23 de abril de 2017

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NA FIT PANTANAL - RODA DE CONVERSA SOLIDÁRIA Economia Solidária no Turismo Rural. Agricultura Familiar. Artesanato e Meio Ambiente


O Presidente Nacional da UNISOL Brasil, Sr. Leonardo Pinho, esteve em Cuiabá nos dias 21 e 22 de abril, participando da Feira Internacional do Pantanal.

Leonardo Pinho foi recebido pelo representante da UNISOL no estado, Geraldo Lúcio que é técnico da EMPAER à disposição da Secretaria Adjunta de Estado de Desenvolvimento do Turismo e pelo Luciano Borges que é o Presidente do PRONATUR.

A Secretaria Adjunta de Turismo apoia várias ações voltavas para o Turismo Solidário, como é o caso do Turismo Rural na Agricultura Familiar, Produção Associada ao Turismo, Turismo em Comunidades Quilombolas e Indígenas, Turismo de Experiências, Caminhadas na Natureza dentre outros.

Já o PRONATUR que é um Instituto de Natureza e Turismo, desenvolve no Território da Baixada Cuiabana o Projeto Rede Solidária junto à UNISOL Brasil - REDE SMT.

O Presidente da UNISOL Leonardo na FIT PANTANAL 2017, teve a oportunidade de conhecer os municípios de Mato Grosso e sua experiências de turismo rural, artesanato, meio ambiente e agricultura familiar, através da Feira com a exposição de casa um dos municípios presentes.

Nos dois dias em que o Leonardo esteve em Mato Grosso, visitou dois empreendimentos solidários trabalhados pela UNISOL, nos projetos Bases de Serviços e Rede SMT, Associação das Ceramistas da Comunidade Tradicional São Gonçalo Beira Rio e Associação de Agricultores Quilombolas de Capão Verde - AGRIVERDE. 

A programação da UNISOL na FIT PANTANAL finalizou com a participação de uma Roda de Conversa Solidária em vários atores presentes tiveram a oportunidade de discutirem os temas voltados para Economia Solidária no Turismo Rural, Agricultura Familiar, Artesanato e Meio Ambiente.

O Presidente da UNISOL Leonardo fez um relato histórico sobre a Economia Solidária no Brasil e no mundo, contextualizando com a criação e atuação da UNISOL Brasil, na sua explanação falou de todos os setoriais em que a UNISOL trabalha com descarte para os temas propostos na Roda de Conversa Solidária, destacou a representação estadual na pessoa do Técnico Geraldo Lúcio e do Projeto Rede - SMT, desenvolvido em convênio com o PRONATUR.

Leonardo também falou sobre a necessidade da certificação dos produtos da Economia Solidária do meio rural para o orgânico e se propôs a estar retornando ao Estado para qualificação de atores locais numa metodologia simples e reconhecida pelo Mapa, em que os próprios empreendimentos se certificam entre si, falou também sobre a proposta da estadualização da UNISOL e que Mato Grosso poderá estar nesta programação junto a entidade.

O agente técnico Geraldo Lúcio atuou no evento como facilitador, conduzindo a árida de Conversa Solidária que contou com o Turismólogo da SEADTUR Diego Augusto que falou sobre Produção Associada ao Turismo, e também com a Coordenada de Qualificação e Estruturação da SEADTUR Niucelina que auxiliou no evento.

Várias outras lideranças estiveram presentes, como por exemplo representante do Instituto Nobres Vozes Sr. Jeferson Borralho, o Consultor de Gestão de Pessoas Sr. Valdizar Andrade, o Docente da UFMT Sr. Ferdinando Filheto, o presidente do Sindicato dos Trabalhados Rurais de Jangada e a representante do Conselho Estadual de Economia Solidária.

O evento finalizou com a fala do Sr. Luís Carlos Nigro, Secretário Adjunto de Desenvolvimento do Turismo de Mato Grosso, que fez uma síntese sobre a FIT PANTANAL e sobre a Roda de Conversa Solidária e que este tipo de ação deve tornar a acontecer na próxima FIT, finalisa Nigro.

22 de abril de 2017

Economia criativa e seus impactos gera renda para uma comunidade


Foto crédito: Edson Rodrigues

A técnica Larissa Fernanda de Lima Almeida, abordou em sua palestra na Feira Internacional do Pantanal (FIT Pantanal ), a temática Economia Criativa e seus Impactos. Ela disse que o valor econômico é mensurado quando o consumidor faz a interação com o valor simbólico. Na ocasião, ela exemplificou uma manifestação cultural, quando o consumidor vai e participa. Por outro lado, o valor simbólico, segundo ela, não é transformado como acontece nos shows folclóricos que são fora, onde o consumidor não entende o valor daquilo, a história, apenas a estética.

Larissa disse ainda que na Economia Criativa é colocado o valor econômico em produtos cheios de representação simbólica. Entre os exemplos de Economia Criativa, a palestrante citou: existe o restaurante “O mundo lá de casa”, que é uma experiência gastronômica em Recife. Trata-se de uma casa de amigos que acolhem os visitantes. O valor é simbólico, a gastronomia coletiva e a forma como as pessoas são recebidas.

O impacto da Economia Criativa é refletida também na comunidade, como ocorre na comunidade Vila de Ponta Negra em Natal, que transformou a escadaria que vai até a praia local. O espaço que era abandonado, recebeu o trabalho de artistas locais. “O que era um espaço, onde tinha muita violência, se transformou em um espaço para as artes. O espaço cultural agradou e passou a ser utilizado pelas pessoas do local”, disse ela. 

A mesma comunidade construiu depois um portal na entrada, marcando o local reservado para o artesanato. Em seguida, fez um resgate dos mestres e da história local. Os objetos históricos foram espalhados pela comunidade e passou a ser valorizado pelos visitantes e o artesanato passou a gerar renda na comunidade.

Em pouco tempo, a comunidade conseguiu reverter a imagem de um local, para ganhar. “Isto gerou confiança no coletivo, e viram que a economia criativa gera resultados para uma comunidade. A economia criativa, na realidade é o empoderamento das pessoas, pois elas tem a capacidade de gerar muito resultado com pouco investimento”, garantiu Larissa.

FIT Pantanal
A Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2017) acontece de 20 a 23 de abril no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, e tem como tema “Sustentabilidade para o Desenvolvimento do Turismo”. A feira é promovida pelo Governo do Estado de Mato Grosso e o Sindicato das Empresas de Turismo/Sindetur e conta com a parceria da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Mato Grosso (ABIH-MT) e a Associação Brasileira de Agências de Viagens de Mato Grosso (ABAV-MT). Além do apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio/MT), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Mato Grosso, Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP) e Serviço de Aprendizagem Comercial de Mato Grosso (Senac/MT).



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Piracema é tema de discussão entre especialistas na FIT 2017



Thomaz Liparelli

“O desenvolvimento econômico, social, e ambiental da pesca esportiva no Pantanal só será possível se os governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, criarem ações em conjunto e discutirem uma legislação única “. Com esta tese que o consultor ambiental e professor da Unesp-SP, Thomaz Liparelli, falou sobre a “Unificação das leis da Pesca no Pantanal”, o primeiro painel de uma série de palestras sobre “Políticas Públicas e Ambientais”, no terceiro dia da FIT 2017.

Provocativo o consultor defende que a legislação que surgir, deve pautar o desenvolvimento econômico da atividade de pesca. Contudo, segundo ele, é necessário mudar alguns paradigmas, uma delas é a proibição da pesca no período da piracema. “A pesca precisa de um olhar refinado. Deve ser prioridade. Com normatização ela pode criar benefícios que podem ajudar no crescimento econômico dos dois Estados”, afirmou.

“Sim, é possível pescar em tempo de piracema”, endossou o gestor ambiental Thomaz Luparelli, no painel “Pesca e Piracema – Mitos e Verdades”. O profissional defende que existem parâmetros técnicos que apontam que pescar na piracema não provoca danos a atividade reprodutiva dos peixes. Para ele o período da piracema não define o não impacto para a reprodução dos peixes. E vê esse período como um momento oportuno para desenvolver a pesca esportiva.

Ao contrário dos palestrantes acima a secretária do Conselho Estadual de Pesca, Cepesca, Gabriela Priante, defendeu a piracema. “Coletamos vários peixes durante todo o ano, e avaliamos como ocorre o processo de ovulação do peixe. Esta coleta nos aponta o período com maior incidência de ovulação nos peixes. Portanto a Piracema é fundamental para manutenção dos cardumes, sim”, defendeu.

A piracema tem a duração de 4 meses, ao longo de 1 ano, de novembro a fevereiro. Período em que os peixes estão migrando para o processo de reprodução. Gabriela explica que para a preservação dos peixes, é necessária a conscientização da população. “As denúncias são necessárias. Pois não há fiscais suficientes para atender toda a demanda dos rios, por esse motivo a denúncia é fundamental”, apontou,

Ainda sobre pesca, mas o empresário do segmento de pesca esportiva, Marcos Beckmann, criticou o uso da ceva (tipo de isca para peixes) no rio Teles Pires e seus afluentes. “Pescadores amadores e profissionais tem colocado soja na ceva e isso tem impactado negativamente na qualidade de vida dos peixes Matrinxã do rio Teles Pires”, conta.



Conforme informação do empresário a ceva com soja provoca excesso de gordura no peixe deixando-o desnutrido e obeso.



crédito das fotos - Edson Rodrigues


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FIT Pantanal valoriza famílias e pequenos produtores



O espaço gastronômico da FIT Pantanal 2017 é um verdadeiro oásis de delícias. Com espaços para todos os gostos, as 16 opções de estandes oferecem variedade de sabores que vão dos pratos tradicionais da culinária cuiabana aos docinhos e sandubas que todo mundo gosta.

Nesta edição, o espaço de comidinhas está estrategicamente localizado junto ao palco de shows, tudo para oferecer mais conforto e garantir a diversão. Como todos os dias tem programação musical, então a dica é trazer a família para curtir a estrutura ouvindo os shows e degustando os pratos.

Entre as opções, não poderia faltar na Fit, uma que sempre agrada crianças e adultos. As empadas da Padori que fizeram muito sucesso no ano passado vendendo mais de três mil unidades. A marca que existe há nove anos em Chapada dos Guimarães, tem opções como carne seca com banana da terra, jiló, frango, palmito e pequi. Alguns dos insumos usados para a fabricação dos recheios das empadas vêm de pequenos agricultores da região como Aripuanã, Livramento e Chapada, como faz questão de ressaltar a gerente Ivanir Teixeira. “Em 2016, a nossa participação gerou muitos contatos pós-feira, pois lançamos a nossa linha para revendas e conseguimos bons resultados”, revelou.

Também participando pela 2ª vez na FIT, o stand da Igreja Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito trouxe um clássico da cozinha mato-grossense: paçoca de pilão com arroz, tutu de feijão e banana da terra frita. A Rainha da Festa de São Benedito, Enir Moreira conta que na composição do prato muitos elementos da sustentabilidade podem ser encontrados, a começar pela carne seca que é feita com as sobras dos açougues do mercado do Porto para não haver desperdício e então, se faz todo o processo de ‘salgar’ o insumo. “Essa carne a gente utiliza para fazer diversas receitas, além disso, todos os ingredientes são comprados no mesmo local colaborando com os pequenos comerciantes, sem falar que a renda obtida na FIT será revertida para 23 comunidades e seus projetos sociais”, elencou a simpática senhora.

Mas, o espaço gastronômico da FIT Pantanal 2017 também tem novidade. O empresário Junior Arantes decidiu apostar na feira e trouxe um caldo de banana verde, além de batata frita com molho de queijo, defumados feitos artesanalmente, geleias caseiras nos sabores maracujá, abacaxi com ervas e a inédita, de pequi. “Essa geleia de pequi nunca vi ninguém vender por aqui. Criamos o produto e tem sido bem recebido, decidimos trazer para o evento. Outra que sai muito no nosso restaurante é a de pimenta, por isso, não poderia ficar de fora”, explica o proprietário do bar e restaurante Mundareo que em 2017 completa quatro anos de atividades.


Isso tudo e muito mais à disposição do público que não paga nada para conhecer, curtir e se deliciar com as opções. A FIT Pantanal conseguiu reunir no mesmo espaço diversidade culinária e preços acessíveis de modo que todo mundo possa aproveitar.




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