Grosso, no qual fareis a vossa mais costumada residência". A demora de Rollim em Cuiabá foi de pouco tempo. Embrenhando-se pelos sertões, pela mesma trilha deixada por predecessores, alcançou as margens do Rio Guaporé, chegando ao Arraial de São Francisco Xavier, com o firme propósito de cumprir o que era determinado nas Instruções Régias.
Vista aérea do Rio Verde, fronteira entre Brasil e Bolívia.

Rollim Moura, contrariando o desejo dos componentes de sua comitiva, não quis aproveitar o núcleo já formado de São Francisco, preferindo lançar os alicerces da nova Vila, à margem direita do Guaporé no lugar de Pouso Alegre, em 19 de março de 1752.
casas antigas

Com a presença do governador, pela riqueza mineral, pelos privilégios concedidos, o povoado tomou desenvolvimento, atraindo novos moradores. Em 1754, mudou-se a freguesia da Chapada para a capela de Santo Antônio da Vila, sita no local onde, no ano seguinte, se fundou a matriz da SS. Trindade. A 15 de abril de 1752, foi mandado construir por Rollim de Moura, a primeira edificação, "O Palácio dos Governadores", seguiu-se a da Igreja Matriz da Santíssima Trindade. D. Antônio Rollim de Moura Tavares, depois Conde de Azambuja, governou a Capitania de Mato Grosso e de Cuiabá, durante 14 anos. Rollim de Moura foi substituído, por João Pedro da Câmara, e este por Luiz Pinto de Souza Coutinho, que dirigiu os destinos da Capitania durante 3 anos e 11 meses, quando, então, assumiu o Governo, o General Luiz de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, marcando-se a fase áurea de Vila Bela. Cáceres dirigiu-se a Cuiabá no dia 4 de outubro de 1772.



Demorou-se Luiz de Albuquerque cerca de um mês em Cuiabá, quando então prosseguiu viagem com destino a Vila Bela da Santíssima Trindade, sede do Governo da Capitania, onde o aguardava, Luiz Pinto de Souza Coutinho, para lhe transmitir o poder. Antes mesmo de chegar a Vila Bela, Luiz de Albuquerque já havia traçado o plano inicial do seu Governo. Verificou-se, assim, que o novo Governador iniciava o seu próprio governamental, adotando medidas de ordem moral e acauteladora, de caráter administrativo.
cobertura da ruina

Assentando, assim, solidamente, no Governo, pode Luiz Albuquerque dar cumprimento as ordens recebidas da Metrópole, tomando ainda uma série de iniciativas próprias que de a Vila Bela, uma posição de destaque como Cidade-Sede da Capitania de Mato Grosso e Cuiabá, situação essa, que desfrutou até quando perdeu tal categoria, por força do Alvará de 1820 e da Lei Provincial nº 19, de 28 de agosto de 1835, que transfere a Capital da Província para Cuiabá. O esplendor de Vila Bela, iniciado com o Governo do grande general Luiz de Albuquerque, terminou com a deposição do último Capitão General Francisco de Paula Magessi Tavares, depois Barão de Vila Bela, em 20 de agosto de 1821.

Cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade em Mato Grosso
História da Cidade:


Formação Administrativa:

Distrito criado com a denominação de Vila Bela da Santíssima Trindade, por provisão de 1743.
Vila criado com a denominação de Vila Bela da Santíssima Trindade em 19-03-1752, em virtude da Província Régia de 05-08-1746.
Cidade com a denominação de Mato Grosso, por Carta de Lei de 17-09-1818.
Por Alvará de 1820 e Lei Provincial nº 19, de 28-08-1835.
Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, o município é constituído do Distrito Sede.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído do Distrito Sede.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 208, de 26-10-1938, é criado o Distrito de São José e incorporado ao Município de Mato Grosso.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939/1943, o Município de Mato Grosso é constituído de 2 Distritos: Mato Grosso e São José.
Pelo Decreto-Lei Federal nº 5839, de 21-09-1943, foi território federal de Guaporé dividido em 4 municípios, um dos quais, denominado Guarajá-Mirim, compreendendo a área do Município de Guarajá-Mirim e parte do Município de Mato Grosso, que pertenciam ao Estado do Mato Grosso Diário Oficial de 29-09-1943.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 545, de 31-12-1943, o Distrito de São José passou a denominar-se Aguapeí.
No quadro para vigorar no período de 1949/1953, o município é constituído de 2 Distritos: Mato Grosso e Aguapeí.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual nº 3867, de 06-06-1977, é criado o Distrito de Nova Alvorada e incorporado ao Município de Mato Grosso.
Pela Lei Estadual nº 3868, de 06-06-1977, é criado o Distrito de Padronal e incorporado ao Município de Mato Grosso.
Pela Lei Estadual nº 3813, de 03-12-1976, é criado o Distrito de Pontes e Lacerda e incorporado ao Município de Mato Grosso.
Pela Lei Estadual nº 4014, de 29-11-1978, o Município de Mato Grosso passou a denominar-se Vila Bela da Santíssima Trindade.
Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 5 Distritos: Vila Bela da Santíssima Trindade, Aguapeí, Nova Alvorada, Padronal e Pontes e Lacerda.
Pela Lei Estadual nº 4167, de 21-12-1979, desmembra do Município de Vila Bela da Santíssima Trindade o Distrito de Pontes e Lacerda. Elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual nº 5000, de 13-05-1986, desmembra do Município de Vila Bela da Santíssima Trindade os Distritos de Nova Alvorada e Padronal para formar o novo Município de Comodoro.
Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 2 Distritos: Vila Bela da Santíssima Trindade e Aguapeí.
Pela Lei Estadual nº..., é criado o Distrito de Nova Lacerda e incorporado ao Município de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Pela Lei Estadual nº 6722, de 22-12-1995, desmembra do Município de Vila Bela da Santíssima Trindade. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído de 2 Distritos: Vila Bela da Santíssima Trindade e Aguapeí.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

Vista panorâmica do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, a direita a Cachoeira Viracopos.

Alteração Toponímicas Municipal:
Mato Grosso para Vila Bela da Santíssima Trindade alterada, pela Lei Estadual nº 4014, de 29-11-1978.
Alteração Toponímica Distrital.

São José para Aguapeí alterada, pela Lei Estadual nº 545, de 31-12-1943. 

Palácio dos Capitães Generais

Palácio dos Capitães Generais:
Prédio totalmente restaurado, monumento do século XVII situado no centro da cidade, obras sacras, imagens e objetos.

Fonte do Texto: citybrazil.com.br

vista parcial da cidade

Vila Bela da Santíssima Trindade:
Primeira capital de Mato Grosso, a pequena Vila Bela da Santíssima Trindade é um dos municípios com maior potencial turístico de Mato Grosso. Sua conturbada história, seu povo, sua cultura rica e belezas naturais fazem valer a pena cada um dos 540 quilômetros que a separam da segunda e atual capital do Estado, Cuiabá. Seguindo de carro ou ônibus, o trajeto segue pela BR-174 , passando por Cáceres e Pontes e Lacerda . 
Rio Guaporé em frente a cidade de Vila Bela.

Bem no centro de Vila Bela , estão as ruínas de uma catedral do período colonial. Ela é um símbolo da cidade e constitui o marco de uma história que começa em 1752 . Naquela época, a descoberta de riquezas minerais na região do Rio Guaporé, fez com que Portugal se apressasse em povoá-la, temendo que os vizinhos espanhóis fizessem o mesmo. Foi então criada a Capitania de Mato Grosso e sua capital instalada em 19 de março de 1752, com o nome de Vila Bela da Santíssima Trindade .

caravana do senhor divino pelas ruas da cidade

Enquanto foi capital, a cidade obteve um progresso muito grande devido aos investimentos em infra-estrutura e incentivos fiscais para os novos moradores. No entanto, as dificuldades de povoar a região (distância, doenças, falta de rotas comerciais) e o estabelecimento de um importante centro comercial em Cuiabá acabaram forçando a transferência da capital, em 1835. Como uma cidade qualquer, Vila Bela não resistiria. Os moradores abandonaram a região, deixando casas, estabelecimentos comerciais e escravos para trás. Num dos episódios mais fascinantes de toda essa história, são estes escravos abandonados que garantem a sobrevivência da cidade, constituindo no local uma comunidade negra forte, unida e fiel às suas tradições. 
Fonte do Texto: cuiaba.mt.gov.br

dança do chorado

Igreja Matriz da Santíssima Trindade - ruínas e Palácio dos Capitães Generais: 
Trata-se das ruínas da antiga capital da província do Mato Grosso, situada no extremo oeste do Estado, às margens do rio Guaporé. Região descoberta em 1730, logo o governo português percebeu a importância de conservar as jazidas de ouro e a possiblidade de introduzir manufaturas anglo-portuguesas no Peru construindo na fronteira, ao longo do rio, uma rede administrativa e militar destinada a rechaçar eventuais ataques dos espanhóis. Esta rede, ao longo do Guaporé, se comunicaria com o Pará através de Guajará.Mirim e o rio Amazonas. 

dança do congo

Fundada em 17 de março de 1752, para a fixação de um núcleo urbano na fronteira ocidental, permaneceu como capital até 1820, quando esta foi transferida para Cuiabá. Em 1752 o governador Rolim de Moura e comitiva chegaram ao povoado e, em 1771, foi iniciada a construção da Matriz da Santíssima Trindade. Tem-se notícias que, em 1775, houve uma primeira reconstrução face a desmoronamento anterior, seguida de outra em 1793. 
Cacchoeira e Canion do Jatobá. PESRF.

No início do século XX, quando o Gal. Rondon passou pela região, a Matriz ainda 
estava de pé assim como o Palácio dos Generais localizados, ambos, em uma grande praça no centro de Vila Bela. Pouco a pouco, ambos os edifícios foram se deteriorando e a Matriz ganhou o aspecto de ruínas, com seus espessos muros de taipa de pilão sendo, pouco a pouco, destruídos pelas intempéries. O Palácio teve melhor sorte pois foi recuperado na década passada e, hoje nele funciona a Prefeitura Municipal. 
Fonte do texto: férias.tur.br

vista parcial de vila bela

Vila Bela da Santíssima Trindade - Primeira Capital de Mato Grosso:
Conhecida como a cidade do ouro, das ruínas e das negras finas, Vila Bela da Santíssima Trindade, é fruto do sonho do Capitão General Dom Antônio Rolim de Moura, que em 19 de março de 1752, fundou a primeira capital de Mato Grosso, antes denominada Pouso Alegre.

Cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade em Mato Grosso
História da Cidade:
Pescadores na boca do Rio Verde em Vila Bela da Santíssima Trindade, MT

Antes desse período, ainda estava em vigor o Tratado de Tordesilhas, e toda conquista empreendida pelos bandeirantes poderia passar a pertencer, legalmente, à Espanha. Assim, tornava-se urgente a fixação de um novo Tratado que o substituísse: o Tratado de Madri, firmado entre Portugal e Espanha, no ano de 1750, o qual veio demarcar novas fronteiras.Diante desse cenário, tratou Portugal de garantir o povoamento daquela região, especialmente na parte relativa à zona do rio Guaporé. Assim em 1748, foi criada uma nova capitania, a de Mato Grosso, desmembrada da capitania paulista.
palacio dos capitões generais local onde por algim tempo fincionou a prefeitura

Dom Antônio Rolim de Moura, de posse com a Carta Régia de D. João V, enviada de Lisboa, para fundar a sede administrativa da nova província de Mato Grosso, veio ao Brasil para desempenhar tal incumbência . 
localização de vila bela no mapa de mt

E Vila Bela, no extremo oeste do Estado, foi escolhida para ser a capital.
Levou-se em conta o seu ponto estratégico, seu relevo plano era apropriado para uma boa defesa militar, novas jazidas aurífera eram descobertas, o rio Guaporé, favorecia o acesso fluvial com diferentes países pelo Oceano Pacífico. Próxima do Paraguai e do Peru, Vila Bela, despertava cobiça tanto dos Espanhóis como dos Portugueses.

Essa negra cidade serviria para estabelecer divisas e garantir a retirado do ouro que ali era encontrado em abundância. Mas o grande problema era como abastecer a nova capital, já que os produtos vindos da Capitania de São Paulo ficariam muito caros, tendo em vista o percurso a ser percorrido. A solução foi a criação da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, que com sede em Belém, atingiria a região guaporeana navegando pelos rios componentes da Bacia Amazônica - Amazonas, Madeira e Guaporé. Por ali entravam, alimentos, roupas, instrumentos de trabalho e escravos africanos.
igreja matriz atual

Viu-se que todo o Plano de Villa Bella de Mato Grosso, veio de Portugal, com suas linhas bem traçadas, onde fora planejado a construção da Igreja Matriz, dos jardins suspensos, do Palácio dos Capitães Generais, onde hoje se localiza a Prefeitura Municipal; a Provedoria da Fazenda, responsável pela parte financeira e fiscal; a Ouvidoria, a quem cabia tratar da Justiça; os seus fortes, fortalezas e prisões, que serviriam de pontos estratégicos de defesa do território; a Casa de Fundição, o quartel, a câmara, o cemitério, os oratórios e santos em madeira, datados do século XVIII, também de lá foram trazidos.
paredão da serra ricardo franco... 

Como pano de fundo, lá está ela, a Serra Ricardo Franco, chapadões, montanhas, cortadas por diversas cachoeiras, algumas com até 218 metros, como a do Jatobá, considerada a maior do Mato Grosso. Por trilhas estreitas, chega-se à Cascata dos Namorados, uma cachoeira com cerca de 80 metros, onde o seu véu cria verdadeira caverna, cuja entrada se abre diante de um lago de águas claras. Mais adiante, podemos encontrar uma outra cachoeira, bem menor, a Cascatinha, entre altas copas de árvores .
rio guaporé entre a vila e a serra

Entre a Serra e a Vila, encontra-se o Rio Guaporé, com suas águas límpidas, seus aguapés lentos e vegetação exuberante, correndo bondoso para o Norte. Nele convivem botos , matrinchãs, cacharas, pintados, pacús, tucunarés...Com o correr do tempo, observou-se que toda a beleza do Guaporé, o qual encantara Dom Antônio Rolim de Moura, era também motivo de desesperança. No seu período de cheia, grandes plantações eram destruídas, as doenças tropicais da Amazônia, como a malária e o maculo dizimava a população, e quem mais sofria com tudo isso eram os negros escravos, trazidos para atender a cobiça dos europeus. Morriam sem qualquer assistência e os que resistiam, curta era a sua longevidade.

ruinas da igreja matriz

Mas, Vila Bela da Santíssima Trindade, foi resistente, foi desbravada, edificada, cultivada. Suas grandes construções em pedra canga foi fruto da saga e tenacidade de um povo que não esmoreceu-se, que lutou e luta até hoje para sobrevier e expressar o seu direito de ser negra.

Aos negros que para lá foram levados negou-se tudo, inclusive o seu próprio patronímico de origem, os quais foram atribuídos conforme a ligação de cada família na comunidade, como por exemplo a família Profeta da Cruz, a família Bispo, que eram negros que serviam e servem até hoje a igreja católica.

Fonte do texto: mt.gov.br

Roteiro Travessia do Morro São Jerônimo - Mato Grosso



A primeira travessia com pernoite no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães possui aproximadamente 23 km de extensão divididos em dois dias de caminhada com pernoite em acampamento rústico na Casa do Morro. 

Ela conecta alguns dos mais importantes e populares atrativos turísticos e trilhas da unidade, como a Trilha da Cachoeira Véu-de-Noiva, o Circuito das Cachoeiras, as Cachoeiras de Época, o Morro São Jerônimo e a Trilha Histórica do Carretão.

A trilha inicia no acesso ao mirante da cachoeira Véu-de-Noiva, passa pelas trilhas do Circuito das Cachoeiras, seguindo para as cachoeiras de Época. 
A partir daí, a trilha enfrenta trecho com maior declividade, saindo de 615 para 730 metros de elevação em relação ao nível do mar. 
Neste trecho, em meio à campos e cerrados stricto sensu, há acesso a uma pequena caverna com diversas claraboias, e volta-se a descer à cota dos 615 metros, já no trecho final de acesso à Casa do Morro – o local da pernoite, que passa ainda por pequenos trechos de campo rupestre e matas de galeria.

No segundo dia de caminhada, segue-se para a subida do Morro São Jerônimo com pequenos trechos de scrambling (escalaminhada) e volta-se para a Casa do Morro para iniciar a descida da Trilha do Carretão – caminho histórico que dava acesso de Cuiabá para Chapada dos Guimarães. 
A trilha termina na Comunidade do São Jerônimo, já fora do PNCG e distante cerca 25 km da rodovia MT-251.

Há possibilidade de trilha alternativa para o segundo dia de travessia, com retorno ao Véu-de-Noiva pela estrada de serviço, com passagem pela gruta Casa de Pedra.
Todos os visitantes devem ter acompanhamento de guia ou condutor autorizado pelo ICMBio que fará o agendamento com antecedência.

NÃO SE ESQUECER DE FAZER CONTATOS COM O ICMBIO
Os contatos principais do ICMBio no Mato Grosso (MT) incluem a sede do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, que atua em diversas demandas estaduais. Para informações, agendamentos e parcerias, utilize o e-mail: pncg.mt@icmbio.gov.br ou telefone (65) 3301-1133.
  • Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (PNCG):
    • E-mail: pncg.mt@icmbio.gov.br
    • Telefone: (65) 3301-1133
    • Atuação: Gestão de unidades no Cerrado/MT, voluntariado e processos seletivos.
  • Ouvidoria/Denúncias (Geral): Acessível via portal oficial do governo federal, no formulário de demandas.
  • Imprensa: imprensa@icmbio.gov.br ou (61) 2028-9280.
Nota: Recomenda-se verificar o site gov.br para atualizações específicas de cada unidade de conservação no estado

ROTEIRO TURÍSTICO DE ÁGUAS THERMAS DE MATO GROSSO


JUSCIMEIRA 
Localiza-se a uma latitude 16º03'02" sul e a uma longitude 54º53'04" oeste, estando a uma altitude de 251 metros. Sua população estimada em 2007 era de 11.430 habitantes. 

A primeira denominação da localidade foi Garimpos, antes de ser efetivamente colonizada. 
Em 1953 João Matheus Barbosa sobrevoou esta região do Vale do Rio São Lourenço, gostou do que viu, comprou terra e no ano seguinte instalou-se às margens do Rio Areias, juntamente com seus familiares. Mineiro de Diamantina, terra do ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. João Matheus nomeou de Juscelândia ao incipiente povoado em homenagem ao seu patrício. 
A fertilidade do solo atraiu mais gente à região. No dia 20 de maio de 1957, à distância de 1 km da divisa das terras de João Matheus Barbosa, estabeleceu-se o sr. José Cândido de Lima, juntamente com seus familiares. O procedimento de José Cândido foi idêntico ao de João Matheus, derrubou a mata, dividiu-a em lotes e entregou aos parentes e famílias de conhecidos que vieram com ele. O povoado iniciado por José Cândido recebeu o nome de Limeira, uma auto-homenagem. 
No ano 1970, os padres João e Mário Hering, edificaram a igreja de São Bom Jesus de Juscimeira, na divisa dos dois povoados, contribuindo para a solução do distanciamento dos dois núcleos populacionais. 
A solução surge em 1968, quando o vereador Jurandir Pereira da Silva, apresentou proposta do novo nome, Juscimeira, que foi rejeitado por Ato Complementar Federal. Mas o povo insistiu e a Lei nº 3.761, de 29 de junho de 1976, alterou a denominação para Juscimeira, com aprovação da comunidade. 
O município foi criado pela Lei nº 4.148, de 11 de dezembro de 1979. 

Significado do Nome 
Em 1964, a prefeitura de Poxoréo, a quem a área estava jurisdicionada, alterou a denominação de Garimpos para Juscelândia. O fato criou um mal estar, pois os dois povoados, Juscelândia e Limeira, formavam na verdade, um único núcleo urbano. Daí o nome 

JACIARA 
É um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se a uma latitude 15º57'55" sul e a uma longitude 54º58'06" oeste, estando a uma altitude de 367 metros. Sua população estimada em 2005 era de 26.930 habitantes. É a principal cidade da Região do Vale do Rio São Lourenço. 

Antiga aldeia dos Índios Bororós, foi inicialmente colonizada em 1877, que de forma lenta e desordenada, até 1947. Nesta época, empresários adquiriram algumas terra do governo fazendo surgir a CIPA – Colonizadora Industrial, Pastoril e Agrícola Ltda, e dando início ao processo de efetiva colonização. Em 1950, é elaborado o projeto de urbanização e em 1953, criado o distrito de Jaciara, subordinado ao município de Cuiabá. Em 1958 foi elevado a município e constrói-se a BR-364, que trouxe o desenvolvimento ao local. 
Lei nº 695, de 12 de dezembro de 1953 – 
Criou o distrito de Jaciara. 
Lei Estadual nº 1.188, de 20 de dezembro de 1958 – 
De autoria do deputado Estadual Manoel J. Arruda criou o município de Jaciara, desmembrando dos municípios de Cuiabá e Poxoréu. 
Lei Estadual nº .765, de 10 de novembro de 1962 – 
Criou a Usina Jaciara. 

O POR QUÊ DO NOME JACIARA 
A cidade não tinha nome específico, embora fosse chamada de CIPA. E, por isso, esta empresa, observando o impulso do crescimento do lugar, sentiu que a obra principal precisava ter um nome. 

Surgiu daí, a idéia de se realizar um concurso, que foi aberto recebendo várias sugestões. Após estudos, foi escolhido o nome sugerido por Coreolano de Assunção, um dos sócios da companhia, que lendo as obras de Humberto Campos, encontra a lenda da Índia Jaciara, Senhora da Lua, no texto Vitória Régia. 

Assim, o lugar recebeu o nome de Jaciara, sendo ainda de origem Tupi-Garani, todos os nomes de ruas e logradouros que foram abertos por Paulo da Costa Ferreira, o qual, foi peça fundamental na fundação e colonização de Jaciara. 

JACI – de origem Tupi = Lua 
ARA – de origem latim = Altar (Pedra) 
JACIARA = Altar da Lua ou Senhora da Lua 


SANTO ANTONIO DO LEVERGER
 É um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Sua população em 2011, segundo o Censo 2011 do IBGE, era de quase 30mil habitantes a cidade faz parte da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá que ajuda na soma dos quase 1 milhão de habitantes. As origens de Santo Antônio de Leverger se ligam às de Cuiabá. A tradição popular guardou a história da imagem de Santo Antônio. 

Uma monção, no tempo da cheia, subia o Rio Cuiabá em demanda das minas de ouro descobertas por Miguel Sutil. A expedição, a duras penas, vencia as águas barrentas do rio, pois fora vítima dos índios canoeiros da tribo guató, tendo afundadas algumas embarcações e mortos alguns homens. As canoas sobradas da refrega penetraram, certo entardecer, por uma boca de água remansosa, à beira do sangradouro para o pernoite. Os paulistas, refeitos na manhã seguinte, aprontavam-se novamente para a labuta da viagem, quando um dos batelões ficou preso, como se estivesse encalhado num banco de areia. Mesmo à força do remo e da zinga não conseguiram arrastar o batelão. A superstição tomou conta dos rudes canoeiros. Por sugestão de um deles, desembarcaram a imagem de Santo Antônio, que transportavam. O resultado não se fez esperar, pois o batelão se soltou e os paulistas puderam seguir viagem. Outra monção passou por aquele lugar e quis levar a imagem de Santo Antônio. O fenômeno de impedimento da viagem se repetiu. Os paulistas levantaram, então, uma primitiva capela, que não mais existe. Era sóbria e elegantemente original. O douto Barão de Melgaço coligiu informação de que o padre jesuíta Estevão de Castro, da Missão de Sant’Ana da Chapada, companheiro do Superior Pe. Agostinho Lourenço, ambos chegados a Mato Grosso com o primeiro governador da Capitania, ali aportou a 12 de outubro de 1753. O pe. Estevão de Castro encontrou no lugar uma povoação com uma capela sob a invocação de Santo Antônio, com seus moradores dedicando-se à pesca e lavoura de subsistência. Além do orago, o nome da cidade também homenageia Augusto João Manoel Leverger - o Barão de Melgaço, francês de nascimento, e que dedicou grande parte de sua vida às causas de Mato Grosso, tendo sido presidente da Província por várias vezes. Augusto Leverger foi um bravo comandante e defensor do solo mato-grossense, por ocasião da Guerra do Paraguai. Em 4 de julho de 1890, foi criado o município de Santo Antônio do Rio Abaixo. A Lei nº 208, de 26 de outubro de 1938, alterou a denominação de Santo Antônio do Rio Abaixo para simplesmente Santo Antonio. Em 31 de dezembro de 1943, nova alteração se verifica, nomeando-a de Santo Antônio para Leverger. Por fim, a Lei nº 132, de 30 de dezembro de 1948, alterou a denominação de Leverger para Santo Antônio do Leverger, denominação atual. 


COMO CHEGAR 
Cuiabá/Juscimeira 
BR 364, distância 156 Km de Juscimeira a Jaciara são 14,6 KM 
156 Km - Início e término Cuiabá – MT e JUSCIMEIRA, JACIÁRA E SANTO ANTONIO DO LEVEREGER ( Águas Quentes na Serra de São Vicente)

Sugestão de tempo 
5 dias/4 noites 

Turismo que pode ser realizado durante todo o ano, em qualquer dia. 

1º dia Cuiabá /JUSCIMEIRA: 

Visita aos Balneários de Águas Quentes: 

BALNEÁRIO THERMAS ALPHAVILLE: Localizado a 800 metros de Juscimeira, o Balneário Thermas Alphaville, oferece a você, Lazer, Conforto e Piscinas de Águas Thermais Quentes e Jorrantes de 40 e 38 graus de temperatura 24 horas, salão de festas coberto, completo, além de um ambiente paradisíaco, cercado de árvores frondosas e coqueiros. Fone: (66) 3412 145 / 9986 7681. 

Thermas Hotel Marihá: O que não falta é opção de lazer nas dependências do Thermas Hotel Marihá, aqui você vai encontrar piscinas térmicas naturais com 38°, piscina fria, piscinas com hidro, piscina infantil, toboáguas e em breve, você terá também: sauna, quadras de tênis, volei, futebol, pista de caminhada, playground e muito mais. 

POUSADA GARIMPUS DAS AGUAS 

08 APARTAMENTOS COM AR CONDICIONADOS, TV, FRIGOBAR, RESTAURANTE, BAR, 5 PISCINAS TERMAIS 

2º dia JUSCIMEIRA 

City tour Cachoeiras, grutas, piscinas naturais, trilhas, esportes aquáticos e vários outras atividades são os atrativos para os visitantes: Cachoeira do Beleza (Fica a 25 km de Juscimeira. O acesso até ela é feito de canoa pelo Rio São Lourenço) - Cachoeira do Bispo (Fica a aproximadamente 45 km da sede. A queda-d’água atinge 30 m de altura. As águas são cristalinas e há piscinas naturais que podem ser usadas para banho. O local oferece restaurante de comida caseira e estacionamento) - Cachoeira do Prata (Localizada a 15 km da sede do município, oferece queda-d?água de 15 m de altura, trilhas ecológicas e corredeiras de baixo risco para descida de caiaque, bóia e bote de borracha) - Gruta de Nossa Senhora de Lourdes (A gruta fica a cerca de 8 km da cidade. Nela, há um altar construído por um devoto de Nossa Senhora de Lourdes que atrai grande número de fiéis durante todo ano, principalmente no mês de agosto). 

3ª dia JACIARA 

Jaciara localiza-se a 140 Km de Cuiabá, capital do Mato Grosso.Os principais pontos turísticos desta rota estão nas proximidades encravado no meio da Serra de São Vicente, em um agradável clima de montanha, está o Balneário de Águas Quentes, lugar ideal para quem quer realmente descansar, no mais íntimo contato com a natureza. O complexo é dotado de boa infra-estrutura e deliciosas piscinas térmicas, com temperatura das águas variando até 42°C.Mato Grosso conheça este estado com suas belezas, descubra este paraíso! 

Passeio inclui: Transporte com ar condicionado, guias credenciado EMBRATUR, guias locais para o acompanhamento nos passeios Equipamentos de segurança, passeio de Rafting, trilhas e day use no Balneário Thermas Cachoeira da Fumaça. 

4ªdia Parque Estadual Águas Quentes (Hotel Águas Quentes) 

Piscinas térmicas entre 42 C e 38 C, que garantem um relaxante mergulho. Piscinas frias de 18 C para fazer um excelente choque térmico, localizado à beira da Serra de São Vicente, que torna um lugar muito aconchegante e de passagem obrigatória para quem procura descanso e lazer. 

5º dia Retorno Cuiabá 

O QUE COMPRAR E VIVENCIAR 
Artesanato em Fibras de Cipó Urubanda, Fibras de Banana, Bambú, Madeiras, Argilas, produção 
agroindustrial, Doces em Copotas, Licores, Rapaduras, Queijos, culinária local, galinha com arroz, peixes: pacú assado, piraputanga assada, mugica de pintado, ventrecha de pacú, farofa de banana, maria isabel, 


SEGMENTOS E ATIVIDADES 
No município de Juscimeira, Jaciará e Santo Antonio do Leverger (Parque Estadual das Águas Quentes) 
Turismo de aventura, ecoturismo e cultural. 







Fotos:  SEADTUR