11 de setembro de 2018

Está JESUS na Divindade ? Ou está a Divindade em JESUS ?


POR GORDON MAGEE

O autor foi usado por Deus para ser o pioneiro da revelação da Unicidade na llhas Brtitânicas. Seu ministério foi particularmente frutífero na Irlanda, onde, por ocasião da sua partida, os ministros presentearam-no com o lindo ofício de apresentação.

ÍNDICE


1. A Dupla Natureza de Jesus Cristo

2. O Círculo Completo da Divindade de Jesus Cristo

3. A Filiação Unigênita de Jesus Cristo

4. Jesus é a Plenitude da Divindade

Quem dizem os homens que sou eu?”
Dos lábios de nosso Senhor Jesus, brotou essa pergunta tão pertinente.
A questão era importante naquela ocasião. Continua importante hoje!
Este estudo a respeito da identidade de Cristo é breve, mas informativo. Está baseado nas Escrituras e é claro; embora teológico, é belo em sua simplicidade; mergulha nas numerosas perplexidades das interpretações trinitarianas, e se incendeia com a revelação da unicidade de Deus.
O autor, Gordon Magee, equipou o movimento “Unicidade Apostólica” com um tratado que responde às questões da oposição triteistica, dá aos crentes fundamentos sólidos como uma rocha, e faz Jesus Cristo total, única, verdadeira, completa e exclusivamente Deus.
Este estudo deve estar gravado no coração de todo Cristão. Eu vibro com sua verdade bendita, a cada leitura da grande mensagem que ele revela.

Nathaniel A. Urshan, Indianapolis, Indiana, USA.

 A “DUPLA NATUREZA..
...DE JESUS CRISTO”


Vamos ler, com muito cuidado, o versículo dezesseis do terceiro capítulo da Primeira Epístola de Paulo a Timóteo:

“Evidentemente, grande é o mistério da Santíssima Trindade. Deus se manifestou em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.”

Ouvindo algumas pessoas falar, você bem poderia pensar que é assim que está escrito. No entanto, o que o versículo realmente afirma é o seguinte:

"Evidentemente, grande é o mistério da piedade:
Aquele que foi manifestado na carne ".

A Bíblia, em todos os seus sessenta e seis livros, nunca se refere a uma misteriosa divindade formada por três pessoas. O grande mistério da Divindade é a encarnação - Deus manifestado em carne.

Há, nas Escrituras, inúmeras provas da genuína humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo. Vou mencionar apenas algumas delas. Atentem para o quadro que as palavras compõem e me digam se ele não retrata o Senhor Jesus como tendo uma autêntica natureza humana.

Mateus 4:2 - “E depois de jejuar.. teve fome.” O Senhor experimentou a mesma dor cruciante e repentina que aperta o nosso estômago, quando não nos alimentamos. Ele era humano a ponto de sentir fome.

Mateus 8:24 - Entretanto, Jesus dormia. A mesma sensação de desligamento que faz pesar suas pálpebras e as minhas e que nós chamamos de sono, foi experimentada por nosso Senhor Jesus Cristo. Outra prova de sua humanidade.

João 4:6 - ‘Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte Após o esforço da viagem, tão real era Sua humanidade que a mesma exaustão que toma conta de nós, quando exageramos no esforço físico, se apossou de Jesus. Ele era genuinamente humano sob todos os aspectos e em cada detalhe.
João 11:35 - ‘Jesus chorou.” Ele era suficientemente humano para chorar em um momento de emoção profunda.

Lucas 22:44 - “E, estando em agonia, orava mais intensamente,” Jesus sabia que havia estágios de intensidade, de fervor. Não aceito, em momento algum, a sugestão de que possa ter havido alguma ocasião, na experiência de Cristo, em que Ele não tenha sido fervoroso. Ele foi sempre dedicado e sincero - mas a Bíblia nos ensina que Ele experimentou graus diversos de fervor, exatamente como você. Às vezes, você ora com ardor intenso; outras não com tanta intensidade. Isto porque você é humano. E impossível, para você e para mim, vivermos sempre, o tempo todo, num mesmo nível de emoção intensa. Experimentamos graus diferentes de dedicação - Jesus também - Ele era humano.

Talvez a maior prova de Sua humanidade se encontre em Lucas 2:52 - “E crescia Jesus em sabedoria, estatura Jesus”... crescia. . . em estatura”, significa que Ele estava sujeito às mesmas leis físicas de crescimento e desenvolvimento que nós. Além disso, crescia Jesus em sabedoria Ele estava aprendendo, adquirindo conhecimento e sabedoria. Ele não estava sujeito apenas às mesmas leis de crescimento físico e desenvolvimento às quais estão sujeitos todos os seres humanos, mas, também, às mesmas leis de desenvolvimento mental. Eu lhes afirmo que Jesus era absoluta e genuinamente humano. 1 Coríntios 15:3 diz: “Cristo MORREU”. Precisamos dizer alguma coisa mais para provar Sua verdadeira natureza humana?

JESUS ERA UM HOMEM


Quando os apóstolos pregavam a respeito de Jesus, proclamavam que Ele era um homem. Atos 2:22 - “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós, com milagres..” Falando sobre si mesmo, Jesus declarou ser um homem. Aos Judeus, que intentavam matá-lo, Jesus disse: ‘Mas agora procurais matar-me, a mim que vos tenho falado a verdade’ (João 8:40). Ora, quando ouvimos essa afirmativa dos próprios lábios de Cristo, somos obrigados a crer. Não pode haver a menor dúvida a respeito da humanidade do Senhor Jesus Cristo porque a Bíblia a ensina muito claramente.

ESSE HOMEM ERA TAMBÉM DEUS


Mas, vamos supor que, a esta altura, eu fechasse minha Bíblia e dissesse: “Este é Jesus’. Você teria toda a razão se contasse aos outros que acabara de ouvir um”. Sermão no qual fora pregada a maior mentira que você jamais ouvira. Não é suficiente afirmar que Jesus era um homem Não há mentira mais perigosa que uma meia-verdade, e é apenas uma meia-verdade, a respeito de Jesus, afirmar que Ele era um Homem. Se você diz que Ele era um Homem, e se isso e tudo que você tem a dizer a Seu respeito, então o que você esta dizendo sobre Ele é uma mentira. Ouçam, amigos, a profunda, embora simples, verdade: Esse Homem era também Deus - e Ele era tão genuinamente Deus quanto era genuinamente Homem.
Você se lembra daquela ocasião quando Seus pais o perderam? Quando eles estavam visitando Jerusalém, e, em seu caminho de volta para casa descobriram que Jesus não estava com eles? Eles voltaram apressados, ao templo, à procura do menino Jesus, então com 12 anos. Lucas 2:46 descreve o fato, assim: “Três dias depois o acharam no templo, assentado no meio dos mestres, ouvindo-os e interrogando-os.”
Vamos imaginar que você e eu vivêssemos naquele tempo, quando Lucas escreveu seu Evangelho, e que nós fôssemos até ele e lhe perguntássemos: ‘Por favor, Dr. Lucas, quem José e Maria encontraram, naquele dia, no templo?” Ele diria: “Encontraram um menino de doze anos, Jesus.”
Mas, uma outra voz também se faz ouvir, a voz de Malaquias, profeta do Velho Testamento. No primeiro versículo do capítulo três, ele nos diz quem foi encontrado no templo, naquele dia: “Eis que eu envio o meu mensageiro (isto é, João Batista) que preparará o caminho diante de mim; de repente virá ao seu templo o SENHOR, a quem vós buscais.”
Malaquias está dizendo que o menino de doze anos, encontrado no templo, não era outro senão o próprio Jeová. Este é um pensamento maravilhoso. Aquele templo, todo enfeitado, aquele belo e magnífico templo, na verdade, pertencia a um menino de doze anos que, sentado no meio daqueles sábios doutores, ouvia o que eles diziam e lhes fazia perguntas. GRANDE É O MISTÉRIO DA DIVINDADE! Não me peçam para explicar o que, louvado seja Deus, de algum modo, posso aceitar, mas, que minha mente não consegue entender.

O SENHOR DA GLÓRIA


O apóstolo Paulo escreveu o seguinte, a respeito da crucificação do Senhor Jesus (1 Coríntios 2:8): “sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória.” Paulo, quem você disse que eles crucificaram? “... O Senhor da glória”. Isso é diferente do que foi dito por Pôncio Pilatos, em João 19:5 : “... Eis o homem!”. No que lhe dizia respeito, Pilatos estava entregando, para ser crucificado, um homem. -- “... Eis o homem! Um bom homem, é verdade, o melhor que ele já havia conhecido, mas apenas um homem. Assim, não restam dúvidas a respeito da humanidade daquele que foi entregue nas mãos de Pilatos, para morrer. Mas, Paulo ainda sustenta que esse Homem era o Senhor da glória. Quem é o Senhor da glória? Salmo 24:8: “Quem é o Rei da Glória? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas. ’ Aqui, temos, diante de nós, uma idéia incrível e profunda. O Homem fraco, condenado à morte, era Jeová forte e poderoso.
GRANDE É O MISTERIO DA DIVINDADE. Não me peçam para explicar como aquela Pessoa, pendurada numa cruz, contorcendo-se na agonia da morte, podia ser o Senhor da glória e o Senhor da vida Não tenho explicações para isso, amigos, mas posso afirmar-lhes que acredito nisso de todo o meu coração. É um mistério. Um emocionante e bendito mistério - Deus manifestado na carne!

JOÃO BATISTA


Vamos imaginar que vivêssemos na época de João Batista, e, que estivéssemos conversando com ele. Suponhamos que lhe perguntássemos: “João Batista, aconteceu alguma coisa fora do comum, hoje, enquanto você batizava? É verdade que uma voz vinda dos céus se fez ouvir e que uma forma sobrenatural, como a de uma pomba, pousou sobre uma daquelas pessoas? Quem era essa pessoa, João?”
João diria: ‘Era meu primo, Jesus. Ele nasceu alguns meses depois de mim.”
João, isso é tudo? Isso é tudo que você tem a dizer a respeito dessa Pessoa que teve um batismo tão extraordinário, nas águas? Você não poderia nos contar um pouco mais? Sabemos que há mais a ser dito em relação a Ele do que o simples fato de que Ele é seu primo.
João diria: “Vou lhes contar. Examinem comigo os escritos do profeta Isaias (40:3). Ouçam: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR. Ele está se referindo a mim. Aqui saías está falando a meu respeito, há séculos atrás. Eu sou a voz e minha igreja é o deserto, e eu tenho pregado preparando o advento de Jeová!”
Observem o versículo 9: “... Ergue a tua voz fortemente; levanta-a, não temas, e dize às cidades de Judá: Eis aí está o vosso Deus. “João diria a você e a mim: “Eu não sei como explicar, sei que ele é meu primo, sei que pelo sangue somos parentes, mas Ele é também meu Deus. Ele é também o meu Jeová, cujo caminho eu vim preparar. Ele veio após mim, mas, ainda assim, de um modo maravilhoso, Ele era antes de mim - E/e é Deus manifestado na carne! Ele é o mistério da divindade!
A Bíblia nos ensina que o homem Jesus Cristo é também o Deus eterno!

DEUS SOBRE TUDO


Tudo está resumido em um único versículo, Romano 9:5: ”e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos. Deus bendito para todo o sempre. Amém. ’ Aqui, um único versículo nos diz que Jesus era carne e que, ao mesmo tempo, Ele era Deus sobre todos, bendito para sempre. Eu penso que isso deveria encerrar, de uma vez por todas, a controvérsia. Amém.

JESUS ERA DEUS E HOMEM


Vocês poderiam me perguntar: ‘Irmão Magee, o que aconteceu no momento da encarnação, no nascimento físico de Cristo? Você diz que é grande o mistério da divindade. Você não poderia nos ajudar um pouco mais, dizendo o que aconteceu por ocasião do nascimento, da encarnação humana de nosso Senhor? “Filipenses 2:6 nos ajuda a esse respeito: ‘pois ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação ser igual a Deus.” Ou, em outras palavras, antes de Jesus nascer com sua natureza humana Ele era a Divina equação visível do Deus invisível. Ele existia, originalmente, na forma de Deus e não julgou usurpação ser igual a Deus, antes, fez-se a si mesmo em humildade: “assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens.” Esse ser, Aquele que, antes de Seu nascimento físico, existia na forma de Deus - a equação perfeita numa forma sublime do Deus invisível - esse Ser, Deus, no instante de Sua encarnação, tomou para Si mesmo a semelhança do homem. Em sua encarnação, Ele assumiu a natureza humana, mas não deixou de ser Deus, antes, somou ao que Ele sempre fora (Jeová Deus) a qualidade de uma assumida natureza humana. Isso explica, de maneira total e inteligível, o Jesus que encontramos na Bíblia. Tudo que você tem a fazer, quando lê a sua Bíblia, é ter em mente esse pensamento. Pergunte a si mesmo:
Jesus está agindo como um homem, nessa ocasião, ou Ele está agindo como Deus? Aqui, Jesus está falando como um homem ou Ele está falando como Deus? Porque Ele era ambos: Deus e homem. Nele a Divindade e a humanidade estavam fundidas, mas não confundidas. Ele podia falar de dois pontos de vista. Ele podia falar como Deus Todo poderoso - Ele podia falar coma um ser humano. Ele podia agir como Deus Todo oderoso - Ele podia agir como um ser humano. Por exemplo, quando Ele caminhou sobre o mar, estava agindo como Deus. Quando caminhava à beira-mar, agia como homem. Ele se assentou junto à fonte e estava exausto, Ele estava cansado por causa de sua natureza humana, mas o Livro de Isaias diz que o eterno Deus - o Criador - não se cansa nem se abate. Jesus não estava cansado no que dizia respeito à Sua Divindade, Ele estava cansado apenas em relação à Sua humanidade. Assim, tenha isso sempre em mente - pergunte a si mesmo -Ele está desempenhando o papel de Deus e tomando o Seu lugar ou está representando a parte do homem e tomando o seu lugar? Desse modo, você terá uma chave maravilhosa e reveladora do Jesus que encontramos nos quatro Evangelhos.

“EU E O PAI SOMOS UM”


Deixem-me dar-lhes alguns exemplos Em João 10:30, Jesus disse: “Eu e o Pai somos dois.” Desculpem-me! Isso não está certo! “Eu e o Pai somos um. “ Prestem atenção, por favor, porque a própria construção da passagem é importante. Jesus não disse: “O Pai e eu somos um.” Disse? Ele não disse: “O Pai e eu somos um.” Eu não falaria dessa maneira a respeito de Deus, Eu não ousaria dizer: “Eu e Deus”, ou “ Eu e o Pai”, quando falo de Deus, porque sou apenas humano. Eu falo primeiro de Deus. Não falamos, você e eu: ‘Deus e eu”? Essa é a linguagem apropriada para uma pessoa adotar. Mas, Jesus não hesitou em dizer: “Eu e o Pai , colocando-se em primeiro lugar. Por que? Porque, naquele dia, Ele falou do profundo de Sua sabedoria Divina. Ele estava falando como Deus. Mas, quando Lemos Mateus 27:46, ouvimos o Homem, e dos mesmos lábios brota um grito terrível que parece se opor abertamente ao que Ele, anteriormente proclamara. Jesus, quando estava sendo crucificado, gritou: ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? “ Há algo que eu gostaria de afirmar, e você pode me citar, se quiser: Deus não abandonou, nem, realmente, desamparou o Senhor Jesus Cristo (João 16:32).
Como eu sei? Em Hebreus 9:14, Jesus “pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus.” O Espírito Santo estava lá, habitando o corpo de Jesus até Seu último suspiro, jamais O abandonando até que Ele oferecesse sacrifício total e satisfatório pelos seus pecados e pelos meus. Ele não foi abandonado por Deus. Você diz: “Por que Ele gritou, ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”’ A resposta é muito simples. O que o profeta do Velho Testamento diz a respeito do pecado? Ele não diz que o pecado e a iniqüidade separam o homem de Deus? Não é isso que o pecado faz? Até aquele momento no madeiro, Jesus não tinha pecado! Ele era santo, inocente, puro e separado dos pecadores. Ele não tinha pecado, Ele não conhecia o pecado e não havia pecado nele. Até aquele momento, Ele não sabia o que era ter o pecado sobre si mesmo, mas, no Calvário, Ele tomou sobre si o pecado - seu pecado e o meu, juntos, estavam sobre Ele - e Ele, porque era um homem sob o peso do pecado, tinha que se sentir como todo homem se sente sob o domínio do pecado, isto e, abandonado por Deus. Ele era suficientemente humano para sentir o abandono de Deus. Ele se sentiu abandonado por Deus no momento em que o pecado tocou Seu corpo mortal. Realmente, Ele não tinha sido abandonado por Deus, apenas se sentia assim porque era humano. Quando Jesus disse: “Eu e o Pai somos um falou como Deus. Quando Ele disse: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, Ele falou como homem. Porque Ele era homem no mais autêntico sentido, a ponto de (mistério dos mistérios e maravilha das maravilhas) ser capaz de se sentir desamparado por Deus, em certas circunstâncias. A dupla natureza do Senhor Jesus Cristo explica tudo isso e até mesmo harmoniza o que, à primeira vista, pode parecer uma verdadeira contradição.
NOTA: - Um estudo sobre “As ofertas dos manjares”, onde o azeite (Espírito Santo) era queimado com a flor de farinha (a humanidade de Cristo), prova que Jesus jamais foi, realmente, abandonado por Deus, no Calvário (Altar) (Levítico 2:1 -3).

JESUS COM MAIS DE DOIS MIL ANOS


Aqui, encontramos um exemplo mais claro. João 8:57: “Perguntaram-lhe, pois, os Judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste a Abraão?” Os judeus provocavam Jesus a respeito de Sua idade, dizendo: “Jesus, você não tem cinqüenta anos ainda.” No versículo 58, Ele lhes responde: “Antes que Abraão existisse, eu sou.” Jesus afirmou ter mais de dois mil anos de idade, pois Abraão o precedera por aquele espaço de tempo. Quem tinha razão, os judeus ou Jesus? Você diria que, aparentemente, não poderiam estar certos - ou Ele não tinha ainda cinqüenta anos ou tinha mais de dois mil anos. Quem estava certo? Eu digo que ambos. Os judeus, de um lado, estavam certos naquele dia, quando disseram que Jesus não tinha cinqüenta anos, porque em relação à Sua humanidade, Ele não tinha. Mas, Jesus também estava certo quando afirmou que Ele era mais velho que Abraão, porque Ele estava falando de Sua própria Divindade. Como Deus, Ele era a grande Eterna Maravilha - como homem, quando os Judeus falavam com Ele, Ele ainda não tinha cinqüenta anos. Nós, apenas, devemos perguntar a nós mesmos: ‘Ele está falando como homem, ou como Deus?” “Ele está agindo como homem, ou como Deus?” Se fizermos assim, então, todo o testemunho bíblico, a respeito de Jesus, entrará em harmonia.

CREMOS QUE O PAI ESTÁ NO FILHO


Eis aqui um terceiro exemplo. Esta passagem, provavelmente, tem trazido dificuldades para muitos de vocês. João 14:10 é outra amostra clássica de como a compreensão da dupla natureza do Senhor concilia passagens aparentemente contraditórias, na Bíblia, a respeito de Sua Pessoa. “Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?” Prestem muita atenção - porque nós, que cremos na Unicidade não temos, muitas vezes, sido claros a respeito desse  ponto - Nós NÃO CREMOS QUE O PAI É O FILHO. Mas, nós, realmente, cremos que o Pai está no Filho. Compreenderam? Acreditamos que o Pai está no Filho. João 14:9 : ‘Quem me vê a mim, vê o Pai.” Jesus afirmou que o Pai estava nele, portanto, vê-lo significava ver o Pai. Mas, no capítulo dezessete do Evangelho de João, ouvimos esse mesmo Homem (Jesus), que disse que o Pai estava nele, orar a Seu Pai. João 17:1 “Tendo Jesus falado estas cousas levantou os olhos ao céu, e disse.. .“ No versículo 9: “É por eles que eu rogo Como podemos conciliar isso? Ouvimos, distintamente, Jesus dizer que o Pai estava nele, e, ainda assim, Ele parece estar orando a Seu Pai que está no céu. O que devemos fazer? Como podemos crer nas duas passagens? A resposta, uma vez mais, é muito simples. Já não afirmamos, e estabelecemos antes, que Jesus era genuinamente humano? Você aceita esse fato, não é? Nós lemos, no livro de Salmos: “Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens.” (Salmo 65:2). Ora, o Salmo não afirma que até Ele virão alguns homens, ou a maior parte dos homens. O Salmo afirma que: “Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens.” A oração não foi instituída para o Criador, mas para os seres que foram criados. Jesus, de acordo com Romanos 9:5, era carne, portanto, tinha que orar. A segunda razão porque Ele tinha que orar é (segundo 1 Pedro 2:21) que Cristo não é apenas o nosso Salvador, mas é, também, o nosso exemplo. Agora, eu lhes pergunto que tipo de exemplo para uma vida cristã teria sido Jesus se Ele nunca tivesse orado? Você e eu poderíamos viver uma vida sem oração e nos justificarmos, se Jesus nunca tivesse orado. Sob a autoridade de Pedro poderíamos dizer que se Jesus nunca orou, e se Ele, ainda assim pode viver uma vida cristã, então também podemos. Um exemplo deve ser um exemplo sob todos os aspectos e em cada detalhe; Jesus, sendo nosso exemplo, tinha que orar. Ele orou como homem, e Ele orou para que nos servisse de exemplo.

NOTA: - Aquele que (Jesus) orou como homem, declarou em João 14:13,14 que Ele é Aquele que ouve as nossas orações; que Ele é Aquele que responde às orações: “Se, me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu (Jesus) o farei.”Mistério dos mistérios!
Aquele que orava como homem responde como Deus. A dualidade de Sua natureza explica, sempre, todas as dificuldades.

UM EMBARAÇO


Um querido irmão trinitariano, um dia, me disse: “Irmão Magee, deve ser bastante embaraçoso para vocês que acreditam na Unicidade o fato de que Jesus, habitualmente, orava.”
Eu respondi: “Você se engana, e eu lhe digo mais; você é que deve se sentir embaraçoso com esse fato.”
Ele respondeu: “Por que seria embaraçado para mim? Jamais me senti assim.”
Eu repliquei: “O que aconteceu, aquela noite, no jardim, quando Jesus orou?”
“É simples”, ele respondeu, “É muito simples se você acredita na Trindade.”
Eu pedi, então, que ele me explicasse o acontecido, de modo bem fácil. “Bem, ele disse,” nessa ocasião encontramos a Segunda Pessoa orando à Primeira Pessoa. É fácil.”
Eu falei: “Espere um pouco! A Segunda Pessoa era Deus?”
“Com toda certeza. A Segunda Pessoa era Deus”, ele me assegurou.
“E a Primeira Pessoa era Deus?” Outra vez ele me assegurou que sim.
Então, perguntei: “Deus ora para Deus?”
“Sim”, foi a resposta firme.
Eu disse: “Amigo, desculpe o que vou dizer, mas sua explicação, no meu entender, é confusa, muito confusa. Você poderia me explicar, por favor, como uma Pessoa Divina poderia orar em Sua DIVINDADE sem desmerecer a Si própria?”
Amigo, sempre, quando você vê alguém orando, sabe que essa pessoa precisa de ajuda, e Deus, com absoluta certeza, não precisa de ajuda; somente o homem precisa de ajuda. A explicação trinitariana para João 17- que se trata de uma Pessoa Divina orando para outra Pessoa Divina - é absurda.
Em João 17, o que vemos é a humanidade orando à Divindade.
O irmão trinitariano perguntou: Então, Ele não orou para Si mesmo?”
“Não! Ele não orou para Si mesmo!’
“O que Ele fez, então?”
Respondi: "Em Sua natureza humana Ele orou à Sua natureza Divina."
“Bem”, ele disse, “isso é orar a Si mesmo.”
“Você poderia entender dessa maneira, se Jesus fosse uma pessoa comum, e, se assim fosse, eu concordaria com você que isso é orar a Si mesmo. Mas, Jesus não era uma pessoa comum - Jesus era extraordinário - Jesus era Deus e homem! Se Jesus tinha uma dupla natureza, por que achar, então, inacreditável que Ele representasse um duplo papel?
Você sabe que, às vezes, usamos a maneira errada para dizer a coisa certa. Como eu disse em meu sermão a respeito da Filiação eterna, eu não diria que Deus morreu. Nada me faria afirmar isso, por razões óbvias. Deus não pode morrer. Mas, amigo, eu não hesitaria em dizer que Aquele que morreu era Deus. Simplesmente. não hesitaria em dizê-lo. E, meramente, a maneira certa de dizer a coisa certa. Concorda? Paulo disse a Timóteo:*"
A forma correta da linguagem falada não pode ser descuidada. Vamos dizer a coisa certa, da maneira certa.

OUTRO EXEMPLO


Aqui, temos outro exemplo Marcos 13 32 ‘Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no Céu, nem o Filho, senão somente o Pai.”
Um Testemunha de Jeová se aproximou de mim, um dia, e me disse: “Você está vendo esta passagem? O Filho não sabe a hora de Sua própria vinda. Ele não pode ter sido Deus.”
Respondi: “Amigo, isso não me surpreende. Não mais do que o versículo no Evangelho de Lucas (2:52), que diz: E crescia Jesus em sabedoria. Vou lhe explicar porque. Você reparou no que lemos, *Paulo disse a Timôteo: Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste (ii Timóteo 1:13).
ainda há pouco, em Filipenses 2:7: “assumindo a forma de servo’? Ele não era servo, mas tomou para Si mesmo, no momento de Sua encarnação, a forma de servo. Eu nunca tive servos, e não sei muito a respeito do assunto, mas tenho uma vaga idéia de como trataria meus servos, se os tivesse. Acho que não os traria para meu escritório e discutiria com eles os problemas íntimos de minha família. Você trataria um servo dessa maneira? Se você o fizer, ele não será um servo por muito tempo mais. Jesus disse que era assim. João 15:15:”... porque o servo não sabe o que faz o seu senhor ...“ Jesus tomou para Si mesmo a forma de servo. Uma das características do servo é que ele “não sabe o que faz o seu senhor". Quando Jesus disse que Ele não sabia a hora de Sua volta, falava como servo, não sabia o que faria Seu senhor. Versículos como este não provam que Ele não é Deus - provam que Jesus era humano.

JESUS SABIA TODAS AS COISAS


O que Jesus não sabia como homem, Ele sabia como Deus. O que Ele não sabia como o Filho, Ele sabia como o Pai. Você se lembra de quando Ele questionou Pedro, em João 21:15:”... Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros?”
Pedro respondeu: “Sim, Senhor."
Pela Segunda vez, Ele perguntou: “Simão, filho de João, tu me amas?” “Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo.” “Simão, filho de João, tu me amas?” - pela terceira vez!
O pobre Pedro exclamou: ‘Senhor, tu sabes todas as cousas, tu sabes que eu te amo.”
Como Senhor, Jesus sabia todas as coisas. Era apenas como servo que Ele não as conhecia completamente.
O autor da Epístola aos Colossenses nos diz que em Jesus estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento e que nele nos completamos. Como Deus, não há nada que Ele não saiba. Mas, como homem, há algumas coisas que Ele não conhece.
Eu repito, amigos, apenas tenham em mente que Ele era realmente homem e absolutamente Deus, e não terão dificuldade para entender Jesus em nenhuma das passagens da Bíblia Sagrada. Graças a Deus, eu tenho uma chave em minhas mãos. Alguns anos já se passaram desde que eu tive essa revelação a respeito da Unicidade da Divindade e do nome de Jesus, e ainda me maravilho com ela! Louvado seja o Senhor!
Eis aqui a chave: Isaias 9:6, que diz: ‘Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRINCIPE DA PAZ.’ Isaias, você está fora de si! Pense no que você disse - você está nos dizendo que uma Criança, nascida e envolta em panos e deitada numa manjedoura - aquela Criança indefesa, chorando e mamando, é o poderoso Deus! É isso mesmo que você quer dizer? Você nos disse que Ele nasceu Filho: " ... um filho se nos deu.” Mas, você disse, também, que Ele é o pai das Eras, o Pai da Eternidade, o eterno Pai. Você está vendo dois, não está? Um Filho e um Pai? Tenho certeza que Isaias diria: “Não”. Nós todos sabemos que Isaias cria num ÚNICO Ser excelso e sublime que habitava a eternidade. Ele não acreditava em DOIS seres excelsos e sublimes, nem em três, mas naquele ÚNICO. Ele declarou que o ÚNICO é o Filho e que ele é também o Pai.

“O FILHO” É A CARNE


Que parte de Jesus era o Filho? O anjo disse a Maria: “...o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus.” Paulo disse aos gálatas (Gálatas 4:4): “...Deus enviou seu Filho, nascido de mulher.” O Filho é a carne ou a humanidade; o Pai é o grande Espírito eterno que habita o Filho. Esta é a chave do grande mistério.
José não era o Pai de Jesus. Ele, apenas, foi considerado como tal. Foi o Espírito eterno que realizou aquele milagre de paternidade no ventre da virgem. O Espírito Santo era um Pai para Jesus e aquele Espírito Santo (o Deus eterno que O procriou) habitava nele. É por isso que Ele podia dizer: “Quem me vê a mim, vê o Pai.” Bendito seja o nome do Senhor! Não há duas pessoas, mas duas naturezas - humana e Divina - Filho e Pai - e, tudo isso, está nele.
Tenho falado sobre o mistério da Divindade, que é, como vocês observaram, Deus se fazendo homem. A Bíblia fala de outro mistério inteiramente oposto em sua natureza - o mistério da iniquidade. O mistério da iniquidade é o homem se fazendo Deus. Guardem bem estas palavras: SE ESTA GERAÇÃO NÃO ACEITAR A VERDADE DO MISTÉRIO DA DIVINDADE, SERÁ FORÇADA A ACEITAR O MISTÉRIO DA INIQUIDADE. Alegremo-nos com essa grande verdade.

O CÍRCULO COMPLETO DA DIVINDADE
...DE JESUS CRISTO

1 PARTE


PROVA DE QUE JESUS É O PAI


AFIRMAÇÕES DIRETAS:

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será ... Pai da eternidade” (Isaias 9:6).

“Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9).
"Eu e o Pai somos um” (João 10:30).

COMPARAÇÃO ENTRE VERSÍCULOS

1 - Quem ressuscitou Jesus de entre os mortos? 
João 2:19-23 diz: Jesus; Romanos 6:4 diz: o Pai.
2 - Quem responde às ora ções?
João 14:14 diz: Jesus; João 15:16 diz: o PAI.
3 - Quem tem o poder de atrair?
João 12:32 diz: Jesus; João 6:44 diz: o PAI.
4 - Quem é o Alfa e o Ômega?
Apocalipse 1:8 diz: Jesus; Apocalipse 21:6,7 diz: o PAI.
5 - Quem é aquele que vem?
João 14:3 diz: Jesus; 1 João 3:1,2 diz: o PAI.

Amigo trinitariano, com certeza você não acredita que duas pessoas ressuscitaram Jesus de entre os mortos ou que duas Pessoas são o Alfa e o Ômega? Ou que duas pessoas estão “vindo"?

AS FIDEDIGNAS AFIRMAÇÕES DE CRISTO


Jesus afirmou que Ele era a ressurreição, aquele que responde às orações, O que tem o poder de atrair. Que Ele era O Alfa e O Ômega, e Aquele que havia de vir. Ele reivindicou demais? Afirmamos que não, pois Jesus é o Pai.

1 - Cristo é um PAI para Seus filhos (Hebreus 2:13; João 1:12,13).
2 - Cristo é o PAI da eternidade (Isaas 9:6).
3 - Cristo é o PAI da Igreja (Isaias 53:10).
4 - Cristo é o PAI dos vencedores (Apocalipse 21:7).
5 - Cristo é o PAI da criação (João 1:3).
6 - Cristo é o PAI de Israel, “Seu povo” (Mateus 1:21).
7 - Cristo é o PAI das luzes (Tiago 1:17; João 9:5).
8 - Cristo é o PAI dos espíritos (Hebreus 12:9; João 1:3).
Lembre-se, se negarmos a PATERNIDADE em Jesus, estaremos negando que Ele é Deus, pois “há um só Deus, o Pai” (1 Coríntios 8:6; Efésios 4:6; João 4:21-24).

II PARTE


JESUS É O FILHO


Nas passagens das Escrituras, a respeito do “Filho”, dois pensamentos se destacam: a “humanidade” ou “natureza humana” e tempo”. Por exemplo:

Em Hebreus 5:8, o FILHO - aprendia;
Em João 17, o FILHO - orava;
Em 1 João 4:14; João 13:16, o FILHO - era enviado;
Em Marcos 13:32, o FILHO - “não sabia”;
Em João 14:28, o FILHO - é menor que o Pai;
Em 1 João 1:7, o FILHO - tinha sangue;
Em Gálatas 2:20, o FILHO - morreu!

Todas estas passagens mostram que como FILHO, Jesus era HOMEM. O anjo disse a Maria, em Lucas 1:35:”... o ente santo que há de nascer, será chamado FILHO DE DEUS.” Gálatas 4:4 diz: "... seu Filho, nascido de mulher.”

A EXPRESSÃO “FILHO ETERNO”
UMA INVENÇÃO TRINITARIANA


Em nenhum lugar da Bíblia encontramos a expressão “Filho eterno”. Ainda bem que é assim, pois, se não, a Bíblia estaria nos ensinando a respeito de Jesus, como o FILHO, para sempre, orando, aprendendo, sendo menos, “não sabendo”, etc. Porque encontramos todas essas referências, nas Escrituras, relacionadas ao FILHO. A Bíblia, na verdade, contradiz claramente a idéia de “Filho eterno”, em João 3:16 e onde quer que mencione o Filho unigênito. As palavras “eterno” e “unigênito” são contraditórias e significam coisas completamente opostas. Hebreus 1:5-6 nos fala do dia no qual o FILHO foi gerado. Como podem, então, os homens falar do “Filho Eterno”? Além disso, a Bíblia nos diz quando cessará a filiação! (1 Coríntios 15:28)

Lembrem-se, acreditamos na eternidade daquele que foi o FILHO. No entanto, Ele não é eterno como FILHO, termo que se refere ao que Ele é no tempo e à Sua humanidade.

O TRIPLO PROPÓSITO DA FlLAÇÃO


Redenção (Hebreus 2:14; Gálatas 2:20).
Mediação (Hebreus 10:12; Hebreus 7:3).
O Reinado milenar e o julgamento (Mateus 26:64; Atos 17:31; João 5:22).

 

III PARTE


JESUS E O ESPÍRITO SANTO


VERSÍCULOS A SEREM COMPARADOS

1 - Há somente um Espírito (Efésios 4:4).
2 - Há um só Senhor, Jesus Cristo (1 Coríntios 8:6).
3 - “Ora o Senhor’ (Jesus é o único Senhor)” é o ESPIRITO” (2 Coríntios 3:17).

OS TÍTULOS DO ESPÍRITO REVELAM QUE ELE É JESUS (EM EMANAÇÃO)

O Espírito de Seu FILHO (Gálatas 4:6).
O Espírito de JESUS (Atos 16:7).
O Espírito de JESUS CRISTO (Fílipenses 1:19).

DOIS ESPÍRITOS?


Será que os trinitarianos pensam que há dois Espíritos na Divindade? Quer dizer, o PAI conhecido como a “Primeira Pessoa”, que é chamado de Espírito (João 4:24) e o ESPíRITO SANTO, conhecido como a “Terceira Pessoa”? Não há dois Espíritos na Divindade, porque Há somente um Espírito” (Efésios 4:4).

NA RESPOSTA À ESTAS PERGUNTAS ENCONTRAMOS A VERDADE


1 - Quem é Aquele que Habita em nós? Mateus 28:20 diz: Jesus; João 14:16 diz: o Espírito.
2 - Quem intercede por nós? Hebreus 7:25 e 4:15 dizem: Jesus; Romanos 8:26 diz: o Espírito.
3 - Quem é o Parácleto? 1 João 2:1 diz: Jesus; João 14:26 diz: o Espírito.
4 - Quem falava, em Apocalipse, capítulos 2 e 3? O Capítulo 1:8-12 e o capítulo 22:16 dizem: Jesus; capítulo 2:7, etc., diz: o Espírito.
Pensem! Pode haver dois consoladores habitando em nós? dois intercessores? Dois Parácletos? Podem ser dois os que falam, enviando suas mensagens às Sete Igrejas? A resposta é sempre negativa. Jesus é o Espírito. Leia, com cuidado, João 14:18: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.” Se esta passagem não significa Jesus, o Filho, prometendo voltar como Espírito para ser um Pai para os apóstolos, o que significa então?

OS TRINITARIANOS ENSINAM QUE
JESUS TINHA DOIS PAIS


Um exemplo clássico da confusão de pensamento implícita na crença trinitariana se mostra quando, questionados, os trinitarianos são obrigados a confessar que Cristo deve ter tido dois Pais, quer dizer, a Primeira Pessoa da Trindade, a Quem ele orou (eles dizem), e o Espírito Santo, Aquele que realizou o ato milagroso da paternidade no ventre da virgem (Lucas 1:35)

CONFRONTEMOS AS PASSAGENS


Colossenses 2:9 diz:’Porquanto nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Jesus deve ser o Espírito Santo.
João 20:22 diz: “... soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. No dia em que pudermos estabelecer uma distinção de pessoas, entre nós mesmos e nossa respiração, talvez possamos provar, com sucesso, que exista uma diferença de pessoas, entre Jesus e o Espírito Santo.
Colossenses 1:27: “Cristo em vós, a esperança da glória.” Quem habita em nós? O ESPÍRITO SANTO. Paulo O chama de CRISTO:

A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO


Tudo isso serve para expor a falsidade daqueles que dizem que negamos a personalidade do Espírito. Pensem um pouco! Como podemos negá-la se acreditamos que o Espírito é Jesus?

DIFICULDADES INCONTESTÁVEIS
DO TRINITARIANISMO


1- DEUS EM CRISTO

Leia 2 Coríntios 5:19. A Bíblia ensina que, pela morte de Crista, nos reconciliamos com aquele Deus que habitava em Jesus. Se, como afirmam os trinitarianos, Jesus é apenas a encarnação de uma das três Pessoas Divinas, então, de acordo com o versículo nós não nos reconciliamos com o Pai e com o Espírito.

2- ALGO QUE DUAS PESSOAS DIVINAS NÃO SABEM
Leia Marcos 13:32 e Mateus 24:36. Como podem os trinitarianos entender estas passagens? O Filho não sabia o dia nem a hora do advento. De acordo com a teoria trinitariana há três Pessoas
oniscientes na Divindade. Como pode, então, acontecer que apenas uma Pessoa Divina (o Pai) saiba o momento do advento?

3-O TRINITARIANISMO REQUER 3 CALVARIOS

Leia Hebreus 8:7-13 e Hebreus 9:16,17. Os trinitarianos acreditam que três pessoas Divinas fizeram a nova Aliança e a antiga. A Lei da Aliança era que atestador da Aliança tinha que morrer para tornar efetivo o Testamento. Se fosse consistente e lógico, o trinitarismo teria que exigir a morte das três Pessoas Divinas, para tornar real o Novo Testamento. Os crentes da unicidade não têm essa dificuldade para acreditar como o fazem, que Aquele que morreu era no sentido pleno, Jeová Deus - o autor da Aliança.

4-A QUEM DEVEMOS ADORAR ?

Leia João 4:21-24. Jesus ensinou que o único objeto de adoração é a Pai. Nossos amigos trinitarianos poderão explicar porque Crista se negou a adorar as outras duas Pessoas Divinas? Outra vez, os que crêem na unicidade não encontrarão dificuldade. Jesus não acreditava na Trindade. Para ele, o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram uma só Pessoa.

IV PARTE


A GRANDE CHAVE


A grande chave para a compreensão da Divindade é a dualidade da natureza de Jesus.

JESUS


Era homem (João 8:40) - e também Deus (João 20:28; 1 Coríntios 8:6).
Não tinha 50 anos (João 8:57) - e também era eterno (Miquéias 5:2).
Era um criança (Lucas 2:16 - e também o Deus Forte (Isaias 9:6).
Estava aprendendo (Hebreus 5:8) - e também sabia todas as coisas (João 21:17).
Se sentia fraco e cansado (2 Coríntios 13:4; João 4:6) - e era também o Todo-poderoso (Apocalipse 1:8).
Estava na terra (Marcos 2:10) - e também nos céus (João 3:13 e 1:18).
Era o filho (Isaias 9:6) - e era também o Pai (Isaias 9:6).
Orava (Lucas 22:41) - e também respondia às orações (João 14:14).
Não vejo duas Pessoas nestas passagens, vejo, isto sim, duas naturezas - a humana e a divina. Esta é a grande chave.

OS APÓSTOLOS CRIAM NA UNICIDADE


Eis como falavam de Jesus:

“Nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” (Tito 2:13); “O Todo-poderoso” (Apocalipse 1:8);
“Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1 João 5:20);
“O nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.” (Judas 1:4).
“Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da Glória “ e “Deus é um só.” (Tiago 2:1, 19);
“Jesus Cristo...Rei...Deus único.” (1 Timóteo 1:16,17);
O atual ressurgimento da verdade sobre a plena Divindade de Jesus, não é, senão, a redescoberta de uma verdade apostólica muito preciosa, que, durante longos séculos tem sido obscurecida e evitada pela apostasia Romana e sua teoria a respeito de um trino Deus.

A FILIAÇÃO UNIGENITA DE JESUS CRISTO


 

Uma das maiores objeções levantadas contra a verdade de um só Deus é que, implícita em nosso ensinamento, está a negação da Filiação eterna de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os trinitarianos perguntam: “O senhor não acredita, irmão Magee, que há três pessoas em Deus?” Eu lhes asseguro que me entenderam perfeitamente. Eu não acredito no autor daquele hino que diz:
"Deus em três pessoas, abençoada Trindade.” Eu substituo por: “Deus em Crista Jesus, abençoada Unidade.”

Os trinitarianos me perguntam: “Consequentemente, você não pode acreditar no Pai eterno, no Filho eterno, e no Espírito Santo eterno, não é verdade?’ Eu, realmente, creio no Espírito eterno porque a Bíblia menciona, claramente, um Espírito eterno. Em Hebreus, eu leio que Jesus se ofereceu a si mesmo, sem mácula, a Deus pelo Espírito eterno (Hebreus 9:14). Mas, não consigo achar, nas Escrituras, a expressão “Filho eterno”. No entanto, acho, muitas vezes, na Bíblia, uma expressão que contraria diretamente o termo teológico “Filho eterno” - a expressão “Filho unigênito”. Em João 3:16, lemos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Se estou compreendendo bem, essas duas palavras, “eterno” e “unigênito”, são contraditórias. Se você é eterno, nunca foi “gerado”. Se você foi “gerado”, então, você não é “eterno”. As duas coisas não podem ser verdadeiras em relação a Jesus como o Filho - notem bem, eu disse como o Filho. Ele não pode ser, ao mesmo tempo, o “Filho eterno” e o “Filho unigênito”. Então, em que vamos acreditar? Vamos acreditar no que a Bíblia diz. Ela afirma que Ele (Jesus) é o “Filho unigênito”. Ela nunca diz que “Ele é o “Filho eterno”.

A NATUREZA HUMANA DE JESUS


De acordo com o que eu entendo a respeito da Unicidade, a Filiação começou em Belém. Belém foi o local e Sua Encarnação foi o momento quando a Filiação começou. Você poderá ler em Lucas 1:35, que o anjo disse à virgem: “o ente Santo que há de nascer, será chamado FILHO DE DEUS.” Aqui nos é revelado, claramente, que a humanidade do Senhor Jesus é o Filho, “. . .o ente santo” - aquele ente físico, carnal, é o FILHO. Em Gálatas 4:4, encontramos esta mesma verdade afirmada em palavras diferentes:
“Vindo, porém a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei. “Não está claro? O Filho nasceu de uma mulher.
Quando Lemos hebreus 1:5 e 6, encontramos claramente apontado para nós o próprio dia em que Cristo foi gerado para a Sua Filiação. “Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu filho, eu hoje te gerei? . . .e ... ao introduzir o Primogênito no mundo, diz:
E todos os anjos de Deus o adorem.” Em outras palavras, Jesus foi gerado no dia em que os anjos de Deus O adoraram no céu da Judéia. Você se lembra como os pastores se maravilharam ao ouvir o coro celestial? Os anjos lhes disseram para não temer, pois, naquele dia, nascera na cidade de Davi, um Salvador, Cristo o Senhor. Hebreus 1:5,6 nos diz que aquele foi o dia no qual Ele (Jesus) tinha nascido como Filho. Naturalmente, compreendemos que, na ressurreição, em certo sentido, Ele era, também, o Filho unigênito, tendo em conta que Ele foi gerado (ou nascido) dos mortos (Apocalipse 1:5). Portanto, quando falamos da Filiação unigênita do Senhor Jesus Cristo, pensamos em dois acontecimentos: Seu nascimento e Sua ressurreição. Por ocasião de Seu nascimento Ele foi gerado; em Sua ressurreição Ele foi gerado novamente.

NEGANDO A FILIAÇÃO ETERNA


Um dia, eu estava conversando com um trinitariano sincero e pude perceber que ele estava genuinamente espantado que eu pudesse negar a Filiação eterna.
Eu disse a ele: ‘Vamos procurar em nossas concordâncias bíblicas os versículos que falam de Cristo, como Filho. Penso que é tudo o que podemos fazer, porque você verá que nesses versículos encontramos, sempre, a idéia de inferioridade e subordinação, humanidade e tempo.”
Lemos, em Lucas 12:10: “Todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas, para o que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão”. Aqui, Jesus disse que se blasfemarmos contra o Filho, isso nos será perdoado. Mas, Ele adiantou que se você blasfemar contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado. Não é meu propósito explicar este versículo - essa não é a finalidade deste meu estudo - mas, eu lhe peço que atente para este fato: você pode blasfemar contra o Filho e ser perdoado, mas, quando você blasfemar contra o Espírito não terá perdão. A própria afirmativa do versículo nos leva a concluir que há uma inferioridade da parte do Filho.

NENHUM HOMEM SABE A HORA


Em Marcos 13 32, encontramos outro versículo da mesma natureza. Jesus estava falando sobre Sua segunda vinda. Ele disse:
“Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe: nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai.” Jesus declarou que, como Filho, Ele não sabia a hora de Sua própria vinda. Mas, Ele disse que o Pai sabia aquilo que Ele (Jesus) não sabia como Filho. Sem me aprofundar no significado do versículo, explicando-o em pormenores, quero que observem que havia certas coisas que o Filho ignorava. Mais uma vez, encontramos o ensino a respeito da subordinação por parte do Filho.
Em João 14:28, Jesus disse, claramente: “O Pai é maior do que eu.” Quer dizer, o Pai é maior que o Filho.
Em 1 João 4:14, lemos: “O Pai enviou o seu Filho.” No Evangelho de João 13:6, lemos: “O servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.” Ligando esses dois versículos, somos levados a pensar que, todas as vezes em que as Escrituras mencionam o Filho, Ele nos é mostrado à luz da subordinação e da inferioridade.
Em Hebreus 5:8, lemos: “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência.” O fato do Filho ter que aprender, O coloca, outra vez, em posição inferior.

A RAZÃO SUPREMA


Eu disse ao meu amigo "Quero que saiba a razão suprema pela qual não acredito na Filiação eterna do Senhor Jesus Cristo. Se acreditasse nela estaria eternamente humilhando Jesus Cristo! Como todos os versículos que falam a respeito do Filho, O colocam numa condição de inferioridade e subordinação, se eu acreditasse ser Ele eternamente o Filho, eu estaria humilhando eternamente o Senhor Jesus Cristo. Não quero, ]amais, fazer isso.” Estou interessado em tudo que ensine a exaltar eternamente o Senhor Jesus.
Meu amigo trinitariano continuou a conversa, dizendo: “Vamos ver, então, como ficamos. Você acredita que a Filiação implica em subordinação. Claro que é assim, pois a própria palavra “filho” tem essa idéia implícita. Você também acredita que Jesus se tornou o Filho, ou aceitou uma posição ou condição de subordinação, em Belém?”
“Exatamente”, respondi.
“Você pode”, ele pediu, “me explicar como é que, então, encontramos o Filho mencionado no Velho Testamento? Se Jesus não existia como o Filho antes dos acontecimentos em belém, como é que encontramos referência ao Filho, no Velho Testamento?”
“Isso é fácil de responder”, lhe assegurei. “Encontramos, por exemplo, no Salmo 2: 7 e 8, referência ao Filho: . . .Tu és meu Filho, eu hoje te gerei versículo 12: Beijai o Filho para que se não irrite. “Podemos notar que o Salmo todo é uma profecia. Ele profetiza a respeito do Messias, e O coloca na idade de ouro da realização da profecia, quando Jesus estará governando e reinando como o Filho. Sabemos que o Velho Testamento fala do Filho, mas sempre profeticamente, não como Cristo sendo o Filho, naquele tempo. Cristo não era o Filho na dispensação do Velho Testamento. Ele se tornou o Filho na dispensação do Novo Testamento.

REFERÊNCIAS PROFÉTICAS


“Em Provérbios 30 1 a 4, encontramos referências ao Filho:
Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho? Se é que o sabes? O primeiro versículo nos diz que esta era uma profecia de Agur. Ele estava falando de coisas que ainda não tinham acontecido.
Jesus não era o Filho, então. Mas Agur, profeticamente (antevendo um outro tempo e uma outra época, quando Jesus já teria tomado para Si mesmo a Filiação), formulou a pergunta: ... qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho? Se é que o sabes? Embora o Filho seja mencionado como o Filho, no Velho Testamento, isto não prova que Cristo era o Filho, no Velho Testamento. Essas são referências proféticas à Sua Filiação que estava, ainda, por vir.”
O trinitariano disse: “Irmão Magee, isso pode ser verdade. Mas eu leio sobre o Pai, no Velho Testamento. Isso é tudo que eu preciso. Se eu posso achar o Pai, no Velho Testamento, então, deve haver um Filho. Nenhum homem é pai, se não tiver um filho, ou uma filha. Assim, se eu posso localizar o Pai no Velho Testamento isso prova que Ele deve ter tido um Filho no Velho Testamento, O que você me responde?”
“Bem”, eu respondi, “o Velho Testamento realmente se refere a Jeová como o Pai. Mas, em que contexto? Em relação a Cristo?
Raras vezes! Jeová é mencionado como o Pai em Jeremias 31:9. Se você ler a passagem, cuidadosamente, vai entender que Ele é o Pai de Israel, não o Pai do Filho. No Velho Testamento, Jeová era o Pai da nação do povo israelita. Nesse sentido Ele é mencionado como sendo o Pai, mas não em relação a Cristo e sim em relação a Israel. Em Malaquias 2:10, Ele também é chamado de Pai, mas no sentido de criador. Nessa passagem ouvimos os homens dizendo: não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? Nesse sentido, Deus era Pai, no Velho Testamento - Ele era o Pai de todos os seres humanos criados por Ele.”
Há apenas uma passagem clara, no Velho Testamento, onde Deus é chamado de Pai em relação ao Filho. É Isaias 9:6, que diz:
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz. Note! Esta é, uma vez mais, uma profecia. É uma profecia sobre o nascimento do Senhor Jesus Cristo’ um menino nos nasceu. Aqui Isaias diz que Jesus é o Pai. Essa afirmativa não desfere um golpe mortal sobre a teoria de que o Filho é uma pessoa distinta do Pai, eternamente?”

NÓS ACREDITAMOS REALMENTE NA
PRE-EXISTENCIA DE JESUS


Alguns argumentam que Cristo era o Filho, antes de Belém, porque “Deus enviou seu Filho”. Eu leio: “Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João.” Seguindo o mesmo raciocínio eu estaria certo afirmando que João era homem antes de seu nascimento - absurdo! Outros usam a palavra deu, como em João 3.16, para provar que Cristo era “Filho” antes de Deus dá-lo a nós. José falou a respeito dos “filhos” que Deus tinha "dado" a ele. Onde estavam os filhos de José antes de nascer? A verdade é que Cristo foi enviado como um Homem maduro e não como uma Criança ainda na infância, João 20:21. (Isaias 61:1 - observe: ungido e enviado); Mateus 21:37. Se a Bíblia ensinasse a respeito de Cristo existindo como Filho anteriormente aos acontecimentos de Belém, então, com certeza, não seria difícil encontrar o Filho existindo já no Velho Testamento, e isso é algo que os trinitarianos nunca conseguiram. Sim, o Filho é mencionado no Velho Testamento, mas nunca como já existindo. Encontramos, no Velho Testamento, profecias a respeito de Sua vinda, o que, realmente, aconteceu em Belém.
Não me entenda mal, por favor. Acreditamos, realmente, na pré-existência do Senhor Jesus Cristo. O problema é que, quando dizemos que Jesus não é o Filho eterno, muitas pessoas se apressam a concluir que estamos negando Sua pré-existência. Jamais negaríamos a pré-existência de Jesus Cristo.
Ouvi dois homens discutindo esse assunto. Um deles acreditava que Jesus tivera sua total origem quando dos acontecimentos de Belém. O outro não acreditava em nada disso. Ele acreditava que Jesus pré-existia desde a eternidade. A discussão ficou acalorada. O homem que negava a pré-existência de Jesus, antes de Belém, mantinha veemente seu ponto de vista. Estavam ambos exauridos quando aquele que acreditava na pré-existência de Jesus pareceu receber um lampejo de inspiração. Ele disse que não acreditava: ‘Você, alguma vez, Leu 2 Coríntios 8:9?”
“Sim.” foi a resposta.
“Deixe-me lê-la para você, “disse aquele que acreditava" pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tomásseis ricos”
“Bem,” aquele que acreditava continuou, “quero que você me responda uma coisa. Se Jesus não existia em esplendor e grande glória, desde antes dos acontecimentos de Belém, você pode me explicar, então, quando Ele foi rico? Ele não era rico na ocasião de Seu nascimento; Ele nasceu numa mangedoura. Ele não foi rico durante Sua vida; Ele mesmo disse: As raposas têm seus covis e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. Ele não era rico por ocasião de sua morte; eles puderam, apenas, colocá-lo num túmulo emprestado. Ele não foi rico em nenhuma ocasião durante os trinta e três anos e meio de Seu ministério terrestre. Então, me diga, se você não acredita em Sua pré-existência, quando Jesus foi rico?” Não havia como responder a esta verdade.
Eu devo concluir, e estou certo de que vocês concordarão comigo, que Jesus deve ter sido rico antes de Sua jornada na terra, porque, aqui, Ele não foi rico.
Acreditamos, realmente, na pré-existência do Senhor Jesus Cristo. Nunca houve tempo em que Ele não tivesse existido. Acreditamos que Ele é o pão que veio do céu. Acreditamos que, embora Ele não tivesse cinquenta anos de idade, no que dizia respeito à Sua humanidade, Ele era, ainda assim, mais velho do que Abraão.
Acreditamos que Ele apareceu com o nascimento em Belém, mas que, se manifestou muitas vezes desde os dias da eternidade. Não há erro a respeito disso. Estamos plenamente convencidos da verdade da eternidade do Senhor Jesus Cristo! Mas não acreditamos que Ele era o filho eterno. Acreditamos que Ele era o Deus eterno! Aquele que era o Deus eterno se tornou o Filho, e aceitou, voluntariamente assumir Sua carne e Sua humanidade, que era Sua parte na Filiação - aceitou voluntariamente, eu creio nisso, uma posição inferior e subordinada em relação à Sua Divindade essencial. Isso explica Jesus para nos.
Quando o milénio se completar, o ministério da filiação estará findo. Quando Ele tiver cumprido a redenção (oquejáfez), quando Ele tiver cumprido a mediação (que Ele vem agora cumprindo), quando Ele voltar como o Filho ou como homem e governar como o Filho por mil anos, quando se expirarem os mil anos, o ministério da filiação de Jesus Cristo terá atingido seu climax, estará completo e cumprido. Com todo respeito, eu digo que estará obsoleto (1 Coríntios 15:24-28).
Amigos, há uma Filiação unigênita ensinada pela Palavra de Deus. Mas ela não tem relação alguma com o chamado ‘Filho eterno”. Eu me alegro que seja assim. Não quero que Ele seja conhecido eternamente como o Filho submisso. Quero que Ele seja eternamente reconhecido como o Deus Todo-poderoso.!

 


JESUS É A PLENITUDE DA DIVINDADE
Colossenses 2:9


OBJEÇÕES BREVEMENTE RESPONDIDAS


“FAÇAMOS O HOMEM À NOSSA IMAGEM”
(Gênesis 1:26)


Os trinitarianos argumentam que esse versículo mostra uma trindade de pessoas Divinas, mas o versículo seguinte diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou.” Observe ouso do pronome pessoal no singular. João 1:3,10 torna claro que a criação foi obra de Uma Pessoa Divina. “O mundo foi feito por intermédio dele” (Jesus). Isaias 44:24, é de uma clareza cristalina a respeito desse ponto. Deus fala na primeira pessoa, e diz: “Eu sou o SENHOR que faço todas as cousas, que sozinho estendi os céus, e sozinho espraiei a terra.” Podia ser mais claro? A criação é obra de apenas Uma Pessoa Divina (Veja Tiago 2:19); Malaquias 2:10).
Os anjos estavam presentes, quando Deus criou o mundo (Leia Jó 38:7), e eles aplaudiram Seu ato de criação. Jeová conversa com os anjos (Salmo 103:20). Os judeus têm acreditado que o “nossa” de Gênesis 1:26, se refere a Deus e aos anjos. Um estudo cuidadoso de Gênesis 3:23, onde aparece “nós”, revela que Deus está se dirigindo a querubins ou anjos eleitos, que, juntamente com Ele eram conhecedores “do bem e do mal” O homem é, certamente feito à semelhança dos anjos (Hebreus 2:7). Na verdade, quando os anjos apareciam, nos tempos da Bíblia, eram, muitas vezes. chamados, simplesmente de homens (veja Atos 1:10). “Nós", em relação a Deus e aos anjos, aparece, outra vez, em Gênesis 11 7, quando Deus faz conhecer aos anjos que a hora do julgamento de Babel havia chegado. “...Desçamos e confundamos ali a sua linguagem..." Como em Sodoma, Deus, junto com os anjos, executou a obra de vingança (Gênesis 18:33 e 191). Isaias 6:1-8 é claríssimo em relação ao “nós”. O pronome se refere a Deus e aos serafins. Os anjos não podem pregar o Evangelho (veja Atos 10:1-8), mas estão profundamente interessados em sua propagação (1 Pedro 1:12). O verdadeiro pregador do Evangelho fala por Jeová e todos os Seus anjos. Lembre-se, nós não afirmamos que os anjos ajudaram na criação. O grande Deus dos céus revelou a eles Sua intenção. Algumas pessoas vêem uma objeção a tudo isso em saías 40:12-13. Se lerem a passagem com bastante cuidado verão que ela não se choca com a nossa proposição. Ela não diz que Deus se recusa a se aconselhar com os anjos - ela, simplesmente, afirma que ninguém, como Seu conselheiro, ensina ou instrui o Todo poderoso. Deus, na verdade, se aconselha com os anjos Porque Ele se aconselha até mesmo com os homens! Ele se aconselhou com Abraão (Gênesis 18:1 7) a respeito de Sodoma, e não apenas se aconselhou, mas até mesmo permitiu que o homem Abraão regateasse com Ele. Apesar de tudo, nem Abraão nem os anjos, jamais ensinaram algo a Deus.

O VERBO ESTAVA COM DEUS
(João 1:1)


Eu me lembro muito bem de um querido irmão me citando esse versículo para provar que Jesus, o Verbo, era uma Pessoa Divina diferente do Pai. Eu lhe perguntei: “Quem é seu Deus?” Ele respondeu: “A Trindade”. Eu lhe disse: “Vamos ler o versículo à luz de sua resposta - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com a Trindade e o Verbo era a Trindade “. “Mas”, argumentou ele, “nesse versículo Deus é o Pai.” Tudo bem , eu disse. “Vamos lê-lo outra vez - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com o Pai e o Verbo era o Pai.” Ele não pôde dizer mais nada. O significado do versículo ficou claro para ele - O Verbo era Deus. Qualquer idéia de que o Verbo fosse uma personalidade distinta de Deus é contestada por João, quando ele, enfaticamente, declara: “E o verbo era Deus.” Eu não conheço nenhum versículo, na Bíblia, mais eloquente do que esse, a respeito da Unicidade. Como podemos fazer distinção de pessoas entre Deus e Seu Verbo?

ELOHIM


Elohim é traduzido por Deus, em nossas Bíblias. Indica uma pluralidade de atributos e não de pessoas. Baal (Juizes 6:31) e Baal-Zebube (2 Reis 1:2) são chamados de Elohim, mas não eram trindades. Grandes mestres da Bíblia, tal como Calvino, têm ridicularizado a idéia de que esta palavra ofereça qualquer apoio à crença em diferentes Pessoas divinas. Elohim é usado com referência a Cristo, provando, assim, que não significa uma pluralidade de pessoas. Alguns exemplos serão suficientes: - Elohim foi vendido por trinta moedas de Prata (Zacarias 11:4, 12, 13); Elohim foi traspassado no Calvário (Zacarias 12:10); Elohim voltará como Rei (Zacarias 14:5). Vamos concluir, dessas passagens, que três pessoas foram traídas, crucificadas e voltarão? Claro que não! O próprio uso da palavra Elohim nas Escrituras prova que, com ela, os sagrados escritores não queriam significar três pessoas Divinas, mas, antes, nosso único Senhor Jesus Cristo, que tinha todos os atributos da completa Divindade.

ÀS MARGENS DO JORDÃO
(Mateus 3:13-17)


Alguns acreditam que essa passagem ensina que há uma trindade de pessoas Divinas. Mas essa impressão, na verdade, resulta apenas do desejo de que assim seja. Vamos ter em mente que o que aconteceu, por ocasião do batismo de Jesus, não foi preparado para ensinar, em especial, ao povo uma doutrina a respeito da Divindade. De fato, ninguém, às margens do Jordão, naquele dia, ouviu nem viu algo relacionado a uma voz ou a uma pomba, exceto João Batista. O que aconteceu, naquela ocasião, foi um sinal infalível e particular, dirigido a João, pelo qual, ele pudesse identificar o Messias (João 133). Lembre-se também, que a pomba descendo sobre Jesus é puramente simbólica. Alguns dizem que Jesus recebeu o Espírito Santo no Jordão. Estão completamente enganados. Nunca houve um tempo em que o Espírito Santo não estivesse em Jesus, plenamente. João Batista era “cheio do Espírito Santo, já do ventre materno”. Vamos nos atrever a dizer menos que isso, a respeito de Jesus?
Os trinitarianos dizem que a voz ouvida às margens do Jordão “implica em uma personalidade”. A voz da jumenta de Balaào indica personalidade? (Números 22:28). Jesus disse que as pedras clamariam: “Bendito o que vem em nome do SENHOR.” Vamos, por isso, concluir que as pedras possuem personalidade? A verdade é que o Homem que foi batizado por João era também o onipresente Deus e Ele era o responsável pela voz. Jesus afirmou estar na terra e no céu, ao mesmo tempo (João 3:13, 1:18). Ele também afirmou, ainda na terra, em relação ao Seu corpo, que Ele estava presente, como Deus, no meio de qualquer grupo de crentes que se reunissem em Seu nome, no mundo todo (Mateus 28:20) Quero repetir - deixe o significado desse fato ficar implantado bem firme em sua mente - Jesus, que foi, naquele dia, batizado no rio, era onipresente:
presente em todos os lugares, ao mesmo tempo. Se negarmos que Ele (quanto à Sua Divindade) era responsável pela voz, estaremos, então, virtualmente, negando a Ele o atributo da onipresença. João 14:17, encerra a questão. Jesus disse que todas as obras milagrosas de Seu ministério (e isso inclui a voz e a pomba) eram atribuídas ao Único que habitava dentro dele. "O Pai que permanece em mim, faz as suas obras.”

DEUS MEU, DEUS MEU, POR QUE ME DESAMPARASTE?


(Mateus 27:46)


Os trinitarianos deveriam considerar com cuidado as conclusões lógicas de suas objeções, antes de fazê-las. Pense nisso - se Jesus foi realmente abandonado por Deus, então, Ele não é Deus! A explicação trinitariana para esse versículo, que afirma que nesta passagem vemos uma Pessoa Divina abandonando a outra, nos leva a perguntar onde fica, então, sua crença professada na unidade da Divindade. Se as Pessoas Divinas da teoria da trindade são tão distintas a ponto de desampararem umas às outras, como podem os trinitarianos, com um mínimo de lógica, negar que acreditam, realmente, em três Deuses? Jesus não foi abandonado por Deus. Isso não poderia acontecer, pois, Ele era Deus manifestado em carne (1 Timóteo 3:16). Jesus afirmou que seu Pai não O abandonaria no momento crucial (João 16:32). Hebreus 9:4 nos ensina que o Espírito Santo habitava Jesus até o último instante da consumação da oferenda. A verdade é que Jesus sentiu o abandono de Deus. Teve que ser assim, pois Ele era o substituto do pecador e essa parte do preço Ele teve que pagar. Leia Levítico 2:1-3, com muita atenção. A “flor de farinha” fala da humanidade de noso Senhor. O “azeite misturado à farinha fala de Deus no corpo de Jesus Cristo. O “incenso” indica a intercessão. A farinha, o azeite e o incenso eram queimados juntos no fogo do altar, que fala do Calvário. Essa é uma bela descrição de como o Grande Espírito de Deus permanecia em Cristo, mesmo quando as chamas do castigo Divino engolfavam Sua alma, no Calvário. Eu repito - Jesus não foi, realmente, abandonado por Deus no Calvário, mas sentiu a terrível realidade de uma alma abandonada por Deus, enquanto Ele tomava o lugar do pecador.

“A GLÓRIA QUE EU TIVE JUNTO DE TI,
ANTES QUE HOUVESSE MUNDO”
(João 17:5)


Os trinitarianos alegam que este versículo, e seu contexto, revelam que Cristo era o “Filho”, antes que o mundo existisse. Se fosse assim, haveria uma violenta contradição entre esse versículo e todas as passagens referentes ao “Filho”, nas Escrituras, que nos ensinam que a Filiação de nosso Senhor Jesus Cristo está relacionada ao tempo e à condição humana. A verdadeira explicação para esse versículo é muito simples. Jesus está orando pela glorificação que aconteceria no futuro (João 7:39: 1 Timóteo 3:16). Na verdade, a crucificação, a ressurreição, a ascensão e a glorificação estavam ainda por vir, quando Jesus orou em João 17. Nosso Senhor, em Sua oração, mostra que, em certo sentido, Ele, realmente, tinha sido glorificado na eternidade passada. A que tempo se referia Jesus? Ele queria dizer que tinha sido glorificado na eternidade passada, assim como Ele tinha sido crucificado na eternidade passada (leia Apocalipse 13:8). Tudo que se relaciona com a obra redentora de Cristo aconteceu na eternidade passada, na mente de Deus. Na mente de Deus, muito antes que a terra fosse criada, Jesus nascera de uma virgem, vivera uma vida sem pecado, morrera uma morte vicária e ressurgira triunfante, para ser recebido na glória. Nosso Deus habita a eternidade e vê as coisas que não são, como se fossem. Porque Efésios 1:4 torna claro que, também, antes de o mundo existir, a Igreja (que é você e eu) fora escolhida e purificada em Cristo e que Deus nos viu perante Ele em amor, antes mesmo que nós existíssemos!
Os teólogos que aceitam a Unicidade compreendem que João 7:5, se refere à idealidade da existência do Filho, antes da fundação do mundo, ou sua existência na mente e pensamento de Deus. É óbvio que o Filho não existia na realidade, antes de Belém, pois se não fosse assim, não teríamos dificuldade de encontrá-lo realmente presente no Velho Testamento e no espaço de tempo por ele relatado. Não há um só versículo no Velho Testamento que mostre o Filho como estando presente naquela ocasião. Há, certamente, profecias a seu respeito, no Velho Testamento. Sempre, o Filho é o que “há de vir’ e não “o que está presente”. Pense, por um momento, como poderia o Filho ter existido como tal, no Velho Testamento, tendo sido gerado por uma mulher, séculos mais tarde - Gálatas 4:4. Exemplos da pré-existência ideal são encontrados em outras partes da Biblia. Confira em Romanos 4:17 e Jeremias 1:5.

O USO DO PLURAL NO NOVO TESTAMENTO
(João 14:23)

Os trinitarianos dão ênfase às palavras “nos” e “nosso” neste e em outros versículos semelhantes, e argumentam que elas revelam a pluralidade das Pessoas Divinas. Eu me lembro deter pedido a um pregador trinitariano que me explicasse o versículo na parte que diz: “viremos para ele e faremos nele morada”. Ele não pôde nem começar a explicar, pois, mesmo ele, como trinitariano, não podia crer que houvesse três Pessoas Divinas habitando nele. Amigo, há apenas uma maneira de ter Deus habitando em você e esta é através do Espírito, como diz Efésios 4:4. “Há somente ... um Espírito." O significado de João 14:23 é muito bonito e claro se você tem a chave da unicidade. Mateus 10:20 fala do Espírito do Pai; Gálatas 4:6 fala do Espírito do Filho, embora, exista, não dois Espíritos, mas apenas um (Efésios 4:4). O Espírito do Pai é o Espírito do Todo-poderoso, o Espírito do Poder (veja João 14:10). O Espírito do Filho é o Espírito do Sacerdócio, ou Espírito da obediência e Oração (Gálatas 4:6; João 17:1; Hebreus 5:8). O crente tem ambos no Espírito Santo. Tudo que, num crente, falar do miraculoso e do onipotente é (o Espírito de) o Pai habitando nele, e, tudo que num crente falar de oração, submissão, obediência ou sacerdócio é (o Espírito de) o Filho habitando nele, embora não exista senão um Espírito, sob os dois aspectos. Os crentes na Unicidade podem interpretar João 14:23 e qualquer outro versículo “plural”, mas os trinitarianos não podem oferecer explicações. Não podemos nos esquecer, jamais, da dualidade da natureza de Jesus e de que Ele desempenhou, por isso, um duplo papel. Quando alguém medita sobre esse fato, compreende, rapidamente, que o uso do plural é necessário em referência aos ofícios e às realizações de Jesus. Compreende que o plural não indica, nesse caso, diferentes pessoas, mas, antes, diferentes atuações de uma só pessoa. Podemos ver isso, claramente, em João 12:45 “E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.” A esse respeito, um estudo de Isaias 53 émuito gratificante. No versículo 6, encontramos o “SENHOR” mencionado em oposição a “Ele” (Cristo). No versículo 10, lemos:
“Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade ...“ O Senhor aparece, assim, como o ofertante e Cristo como o Cordeiro (versículo 7), que foi oferecido. Mas, ainda assim, quem não sabe que Jesus é o Sumo Sacerdote, o Grande Mediador da Bíblia? E quem não sabe que Ele é, ao mesmo tempo, a Grande Oferenda e o Cordeiro da Bíblia? A maravilhosa verdade de Isaias 53 é que Cristo, o Deus-homem, é Aquele que mói e é moido. Aquele que oferece e é oferecido, Aquele que é o Sumo Sacerdote e o Cordeiro do sacrifício. Olhando apressadamente a passagem, poderíamos ver duas Pessoas, em Isaias 53. Mas aqueles que conhecem a verdade sobre a dupla natureza de Jesus e seu duplo papel podem ver que o profeta falava não a respeito de duas Pessoas Divinas, mas sobre os ofícios de Jesus, nosso Deus e Salvador (Hebreus 9:14).

A QUANTOS ESTEVÃO VIU?
(Atos 7:54-60)


Estevão não disse: “Vejo Jesus e Deus”. Porque ele sabia muito bem que “ninguém” (e isso inclui Estêvão) “jamais viu a Deus”. João 1:18; 1 João 4:12. Deus é INVISÍVEL - Colossenses 1:15; 1 Timóteo 1:17; Hebreus 11:27 e o invisível é impossível de ser visto! Porque Deus é invisível. Ele é aquele “a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver’ (1 Timóteo 6:16). As passagens do Velho Testamento, nas quais as pessoas afirmavam ter visto a Deus, devem ser entendidas como teofanias angelicais, ou materializações temporárias de Deus, em forma angelical. Hoje, na nova dispensação, JESUS é a IMAGEM do Deus invisível: na verdade, Jesus é a EXPRESSÃO EXATA do Deus invisível! Colossenses 1:15; Hebreus 1:3. Em Belém, Deus assumiu forma HUMANA e essa forma, chamada “o Filho”, é a teofania perfeita, completa e permanente de Deus. Isso explica porque cessaram, em Belém, as teofanias angelicais da Velha dispensação. Sendo Jesus a “expressão exata” de Deus, e sendo que ‘nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9), é impossível Deus revelar Sua pessoa fora ou separadamente de Jesus. Portanto, Estêvão não viu, nem poderia ter VISTO duas pessoas.
O que significa “à destra de Deus”? Leia Exodo 15:6, com muito cuidado. Moisés e os israelitas, na margem segura do Mar Vermelho, afirmaram ter visto “a destra” do Senhor, quando as águas caíram sobre o “exército de Faraó” e todos se afogaram. O que eles viram, na realidade? Nada, a não ser uma tremenda demonstração do poder e da glória de Deus. A isso eles chamaram a ‘destra” de Deus. Estêvão era israelita e conhecia as Escrituras israelitas e, quando usou a expressão “destra” de Deus, queria dizer exatamente o que Moisés disse, quando usou a mesma expressão. Estêvão afirmou ver Jesus no lugar da Glória e do Poder (Atos 7:55) e descreveu isso como a “destra” de Deus. Observe que, depois de ter a visão, Estêvão ainda acreditava que Jesus era Deus. Ele invocava a Deus e pedia. “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” Somente “Deus, o Pai” recebe os espíritos dos homens à morte (Salmo 31:5; Eclesiastes 12:7; Hebreus 12:9). Estevão sabia disso e, ainda assim, clamou: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito.” Estêvão acreditava que Jesus era Deus e Pai velado em carne. Se, como afirmam os trinitarianos, Estêvão viu duas Pessoas, então Deus não é invisível, Deus foi visto. Jesus não é A imagem exata de Deus, mas simplesmente UMA imagem (tudo isso contradiz as Escrituras), e Estêvão entregou seu espírito ao membro errado da Trindade!

ERGUEI-VOS, ERGUEI-VOS POR JESUS


Ouerido leitor, você está chegando ao fim deste livreto e antes que você o feche e o ponha de lado, quero deixar uma coisa bem clara. Esta não é apenas uma discussão entre teólogos. Este é um assunto que diz respeito a Crista. O que você pensa sobre Crista? Você afirma que Ele é Deus, completa, verdadeira, total, apenas e exclusivamente Deus? Ou você pensa, como muitos, que Ele é apenas a Segunda Pessoa de uma Trindade? Lembre-se, se Jesus é a plenitude da Divindade e você insiste em adorar outras duas divindades, você está desobedecendo às Escrituras. ‘Porque eu sou Deus, e não há outro” (lsaías 45:22). Lembre-se, se Jesus é a Divindade completa e você O vê como a terça parte de Deus (quando você adora), então você não pode ser considerado um verdadeiro adorador de Deus. Por que não cerrar fileira junto com aqueles que acreditam que “Cristo é tudo”? Ele é Pai no que diz respeito à Sua Divindade, Filho, quanto à sua Humanidade e é o Espírito Santo em Emanação.
Dia virá em que todos, em todos os lugares, acreditarão apenas nisso (Zacarias 14:9). O homem faz a tradição afirmar que “Jesus está na Divindade”. As Escrituras, na verdade, afirmam que “A Divindade está em Jesus” (Colossenses 2:9). Em que você acredita?

Por Gordon Magee


1988 Word Aflame Press


Hazelwood, MO 63042-2299


ISBN 0-932581-32-3


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