26 de janeiro de 2018

Chef que trouxe a borda vulcânica para Cuiabá cria sabores como costela com mandioca e monjica


Da Redação - Isabela Mercuri

Foto: Arquivo pessoal

Chef Pablo Lima

O paraense Pablo da Silva Lima, 32, não tem formação acadêmica, mas o que aprendeu na escola da vida lhe deu as prerrogativas necessárias para ser chamado de Chef. Vivendo em Cuiabá há mais de vinte anos, ele garante que foi quem trouxe as bordas vulcânicas e trançadas para cá, e hoje ganha a vida dando consultoria para quem quer trabalhar com pizzas.

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No início, conta, tinha vergonha de assumir a profissão. Pablo começou trabalhando como padeiro, e logo passou a pizzaiolo dos Supermercados Modelo, onde aprendeu a maior parte do que sabe hoje. Em uma viagem a São Paulo, para participar de uma competição, ele conheceu as bordas vulcânicas e teve a ideia de trazê-las para a capital mato-grossense.

“Em Cuiabá só era borda de catupiry e [a pizza] sem borda. Depois que eu vim com essas bordas vulcânicas, que viralizou, e hoje quase todo mundo faz”, afirma. Foi ele, também, que começou a ‘moda’ das bordas trançadas, em 2008. “Quando eu voltei pra cá, em 2008, comecei a fazer as pizzas em casa, depois fui tentando desenvolver, e passando o tempo eu abri uma pizzaria pra mim. Chamava Arte Pizza, em 2010. Na Arte Pizza, que eram pizzas artesanais, foi quando eu criei a borda trançada. Mas quando fui ver, já tinha igual [fora de Cuiabá]”.

Pizza de borda vulcânica feita pelo chef Pablo Lima (Foto: Arquivo Pessoal)

A empresa fechou as portas, e o Chef decidiu investir nas consultorias e na televisão, onde trabalhou como produtor e apresentador. Hoje, Pablo publica os programas em seu canal no Youtube, onde fala de culinária regional.

A parte disso, o paraense se dedica, também, a dar dica aos que estão começando um novo negócio. Em 2017, ele se uniu a um amigo e os dois iniciaram o ‘Rock, Amor e Pizza’, empresa delivery conhecida exatamente por suas bordas vulcânicas generosas. Após um mês, saiu da sociedade e voltou para a televisão.

“Eu dou esses cursos, consultorias, e a gente abre a pizzaria. Dou treinamento, mostro como é feita a massa, a montagem da pizza”, explica. “A pessoa tem uma ideia, e diz: ‘quero abrir uma pizzaria, dá dinheiro?’ Dá, dá muito dinheiro. Se você tiver dinheiro pra investir, pode investir tudo em pizza. A porcentagem é boa, o processo de trabalho é bom, o Brasil inteiro vive de pizza. Se você perceber, todo dia e toda noite você vê entregadores de pizza em todo lugares, então não é um negócio ruim não. Se fosse ruim, não estaria fazendo até hoje”, garante.

Para o próximo ano, a ideia de Pablo é reabrir a ‘Arte Pizza’, com um cardápio inovador, cheio de sabores exóticos que ele já testou. “Eu estou pensando em abrir uma pizzaria já pra atender Cuiabá inteiro, pra ser a melhor do estado. Porque eu tenho diversas pizzas que criei, de massa de tapioca, pizza de costela com mandioca, pizza de mojica de pintado, pizza de carne de jaca, pizza de carne de caju... que não tem aqui, são criações minhas. Comecei a fazer pizza sem glúten, sem lactose, e outro trabalho que eu vou desenvolver é a pizza pra cachorro”.

Além do sabor, Pablo quer, também, modificar a forma da massa, e aposta no público jovem, que é mais aberto a novidades. “Por exemplo, ela é redonda. Vamos fazer quadrada... trazer um aspecto bonito, diferente. Igual fabrica carro. Eles fabricam carro quadrado, depois vão modificando, vai modernizando, fica mais bonito”, finaliza.

Serviço

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Contato: (65) 9 9260-3711

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