19 de agosto de 2013

Agricultores gaúchos fazem diagnóstico do meio rural com foco em sustentabilidade



Porto Alegre - Contratada pelo Governo Federal, por meio de chamada pública, para executar no Rio Grande do Sul serviços de extensão rural com ênfase em sustentabilidade, a Emater/RS-Ascar estimula agricultores familiares a fazer Diagnósticos Rurais Participativos (DRP). Na quarta-feira (14/8), extensionistas da Instituição estiveram na comunidade llha Grande, interior de Catuípe, para auxiliar na construção de diagnóstico sobre a economia, sociedade e meio ambiente da localidade. “Em Catuípe são 300 famílias e 15 diagnósticos”, detalhou a coordenadora da chamada pública Sustentabilidade na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Auria Schröder.

Os DRP são uma das etapas do trabalho contratado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para ser desenvolvido com 20.600 famílias gaúchas até 2016. A metodologia proposta pelo Governo também prevê visitas a todas as famílias beneficiadas e elaboração individual e coletiva de projetos produtivos, que serão monitorados pela Emater/RS-Ascar. “É uma oportunidade de ouvir as famílias, seus planos e sonhos”, disse a extensionista de Bem-Estar Social da Emater/RS-Ascar, Cláudia Gaspar Pereira. “A gente só evolui quando sonha a curto, médio e longo prazo, porque é o sonho que move cada um de nós”, completou Cláudia. 

Diagnóstico 

No cenário traçado e apresentado pelos agricultores de Ilha Grande apareceram referências aos aspectos mais significativos, ligados à economia, meio ambiente e laços sociais, como a igreja, a escola, os grupos de jovens e mulheres, o rio Ijuí, as matas, as lavouras de soja e milho, os suínos, o gado de leite e de corte.
Fatos ocorridos a partir de 1.900 voltaram à tona na memória coletiva do grupo de agricultores. O início da colonização, o plantio direto e a redução do desmatamento, o escritório municipal da Emater/RS-Ascar implantado na década de 50, os Grupos 4S, a água encanada e o intenso êxodo rural na década de 80.

A partir desse diagnóstico os agricultores se esforçaram para compor o desenho de uma árvore. Os problemas levantados, como a falta de sucessores rurais, formaram o tronco da árvore. As causas, como falta de escolas, estímulo, infraestrutura, formaram as raízes. As consequências, concentração de terras, sobrecarga de trabalho, entre outras, ilustraram a copa da árvore. 

No diagnóstico elaborado sobre Catuípe pela Emater/RS-Ascar, a maioria das 1.313 propriedades rurais tem menos de 20 hectares. Em Ilha Grande, segundo o engenheiro agrônomo, Carlos Dalla Corte, a renda das famílias é obtida da produção de leite (49%), soja (32%) e aposentadoria (17,9%).
Também participaram do encontro o secretário municipal de Agricultura, Cleber Goi, e o médico veterinário da prefeitura de Catuípe, Cleo Rittes

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS|Texto: Cleuza Noal Brutti| www.emater.tche.br

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