7 de agosto de 2014

Lançamento da Ruraltur 2014

Por Ana Célia Macedo

in Ana Celia, Coluna
     
A Galeria Louro e Canela foi o espaço escolhido para realização do lançamento da Ruraltur – Feira de Turismo Rural que será realizada na cidade de Campina Grande, de 3 a 5 de setembro de 2014, promovida pelo SEBRAE – PB, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP.

A Ruraltur é uma feira de negócios que projeta no mercado empreendimentos e roteiros que contribuem para a interiorização do turismo. Este ano, a feira tem sua última edição na Paraíba. Em 2015, será itinerante, e acontecerá em todos os estados do nordeste.

Jornalistas, empresários, consultores e profissionais do trade turístico marcaram presença no lançamento da feira que contou com apresentação do trio de forró, Asa Branca, de Pilões, danças folclóricas, degustação da gastronomia regional do Brejo paraibano e artesanatos da comunidade quilombola de Alagoa Grande e de Pilões.

Dentre os convidados, teve destaque um grupo de empresários do trade turístico de Juiz de fora – MG que, inspirados no reposicionamento turístico da capital no setor de eventos, vieram à Paraíba para fazer um benchmarking, vivenciar e levar as melhores práticas de desenvolvimento turístico para sua cidade.

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 Fotos: AC

Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional

Senhores Ainda se encontram abertas as inscrições para o Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional Edição 2014: homenagem a Armando Dias Mendes; Categorias: I- Produção do Conhecimento Acadêmico II- Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional (Projetos que obtiveram Sucesso) III - Projetos Inovadores para Implementação no território. A Premiação pode chegar até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) Todas as propostas inscritas e aptas serão publicadas num Livro e distribuído em Território Nacional. Se inscreva até 31 de agosto de 2014. Luiz Carlos de lima luiz.lima@integracao.gov.br

HOMENAGEM - Governador de Mato Grosso e ministro recebem homenagem nos 50 anos da Expoagro

ANDRÉA HADDAD
Redação/Secom-MT
Josi Pettengill/Secom-MT
Governador Silval Barbosa acompanhado do ministro da Agricultura, Neri Gueller, visitam a 50ª Expoagro e recebem homenagens

Orgulhosos por Mato Grosso ostentar pelo terceiro ano consecutivo o título de maior produtor de grãos do país, produtores rurais comemoraram os 50 anos da Exposição Feira Agroindustrial e Comercial de Mato Grosso (Expoagro), durante jantar na noite desta quarta-feira (07.08), no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, em Cuiabá. Ao lado do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, o governador Silval Barbosa foi um dos homenageados pelo Sindicato Rural de Cuiabá em função da relevante contribuição do Executivo Estadual na criação e consolidação da maior feira agropecuária do Centro-Oeste.

Silval recebeu a honraria das mãos do presidente do Sindicato, Ricardo Arruda. “É com orgulho que recebo esta homenagem por ter acompanhado a luta e o trabalho conjunto dos ex-presidentes do Sindicato, produtores e representantes de outras entidades para que tudo isso fosse criado. A Expoagro teve papel fundamental para o reconhecido nacional do potencial de Mato Grosso na produtividade de grãos”, frisou.






O governador fez questão de ressaltar o empenho dos produtores mato-grossenses para a conquista da representatividade do estado no primeiro-escalão do Governo Federal. “Com menos de cinco meses no cargo, o Neri Geller já é considerado um dos homens fortes do staff presidencial, bastante elogiado por produtores e lideranças do setor de todas as regiões do país. Em poucos meses, o Geller fez toda a diferença. Parabéns a todos os produtores que contribuem para que o nosso estado seja um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira”.






Dizendo-se honrado por ocupar o comando do Ministério em um momento tão oportuno para Mato Grosso, Geller retribuiu os elogios. “Estou orgulhoso por receber esta homenagem do meu povo e fazer parte do grupo que fundou tudo isso, ao lado do pai do Ricardo, Gilson de Arruda (ex-presidente do Sindicato Rural de Cuiabá e um dos cinco fundadores da Acrimat – Associação dos Criadores de Mato Grosso)”. O ministro anunciou o lançamento do edital do primeiro leilão para o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) do milho da safra 2013/2014, com a liberação de R$ 500 milhões. A expectativa do Mapa é atender a demanda de 10 milhões de toneladas do grão.






O presidente do Sindicato externou a satisfação de cumprir o trabalho que o pai começou. “Ninguém toca um negócio destes por tanto tempo só por vaidade ou dinheiro, temos verdadeira paixão pelo que fazemos, gosto pela criação de gado e produção de grãos”, destacou Ricardo. Seu pai, Gilson de Arruda, demonstrou orgulho com a transformação da Expoagro em um evento popular de entretenimento incluído no calendário anual dos mato-grossenses. “A Exposição é feita em prol do desenvolvimento da agroindústria e pecuária. A demonstração dos equipamentos e produtos nos stands fortalece a troca de informações entre empresários do setor agropecuário e é o primeiro passo para a posterior negociação de compra e venda. Com o tempo, o evento se transformou na Exposição popular incluída no calendário anual de entretenimento do povo de Mato Grosso”. Um exemplo da popularização do local, segundo Gilson, foi a montagem da estrutura do Fifa Fan Fest na Acrimat durante a Copa do Mundo. “Com o mínimo de custo, foi o melhor Fan Fest do Brasil, em torno de 40 mil pessoas passaram por aqui”.

Ele lembra que o terreno da Acrimat foi doado pelo então governador Garcia Neto, após o alagamento histórico do Rio Cuiabá em 1974. “Começamos em Várzea Grande, na avenida da FEB, em um lugar precário, e depois houve a desapropriação da área, estava alagada e só se circulava com bote. O Governo do Estado construiu a arquibancada e nós nos unimos para estruturar e promover os eventos”, recorda Gilson.

Ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, o administrador de empresas e produtor rural Vicente Falcão destacou a importância do trabalho do deputado federal Homero Pereira, falecido em outubro de 2013, para o crescimento do agronegócio em Mato Grosso e da Expoagro. “Ele foi um expoente, um grande incentivador do agronegócio no estado. Teve uma atuação de destaque na presidência da Federação da Agricultura do Estado de Mato Grosso (Famato) e, no Congresso, defendia arduamente o setor ruralista”.

A 50ª edição da Expoagro começou em 31 de julho e encerra neste domingo (10.08). O Parque de Exposições Jonas Pinho fica na avenida Beira Rio, bairro Porto, na região central da capital mato-grossense.

Aplicativo chama táxi, acompanha corrida e dá informações sobre motorista



Da Redação - Stéfanie Medeiros
Foto: Reprodução/ Ilustração
Aplicativo chama táxi, acompanha corrida e dá informações sobre motorista
Cuiabá, apesar de não ser uma capital de grandes proporções, tem um problema: chamar táxis. Os serviços de atendimento, quando não demoram para atender, mandam táxis que vem de longe. Às vezes você pede um que passe cartão de crédito e vem outro que só aceita dinheiro. Em outras ocasiões, um táxi que você não chamou passa primeiro e, você, acreditando ser a sua carona, faz sem querer o outro motorista perder a corrida.


Para evitar este tipo de problema, a tecnologia resolveu intervir nesta história. E a solução veio em forma de aplicativo no seu celular. Trata-se do “Easy Táxi”, app que mostra os táxis disponíveis, chama uma corrida para você com todas as informações do motorista e acompanha, por meio do sistema GPS, onde o carro está.

O aplicativo, que já tem mais de 10 milhões de downloads, foi idealizado em junho de 2011 e lançado em abril de 2012. a Easy Taxi, pioneira no serviço móvel de chamada de táxi na América Latina, atua hoje em 32 países, 165 cidades, sendo 100 no Brasil, e é considerado o maior aplicativo de serviços mobile do mundo. Disponível para iOS, Android, Windows Phone e Blackberry, o app pode ser baixado gratuitamente tanto pelo usuário como pelo taxista. 

E este ano, para reforçar o objetivo de melhorar a mobilidade urbana, a Easy Taxi acaba de lançar a campanha “Eu amo táxi”, que vai dar cada vez mais razões para taxistas e usuários usarem o aplicativo. A ações foram iniciadas nas maiores praças de atuação da startup, mas serão expandidas para todas as regiões do país onde a Easy Taxi está presente.
 
O lançamento da campanha aconteceu, nessa semana, no Rio de Janeiro - cidade onde o aplicativo nasceu – com parceria da OLX.  Também como parte da campanha, a empresa lançou, em todo o Brasil, o conceito “Member get member”, com o objetivo de incentivar os taxistas que já aderiram ao aplicativo a indicar a ferramenta a seus colegas de profissão. 

De acordo com a proposta, o Easy taxista ganhará R$ 35 para cada novo membro que levar ao app, ou seja, quanto mais indicações fizer – e quanto mais colegas se cadastrarem – maior o prêmio. “Ao incentivar a adesão de novos motoristas ao aplicativo, a campanha está em linha com nosso objetivo de colaborar para a mobilidade urbana, ampliando a facilidade e a rapidez aos passageiros e colaborando para melhores retornos para os profissionais taxistas”, complementou Dennis Wang, também co-CEO da startup.
           
O projeto ainda promete muitas novidades para os usuários do aplicativo, que pode ser baixado em aparelhos com sistemas operacionais Android, iOS, Windows Phone e Blackberry.
 
Como baixar o aplicativo

Para baixar o aplicativo, basta ir na App Store ou na Play Store do seu celular, digitar na busca “Easy Táxi” e clicar no botão “Instalar”. O aplicativo é gratuito e pode ser usado a qualquer momento, necessitando apenas de conexão wi-fi. Veja no vídeo abaixo como ele funciona: 

Mi Paleteria traz à Cuiabá picolés artesanais mexicanos e faz sucesso no primeiro dia

Foto: Isabela Mercuri / Olhar ConceitoDa Redação - Stéfanie Medeiros

Mi Paleteria traz à Cuiabá picolés artesanais mexicanos e faz sucesso no primeiro dia
O local com ambiente mexicano estava lotado e, em todos os olhos, via-se a avidez em provar a novidade do mais novo estabelecimento de Cuiabá: Os picolés artesanais da Mi Paleteria. Durante a inauguração, os convidados puderam degustar dos sabores que quisessem de graça. E o que se ouvia pela local eram frases do tipo: “Este é o melhor picolé que eu já comi” ou “Temos que chamar fulano pra vir aqui essa semana!”.




A Mi Paleteria, do casal Yuli e Osvane Ramos, é um empreendimento 110% cuiabano. A ideia de abrir uma loja de picolés artesanais baseados na culinária mexicana surgiu durante uma viagem. O casal então voltou ao Brasil, desenvolveu o projeto e foram até o México, onde passaram um mês pesquisando as paletas mexicanas, as receitas, a decoração e toda a identidade do que viria a ser a Mi Paleteria.

Para ter liberdade de criar os sabores, Yuli é quem confecciona os picolés, sendo que todos são produzidos em Cuiabá. “Nós queríamos ter a liberdade de criar, inovar, experimentar, por isso decidimos fabricar nossas próprias paletas. Se comprássemos de outro lugar, seria uma franquia, mas preferimos desenvolver uma marca genuinamente cuiabana”, explicou Yuli.


(Yuli e Osvane Ramos na inauguração da Mi Paleteria)


No cardápio, é possível ver as receitas mexicanas e algumas outras que ganharam adaptações para o local. O carro chefe da Mi Paleteria até o momento é a paleta de morango com creme de leite, o mais famoso neste tipo de estabelecimento. Mas logo no primeiro dia, uma receita exclusiva de Yuli também fez sucesso e empatou com o carro chefe: a paleta de creme mexicano com brigadeiro agradou a todos os tipos de paladares.

Dentre outros sabores, a Mi Paleteria também oferece os de fruta, sendo eles o de morango, manga, kiwi, goiaba, melancia, salada de frutas, abacaxi, abacaxi com pimenta e manga com pimenta. Já os sabores cremosos temos chocolate, doce de leite, morango ao leite, nozes, abacate, coco, damasco, ameixa, mousse de limão, mix de frutas e papaia. E por fim, as paletas premium vêm nos sabores de morango com leite condensado, creme mexicano com doce de leite, creme mexicano com brigadeiro, cream cheese com goiabada, paçoca, iogurte com amora e ovomaltine.


“Nós pegamos a base mexicana, mas tomamos a liberdade de adaptar algumas receitas para a região. Ainda não temos sabores extremamente regionais, mas até o final do ano, mais cinco sabores serão acrescentados ao cardápio”, disse Yuli. Os proprietários da Mi Paleteria ainda lembram que os picolés são feitos com produtos naturais. As frutas usadas não são em conserva, mas as frescas, e todos os outros ingredientes são o menos industrializados possíveis.

Se você ficou com água na boca só de olhar as fotos da Mi Paleteria, o horário de funcionamento é das 13h às 21h de terça à domingo. O endereço é Rua Marechal Floriano Peixoto, número 960, Bairro Quilombo (Na rua latera da pizzaria em frente ao colégio Maxi). Para saber mais, curta a página no facebook (clique AQUI) ou do Instagram (AQUI).




Encontro de Cooperativismo de Crédito em MT visa à importância do setor para pequenos negócios



Da Redação - Viviane Petroli
Foto: Ilustração/Internet
Encontro de Cooperativismo de Crédito em MT visa à importância do setor para pequenos negócios
O cooperativismo de crédito para pequenos negócios pode ser uma saída para os empresários. O assunto é um dos destaques do Encontro Mato-grossense de Cooperativos de Crédito, que será realizado no dia 12 de agosto, em Cuiabá, e terá como uma dos palestrantes o economista e apresentador do programa "Manhattan Connection", da Globo News, Ricardo Amorim.

O evento é voltado para microempreendedores individuais, microempresários, empresários de pequeno porte e integrantes das cooperadas Sicredi e Sicoob. A expectativa, de acordo com o Sebrae-MT, é reunir 400 pessoas. 

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O encontro é um projeto do Sebrae com duração de quatro anos. A meta com o auxílio dele é elevar o número de associados às cooperativas. Entre as ações do projeto encontram-se realizações de Talk Shows com empresários em diversas cidades, como Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Sorriso, Sinop, Alta Floresta e Pontes e Lacerda. Na ocasião é possível tirar dúvidas e trocar experiências entre cooperativas e clientes.

A abertura oficial do Encontro Mato-grossense de Cooperativismo de Crédito é às 09h30 com palestra do diretor técnico do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos. O encontro será realizado no Centro de Eventos do Pantanal.

Inscrições

As inscrições estão abertas e de acordo com o Sebrae-MT, para associados as cooperativas de crédito Sicredi e Sicoob o evento é gratuíto. Para os demais interessados a inscrição é R$ 120. Informações podem ser obtidas no telefone 0800-570 0800.

Confira a programação:

Encontro Mato-grossense de Cooperativismo de Crédito
Data: terça-feira (12 de agosto)
Hora: 8h30 as 21h30
Local: Centro de Eventos do Pantanal
8h30 – Credenciamento
9h30 – Abertura Oficial 
10h- Palestra de abertura - Importância do Cooperativismo para os Pequenos Negócios – Carlos Alberto Santos
14h- Painel – Como lidar com a inadimplência – Eduardo Raslan(Sebrae) e Robinson Oliveira (Serasa Experian)
16h- Painel – Produtos e Serviços Cooperativos: impacto no desenvolvimento dos pequenos negócios – Ênio Meiner (Bancoob) e Elenilton Souza (Bansicredi).
19h – Palestra Magna – Oportunidades e Desafios para as Micro e Pequenas Empresas e para o Cooperativismo de Crédito no cenário econômico atual – Ricardo Amorim

Marido na Cozinha ensina receitas para o Dia dos Pais


Autor: Marido na Cozinha
Arquivo Pessoal
Domingão chegando e dia de comemorar a vida do paizão, certo? Se você não estiver a fim de sair pra restaurante, vem cá que vou te passar uma lista de receitas deliciosas com todo tipo de ingredientes pra você se esbaldar.

Pra começar faça um camembert frito, entradinha deliciosa com receita AQUI 

AQUImassa com ragu de faisão.



AQUI tem o famoso Brasato Al Barolo, receita da região italiana de Piemonte.

AQUI moqueca de camarão 

Logo aqui tem camarão ao molho de maracujá que eu ADORO 

E que tal um risoto de camarão com aspargos verdes? AQUI 

Carneiro delicioso em um carré com purê de mandioquinha AQUI  e em um arroz marroquino divino AQUI 

AQUI os bacalhaus famosos do Marido Na Cozinha 

Nesse link tem uma lista com receitas maravilhosas que passei para o Dia das Mães. 

E se quiser uma receitinha bem matogrossense nada melhor do que uma autêntico pintado à parmegiana. Confere AQUI 

E agora uma listinha delícia de sobremesas, combinado? 

Então é isso! Aproveite o final da semana com sua família e se joga em qualquer uma dessas receitas que vocês vão AMAR!

Pra espiar minhas escolhas gastronômicas confere meu Instagram: @TolentinoNeto e ofacebook do Blog Marido na Cozinha 




5 de agosto de 2014

O cavalo Pantaneiro

 

O cavalo Pantaneiro é um animal ágil, resistente, inteligente, persistente, capaz de suportar longas caminhadas e possui um bom temperamento. Ele se multiplicou, formando um tipo adaptado às condições bioclimáticas, fruto da seleção natural por mais de quatro séculos, com pouca ou nenhuma interferência do homem.

O Cavalo Pantaneiro constituiu-se num fator de importância econômica e social, tornando-se imprescindível em trabalhos de gado e no transporte das boiadas, tanto no Pantanal como na região serrana.




Segundo o historiador cuiabano Cavalcante Proença, os primeiros cavalos vieram em 1.580, com Dom Alvar Nunes Cabeza de Vaca, um misto de conquistador e missionário, nomeado governador do Rio da Prata pelo Reino Espanhol, com a missão de salvar Buenos Aires e desenvolver Assunção, no Paraguai.

Cabeza de Vaca veio de navio até Santa Catarina, com quatrocentas pessoas e 26 cavalos. Daí seguiu por terra para Assunção, num percurso que o fez atravessar o Pantanal, até a altura do encontro do rio Cuiabá com o Paraguai. Nesse trajeto perdeu alguns cavalos, que se tornaram "baguá" (cavalo selvagem)

O cavalo, vindo da Europa, assombrou os nosso índios. A maioria das tribos o tinha como fera (e o evitava) ou o via como caça (e o comia). Apenas uma nação, a dos mbaiás-guaicurus, entendeu direito o cavalo e o viu como transporte e como arma. E esses índios, que já eram senhoriais e conquistadores, usaram o cavalo para aumentar infinitamente sua capacidade de luta e seu raio de ação. Tornaram-se, a partir de então, os “índios cavaleiros”.

Em 1795, o rebanho dos índios cavaleiros já era calculado em 8.000 animais pelo coronel Rodrigues do Prado, comandante do Forte de Coimbra, na divisa com a Bolívia. Quase todos mansos e adestrados na arte da guerra, da cavalaria e do esporte.

Na Guerra do Paraguai, em 1864, os índios cavaleiros, já então brasileiros por um tratado de paz assinado com a Coroa em 1791, lutaram ao nosso lado, num Regimento Pantaneiro formado com cavalos de sua própria criação. E se tornaram importante fator militar na defesa de Mato Grosso.

A pureza da raça, em parte, só foi possível graças aos índios guaicurus.

Muitas das práticas de manejo, ainda hoje vistas no Pantanal, vêm dos guaicurus, os índios cavaleiros, que chegaram a entender mais de doença de cavalos do que dos incômodos deles próprios no dizer do jesuíta espanhol Sánchez Labrador .

Os índios cavaleiros deram-se tão bem com o cavalo que criaram um modo próprio de montar, tanto no esporte como na guerra.

O cavalo Pantaneiro é um animal ágil, resistente, inteligente, persistente, capaz de suportar longas caminhadas e possui um bom temperamento. Ele se multiplicou, formando um tipo adaptado às condições bioclimáticas, fruto da seleção natural por mais de quatro séculos, com pouca ou nenhuma interferência do homem.

O Cavalo Pantaneiro constituiu-se num fator de importância econômica e social, tornando-se imprescindível em trabalhos de gado e no transporte das boiadas, tanto no Pantanal como na região serrana.

Atualmente está sendo muito usado nos Clubes de Laço, em provas de laço comprido, de apartação, de team penning, em soltas, em provas de rédeas, nas cavalgadas, em enduros, e tem-se mantido à altura de outras raças, em todas as competições.

Os principais tipos de pelagem dos Pantaneiros são: tordilho (a maioria), baio , castanho, alazão, rosilho e lobuno. Todos os pelos são aceitos, menos o albino (melado).

No final do século XIX, a raça entrou em declínio principalmente devido a doenças, como a "peste das cadeiras " e a anemia infecciosa eqüina.

Por isso foi fundada em 1972 a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP), cuja sede é em Poconé, MT., tendo por finalidade congregar os criadores, organizar e manter o Registro Genealógico da raça, fomentar a criação e estudar todos os assuntos referentes ao Cavalo Pantaneiro. Em 1988 a EMBRAPA/CPAP implantou um núcleo de criação na Nhecolândia, Corumbá MS., na Fazenda Nhu Mirim. Em 1.989 foi fundada a Associação dos Criadores do Cavalo Pantaneiro do Mato Grosso do Sul (ACCP/MS), que teve um período de grande movimentação, mas que, infelizmente tinha paralisado suas atividades. Em 2.003 foi reconstituída sua documentação e voltou a ter importante papel na criação e seleção do Cavalo Pantaneiro, participando inclusive da Expo-Grande, MS. A Universidade Federal do ato Grosso do Sul (UFMS) também mantém um criatório, na Fazenda Escola, em Terenos, MS. e, tem sido de relevante ajuda na seleção do Pantaneiro. O MS. hoje, tem um rebanho tão bom quanto o do MT., berço da raça deste "pequeno grande cavalo".

O Cavalo Pantaneiro tinha mesmo que ser um bicho muito especial. As condições de sobrevivência e de serviço nas fazendas pantaneiras exigem um animal de resistência, de estamina e inteligência que a conjuntura histórica desenhou quase milagrosamente para essa região.

Não é brincadeira passar ás vezes mais de seis meses dia e noite com a perna dentro d"água. Para a maioria dos outros cavalos isso é suficiente para apodrecer o casco e dar febre, fazendo uma geléia branca e disforme. Não é fácil sobreviver quase meio ano com o capim embaixo d’água, precisando bancar o anfíbio para não morrer de fome. O cavalo "enterra" a cabeça na água e, pasta. Não é pouco trabalhar o dia inteiro no brejão, com as quatro patas enfiadas no barro e na lama. Para um cavalo com casco aberto e impulsão traseira, isso seria a rendição e o afrouxamento.

Como diz um especialista em cavalos, Dr. Pedro Gouveia, há mais de meio século formando e julgando vários dos mais caros craques nacionais: "o que em outros cavalos seria defeito o casco fechado e o corpo de atleta nadador, com o peito amplo e a garupa pequena e inclinada, no Pantaneiro se transforma em virtudes insuperáveis. Esse cavalo miúdo, frugal e resistente ainda vai acabar reconhecido como o animal de serviço ideal para o Brasil."

O que ninguém discute mais é se o Pantaneiro é uma raça ou não. É uma raça perfeitamente fixada há mais de trezentos anos atesta em documento oficial a Comissão Coordenadora do Cavalo Nacional, do Ministério da Agricultura.

Uma raça fruto da seleção natural, com pouca ou nenhuma ação do homem.

O MEIO AMBIENTE DA FORMAÇÃO DA RAÇA.

Sobreviver é uma proeza, nas condições ásperas do Pantanal uma estação seca em que é comum a sede e o incômodo de caminhadas sobre brocotós de tijuco, que mais pare¬cem pedras lascadas e, depois, uma estação de enchente com água pela barriga, frio e umidade. O potrinho precisa verdadeiramente ser sadio e ter muito caráter e rusticidade para resistir à temporada da cheia, acompanhando a mãe pelo banhado o dia todo.

Como, ao contrário do bezerro, o potrinho mama a toda hora, pela razão básica de que sua mãe não tem “caverna” para estocar o leite, é obrigado a acompanhá-la, onde quer que ela vá. E desde cedo é levado a andar na água, a nadar e a pastar com a cabeça mergulhada, prendendo a respiração. Esse é um dos segredos do cavalo Pantaneiro, diz o hipólogo Pedro Gouveia.

Para poder pastar com a cabeça embaixo d’água, o potrinho faz desde cedo exercícios respiratórios que abrem e ampliam o seu peito, fazendo dele ao mesmo tempo um animal, vamos dizer, com tração dianteira e de incrível resistência. As narinas largas e elásticas chegam a ficar transparentes na hora de maior esforço, mas são apenas mais um sinal externo da sua grande capacidade respiratória, fator decisivo de saúde e resistência.

Sendo amplo na frente e fino atrás, com a garupa inclinada, o Cavalo Pantaneiro não é nenhum campeão de beleza como desenho. Mas leva enorme vantagem no barro, que é a fatalidade do seu hábitat , porque não empurra o corpo como os outros, mas sim, puxa. E alia essa qualidade ao casco fechado, peque¬no, como “casco de burro” , o que diminui o atrito no brejão e ajuda na resistência à broca.

Qual¬quer cavalo sem ser o Pantaneiro não passa impune por um período de seis meses com a pata permanentemente dentro d’água. A broca do casco é desenvolvida por um fungo, que, como todo fungo, se exacerba na umidade e que durante a enchente pantaneira está com a corda toda.

Com uma resistência que vem sendo selecionada pela natureza há mais de quatro séculos, o Cavalo Pantaneiro atravessa a enchente com um casco ligeiramente brocado, no máximo dois. A unha cresce um pouco, há um certo desvio no ponto de apoio, mas o egueiro ou qualquer peão da fazenda sabe dar jeito naquilo.

Donato Malheiros, vaqueiro do Poconé, Mt., preto como a asa de jacu, fuçado na medicina pantaneira, diz que resolve o problema da broca com sebo de rim e lã de carneiro, para não entrar água, terra ou estrume. Depois faz uma revisão no casco, tirando as rebarbas e excessos com faca, deixando o casco limpo, pequeno e redondinho. Aí o cavalo sente firmeza outra vez e vai se curar sozinho. Estelito Rodrigues, mestre caçador de Poconé, diz que é emocionante trabalhar com o Cavalo Pantaneiro, porque ele sempre sabe o que está fazendo. Na caçada de onça ele avisa da presença do bicho. Na "bagualeada" ele pisa macio, vai dando sinal com a orelha, abaixando e suspendendo, ora uma, ora outra. Só não consegue esconder o bati¬do do coração. Quando chega perto do boi baguá, o coração bate tão forte que até o cavaleiro do lado escuta.

Um dos costumes dos pantaneiristas é fazer a cola do cavalo, isto é fazer o “jaravi” , que, quando bem feito, as plumas do rabo ficam lisas, cadentes e é chamado de "pluma de garça" . É feito à faca e o comprimento vai depender do tamanho do sabugo. A aparação da crina pode ser reta (ponta de lança) ou em “meia-lua”.

Cavalo Pantaneiro não dá marcha nem andadura; seus andamentos são o passo, o trote, o contra-passo, o galopinho e a disparada.

Nos últimos anos, o Cavalo Pantaneiro voltou a ser respeitado e retomou seu lugar de destaque no criatório nacional. Mas quase desapareceu, após a infestação de anemia infecciosa que dizimou, segundo cálculos conservadores, quase 100.000 animais em pouco tempo e afetou outro tanto.

O problema com a anemia infecciosa foi que ela não veio sozinha. Seus efeitos se somaram à devastação da grande enchente de 1974 e à investida de frigoríficos de cavalo sobre as tropas do Pantanal. Num momento de necessidade de dinheiro, os criadores entrega¬ram por nada, dezenas de milhares de éguas e potros, alguns com seleção de trezentos anos, que nunca mais se recuperará.

Não foi a primeira vez que o Pantaneiro passou apertado; no começo do século, vinda da Bolívia, a “peste das cadeiras”, que se dizia transmitida pela capivara, também pareceu que ia acabar com a raça. Mas o Naganol venceu a peste, e hoje até as capivaras estão imunes.

Para Dr. Pedro Gouveia, a anemia chegou ao Jockey de São Paulo, importada, com algum cavalo que veio do exterior. E aqui demorou a ser identificada, permitindo que se espraias¬se por todo o País. Ao Pantanal foi levada por algum boboca que apanhou um puro-sangue inglês estourado do Jockey Paulistano e o transportou à fazenda pantaneira para “melhorar” a raça... O Dr. Pedro já trabalhou com inglês, árabe, manga-larga, quarto-de-milha e com várias outras raças, as quais elogia, em condições específicas. Mas insiste: “ideal para o Brasil é o "Pantaneiro”, como cavalo de serviço".

A alimentação é baseada nos mais variados tipos de gramíneas. Existem vários criatórios de Cavalos Pantaneiros que se desenvolvem nas partes altas do Pantanal, lugares que não sofrem alagações. Os animais criados nas partes altas também vivem a campo.

A doma adotada é a racional, baseada na conquista do animal com carinho e inteligência, ajudando a mostrar ao cavalo tudo o que ele pode fazer.

O cavalo Pantaneiro dispensa maiores considerações. Ele foi forjado pela natureza.

É UM CAVALO considerado ECOLOGICAMENTE CORRETO, por estar ADAPTADO ANATÔMICA e FISIOLOGICAMENTE AO SEU MEIO !

Fonte: Meu Cavalo é Pantaneiro.





Frutas nordestinas



De extenso território e terras férteis, o Brasil destaca-se como grande produtor agrícola. São diversos tipos de solos existentes, cada um com características marcantes. No nordeste encontramos o solo massapé, cujo é excelente para a prática da agricultura por ser considerado muito fértil. Hoje trago para vocês algumas Frutas Nordestinas. Vamos inserir na dieta estas maravilhas nutricionais que encontramos em abundância aqui?

 
 Cajá: apresenta uma casca fina e lisa, geralmente de cor alaranjada, e uma polpa suculenta de sabor exótico e agridoce. Muito utilizada no nordeste na fabricação de sucos, batidas, licores, picolés, sorvetes e sobremesas. Pode ser encontrado o ano todo. Na Paraíba é abundante entre os meses de maio e junho. Riquíssimo em betacaroteno que atua na proteção da pele e mucosas, com efeito antienvelhecimento, reduz a incidência de doenças cardíacas, aumenta a imunidade, diminui a fadiga, por ser rica em cálcio previne a osteoporose, suas fibras combatem a constipação, também tem boa quantidade de magnésio, potássio, fósforo, ferro, vitamina B e C.

>>Caju: muita gente não sabe, mas o fruto do cajueiro é a castanha, esta que é sustentada por uma haste, pedúnculo floral, pseudofruto carnoso e suculento de coloração variada entre amarelo, laranja e vermelho. A colheita é realizada entre agosto e janeiro. Uma delícia consumida ao natural, mas também muito usado para fazer compotas e doces divinos, sucos, passas, sorvetes, licores, etc. 


 

A castanha é torrada e usada como aperitivo ou para fazer preparações com arroz, carnes, etc. Seu teor de vitamina C é maior que o da laranja, uma vitamina antioxidante que combate os radicais livres e fortalece o sistema imunológico; também fonte importante de ferro que combate anemia; Niacina, vitamina do complexo B, ótima para pele; suas fibras contribuem para o emagrecimento, controlando a saciedade e fazendo o intestino funcionar corretamente; o óleo da castanha é um potente antisséptico, ajuda na cicatrização de feridas; possui gorduras monoinsaturadas que protegem o coração e reduzem colesterol ruim e triglicérides elevados; e muito mais. O caju é uma fruta de grande valia para a saúde de um indivíduo.


Fruta-pão: fruto redondo, grande (chega a pesar mais de 2kg), de casca verde amarelada e poupa doce, possui duas variedades: uma com sementes (a polpa não é comestível e sim as sementes/caroço de excelente qualidade nutritiva consumidas como castanha) e outra sem. Desenvolve-se em clima tropical úmido, muito encontrada em pomares de quintais no litoral nordestino. Possui vitaminas C, B1,B2,B5; minerais como cálcio, fósforo, potássio e ferro. Tem propriedades laxantes, suas folhas podem ser preparadas no banho contra dores reumáticas e aplicação de suas fatias em combate furúnculos. É consumida cozida, frita ou assada. Ótima aliada na dieta para substituir o pão branco, pois 100g dessa fruta possui apenas 67 calorias, quase nada de gordura e 1mg de sódio, com 80,9% é água.

>> Graviola: tem casca verde, forma ovalada, de polpa branca suculenta e de sabor agridoce com muitas sementes pretas. 
 

Muito consumida em suco e sorvetes pelo sabor doce delicado. Tem propriedade diurética, sedativa, antiespasmódica, vermífuga, expectorante, adstringente, anti-inflamatória e antirreumática. Diante dessas propriedades, seu consumo ajuda no tratamento de doenças como: gastrite, úlcera, problemas digestivos, obesidade, doenças do fígado, insônia, depressão, enxaquecas, vermes, gripes, diarreia e reumatismos. Também é importante no tratamento da hipertensão, cujo seu efeito colateral é o fato de baixar a pressão arterial. Sua contraindicação é para indivíduos hipotensos, grávidas (pode provocar aborto) e quem está com ferimentos na boca ou aftas, pois a acidez da fruta pode provocar dor. Existem estudos de que a graviola possa ser usada no tratamento do câncer, sobre substâncias presentes na polpa e nas folhas, mas nada comprovado. Possui quantidade significativa de vitamina C, B1 e B2, Cálcio, magnésio e potássio.


Mangaba: pequena e de cor amarelo-alaranjado, a mangaba faz sucesso como suco, compotas, geleias, sorvetes, etc. Extremamente rica em ferro e vitamina C, mais do que outras frutas mais cítricas, o que ajuda a curar gripes. Também tem vitamina A, B1 e B2. Tem ação anti-hipertensiva (o chá de suas folhas tem ação vasodilatadores), antiulcerogênica, digestiva, laxante, etc. Porém seu consumo é contraindicado quando a fruta estiver verde. Seu tronco fornece um látex que chamam de “leite da mangaba”, que foi usado na segunda guerra mundial para fabricar borracha.


Pitomba: Não é usada em preparações culinárias, o interessante é abrir sua casca marrom quebradiça e chupar a carne, degosto ácido, suculenta e branca ao redor do seu caroço. É rica em vitamina C. Segundo medicina caseira, suas folhas fazem um chá que combate as dores reumáticas e do seu caroço efeito adstringente e no tratamento de diarreias graves.

Faz bem conhecer e desfrutar dos alimentos típicos de onde moramos. Agora você já pode inserir as Frutas Nordestinas na dieta.


Autor Camilla Gadelha Number of Entries : 13

É Nutricionista pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba. CRN 10221. Natural da Cidade de Santa Rita PB, durante alguns anos atuou como modelo, em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Siga Camilla Gadelha no Instagram: @nutrigadelha