12 de setembro de 2012

Agricultor familiar em Cáceres produz limão tayti na entressafra



UDSE da Empaer no Sítio Nossa Senhora Aparecida do agricultor José Belizário Neto 
Foto: Jorge Montezuma 

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), por meio do escritório local de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá), orienta a produção de limão tayti irrigado na entressafra, período mais quente e seco do ano, que ocorre entre os meses de agosto a novembro. 

O agricultor familiar, José Belizário Neto, há mais de dez anos tentava produzir limão da espécie tayti em sua propriedade. Depois de muitas perdas na produção, procurou a Empaer a fim de receber as orientações adequadas e corrigir os erros que faziam com que ele tivesse prejuízos no cultivo do limão. O Sítio Nossa Senhora Aparecida, que fica na comunidade Cacimba, a 64 km de Cáceres pela BR 174, sentido Porto Velho, em junho de 2011 foi transformado em uma Unidade de Sustentação Econômica (UDSE) do projeto Ater/MDA (Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário). 

Inicialmente foram realizadas as devidas análises de solo, as correções e adubações necessárias. O projeto disponibilizou parte dos recursos necessários para colocação de acessórios para irrigação, que no caso foi a fita gotejadora e algumas barras de cano, além do adubo NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio). “O limão precisa passar por um stress hídrico, logo após o período chuvoso, entre novembro a abril, pois ficar um período sem água estimula a floração”, ressaltou o engenheiro agrônomo da Empaer, José Antônio Gonçales. 

A produção, em torno de 700 a 800 kilos/mês é toda entregue a uma rede de supermercados da região. São cerca de 60 pés produzindo. A irrigação é feita de forma controlada. A Embrapa disponibiliza um material técnico, que trata do controle dessa irrigação. Com o filtro “irrigar” é possível saber o momento certo de se fazer a irrigação. Na propriedade em questão geralmente acontece duas vezes por semana, por um período de duas a três horas por linha, dependendo das condições do clima. 

No início, sem as orientações técnicas adequadas, contou o agricultor, teve muitos problemas com pragas e o manejo inadequado. “No ano passado, procuramos o Zé Antônio e o Ademar (Okada) lá na Empaer e só depois do acompanhamento deles, foi que eu consegui reduzir a mortandade dos limoeiros. Hoje eu tenho pé que produz sozinho, 300 kilos por safra, então nós estamos com expectativa positiva com esse projeto e se Deus quiser as coisas vão melhorar”, explicou José Belizário. 

O próximo passo é trabalhar o planejamento de produção, pois só com planejamento será possível atingir outras metas, como analisa o engenheiro agrônomo da Empaer, Ademar Shogi Okada. “Eu acredito que daqui a uns dois anos, o agricultor já terá condições de atender uma demanda um pouco maior e o planejamento ajuda a aumentar a produção de forma organizada, pois o mercado exige padronização do produto e regularidade”, explicou. 

Fonte: Cristiane Celina (Assessoria/Empaer)







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