Na teologia unicista (ou Pentecostalismo de Unicidade), a "glória" mencionada por Jesus em João 17:22 — "A glória que me deste, eu lhes dei, para que eles sejam um, como nós somos um" — não é apenas um conceito místico, mas o próprio poder, amor e a presença divina habitando plenamente no crente.
Para os unicistas, a união prática no dia a dia é transformada por essa glória através dos seguintes aspectos:
- A "Glória" como a Presença de Jesus no Crente:Como o unicismo nega a distinção de pessoas na Trindade, a glória dada por Jesus é vista como a própria habitação de Jesus no crente, cumprindo o "Eu neles, e tu em mim". No dia a dia, isso significa que a união com os outros seguidores é baseada em ter o mesmo Espírito e mente de Cristo (Filipenses 2:5).
- União prática sobre a diversidade: A glória compartilhada capacita os crentes a serem "um" (unidade), superando diferenças de personalidade ou origem social. Isso se reflete em ações práticas de amor e na ausência de sectarismo.
- Testemunho ao mundo: Essa união não é apenas organização, mas uma transformação de essência que torna os cristãos "homogêneos" espiritualmente, servindo como testemunho para que o mundo creia que Jesus foi enviado.
- A Glória no Sofrimento: A glória de Jesus também é associada à sua cruz e sofrimento. A união prática no dia a dia implica, portanto, partilhar dos sofrimentos de Cristo por amor, o que gera alegria e fortalece o laço entre os fiéis.
Em resumo, na perspectiva unicista, a glória transforma a união prática de uma mera associação para uma vivência sobrenatural e homogênea da vida de Jesus no crente.
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