6 de março de 2021

Araticum do Cerrado, saiba um pouco

Tem um fruto bastante conhecido e muito apreciado. 


Dependendo da região, leva o nome de pinha, ata, marolo, condessa, bruto, cabeça-de-negro, entre outros.

O nome araticum é derivado do tupi e significa “árvore rija e dura, fruto do céu, saboroso, ou ainda fruto mole”, visto que sua polpa é branca, viscosa e mole quando maduro.

Quando chega a este ponto, costuma cair dos galhos e pode ser coletada do chão.

 A fruta é coberta por uma casca marrom, bem grossa, e contém inúmeras sementes pretas e lisas presas à polpa. 

É consumida ao natural, mas a polpa é muito utilizada também.


Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade Católica de Goiás (UCG) observou que o araticum possui antioxidantes e ajuda na prevenção de doenças degenerativas. Os povos da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, fazem uso desta planta para combater reumatismo, úlcera e até câncer de pele.



FONTE: http://www.cerratinga.org.br/araticum/


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Araticum

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Espécie do Cerrado

O araticum (nome científico Annona crassiflora) é uma planta característica do Cerrado. Ocorre, normalmente, em áreas secas e arenosas. Chega a alcançar entre quatro e oito metros de altura. De crescimento lento, costuma frutificar quando chega aos dois metros.

Araticum: fruto (Foto: DoDesign-s)

Araticum: fruto (Foto: DoDesign-s)

Tem um fruto bastante conhecido e muito apreciado. Dependendo da região, leva o nome de pinha, ata, marolo, condessa, bruto, cabeça-de-negro, entre outros. O nome araticum é derivado do tupi e significa “árvore rija e dura, fruto do céu, saboroso, ou ainda fruto mole”, visto que sua polpa é branca, viscosa e mole quando maduro.

Quando chega a este ponto, costuma cair dos galhos e pode ser coletada do chão. A fruta é coberta por uma casca marrom, bem grossa, e contém inúmeras sementes pretas e lisas presas à polpa. É consumida ao natural, mas a polpa é muito utilizada também para sucos, sorvetes e doces.

Araticum: árvore (Foto: Acervo ISPN)

Araticum: árvore (Foto: Acervo ISPN)

Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade Católica de Goiás (UCG) observou que o araticum possui antioxidantes e ajuda na prevenção de doenças degenerativas. Os povos da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, fazem uso desta planta para combater reumatismo, úlcera e até câncer de pele.


Marmelo do Cerrado: uma planta alimentícia e promissora como medicinal

Fabiana do Canion das Índias de Jaciara 
GERALDO LUCIO

A prospecção de plantas medicinais tem despertado grande interesse pela possibilidade de descoberta de novos compostos bioativos, a fim de originar, por exemplo, fitoterápicos, medicamentos semi-sintéticos e derivados de produtos naturais, com reduzidos efeitos colaterais comparados às drogas sintéticas. O conhecimento etnofarmacológico potencializa essa busca, juntamente com estudos químicos e farmacológicos. Embora se note crescente demanda no mercado de fitoterápicos, este tem sido atendido, na maioria das vezes, com matéria-prima sem padronização e, ainda, fruto do extrativismo sem critérios. Daí, a necessidade de gerar tecnologias de produção da matéria prima vegetal e de procedimentos extrativos sustentáveis.

Em Mato Grosso do Sul, estão sendo estudadas, do ponto de vista agronômico, químico e farmacológico, espécies medicinais nativas, dentre elas a Alibertia edulis (L.C. Rich.) A.C. Rich., popularmente conhecida como “marmelada-bola”, “marmelo do Cerrado” e apuruí. A planta pertence à família Rubiaceae, a mesma do café, sendo nativa e bastante frequente no Cerrado brasileiro. Um grupo de pesquisa da Universidade Federal da Grande Dourados, da Faculdade de Ciências da Saúde, sob orientação da professora doutora Maria do Carmo Vieira e outros colaboradores, têm estudado a planta e encontrado resultados promissores que confirmam a indicação etnofarmacológica. Popularmente, as folhas são utilizadas para controle da hipertensão arterial, hiperglicemia e com atividade antioxidante, efeitos esses que estão sendo confirmados nos trabalhos científicos.

Em sua composição química, foram detectadas e isoladas substancias como iridóides, saponinas, flavonoides e alcaloides, sendo que essas substancias podem estar envolvidas nas atividades biológicas evidenciadas, como também as destacadas no conhecimento popular.

A espécie produz frutos o ano inteiro. Por isso, além do uso medicinal das folhas, os frutos têm utilidade na alimentação, por serem saborosos, de polpa parda, podendo ser consumidos in natura ou para preparar sucos, refrescos, ponche, geléias e doces. O sabor do refresco, para alguns, lembra o de tamarindo e, para outros, de pêra. A parte escura e viscosa dos frutos, pela presença de pectina, talvez também possa ser usada para o “enchimento” de outros doces. A polpa pode ser conservada congelada por muito tempo. A semente torrada é usada para substituir o café e o fruto pode ainda ser dado ao gado como fonte de alimento. Observou-se, também o consumo das folhas por bovinos.

O fruto e a raiz são indicados para uso em casos de pneumonia. O xarope dos frutos é de uso comum na Amazônia. Os frutos macerados são estomáquicos. São também usados contra a catapora. Índios “cuna” colocam casca do puruí em água fria para fazer uma bebida lactagoga.

Para discutir aspectos do marmelo do Cerrado e outras plantas medicinais, está sendo organizado o 17º Workshop de Plantas Medicinais de MS e 7º Empório da Agricultura Familiar de Dourados, a ser realizado de 10 a 12 de junho próximo, na UFGD. As inscrições já estão abertas e, se forem como ouvinte, podem ser feitas até o dia do evento. Para os interessados em apresentar trabalhos, têm até dia 15 de maio para submeter o resumo expandido. O evento tem com objetivos discutir plantas medicinais sob diferentes aspectos em Mato Grosso do Sul e será organizado em palestras, apresentações de trabalhos, mini-cursos e oficinas práticas.

Neste ano, teremos como inovação o concurso de fotos de plantas medicinais, as quais poderão ser enviadas para a Comissão organizadora até o dia 30 de maio de 2015, pelo e-mail do evento. A resolução mínima exigida é de 300 pixels/pol ou 14.1 megapixels e cada pessoa pode submeter até duas fotos.

Outras informações podem ser obtidas no site: www.wsplantasmedicinais.com.br
ou e-mail:contato@wsplantasmedicinais.com.br

Profª Maria do Carmo Vieira – UFGD
Diana Figueiredo de Santana Aquino – Pós-Doutoranda UFGD
Silvia Cristina Heredia Vieira – Bolsista PNPD – UEMS/CAPES

Bom dia inteirinho com Jesus Cristo

5 de março de 2021

O Etnoturismo indígena tem várias interfaces.

Por - Geraldo Lucio, blogueiro.

Etnoturismo é o tipo de turismo em que os viajantes conhecem de perto a vida, os costumes e a cultura de um determinado povo, especialmente povos indígenas.

O Etnoturismo indígena tem várias interfaces:

. Da Produção Associada ao Turismo: (Artesanato, gastronômia,  agroindústria, manifestações culturais)
. Produção Agrícola Tradicionais.
. Criação de pequenos animais 
. Pesca.
. Passeio de barco ou canoa.
. Trilhas para observação da fauna e flora.
. Aventuras
. Vivências
. Intercâmbio
. Prática de Esportes indígenas
. Dentre outros......

O mais importante é que tem um público: Regional, Estadual e Internacional que está disposto a pagar para consumir este produto.

Que tem que ser Formatado, estruturado e qualificado para receber este público.

E  diversificar a atividade com a melhoria  do  emprego e renda  nas Aldeias.