A Cooperativa Regional de Prestação de Serviços e Solidariedade – COPERREDE, através de uma parceria com a Prefeitura de Alto Paraguai, inaugurou na manhã desta nesta sexta-feira, 21/03, no assentamento Água Santa, a agroindústria de processamento de Pequi e Frutas, que deverá atender cerca de 200 famílias de pequenos produtores da região.
A aquisição desse empreendimento foi possível graças a uma parceria entre a Prefeitura e o Governo Federal. A iniciativa faz parte do Plano de Gestão “Fortalecimento da Cadeia de Pequi e Frutas da Região Médio Norte de Mato Grosso, realizado com o apoio do Programa REM MT e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO.
A agroindústria irá processar e transformar uma variedade de frutas e o pequi nativo dos pequenos produtores rurais dos assentamentos circunvizinhos. Essa versatilidade permite que a empresa atenda as diversas demandas do mercado, otimizando a produção, reduzindo o desperdício e agregando valores.
A agroindústria tem como objetivo atender os assentamentos Ema, Caju, Banco da Terra, Capão Verde I e II, e Furnas, fortalecendo a agricultura familiar e gerando renda para as comunidades locais. A iniciativa representa um importante passo para o desenvolvimento da região, impulsionando a produção de alimentos e a economia local.
A parceria entre; a Prefeitura de Alto Paraguai, na pessoa do prefeito Adair José Alves Moreira (MDB), o Governo Federal e COPERREDE possibilitou a aquisição dos equipamentos e a estruturação da indústria, demonstrando o compromisso com o apoio à agricultura familiar.
“A construção dessa indústria é um sonho que se torna realidade para os agricultores dos assentamentos”, afirma a secretária de agricultura do município, Evanielle Ferreira de Oliveira. “Com essa iniciativa, vamos fortalecer a produção local, gerar empregos e garantir a segurança alimentar das nossas famílias.”
A inauguração dessa agroindústria no assentamento Água Santa representa um marco para a agricultura familiar na região, demonstrando o potencial de parcerias entre o poder público e as comunidades locais.
Participaram do evento representantes da Empaer-MT, IBAMA, Sicredi, FUNBIO, Programa REM-MT, diversos legisladores do município, incluindo a vereadora Raquel Pereira (MDB) do município, prefeito Adair José Moreira (MDB), o deputado estadual Chico Guarnieri (PRD), acompanhado dos vereadores de Barra do Bugres; Cleide Oliveira (Republicanos) e Fábio Almeida (PRD) e população local.
O mundo da ação climática têm sua própria linguagem. Mercados de carbono, transição justa, perdas e danos, adaptação, greenwashing – esses são alguns termos que moldam discussões e decisões críticas.
O Dicionário do Clima é um documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que explica termos relacionados à crise climática. O objetivo é facilitar o entendimento do público em geral sobre as alterações climáticas. Desta forma, achei interessante e importante divulgar o resumo do conteúdo no meu BLOG para conhecimento dos leitores.
Uma das ferramentas mais poderosas para enfrentar a crise climática além da Educação Ambiental, é a COMUNICAÇÃO. É hora de trabalharmos lado a lado com a natureza, e não contra ela. Investir em soluções baseadas na natureza é o caminho para um futuro próspero e sustentável.
A mudança climática é a questão desafiadora e definidora dos nossos tempos. A cada dia, mais e mais pessoas estão se envolvendo em ações climáticas. Se você é novo na discussão, pode ser bem desafiador entender tudo de uma vez. É por isso que publiquei este artigo de termos e conceitos de mudança climática. E o Dicionário do Clima preenche a lacuna entre o jargão científico e o público em geral. Ajuda a compreender e difunde o conhecimento como arma contra a crise climática.
O CLIMA se refere às condições atmosféricas em um momento específico em um local específico, incluindo temperatura, umidade, precipitação, nebulosidade, vento e visibilidade. As condições climáticas não acontecem isoladamente, elas têm um efeito cascata. E as atividades humanas na era industrial, e particularmente durante o último século, estão alterando significativamente o clima do nosso planeta por meio da liberação de gases de efeito estufa nocivos.
GASES do EFEITO ESTUFA são gases que prendem o calor do sol na atmosfera do nosso planeta, mantendo-o aquecido. Desde o início da era industrial, as atividades humanas levaram à liberação de níveis perigosos de gases de efeito estufa, causando aquecimento global e mudanças climáticas.
Os principais gases de efeito estufa liberados pelas atividades humanas são dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e gases fluorados usados para resfriamento e refrigeração. O dióxido de carbono é o principal gás de efeito estufa resultante das atividades humanas, particularmente da queima de combustíveis fósseis, desmatamento e mudança na forma como a terra é usada, causando o aquecimento global.
O AQUECIMENTO GLOBAL é um aumento na temperatura média da superfície da Terra que ocorre quando a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera aumenta. Esses gases absorvem mais radiação solar e retêm mais calor, fazendo com que o planeta fique mais quente.
Já a MUDANÇA CLIMÁTICA refere-se às mudanças de longo prazo no clima da Terra que estão aquecendo a atmosfera, o oceano e a terra. A mudança climática está afetando o equilíbrio dos ecossistemas que sustentam a vida e a biodiversidade impactando a saúde. Ela é responsável por enchentes, secas e inundações, entre outras calamidades.
CRISE CLIMÁTICA refere-se aos problemas sérios que estão sendo causados por mudanças no clima do planeta, incluindo extremos e riscos climáticos, perda de biodiversidade, insegurança alimentar e hídrica, riscos à saúde e perturbações econômicas.Cientistas esperam que um aumento além de 1,5°C começaria a levar a uma série de pontos de inflexão perigosos que tornariam muitas mudanças irreversíveis e representariam uma ameaça muito séria à civilização humana. Causando a sexta extinção em massa do nosso planeta.
CICLOS DE FEEDBACK CLIMÁTICOS acontecem quando uma mudança no clima desencadeia mais mudanças, em uma reação em cadeia que se reforça com o passar do tempo. Nos quais as mudanças nos sistemas climáticos do nosso planeta se tornam severas e irreversíveis. Exemplo: Conforme os incêndios florestais queimam florestas, eles liberam gases de efeito estufa, levando a mais aquecimento e mais incêndios florestais.
PONTO DE INFLEXÃO é um limite após o qual certas mudanças causadas pelo aquecimento global e pela mudança climática se tornam irreversíveis, mesmo que intervenções futuras sejam bem-sucedidas em reduzir as temperaturas globais médias. À medida que o mundo fica mais quente, vários pontos de inflexão estão se tornando muito prováveis. Um deles é a destruição de florestas tropicais, este é um grande ponto de inflexão com imensas implicações para a biodiversidade e as sociedades humanas.
EXCESSO CLIMÁTICO sob o Acordo de Paris, espera-se que os países tomem as medidas necessárias para evitar mudanças climáticas perigosas, limitando o aquecimento global a bem abaixo de 2°C e buscando esforços para limitá-lo a 1,5°C. Quanto mais tempo durar o excesso climático, mais perigoso o mundo se tornará. Um período prolongado de temperaturas globais mais altas terá impactos devastadores e irreversíveis nos ecossistemas naturais, na biodiversidade e nas comunidades humanas. Fazer cortes profundos nas emissões durante esta década é de extrema importância para limitar a duração e os impactos do excesso climático.
ACORDO DE PARIS é um tratado internacional juridicamente vinculativo que foi adotado por 196 Partes em 2015 na COP21 em Paris e entrou em vigor em 2016. O Acordo de Paris é uma conquista histórica na cooperação internacional sobre mudanças climáticas porque é um acordo vinculativo para todas as partes aumentarem os esforços para combater as mudanças climáticas e se adaptarem aos seus efeitos. O Brasil é signatário desse acordo. Junto com o Brasil, três estados subnacionais apresentaram suas NDCs, nessa COP, um deles o Estado de Mato Grosso, apresentou a estratégia PCI – Produzir, Conservar, Incluir, determinando três eixos de atuação para os programas e projetos de estado a partir de então.
À medida que os países continuam a fortalecer seus compromissos sob o Acordo de Paris, a integração da EducaçãoAmbiental nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) se torna vital para promover a resiliência climática e empoderar as comunidades. Capacitando alunos para se tornarem cidadãos ativos que se preocupam com as Pessoas e com o Planeta e tem o entendimento de como contribuir nesse contexto.
MITIGAÇÃO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS refere-se a qualquer ação tomada por governos, empresas ou pessoas para reduzir ou prevenir emissões de gases de efeito estufa, ou para aumentar os sumidouros de carbono que removem esses gases da atmosfera. Para que as ações de mitigação sejam bem-sucedidas, é crucial que os países desenvolvam ambientes favoráveis por meio de legislação, políticas e investimentos.
ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS refere-se a ações que ajudam a reduzir a vulnerabilidade aos impactos atuais ou esperados das mudanças climáticas, como eventos climáticos extremos e riscos, elevação do nível do mar, perda de biodiversidade ou insegurança alimentar e hídrica. Muitas medidas de adaptação precisam acontecer no nível local, então comunidades rurais e cidades têm um grande papel a desempenhar. Como dois exemplos temos o uso de infraestrutura verde nas cidades para reduzir o impacto de ilhas de calor e enchentes ou ainda agricultura climaticamente inteligente, usando técnicas – como plantio direto – que ajudam a manter a produção agrícola diante das mudanças do clima.
RESILIÊNCIA CLIMÁTICA é a capacidade de uma comunidade ou ambiente de antecipar e gerenciar impactos climáticos, minimizar seus danos, se recuperar e se transformar conforme necessário após o choque inicial. Isso pode ser feito através de curso de Educação Ambiental, capacitando pessoas para obter novas habilidades.
PEGADA DE CARBONO é uma medida das emissões de gases de efeito estufa liberadas na atmosfera por uma pessoa, organização, produto ou atividade em particular. Uma pegada de carbono maior significa mais emissões de dióxido de carbono e metano e, portanto, uma contribuição maior para a crise climática.
JUSTIÇA CLIMÁTICA significa colocar a equidade e os direitos humanos no centro da tomada de decisões e ações sobre as mudanças climáticas. Ou seja, a justiça climática mergulha nas raízes sociais, econômicas e políticas da crise climática, expondo como os grupos mais vulneráveis e que menos contribuíram para o problema, são os que mais sofrem as consequências.
Falar de justiça climática, portanto, é reconhecer e enfrentar as desigualdades que impactam de forma desproporcional populações negras, quilombolas, ribeirinhas, indígenas e periféricas. É valorizar saberes tradicionais e defender modelos econômicos mais justos, com equidade e garantia de direitos humanos.
PERDAS E DANOS O termo pode se referir aos impactos inevitáveis da mudança climática que ocorrem apesar de, ou na ausência de, mitigação e adaptação. Perdas e danos incluem impactos negativos que não podem ser facilmente atribuídos a um valor monetário. Isso pode incluir coisas como traumas por vivenciar extremos e perigos climáticos, perda de vidas, deslocamento de comunidades, perda de história e cultura ou perda de biodiversidade.
SEGURANÇA CLIMÁTICA refere-se à avaliação, gestão e redução dos riscos à paz e estabilidadetrazidos pela crise climática. Isso significa garantir que a mitigação e adaptação climática vá além de não causar danos e contribua positivamente para a paz e estabilidade. Isso também significa que as intervenções de prevenção de conflitos e construção da paz levam em conta os impactos climáticos.
FINANCIAMENTO CLIMÁTICO refere-se a recursos e instrumentos financeiros que são usados para dar suporte a ações sobre mudanças climáticas. Pode vir de diferentes fontes, públicas ou privadas, nacionais ou internacionais, bilaterais ou multilaterais. Ele pode empregar diferentes instrumentos, como subsídios e doações, títulos verdes, trocas de dívida, garantias e empréstimos concessionais. E pode ser usado para diferentes atividades, incluindo mitigação, adaptação e construção de resiliência.
EMISSÃO ZERO precisamos garantir que as emissões de dióxido de carbono da atividade humana sejam equilibradas pelos esforços humanos para remover as emissões de dióxido de carbono. A transição para o net zero requer uma transformação completa de nossos sistemas de energia, transporte e produção e consumo. Isso é necessário para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.
DESCARBONIZAÇÃO Significa reduzir a quantidade de emissões de gases de efeito estufa que uma sociedade produz, bem como aumentar a quantidade que está sendo absorvida. Para atingir as metas do Acordo de Paris e manter a meta de 1,5° viva, governos e empresas devem descarbonizar rapidamente até 2030.
Volto a dizer: Como me ensinaram meus amados e falecidos pais (Carlos Ricardo Chiletto e Yara Cairo Chiletto) “Palavras o vento as leva. Ação leva ao coração“. Lembrando que como está no documentário: A Vida no Nosso Planeta, a Terra já passou por 5 extinções em massa e cada uma delas dizimou 3/4 dos seres vivos. Se quisermos reverter a sexta extinção em massa precisamos agir. Dessa forma, espero que este conteúdo leve os leitores a refletirem sobre seus hábitos de consumo e seu papel na sociedade, como gestores, professores, pesquisadores, ou mesmo uma dona de casa possam entender como contribuir para combater um cenário tão ameaçador.
Lembrando que as mudanças climáticas são um dos maiores desafios no mundo e seus efeitos negativos dificultam que todos os países alcancem os objetivos para o desenvolvimento sustentável. Desse modo, para atingir os 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, em especial as metas do ODS 13 (adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos) cada país, e no nosso caso cada Estado, deverá implementar políticas e ações nacionaise locais(territorialização dos ODS).
No próximo artigo a parte 02 do Dicionário do Clima.
Continuação da Parte 01 da publicação que foi resumida do site do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento: Promessa Climática.
Seguem outrostermos importantes que explicam questões relacionados à crise climática, com o objetivo de facilitar o entendimento dos leitores sobre as alterações climáticas.
ENERGIA RENOVÁVEL é energia derivada de fontes naturais que são constantemente reabastecidas, como vento, luz solar, fluxo de água em movimento e calor geotérmico. A energia de fontes renováveis é barata, limpa, sustentável e gera mais empregos. Em contraste com a energia proveniente de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás, que é responsável por 75% das emissões nocivas de gases de efeito estufa que estão causando as mudanças climáticas.
SUMIDOURO DE CARBONO é qualquer processo, atividade ou mecanismo que absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que libera. Florestas, pantanal, manguezais, oceanos e solo, entre outros, são os maiores sumidouros naturais de carbono do mundo.
RENOVAÇÃO DE CARBONO X CAPTURA DE CARBONO: a remoção de carbono é o processo de remoção de emissões de gases de efeito estufa da atmosfera, por meio de soluções naturais, como reflorestamento e manejo do solo, ou soluções tecnológicas, como captura direta de ar e mineralização aprimorada.
A captura e armazenamento de carbono é o processo de capturar emissões de carbono produzidas por usinas de energia de combustíveis fósseis ou outros processos industriais antes que elas possam entrar em nossa atmosfera, armazenando-as profundamente no subsolo.
OS MERCADOS DE CARBONO são esquemas de negociação que criam incentivos financeiros para atividades que reduzem ou removem emissões de gases de efeito estufa. Nesses esquemas, as emissões são quantificadas em créditos de carbonoque podem ser comprados e vendidos. Um crédito de carbono negociável equivale a uma tonelada de dióxido de carbono retirada da atmosfera.
A AGRICULTURA REGENERATIVA é uma forma de agricultura que nutre e restaura a saúde do solo e, portanto, reduz o uso de água, previne a degradação da terra e promove a biodiversidade. Oposto a isso a agricultura intensiva é responsável por um terço das emissões globais de gases de efeito estufa. No mundo, essa modalidade usa 70% da água doce que consumimos e leva à degradação do solo por meio do uso de maquinário pesado, fertilizantes químicos e pesticidas.
FLORESTAMENTO E REFLORESTAMENTO: Florestamento é o plantio de árvores em áreas que nunca tiveram floresta, enquanto reflorestamento é o plantio em áreas que já tiveram floresta.
RENATURALIZAÇÃO (rewilding) é a restauração de ecossistemas que foram danificados pela atividade humana. Mais do que conservação, que se concentra em salvar espécies específicas por meio de intervenção humana dedicada, rewilding se refere a reservar grandes áreas para o mundo natural se regenerar em seus próprios termos.
A renaturalização pode ajudar a combater as mudanças climáticas removendo mais dióxido de carbono da atmosfera por meio de processos naturais saudáveis, como a regeneração natural de florestas.
ECONOMIA CIRCULAR refere-se a modelos de produção e consumo que minimizam o desperdício e reduzem a poluição, promovem usos sustentáveis de recursos naturais e ajudam a regenerar a natureza. Em vez de produzir, usar e descartar os materiais, como se faz na economia linear, ela promove reutilização, reciclagem e reaproveitamento de materiais, criando um ciclo contínuo que minimiza impactos ambientais e estimula a inovação. Atualmente, apenas 7,2% dos materiais usados são reciclados de volta para nossas economias após o uso. Isso tem um fardo significativo para o meio ambiente e contribui para as crises de clima, biodiversidade e poluição.
EMPREGOS VERDES são empregos que contribuem para proteger e restaurar o meio ambiente e lidar com as mudanças climáticas. Empregos verdes podem ser encontrados tanto no uso da energia renovável, quanto em processos ecologicamente corretos, como reciclagem. Protegem e restauram ecossistemas e apoiam a adaptação aos impactos das mudanças climáticas.
GREENWASHING se refere a situações em que uma empresa faz alegações enganosas sobre seu impacto ambiental positivo ou a sustentabilidade de seus produtos e serviços para convencer os consumidores de que estão agindo sobre as mudanças climáticas. O greenwashing pode minar a confiança pública na sustentabilidade e permitir que impactos ambientais negativos continuem inabaláveis.
TRANSIÇÃO JUSTA à medida que os países trabalham para atingir suas metas climáticas, é essencial que eles garantam que toda a sociedade — todas as comunidades, todos os trabalhadores, todos os grupos sociais — sejam envolvidos e façam parte da mudança estrutural que ocorre. Estendendo a todos os benefícios dessa atuação.
Garantir uma transição justa significa que os países escolhem tornar sua economia mais verde por meio de caminhos de transição e abordagens que reforçam a igualdade e a inclusão. Importante ressaltar que o Estado de Mato Grosso desde o ano de 2016 efetivou uma parceria com a PAGE – Partnership for Action on Green Economy, na qual eu fui o Coordenador Nacional de Projetos responsável pelo escritório local. Esse programa desempenhou papel significativo na promoção do desenvolvimento sustentável promovendo políticas de estímulo à agricultura familiar, ao turismo sustentável, à gestão urbana sustentável, ao uso de energias renováveis, entre outras que promovem uma economia mais “verde”para o estado.
CONVENÇÃO-QUADRO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS (UNFCCC) é um tratado ambiental internacional adotado em 1992 para combater a interferência humana perigosa no sistema climático. Entrou em vigor em 1994 e goza de adesão quase universal, tendo sido assinada por 198 partes. O secretariado da UNFCCC é a entidade das Nações Unidas encarregada de dar suporte à resposta global à ameaça das mudanças climáticas.
COP – CONFERÊNCIA DAS PARTES é a conferência anual das Nações Unidas dedicada às mudanças climáticas, chamada de “ Conferência das Partes ” ou “ COP ”, é organizada sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) desde 1995. A conferência agora reúne todas as nações que são partes do Acordo de Parispara discutir seus próximos passos para combater as mudanças climáticas e estabelecer acordos juridicamente vinculativos para apoiar a ação climática.
Vale ressaltar que a COP 30 ocorrerá em Novembro/2025 e será em Belém/Pará – Brasil. O local foi escolhido por estar inserido na Amazônia, um dos biomas mais importantes para o equilíbrio climático no mundo. E os principais temas incluem: 1. Redução de emissões de gases de efeito estufa.2.Adaptação às mudanças climáticas. 3. Contribuição dos países ricos ao financiamento do clima.
E pode trazer benefícios para o Brasil como: combate à crise climática, desenvolvimento sustentável, investimento internacional, fortalecimento da resiliência, neutralidade climática e avaliação de avanços – A COP 30 pode proporcionar um espaço fundamental para avaliar os avanços da UNFCCC, ajustar as metas e fortalecer as parcerias internacionais, garantindo os recursos necessários aos países em desenvolvimento.
CONTRIBUIÇÕES NACIONALMENTE DETERMINADAS (NDCs) As NDCs descrevem as prioridades de mitigação e adaptação que um país buscará para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, construir resiliência e se adaptar às mudanças climáticas, bem como estratégias de financiamento e abordagens de monitoramento e verificação. São promessas climáticas e planos de ação que cada país deve desenvolver em linha com a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5° C.
RELATÓRIOS DE TRANSPARENCIA os países devem reportar regularmente a implementação de suas NDCs – Contribuições Nacionalmente Determinadas. É crucial que esse relatório seja feito com transparência para permitir que a comunidade global avalie com precisão o progresso coletivo e crie confiança de que todos estão fazendo sua parte.
OS PLANOS NACIONAIS DE ADAPTAÇÃO (NAPs)ajudam os países a planejar e implementar ações para reduzir a vulnerabilidade aos impactos das mudanças climáticas e fortalecer a capacidade adaptativa e a resiliência. Os NAPs se vinculam às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e outras políticas e programas nacionais e setoriais.
ESTRATÉGIAS DE LONGO PRAZO (LTS): Pelo Acordo de Paris, os países são convidados a comunicar estratégias de longo prazo (LTS) para redução de emissões que prevejam uma transformação de toda a sociedade ao longo de várias décadas, geralmente até 2050. Os documentos LTS se alinham aos objetivos de longo prazo de limitar o aquecimento global e atingir o net zero até 2050.
REDD+ : REDUÇÃO DE EMISSÕES POR DESMATAMENTO E DEGRADAÇÃO FLORESTAL – A conservação e restauração florestal podem fornecer mais de um quarto das reduções de emissões de gases de efeito estufa necessárias para evitar os piores impactos das mudanças climáticas. REDD+ é uma estrutura acordada por países nas negociações climáticas internacionais que visa conter as mudanças climáticas reduzindo o desmatamento e a degradação florestal, e gerenciando e conservando florestas de forma sustentável em países em desenvolvimento. Vale ressaltar que o Estado de Mato Grosso possui esta parceria que conta com o apoio dos governos da Alemanha e Reino Unido.
PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS (IPCC) é um órgão independente fundado sob os auspícios da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
O principal papel do IPCC é avaliar a literatura científica e as descobertas sobre as mudanças climáticas e fornecer informações científicas vitais e recomendações baseadas em evidências para formuladores de políticas e o público. É amplamente reconhecido como a fonte mais confiável de informações relacionadas à ciência das mudanças climáticas e sua análise complexa de impactos, riscos e opções de adaptação e mitigação.
Acredito que os termos importantes relacionados à crise climática destacados na Parte 01 e 02 dos artigos retirados do site do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, contribui para que os leitores possam ter um entendimento melhor sobre as alterações climáticas e efetivamente se engajarem no processo de combate ao aquecimento global e no Desenvolvimento Sustentável tendo como premissa os 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
Para as agencias da ONU, em especial aquelas integrantes do Programa PAGE (PNUD – PNUMA – OIT – UNIDO – UNITAR), a adaptação às mudanças climáticas é inseparável do desenvolvimento sustentável e de cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável . A adaptação é, portanto, um pilar fundamental do apoio aos países em desenvolvimento em todo o mundo. O que resultará em melhorias do bem-estar humano e igualdade social, ao mesmo tempo em que iremos reduzir significativamente os riscos ambientais e os desequilíbrios ecológicos.
Segunda a Doutrina Codificada de Allan Kardec: as pessoas estão virando marionetes do poder e do cifrão e a espiritualidade está ficando em segundo plano. A humanidade está caminhando para um mundo egoísta sem união, sem compaixão e sem fé. A desigualdade tomou conta da ação criadora de Deus. O mal da Mudança Climática está se manifestando em todo o mundo e o ser humano precisa repensar seus atos e valores. Temos que procurar viver em harmonia com nosso planeta. A coletividade é necessária, o amor ao próximo essencial e a caridade é fundamental.
É preciso haver uma mudança de comportamentopara que o planeta terra se cure. Somos o remédio do mal criado. Lembrando que energia negativa se cura com LUZ. A paz reinará mas depende de nós. Vamos cultivar a obra de Deus e iluminar nosso planeta e espalhar o bem. Vamos nos unir e acreditar… Deus no comando sempre. A vacina para a ferida do nosso planeta está dentro de nós.
E, para finalizarmos este artigo sobre o Dicionário do Clima (parte 02), importante ressaltar que o tempo é implacável. A inércia por parte de governos, sociedade, empresas, etc, frente aos problemas ambientais e climáticos atuais encontra no passar dos dias, meses e anos, um fator extremamente agravante que tornará os impactos negativos destes problemas cada vez mais contundentes no meio socioeconômico e ambiental.
E como está na letra da canção dos Titãs (Enquanto Houver Sol): “… Nenhuma ideia vale uma vida…”
E na letra da música de Michael Jackson – Heal The World (Cure o Mundo) – https://www.youtube.com/watch?v=jY81J_dI5k0 : “… Há caminhos para chegar lá / Se você se importa o suficiente com a vida / Crie um pequeno espaço / Crie um lugar melhor/ Cure o mundo / Faça dele um lugar melhor / Para você e para mim / E toda a raça humana…”
Volto a dizer: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” (Geraldo Vandré: Para não dizer que não falei das flores).